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	<title>Cobasi, Autor em Blog da Cobasi</title>
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	<description>Aqui no Blog Cobasi você confere dicas sobre o universo dos pets</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 20:49:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Cobasi, Autor em Blog da Cobasi</title>
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		<title>Cachorro sonha? Veja o que a ciência explica sobre o sono canino</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/meu-cachorro-sonha/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/meu-cachorro-sonha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 20:49:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sim, cachorro sonha. Enquanto dorme, muitos cães mexem as patas, movimentam os olhos, abanam o rabo, choramingam ou soltam pequenos latidos.&#160; Esses comportamentos aparecem com mais frequência no sono REM</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/meu-cachorro-sonha/">Cachorro sonha? Veja o que a ciência explica sobre o sono canino</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-capa.webp" alt="Cachorro sonha enquanto dorme" class="wp-image-73226" style="object-fit:cover;width:709px;height:472px" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-capa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-capa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-capa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p><strong>Sim, cachorro sonha</strong>. Enquanto dorme, muitos cães mexem as patas, movimentam os olhos, abanam o rabo, choramingam ou soltam pequenos latidos.&nbsp;</p>



<p>Esses comportamentos aparecem com mais frequência no <strong>sono REM (</strong><strong><em>rapid eye movement)</em></strong><strong>, </strong>expressão em inglês para movimento rápido dos olhos.&nbsp;</p>



<p>A atividade cerebral aumenta e os sonhos tendem a acontecer. Algo parecido ocorre com os humanos. <strong>Cães também passam por diferentes fases do sono</strong>, alternando momentos mais leves, sono profundo e períodos de maior atividade cerebral.&nbsp;</p>



<p>Segundo a AKC (American Kennel Club), <a href="https://www.akc.org/expert-advice/lifestyle/do-dogs-dream/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos</a> com animais mostram que experiências vividas durante o dia podem reaparecer no sono. Isso ajuda a explicar por que um cachorro pode parecer correr, brincar ou reagir a alguma situação enquanto dorme.</p>



<p>Na maioria dos casos, os movimentos e sons fazem parte do sono normal. Para entender melhor o assunto, conversamos com a <a href="https://blog.cobasi.com.br/especialista/medica-veterinaria-lysandra-barbieri/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">médica-veterinária Lysandra Barbieri (CRMV/SP 44484)</a>. </p>



<p>O conteúdo explica com <strong>o que os cães podem sonhar</strong>, se cachorro tem pesadelo, quando vale acordar e quais sinais pedem atenção.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cachorro realmente sonha? O que a ciência diz</h2>



<p>As<strong> evidências científicas mostram que os cães passam pelo sono REM</strong>, fase marcada por maior atividade cerebral, movimentos rápidos dos olhos e redução da atividade muscular.</p>



<p>Esse padrão também aparece no sono humano e está associado aos sonhos mais vívidos. Durante o descanso, o cérebro continua organizando memórias, aprendizados e experiências recentes.<br><br>A presença do sono REM e a relação entre descanso, memória e aprendizado sustentam a conclusão de que<strong> cães sonham</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pesquisa identificou as fases REM e não REM nos cães </h3>



<p><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7341213/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudos </a>realizados diretamente com cães identificaram as diferentes fases do sono por meio da <strong>polissonografia</strong>, exame que monitora diversas funções do organismo enquanto o animal dorme.<br><br>Os resultados identificaram períodos de vigília, sonolência, sono não REM e sono REM. Essa organização mostra que o sono canino apresenta características semelhantes às observadas nos humanos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estudo relacionou o sono canino ao aprendizado e à memória</h3>



<p>Outra <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5292958/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa analisou a atividade cerebral de cães</a> após uma tarefa de aprendizagem. Os resultados encontraram uma relação entre o sono, o desempenho dos animais e a consolidação da memória.</p>



<p>A consolidação da memória é o processo usado pelo cérebro para organizar e armazenar informações recentes. Essa descoberta reforça a possibilidade de que experiências vividas durante o dia continuem sendo processadas enquanto o cachorro dorme.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estudo do MIT identificou experiências sendo repetidas durante o sono</h3>



<p>Em 2001, pesquisadores do <a href="https://news.mit.edu/2001/dreaming" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT,</a> monitoraram a atividade cerebral de ratos enquanto os animais percorriam uma pista em busca de alimento.</p>



<p>Durante o sono, os mesmos padrões registrados no trajeto voltaram a aparecer. A correspondência permitiu identificar até qual parte do percurso estava sendo reproduzida pelo cérebro.</p>



<p>O estudo não analisou cães, mas mostrou que o cérebro de um mamífero pode retomar durante o sono sequências de uma experiência real. A descoberta ajuda a compreender como memórias do cotidiano podem aparecer nos sonhos dos animais.</p>



<p>Sim, <strong>é normal cachorro se mexer enquanto dorme</strong>. Pequenas contrações musculares, movimentos das patas, alterações na respiração e sons baixos costumam aparecer durante o sono REM.</p>



<p>O corpo permanece relaxado durante o sonho, mas alguns movimentos involuntários podem acontecer. Por isso, o cachorro pode parecer correr, brincar ou reagir a alguma situação sem acordar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Movimentos e sons comuns durante o sono</h3>



<p>Um <strong>cachorro sonhando</strong> pode apresentar comportamentos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mexer ou esticar as patas;</li>



<li>abanar o rabo;</li>



<li>movimentar os olhos sob as pálpebras;</li>



<li>respirar de maneira mais rápida ou irregular;</li>



<li>soltar pequenos latidos;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-chorando/">choram</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-chorando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">i</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-chorando/">ngar</a>, gemer ou rosnar;</li>



<li>apresentar espasmos leves.</li>
</ul>



<p>Esses sinais costumam durar pouco e desaparecem sem a necessidade de interferência. Pequenos tremores e vocalizações durante o sono são considerados normais na maioria dos casos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Movimentos intensos merecem atenção</h3>



<p>Movimentos rígidos, fortes ou prolongados não devem ser associados automaticamente a um sonho. Salivação excessiva, perda de urina, falta de resposta e confusão ao acordar também podem indicar uma crise convulsiva ou outro problema neurológico.</p>



<p>Sempre que o comportamento fugir do padrão habitual, vale gravar o episódio e mostrar o vídeo ao médico-veterinário. O registro ajuda a avaliar a duração, a intensidade e os movimentos apresentados durante o sono.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Com o que cachorro sonha?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_291602087.webp" alt="cachorro dormindo" class="wp-image-79515" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_291602087.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_291602087-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_291602087-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Os <strong>sonhos dos cães provavelmente estão ligados às experiências vividas durante o dia</strong>, como explica a médica-veterinária Lysandra Barbieri: </p>



<p>“Ainda não é possível definir com o que o cachorro sonha, mas o ciclo de sono dos pets é bem parecido com o nosso. Acredita-se que o sonho esteja relacionado ao que foi vivido durante o dia, a algum brinquedo que marcou a memória ou até mesmo à captura e à perseguição de presas.”&nbsp;</p>



<p><a href="https://blog.cobasi.com.br/passear-com-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Passeios</a>, brincadeiras, cheiros, refeições, treinamentos e encontros com pessoas ou outros animais podem reaparecer durante o descanso. </p>



<p>Um movimento de corrida, por exemplo, pode estar relacionado a uma experiência recente, mas não revela com certeza o conteúdo do sonho.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cachorro sonha com o tutor?</h2>



<p>Sim, é possível que o cachorro sonhe com o tutor. Como os <strong>sonhos caninos provavelmente retomam experiências do cotidiano</strong>, pessoas próximas, cheiros conhecidos e momentos de carinho podem aparecer durante o sono.</p>



<p>Deirdre Barrett, psicóloga da Faculdade de Medicina de Harvard, explica que <a href="https://people.com/pets/what-is-your-cat-or-dog-dreaming-about-a-harvard-expert-has-some-answers/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os sonhos costumam refletir interesses e acontecimentos vividos durante o dia</a>. </p>



<p>Como os cães criam vínculos fortes com os tutores, Barrett considera provável que o rosto, o cheiro e as interações com essas pessoas façam parte dos sonhos.</p>



<p>Ainda <strong>não existe um exame capaz de revelar o conteúdo de um sonho canino</strong>. Por isso, não é possível confirmar quando um cachorro está sonhando com o tutor, mesmo que movimentos, latidos ou abanadas de rabo apareçam durante o sono.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cachorro tem pesadelo?</h2>



<p><strong>Sim, cachorro pode ter pesadelo</strong>. Como os sonhos parecem reunir experiências, memórias e emoções, situações desagradáveis também podem reaparecer durante o sono.</p>



<p>“Acredita-se que os cães possam ter lembranças ruins durante o sono, relacionadas a acontecimentos recentes ou experiências do passado”, reforça a médica-veterinária Lysandra Barbieri.</p>



<p>Um possível pesadelo pode fazer o cachorro acordar assustado, inquieto ou desorientado por alguns instantes. Os sons e movimentos apresentados durante o sono, sozinhos, não permitem confirmar que o sonho foi ruim.&nbsp;</p>



<p>Na maioria dos casos, o episódio termina sozinho e o cachorro continua dormindo. A atenção deve ser maior quando os movimentos ficam muito intensos, duram mais do que o habitual ou aparecem junto com dificuldade para despertar e desorientação ao acordar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Devo acordar o cachorro sonhando?</h2>



<p>Não,<strong> o ideal é esperar o sonho terminar </strong>e permitir que o cachorro acorde naturalmente. Um despertar brusco pode causar susto, confusão e uma reação defensiva.&nbsp;</p>



<p>Mesmo um cachorro dócil pode rosnar ou morder por reflexo antes de perceber o que está acontecendo. No entanto, quando o sono parece muito agitado, chame o cachorro pelo nome com voz baixa e calma, mantendo certa distância.&nbsp;</p>



<p>Evite tocar, pegar no colo ou balançar o corpo durante o episódio. A médica-veterinária Amanda Pellizzer, em <a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/casa-pet/noticia/2023/07/24/cachorro-tambem-sonha-saiba-o-que-diz-veterinaria-e-como-agir-diante-de-possiveis-pesadelos.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao G1</a>, explica que o contato repentino pode assustar o animal e provocar uma reação inesperada.</p>



<p>Depois que o cachorro abrir os olhos e reconhecer o ambiente, a aproximação pode ser feita com tranquilidade. Uma voz familiar e um carinho suave ajudam a transmitir segurança.</p>



<p>Também é importante respeitar o descanso sempre que possível. O sono participa da recuperação do organismo, do equilíbrio do comportamento e do processamento das experiências vividas durante o dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como diferenciar sonho de convulsão em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_241543669.webp" alt="cão dormindo" class="wp-image-79516" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_241543669.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_241543669-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_241543669-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A principal diferença está na<strong> intensidade dos movimentos</strong>, na resposta do cachorro ao chamado e no <strong>comportamento após o episódio</strong>.</p>



<p>Durante um sonho, os movimentos costumam ser breves e intermitentes. As patas podem se contrair, chutar ou fazer movimentos parecidos com uma corrida, mas o corpo permanece relativamente relaxado.</p>



<p>Em uma possível <a href="https://blog.cobasi.com.br/convulsao-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">convulsão</a>, os membros tendem a ficar rígidos e tensos, com movimentos mais fortes, rítmicos e difíceis de interromper. O cachorro também pode não responder à voz do tutor.</p>



<p>Alguns sinais ajudam a diferenciar um sonho comum de uma possível crise convulsiva. Confira as principais diferenças:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sinal</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cachorro sonhando</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Possível convulsão</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Movimentos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Breves, leves e intermitentes</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fortes, rígidos e repetitivos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Duração dos movimentos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geralmente menos de 30 segundos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode durar mais tempo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Resposta ao chamado</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode acordar ou reagir à voz</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Costuma não responder</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Corpo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Permanece mais relaxado</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode ficar rígido e tenso</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Salivação</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não costuma acontecer</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode ocorrer</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Urina ou fezes</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não são esperadas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Podem acontecer</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Depois do episódio</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Retoma o comportamento normal</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode apresentar confusão, ofegância ou desorientação</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<p>Segundo o Dr. Jerry Klein, veterinário-chefe da AKC, <a href="https://www.akc.org/expert-advice/health/dreaming-vs-seizures-in-dogs/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">convulsões são respostas motoras anormais e incontroláveis que começam no cérebro</a>. </p>



<p>Algumas atingem o corpo todo, enquanto outras provocam movimentos rítmicos apenas em uma região. Por isso, <strong>nem toda crise convulsiva apresenta tremores intensos</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer diante de uma possível convulsão?</h3>



<p>Mantenha a calma e afaste objetos que possam machucar o animal. Não tente abrir a boca nem impedir que o cachorro engula a língua, pois isso não acontece durante uma convulsão.</p>



<p>Cronometre o episódio e, quando for possível, grave um vídeo. O registro ajuda o médico-veterinário a avaliar os movimentos, a duração e a recuperação do cachorro.&nbsp;</p>



<p>Se for seguro, deite o animal de lado, sem imobilizá-lo, e apoie a cabeça sobre algo macio para evitar batidas.&nbsp;</p>



<p><strong>Toda suspeita de convulsão deve ser comunicada ao médico-veterinário</strong>. Crises repetidas em um período de 24 horas exigem atendimento de emergência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece no cérebro do cachorro enquanto dorme?</h2>



<p>Enquanto o cachorro dorme, o cérebro continua trabalhando no processamento das experiências vividas, na organização de informações e na consolidação de memórias.</p>



<p><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7341213/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisas que acompanharam a atividade cerebral de cães</a> identificaram mudanças bem definidas entre os estágios do sono. Na fase REM, associada aos sonhos mais intensos, o cérebro fica mais ativo, enquanto a musculatura permanece relaxada.</p>



<p>Esse relaxamento reduz os movimentos do corpo, mas não os elimina por completo. Pequenas contrações das patas, movimentos dos olhos e vocalizações podem surgir durante o sono sem indicar, por si só, um problema.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fases do sono do cachorro</h3>



<p>Para facilitar a compreensão, a tabela abaixo resume as principais mudanças observadas durante o descanso:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Etapa do ciclo&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que acontece no organismo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que pode ser observado</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Relação com os sonhos</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sonolência</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O corpo começa a relaxar, mas ainda percebe o ambiente</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Reação a barulhos, mudança de posição e abertura dos olhos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pouco provável</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sono não REM leve</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A atividade corporal diminui gradualmente</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Respiração mais regular e menor resposta aos estímulos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode haver processamento de informações</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sono não REM profundo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O organismo entra em um período de maior recuperação</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Relaxamento intenso e maior dificuldade para despertar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Menos associado aos sonhos vívidos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sono REM</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A atividade cerebral aumenta e o tônus muscular diminui&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Movimentos dos olhos, pequenas contrações e vocalizações</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É a fase mais associada aos sonhos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Desperta</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A resposta ao ambiente retorna gradualmente</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Movimento da cabeça, mudança de posição ou tentativa de levantar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O ciclo de sono termina</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<p>A classificação pode variar de acordo com o método usado em cada pesquisa. Alguns estudos separam vigília, sonolência, <strong>sono não REM e sono REM</strong>. </p>



<p>Outros dividem o sono não REM em três estágios, identificados a partir dos padrões elétricos do cérebro e de outros registros fisiológicos.</p>



<p>Os cães podem passar por essas etapas diversas vezes ao longo do dia e da noite. A duração de cada período varia conforme idade, rotina, nível de atividade e condições de saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como ajudar o cachorro a dormir melhor?</h2>



<p>Um ambiente tranquilo, confortável e protegido de interrupções favorece a qualidade do sono do cachorro. A rotina também faz diferença, principalmente quando os horários de alimentação, passeios, brincadeiras e descanso seguem certa regularidade.</p>



<p>A <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/caminhas-e-casinhas/caminhas?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-sonha_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cama para cachorro </a>deve ter espaço suficiente para que o pet consiga se esticar, mudar de posição e apoiar todo o corpo. </p>



<p>Modelos com maior sustentação podem oferecer mais conforto para todos os cães, especialmente os idosos, os de grande porte e aqueles com sensibilidade nas articulações.&nbsp;</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=caminha"><h2>Caminha para cachorro</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<p>O local escolhido também precisa estar livre de correntes de ar, calor excessivo e barulhos constantes. Uma área muito movimentada pode dificultar o sono profundo e provocar despertares frequentes.</p>



<p>Alguns cuidados ajudam a tornar o descanso mais tranquilo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter a cama limpa e seca;</li>



<li>escolher um ambiente com temperatura agradável;</li>



<li>evitar interrupções durante o sono;</li>



<li>oferecer passeios e atividades adequados à idade;</li>



<li>reduzir estímulos intensos perto do horário de dormir;</li>



<li>observar mudanças repentinas na rotina de descanso.</li>
</ul>



<p>Dormir bem contribui para a recuperação do organismo, o aprendizado, a memória e o equilíbrio do comportamento.&nbsp;</p>



<p>Quando o cachorro apresenta inquietação frequente, dificuldade para dormir ou despertares acompanhados de dor e desorientação, a <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-sonha_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">orientação veterinária</a> é necessária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quantas vezes o cachorro sonha?</h2>



<p>Não existe um número cientificamente definido de sonhos por dia. O cachorro pode passar pelo sono REM várias vezes durante o descanso, mas não é possível confirmar se cada período corresponde a um novo sonho.&nbsp;</p>



<p>Um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37536320/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo sobre a classificação do sono canino</a> acompanhou cães por várias semanas e encontrou diferenças entre o descanso diurno e o noturno. </p>



<p>O <strong>sono REM representou, em média, cerca de 12% do tempo dormindo durante o dia e 20% durante a noite</strong>. Os valores foram apresentados originalmente como proporções de 0,12 e 0,20.&nbsp;</p>



<p>Os resultados mostram que os cães passam mais tempo em sono REM durante a noite. A pesquisa, porém, não permite contar quantos sonhos acontecem nem identificar quando cada sonho começa ou termina.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que a pesquisa permite concluir</h3>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Informação</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que a ciência indica</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sono REM durante o dia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cerca de 12% do tempo dormindo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sono REM durante a noite</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cerca de 20% do tempo dormindo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Quantidade de sonhos por noite&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ainda não pode ser medida</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cada período REM representa um sonho?&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não é possível confirmar</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cachorro sonha todos os dias?&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É provável, mas não há como comprovar cada sonho</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Esses números representam a média dos cães avaliados no estudo e não funcionam como uma regra para todos os pets. Idade, rotina, ambiente e condições de saúde podem alterar a duração e a distribuição das fases do sono.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre cachorro sonhando</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-no-sofa.webp" alt="cachorro sonhando no sofá" class="wp-image-73227" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-no-sofa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-no-sofa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/cachorro-sonha-no-sofa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro sonha quando abana o rabo?</h3>



<p><strong>Abanar o rabo durante o sono pode ocorrer enquanto o cachorro sonha</strong>, mas também pode ser apenas uma contração muscular involuntária. O movimento sozinho não revela o conteúdo nem confirma que o animal está sonhando.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro sonha quando mexe as patas?</h3>



<p>O movimento das patas é comum durante o sono REM. Quando é leve, breve e termina sozinho, costuma fazer parte do sono normal.</p>



<p>O comportamento pode estar relacionado ao processamento de uma experiência, como uma brincadeira ou um passeio, mas não é possível confirmar o conteúdo do sonho apenas pela observação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que o cachorro late dormindo?</h3>



<p>Pequenos latidos, gemidos ou rosnados podem aparecer durante o sono REM. Vocalizações breves e ocasionais costumam ser normais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que o cachorro chora dormindo?</h3>



<p>O cachorro pode choramingar durante um sonho sem necessariamente sentir dor. Vale observar se o episódio termina rapidamente e se o comportamento volta ao normal após o despertar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O cachorro sonha igual aos humanos?</h3>



<p>O sono canino apresenta fases semelhantes às do sono humano, incluindo os períodos não REM e REM. A ciência ainda não consegue afirmar se a experiência e a complexidade dos sonhos são iguais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro sonha todos os dias?</h3>



<p>É provável que o cachorro passe pelo sono REM diariamente, principalmente quando consegue descansar por tempo suficiente. Ainda não existe uma forma de confirmar se todo período REM corresponde a um sonho.</p>



<h3 class="wp-block-heading">É normal o cachorro tremer dormindo?</h3>



<p>Pequenos tremores e espasmos podem fazer parte do sono. Movimentos fortes, prolongados, acompanhados de rigidez, falta de resposta ou desorientação precisam de avaliação veterinária.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_184910224.webp" alt="cachorro filhote dormindo" class="wp-image-79517" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_184910224.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_184910224-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_184910224-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O conteúdo ajudou a entender melhor o que acontece enquanto o cachorro dorme? Compartilhe com outros tutores.</p>



<p>No Blog da Cobasi, você encontra mais informações sobre comportamento, saúde e bem-estar para cuidar do pet em todas as fases da vida. Até a próxima!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências científicas</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>KIS, A. et al.<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5292958/"> The interrelated effect of sleep and learning in dogs (Canis familiaris): an EEG and behavioural study</a>. <em>Scientific Reports</em>, v. 7, 2017.<br><br></li>



<li>KIS, A. et al.<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5666109/"> Sleep macrostructure is modulated by positive and negative social experience in adult pet dogs</a>. <em>Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences</em>, v. 284, 2017.<br><br></li>



<li>GERGELY, A. et al.<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7341213/"> Reliability of Family Dogs’ Sleep Structure Scoring Based on Manual and Automated Sleep Stage Identification</a>. <em>Animals</em>, v. 10, n. 6, 2020.<br><br></li>



<li>MIVALT, F. et al.<a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10480092/"> Automated sleep classification with chronic neural implants in freely behaving canines</a>. <em>Journal of Neural Engineering</em>, v. 20, 2023.<br><br></li>



<li>LOUIE, K.; WILSON, M. A.<a href="https://www.cell.com/neuron/fulltext/S0896-6273%2801%2900186-6"> Temporally Structured Replay of Awake Hippocampal Ensemble Activity during Rapid Eye Movement Sleep</a>. <em>Neuron</em>, v. 29, 2001.<br><br></li>



<li>BERENDT, M. et al.<a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s12917-015-0461-2"> International Veterinary Epilepsy Task Force consensus report on epilepsy definition, classification and terminology in companion animals</a>. <em>BMC Veterinary Research</em>, v. 11, 2015.<br><br></li>



<li>G1.<a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/casa-pet/noticia/2023/07/24/cachorro-tambem-sonha-saiba-o-que-diz-veterinaria-e-como-agir-diante-de-possiveis-pesadelos.ghtml"> Cachorro também sonha? Saiba o que diz veterinária e como agir diante de possíveis pesadelos</a>.<br><br></li>



<li>AMERICAN KENNEL CLUB.<a href="https://www.akc.org/expert-advice/training/what-do-dogs-dream-about/"> What Do Dogs Dream About?</a>.<br><br></li>



<li>AMERICAN KENNEL CLUB.<a href="https://www.akc.org/expert-advice/health/dreaming-vs-seizures-in-dogs/"> Is My Dog Dreaming or Having a Seizure? How to Tell the Difference</a>.<br><br></li>



<li>AKC PET INSURANCE.<a href="https://www.akcpetinsurance.com/blog/do-dogs-dream"> What Do Dogs Dream About?</a>.</li>
</ul>



<p></p>
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		<title>Aniversário Cobasi Cuida 2026: transforme sua compra em refeições para pets de ONGs</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/aniversario-cobasi-cuida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cobasi Cuida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em agosto, cada compra também pode ser um gesto de solidariedade. Durante todo o Mês do Cobasi Cuida 2026, clientes que adquirirem produtos participantes da campanha ajudarão a garantir refeições</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/10/709x472_aniversario-cobasi-cuida.gif" alt="" class="wp-image-79429"/></figure>



<p>Em agosto, cada compra também pode ser um gesto de solidariedade. Durante todo o <strong>Mês do Cobasi Cuida 2026</strong>, clientes que adquirirem produtos participantes da campanha ajudarão a garantir refeições para cães e gatos acolhidos por organizações de proteção animal em diferentes regiões do Brasil.</p>



<p>Entre os dias <strong>1º e 31 de agosto</strong>, a cada unidade das rações <a href="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=Premier+Nattu&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_content=04082026_aniversario-cobasi-cuida-2026_premier_nattu" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Premier Nattu</strong></a> e <a href="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=Premier+Formula&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_content=04082026_aniversario-cobasi-cuida-2026_premier_formula" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Premier Formula</strong></a> participantes da ação, uma refeição será doada para animais atendidos por até <strong>90 ONGs parceiras do Cobasi Cuida</strong>, o programa de responsabilidade social da Cobasi.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como funciona a campanha?</strong></h2>



<p>Participar é muito simples. Basta comprar qualquer um dos produtos participantes durante o período da campanha. A cada compra, uma refeição será destinada a cães e gatos resgatados que vivem sob os cuidados das instituições parceiras do Cobasi Cuida.</p>



<p>A iniciativa une uma escolha que já faz parte da rotina dos tutores ao apoio direto à causa animal, contribuindo para que milhares de pets em situação de vulnerabilidade recebam alimentação de qualidade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Estamos constantemente pensando em estratégias para fortalecer a corrente da solidariedade em prol da causa animal. Neste mês, a ideia é que compras se tornem uma forma de apoio aos cães e gatos que precisam de ajuda&#8221;, destaca <strong>Caio Bernardo, Diretor Comercial e de Marketing do Grupo Petz Cobasi</strong>.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conheça o Cobasi Cuida</strong></h2>



<p>Criado em <strong>1998</strong>, com o propósito de atuar em todo o ecossistema da proteção animal, desde a castração à adoção, conectando animais e família, o <a href="https://www.cobasicuida.com.br/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_content=04082026_aniversario-cobasi-cuida-2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Cobasi Cuida</strong></a> é o programa de responsabilidade social da Cobasi dedicado à promoção do bem-estar animal.</p>



<p>Há quase três décadas, desenvolve ações voltadas ao apoio de organizações de proteção animal, incentivo à adoção responsável, campanhas de arrecadação, castração, atendimento em situações de emergência e diversas outras iniciativas sociais.</p>



<p>Ao longo de sua história, o programa já alcançou resultados expressivos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mais de <strong>244 mil animais amparados</strong>;</li>



<li>Cerca de <strong>8,3 milhões de refeições doadas</strong>;</li>



<li>Parceria com mais de <strong>190 ONGs e projetos sociais</strong> em todo o Brasil.</li>
</ul>



<p>Esses números representam o impacto de um trabalho contínuo realizado em conjunto com instituições, parceiros e clientes que acreditam na importância de cuidar dos animais que mais precisam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Faça parte dessa corrente do bem</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://www.cobasi.com.br/institucional/mes-cobasi-cuida?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_content=04082026_banner_aniversario-cobasi-cuida-2026"><img decoding="async" width="970" height="250" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/10/970x250_aniversario-cobasi-cuida.gif" alt="" class="wp-image-79428"/></a></figure>



<p>Durante o Mês do Cobasi Cuida, uma simples compra pode fazer a diferença na vida de cães e gatos resgatados.&nbsp;</p>



<p>Ao escolher os produtos participantes da campanha, você ajuda a fortalecer o trabalho das ONGs parceiras e contribui para que mais animais recebam os cuidados que merecem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Temos ampliado nossas ações para fortalecer a rede de proteção animal e oferecer apoio contínuo às organizações parceiras. Por meio do site do Cobasi Cuida e das redes sociais da Cobasi, as pessoas podem conhecer as iniciativas em andamento e participar das mobilizações realizadas em diferentes regiões do país&#8221;, afirma <strong>Giulliana Tessari, Gerente de Projetos Sociais do Grupo Petz Cobasi</strong>.</p>
</blockquote>



<p>Juntos, seguimos transformando pequenas atitudes em grandes mudanças para a causa animal.</p>
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		<title>Cachorro com medo de fogos: como acalmar e proteger seu cão</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-medo-de-fogos/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-medo-de-fogos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:21:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=5092</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para acalmar um cachorro com medo de fogos, prepare um cômodo interno e aconchegante antes de o barulho começar, reduza os sons que vêm da rua e permaneça por perto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-de-fogos.png" alt="" class="wp-image-70301" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-de-fogos.png 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-de-fogos-300x200.png 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-de-fogos-150x100.png 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Para <strong>acalmar um cachorro com medo de fogos</strong>, prepare um cômodo interno e aconchegante antes de o barulho começar, reduza os sons que vêm da rua e permaneça por perto com tranquilidade.</p>



<p>Recursos complementares, como difusores de feromônio, também podem ser considerados conforme a necessidade do animal.</p>



<p>A r<strong>eação aos fogos pode variar de um susto passageiro até uma fobia de ruído</strong>, caracterizada por medo intenso e desproporcional. Nesses casos, o cão pode apresentar tremores, respiração ofegante, aumento da frequência cardíaca e procura por esconderijos.</p>



<p>Sem o manejo adequado, novas exposições podem manter ou intensificar o medo em alguns animais.&nbsp;</p>



<p>Com preparo, adaptação do ambiente e orientação veterinária nos casos mais intensos, é possível reduzir o desconforto e aumentar a segurança do cão durante os fogos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:24px">Por que os cachorros têm medo de fogos de artifício?</h2>



<p>O<strong> medo de fogos é uma reação de alerta provocada por sons intensos, repentinos e imprevisíveis</strong>. A resposta pode <a href="https://saocamilo-sp.br/assets/artigo/bioethikos/155567/A04.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">variar de um desconforto passageiro até uma fobia de ruído</a>, com medo intenso e dificuldade de recuperação após os estouros.</p>



<p>Uma das causas está relacionada à audição canina. Segundo o <a href="https://www.akc.org/expert-advice/lifestyle/sounds-only-dogs-can-hear/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">American Kennel Club (AKC)</a>, enquanto os seres humanos adultos geralmente detectam frequências de até 20.000 Hz, os cães podem ouvir sons entre 47.000 e 65.000 Hz. </p>



<p>Em determinadas frequências, os cães também percebem sons de menor intensidade do que os humanos. No entanto, o medo não acontece apenas por causa da capacidade de ouvir frequências mais altas.&nbsp;</p>



<p>A intensidade dos fogos, a falta de aviso e a dificuldade de identificar a origem dos estouros aumentam a sensação de ameaça. Experiências negativas anteriores também podem fazer alguns cães anteciparem o episódio ao reconhecer ruídos distantes ou mudanças na rotina.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:24px">Fatores que deixam alguns cães mais sensíveis</h3>



<p>Nem todo cão reage do mesmo jeito. Alguns tremem no primeiro estouro, outros mal levantam a cabeça. Essa diferença vem de alguns fatores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Genética e temperamento: </strong>certas raças e linhagens são mais reativas a barulho. A fobia de ruído pode afetar até metade dos cães, segundo estimativas reunidas pelo <a href="https://www.petmd.com/dog/behavior/why-do-certain-sounds-scare-dogs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PetMD</a>.<br><br></li>



<li><strong>Socialização na fase de filhote:</strong> cães pouco expostos a sons variados nos primeiros meses costumam se assustar mais quando adultos.<br><br></li>



<li><strong>Experiências negativas:</strong> um grande susto em uma noite de fogos deixa marca e piora a reação nos anos seguintes.<br><br></li>



<li><strong>Idade e saúde:</strong> cães idosos ou com dor crônica ficam mais sensíveis. Quando o medo aparece de repente em um cão antes tranquilo, vale investigar a saúde dele com o veterinário.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como identificar o medo: sinais e sintomas?</h2>



<p>Um cachorro com medo de fogos mostra sinais claros no corpo e no comportamento, e reconhecê-los cedo ajuda a agir antes de o pânico se instalar. Os sinais mais comuns, descritos pelo PetMD como respostas típicas da fobia de ruído, são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-tremendo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tremores</a> e corpo encolhido;</li>



<li>respiração ofegante e <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-babando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">salivação em excesso</a>;</li>



<li>tentar se esconder embaixo de móveis ou em cantos;</li>



<li>andar de um lado para o outro sem sossegar;</li>



<li>latidos, choro ou uivos;</li>



<li>tentativas de fuga, arranhando portas e janelas;</li>



<li>xixi ou cocô fora do lugar, mesmo em cães já educados.</li>
</ul>



<p>Quanto mais intensos esses sinais, maior a chance de o cão tentar fugir. Isso explica por que tantos animais se perdem justamente nas noites de festa, e reforça a importância das medidas de segurança que vêm a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">10 dicas para acalmar o cachorro com medo de fogos</h2>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized is-style-default"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-medo-fogos-interna.webp" alt="cachorro deitado com medo de fogos" class="wp-image-58742" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-medo-fogos-interna.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-medo-fogos-interna-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-medo-fogos-interna-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A melhor forma de acalmar o cachorro é preparar o ambiente e a rotina antes de os fogos começarem e manter a calma durante os estouros.&nbsp;</p>



<p>As dicas abaixo funcionam melhor em conjunto: a combinação das medidas tende a trazer mais resultado do que aplicar uma isolada. Você também encontra orientações do dia a dia em <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-acalmar-o-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como acalmar o cachorro ansioso e agitado</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:24px">1. Prepare uma toca segura</h3>



<p>Monte um cantinho fechado e aconchegante longe das janelas, como um cômodo interno, um closet ou a própria caixa de transporte com a portinha aberta.&nbsp;</p>



<p>Forre com a caminha e cobertores que já tenham o cheiro do cão. Esse esconderijo dá a ele a sensação de proteção que procura por instinto.</p>



<h3 class="wp-block-heading" style="font-size:24px">2. Reduza o som e desvie o foco</h3>



<p>Feche portas e janelas e ligue um som de fundo constante, como um ventilador, a televisão ou uma música tranquila em volume moderado, para mascarar os estouros. Ao mesmo tempo, ocupe a atenção do cão com uma brincadeira ou um petisco. </p>



<p><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/brinquedos/brinquedos-interativos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Brinquedos interativos e recheáveis</a> podem ajudar a desviar a atenção e criar uma associação mais favorável, desde que o cão ainda aceite brincar ou comer. </p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=kong"><h2>Brinquedos para cachorro em promoção</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">3. Use recursos calmantes com orientação veterinária</h3>



<p>Para cães com medo de fogos, alguns produtos podem complementar o preparo do ambiente e ajudar a reduzir o desconforto. A escolha depende da intensidade do medo, da saúde e da resposta de cada animal.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Feromônios:</strong> difusores e coleiras liberam uma versão sintética do feromônio apaziguador produzido pela cadela durante a amamentação. Produtos como o <a href="https://www.cobasi.com.br/m/adaptil?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20240820_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos-de-artificio_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Adaptil</a> podem ser usados antes e <a href="https://blog.cobasi.com.br/adaptil-para-medo-de-fogos-de-artificio/">dura</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/adaptil-para-medo-de-fogos-de-artificio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">n</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/adaptil-para-medo-de-fogos-de-artificio/">te períodos com fogos</a>, conforme as orientações do fabricante.<br><br></li>



<li><strong>Suplementos e <a href="https://blog.cobasi.com.br/floral-para-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">florais</a>:</strong> apresentam composições e formas de uso diferentes. Opções como o <a href="https://www.cobasi.com.br/calmyn-e-susse-dog-organnact-31132210/p?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20240820_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos-de-artificio_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Calmyn Dog</a> podem fazer parte da rotina de cuidados, mas não devem ser tratadas como equivalentes aos feromônios.<br><br></li>



<li><strong>Medicamentos:</strong> podem ser indicados pelo médico-veterinário nos casos de medo intenso, pânico ou risco de fuga. Calmantes e sedativos nunca devem ser oferecidos por conta própria.</li>
</ul>



<p>Antes de escolher qualquer produto, consulte o médico-veterinário e confira no rótulo quando iniciar o uso, a dosagem e o tempo necessário para o efeito.</p>



<p>Na Cobasi, o tutor encontra feromônios, suplementos, florais e outros produtos para apoiar o cuidado de cães com medo de fogos. Conheça a linha de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antiestresse?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antiestresse para cachorro</a> e escolha a opção mais adequada com orientação profissional.</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=adaptil"><h2>Adaptil para cachorro</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">4. Faça companhia sem reforçar o pânico</h3>



<p>Fique perto do cão e aja com naturalidade. Fale em tom calmo e ofereça contato caso o pet procure, mas não force carinho, colo, brincadeiras ou a saída do esconderijo. Manter uma postura tranquila pode ajudar a transmitir segurança durante os fogos. </p>



<h3 class="wp-block-heading">5. Gaste a energia do cão mais cedo no dia</h3>



<p>Leve o cão para passear ou faça uma sessão de brincadeiras durante o dia, bem antes do horário dos fogos.&nbsp;</p>



<p>Atividades físicas e mentais realizadas com antecedência podem ajudar a reduzir a agitação, mas não eliminam o medo dos barulhos. Além disso, <a href="https://blog.cobasi.com.br/brinquedos-para-ativar-a-mente/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brinquedos que ativam a mente do cachorro</a> também podem oferecer estímulo mental ao longo do dia. </p>



<h3 class="wp-block-heading">6. Feche e reforce todas as saídas</h3>



<p>O medo leva muitos cães a fugir, e é aí que acontecem os acidentes. Antes de anoitecer, confira se portões, janelas, telas e sacadas estão bem fechados e firmes. Em casa ou apartamento, mantenha o cão em um cômodo interno, longe das portas que dão para a rua.</p>



<h3 class="wp-block-heading">7. Mantenha a identificação do cão atualizada</h3>



<p>Se mesmo com todo cuidado o cão escapar, a identificação atualizada facilita o contato com o tutor e pode contribuir para o reencontro.<br><br>Garanta uma <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/acessorios-para-transporte/placa-de-identificacao?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plaquinha na coleira</a> com o seu telefone e, se possível, o microchip com o cadastro em dia. Ter uma foto recente também facilita muito a busca.</p>



<h3 class="wp-block-heading">8. Não dê calmantes ao cão sem orientação veterinária</h3>



<p>Calmantes e sedativos de uso humano, ou sobras de receitas antigas, podem intoxicar o cão e apenas mascarar o medo, sem tratá-lo. Qualquer medicação para <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-acalmar-o-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ansiedade</a> precisa da avaliação e da receita de um médico-veterinário, que define a substância e a dose certas para o porte e a saúde do animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">9. Respeite o esconderijo e nunca puna o medo</h3>



<p>Se o cão se escondeu, deixe que o cão fique onde se sente protegido e não force a saída. Brigar, prender na coleira ou colocar para fora só aumenta o estresse. O medo não é desobediência, e punir piora a associação do cão com a data.</p>



<h3 class="wp-block-heading">10. Mantenha a rotina o mais normal possível</h3>



<p>Sirva a comida, faça o passeio e cumpra os horários de sempre, dentro do que a noite permitir. A previsibilidade da rotina passa a mensagem de que está tudo sob controle e ajuda o cão a se regular emocionalmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Relato de tutora: como deixar os cães mais tranquilos durante os fogos</h2>



<p>Ana Oliveira, colaboradora da Cobasi e tutora de dois lindos Huskies Siberianos e um Spitz, compartilhou conosco suas experiências e o que faz em épocas de fogo de artifício:</p>



<p>“Onde eu moro, sempre que tem fogos, a gente tenta fazer uma atividade que eles amam muito, tipo caminhada ou enriquecimento ambiental com algum petisco novo. No último ano novo, nós estávamos na garagem com eles comendo gelinho de danone natural com frango desfiado e os três ficaram bem tranquilos”, relatou.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="633" height="576" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/462567659_1550388655611726_7667984047783243779_n.jpg" alt="cachorro com medo de fogos" class="wp-image-69445" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/462567659_1550388655611726_7667984047783243779_n.jpg 633w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/462567659_1550388655611726_7667984047783243779_n-300x273.jpg 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/462567659_1550388655611726_7667984047783243779_n-150x136.jpg 150w" sizes="(max-width: 633px) 100vw, 633px" /></figure>



<p>Ana ainda comentou um cuidado muito importante: “Em seis anos como o meu trio, eles nunca ficaram sozinhos. Estamos sempre em família fazendo uma atividade que seja prazerosa, até por isso eles lidam super bem com fogos de artificio”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como acostumar o cachorro ao som dos fogos com segurança?</h2>



<p>A dessensibilização é uma técnica que pode ajudar a reduzir a reação do cão aos fogos em longo prazo. O processo deve começar com antecedência e não deve ser iniciado durante um episódio real de queima de fogos.</p>



<p>A técnica consiste em reproduzir sons gravados em volume baixo, sem provocar sinais de medo, enquanto o cão recebe petiscos, brincadeiras ou outras experiências positivas. O volume pode aumentar de forma lenta e gradual, sempre de acordo com a resposta do animal.</p>



<p>Manter o som abaixo do limiar de estresse é o ponto-chave destacado por especialistas ouvidos pelo <a href="https://www.akc.org/expert-advice/training/how-to-keep-your-dog-calm-during-fireworks/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">American Kennel Club (AKC)</a>. Caso o cão demonstre medo, o volume deve ser reduzido antes de continuar o exercício.</p>



<p>O processo pode levar semanas ou meses e precisa avançar no ritmo do animal. Nos casos mais intensos, a orientação de um médico-veterinário com atuação em comportamento animal ajuda a tornar o treinamento mais seguro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando procurar o veterinário?</h2>



<p><a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Procure um médico-veterinário</a> quando o medo for intenso, provocar tentativas de fuga, causar ferimentos ou comprometer a alimentação e o bem-estar do cão. </p>



<p>A avaliação também é indicada quando o animal entra em pânico diante de diferentes barulhos, não apenas dos fogos.</p>



<p>Conforme o caso, o médico-veterinário pode recomendar acompanhamento com um especialista em comportamento animal e prescrever medicamentos para os períodos mais críticos. A avaliação individual permite definir a conduta mais adequada para cada cão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Cobasi ajuda cães com medo de fogos</h2>



<p>Preparar o ambiente com antecedência faz diferença nos períodos com fogos. Na Cobasi, o tutor encontra produtos que ajudam a tornar o espaço mais confortável, como difusores de feromônio, brinquedos interativos e itens para montar um cantinho seguro.</p>


<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=difusores"><h2>Produtos para cachorro com medo de fogos</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<p>Para quem precisa desses produtos com rapidez, o <a href="https://www.cobasi.com.br/modalidade-de-entrega/cobasi-já?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-babando_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cobasi Já</a> oferece entrega ágil nas regiões atendidas, de acordo com o prazo informado no pedido. Assim, fica mais fácil organizar o ambiente mesmo quando os fogos estão próximos.</p>



<p>A <a href="https://www.cobasi.com.br/compra-programada?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Compra Programada</a> ajuda a evitar a falta de itens usados com frequência, pois permite escolher a periodicidade da reposição e receber os produtos automaticamente. </p>



<p>Já o <a href="https://www.cobasi.com.br/programa-amigo-cobasi?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260717_vis_geral_cachorro-com-medo-de-fogos_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Amigo Cobasi</a> reúne pontos, ofertas e benefícios que tornam as compras de rotina mais vantajosas. Com os serviços da Cobasi, o tutor ganha praticidade para antecipar os cuidados, manter os produtos necessários em casa e preparar uma rotina mais segura e acolhedora para o cão durante os fogos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dúvidas comuns sobre cachorros com medo de fogos</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/02/animal-barulho-no-carnaval-capa.webp" alt="cachorro com medo do barulho do fogos" class="wp-image-50975" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/02/animal-barulho-no-carnaval-capa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/02/animal-barulho-no-carnaval-capa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/02/animal-barulho-no-carnaval-capa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Posso dar calmante para o meu cachorro por conta própria?</h3>



<p>Não, remédios calmantes e sedativos só devem ser usados com receita de um médico-veterinário, porque produtos de uso humano ou doses erradas podem intoxicar o cão.<br><br>Como apoio sem prescrição, existem os difusores de feromônio, os florais e os suplementos calmantes, que ajudam a relaxar sem risco de sedação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro pode passar mal por causa do medo de fogos?</h3>



<p>Sim, o medo intenso pode aumentar a frequência cardíaca e respiratória, além de favorecer tentativas de fuga e acidentes. Cães idosos ou com problemas de saúde exigem atenção redobrada.</p>



<p>Se o animal apresentar prostração intensa, vômitos, dificuldade para respirar, desmaios ou ferimentos, procure atendimento veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo dura o medo depois dos fogos?</h3>



<p>O tempo de recuperação varia entre os cães, alguns se acalmam pouco depois do fim dos ruídos, enquanto outros permanecem assustados por horas ou por mais tempo.</p>



<p>Procure orientação veterinária quando os sinais forem intensos, persistentes ou comprometerem a alimentação, o sono, a respiração ou a segurança do animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Gato também tem medo de fogos?</h3>



<p>Sim, gatos e outros pets também se assustam com os estouros, e muitos se escondem por horas. As mesmas medidas de ambiente seguro e feromônio valem para eles, com produtos específicos para felinos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual é o melhor calmante natural para cães?</h3>



<p>Não existe um calmante natural indicado para todos os cães. Feromônios, florais e suplementos possuem composições e formas de uso diferentes, e a resposta pode variar entre os animais.</p>



<p>Esses produtos devem ser considerados recursos complementares ao preparo do ambiente. Em casos de medo intenso ou recorrente, o médico-veterinário deve avaliar a necessidade de outras medidas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Existe uma lei que proíbe fogos de artifício com barulho?</h3>



<p>Ainda não existe uma proibição nacional em vigor. O <a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/10/30/ccj-limita-barulho-de-fogos-de-artificio" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Projeto de Lei 5/2022</a>, que propõe restringir fogos de artifício com estampido em todo o país, continua em tramitação na Câmara dos Deputados.</p>



<p>No Estado de São Paulo, porém, a <a href="https://www.al.sp.gov.br/spl/2026/02/Propositura/1000676165_1000845708_Propositura.pdf">Lei nº</a><a href="https://www.al.sp.gov.br/spl/2026/02/Propositura/1000676165_1000845708_Propositura.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> 17.389/2021</a> já proíbe a queima e a soltura de fogos de estampido e de outros artefatos pirotécnicos com efeito sonoro ruidoso, inclusive em locais públicos e privados. Fogos exclusivamente visuais, sem estampido, continuam permitidos.</p>



<p>Outros estados e municípios também podem ter regras próprias. Por isso, consulte a legislação da região antes de comprar ou utilizar fogos de artifício.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-fogos.webp" alt="cachorro com medo de fogos com o tutor no sofa" class="wp-image-58740" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-fogos.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-fogos-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/12/cachorro-com-medo-fogos-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Durante períodos com fogos de artifício, o preparo faz diferença para reduzir o risco de fugas, acidentes e episódios de medo intenso. Manter o cachorro em um ambiente seguro, acompanhar as reações e buscar orientação veterinária quando necessário são cuidados essenciais.</p>



<p>Continue no Blog da Cobasi para conferir mais conteúdos sobre saúde, comportamento, alimentação e bem-estar dos cães. Até a próxima! </p>
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		<title>Gato bebendo muita água: quando é normal e quando é sinal de doença?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os felinos são animais pouco inclinados à água. Por isso, ver um gato bebendo muita água de repente pode ser um sinal de alerta para os tutores. Em muitos casos,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebe-muita-agua.webp" alt="gato bebe muita água na torneira" class="wp-image-62016" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebe-muita-agua.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebe-muita-agua-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebe-muita-agua-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Os felinos são animais pouco inclinados à água. Por isso, ver um <strong>gato bebendo muita água </strong>de repente pode ser um sinal de alerta para os tutores.</p>



<p>Em muitos casos, o aumento da sede não está relacionado a uma doença específica.&nbsp;</p>



<p>Dias quentes, mudanças na alimentação e até atividades físicas podem aumentar a necessidade de <strong>hidratação </strong>do pet e fazer o consumo de água crescer temporariamente.</p>



<p>Mas, quando o comportamento surge de uma hora para outra ou vem acompanhado de outros sintomas, como perda de apetite e aumento de urina, vale a pena investigar!</p>



<p>Isso porque o aumento da ingestão hídrica é um sinal clínico comum de muitas doenças silenciosas em gatos — incluindo alterações na função renal, diabetes e hipertireoidismo.</p>



<p>Na medicina veterinária, a sede excessiva recebe o nome de <strong>polidipsia felina</strong> e pode ser um dos primeiros indícios de que a saúde do pet não vai bem.&nbsp;</p>



<p>Quanto mais cedo esse comportamento é identificado, maiores são as chances de o animal receber o tratamento adequado.</p>



<p>Por isso, neste artigo, vamos explicar quando é normal ver um <strong>gato com muita sede</strong>, quais doenças podem estar por trás desse sintoma e quando procurar um médico-veterinário.</p>



<p>Boa leitura!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Guia rápido: o que você precisa saber sobre gato bebendo muita água</strong></h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quanta água um gato deve beber?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A necessidade hídrica total estimada de um gato saudável é de aproximadamente 50 mL por kg de peso corporal ao dia, considerando também a água presente nos alimentos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quando é normal?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dias quentes, atividade física, alimentação à base de ração seca e medicamentos podem aumentar temporariamente o consumo de água.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quando é um sinal de alerta?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Se o gato beber muita água por vários dias ou apresentar outros sintomas, como perda de peso e aumento da urina, é importante procurar um médico-veterinário.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quais doenças causam sede excessiva em gato?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Diabetes mellitus, doença renal crônica, hipertireoidismo, infecções urinárias e doenças hepáticas estão entre as causas mais comuns.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como é feito o diagnóstico?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O médico-veterinário realiza a avaliação clínica e pode solicitar exames de sangue, urinálise e exames complementares para identificar a causa.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como estimular a hidratação correta?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ofereça alimentos úmidos, utilize fontes de água, mantenha múltiplos bebedouros com água fresca e troque a água diariamente.</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Quanta água um gato deve beber por dia?</h2>



<p>A necessidade de <strong>hidratação dos gatos</strong> varia de acordo com alguns fatores, como peso, idade, alimentação, temperatura ambiente e nível de atividade física do pet.</p>



<p>Logo, é normal — e até esperado — que um felino beba mais água do que o outro.</p>



<p>Segundo especialistas da <a href="https://academy.royalcanin.com/en/veterinary/the-water-requirements-and-drinking-habits-of-cats" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Royal Canin Academy</a>, um gato saudável deve consumir, em média, <strong>50 mL de água por quilo de peso corporal por dia</strong>. </p>



<p>Na prática, isso significa que um felino adulto com peso entre 4 e 5 kg precisa ingerir cerca de 200 a 250 mL de água diariamente para manter o organismo hidratado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quantidade de água recomendada para gatos por peso e idade</h3>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Idade ou porte do gato</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Peso aproximado</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Consumo diário de água</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Filhote (até 3 meses)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">1,4 kg</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>70 mL</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Filhote (6 meses)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2,7 kg</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>135 mL</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Gato adulto de porte médio</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">4 kg</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>200 mL</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Gato adulto de porte grande</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">6 kg</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>300 mL</strong></td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fonte: </em><a href="https://www.cats.org.uk/cats-blog/how-much-water-should-cats-drink" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Cats Protection. Quanta água um gato deve beber? </em></a></figcaption></figure>



<p>Felizmente, nem toda essa água precisa vir do bebedouro. Afinal, os gatos também obtêm parte da sua hidratação por meio da alimentação!</p>



<p>Na natureza, a dieta dos felinos é composta principalmente por pequenas presas, como aves e roedores, que contêm cerca de 70% de umidade.</p>



<p>Logo, com a ingestão de 200-250 g de alimento por dia — necessidade energética média da espécie — cerca de <strong>70% das necessidades hídricas do animal são supridas apenas pela alimentação.</strong></p>



<p>O problema é que, no ambiente doméstico, muitos gatos só consomem <a href="https://blog.cobasi.com.br/melhor-racao-para-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alimentos secos</a>.</p>



<p>E como as rações secas comerciais contêm no máximo 10% de umidade, em geral, esses felinos precisam beber ainda mais água para suprir suas necessidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, é normal gato beber muita água?</h2>



<p>Depende. Alguns fatores, como o clima quente, podem fazer o consumo aumentar temporariamente, mas em geral, os gatos não são conhecidos pela boa hidratação.</p>



<p>Beber pouca água faz parte do comportamento felino — e essa é uma característica que os gatos herdaram dos seus ancestrais selvagens.</p>



<p>De acordo com a <a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/12/quando-os-gatos-foram-domesticados-novas-evidencias-de-dna-mudam-a-historia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">National Geographic</a>, os gatos domésticos descendem de felinos que viviam no Oriente Médio, uma região de clima árido onde a água era escassa. </p>



<p>Para sobreviver, os pets desenvolveram a capacidade de concentrar a urina e obter boa parte da hidratação por meio das presas, reduzindo a perda de líquidos.</p>



<p>O tempo passou, mas essa habilidade permaneceu na espécie.</p>



<p>Por isso, mesmo vivendo em ambientes domésticos e com água sempre à disposição, os gatos ainda costumam beber menos água do que outros pets. É uma herança evolutiva!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais fatores afetam a quantidade de água que um gato bebe?</h3>



<p>Embora fuja do padrão esperado para a espécie, <strong>alguns fatores podem fazer o gato beber mais água sem que ele esteja, necessariamente, com um problema de saúde</strong>.&nbsp;</p>



<p>Entre animais saudáveis, é normal que a hidratação aumente em dias mais quentes, após atividades físicas ou quando há mudanças na alimentação.&nbsp;</p>



<p>Então, se você está preocupado com o seu gato aumentando o consumo de água, tente observar possíveis mudanças em pontos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Fatores climáticos: </strong>o gato bebe mais água no <a href="https://blog.cobasi.com.br/quiz-como-reconhecer-os-sinais-de-calor-no-seu-gato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">calor </a>para repor os líquidos perdidos e manter o organismo hidratado. O aumento tende a ser temporário e diminui quando a temperatura volta ao normal.<br></li>



<li><strong>Atividade física:</strong> brincadeiras, corridas e outros exercícios aumentam o gasto de líquidos e podem elevar a necessidade de hidratação.<br></li>



<li><strong>Alimentação:</strong> pets que recebem alimentação seca costumam beber mais água para compensar a baixa umidade da ração. Já aqueles que consomem <a href="https://blog.cobasi.com.br/melhor-sache-para-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sachês </a>e outros alimentos úmidos tendem a ingerir menos água diretamente do bebedouro.<br></li>



<li><strong>Uso de medicamentos: </strong>o aumento na ingestão de água pode ser um efeito colateral de medicamentos, como esteroides e diuréticos.</li>
</ul>



<p>Se nenhum desses fatores explicar o aumento da sede ou se ele vier acompanhado de outros sintomas, como perda de peso, alterações na função urinária e apatia, <strong>é hora de procurar um médico-veterinário para investigar causas mais graves, como doenças</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como saber se o gato está bebendo muita água?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-muita-sede.webp" alt="" class="wp-image-79161" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-muita-sede.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-muita-sede-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-muita-sede-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Nem sempre é fácil perceber se um gato está bebendo mais água do que o normal. Até porque, os felinos são animais discretos e sabem esconder alterações muito bem.</p>



<p>Se você está desconfiado, uma boa forma de confirmar as suspeitas é observar os sinais dados pelo pet e acompanhar a quantidade de água consumida ao longo do dia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais são os sinais de um gato bebendo muita água?</h3>



<p>Mudanças no comportamento e até o surgimento de outros sinais clínicos ajudam o tutor a identificar o consumo elevado de água em felinos.</p>



<p>Na maioria dos casos, esses sintomas aparecem de forma gradual e silenciosa. Por isso, é importante ficar atento até às pequenas mudanças da rotina. Veja os principais!</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alterações no consumo de água</h4>



<p>A forma mais simples de identificar um gato com sede excessiva é observar a frequência com que ele visita o bebedouro ao longo do dia.</p>



<p>Em condições normais, os felinos costumam beber água algumas vezes ao longo do dia, visitando suas fontes de água <strong>cerca de cinco a seis vezes diariamente</strong>.&nbsp;</p>



<p>Se essa frequência aumentar de forma persistente, vale a pena ficar atento!</p>



<p>Um gato sempre com sede também pode beber água por mais tempo durante as visitas ou beber água em locais incomuns, como torneiras, pias e vasos sanitários.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alterações no uso da caixa de areia</h4>



<p>Um gato que bebe muita água geralmente urina mais vezes ao dia. Afinal, o excesso de líquido ingerido precisa ser colocado para fora de alguma forma!</p>



<p>Em geral, um felino saudável elimina entre 20 e 45 mL de urina por quilo de peso corporal diariamente. Quando esse volume ultrapassa 50 mL, o quadro recebe o nome de <strong>poliúria</strong>.</p>



<p>No dia a dia, não é fácil medir o volume de urina expelido pelo pet em casa — mas a própria caixa de areia costuma fornecer os primeiros indícios de que algo mudou, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>torrões de urina maiores e mais pesados;</li>



<li>substrato ficando sujo mais rápido do que o normal;</li>



<li>idas frequentes à caixa de areia ao longo do dia.</li>
</ul>



<p>Em casos mais graves, como infecções no trato urinário, gatos com poliúria também podem fazer suas necessidades fora da caixa ou apresentar <a href="https://blog.cobasi.com.br/gato-urinando-sangue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">desconforto ao urinar</a>, o que exige atendimento veterinário imediato.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Alterações físicas e sistêmicas</h4>



<p>Se a sede excessiva estiver relacionada a alguma condição de saúde, é bem provável que o gato apresente <strong>outros sinais clínicos</strong> além do aumento no consumo de água.</p>



<p>Doenças sistêmicas, renais, urinárias, hepáticas e hormonais costumam afetar diferentes funções do organismo do pet, causando sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alterações no apetite e no peso</strong>, como apetite aumentado ou diminuído, perda de peso e menor interesse pela alimentação.<br></li>



<li><strong>Vômito, diarreia e alterações digestivas</strong>.<br></li>



<li><strong>Letargia e fraqueza</strong>, como dormir por mais tempo e demonstrar menos disposição para brincar e realizar atividades do dia a dia.<br></li>



<li><strong>Febre e hálito urêmico</strong>, um odor forte e semelhante ao de amônia, muito comum em pets com doenças renais.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alterações na pelagem, como pelo opaco e sem brilho.</strong></li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Como monitorar quanta água o gato está bebendo por dia?</h3>



<p>Se ainda restam dúvidas sobre o aumento da sede, medir a quantidade de água ingerida pelo pet confirmará a alteração.</p>



<p>Embora pareça complicado, o acompanhamento pode ser feito em casa com a <strong>ajuda de um copo medidor</strong>. Para isso, basta seguir os passos abaixo:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Encha o bebedouro do animal pela manhã e anote o volume oferecido.</li>



<li>Após 24 horas, meça a quantidade de água que restou no recipiente.</li>



<li>Subtraia o volume restante da quantidade inicial.</li>
</ol>



<p>Você deve repetir esse procedimento por alguns dias consecutivos e anotar os resultados.</p>



<p>Assim, ficará mais fácil identificar se o consumo de água realmente aumentou ou se houve apenas uma variação pontual.</p>



<p>Vale lembrar que o acompanhamento é mais preciso quando o gato utiliza apenas um bebedouro e não divide as fontes de água com outros animais da casa.</p>



<p>Se esse não for o caso, <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/acessorios-de-alimentacao/bebedouro?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260716_vis_geral_gato-bebendo-muita-agua_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>bebedouros com marcação de volume</strong></a> ou fontes inteligentes ajudam a acompanhar o consumo individual com mais facilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que meu gato está bebendo muita água? Conheça as principais causas da sede excessiva</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebendo-muita-agua.webp" alt="" class="wp-image-79160" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebendo-muita-agua.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebendo-muita-agua-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-bebendo-muita-agua-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Diversas doenças podem estar por trás de um <strong>gato tomando muita água</strong> — principalmente aquelas que afetam os rins, o sistema urinário e a produção de hormônios dos pets, como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Diabetes em gatos</h3>



<p>A sede excessiva, conhecida como polidipsia felina, é um sinal típico de <a href="https://blog.cobasi.com.br/diabetes-em-gato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>diabetes mellitus</strong></a>— doença metabólica causada pela resistência ou redução na produção de insulina do pet.</p>



<p>A insulina é o hormônio responsável por controlar a quantidade de açúcar no sangue e permitir que ele seja utilizado pelo organismo como fonte de energia.&nbsp;</p>



<p>Quando esse mecanismo falha, o açúcar (ou glicose) se acumula no sangue em vez de ser aproveitado pelo corpo.</p>



<p>Para eliminar o excesso, o organismo produz um volume maior de urina e, como consequência, <strong>o gato precisa beber mais água para compensar a perda de líquidos</strong>.</p>



<p>De acordo com Massitel et al. (2020), a diabetes é mais comum em felinos de meia-idade e idosos, com cerca de 10 anos de idade, principalmente machos castrados e <a href="https://blog.cobasi.com.br/gato-gordo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">obesos</a>.</p>



<p>Além da sede excessiva, aumento da produção de urina, apetite aumentado, perda de peso e diminuição da disposição também são sinais de diabetes em gatos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Hiperadrenocorticismo em gatos&nbsp;&nbsp;</h3>



<p>Outra doença que pode deixar o gato com sede excessiva é o <strong>hiperadrenocorticismo</strong>, conhecido popularmente como síndrome de Cushing.</p>



<p>Para Mooney &amp; Shiel (2015), essa endocrinopatia é causada pelo aumento na produção do cortisol, hormônio associado às glândulas pituitárias e adrenais.</p>



<p>Embora seja considerada uma síndrome rara em gatos, o hiperadrenocorticismo pode desencadear uma série de alterações clínicas e laboratoriais, como apetite insaciável e produção excessiva de urina.</p>



<p>Segundo Knackfuss (2021), <strong>a maioria dos gatos com síndrome de Cushing também possuem diabetes mellitus</strong>, o que dificulta o diagnóstico correto.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Hipertireoidismo em gatos</h3>



<p>O <a href="https://blog.cobasi.com.br/hipertireoidismo-em-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hipertireoidismo </a>é uma doença endócrina causada pela produção excessiva dos hormônios T3 e T4 — substâncias que regulam diversas funções do organismo animal, como gasto de energia, frequência cardíaca e até a digestão.</p>



<p>Quando produzidos em excesso, esses hormônios aceleram o funcionamento do organismo e fazem com que diferentes sistemas do corpo trabalhem acima do ritmo normal.</p>



<p>Como resultado, o gato pode apresentar taquicardia, hiperatividade, apetite aumentado, mesmo com emagrecimento progressivo, vômitos, diarreia, aumento da produção de urina e da sede. (GUNN-MOORE, 2005; BIRCHARD, 2006)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Problemas renais em gatos</h3>



<p>As doenças renais também devem ser investigadas quando um gato está bebendo muita água, especialmente se o sintoma surgir entre animais idosos.&nbsp;</p>



<p>Os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e controlar a quantidade de água que será eliminada pela urina.</p>



<p>Com o envelhecimento, esses órgãos podem perder parte da sua capacidade, fazendo com que a filtração da água deixe de ser tão precisa.</p>



<p>Isso faz com que um volume maior de água seja eliminado pela urina, <strong>causando desidratação e fazendo com que os felinos sintam mais sede</strong>.</p>



<p>O grande problema é que danos renais agudos, lesões e infecções podem comprometer o funcionamento dos rins de maneira definitiva, ocasionando quadros ainda mais graves, como insuficiência renal ou <a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>doença renal crônica em gatos</strong></a>.</p>



<p>Nesses casos, o aumento da sede surge com outros sinais clínicos, incluindo náusea, êmese, hálito urêmico, úlceras em cavidade oral, desidratação e perda de peso progressiva. (EVANGELISTA, 2023; MALARD et al., 2020; MAZUTTI &amp; FERREIRA, 2021).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Infecção urinária em gatos</h3>



<p>Em alguns casos, o aumento do consumo de água pode estar ligado a doenças que afetam o trato urinário inferior dos gatos, como a <a href="https://blog.cobasi.com.br/cistite-em-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cistite</strong></a>.</p>



<p>Nessas condições, o animal costuma urinar várias vezes ao dia, mas elimina apenas pequenas quantidades de urina em cada tentativa. (CUNHA, 2016)</p>



<p>Muitos tutores também relatam inquietação e desconforto ao urinar, que pode se manifestar como vocalizações durante a micção ou visitas frequentes à caixa de areia.</p>



<p>Se esses sinais surgirem, principalmente em gatos machos, <strong>procure atendimento veterinário imediatamente</strong>.&nbsp;</p>



<p>Algumas doenças urinárias podem evoluir para uma obstrução total da uretra, impedindo a eliminação da urina. Sem tratamento rápido, esse quadro coloca a vida do pet em risco.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doenças hepáticas em gatos</h3>



<p>Às vezes, <a href="https://blog.cobasi.com.br/lipidose-hepatica-felina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças hepáticas</a> comprometem o equilíbrio hídrico do organismo e provocam sede persistente em gatos. </p>



<p>Os quadros podem ser desencadeados por inflamações, infecções, tumores ou até episódios de intoxicação, que prejudicam o funcionamento saudável do fígado.</p>



<p><strong>Perda de apetite, vômitos, diarreia, febre, icterícia, aumento do volume abdominal e perda de peso</strong> estão entre os sinais mais frequentes das condições.&nbsp;</p>



<p>Como esses sinais também são comuns em outras doenças, a avaliação veterinária é indispensável para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando levar um gato com sede excessiva ao veterinário?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-tomando-muita-agua.webp" alt="" class="wp-image-79163" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-tomando-muita-agua.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-tomando-muita-agua-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-tomando-muita-agua-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Se o seu gato está bebendo mais água do que o habitual e esse comportamento não pode ser explicado por fatores temporários, como calor, atividade física, uso de medicamentos ou mudanças na alimentação, é <strong>hora de marcar uma consulta com o médico-veterinário</strong>.</p>



<p>A necessidade de atendimento se torna ainda maior quando a sede excessiva vem acompanhada de perda de peso, letargia, alterações no apetite e outros sinais clínicos.&nbsp;</p>



<p>Na tabela abaixo, listamos algumas situações em que o comportamento pode aparecer, possíveis causas e como agir diante de cada situação. Dê uma olhada!</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Situação</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Possível causa</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Orientação</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Gato bebe muita água no verão</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O calor aumenta naturalmente a necessidade de hidratação.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Observe se o consumo volta ao normal quando a temperatura diminuir.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Gato bebe muita água depois da ração</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A ração seca possui pouca umidade, fazendo o gato buscar mais água.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O comportamento pode ser normal, mas observe se há outros sinais associados.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Gato bebe muita água e faz muito xixi</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É um dos principais sinais de diabetes, problemas renais e doenças hormonais.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Agende uma consulta para investigar a causa.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Gato bebe muita água e emagrece</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A associação entre sede excessiva e perda de peso é um sinal de alerta para doenças sistêmicas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Agende uma consulta para investigar a causa.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Gato bebe muita água e dorme muito</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Letargia associada ao aumento da sede pode indicar alterações renais, hepáticas, hormonais ou metabólicas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Agende uma consulta para investigar a causa.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Se o seu gato apresentar dificuldade para urinar ou eliminar apenas pequenas quantidades de urina por vez, <strong>procure atendimento imediatamente</strong>. A obstrução urinária é uma emergência veterinária e pode colocar a vida do animal em risco.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como os veterinários diagnosticam as causas por trás da sede excessiva em gatos?</h2>



<p>Como a sede excessiva pode estar relacionada a diferentes doenças, o diagnóstico da condição deve ser feito por um médico-veterinário.&nbsp;</p>



<p>O processo de investigação começa com uma conversa detalhada com o tutor, na qual o profissional tentará entender o <strong>histórico do gato</strong> e identificar fatores que possam explicar o aumento do consumo de água.</p>



<p>Para isso, os tutores devem estar preparados para responder perguntas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>há quanto tempo o gato está apresentando o sintoma;</li>



<li>se o aumento da sede surgiu de forma repentina;</li>



<li>se o animal também está urinando mais do que o normal;</li>



<li>se houve perda de peso, alterações no apetite ou mudanças de comportamento;</li>



<li>qual alimentação o gato recebe e se houve alguma mudança recente na dieta;</li>



<li>se o pet faz uso de medicamentos ou possui doenças já diagnosticadas.</li>
</ul>



<p>Depois dessa conversa, o veterinário realiza o exame físico para avaliar a condição corporal, a temperatura e outros sinais que possam ajudar a direcionar a investigação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais exames podem ser solicitados?</h3>



<p>Para fechar um diagnóstico, os profissionais também costumam solicitar <strong>exames laboratoriais</strong>, como hemogramas e exames de urina, avaliando parâmetros como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Hemograma e bioquímica:</strong> avaliam o estado geral de saúde do animal;</li>



<li><strong>Glicemia veterinária:</strong> ajuda a identificar alterações metabólicas, como a diabetes;</li>



<li><strong>Ureia e creatinina:</strong> ajudam a identificar alterações renais;</li>



<li><strong>Exame de urina (urinálise):</strong> ajuda a identificar alterações urinárias, como cistite;</li>



<li><strong>SDMA</strong>: ajuda a identificar alterações renais precocemente;</li>



<li><strong>TSH:</strong> ajuda a identificar alterações na função tireoidiana.</li>
</ul>



<p>Em algumas situações, o veterinário também pode solicitar exames complementares para investigar alterações hormonais ou metabólicas.&nbsp;</p>



<p>A escolha depende da avaliação clínica, do histórico do gato e dos resultados obtidos nos primeiros exames, permitindo um diagnóstico mais preciso e um tratamento direcionado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o tratamento para um gato bebendo muita água?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-sede-excessiva.webp" alt="" class="wp-image-79162" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-sede-excessiva.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-sede-excessiva-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/gato-com-sede-excessiva-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Como o aumento do consumo de água é um sintoma, não uma doença, <strong>não existe um tratamento único para um gato bebendo muita água</strong>.&nbsp;</p>



<p>A conduta terapêutica depende da causa identificada pelo médico-veterinário.</p>



<p>Em alguns casos, o objetivo é controlar a doença de base e aliviar os sintomas. Em outros, busca-se estabilizar o paciente, retardar a progressão da enfermidade e preservar sua qualidade de vida. Abaixo, listamos alguns possíveis tratamentos para a polidipsia felina:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Causa</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tratamento da causa</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Doença renal crônica</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode incluir <a href="https://blog.cobasi.com.br/fluidoterapia-em-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fluidoterapia</a>, alimentação terapêutica, especialmente com dieta renal, além do uso de medicamentos veterinários.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Diabetes mellitus</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Envolve aplicações de insulina e mudanças na alimentação, geralmente com dietas úmidas ricas em proteínas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Hipertireoidismo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode incluir o uso de medicamentos que controlam a produção dos hormônios da tireoide ou, em alguns casos, iodo radioativo.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Infecção urinária e cistite</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode incluir antibióticos, mudanças na alimentação e outras medidas para restaurar a saúde do trato urinário.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Doenças hepáticas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Varia conforme a causa, mas pode incluir mudanças na alimentação, <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260716_vis_geral_gato-bebendo-muita-agua_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medicamentos veterinários</a> e suporte clínico.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Atenção: os tratamentos listados variam conforme o diagnóstico, o estágio da doença e as condições gerais de saúde do gato. Na dúvida, consulte um médico-veterinário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como estimular o gato a beber água da maneira correta?</h2>



<p>Mesmo que o aumento da sede possa ser um sinal de alerta, <strong>manter uma boa hidratação continua sendo um dos pilares da saúde felina.&nbsp;</strong></p>



<p>Afinal, a ingestão adequada de água é essencial para o bom funcionamento dos rins, da bexiga e de todo o organismo do animal.</p>



<p>Se você quer tornar o consumo de água mais atrativo para o seu felino, algumas mudanças simples na rotina podem ajudar. Confira!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alimentação úmida e mix feeding</h3>



<p>Uma das formas mais eficazes de aumentar a ingestão de água do seu amigo é incluir alimentos úmidos na dieta.&nbsp;</p>



<p>Os <strong>sachês para gatos </strong>contêm cerca de 80% de umidade, o que ajuda o felino a consumir mais líquidos de forma natural.</p>



<p>O alimento úmido pode ser oferecido sozinho ou como parte de uma estratégia de <a href="https://blog.cobasi.com.br/mix-feeding/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mix feeding</a> — método que combina ração seca e alimento úmido na mesma rotina alimentar. </p>



<p>Além de favorecer a ingestão hídrica, esse manejo promove o enriquecimento ambiental, deixando as refeições mais atrativas para os felinos.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Fontes de água espalhadas pela casa</h3>



<p>As fontes para gatos costumam incentivar o consumo de água dos gatos por manterem a água fresca e em movimento, do jeito que os felinos adoram.</p>



<p>Esse tipo de bebedouro simula a água corrente de rios e córregos, locais onde os felinos de vida livre costumam se hidratar, tornando o hábito mais atrativo para os pets domésticos. (WESTROPP; BUFFINGTON, 2004; SADEK et al., 2018).</p>



<p>De acordo com especialistas, recipientes largos e bebedouros instalados em <strong>locais tranquilos ou elevados </strong>também podem favorecer a hidratação felina.&nbsp;</p>



<p>Isso porque, nesses ambientes, os gatos conseguem observar melhor o entorno, o que dá mais confiança para o consumo frequente.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Mais bebedouros e água sempre fresca</h3>



<p>Além do uso de fontes automáticas, pequenos ajustes no ambiente podem incentivar o gato a beber mais água ao longo do dia, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>distribuir múltiplos potes de água em diferentes cômodos da casa;</li>



<li>manter os bebedouros afastados de comedouros e caixas de areia;</li>



<li>trocar a água diariamente para mantê-la sempre limpa e fresca;</li>



<li>higienizar os bebedouros diariamente;</li>



<li>usar potes largos, para os bigodes não encostarem nas bordas durante a hidratação.</li>
</ul>



<p>Em dias quentes, você também pode colocar algumas <strong>pedras de gelo no bebedouro</strong> para deixar a água numa temperatura mais agradável. Seu gato vai adorar!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre sede excessiva em gatos (FAQ)</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/polidipsia-felina.webp" alt="" class="wp-image-79164" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/polidipsia-felina.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/polidipsia-felina-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/03/polidipsia-felina-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">O que é polidipsia em gatos?</h3>



<p>Polidipsia é o termo utilizado para descrever o <strong>aumento da ingestão hídrica em gatos</strong>. Na medicina veterinária, os profissionais consideram que um felino apresenta esse quadro quando consome mais de 50 mL de água por quilo de peso corporal por dia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quantas vezes um gato deve beber água por dia?</h3>



<p>Não existe um número exato de vezes que um gato deve beber água por dia, pois isso varia conforme a alimentação, o clima e o nível de atividade de cada animal.</p>



<p>Em média, os felinos visitam o bebedouro cinco a seis vezes ao dia e precisam ingerir cerca de <strong>50 mL de água por quilo de peso corporal diariamente</strong>.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">É normal o gato sentir muita sede?</h3>



<p>Depende. O consumo de água pode aumentar temporariamente em dias quentes, durante a prática de atividades físicas ou quando o gato se alimenta exclusivamente de ração seca.</p>



<p>Se a sede excessiva surgir sem uma explicação aparente ou acompanhar outros sinais clínicos, ela também pode ser um sinal de doenças e outros problemas de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais doenças causam sede excessiva em gatos?</h3>



<p>O excesso de sede em gatos pode ser um sinal de diversas doenças, como <strong>diabetes, insuficiência renal, hipertireoidismo, infecções urinárias e doenças hepáticas</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Gato que come sachê bebe menos água?</h3>



<p>Sim. O sachê aumenta a hidratação dos felinos por conter cerca de 80% de água na composição. Com isso, <strong>grande parte das necessidades diárias de líquidos já é suprida pela alimentação</strong>, sem que o pet precise ir até o bebedouro.</p>



<p>Seja como for, água limpa e fresca deve estar sempre disponível para os pets, independentemente do tipo de alimentação oferecida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como medir a quantidade de água que meu gato bebe?</h3>



<p>A forma mais prática é <strong>medir o volume de água oferecido no início do dia e verificar quanto restou após 24 horas</strong>. Para isso, basta encher o recipiente com uma quantidade conhecida de água e, no dia seguinte, subtrair o volume restante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<p>Consultas de rotina e check-ups veterinários são ótimos momentos para investigar alterações metabólicas, renais e outras condições que podem aumentar a sede dos felinos.</p>



<p>Se o seu gato começou a beber mais água do que o normal, <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260716_vis_geral_gato-bebendo-muita-agua_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>agende uma consulta em uma das clínicas Pet Anjo</strong></a><strong>. </strong></p>



<p>Nossos médicos-veterinários parceiros estão prontos para realizar a avaliação clínica, solicitar os exames necessários e indicar o tratamento mais adequado para o seu amigo.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências:</h2>



<p>NATIONAL GEOGRAPHIC. Quando os gatos foram domesticados? Novas evidências de DNA mudam a história. 2025. Disponível em:&nbsp; <a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/12/quando-os-gatos-foram-domesticados-novas-evidencias-de-dna-mudam-a-historia">https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/12/quando-os-gatos-foram-domesticados-novas-evidencias-de-dna-mudam-a-historia</a></p>



<p>CATS PROTECTION. Quanta água um gato deve beber. 2016. Disponível em: <a href="https://www.cats.org.uk/cats-blog/how-much-water-should-cats-drink">https://www.cats.org.uk/cats-blog/how-much-water-should-cats-drink</a></p>



<p>ROYAL CANIN ACADEMY. As necessidades de água e os hábitos de consumo de água dos gatos. 2018. Disponível em: <a href="https://academy.royalcanin.com/en/veterinary/the-water-requirements-and-drinking-habits-of-cats">https://academy.royalcanin.com/en/veterinary/the-water-requirements-and-drinking-habits-of-cats</a>&nbsp;</p>



<p>MASSITEL, I. L. et al. A terapêutica do felino diabético: revisão. Pubvet, v.14, p.139, 2020. Disponível em: <a href="https://www.pubvet.com.br/uploads/24ca70f79b267d539981172ebc6503cd.pdf">https://www.pubvet.com.br/uploads/24ca70f79b267d539981172ebc6503cd.pdf</a>&nbsp;</p>



<p>CALHAU, D. S. et al. Doença renal crônica em gatos. Pubvet, [S. l.], 2024. Disponível em: <a href="https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3493/3510">https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3493/3510</a>&nbsp;</p>



<p>DA COSTA, G. M. et al. Relato de caso: Síndrome de Cushing em felino. Universidade São Judas Tadeu, 2024. Disponível em: <a href="https://repositorio-api.animaeducacao.com.br/server/api/core/bitstreams/3d1ed306-7660-43e2-81fa-9eded99fcf22/content">https://repositorio-api.animaeducacao.com.br/server/api/core/bitstreams/3d1ed306-7660-43e2-81fa-9eded99fcf22/content</a>&nbsp;</p>



<p>CUNHA, M. G. M. et. al. Hipertireoidismo Felino. Ciência. 17. Rural, Santa Maria, v.38, n.5, p.1486-1494, 2008. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/cr/a/pBG8TjRvSD36knZ9YrvrPWf/?format=html&amp;lang=pt">https://www.scielo.br/j/cr/a/pBG8TjRvSD36knZ9YrvrPWf/?format=html&amp;lang=pt</a>&nbsp;</p>



<p>BUSS, N. M. et al. Cistite em felino: Relato de caso. Arquivos Brasileiros de Medicina Veterinária FAG, v.5, n.1, p.51-59, 2022. Disponível em: <a href="https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3751">https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3751</a>&nbsp;</p>



<p>PAIVA, M. S. Felinos domésticos: comportamentos indesejáveis e enriquecimento ambiental. Trabalho de Conclusão de Curso — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PORTO ALEGRE, 2020. Disponível em: <a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/258441/001169123.pdf?sequence=1">https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/258441/001169123.pdf?sequence=1</a>&nbsp;</p>
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		<title>Pode dar banho em gato? Saiba quando é indicado e como cuidar da higiene felina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:15:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gato]]></category>
		<category><![CDATA[Higiene]]></category>
		<category><![CDATA[Banho e tosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem poucas situações em que pode dar banho em gato. Em geral, os felinos não precisam de banho periódico, porque são animais naturalmente higiênicos e fazem boa parte da própria</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-capa.webp" alt="Gato tomando banho" class="wp-image-73664" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-capa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-capa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-capa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Existem poucas situações em que <strong>pode dar banho em gato</strong>. Em geral, os felinos não precisam de banho periódico, porque são animais naturalmente higiênicos e fazem boa parte da própria limpeza por meio da lambedura.&nbsp;</p>



<p>O <strong>banho em gatos</strong> só costuma ser indicado quando há excesso de sujeira na pelagem, contato com fezes, urina, óleo, tinta ou substâncias tóxicas, infestação por parasitas, problemas de pele, dificuldade de autolimpeza ou recomendação do médico-veterinário.&nbsp;</p>



<p>Isso acontece porque a língua áspera do gato ajuda a remover sujeiras leves, pelos soltos e parte da oleosidade natural da pelagem.&nbsp;</p>



<p>Então, mesmo sem banhos frequentes, shampoo e condicionador, muitos gatos domésticos se mantêm limpos com escovação, controle de parasitas, caixa de areia limpa e cuidados pontuais de higiene.&nbsp;</p>



<p><strong>Quando o banho em gato for realmente necessário, precisa ser feito com segurança</strong>. O ideal é usar produtos específicos para pets, água morna, ambiente tranquilo e secagem completa.&nbsp;</p>



<p>Se o processo for feito com pressa, barulho ou força, o gato pode ficar assustado, tentar fugir e associar o banho a uma experiência negativa.&nbsp;</p>



<p>Para gatos idosos, de pelo longo, mais estressados ou com sujeira difícil de remover, o banho profissional pode ser a opção mais segura.</p>



<p>Para entender melhor <strong>quando o gato pode tomar banho</strong>, quais cuidados substituem o banho com água e como manter a higiene felina sem causar estresse, confira o guia completo a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gato precisa tomar banho ou se limpa sozinho?</h2>



<p><strong>Gato geralmente se limpa sozinho e não precisa de banho periódico</strong>. A lambedura faz parte da higiene natural dos felinos e ajuda a remover sujeiras leves, pelos soltos e parte da oleosidade da pelagem.</p>



<p>Segundo um artigo da National Geographic, <a href="https://www.nationalgeographic.com/animals/article/understanding-cat-tongues-papillae" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gatos podem passar até um quarto do tempo em que estão acordados cuidando da própria pelagem</a>. </p>



<p>Esse cuidado é eficiente porque a língua dos felinos tem pequenas estruturas ásperas, chamadas papilas, que ajudam a levar saliva até os pelos, alcançar a pele durante a autolimpeza e espalhar a oleosidade natural pela pelagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando é indicado dar banho em gato? </h2>



<p>O banho em gato é indicado em poucas situações, principalmente quando a autolimpeza não resolve, quando há risco de o pet lamber alguma substância perigosa ou quando existe recomendação do médico-veterinário.</p>



<p>De modo geral, os tutores podem dar banho em gato esporadicamente nestes casos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Contato com substâncias químicas:</strong> a prioridade é impedir que o gato lamba o produto. Óleo, tinta, graxa e produtos de limpeza podem oferecer risco de intoxicação. Em caso de dúvida, procure orientação veterinária.<br><br></li>



<li><strong>Sujeira que não sai com cuidados simples:</strong> quando escovação, pano úmido ou lenços próprios para pets não resolvem, o banho em gato pode ser indicado. Isso vale para sujeiras espalhadas pelo corpo ou grudadas na pelagem.<br><br></li>



<li><strong>Tratamento de pele:</strong> dermatites, fungos e outras alterações podem exigir shampoo para gatos específico. O uso deve seguir recomendação veterinária, principalmente quando o produto tiver função terapêutica.<br><br></li>



<li><strong>Infestação de pulgas ou outros parasitas:</strong> o banho pode ser indicado como apoio ao tratamento, mas o controle da infestação deve ser feito com produtos próprios para gatos e orientação veterinária.<br><br></li>



<li><strong>Dificuldade para se limpar:</strong> idade avançada, obesidade, dor, artrite ou limitação de movimento podem prejudicar a higiene do gato. O banho pode ser indicado quando há acúmulo de sujeira na pelagem, mas deve ser avaliado caso a caso para evitar estresse desnecessário. </li>
</ul>



<p>Antes de dar banho em gato, observe se existe uma necessidade real. Se a sujeira estiver em uma área limitada, escovação, lenços umedecidos para pets ou banho a seco para gatos podem resolver sem precisar molhar o animal. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Como dar banho em gato com segurança? Dicas e cuidados</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_190583591.jpg" alt="Gato sendo lavado no chuveiro" class="wp-image-79156" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_190583591.jpg 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_190583591-300x200.jpg 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_190583591-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Para dar banho em gato com segurança, prepare tudo antes de molhar o animal. O ambiente deve estar calmo, a água precisa estar morna e os produtos devem ser próprios para felinos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Escolha um local calmo e seguro</h3>



<p>O primeiro cuidado é escolher um local seguro e tranquilo: bacia, pia ou banheira pequena podem funcionar bem, desde que o gato tenha apoio firme e não escorregue.</p>



<p>Para deixar o espaço mais estável, coloque um tapete antiderrapante ou uma toalha no fundo. Antes de começar, feche portas e janelas, mantenha o vaso sanitário tampado e retire objetos que possam assustar ou machucar o gato caso tente fugir.</p>



<p>Sempre que possível, escolha um dia mais quente e um horário tranquilo. Temperaturas agradáveis ajudam na secagem e reduzem o risco de a pelagem ficar úmida por muito tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Separe todos os itens antes de começar</h3>



<p>Antes de levar o gato para o banho, deixe tudo ao alcance para evitar pausas no meio do processo, que podem assustar o pet ou fazer com que o cuidado demore mais que o necessário.</p>



<p>Os <strong>produtos e acessórios que você vai precisar para dar banho em gato</strong> são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>shampoo para gatos:</strong> escolha um produto específico para felinos, de preferência sem cheiro forte;<br><br></li>



<li><strong>toalhas limpas e absorventes:</strong> ajudam a envolver o gato logo após o banho e a retirar o excesso de água com mais rapidez;<br><br></li>



<li><strong>escova ou pente próprio para gatos:</strong> útil antes do banho para remover pelos soltos e, depois, para alinhar a pelagem quando estiver seca;<br><br></li>



<li><strong>recipiente para enxaguar:</strong> jarra, copo ou duchinha de jato suave ajudam a controlar melhor a água e evitam o susto de um jato forte;<br><br></li>



<li><strong>tapete antiderrapante ou toalha:</strong> serve para apoiar as patas e dar mais estabilidade dentro da pia, bacia ou banheira;<br><br></li>



<li><strong>petisco:</strong> pode ser usado como recompensa, caso o gato aceite bem esse tipo de estímulo.</li>
</ul>



<p>A água também precisa estar pronta antes do banho. <strong>A temperatura ideal é morna, nunca fria ou quente demais</strong>. Para testar, basta encostar o cotovelo na água: o contato deve ser confortável, sem risco de choque térmico.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Escove a pelagem antes de molhar</h3>



<p>Com o ambiente pronto, escove o gato com calma antes de começar. A escovação remove pelos soltos, ajuda a soltar pequenos nós e deixa o banho mais confortável.</p>



<p>Em gatos de pelo longo, esse cuidado faz ainda mais diferença. Quando os nós molham, podem ficar mais apertados e difíceis de remover. Se algum nó estiver muito próximo da pele, evite cortar com tesoura em casa para não machucar o animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Molhe o corpo aos poucos</h3>



<p>Na hora de começar o banho, molhe o corpo do gato aos poucos, sempre do pescoço para baixo. A região do rosto, olhos, ouvidos e focinho deve ficar fora do contato direto com a água.</p>



<p>Se for preciso limpar a face, use apenas uma toalha úmida, com movimentos leves. Jarra, recipiente pequeno ou duchinha com jato suave costumam assustar menos do que chuveiro forte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">5. Use shampoo próprio para gatos</h3>



<p>O shampoo para gatos deve ser específico para felinos. Produtos humanos ou feitos apenas para cães não são recomendados, porque podem ter fragrâncias, corantes e ingredientes que irritam a pele do gato.</p>



<p>Como a pele dos gatos tem características diferentes da pele humana, usar um produto inadequado pode causar coceira, ressecamento, vermelhidão e desconforto.&nbsp;</p>



<p>Já na hora de usar o shampoo, alguns cuidados são importantes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>leia as instruções do rótulo antes da aplicação;</li>



<li>use a quantidade indicada pelo fabricante;</li>



<li>evite contato com olhos, ouvidos, focinho e boca;</li>



<li>aplique com movimentos suaves, sem esfregar a pele com força;</li>



<li>enxágue bem, até remover todo o produto da pelagem;</li>



<li>não deixe cheiro forte nem sensação escorregadia nos pelos;</li>



<li>siga orientação veterinária em casos de dermatites, fungos ou uso de shampoo terapêutico.</li>
</ul>



<p>Se houver feridas, coceira intensa, queda de pelo, casquinhas ou mau cheiro persistente, a avaliação veterinária deve vir antes do banho. O produto errado pode piorar a irritação ou esconder sinais importantes de um problema de pele.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">6. Seque bem a pelagem</h3>



<p>Depois do enxágue, retire o excesso de água com uma toalha grande e absorvente. Envolver o gato na toalha pode ajudar a deixar a secagem mais tranquila e reduzir a sensação de frio.</p>



<p>A pelagem não deve ficar úmida por muito tempo, principalmente em filhotes, gatos idosos e animais de pelo longo. Quando o gato tolera o secador, use em temperatura baixa ou morna, mantenha distância segura e evite direcionar o ar para o rosto.</p>



<p>Se o barulho ou o vento causarem medo, continue usando toalhas secas e mantenha o animal em um ambiente aquecido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">7. Respeite o limite do gato</h3>



<p>Durante o banho, observe os sinais do gato. Tentativas de fuga, mordidas, arranhões, corpo muito rígido ou medo intenso indicam que o processo deve ser interrompido.</p>



<p>Forçar o banho pode aumentar o estresse e dificultar os próximos cuidados de higiene. Para gatos muito assustados ou com sujeira difícil de remover, <strong>o banho profissional pode ser a opção mais segura</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Checklist rápido para dar banho em gato</h2>



<p>Para deixar o cuidado mais seguro e organizado, confira o checklist:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>✅ O que fazer</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Por que é importante?</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Escolher um local calmo e seguro</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Reduz o risco de fuga, sustos e acidentes</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fechar portas e janelas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Evita que o gato escape durante o banho</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Tampar o vaso sanitário</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Previne quedas caso o gato tente pular</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Colocar base antiderrapante</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dá mais firmeza para as patas e evita escorregões</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Separar shampoo para gatos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Garante o uso de um produto seguro para a pele felina</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Deixar toalhas limpas por perto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Facilita a secagem logo após o enxágue</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Testar a temperatura da água</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A água deve estar morna, sem frio ou calor excessivo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Escovar a pelagem antes de molhar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Remove pelos soltos e ajuda a evitar nós</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Molhar apenas do pescoço para baixo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protege olhos, ouvidos, focinho e boca</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Enxaguar até remover todo o shampoo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Evita coceira, irritação e ingestão de resíduos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Secar bem a pelagem</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Reduz desconforto, frio e umidade prolongada</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Interromper se houver muito medo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Forçar o banho pode causar estresse e dificultar cuidados futuros</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<p>Se faltar algum item ou o tutor não se sentir seguro, o melhor é adiar o banho ou procurar um <strong>banho profissional para gatos</strong>. Para felinos muito estressados, idosos, de pelo longo ou com problemas de pele, o atendimento especializado pode ser a opção mais segura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que não fazer no banho em gato?</h2>



<p>Alguns cuidados evitam irritações na pele, acidentes e experiências traumáticas durante o banho em gato. Veja os principais erros que devem ser evitados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não use shampoo humano:</strong> produtos para pessoas podem ter fragrâncias, corantes e ingredientes inadequados para a pele felina.<br><br></li>



<li><strong>Não use produtos feitos apenas para cachorro:</strong> alguns shampoos e cosméticos caninos não são seguros para gatos. Use somente se o rótulo indicar que o produto também é próprio para felinos.<br><br></li>



<li><strong>Não jogue água no rosto:</strong> olhos, ouvidos, focinho e boca são áreas sensíveis. Para limpar a face, prefira uma toalha úmida e movimentos leves.<br><br></li>



<li><strong>Não use água fria, quente demais ou jato forte:</strong> a água deve estar morna e o enxágue precisa ser suave. Temperatura inadequada e pressão forte aumentam o estresse.<br><br></li>



<li><strong>Não force o banho:</strong> mordidas, arranhões, tentativa intensa de fuga ou corpo muito rígido indicam medo. Nessa situação, interromper o banho é mais seguro.<br><br></li>



<li><strong>Não deixe resíduos de shampoo na pelagem:</strong> restos de produto podem causar coceira, irritação e desconforto, além de serem ingeridos durante a lambedura.<br><br></li>



<li><strong>Não deixe o gato úmido por muito tempo:</strong> filhotes, idosos e gatos de pelo longo precisam de atenção maior na secagem para evitar frio, desconforto e nós na pelagem.<br><br></li>



<li><strong>Não corte nós próximos da pele com tesoura:</strong> a pele do gato é fina e pode ser machucada facilmente. Nós apertados devem ser avaliados por um profissional.<br><br></li>



<li><strong>Não transforme o banho em rotina sem necessidade:</strong> banho periódico pode ressecar a pele, remover a oleosidade natural e aumentar o estresse do gato.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quando vale procurar banho profissional para gatos? </h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_239326919-1.webp" alt="gato em clinica de banho pet profissional" class="wp-image-79153" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_239326919-1.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_239326919-1-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_239326919-1-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O <strong>banho profissional para gatos </strong>pode ser a opção mais segura quando o tutor não se sente confortável para fazer o cuidado em casa, quando o gato demonstra muito medo ou quando a sujeira é difícil de remover.</p>



<p>Esse atendimento também pode ajudar em casos de gatos idosos, de pelo longo, com muitos nós na pelagem, maior sensibilidade ao toque ou necessidade de secagem mais cuidadosa.&nbsp;</p>



<p>A <strong><a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pet Anjo realiza banho e tosa em gatos</a></strong> em situações em que o felino precisa de uma limpeza mais cuidadosa. O atendimento é feito por profissionais capacitados, com técnicas adequadas para reduzir o estresse e tornar o processo mais seguro.</p>



<p>Além disso, a <a href="https://blog.cobasi.com.br/pet-anjo-e-confiavel/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pet Anjo</a> também conta com atendimento veterinário, o que ajuda em casos que exigem avaliação antes do banho, como alterações na pele, coceira, feridas, queda de pelo ou mau cheiro persistente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Faça seu agendamento e encontre uma unidade Pet Anjo perto de você.</h3>



<p>A Pet Anjo conta com centenas de unidades dentro das lojas Cobasi, oferecendo praticidade para tutores que buscam <strong>banho e tosa para gatos</strong> com cuidado profissional, segurança e comodidade.</p>



<p>Antes do atendimento, acostume o gato à caixa de transporte. Deixar a caixa acessível em casa alguns dias antes, sem força ou pressa, ajuda a reduzir a associação com medo e torna o deslocamento mais tranquilo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como manter a higiene do gato sem dar banho? </h2>



<p>Como o banho em gato é indicado em situações específicas, a rotina pode ser mantida com cuidados simples, como escovação, limpeza localizada, banho a seco para gatos e atenção ao ambiente.</p>



<p>Esses cuidados ajudam a manter a pelagem limpa, reduzem o acúmulo de pelos mortos e evitam estresse desnecessário.&nbsp;</p>



<p>Também permitem observar sinais importantes na pele, como vermelhidão, falhas, casquinhas, feridas, excesso de oleosidade ou mau cheiro persistente.</p>



<p>A seguir, veja como cada cuidado pode entrar na rotina do gato sem transformar a higiene em um momento difícil.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Escovação da pelagem</h3>



<p>A escovação ajuda a remover pelos soltos, reduzir bolas de pelo e evitar a formação de nós. Em gatos de pelo longo, como os da raça Persa, esse cuidado precisa ser mais frequente, já que os fios embaraçam com facilidade e podem puxar a pele.&nbsp;</p>



<p>Existem escovas, rasqueadeiras, pentes e modelos próprios para remover pelos mortos ou desembaraçar a pelagem, cada um indicado para um tipo de pelo e necessidade.&nbsp;</p>



<p>Para saber <a href="https://blog.cobasi.com.br/escovar-gato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como escovar o pelo de gato do jeito certo</a>, confira o guia completo no Blog da Cobasi. Além disso, vale assistir ao vídeo com dicas práticas para tornar a escovação mais tranquila e segura para o pet. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Escovação dos pelos dos gatos" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/38MuZGQoIww?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>No pet shop online da Cobasi, você encontra diferentes opções de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/escova-rasqueadeira?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">escovas e rasqueadeiras para gatos</a>, que ajudam a deixar a rotina de higiene mais prática e confortável para o pet.</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=rasqueadeira"><h2>Escovas e rasqueadeiras em promoção</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">Limpeza localizada</h3>



<p>Patas, região próxima ao bumbum, pelos com restos de comida ou pontos específicos da pelagem podem ser limpos com pano levemente molhado, <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza/lenco-umedecido?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lenços umedecidos para pets</a> ou produtos de limpeza sem enxágue próprios para gatos.</p>



<p>A limpeza deve ser feita com delicadeza, sem esfregar a pele com força. Lenços e produtos com perfume intenso ou feitos para uso humano devem ser evitados, porque podem causar irritação, incômodo ou estimular lambedura excessiva.</p>



<p>Se a sujeira estiver muito grudada, tiver mau cheiro persistente ou aparecer junto com feridas, coceira ou oleosidade intensa, a limpeza localizada pode não ser suficiente. Nesses casos, vale buscar orientação veterinária ou avaliar um banho profissional.</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=lenco"><h2>Lenços umedecidos para pets</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">Banho a seco para gatos</h3>



<p>O banho a seco para gatos ajuda em limpezas leves, principalmente quando há sujeira superficial, odor suave ou quando molhar o animal não é a melhor opção.&nbsp;</p>



<p>Também pode ser útil em dias frios, viagens, gatos idosos, filhotes ou pets que ficam muito estressados com água.</p>



<p>Os produtos de banho a seco costumam aparecer em versões como espuma, mousse, spray ou gel. A aplicação deve seguir as instruções do rótulo, mas geralmente envolve:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>espalhar o produto na pelagem;</li>



<li>massagear com cuidado;</li>



<li>remover o excesso com toalha, pano macio ou escovação.</li>
</ul>



<p>O ideal é sempre usar produtos próprios para gatos e aplicar aos poucos, sem forçar, e transformar o cuidado em um momento tranquilo.</p>



<p>No pet shop online da Cobasi, é possível encontrar opções de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/banho-a-seco?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">banho a seco para gatos</a> e outros produtos de higiene que ajudam na limpeza da pelagem sem precisar molhar o animal.</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=seco"><h2>Produtos de banho a seco para gatos com ofertas imperdíveis</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">Higiene das patas, orelhas e olhos</h3>



<p>Na rotina de higiene do gato, alguns cuidados pontuais ajudam a manter o pet limpo sem recorrer ao banho completo. Regiões sensíveis, como patas, olhos e orelhas, pedem produtos próprios para pets, movimentos leves e atenção a qualquer sinal de irritação.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/higienizador-limpa-patas-sem-enxague-myhug-31153579/p?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Limpa-patas</a>:</strong> ajuda a remover resíduos das patinhas depois do transporte, contato com superfícies sujas ou uso da caixa de areia.<br><br></li>



<li><strong>Produtos para higiene dos olhos:</strong> auxiliam na remoção de secreções leves ao redor dos olhos, sempre sem esfregar. Vermelhidão, dor, secreção intensa ou coceira pedem avaliação veterinária.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/limpa-orelhas?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Produtos para limpeza das orelhas</a>:</strong> devem ser usados apenas na parte externa, sem hastes, algodão profundo ou objetos no canal auditivo. Mau cheiro, excesso de secreção ou sensibilidade ao toque precisam de orientação veterinária.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Higiene bucal</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/aprenda-como-escovar-dente-de-gato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">escovação dos dentes deve fazer parte da rotina de cuidados com gatos</a>, sendo importante para reduzir o acúmulo de placa bacteriana, prevenir tártaro, evitar mau hálito e diminuir o risco de inflamações na gengiva.</p>



<p>Para cuidar da boca do gato, use apenas <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/higiene-bucal?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtos próprios para pets</a>, como escova de dentes para gatos, dedeira, gaze macia e pasta de dente veterinária. </p>







<p>O ideal é começar o cuidado com toques leves na região da boca, sempre em um ambiente calmo e com o gato apoiado em uma superfície firme. Carinho e pausas ajudam a tornar o momento mais tranquilo, principalmente nas primeiras tentativas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Caixa de areia e ambiente limpo</h3>



<p><a href="https://blog.cobasi.com.br/como-limpar-a-caixa-de-areia-do-gato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manter a caixa de areia limpa</a>, caminhas higienizadas e locais de descanso bem cuidados ajuda a reduzir odores, evitar sujeira presa nas patas e deixar a rotina do gato mais confortável.</p>



<p>A caixa de areia merece atenção especial, porque gatos são animais higiênicos e costumam evitar banheiros sujos. Quando a limpeza não acontece com frequência, o mau cheiro pode se espalhar pelo ambiente e o pet pode procurar outros locais para urinar ou defecar.</p>



<p>Alguns produtos ajudam a manter esse cuidado mais prático no dia a dia:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/pa-higienica?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pá higiênica</a>:</strong> facilita a remoção diária de fezes e torrões de urina;<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/tapete-para-caixa-de-areia?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tapete para caixa de areia</a>:</strong> ajuda a reter grãos que ficam presos nas patas;<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/casa/limpeza/eliminador-de-odores-e-desinfetantes?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">eliminador de odores</a>:</strong> contribui para controlar cheiros no ambiente;<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtos de limpeza próprios para pets</a>:</strong> ajudam na higienização do espaço sem usar fórmulas inadequadas;<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/areia-higienica?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">areia higiênica de boa absorção</a>:</strong> reduz umidade, odor e sujeira ao redor da caixa.</li>
</ul>



<p>Na Cobasi, você encontra <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/higiene-e-limpeza/acessorios-de-higiene?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtos para higiene e limpeza de gatos</a> que ajudam a manter a caixa de areia, o ambiente e os espaços de descanso mais limpos.</p>






<h3 class="wp-block-heading">Alimentação e acompanhamento veterinário também influenciam na higiene</h3>



<p>A saúde da pele e da pelagem também influencia diretamente na higiene do gato: uma <a href="https://www.cobasi.com.br/c/gatos/racao?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260715_vis_geral_pode-dar-banho-em-gato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alimentação adequada para a idade, fase de vida e condição do pet</a> ajuda a manter os pelos mais saudáveis, reduz o aspecto ressecado e contribui para uma pele mais equilibrada. </p>



<p>Quando a pelagem fica opaca, oleosa, com queda excessiva ou mau cheiro persistente, a causa nem sempre está relacionada à falta de limpeza.&nbsp;</p>



<p>Esses sinais podem indicar problemas de pele, presença de parasitas, dor ou dificuldade do gato em fazer a própria higiene. Por isso, as consultas veterinárias também fazem parte da rotina de cuidado.&nbsp;</p>



<p>Se o gato deixar de se limpar como antes, apresentar coceira, casquinhas, falhas na pelagem ou odor forte, a avaliação profissional ajuda a identificar a causa e indicar o cuidado mais seguro.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que gato odeia água?</h2>



<p>Muitos gatos não gostam de água porque o banho reúne várias sensações desconfortáveis ao mesmo tempo: corpo molhado, pelagem pesada, perda de cheiro natural, mudança de temperatura, barulho e pouca sensação de controle.&nbsp;</p>



<p>Segundo a National Geographic, a aversão <a href="https://www.nationalgeographic.com.es/mundo-animal/por-que-a-gatos-general-no-les-gusta-agua_24573" target="_blank" rel="noreferrer noopener">de muitos gatos com a água tem relação com a história evolutiva dos felinos</a>, já que a água podia representar risco na natureza e a pelagem molhada deixava o animal mais vulnerável. </p>



<p>Entre os principais motivos estão:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Pelagem pesada e difícil de secar:</strong> quando o pelo fica encharcado, o gato pode se sentir mais lento, desconfortável e limitado nos movimentos. Diferente dos cães, os felinos não têm a mesma facilidade para se sacudir e secar rapidamente.<br><br></li>



<li><strong>Queda de temperatura:</strong> água fria ou pelagem úmida por muito tempo podem causar desconforto e perda de calor corporal. Esse cuidado precisa ser ainda maior com filhotes, gatos idosos ou animais doentes.<br><br></li>



<li><strong>Instinto de proteção:</strong> na natureza, entrar em rios, poças ou áreas desconhecidas podia representar ameaça. Esse comportamento cauteloso ajuda a explicar por que muitos gatos evitam molhar o corpo inteiro.<br><br></li>



<li><strong>Alteração do cheiro corporal:</strong> o banho pode mudar o odor natural do gato, que é importante para reconhecimento do ambiente e convivência com outros felinos. Em casas com mais de um gato, a mudança pode causar estranhamento entre os pets.<br><br></li>



<li><strong>Excesso de estímulos:</strong> jato de água, cheiro de shampoo, piso escorregadio, contenção e barulho formam uma experiência intensa para o felino. Quando o gato se sente preso ou sem controle, a reação de fuga fica mais comum.</li>
</ul>



<p>Mas, vale destacar que <strong>isso não significa que todo gato odeia água</strong>. Alguns demonstram curiosidade por torneiras, fontes e água em movimento.&nbsp;</p>



<p>O incômodo costuma ser maior quando o banho envolve molhar o corpo inteiro, usar produto com cheiro forte ou prolongar demais o processo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mitos e verdades sobre banho em gato</h2>



<p>Mesmo com a rotina de higiene explicada, algumas dúvidas ainda aparecem quando o assunto é banho em gato. Veja os principais mitos e verdades antes de decidir molhar o seu pet.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Gato nunca pode tomar banho:</strong> mito. Existem situações em que pode dar banho em gato, como sujeira intensa, contato com substâncias tóxicas, problemas de pele ou dificuldade de autolimpeza.<br><br></li>



<li><strong>Gato precisa de banho periódico:</strong> mito. A maioria dos gatos saudáveis consegue manter boa parte da higiene com lambedura, escovação, caixa de areia limpa e cuidados pontuais.<br><br></li>



<li><strong>Mudança na autolimpeza merece atenção:</strong> verdade. Quando o gato para de se limpar, apresenta mau cheiro, sujeira acumulada, coceira ou falhas na pelagem, a avaliação veterinária deve ser considerada.<br><br></li>



<li><strong>Banho a seco substitui qualquer banho:</strong> mito. O banho a seco para gatos ajuda em limpezas leves, mas não resolve sujeira intensa, contato com óleo, tinta, produtos tóxicos ou problemas dermatológicos.<br><br></li>



<li><strong>Pode usar shampoo humano em gato:</strong> mito. Produtos humanos podem irritar a pele felina. O ideal é usar shampoo para gatos e seguir as orientações do rótulo.<br><br></li>



<li><strong>Gato de pelo longo precisa de mais cuidado:</strong> verdade. Gatos de pelo longo podem formar nós com mais facilidade e precisam de escovação frequente. Em alguns casos, banho profissional pode ser indicado.<br><br></li>



<li><strong>Gato estressado deve ser forçado a tomar banho:</strong> mito. Forçar o processo pode aumentar o medo e dificultar cuidados futuros. Quando o gato demonstra muito estresse, o atendimento profissional costuma ser mais seguro.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre banho em gato</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-na-bacia.webp" alt="gato tomando banho na bacia" class="wp-image-73666" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-na-bacia.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-na-bacia-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/02/banho-em-gato-na-bacia-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Pode dar banho em gato todo dia?</h3>



<p>Não, <strong>gato não deve tomar banho todo dia</strong>. A frequência pode remover a oleosidade natural da pele, causar ressecamento, aumentar o estresse e prejudicar a relação do felino com a rotina de higiene.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual a frequência ideal de banho em gatos?</h3>



<p>Não existe uma frequência ideal para todos os gatos. <strong>O banho em gato deve acontecer apenas quando há necessidade real</strong>, como sujeira difícil de remover, contato com substâncias perigosas, problemas de pele ou dificuldade de autolimpeza.</p>



<p>Gatos saudáveis, de pelo curto e que vivem dentro de casa geralmente não precisam de banho periódico. Já gatos de pelo longo, idosos, obesos ou com alguma condição de saúde podem precisar de cuidados extras, sempre com orientação veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pode dar banho em gato filhote?</h3>



<p>Em geral, o <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-dar-banho-em-gato-filhote/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>banho pode ser considerado a partir dos 2 meses de vida</strong></a>, com as primeiras vacinas iniciadas, mas sempre com atenção redobrada.</p>



<p>O <strong>banho em gato filhote deve acontecer apenas quando existe real necessidade</strong>, como sujeira pesada na pelagem, parasitas, contato com alguma substância perigosa ou indicação do médico-veterinário.&nbsp;</p>



<p>Filhotes perdem calor com facilidade e podem se estressar mais durante o banho. Por isso, o ambiente precisa estar aquecido, sem corrente de ar, e a água deve estar morna, próxima da temperatura corporal do gato.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pode usar shampoo humano em gato?</h3>



<p><strong>Shampoo humano não deve ser usado em gato</strong>. A pele dos felinos têm necessidades diferentes, e produtos feitos para pessoas podem conter fragrâncias, corantes e ingredientes capazes de causar irritação, coceira ou ressecamento.</p>



<p>O mais seguro é usar shampoo próprio para gatos, sempre seguindo as instruções do rótulo. Também vale evitar produtos feitos apenas para cães, a menos que a embalagem informe claramente que o uso em gatos é permitido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Banho em gato de pelo longo exige mais cuidado?</h3>



<p>Sim, os gatos de pelo longo podem formar nós com mais facilidade, reter umidade na pelagem e demorar mais para secar. Por isso, a escovação antes e depois do banho faz diferença.</p>



<p>Se houver nós próximos da pele, não tente cortar com tesoura em casa. A pele do gato é fina e pode ser machucada facilmente. Nesses casos, o banho profissional pode ser mais seguro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando levar o gato ao banho profissional?</h3>



<p>O banho profissional para gatos é indicado quando o tutor não se sente seguro, quando o gato fica muito estressado ou quando a pelagem exige cuidado especial.</p>



<p>Também pode ser uma boa opção para gatos idosos, de pelo longo, com muitos nós, sujeira difícil de remover ou necessidade de secagem mais cuidadosa. Em casos de problemas de pele, o serviço deve seguir orientação veterinária.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_570340379.webp" alt="tutorando secando gato após banho" class="wp-image-79154" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_570340379.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_570340379-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/05/AdobeStock_570340379-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O conteúdo te ajudou? Agora você já sabe<strong> quando pode dar banho em gato</strong>, como fazer esse cuidado com segurança e quais alternativas ajudam no dia a dia. Compartilhe este conteúdo com outros tutores que também têm dúvidas sobre a higiene dos felinos.</p>



<p>No Blog da Cobasi, você encontra mais orientações sobre saúde, alimentação, comportamento e bem-estar, para cuidar do seu gato com mais segurança em todas as fases da vida. Até a próxima!&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pombo transmite doença? Descubra quais são os riscos reais para a saúde de pessoas e pets</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/pombo-transmite-doenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aves]]></category>
		<category><![CDATA[Outros Pets]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem todo pombo transmite doença, mas as fezes de aves contaminadas podem provocar infecções em humanos e pets, como criptococose, histoplasmose, ornitose e salmonelose. Muito comuns em grandes centros urbanos,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/3.webp" alt="todo pombo transmite doença " class="wp-image-51368" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/3.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/3-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/3-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p><strong>Nem todo pombo transmite doença</strong>, mas as fezes de aves contaminadas podem provocar infecções em humanos e pets, como criptococose, histoplasmose, ornitose e salmonelose.</p>



<p>Muito comuns em grandes centros urbanos, os pombos convivem com a população diariamente e há muito tempo carregam a fama de transmitir doenças perigosas.</p>



<p>No entanto, essa relação não é tão simples quanto parece e o maior risco nem sempre está associado ao contato direto com as aves.</p>



<p>Segundo Haag-Wackernagel e Moch (2004), <strong>os pombos podem atuar como reservatórios de cerca de 60 microrganismos</strong> capazes de causar doenças infecciosas em humanos e outros animais — as temidas zoonoses.&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, a <strong>principal forma de transmissão está no contato ou inalação de fezes secas de aves doentes</strong>, que nem sempre são a maioria.</p>



<p>Dependendo do agente envolvido, essas infecções podem desencadear sintomas como febre, tosse, falta de ar, dores no corpo, diarreia, vômitos, dermatites e complicações mais graves, especialmente em humanos com imunidade comprometida.&nbsp;</p>



<p>Apesar dos riscos à saúde pública, <strong>os pombos são animais protegidos pela legislação</strong> e o controle da população deve ser feito com o manejo adequado, sem o extermínio das aves.</p>



<p>Para esclarecer tudo sobre o tema, neste guia completo com participação da bióloga Rayane Henriques, explicamos como ocorre a transmissão das principais <strong>doenças causadas por pombos</strong>, como preveni-las e quando procurar atendimento médico.&nbsp;</p>



<p>Boa leitura!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, todos os pombos transmitem doenças?</h2>



<p>Antes de mais nada, é importante esclarecer que <strong>nem todo pombo transmite doença</strong>.</p>



<p>O pombo urbano (<em>Columba livia</em>) descende do pombo-das-rochas, uma espécie originária da região do Mediterrâneo que acompanha a humanidade há milhares de anos.&nbsp;</p>



<p>Criado inicialmente pelos asiáticos, esse animal chegou ao Brasil no século XVI trazido por imigrantes europeus como <a href="https://blog.cobasi.com.br/web-stories/6-aves-de-estimacao-para-criar-em-casa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ave doméstica</strong></a>.</p>



<p>Ao longo dos séculos, a espécie foi utilizada para diferentes finalidades, como transporte de mensagens, competições esportivas, ornamentação e até fonte de alimentação.</p>



<p>Com o passar do tempo, no entanto, os pombos pararam de ser criados em cativeiro e encontraram nos grandes centros urbanos um ambiente favorável para viver.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que os pombos podem transmitir doenças?</h3>



<p>Por causa dessa adaptação, o pombo urbano passou a ser classificado como uma<strong> ave sinantrópica</strong>, ou seja, uma espécie silvestre que vive livremente, mas se beneficia da convivência com o ser humano e com o ambiente urbano.</p>



<p>Nas cidades, essas aves passaram a se alimentar principalmente de restos de comida encontrados no lixo, uma dieta muito diferente da que teriam na natureza.&nbsp;</p>



<p>A alimentação inadequada e a exposição constante a ambientes contaminados favorecem o contato com fungos, bactérias e outros microrganismos capazes de causar doenças.</p>



<p>Além disso, como percorrem longas distâncias em busca de alimento, essas aves urbanas podem transportar agentes infecciosos e contaminar diferentes locais por meio das fezes, aumentando o risco de infecções em pessoas e animais. (HIDASI, 2013)</p>



<p><strong>Isso não significa, porém, que todos os pombos transmitam doenças.&nbsp;</strong></p>



<p>Assim como acontece com qualquer outro animal, aves saudáveis, bem alimentadas e criadas em ambientes limpos não transmitem doenças aos humanos apenas por serem pombos, como o veterinário especializado em animais silvestres Tiago Perez explica ao <a href="https://www.amah.vet/posso-ter-um-pombo-como-bicho-de-estimacao-veterinario-tira-duvidas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">portal Amah Vet</a>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“[Os pombos] são aves como qualquer outra, papagaio, calopsita, canário e outros. Quando é devidamente cuidado e criado em boas condições de higiene, é um animal limpo e saudável. Infelizmente nas grandes cidades ele fica exposto a ambientes contaminados, se torna uma fonte de disseminação de doenças. E acaba sendo discriminado pela população”, </em>esclarece o profissional.</p>
</blockquote>



<p>Vale lembrar que o pombo urbano é apenas uma das cerca de <strong>300 espécies de aves da família </strong><strong><em>Columbidae</em></strong>, grupo que também inclui pombas, rolas e rolinhas, como a rolinha-roxa, a asa-branca e a juriti-pupu. (ZOONOMEN, 2003)</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais doenças o pombo transmite?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/2.webp" alt="doenças de pombos" class="wp-image-51370" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/2.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/2-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/2-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Os pombos podem estar associados à transmissão de cerca de <strong>50 doenças diferentes</strong>, mas nem todas são disseminadas da mesma forma.&nbsp;</p>



<p>Em muitos casos, a transmissão acontece através da <strong>inalação de poeira ou do contato com fezes secas</strong> presentes em ambientes contaminados, e não com a ave em si.&nbsp;</p>



<p>Dependendo do agente e das condições de saúde da pessoa infectada, algumas infecções podem evoluir para quadros graves, causando complicações sérias, como meningite.</p>



<p>De acordo com o site oficial da Prefeitura de São Paulo, as principais <strong>doenças que pombo transmite</strong> são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Criptococose</h3>



<p>A criptococose, conhecida popularmente como &#8220;<strong>doença do pombo</strong>&#8220;, é uma doença infecciosa causada por fungos do gênero <em>Cryptococcus</em>.&nbsp;</p>



<p>Segundo Campos et al. (2009), a condição é transmitida pela inalação de poeira de fezes secas de pombo ou pela ingestão de alimentos contaminados com excrementos.</p>



<p>Depois de entrar no organismo, o fungo costuma atingir primeiro os pulmões e o paciente pode permanecer assintomático por um longo período.&nbsp;</p>



<p>Quando a infecção se manifesta, os sinais clínicos mais comuns são dor de cabeça, febre, sonolência, tosse e outras alterações respiratórias.</p>



<p><strong>Pessoas com o sistema imunológico comprometido correm mais risco de desenvolver formas graves da criptococose. </strong>(PINTO, 2010)</p>



<p>Nesses casos, o fungo pode se disseminar pela corrente sanguínea e causar complicações como pneumonia e meningite, capazes de levar o paciente a óbito.</p>



<p>O diagnóstico da doença é feito por exames laboratoriais e o tratamento varia conforme a gravidade do quadro, podendo incluir antifúngicos orais e medicamentos intravenosos.</p>



<p>Além dos seres humanos, <strong>a criptococose também pode acometer cães e gatos</strong>.&nbsp;</p>



<p>Inclusive, já foram descritos casos da doença em animais de estimação que viviam em ambientes com presença de fezes de pombos. (JULIANO; SOUZA; SCHEID, 2006)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Salmonelose&nbsp;</h3>



<p>A salmonelose é uma infecção causada por bactérias do gênero <strong>Salmonella </strong>— agente responsável por milhões de casos de doenças gastrointestinais em humanos no mundo.&nbsp;</p>



<p>Embora a transmissão por pombos seja considerada pouco frequente, estudos já identificaram a presença da bactéria nas fezes dessas aves. (HOELZER; SWITT; WIEDMANN, 2011)</p>



<p>A contaminação via pombos acontece principalmente por<strong> transmissão indireta</strong>, por meio do contato com água, alimentos, objetos e superfícies contaminados pelas fezes do animal.&nbsp;</p>



<p>Os sinais clínicos da infecção incluem diarreia, dor abdominal, febre alta, vômito e, em casos mais graves, septicemia — uma infecção generalizada perigosa.</p>



<p>Na maioria dos pacientes, o tratamento é feito com hidratação, repouso e reposição de eletrólitos para evitar a desidratação.&nbsp;</p>



<p>Antibióticos costumam ser indicados apenas nos casos graves ou quando há risco de disseminação da infecção, sempre com orientação médica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ornitose ou psitacose</h3>



<p>A ornitose, também chamada de psitacose ou <strong>febre dos papagaios</strong>, é uma infecção causada pela bactéria <em>Chlamydia psittaci</em>.&nbsp;</p>



<p>Os psitacídeos, aves da família Psittacidae, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/quanto-tempo-vive-um-papagaio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">papagaios </a>e <a href="https://blog.cobasi.com.br/tipos-de-periquitos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">periquitos</a>, são os principais reservatórios da bactéria.</p>



<p>Mas o agente infeccioso também pode ser encontrado em pombos, perus, gansos e outras espécies de aves. (BENCKE, 2007)</p>



<p>Estudos recentes indicam que cerca de <strong>85% dos casos de ornitose estão relacionados ao contato direto com aves infectadas</strong>.&nbsp;</p>



<p>Os demais ocorrem pela inalação de partículas presentes em secreções respiratórias ou fezes secas contaminadas, além do contato direto com penas, tecidos e bicos dos animais.</p>



<p>Por conta disso, a ornitose atinge com mais frequência pessoas que possuem contato direto com aves, como funcionários de abatedouros, proprietários de pássaros e cuidadores.</p>



<p>Em humanos, os sintomas mais comuns da infecção são febre, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar, tosse seca e dificuldade para respirar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Histoplasmose&nbsp;</h3>



<p>A histoplasmose é uma micose sistêmica causada pelo fungo <em>Histoplasma capsulatum</em>, com ocorrência em todo o mundo e registrada em todas as regiões do Brasil. (AIDÉ, 2009)</p>



<p>De acordo com os pesquisadores, esse fungo costuma se desenvolver em solos com grande acúmulo de fezes de pombos e morcegos.&nbsp;</p>



<p>Quando seus esporos são inalados, eles atingem os pulmões, <strong>causando sintomas muito semelhantes aos da gripe e de outras doenças respiratórias</strong>. </p>



<p>Sinais clínicos comuns são mal-estar, febre, dor no peito, tosse seca, falta de ar, perda de apetite, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e rouquidão. (LIMA et al., 2012).</p>



<p>A evolução da doença depende da quantidade de esporos inalados e das condições do sistema imunológico do paciente.&nbsp;</p>



<p>Pessoas imunossuprimidas apresentam maior risco de desenvolver formas pulmonares graves, como lesões pulmonares compatíveis com <strong>pneumonia aguda</strong>. (SANTIAGO; SOARES, 2012)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dermatites e alergias</h3>



<p>Dermatites e alergias também podem estar relacionadas à presença de pombos, principalmente em locais com grande acúmulo de ninhos e fezes ressecadas.</p>



<p>Nesses casos, a <strong>transmissão ambiental</strong> é a principal responsável pelos sintomas.&nbsp;</p>



<p>A inalação de poeira em ambientes contaminados pode desencadear rinite e crises de bronquite em pessoas mais sensíveis. (HORTA, 2016)</p>



<p>Outro fator de risco é a presença de <a href="https://blog.cobasi.com.br/ectoparasitas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>ectoparasitas</strong></a>, como ácaros, pulgas e piolhos de aves, que podem deixar os ninhos e entrar em contato com a pele humana. (VALADARES, 2004)</p>



<p>No caso do ácaro <em>Ornithonyssus sp.</em>, as lesões costumam provocar pequenas manchas avermelhadas (petéquias) e coceira semelhante a picadas de insetos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais doenças são associadas aos pombos de forma equivocada?</h2>



<p>Embora os pombos possam transmitir algumas infecções aos humanos, <strong>muitas doenças são associadas à espécie de forma equivocada.</strong></p>



<p>Em um <a href="https://repositorio.usp.br/item/002757626" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo realizado no estado de São Paulo em 2014</a>, por exemplo, 95,8% dos entrevistados afirmaram que os pombos transmitiam doenças. </p>



<p>Ainda assim, mais de 70% dessas pessoas não sabiam identificar corretamente quais infecções realmente estavam relacionadas a essas aves.</p>



<p>Algumas doenças apontadas pelos entrevistados, como a <a href="https://blog.cobasi.com.br/toxoplasmose-gatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>toxoplasmose </strong></a>e a <a href="https://blog.cobasi.com.br/leptospirose-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>leptospirose</strong></a>, por exemplo, nem mesmo têm o pombo como principal fonte de transmissão.</p>



<p>Além dessas infecções, durante a pandemia de COVID-19 também surgiram dúvidas sobre o papel dos pombos na disseminação do coronavírus.&nbsp;</p>



<p>Para desmistificar algumas crenças injustas, a seguir, <strong>esclarecemos os principais mitos </strong>envolvendo essas aves e a transmissão de doenças.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pombo transmite toxoplasmose?</h3>



<p>Não. A toxoplasmose — doença causada pelo protozoário <em>Toxoplasma gondii</em> — é a zoonose parasitária mais prevalente no mundo, mas <strong>apenas os felinos (como o gato doméstico, onças, jaguatiricas, gatos-do-mato dentre outros) são considerados fontes de infecção</strong>. (ACHA; SZYFRES, 2003)</p>



<p>Segundo os pesquisadores, até hoje, não existe comprovação de que os pombos ou qualquer outro animal possa transmitir os oocistos dos protozoários de maneira direta.&nbsp;</p>



<p>A única possibilidade teórica seria pelo <strong>consumo da carne crua ou malcozida de um pombo infectado</strong>, situação extremamente incomum no Brasil, já que esses animais raramente estão presentes no cardápio. (REY, 2005)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pombo transmite leptospirose?</h3>



<p>Não. A principal forma de transmissão da leptospirose — doença causada pela bactéria <em>Leptospira </em>— é o contato com água ou solo contaminados com a urina de ratos infectados.</p>



<p>No entanto, a confusão entre as espécies acontece com frequência, já que pombos e ratos são comuns em ambientes urbanos.</p>



<p>A associação é tão forte que muitas pessoas acreditam que os pombos transmitem as mesmas doenças dos roedores — aquele mito de que os pombos são &#8220;ratos com asas&#8221;.</p>



<p>Seja como for, <strong>os pombos não são considerados transmissores da leptospirose</strong>.</p>



<p>Ainda assim, quando são alimentados em praças e outros espaços públicos, as sobras de comida podem favorecer a proliferação de ratos, além de atrair baratas e moscas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pombos transmitem COVID-19?</h3>



<p>Não. Até agora, não existem evidências de que os pombos transmitam o vírus da COVID-19 aos seres humanos — mas isso não significa que essas aves sejam livres de coronavírus.&nbsp;</p>



<p>Até porque, coronavírus é um nome dado a uma grande família de vírus, e SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19 em humanos, é apenas um deles.</p>



<p>Em um estudo publicado na <a href="https://www.mdpi.com/2076-2607/12/6/1143" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista Microorganisms</a>, cientistas analisaram 203 pombos urbanos na Espanha e não encontraram nenhum animal infectado pelo SARS-CoV-2. </p>



<p>Em vez disso, identificaram um gammacoronavírus, um vírus diferente daquele que causa a COVID-19 e que já havia sido observado em pombos de outros países.</p>



<p>Durante a pandemia, <strong>os pombos acabaram sendo associados à COVID-19 por outro motivo</strong>.&nbsp;</p>



<p>Pesquisadores observaram um aumento dos casos de dermatites causadas pelo ácaro <em>Ornithonyssus bursa</em>, conhecido popularmente como piolho-de-pombo, no período.</p>



<p>Em entrevista ao <a href="https://www.butantan.gov.br/noticias/o-acaro-da-pandemia-aumento-de-picadas-pelo-piolho-de-pombo-pode-ser-uma-decorrencia-do-isolamento-social">Instituto Butantan</a>, o biólogo Fernando de Castro Jacinavicius explica os motivos por trás da alta nas infestações:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Uma explicação plausível para o aumento nos casos deriva do isolamento social, que obrigou as pessoas a permanecerem em casa, aumentando assim o risco de exposição de humanos aos ácaros”, comenta o cientista.</em></p>
</blockquote>



<p>De acordo com a instituição, o ácaro <em>Ornithonyssus bursa</em> pode parasitar mais de 30 espécies de aves, incluindo os pombos.&nbsp;</p>



<p>Quando as aves fazem seus ninhos no forro do telhado das casas ou áreas próximas às residências, os ácaros podem entrar em contato com os seres humanos, provocando <strong>coceira, vermelhidão e dermatites</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como ocorre a transmissão das doenças?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/4.webp" alt="pombos transmitem doenças " class="wp-image-51367" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/4.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/4-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/4-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A maior parte das <strong>doenças dos pombos </strong>é transmitida pela exposição a fezes ou secreções de aves contaminadas, que pode acontecer por diferentes vias, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Inalação:</strong> ao respirar a poeira formada por fezes secas ou secreções contaminadas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ingestão: </strong>pelo consumo de água ou alimentos contaminados por fezes contendo microrganismos.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Contato com secreções: </strong>durante o manuseio de aves infectadas ou pela exposição a secreções respiratórias e penas contaminadas.<br></li>



<li><strong>Contato direto acidental:</strong> por meio de bicadas ou da exposição a ácaros e outros ectoparasitas presentes nos ninhos ou nas próprias aves.</li>
</ul>



<p>Para te ajudar a entender os riscos, na tabela abaixo, mapeamos os principais meios de transmissão das zoonoses apresentadas:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Doença</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como ocorre a transmissão</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Criptococose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fungo <em>Cryptococcus neoformans</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Inalação da poeira formada por fezes secas de pombos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Histoplasmose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fungo <em>Histoplasma capsulatum</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Inalação de esporos do fungo presentes em locais com acúmulo de fezes secas de pombos ou morcegos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Ornitose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria <em>Chlamydia psittaci</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Inalação de poeira formada por fezes secas ou secreções de aves infectadas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Salmonelose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactérias do gênero <em>Salmonella</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo a bactéria.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Dermatites e alergias</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ácaros (<em>Ornithonyssus</em> spp.) e poeira de ambientes contaminados<br></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Contato acidental com ácaros presentes em ninhos ou aves parasitadas.<br><br>Inalação do ar de ambientes com acúmulo de fezes e ninhos de pombos.<br></td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Quem corre maior risco de contrair doenças transmitidas por pombos?</h3>



<p>A gravidade das doenças transmitidas por pombos depende tanto do agente infeccioso quanto das condições de saúde de cada paciente.&nbsp;</p>



<p>Em geral, <strong>o risco é maior entre</strong> <strong>pessoas com o sistema imunológico comprometido</strong>, como pacientes imunodeprimidos por HIV ou AIDS, pessoas que receberam transplantes de órgãos e usuários de medicamentos imunossupressores e corticosteroides.&nbsp;</p>



<p>Nesses grupos, infecções como a criptococose podem se disseminar pelo organismo e causar complicações graves, como pneumonia e meningite.</p>



<p>De acordo com estudos de 2014, a criptococose é a micose sistêmica mais frequente em pacientes com HIV — e nesse grupo, <a href="https://www.redalyc.org/pdf/260/26037787008.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a infecção possui mortalidade variável de 10% a 73% dos casos positivos</a>. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas de doenças transmitidas por pombos?</h2>



<p>As <strong>doenças transmitidas por pombos</strong> costumam provocar sintomas respiratórios, gastrointestinais e sistêmicos em humanos.</p>



<p>As manifestações podem variar de acordo com o agente infeccioso envolvido, mas os sinais mais comuns são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>febre;</li>



<li>dor de cabeça;</li>



<li>tosse seca ou persistente;</li>



<li>falta de ar;</li>



<li>dor no peito;</li>



<li>calafrios e dores musculares;</li>



<li>mal-estar e sonolência;</li>



<li>náuseas, vômitos e diarreia;</li>



<li>dores abdominais;</li>



<li>rinite, crises de bronquite e irritações na pele.</li>
</ul>



<p>Além dos seres humanos, cães e gatos também podem desenvolver algumas infecções associadas aos pombos, principalmente a criptococose.&nbsp;</p>



<p>Nos casos de criptococose em cães e gatos, <strong>os sintomas costumam começar com perda de apetite, apatia, febre e emagrecimento</strong>.</p>



<p>Com a evolução da doença, podem surgir corrimento nasal, dificuldade para respirar e lesões na pele, especialmente na região do focinho, formando nódulos conhecidos popularmente como &#8220;nariz de palhaço&#8221;.</p>



<p>Nos casos mais graves, o fungo pode atingir o sistema nervoso central, causando <strong>perda de equilíbrio, andar em círculos, desorientação, convulsões, cegueira e até surdez</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando procurar um médico?</h3>



<p>O simples contato com pombos não significa, necessariamente, que uma pessoa desenvolverá alguma doença.&nbsp;</p>



<p>O grande risco está na inalação, ingestão ou contato direto com fezes secas contaminadas.</p>



<p>Caso os excrementos da ave entrem em contato com a pele, os olhos ou a boca, <strong>lave imediatamente a região apenas com água</strong>, para evitar a exposição ao pó.</p>



<p>Se, nos dias seguintes à exposição em locais com acúmulo de fezes, surgirem sinais de infecção ou qualquer mal-estar persistente, procure atendimento médico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar doenças causadas por pombos?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/1.webp" alt="Columba livia" class="wp-image-51369" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/1.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/1-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/1-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Evitar o contato com fezes e ninhos de pombos é a principal forma de prevenir as <a href="https://blog.cobasi.com.br/o-que-sao-zoonoses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">zoonoses </a>transmitidas por essas aves.</p>



<p>Para isso, além da higienização adequada dos ambientes, também é importante adotar medidas que reduzam a permanência e a superpopulação da espécie, como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Controle da alimentação</h3>



<p><strong>Nunca alimente pombos com restos de comida ou pedaços de pão.</strong></p>



<p>Por mais que pareça uma boa ação, a oferta de alimentos é um dos fatores responsáveis pelo aumento da população dessas aves — e com ela, o risco de dispersão de doenças.</p>



<p>Na natureza, os pombos se alimentam principalmente de grãos, frutos e insetos, desempenhando um papel importante na dispersão de sementes e controle de pragas.&nbsp;</p>



<p>Quando dependem da alimentação oferecida pelas pessoas, essas aves deixam de buscar recursos naturais, o que cria um desequilíbrio ambiental maior do que muitos imaginam.</p>



<p>Se possível, <strong>recolha sobras de ração e alimentos de animais domésticos </strong>para evitar não só os pombos, mas ratos, baratas e outros animais que oferecem riscos à saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Controle da contaminação ambiental</h3>



<p>Como a maioria dessas infecções está associada&nbsp; ao contato com fezes contaminadas, você também deve limpar excrementos presentes no ambiente com cautela.</p>



<p>Na hora da limpeza, nunca varra as fezes secas. Primeiro, umedeça toda a área com uma solução desinfetante à base de cloro ou quaternário de amônia diluído em água.&nbsp;</p>



<p>Em seguida, faça a remoção utilizando luvas e máscara — ou um pano úmido cobrindo nariz e boca — para evitar a inalação de partículas contaminadas.</p>



<p>A limpeza periódica de telhados, forros e beirais, bem como a proteção de alimentos e reservatórios de água, também pode ajudar a prevenir o acúmulo de sujeira de pombos.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">3. Controle dos abrigos</h3>



<p>Os pombos procuram telhados, beirais, marquises e outras estruturas protegidas para descansar e construir ninhos.&nbsp;</p>



<p>Quanto mais fácil for encontrar abrigo, maior será a permanência dessas aves no local e o acúmulo de fezes.</p>



<p>Para evitar esse problema, a recomendação é <strong>dificultar o acesso aos pontos de pouso e nidificação</strong> com medidas simples, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>instalação de telas antipombos nos vãos dos telhados;</li>



<li>uso de barreiras físicas, como espículas e fios de nylon em locais de pouso;</li>



<li>aplicação de repelentes em gel nos pontos onde as aves costumam permanecer.</li>
</ul>



<p>Dispositivos espanta-pombos, como objetos brilhantes, móbiles e réplicas de aves de rapina, também podem ajudar a afastar os animais temporariamente.</p>



<p>Lembre-se que os pombos são considerados fauna sinantrópica, e por isso, <strong>são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais n° 9.605/98.</strong></p>



<p>Embora medidas de controle da população possam ser tomadas, não é permitido exterminar nem maltratar essas aves.&nbsp;</p>



<p>O seu objetivo deve ser impedir que pombos ocupem áreas urbanas e incentivar que busquem ambientes mais adequados para viver, como explica a bióloga Rayane Henriques:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Como o  pombo pode trazer doenças, o controle da população da espécie é essencial, assim como para melhorar a qualidade de vida desses animais, pois, quando falamos em controle de população não estamos pensando em “exterminar a espécie”, mas sim de fazê-la procurar um local adequado para viver, com água e alimentação adequadas”, reforçou.</em></p>
</blockquote>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">É possível ter um pombo de estimação?</h2>



<p>Sim. Apesar da má fama envolvendo a transmissão de doenças, <strong>os pombos são aves lindas, inteligentes e sociáveis</strong> que podem se tornar excelentes animais de estimação.&nbsp;</p>



<p>De acordo com o <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/05/01/veja-lista-de-animais-que-podem-ser-domesticados-capivara-esta-fora.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">portal de notícias G1</a>, a criação de pombos domésticos (<em>Columba livia</em>) é liberada e não exige autorização especial do IBAMA.</p>



<p>E com o crescimento de projetos de resgate e adoção da espécie, cada vez mais pessoas têm se interessado pela possibilidade de cuidar de um pombo em casa.</p>



<p>Na maioria dos casos, esses animais são resgatados ainda filhotes ou após acidentes que os impedem de voltar à natureza, como ataques de animais e atropelamentos.</p>



<p>Antes de serem encaminhados para adoção, as aves passam por avaliação veterinária e fazem uma série de exames para garantir que estejam saudáveis.</p>



<p>Quando criados em ambiente limpo, com alimentação adequada e acompanhamento veterinário, os pombos não transmitem doenças e <strong>podem viver por cerca de 10 anos ao lado dos tutores</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como cuidar de um pombo doméstico?</h3>



<p>Os <strong>cuidados com um pombo doméstico</strong> são semelhantes aos de outras aves de estimação e incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alimentação de qualidade:</strong> a dieta deve ser composta por ração extrusada específica para a espécie ou por um plano alimentar elaborado por um médico-veterinário.<br></li>



<li><strong>Água fresca: </strong>deve ser trocada diariamente, de preferência em recipientes de porcelana, que ajudam a reduzir o risco de contaminação.<strong><br></strong></li>



<li><strong>Viveiro espaçoso:</strong> o recinto deve ter espaço suficiente para o pombo se movimentar, ser protegido da chuva e do sol intenso e contar com poleiros que permitam o descanso confortável das patas.<strong><br></strong></li>



<li><strong>Limpeza da gaiola: </strong>o forro deve ser substituído todos os dias para manter o ambiente higiênico e evitar o contato da ave com as próprias fezes.</li>
</ul>



<p>Como qualquer outro pet, os pombos também precisam de <strong>atenção e carinho dos seus tutores</strong>. Em entrevista ao <a href="https://gq.globo.com/um-so-planeta/noticia/2026/02/voce-adotaria-um-pombo-projeto-animal-gang-mostra-que-e-possivel.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">portal GQ</a>, Nina Zambardino, presidente da Animal Gang, grupo independente de amparo a animais exóticos e sinantrópicos, explica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;Você precisa ter tempo para se dedicar ao animal, ter um certo período do dia para soltá-lo e poder interagir. O pombo é um pet muito tranquilo. Ao contrário da calopsita, que pode te bicar e machucar, o pombo bica mas não dói&#8221;, acrescenta.</em></p>
</blockquote>
</blockquote>



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<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre doenças transmitidas por pombos&nbsp;</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/pombo-transmite-doenca.webp" alt="" class="wp-image-79137" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/pombo-transmite-doenca.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/pombo-transmite-doenca-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/03/pombo-transmite-doenca-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">É perigoso ter pombo em casa?</h3>



<p>Depende. Pombos que vivem soltos nas cidades ficam expostos a ambientes contaminados e podem carregar agentes causadores de doenças.&nbsp;</p>



<p>Nesse caso, a infestação de aves acaba sendo um perigo para a saúde das pessoas e pets ao seu redor.</p>



<p>Já <strong>pombos criados em cativeiro</strong>, com boa higiene, alimentação adequada e acompanhamento veterinário, não apresentam o mesmo risco e podem ser excelentes aves de estimação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tocar em pombo transmite doença?</h3>



<p>Os pombos não costumam transmitir doenças pelo toque. Na maioria dos casos, a contaminação acontece pela <strong>inalação de poeira de fezes secas</strong> ou pelo contato com ambientes contaminados pelos excrementos de aves doentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que o pombo pode transmitir?</h3>



<p>O contato direto ou indireto com pombos de rua pode estar associado à transmissão de doenças respiratórias, doenças fúngicas, doenças gastrointestinais e doenças alérgicas, como <strong>histoplasmose, criptococose, salmonelose, ornitose e dermatites</strong>. (BENCKE, 2007; FUJITA, 2010; SANTIGO; SOARES, 2012; VALADARES, 2004).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como desinfetar local com fezes de pombo?</h3>



<p>A limpeza deve ser feita com cuidado para evitar que a poeira contaminada seja espalhada pelo ar. Antes de começar, utilize luvas e máscara ou um pano úmido cobrindo nariz e boca.</p>



<p>Em seguida, <strong>umedeça completamente as fezes </strong>com desinfetantes à base de água sanitária ou quaternário de amônia diluídos em água.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer após o&nbsp; contato com fezes de pombo?</h3>



<p>Caso os excrementos atinjam a pele, os olhos ou a boca, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/contato-com-as-fezes-dos-pombos-traz-risco-a-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lave imediatamente a região com água</a>. Se, após a exposição a ambientes contaminados, surgirem sintomas ou qualquer mal-estar, <strong>procure atendimento médico para uma avaliação</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como afastar pombos?</h3>



<p>A melhor forma de fazer o controle de pombos é eliminar as condições que favorecem sua permanência no local. Isso inclui <strong>não oferecer alimentos às aves</strong>, recolher sobras de ração e proteger reservatórios de água para reduzir a atração desses animais.</p>



<p>Outra medida importante de prevenção é <strong>impedir que os pombos utilizem telhados, beirais e outras estruturas como abrigo</strong>. Para isso, você pode instalar telas, espículas, fios de nylon e barreiras físicas que dificultem o pouso e a construção de ninhos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual é a multa por matar pombos?</h3>



<p>Os pombos são protegidos pela <strong>Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998)</strong>, que prevê multa e até detenção para quem pratica maus-tratos ou mata animais sem autorização.</p>



<p>No caso dos pombos urbanos, o manejo e o controle devem seguir a <a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/raiva-dos-herbivoros-e-eeb/fichas-tecnicas-legislacao-manuais-e-demais-documentos/IBAMA141.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instrução Normativa Ibama nº 141/2006</a> e as regras estaduais e municipais aplicáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<p>Ao longo deste conteúdo, vimos que os pombos podem, sim, transmitir algumas doenças aos humanos — mas que muitos dos riscos atribuídos a essas aves não passam de mitos.&nbsp;</p>



<p>Com medidas simples de prevenção e manejo ambiental, é possível proteger sua família e controlar a presença dos pombos de forma ética e segura.</p>



<p>Quer saber como manter essas aves longe da sua casa ou empresa? Fique ligado no Blog da Cobasi e confira nosso <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-espantar-pombos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">guia completo com as principais formas de afastar pombos</a>!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>Instituto Butantan. O ácaro da pandemia: aumento de picadas pelo piolho-de-pombo pode ser uma decorrência do isolamento social. 2022. Disponível em: <a href="https://www.butantan.gov.br/noticias/o-acaro-da-pandemia-aumento-de-picadas-pelo-piolho-de-pombo-pode-ser-uma-decorrencia-do-isolamento-social">https://www.butantan.gov.br/noticias/o-acaro-da-pandemia-aumento-de-picadas-pelo-piolho-de-pombo-pode-ser-uma-decorrencia-do-isolamento-social</a>&nbsp;</p>



<p>Prefeitura de São Paulo. Pombos. 2023. Disponível em: <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/4579">https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/4579</a>&nbsp;</p>



<p>Amah Vet Clínica Veterinária. Posso ter um pombo como bicho de estimação? Veterinário tira dúvidas. 2020. Disponível em: <a href="https://www.amah.vet/posso-ter-um-pombo-como-bicho-de-estimacao-veterinario-tira-duvidas/">https://www.amah.vet/posso-ter-um-pombo-como-bicho-de-estimacao-veterinario-tira-duvidas/</a>&nbsp;</p>



<p>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo. 2011. Disponível em: <a href="https://crmvsp.gov.br/doenca-do-pombo-pode-causar-pneumonia-e-meningite/">https://crmvsp.gov.br/doenca-do-pombo-pode-causar-pneumonia-e-meningite/</a>&nbsp;</p>



<p>G1. Veja lista de animais que podem ser domesticados sem autorização do Ibama; capivara está fora. 2023. Disponível em: <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/05/01/veja-lista-de-animais-que-podem-ser-domesticados-capivara-esta-fora.ghtml">https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/05/01/veja-lista-de-animais-que-podem-ser-domesticados-capivara-esta-fora.ghtml</a>&nbsp;</p>



<p>GQ Brasil. Você adotaria um pombo? Projeto em São Paulo mostra que é possível. 2026. Disponível em: &nbsp; <a href="https://gq.globo.com/um-so-planeta/noticia/2026/02/voce-adotaria-um-pombo-projeto-animal-gang-mostra-que-e-possivel.ghtml">https://gq.globo.com/um-so-planeta/noticia/2026/02/voce-adotaria-um-pombo-projeto-animal-gang-mostra-que-e-possivel.ghtml</a>&nbsp;</p>



<p>PORTILLO et al. Rastreio de SARS-CoV-2 e Outros Coronavírus em Pombos Urbanos (Columbiformes) do Norte de Espanha sob uma Perspectiva &#8216;One Health&#8217;. Microorganisms, 2024. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.3390/microorganisms12061143">https://doi.org/10.3390/microorganisms12061143</a>&nbsp;</p>



<p>MIRANDA et al. Percepção da população sobre a participação dos pombos (Columba livia domestica) na transmissão de zoonoses. Atas de Saúde Ambiental – ASA, v. 2, n. 1, p. 23-28, 2014. Disponível em: <a href="http://www.revistaseletronicas.fmu.br/index.php/ASA/article/view/362">http://www.revistaseletronicas.fmu.br/index.php/ASA/article/view/362</a>&nbsp;</p>



<p>GOMES et al. Pombos urbanos columba livia como agentes transmissores de infecções na cidade de araguaína-to. Jornal Facit de Negócios e Tecnologia, 2020. Disponível em: <a href="https://revistas.faculdadefacit.edu.br/index.php/JNT/article/view/760/0">https://revistas.faculdadefacit.edu.br/index.php/JNT/article/view/760/0</a>&nbsp;</p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Doença do carrapato: veterinária tira dúvidas sobre as principais hemoparasitoses caninas</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/doenca-do-carrapato/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Pulgas e carrapatos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doença do carrapato é um termo popular usado para identificar uma série de infecções graves transmitidas por carrapatos, como a erliquiose, a babesiose, a anaplasmose e a hepatozoonose canina. Conhecidas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_capa.png" alt="cachorro com doença do carrapato se coçando" class="wp-image-2703" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_capa.png 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_capa-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p><strong>Doença do carrapato </strong>é um termo popular usado para identificar uma série de infecções graves transmitidas por carrapatos, como a erliquiose, a babesiose, a anaplasmose e a hepatozoonose canina.</p>



<p>Conhecidas como hemoparasitoses, essas enfermidades são causadas por hemoparasitas — microrganismos que invadem e atacam as células do sangue do animal.</p>



<p>Como consequência, o <strong>cachorro com doença do carrapato</strong> pode desenvolver anemia, letargia, perda de apetite, febre, icterícia e correr risco de vida.</p>



<p>No Brasil, as doenças causadas por carrapatos são consideradas endêmicas e estão presentes em praticamente todas as regiões do país.&nbsp;</p>



<p>O principal vetor de transmissão dessas enfermidades é o carrapato-marrom-do-cão (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>), uma espécie comum em ambientes domésticos.</p>



<p>Por causa da gravidade das infecções, as <strong>hemoparasitoses </strong>estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade em cães no mundo. (DANTAS-TORRES, 2010)</p>



<p>Além disso, muitos agentes envolvidos também podem infectar humanos, o que reforça a importância do controle e da prevenção para a saúde dos pets e das pessoas da casa.</p>



<p>Para ajudar você a proteger seu cão e reduzir os riscos para a família, convidamos a <strong>médica-veterinária Lysandra Jacobsen (CRMV/SP &#8211; 44484)</strong> para esclarecer todas as dúvidas sobre doença do carrapato em cachorro. Continue a leitura e descubra:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="#o-que-e-a-doenca-do-carrapato" type="internal" id="#o-que-e-a-doenca-do-carrapato">O que é a doença do carrapato?</a></li>



<li><a href="#como-a-doenca-do-carrapato-e-transmitida">Como a doença do carrapato é transmitida?</a></li>



<li><a href="#quais-sao-os-sintomas-da-doenca-do-carrapato">Quais são os sintomas da doença do carrapato?</a></li>



<li><a href="#a-doenca-do-carrapato-e-grave">A doença do carrapato é grave?</a></li>



<li><a href="#como-e-feito-o-diagnostico-da-doenca-do-carrapato">Como é feito o diagnóstico da doença do carrapato?</a></li>



<li><a href="#como-tratar-doenca-do-carrapato">Como tratar doença do carrapato?</a></li>



<li><a href="#quais-cachorros-tem-maior-risco-a-doenca-do-carrapato">Quais cachorros têm maior risco à doença do carrapato?</a></li>



<li><a href="http://como-prevenir-a-doenca-do-carrapato-em-cachorro">Como prevenir a doença do carrapato em cachorro?</a></li>



<li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-doenca-do-carrapato">Perguntas frequentes sobre doença do carrapato (FAQ)</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-e-a-doenca-do-carrapato">O que é a doença do carrapato?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="475" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/03/AdobeStock_224908637.webp" alt="Doença do carrapato: veterinária responde as principais dúvidas 3" class="wp-image-44371" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/03/AdobeStock_224908637.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/03/AdobeStock_224908637-300x201.webp 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A <strong>doença do carrapato não é uma condição propriamente dita</strong>, mas umtermo usado para identificar diversas hemoparasitoses caninas, incluindo a erliquiose, a babesiose, a anaplasmose e a hepatozoonose canina.</p>



<p>As hemoparasitoses são doenças hematológicas infecciosas, ou seja, são infecções causadas por microrganismos que parasitam as células sanguíneas dos cachorros.&nbsp;</p>



<p>Dependendo do agente causador, a infecção pode afetar glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, prejudicando o funcionamento normal do organismo e colocando a vida do pet em risco.</p>



<p>Embora tenham o carrapato como principal vetor, <strong>as doenças do carrapato em cachorro são provocadas por agentes diferentes, como protozoários e bactérias</strong>. Por isso, cada uma apresenta características próprias e exige diagnósticos e tratamentos específicos.&nbsp;</p>



<p>Abaixo, listamos as principais doenças transmitidas por carrapatos em cães:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Erliquiose Canina</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/erliquiose/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>erliquiose canina</strong></a><strong> é uma das doenças mais conhecidas dentro do grupo chamado popularmente de doença do carrapato</strong>. </p>



<p>Causada por bactérias do gênero Ehrlichia, essa infecção pode evoluir para um quadro grave e até fatal quando o diagnóstico e o tratamento não são iniciados precocemente.</p>



<p>Depois de infectar o organismo, a bactéria invade os glóbulos brancos, onde se multiplica e se dissemina para órgãos como baço, fígado, medula óssea e linfonodos.</p>



<p>O principal vetor é o carrapato-marrom-do-cão (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>), embora a transmissão também possa ocorrer por transfusão de sangue entre cães.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Erliquiose canina</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Ehrlichia spp. (em especial Ehrlichia canis)</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de agente</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal vetor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Carrapato-marrom-do-cão (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Células afetadas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos brancos (monócitos e macrófagos)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais sintomas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, perda de apetite, aumento dos linfonodos, petéquias, epistaxe, alterações oculares, palidez de mucosa, fraqueza, sangramento e perda de peso</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Prognóstico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Favorável quando tratada na fase aguda; reservado a desfavorável na fase crônica</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Babesiose Canina</h3>



<p>Também chamada de piroplasmose, a <a href="https://blog.cobasi.com.br/babesiose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>babesiose canina</strong></a> é causada por protozoários do gênero Babesia, principalmente<em>Babesia vogeli</em> e <em>Babesia canis</em>.</p>



<p>Na babesiose, o protozoário invade os glóbulos vermelhos, podendo causar anemia hemolítica, febre, fraqueza, icterícia e urina escura.&nbsp;</p>



<p>Por esse motivo, a <strong>anemia </strong>é uma das principais alterações provocadas pela doença.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Babesiose canina</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Babesia spp. </em>(em especial <em>Babesia vogeli e Babesia canis</em>)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de agente</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protozoário</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal vetor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Carrapato-marrom-do-cão (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Células afetadas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos vermelhos (hemácias)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais sintomas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, anemia hemolítica, icterícia, vômitos, aumento do baço, perda de peso e perda de apetite</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Prognóstico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geralmente favorável</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Anaplasmose Canina</h3>



<p>A anaplasmose, também conhecida como trombocitopenia cíclica canina, é causada pela bactéria <em>Anaplasma platys</em> e afeta especificamente as plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue.</p>



<p>Uma das principais características da doença é a redução cíclica das plaquetas.&nbsp;</p>



<p>Isso significa que a quantidade dessas células diminui durante alguns dias e, depois, volta temporariamente a valores próximos do normal.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Anaplasmose canina</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Anaplasma platys</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de agente</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal vetor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Carrapato-marrom-do-cão (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Células afetadas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Plaquetas</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais sintomas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, perda de peso, vômitos, diarreia, petéquias, equimoses e uveíte. Alguns cães são assintomáticos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Prognóstico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Favorável, principalmente quando tratada adequadamente</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Hepatozoonose Canina</h3>



<p>A hepatozoonose é causada por protozoários do gênero Hepatozoon.&nbsp;</p>



<p>Diferentemente das demais hemoparasitoses, essa doença não é transmitida pela picada do carrapato, mas pela <strong>ingestão de um ectoparasita contaminado</strong>.</p>



<p>Uma vez no organismo, o protozoário pode alcançar órgãos como o baço, o fígado, a medula óssea, os pulmões e os músculos, além de infectar células do sistema imunológico.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Hepatozoonose canina</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Hepatozoon spp. (em especial Hepatozoon canis)</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de agente</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protozoário</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal vetor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Carrapato-marrom-do-cão (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Forma de transmissão</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ingestão de carrapato infectado</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Órgãos afetados</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Baço, fígado, medula óssea, pulmões e músculos</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais sintomas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, palidez, perda de peso, anorexia, diarreia com sangue, aumento dos linfonodos e do baço. Alguns cães são assintomáticos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Prognóstico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Varia conforme a carga parasitária e a presença de outras doenças; pode ser reservado nos casos graves</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Vale lembrar que <strong>um mesmo cachorro pode apresentar mais de uma hemoparasitose ao mesmo tempo</strong>, situação conhecida como coinfecção.&nbsp;</p>



<p>Casos assim costumam ser ainda mais graves, já que a presença de mais microrganismos modifica o curso clínico e potencializa a severidade dos sinais clínicos. (TRAPP et al. 2004)</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as doenças transmitidas por carrapatos mais comuns?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/doenca-do-carrapato-em-cachorro.webp" alt="carrapato marrom" class="wp-image-79115" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/doenca-do-carrapato-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/doenca-do-carrapato-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/doenca-do-carrapato-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Em um <a href="https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJAER/article/view/84077" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo realizado em Boa Vista, Roraima, entre os anos de 2023 e 2025</a>, a <em>Ehrlichia spp.</em> foi o agente identificado com maior frequência em cães com doença do carrapato.</p>



<p>Ao todo, 2.486 laudos apresentaram resultado positivo para hemoparasitoses — e desse total, <strong>quase 90% dos casos estavam relacionados à <em>Ehrlichia spp</em></strong><em>.</em></p>



<p>O estudo também identificou a porcentagem de cães com coinfecções, ou seja, infectados por mais de um hemoparasita ao mesmo tempo, revelando as seguintes métricas:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente etiológico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Frequência entre os casos positivos</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Ehrlichia</em> spp.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>2220 (89,30%)</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Anaplasma</em> spp.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>168 (6,76%)</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Anaplasma</em> spp. + Ehrlichia spp.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>81 (3,26%</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Hepatozoon</em> spp.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>11 (0,44%)</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Babesia</em> spp.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>4 (0,16%)</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Anaplasma</em> spp. + <em>Ehrlichia</em> spp. +&nbsp; <em>Hepatozoon</em> spp.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>2 (0,08%)</strong></td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fonte: GARCIA, Y. S et al. Frequência de hemoparasitos transmitidos por carrapatos em cães: levantamento realizado em um laboratório de análises clínicas veterinárias em Boa Vista, Roraima. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(4), e84077. Disponível em: https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-152 </em></figcaption></figure>



<p>Além dessas condições, <strong>os carrapatos podem transmitir doenças infecciosas que afetam os humanos</strong>, como a Doença de Lyme e a <a href="https://blog.cobasi.com.br/febre-maculosa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Febre Maculosa</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-a-doenca-do-carrapato-e-transmitida">Como a doença do carrapato é transmitida?</h2>



<p>Os cães costumam contrair doenças transmitidas por carrapatos após a <strong>exposição</strong> a esses parasitas, como a médica-veterinária Lysandra Jacobsen explica:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“São doenças transmitidas por meio da mordida de carrapato contaminado, que injeta na corrente sanguínea o agente infeccioso”.</em></p>
</blockquote>



<p>A única exceção é a hepatozoonose, que ocorre pela ingestão de carrapatos contaminados quando o animal se lambe ou se coça.&nbsp;</p>



<p>Vale lembrar que <strong>a transmissão não ocorre diretamente de um cão para outro</strong>. Para que a doença seja disseminada, é necessária a participação do carrapato como vetor.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-sao-os-sintomas-da-doenca-do-carrapato">Quais são os sintomas da doença do carrapato?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="475" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_295063536-1.webp" alt="Doença do carrapato: veterinária responde as principais dúvidas" class="wp-image-44379" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_295063536-1.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_295063536-1-300x201.webp 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Cachorros com doença do carrapato apresentam sintomas muito parecidos, como <strong>febre, apatia, perda de apetite, icterícia e distúrbios neurológicos</strong>. (ALMEIDA et al, 2012).</p>



<p>A intensidade das manifestações clínicas varia de acordo com o agente causador e a fase da doença. No caso da erliquiose, por exemplo, os sinais surgem em três etapas diferentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fase aguda</h3>



<p>A <strong>fase aguda da doença do carrapato</strong> costuma surgir entre 8 e 20 dias após a infecção, podendo durar de 1 a 4 semanas.</p>



<p>Nesse período, os sintomas costumam aparecer de forma mais evidente, e incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-esta-com-febre/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Febre alta</a>;<br></li>



<li>Depressão e letargia;<br></li>



<li>Perda de apetite (anorexia);<br></li>



<li>Aumento dos linfonodos e do baço (linfadenomegalia e esplenomegalia);<br></li>



<li>Hemorragias, como pontos vermelhos (petéquias), manchas roxas (equimoses) e sangramento nasal (epistaxe);<br></li>



<li>Problemas oculares, incluindo uveíte, descolamento da retina e <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-cego/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cegueira</a>;<br></li>



<li>Alterações neurológicas como resultado de meningite.</li>
</ul>



<p>De acordo com Araújo et al. (2022), quando o tratamento é iniciado precocemente, <strong>a maioria dos cães consegue se recuperar da fase aguda da erliquiose</strong>.&nbsp;</p>



<p>Mas sem o atendimento veterinário, a doença pode evoluir para as fases seguintes</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fase subclínica ou assintomática</h3>



<p>A fase subclínica é conhecida como o período silencioso da doença.&nbsp;</p>



<p>Nessa etapa, a infecção por carrapato permanece no organismo, mas <strong>o</strong> <strong>cachorro não apresenta sintomas por meses ou até anos.</strong></p>



<p>Embora o animal aparente estar saudável, ele continua infectado e pode apresentar alterações discretas nos exames de sangue, como redução na quantidade de plaquetas.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fase crônica</h3>



<p><strong>A fase crônica da doença do carrapato é a sua etapa mais grave</strong>. Aqui, os sintomas reaparecem com maior intensidade, causando um maior comprometimento do organismo.</p>



<p>Além dos sinais clínicos listados anteriormente, é comum que o cachorro apresente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fraqueza;<br></li>



<li>Mucosas pálidas;<br></li>



<li>Emagrecimento significativo.</li>
</ul>



<p>Nos casos mais graves, a doença pode provocar <strong>pancitopenia</strong>, condição caracterizada pela redução simultânea dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.&nbsp;</p>



<p>A queda prejudica o sistema imunológico do cão, deixando-o mais vulnerável a infecções secundárias, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/pneumonia-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pneumonias</a>, infecções de pele, etc.</p>



<p>Se o seu animal apresentar qualquer um desses sintomas, <strong>procure um médico-veterinário imediatamente!</strong></p>



<p>O sucesso do tratamento da doença do carrapato está diretamente ligado à rapidez com que o animal inicia o tratamento assistido por um médico veterinário.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="a-doenca-do-carrapato-e-grave">A doença do carrapato é grave?</h2>



<p>A doença do carrapato é uma enfermidade grave que pode comprometer diferentes órgãos e sistemas do organismo, <strong>levando muitos animais ao óbito</strong>.</p>



<p>O prognóstico varia conforme a fase da infecção, a resposta imunológica do cachorro, a presença de coinfecções e a velocidade do tratamento.&nbsp;</p>



<p>De modo geral, cães diagnosticados e tratados ainda na fase aguda apresentam <strong>excelente taxa de recuperação clínica</strong>. (SYKES, 2014; ARAÚJO et al., 2022).</p>



<p>Por outro lado, quando o diagnóstico é tardio ou o tratamento não é realizado corretamente, a doença pode evoluir para as fases subclínica e crônica.</p>



<p>Quando isso acontece, o pet apresenta alterações mais graves, como <strong>anemia não regenerativa e imunossupressão</strong>, fatores que tornam o prognóstico mais reservado e aumentam o risco de complicações. (BOTHREL et al., 2024)</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que acontece se não tratar a doença do carrapato no cachorro?</h3>



<p>As consequências da doença do carrapato não tratada variam de cão para cão, explica a médica-veterinária Lysandra Jacobsen:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Por se instalar nas células do sangue, o cachorro pode sofrer com anemias severas, problemas de coagulação, distúrbios em órgãos vitais e pode levar até mesmo à morte.”&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p>Outras complicações identificadas são vasculite, insuficiência renal, <a href="https://blog.cobasi.com.br/artrite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artrites</a>, inflamação meningoencefálica e problemas neurológicos, como ataxia, <a href="https://blog.cobasi.com.br/convulsao-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">convulsões </a>e paresia. (SAINZ et al., 2015; ARAÚJO et al., 2022)</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-e-feito-o-diagnostico-da-doenca-do-carrapato">Como é feito o diagnóstico da doença do carrapato?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-doenca-do-carrapato.webp" alt="cachorro com doença do carrapato tirando sangue" class="wp-image-79113" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-doenca-do-carrapato.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-doenca-do-carrapato-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-doenca-do-carrapato-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O diagnóstico da doença do carrapato canina começa com uma avaliação clínica realizada por um médico-veterinário.&nbsp;</p>



<p>Como os sinais clínicos são inespecíficos, o profissional fará uma investigação detalhada para <strong>entender o histórico do cachorro</strong> e identificar fatores que aumentam as suspeitas.</p>



<p>Durante a consulta, é normal que o veterinário pergunte:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>quais sinais o cachorro apresenta;</li>



<li>quando os primeiros sintomas apareceram;</li>



<li>se houve infestação recente por carrapatos;</li>



<li>se o animal viajou ou esteve em locais com grande presença desses ectoparasitas, como sítios, chácaras ou áreas de mata;</li>
</ul>



<p>Depois dessa conversa, o veterinário realizará o exame físico para avaliar alterações como febre, aumento dos linfonodos e outros sinais compatíveis com a hemoparasitose.</p>



<p>Ainda assim, a doença do carrapato só pode ser confirmada com certeza com a ajuda de <strong>exames de sangue e testes sorológicos</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais exames detectam a doença do carrapato?</h3>



<p>Na tabela abaixo, listamos alguns exames que ajudam a identificar o agente causador da doença do carrapato e verificar possíveis alterações no organismo dos cães.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Exame</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que é?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Para que serve?</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Hemograma</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Exame de sangue que avalia a quantidade e as características dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Identifica alterações comuns em hemoparasitoses, como anemia, trombocitopenia e alterações nos leucócitos, além de avaliar o estado geral do cachorro.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sorologia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Exame realizado a partir do soro sanguíneo (parte líquida do sangue do seu cão) para detectar anticorpos produzidos pelo organismo contra determinados microrganismos.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Auxilia na identificação das infecções.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>PCR veterinário</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Exame molecular que pesquisa o material genético (DNA) do agente infeccioso em amostras de sangue, linfonodos ou outros tecidos.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Confirma a presença do hemoparasita e ajuda a identificar exatamente qual microrganismo está causando a doença.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Esfregaço sanguíneo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Exame microscópico realizado a partir de uma gota de sangue espalhada em uma lâmina e corada.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Permite observar diretamente alguns hemoparasitas presentes nas células sanguíneas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Urinálise</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Exame laboratorial da urina.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Avalia a função dos rins e identifica alterações, como perda de proteínas, que podem estar associadas às doenças transmitidas por carrapatos.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Encontrou um carrapato no cachorro? <strong>Fique atento! Em caso de sintomas, procure um veterinário e faça os exames laboratoriais indicados pelo médico-veterinário.</strong></p>



<p>Com os resultados em mãos, o profissional indicará o tratamento adequado para o seu pet.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-tratar-doenca-do-carrapato">Como tratar doença do carrapato?&nbsp;</h2>



<p>Apesar de ser uma enfermidade grave, <strong>a doença do carrapato tem tratamento</strong> e boas chances de recuperação quando o diagnóstico é feito precocemente. </p>



<p>O protocolo varia conforme o agente causador, o estágio da infecção e o estado de saúde do cachorro, por isso <strong>não existe um único remédio para doença do carrapato</strong>.</p>



<p>O plano terapêutico deve ser definido por um médico-veterinário e pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260713_vis_geral_doenca-do-carrapato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Antibióticos</strong></a><strong>: </strong>podem ser prescritos<strong> </strong>para combater infecções bacterianas, como erliquiose e anaplasmose; a doxiciclina costuma ser bastante recomendada.<br></li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/vermifugo?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260713_vis_geral_doenca-do-carrapato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Medicamentos antiprotozoários</strong></a><strong>:</strong> indicados para tratar doenças causadas por protozoários, como babesiose e hepatozoonose.<br></li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/anti-inflamatorio?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260713_vis_geral_doenca-do-carrapato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Anti-inflamatórios</strong></a><strong>:</strong> ajudam a reduzir a inflamação e aliviar a dor e o desconforto, quando há indicação clínica.<br></li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/fluidoterapia-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Fluidoterapia</strong></a><strong>: </strong>atua na reposição de líquidos, contribuindo para a estabilização de cães desidratados ou debilitados.<br></li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/transfusao-de-sangue-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Transfusão de sangue</strong></a><strong>:</strong> recomendada para animais com anemia grave ou queda acentuada das plaquetas.<br></li>



<li><strong>Cuidados de suporte:</strong> podem incluir oxigenoterapia, estimulantes de apetite, <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antiemeticos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260713_vis_geral_doenca-do-carrapato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medicamentos contra vômitos</a> e internação.</li>
</ul>



<p>Sobre tratamentos caseiros e soluções sem comprovação, a médica-veterinária Lysandra Jacobsen faz um alerta:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Não é aconselhado utilizar misturas caseiras como vinagre, álcool, cloro e similares, pois não apresentam eficácia comprovada contra estes parasitas, além de causarem danos à saúde do animal”.</em></p>
</blockquote>



<p>Por isso, <strong>nunca medique um cachorro com doença do carrapato por conta própria.&nbsp;</strong></p>



<p>O tratamento deve ser definido pelo médico-veterinário após a confirmação do diagnóstico e a identificação do agente causador da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo dura o tratamento para doença do carrapato?</h3>



<p>O tempo de tratamento varia conforme o agente causador, a gravidade da infecção e a resposta do cachorro aos medicamentos.</p>



<p>O tratamento da erliquiose, por exemplo, <strong>costuma durar cerca de quatro semanas</strong>. Nos casos mais graves, pode se estender por seis a oito semanas.</p>



<p>A hepatozoonose canina, por outro lado, não tem cura e requer acompanhamento veterinário contínuo, por longo prazo.</p>



<p>Mesmo com melhora dos sintomas, o tratamento não deve ser interrompido sem orientação do médico-veterinário.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-cachorros-tem-maior-risco-a-doenca-do-carrapato">Quais cachorros têm maior risco à doença do carrapato?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato.webp" alt="" class="wp-image-79099" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Embora qualquer cachorro possa desenvolver uma hemoparasitose, alguns fatores aumentam o risco de infecção ou favorecem a evolução para quadros mais graves.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Áreas e épocas com alta presença de carrapatos</h3>



<p>A presença do carrapato é indispensável para a transmissão das hemoparasitoses.&nbsp;</p>



<p>Por isso, a doença é mais comum em <strong>cães de áreas endêmicas</strong>, como regiões tropicais e subtropicais, onde os ectoparasitas encontram condições favoráveis para viver.&nbsp;</p>



<p>Segundo o <a href="https://crmvsp.gov.br/com-producao-de-5-mil-ovos-em-21-dias-carrapatos-viram-praga-no-verao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CRMV-SP</a>, o risco também aumenta durante o verão, pois a combinação entre altas temperaturas e umidade favorece a reprodução dos ectoparasitas. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorros que frequentam áreas de risco</h3>



<p>Como 95% da infestação permanece no ambiente, os tutores também devem ficar atentos aos locais que o cachorro frequenta.&nbsp;</p>



<p>Gramados, parques, áreas rurais, locais úmidos, quintais infestados e canis oferecem condições adequadas para a sobrevivência e a proliferação dos carrapatos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Idade e condição de saúde</h3>



<p>A doença do carrapato pode acometer cães de qualquer idade, mas filhotes, cães idosos e cães imunossuprimidos apresentam maior risco de desenvolver complicações.</p>



<p>Nos animais idosos, a prevalência tende a ser maior devido ao maior tempo de exposição aos carrapatos ao longo da vida.</p>



<p>Já os filhotes e cães com baixa imunidade possuem menor capacidade de combater a infecção, o que pode favorecer a evolução para formas mais graves das hemoparasitoses.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-prevenir-a-doenca-do-carrapato-em-cachorro">Como prevenir a doença do carrapato em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="473" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_prevencao.png" alt="cachorro sendo medicado com antipulgas e carrapato" class="wp-image-2700" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_prevencao.png 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_prevencao-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A <strong>prevenção da doença do carrapato </strong>começa pelo controle desses vetores — tanto no cachorro quanto no ambiente.&nbsp;</p>



<p>Como esses ectoparasitas são os principais transmissores das hemoparasitoses, evitar a infestação é a forma mais eficaz de proteger o pet.&nbsp;</p>



<p>Para isso, a médica-veterinária Lysandra recomenda<strong> três cuidados essenciais</strong>:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Uso de antipulgas e carrapatos</h3>



<p>O <strong>uso contínuo de produtos antiparasitários</strong> é uma prática importante para prevenir a doença do carrapato e outras infestações por ectoparasitas.</p>



<p>Hoje em dia, existem <a href="https://blog.cobasi.com.br/melhor-remedio-para-carrapato-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diversas opções de antipulgas e carrapatos para cachorro</a> no mercado, cada uma com duração e formas de aplicação diferentes. </p>



<p>Veja um comparativo das principais:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de antiparasitário</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como funciona</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tempo de proteção</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Vantagens</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Pontos de atenção</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Comprimido antiparasitário</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O princípio ativo é absorvido pelo organismo e elimina os carrapatos após eles se alimentarem do sangue do cachorro.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Varia conforme o fabricante (geralmente de 30 a 90 dias).</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ação rápida, não perde eficácia com banhos.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Deve ser administrado na dose correta e reaplicado conforme a recomendação do fabricante ou do veterinário.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Pipeta antiparasitária</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É aplicada diretamente na pele e se distribui pela camada lipídica, protegendo o cachorro contra carrapatos e pulgas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Varia conforme o produto (geralmente cerca de 30 dias).</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fácil aplicação e boa opção para cães que não aceitam comprimidos.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O animal geralmente não deve tomar banho antes ou logo após a aplicação, conforme orientação da bula.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Coleira antiparasitária</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Libera continuamente substâncias que repelem ou eliminam carrapatos e pulgas por contato.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode proteger por até 8 meses, dependendo da marca.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Longa duração, praticidade e proteção contínua.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Deve ser ajustada corretamente ao pescoço do cachorro e substituída ao final do período de ação.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A escolha do melhor antipulgas para cachorro varia conforme as necessidades e nível de exposição do seu animal. Na dúvida, peça indicações para um médico-veterinário!</p>



<p>Além do uso desses produtos, é importante <strong>inspecionar regularmente a pele e os pelos do cachorro</strong>, principalmente após passeios em áreas com vegetação.</p>



<p>Como a transmissão das hemoparasitoses costuma ocorrer quando o carrapato se alimenta do sangue do animal por 2 a 3 dias, a remoção rápida do parasita ajuda a reduzir o risco de infecção. (FOURIE et al., 2013)</p>



<p>A inspeção deve ser mais intensa nas orelhas e nas patas, principalmente entre os dedos.</p>



<p>Na Cobasi, você encontra tudo o que precisa para proteger seu cachorro, desde coleiras antipulgas até medicamentos orais e tópicos. <strong>Cuide do seu amigo de quatro patas e mantenha os carrapatos longe de casa com a gente!</strong></p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?hotsite=931"><h2>Antipulgas e carrapatos para cachorro em oferta</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">2. Controle ambiental</h3>



<p>A médica-veterinária Lysandra também ressalta que eliminar os carrapatos presentes no ambiente é tão importante quanto tratar o animal infestado:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;É essencial realizar a higienização do ambiente, pois grande parte do ciclo de vida dos carrapatos ocorre fora do pet.&#8221;</em></p>
</blockquote>



<p>Sem esse cuidado, o cachorro pode voltar a entrar em contato com carrapatos infectados e desenvolver uma nova infecção, mesmo após concluir o tratamento.&nbsp;</p>



<p>Para garantir o controle dos vetores no ambiente, o médico-veterinário poderá recomendar o uso de <a href="https://blog.cobasi.com.br/acabar-com-carrapatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>carrapaticidas ambientais</strong></a> ou a dedetização do local. </p>



<p>Segundo Vieira e Tuerlink (1997), produtos à base de piretroides são os mais indicados para controlar o <em>Rhipicephalus sanguineus</em>, dependendo da orientação do fabricante.</p>



<p>Manter quintais, canis e outras áreas de convivência sempre limpos, com a grama aparada e livre de entulhos é outra boa forma de impedir infestações de carrapato em cachorro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Check-ups veterinários&nbsp;</h3>



<p>Por fim, o acompanhamento regular ajuda a identificar alterações associadas à doença do carrapato precocemente, antes que a doença evolua para quadros mais graves.</p>



<p>As consultas preventivas também são ótimos momentos para atualizar o protocolo de vacinação e uso de antiparasitários do seu cachorro.</p>



<p>Embora não exista vacina para as principais hemoparasitoses caninas, um pet saudável tem mais chances de receber um diagnóstico precoce e um tratamento adequado.</p>



<p>Sempre que notar sintomas como febre, apatia, perda de apetite ou encontrar carrapatos no animal, <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260713_vis_geral_doenca-do-carrapato_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>procure atendimento veterinário</strong></a>. </p>



<p>Quando o assunto são hemoparasitoses, o tempo faz toda a diferença para a recuperação plena do seu melhor amigo.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="perguntas-frequentes-sobre-doenca-do-carrapato">Perguntas frequentes sobre doença do carrapato (FAQ)</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="710" height="473" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/12/quais-os-sintomas-da-doenca-do-carrapato-no-cachorro-meio.jpeg" alt="quais os sintomas da doença do carrapato no pet sendo examinado" class="wp-image-5202"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Quais doenças transmitidas por carrapatos também podem afetar humanos?</h3>



<p>Além das hemoparasitoses que acometem exclusivamente os cães, os carrapatos também podem transmitir doenças com caráter zoonótico, ou seja, que afetam humanos, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Doença de Lyme</strong>: causada pela bactéria <em>Borrelia burgdorferi</em> e transmitida por carrapatos do gênero Ixodes.<br></li>



<li><strong>Febre maculosa:</strong> causada pela bactéria <em>Rickettsia rickettsii </em>e transmitida principalmente pelo carrapato-estrela (<em>Amblyomma sculptum</em>).</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Doença do carrapato passa para humanos?</h3>



<p>Sim, algumas enfermidades transmitidas por ectoparasitas, como a febre maculosa e a doença de Lyme, são <a href="https://blog.cobasi.com.br/o-que-sao-zoonoses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>zoonoses </strong></a>e podem acometer seres humanos.</p>



<p>No entanto, <strong>essas doenças não são transmitidas diretamente do cachorro para as pessoas</strong>. A infecção ocorre quando um carrapato contaminado pica um humano.</p>



<p>Isso significa que um cachorro infectado não transmite diretamente a doença para os humanos da casa, mas o carrapato contaminado pode transmiti-la a outras pessoas.&nbsp;</p>



<p>Portanto, ao identificar a presença de carrapatos em seu pet ou ambiente, é essencial agir rapidamente para evitar riscos à saúde do animal e de todas as pessoas ao seu redor.</p>



<p>Quer saber mais sobre a doença do carrapato? Dá o play no vídeo que a Cobasi TV preparou!</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Doença do Carrapato" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/il_EgFcenaA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Qual a diferença entre erliquiose, babesiose, anaplasmose e hepatozoonose canina?</h3>



<p>Embora todas estejam associadas a carrapatos, cada uma dessas infecções possui agentes causadores, formas de evolução e impactos diferentes no organismo. Veja uma comparação simples abaixo:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Doença</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de agente</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais estruturas afetadas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal característica</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Ehrlichia spp.</em> (principalmente <em>Ehrlichia canis</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos brancos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Compromete o sistema imunológico e pode causar sangramentos e queda das células do sangue.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Babesiose (piroplasmose)</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Babesia spp.</em> (principalmente <em>Babesia vogeli</em> e <em>Babesia canis</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protozoário</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos vermelhos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Destrói as hemácias, provocando anemia hemolítica e, em alguns casos, icterícia.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Anaplasmose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Anaplasma platys</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Plaquetas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Caracteriza-se pela redução cíclica das plaquetas, favorecendo sangramentos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Hepatozoonose</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Hepatozoon spp.</em> (principalmente <em>Hepatozoon canis</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protozoário</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Células do sistema imunológico</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É a única que ocorre pela ingestão de carrapatos infectados, e não pela sua picada.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Vale lembrar que um mesmo cachorro pode apresentar mais de uma hemoparasitose ao mesmo tempo, situação conhecida como coinfecção.</p>



<p>Apesar das diferenças entre elas, os sintomas costumam ser muito semelhantes, o que dificulta a identificação da doença apenas pela observação clínica.&nbsp;</p>



<p>Por isso, o diagnóstico depende da associação entre a avaliação do médico-veterinário e exames laboratoriais, como hemograma, que permitem identificar o agente causador.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como saber se meu cachorro está com doença do carrapato?</h3>



<p>Os sinais da doença do carrapato costumam ser inespecíficos, podendo incluir <strong>febre, apatia, perda de apetite, gengivas pálidas, sangramentos e perda de peso</strong>.</p>



<p>Como esses sintomas também podem indicar outras condições clínicas, não é possível confirmar a doença do carrapato em cães apenas pela observação.</p>



<p>&nbsp;O diagnóstico deve ser feito pelo médico-veterinário por meio da avaliação clínica e de exames de sangue, como hemograma, testes sorológicos e testes rápidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença do carrapato causa anemia?</h3>



<p>Sim. A <a href="https://blog.cobasi.com.br/anemia-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>anemia causada por carrapato</strong></a> é uma das alterações mais comuns em cães com hemoparasitoses. Isso acontece porque algumas doenças, como a babesiose, destroem diretamente as hemácias, enquanto outras, como a erliquiose, podem comprometer a medula óssea e reduzir a produção das células do sangue. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro tratado pode pegar doença do carrapato novamente?</h3>



<p>Sim. Um cachorro que já teve doença do carrapato pode ser infectado novamente caso seja exposto a outro carrapato contaminado.</p>



<p>Isso acontece porque doenças infecciosas transmitidas por carrapatos, como a erliquiose, <strong>não conferem imunidade permanente</strong>.&nbsp;</p>



<p>Por isso, mesmo após a recuperação, é fundamental manter o uso de antiparasitários e o controle ambiental para evitar novas infecções.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um cão pode sobreviver a uma doença transmitida por carrapatos?</h3>



<p>Sim, mas o prognóstico de uma infecção transmitida por carrapato depende de fatores como a resposta do animal, a presença de coinfecções e a rapidez do tratamento.</p>



<p>De modo geral, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a infecção e evitar complicações.</p>



<p>Por outro lado, quando a doença não é tratada, ela pode evoluir rapidamente e comprometer órgãos vitais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença de carrapato em cachorro tem cura?</h3>



<p>Depende do agente causador. A erliquiose, a babesiose e a anaplasmose canina são consideradas doenças curáveis. Já a hepatozoonose canina não tem cura e requer acompanhamento veterinário e tratamento por longo prazo.</p>



<p>Mesmo nas doenças consideradas curáveis, alguns cães podem apresentar sequelas, como claudicação, se o tratamento for iniciado tardiamente ou quando o quadro já está avançado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que são carrapatos?</h3>



<p>Os carrapatos são pequenos parasitas da classe Arachnida que agem como ectoparasitas hematófagos, ou seja, se alimentando do sangue de animais.</p>



<p>Suas picadas podem causar desconforto, dor, coceira e até transmitir doenças, como é o caso da babesiose e erliquiose.&nbsp;</p>



<p>De acordo com a <a href="https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1041177/1/Carrapatosprotocolosetecnicas.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Embrapa</a>, existem quase 900 espécies de carrapatos no mundo, que podem acometer cães, cavalos e, é claro, humanos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais são os principais tipos de carrapatos em cachorro?</h3>



<p>Existem duas famílias de carrapatos que são mais comuns em animais domésticos: <em>Ixodidae e Argasidae </em>.&nbsp;</p>



<p>Carrapatos da família Argasidae são conhecidos como carrapatos moles e podem parasitar animais em algumas situações. No entanto, entre os cães, o <strong>carrapato-marrom-do-cão</strong>, da família Ixodidae, é um dos vetores de maior importância.&nbsp;</p>



<p>Já a família Ixodidae possui cerca de 600 carrapatos diferentes, que são conhecidos como carrapatos duros e podem transmitir diversas doenças para os animais.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Apenas o carrapato-marrom transmite a doença do carrapato?</h3>



<p>Não. Embora o carrapato-marrom-do-cão seja o principal responsável pela doença do carrapato no Brasil, outras espécies podem atuar como vetores de alguns hemoparasitas.</p>



<p>No caso da babesiose, por exemplo, carrapatos <em>Dermacentor reticulatus</em> e <em>Haemaphysalis spp.</em> podem transmitir o protozoário Babesia em outras regiões do mundo.</p>



<p>Além disso, a infecção também pode ocorrer por transfusão de sangue contaminado e, em alguns casos, pela transmissão da mãe para os filhotes durante a gestação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="471" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_parasita.png" alt="cachorro com carrapato na orelha" class="wp-image-2702" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_parasita.png 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/06/doenca-do-carrapato_parasita-300x199.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Se quiser saber mais sobre como cuidar da saúde do seu pet, continue a visita no Blog da Cobasi. Aqui, você encontra conteúdos exclusivos para garantir o bem-estar do seu cão.&nbsp;</p>



<p>Não perca a oportunidade de se manter sempre atualizado!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências:</h2>



<p>LEMES, I. S. <strong>Hemoparasitas Caninos</strong>. São José do Rio Preto &#8211; SP 2016. Disponível em:</p>



<p><a href="http://www.ciencianews.com.br/arquivos/ACET/IMAGENS/bibliotecadigital/analise-clinica-em-medicina-veterinaria/01-Hemoparasitas-caninos.pdf">http://www.ciencianews.com.br/arquivos/ACET/IMAGENS/bibliotecadigital/analise-clinica-em-medicina-veterinaria/01-Hemoparasitas-caninos.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>ARAÚJO, R.R. et al. <strong>Avaliação diagnóstica das hemoparasitoses em cães: Revisão</strong>. Pubvet, v.16, n.10, 2022. Disponível em: <a href="https://www.pubvet.com.br/uploads/38da73077b7e0a9a9676ff85f52ec7ca.pdf">https://www.pubvet.com.br/uploads/38da73077b7e0a9a9676ff85f52ec7ca.pdf</a>&nbsp;</p>



<p>FERRAZ, Alexsander et al. <strong>Prevalência de Hemoparasitoses em Cães na Região Sul do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.</strong> Ensaios e Ciência C Biológicas Agrárias e da Saúde, v. 25, n. 5-esp, 2021. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.17921/1415-6938.2021v25n5-espp609-612">https://doi.org/10.17921/1415-6938.2021v25n5-espp609-612</a>&nbsp;</p>



<p>GARCIA, Y. S et al. <strong>Frequência de hemoparasitos transmitidos por carrapatos em cães: levantamento realizado em um laboratório de análises clínicas veterinárias em Boa Vista, Roraima</strong>. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 8(4), e84077. Disponível em: <a href="https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-152">https://doi.org/10.34188/bjaerv8n4-152</a>&nbsp;</p>



<p>EMBRAPA. <strong>Carrapatos: protocolos e técnicas para estudo</strong>. 2016. Disponível em: <a href="https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1041177/1/Carrapatosprotocolosetecnicas.pdf">https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1041177/1/Carrapatosprotocolosetecnicas.pdf</a>&nbsp;</p>



<p>CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. <strong>Com produção de 5 mil ovos em 21 dias, carrapatos viram praga no verão</strong>. 2012. Disponível em: <a href="https://crmvsp.gov.br/com-producao-de-5-mil-ovos-em-21-dias-carrapatos-viram-praga-no-verao/">https://crmvsp.gov.br/com-producao-de-5-mil-ovos-em-21-dias-carrapatos-viram-praga-no-verao/</a>&nbsp;</p>



<p>ROYAL CANIN. <strong>Anaplasmose em gatos e cães: o que o médico-veterinário deve saber para conduzir o caso</strong>. 2025. Disponível em: <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/guia-de-doencas/anaplasmose/">https://portalvet.royalcanin.com.br/guia-de-doencas/anaplasmose/</a>&nbsp;</p>



<p>ROYAL CANIN. <strong>Erliquiose canina: conheça a doença e saiba como diagnosticar e tratar</strong>. 2025. Disponível em: <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/erliquiose/">https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/erliquiose/</a>&nbsp;</p>



<p>ROYAL CANIN. <strong>Babesiose canina: guia prático sobre a doença</strong>. 2026. Disponível em: <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/babesiose-canina/">https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/babesiose-canina/</a>&nbsp;</p>



<p></p>
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		<title>Anemia em cachorro: veterinária ensina como identificar e ajudar um cão anêmico</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/anemia-em-cachorro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças de cachorro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A anemia em cachorro é uma condição caracterizada pela perda, destruição ou produção insuficiente de glóbulos vermelhos e hemoglobina no sangue. Quando isso acontece, o organismo passa a transportar menos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-cachorro-capa.webp" alt="Cachorro com anemia deitado na caminha" class="wp-image-73083" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-cachorro-capa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-cachorro-capa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-cachorro-capa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A <strong>anemia em cachorro</strong> é uma condição caracterizada pela perda, destruição ou produção insuficiente de glóbulos vermelhos e hemoglobina no sangue.</p>



<p>Quando isso acontece, o organismo passa a transportar menos oxigênio para os órgãos e tecidos, o que compromete o funcionamento de diferentes sistemas do corpo.</p>



<p>Sem a oxigenação adequada, o cachorro com anemia também passa a apresentar sintomas como gengivas pálidas, fraqueza, perda de apetite e aumento da frequência cardíaca.&nbsp;</p>



<p>Apesar de preocupar muitos tutores, <strong>a anemia canina não é considerada uma doença</strong>, mas um sinal clínico associado a diferentes problemas de saúde.&nbsp;</p>



<p>Entre as causas mais comuns estão <a href="https://blog.cobasi.com.br/choque-hemorragico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hemorragias</a>, doença do carrapato, doenças autoimunes, tumores, insuficiência renal crônica, intoxicações e até deficiências nutricionais.</p>



<p>A gravidade do quadro varia conforme a origem e a intensidade da alteração sanguínea  — mas alguns tipos de anemia, como a anemia hemolítica imunomediada, <a href="https://www.revistamvez-crmvsp.com.br/index.php/recmvz/article/view/22150" target="_blank" rel="noreferrer noopener">apresentam taxa de mortalidade de até 70%</a>.</p>



<p>Como os riscos são grandes, reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda veterinária o quanto antes é fundamental para aumentar as chances de recuperação do seu amigo.</p>



<p>Quer saber tudo sobre a <strong>anemia em cães</strong>? Com a colaboração da <a href="https://blog.cobasi.com.br/especialista/dra-nathalia-martins/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dra. Nathália Martins (CRMV/SP 39.844)</a>, médica-veterinária da Pet Anjo Valinhos, explicamos sintomas, causas, tipos, tratamento e prevenção para a anemia canina.</p>



<p>Continue a leitura e tire suas dúvidas!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é anemia em cachorro?</h2>



<p>A anemia em cachorro é um sinal clínico, não uma doença. O quadro é caracterizado pela <strong>redução da quantidade de glóbulos vermelhos e hemoglobina </strong>abaixo dos valores considerados normais para indivíduos saudáveis da mesma espécie, raça, sexo e idade.</p>



<p>Isso pode ocorrer devido à <strong>perda, destruição ou baixa produção</strong> dessas estruturas, geralmente associadas a doenças infecciosas, imunomediadas ou crônicas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual é o papel dos glóbulos vermelhos e da hemoglobina?</h3>



<p>Os <strong>glóbulos vermelhos</strong>, também chamados de hemácias ou eritrócitos, são as células mais numerosas do sangue, responsáveis pelo transporte de oxigênio.&nbsp;</p>



<p>Produzidos pela medula óssea, esses componentes são formados a partir de nutrientes como ferro, proteínas e vitaminas essenciais.</p>



<p>Em condições normais, os glóbulos vermelhos ocupam aproximadamente 40% do volume sanguíneo e se renovam a cada 130 dias, em média. (ANTUNES, 2010).&nbsp;</p>



<p>Sua principal função é transportar oxigênio dos pulmões para os órgãos, músculos e demais tecidos do organismo através da <strong>hemoglobina </strong>— uma proteína presente no interior dos glóbulos vermelhos que liga e libera o oxigênio durante a circulação.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece no organismo do cachorro com anemia?</h2>



<p>Quando algo afeta a quantidade ou a qualidade dos glóbulos vermelhos, o transporte de oxigênio é comprometido e o organismo passa a sofrer com baixa oxigenação dos tecidos.</p>



<p>Como o oxigênio é indispensável para a<strong> produção de energia</strong>, sua redução afeta a disposição e o funcionamento do corpo dos animais.</p>



<p>Em entrevista ao portal <a href="https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2023/01/anemia-em-caes-e-gatos-entenda-a-condicao-e-saiba-como-trata-la.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vida de Bicho</a>, o médico-veterinário Luis Fernando de Moraes trouxe um exemplo prático das consequências desse processo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Tudo na casa depende de energia para funcionar: a geladeira, o secador, etc. E, com o corpo, é a mesma coisa. Os órgãos e sistemas são altamente dependentes de energia. Se há queda, vários órgãos e sistemas vão entrar em sofrimento e passar por um quadro de fadiga e de cansaço”,</em> exemplifica o profissional.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Quando a anemia em cachorro é considerada grave?</h3>



<p>A anemia no cachorro é classificada em três níveis de gravidade: leve, moderada e grave.</p>



<p>Um dos principais parâmetros usados para a classificação é o <strong>hematócrito </strong>(ou volume globular), índice que mede a proporção de glóbulos vermelhos presentes no sangue.</p>



<p>Quanto mais acentuada for a diminuição de hemácias, menor será o percentual encontrado.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Classificação da anemia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Hematócrito (%)</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Leve</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">26 a 37%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Moderada</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">13 a 25%</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Grave</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Menor que 13%</td></tr></tbody></table><figcaption class="wp-element-caption"><em>Fonte: (TVEDTEN, 2010) modificado.</em></figcaption></figure>



<p>O hematócrito é uma ferramenta diagnóstica muito importante, mas que não deve ser analisada isoladamente.&nbsp;</p>



<p>Um cão com anemia leve pode apresentar sinais clínicos graves, como taquicardia, enquanto outro com valores mais baixos pode apresentar alterações menos evidentes.</p>



<p>Por esse motivo, o diagnóstico e a definição do tratamento devem sempre considerar a <strong>intensidade dos sintomas e o quadro clínico completo</strong> do paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas de anemia em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/sintomas-de-anemia-em-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-79106" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/sintomas-de-anemia-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/sintomas-de-anemia-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/sintomas-de-anemia-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Embora a anemia seja considerada um sintoma — não uma doença propriamente dita — cães com a condição apresentam uma série de <strong>sinais clínicos específicos</strong>, como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Apatia, cansaço excessivo e perda de energia</h3>



<p>Com menos oxigênio chegando aos tecidos, o organismo produz menos energia. Como consequência, o cão anêmico pode apresentar <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-fraqueza-nas-pernas-e-tremedeira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>fraqueza</strong></a><strong>, apatia e sonolência</strong>.</p>



<p>Muitos animais passam a ficar mais tempo deitados e demonstram menos interesse por atividades que antes faziam parte da sua rotina, incluindo brincadeiras e passeios.</p>



<p>Intolerância ao exercício e cansaço ao caminhar, mesmo após esforços leves, também são sinais clínicos de anemia em cachorro.</p>



<p>Fique atento se o seu pet apresentar mudanças comportamentais repentinas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>recusar brincadeiras e passeios;</li>



<li>permanecer muito tempo na caminha;</li>



<li>demonstrar isolamento;</li>



<li>apresentar aparência triste ou abatida.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Gengiva e mucosas pálidas</h3>



<p>A <strong>palidez </strong>é um sinal clássico da anemia. Isso acontece porque os glóbulos vermelhos — como o próprio nome diz — são os responsáveis pela cor avermelhada do sangue.</p>



<p>Com menos hemácias circulando pelo organismo, regiões normalmente rosadas podem ficar mais claras. Nesse cenário, <strong>gengivas, mucosas, focinho e até a parte interna das pálpebras </strong>adotam uma coloração esbranquiçada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Falta de apetite e perda de peso</h3>



<p>A redução da disposição e o mal-estar causado pela anemia também podem provocar <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-nao-quer-comer-racao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">falta de apetite</a>, fazendo com que o animal se alimente menos do que o habitual.</p>



<p>Quando o quadro persiste por semanas ou meses, a diminuição da ingestão de alimentos pode resultar em perda de peso, o que agrava ainda mais o estado clínico do pet.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Respiração acelerada e taquicardia</h3>



<p>Para compensar a redução do transporte de oxigênio, o organismo aumenta o trabalho do coração e dos pulmões, causando alterações na frequência respiratória e cardíaca dos pets.&nbsp;</p>



<p>Logo, <strong>taquicardia, respiração acelerada, dificuldade respiratória ou mucosas cianóticas</strong> — quando gengivas adotam um tom azulado — são sinais associados à anemia.</p>



<p>A frequência cardíaca normal varia conforme porte, idade, estresse e condição clínica. Como referência geral:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Raças pequenas: entre 90 e 140 batimentos por minuto;</li>



<li>Raças médias: entre 70 e 110 batimentos por minuto;</li>



<li>Raças grandes: entre 60 e 90 batimentos por minuto.</li>
</ul>



<p>Aumentos nessa frequência podem colocar a vida do pet em risco e devem ser investigados e tratados com urgência. Leve seu pet ao veterinário se notar alterações!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Icterícia, febre e urina com sangue&nbsp;</h3>



<p>Dependendo da causa por trás do quadro de anemia, os cães também podem apresentar sinais inespecíficos como <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-esta-com-febre/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">febre</a>, icterícia (coloração amarelada das mucosas e da pele) e presença de sangue na urina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sintomas de anemia em cachorro: frequência e nível de alerta</h2>



<p>A anemia em cachorro pode se manifestar por meio de alterações no comportamento e corpo do animal. Alguns sinais clínicos surgem com maior frequência, mas <strong>todos exigem uma visita ao veterinário.&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sintoma</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Frequência</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Nível de alerta</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Apatia, cansaço excessivo e perda de energia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Muito comum</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Moderado, mas exige atenção e atendimento médico.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Mucosas pálidas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Muito comum</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Moderado, mas exige atenção e atendimento médico.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Respiração acelerada e taquicardia</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Comum</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alto, exige atendimento médico imediato.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Icterícia, febre e urina com sangue&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Comum</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alto, exige atendimento médico imediato.</td></tr></tbody></table></figure>



<p><em>Ao notar algum desses sintomas, </em><strong><em>procure o médico-veterinário com urgência</em></strong><em>. Apenas o profissional poderá descobrir o tipo de anemia do pet e indicar o melhor tratamento.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os principais tipos de anemia em cães?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-anemico.webp" alt="" class="wp-image-79109" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-anemico.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-anemico-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-anemico-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Existem várias formas de classificar a anemia canina, mas a mais utilizada na medicina veterinária se baseia na resposta da medula óssea à redução dos glóbulos vermelhos.</p>



<p>De acordo com esse critério, a condição pode ser dividida em <strong>anemia regenerativa</strong> e <strong>anemia não regenerativa</strong>.</p>



<p>Para identificá-las, o médico-veterinário avalia a quantidade de <strong>reticulócitos</strong>, que são hemácias jovens recém-produzidas pela medula óssea.&nbsp;</p>



<p>Quando esses precursores aparecem em maior quantidade na circulação, é um sinal de que o organismo está tentando compensar a anemia.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Anemia regenerativa: </strong>ocorre quando a medula óssea reconhece a falta de glóbulos vermelhos e aumenta a produção de novas células para compensar a perda de sangue (hemorragia) ou a destruição dos eritrócitos (hemólise).<br><br>A resposta costuma ser observada entre 2 e 5 dias após hemorragias ou em situações que provocam a destruição acelerada das hemácias.<br><br>Causas comuns associadas ao quadro são traumas, intoxicação por anticoagulantes, doenças hepáticas, lesões gastrointestinais e doenças parasitárias.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Anemia não regenerativa: </strong>acontece quando a medula óssea não consegue produzir glóbulos vermelhos suficientes para repor as células perdidas.<br>A baixa resposta da medula pode estar ligada a infecções, inflamações, doenças crônicas, alterações medulares, toxinas ou deficiências nutricionais.<br><br>Geralmente está associada a doenças crônicas, alterações medulares, deficiências nutricionais e outras condições que interferem na produção sanguínea.</li>
</ul>



<p>As anemias regenerativas e não regenerativas ainda podem ser classificadas em diversas subdivisões dependendo da causa do problema. <strong>Confira as principais!</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Anemia regenerativa hemorrágica</h3>



<p>A <strong>anemia por hemorragia</strong> ocorre quando o animal perde grandes quantidades de sangue em um curto período de tempo ou apresenta sangramentos persistentes ao longo dos dias.</p>



<p>Essa perda pode acontecer para o exterior do corpo, como em ferimentos e sangramentos visíveis, ou para o interior de cavidades como abdômen e tórax (hemorragia interna).</p>



<p>As principais causas desse tipo de anemia são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>traumas e acidentes;</li>



<li>sangramentos durante procedimentos cirúrgicos;</li>



<li>distúrbios de coagulação;</li>



<li>intoxicação por anticoagulantes;</li>



<li>doenças hepáticas;</li>



<li>lesões e úlceras gastrointestinais;</li>



<li>infestações severas por pulgas e carrapatos;</li>



<li>tumores com sangramento interno.</li>
</ul>



<p><strong>Os cães com anemia hemorrágica precisam de atendimento veterinário imediato.&nbsp;</strong></p>



<p>Até porque, a perda súbita e grave de sangue pode levar o animal a óbito se mais de 30 a 40% do volume sanguíneo total for perdido. (AL-GHAZLAT &amp; HONENHAUS, 2016)</p>



<p>Quando a hemorragia é controlada rapidamente, a medula óssea dos cães costuma aumentar a produção de novas hemácias para compensar as perdas.</p>



<p>No entanto, hemorragias crônicas podem consumir gradualmente as reservas de ferro e proteínas do organismo.&nbsp;</p>



<p>Com isso, a produção de glóbulos vermelhos se torna cada vez mais difícil e a anemia pode evoluir para um quadro não regenerativo associado à deficiência de ferro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Anemia regenerativa hemolítica</h3>



<p>A <strong>hemólise </strong>é um processo natural no qual glóbulos vermelhos envelhecidos são destruídos pelas células do Sistema Monocítico Fagocitário (SMF).</p>



<p>Quando a destruição aumenta e atinge, inclusive, glóbulos vermelhos normais, o organismo dos cães desenvolve a <a href="https://blog.cobasi.com.br/anemia-hemolitica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>anemia hemolítica</strong></a>. (GARCIA-NAVARRO, 2003)</p>



<p>Diferente da anemia hemorrágica, esse quadro não está associado a uma perda sanguínea evidente, mas a um processo de destruição interna.</p>



<p>O combate das hemácias acontece principalmente no baço, fígado e medula óssea, e costuma aumentar a taxa de bilirrubina no sangue: pigmento amarelo produzido no fígado.</p>



<p>Por isso, a icterícia — condição que provoca o amarelamento das mucosas, da pele e da parte branca dos olhos — é um sinal clínico muito comum em cães com anemia hemolítica.</p>



<p>As causas da anemia hemolítica podem ser divididas em dois grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Hereditárias</strong>: raras e relacionadas a alterações genéticas que afetam a estrutura ou o funcionamento das hemácias;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Adquiridas:</strong> mais comuns e associadas a infecções (anemia infecciosa), doenças autoimunes, medicamentos, intoxicações e distúrbios metabólicos.</li>
</ul>



<p>Na maioria dos casos de anemia hemolítica, a medula óssea responde ao problema aumentando a produção de novas células sanguíneas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Anemia hemolítica imunomediada</h3>



<p>A<strong> anemia imunomediada</strong> é um dos tipos mais comuns de anemia hemolítica em cães.&nbsp;</p>



<p>A grande diferença entre elas é que, nesse caso, a destruição dos glóbulos vermelhos acontece porque o próprio sistema imunológico passa a atacar essas células por engano.</p>



<p>A anemia hemolítica pode ser causada por infecções, intoxicações, medicamentos, alterações genéticas ou reações imunomediadas. Na forma imunomediada, o organismo identifica as hemácias como uma ameaça.</p>



<p>Esse processo pode acontecer na corrente sanguínea ou em órgãos como fígado e baço, reduzindo rapidamente a quantidade de células disponíveis para transportar oxigênio.</p>



<p>A anemia hemolítica imunomediada é classificada como primária ou secundária.</p>



<p>Na forma <strong>primária</strong>, também chamada de anemia hemolítica idiopática, não é possível identificar a causa que levou o sistema imunológico a atacar as hemácias.&nbsp;</p>



<p>Já na forma <strong>secundária</strong>, a resposta imunológica é desencadeada por outra condição de saúde que altera ou danifica os glóbulos vermelhos.</p>



<p>Entre os principais fatores associados à forma secundária estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>medicamentos;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/tumor-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tumores</a>, como linfoma, hemangiossarcoma, sarcoma e carcinoma;</li>



<li>infecções bacterianas;</li>



<li>doenças transmitidas por carrapatos, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/babesiose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">babesiose </a>e <a href="https://blog.cobasi.com.br/erliquiose/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">erliquiose</a>;</li>
</ul>



<p>Além da destruição dos glóbulos vermelhos, alguns cães também apresentam redução no número de plaquetas, aumentando o risco de tromboses e outras complicações.</p>



<p>Por esse motivo, <strong>a anemia hemolítica imunomediada é considerada uma emergência</strong>. </p>



<p>Estudos mostram que <a href="https://comum.rcaap.pt/entities/publication/b9b84017-4bb8-4309-9c92-ea13f9a497ab" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a taxa de mortalidade da doença pode variar entre 21% e 83%</a>, e os animais costumam ir a óbito nas primeiras semanas após o diagnóstico.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Anemia por deficiências nutricionais</h3>



<p>A <strong>anemia nutricional </strong>surge quando o organismo não recebe ou não consegue aproveitar adequadamente os nutrientes necessários para a produção dos glóbulos vermelhos.</p>



<p>Embora muitos tutores associem esse problema à falta de ferro, outras deficiências também podem estar envolvidas, incluindo de cobre, vitaminas do complexo B e vitamina E.</p>



<p>Na maioria dos casos, esse quadro se desenvolve de forma lenta. Inicialmente, a medula óssea ainda consegue compensar parcialmente a redução dos nutrientes disponíveis.&nbsp;</p>



<p>Com o passar do tempo, porém, a produção de glóbulos vermelhos fica comprometida e o quadro pode evoluir para uma anemia não regenerativa em cachorro.</p>



<p>A deficiência de ferro, conhecida como <strong>anemia ferropriva</strong>, é uma das formas mais comuns desse grupo. Curiosamente, ela nem sempre está relacionada à alimentação inadequada.&nbsp;</p>



<p>Em cães adultos, na verdade, a principal causa são as perdas sanguíneas crônicas, especialmente no trato gastrointestinal.</p>



<p>Entre as situações que podem contribuir para esse tipo de anemia estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dietas desequilibradas;</li>



<li>desnutrição prolongada;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/sintomas-de-verme-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">parasitismo intestinal severo</a>;</li>



<li>sangramentos gastrointestinais crônicos;</li>



<li>medicamentos que prejudicam a absorção de nutrientes.</li>
</ul>



<p>Como a redução das reservas de ferro acontece gradualmente, os sinais clínicos costumam surgir aos poucos e incluem fraqueza, apatia, perda de apetite e diminuição da disposição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que causa anemia em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-73082" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Como explicamos, a anemia pode surgir por diferentes motivos, como sangramentos, doenças infecciosas, alterações no sistema imunológico e doenças crônicas.&nbsp;</p>



<p>Para facilitar a visualização, listamos as principais causas da condição abaixo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Hemorragias e traumas:</strong> acidentes, cirurgias, úlceras gastrointestinais e hemorragias internas podem provocar perda significativa de sangue e reduzir rapidamente a quantidade de glóbulos vermelhos circulantes.<br></li>



<li><strong>Doenças transmitidas por carrapatos:</strong> os parasitas podem transmitir doenças como babesiose e erliquiose canina, que afetam as células do sangue.<br></li>



<li><strong>Verminoses e parasitas:</strong> verminoses severas, incluindo ancilostomose e <a href="https://blog.cobasi.com.br/dirofilariose-verme-do-coracao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dirofilariose </a>(verme do coração), costumam causar sangramentos intestinais, deficiência de nutrientes e perda de sangue.<br></li>



<li><strong>Deficiência nutricional:</strong> a falta de ferro, vitaminas do complexo B e outros nutrientes essenciais prejudica a produção de glóbulos vermelhos pela medula.<br></li>



<li><strong>Doenças autoimunes:</strong> algumas condições levam o próprio sistema imunológico a atacar e destruir as hemácias, como ocorre na anemia hemolítica imunomediada.<br></li>



<li><strong>Doenças crônicas:</strong> enfermidades como<a href="https://blog.cobasi.com.br/insuficiencia-renal-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> insuficiência renal crônica</a> reduzem a produção de eritropoietina, hormônio responsável por estimular a formação de novas células sanguíneas.<br></li>



<li><strong>Doenças infecciosas:</strong> além das hemoparasitoses, infecções como a <a href="https://blog.cobasi.com.br/leishmaniose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leishmaniose</a>, <a href="https://blog.cobasi.com.br/parvovirose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">parvovirose </a>e <a href="https://blog.cobasi.com.br/leptospirose-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leptospirose </a>também podem interferir na produção das hemácias.<br></li>



<li><strong>Tumores e câncer:</strong> alguns tumores e tipos de câncer em cães podem causar sangramentos, inflamações crônicas ou alterações na medula óssea.<br></li>



<li><strong>Intoxicações e envenenamento:</strong> plantas e alimentos tóxicos (cebola e alho), medicamentos humanos (como benzocaína, <a href="https://blog.cobasi.com.br/pode-dar-paracetamol-para-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">paracetamol </a>ou <a href="https://blog.cobasi.com.br/pode-dar-ibuprofeno-para-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ibuprofeno</a>) e venenos anticoagulantes (raticida) podem provocar a destruição das hemácias ou sangramentos internos.</li>
</ul>



<p>Além dos casos citados acima, há outras causas bastante comuns para a anemia em cachorro, incluindo distúrbios hormonais como síndrome de Cushing e <a href="https://blog.cobasi.com.br/hipotireoidismo-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hipotireoidismo</a>.</p>



<p>Vale lembrar que <strong>alguns animais também possuem predisposição ao quadro</strong>, ou seja, correm mais riscos de desenvolver a condição.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais cachorros têm mais risco de desenvolver anemia?</h3>



<p>A anemia pode afetar cães de qualquer raça, idade ou porte. No entanto, fatores genéticos, nutricionais ou relacionados ao estilo de vida podem aumentar a ocorrência do quadro.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Raças com predisposição genética</h4>



<p>Algumas raças parecem ter maior tendência a desenvolver doenças hematológicas caninas, como o <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/cocker-spaniel-americano?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260709_vis_anemia-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cocker Spaniel Americano</a> e o <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/schnauzer?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260709_vis_anemia-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Schnauzer Miniatura</a>.</p>



<p>Isso não significa que todos os cães dessas raças terão anemia, mas seus tutores precisam ter atenção redobrada para sintomas como apatia, fraqueza e mucosas pálidas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Filhotes</h4>



<p>Os filhotes estão entre os grupos mais vulneráveis, principalmente porque seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.</p>



<p>Além disso, infecções virais, verminoses e infestações por pulgas e carrapatos são comuns nessa fase da vida e podem favorecer o aparecimento da anemia.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cães idosos</h4>



<p>Nos cães idosos, o risco costuma estar relacionado ao surgimento de doenças crônicas que afetam a absorção de nutrientes como o ferro, essencial para a produção das hemácias.</p>



<p>Condições como insuficiência renal, câncer e doenças inflamatórias são mais comuns com o avanço da idade e podem contribuir para o desenvolvimento da anemia.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Animais sem controle de parasitas</h4>



<p>Cães que não recebem antipulgas e vermífugos regularmente também correm mais risco.</p>



<p>Afinal, pulgas, carrapatos e vermes intestinais podem causar perda de sangue e transmitir doenças como babesiose e erliquiose, duas importantes causas de anemia em cães.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cães com alimentação inadequada</h4>



<p>Animais com dieta desequilibrada&nbsp; ou ingestão insuficiente de nutrientes podem desenvolver deficiências nutricionais.&nbsp;</p>



<p>A falta de ferro, vitaminas do complexo B e outros nutrientes essenciais compromete a produção de glóbulos vermelhos e aumenta o risco de anemia ao longo do tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a anemia canina evolui?</h2>



<p>A evolução da anemia depende principalmente da velocidade com que os glóbulos vermelhos são perdidos ou destruídos.&nbsp;</p>



<p>Em geral, a condição pode se manifestar na forma <strong>aguda ou crônica</strong>, apresentando sinais clínicos e níveis de gravidade diferentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Anemia aguda</h3>



<p>Na anemia aguda, a redução dos glóbulos vermelhos acontece de forma rápida, geralmente em decorrência de hemorragias, traumas ou intoxicações.</p>



<p>Como o organismo não tem tempo para se adaptar à queda repentina da oxigenação, os sinais costumam surgir de forma intensa e o quadro exige atendimento imediato.</p>



<p>Alguns sintomas comuns de anemia aguda em cachorro são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>taquicardia;</li>



<li>mucosas muito pálidas;</li>



<li>fraqueza intensa;</li>



<li>respiração acelerada;</li>



<li>pressão arterial baixa;</li>



<li>colapso ou desmaios.</li>
</ul>



<p>Quando a perda sanguínea é muito severa, o animal pode entrar em choque. Estudos indicam que <a href="https://www.merckvetmanual.com/circulatory-system/anemia/overview-of-anemia-in-animals" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a perda de mais de um terço do volume sanguíneo total pode colocar a vida do pet em risco</a> se não houver atendimento imediato.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Anemia crônica</h3>



<p>Na anemia crônica, a redução dos glóbulos vermelhos acontece de forma lenta. O quadro geralmente está associado a doenças renais, inflamatórias, infecciosas e hormonais.</p>



<p>Como a queda ocorre gradualmente, o organismo consegue desenvolver mecanismos de compensação para tentar manter a oxigenação dos tecidos.&nbsp;</p>



<p>Por isso, os sintomas costumam ser mais discretos e podem passar despercebidos por semanas ou até meses. Alguns sinais de alerta para o quadro são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>letargia;</li>



<li>apatia;</li>



<li>fraqueza;</li>



<li>redução do apetite;</li>



<li>perda de peso;</li>



<li>menor disposição para atividades físicas.</li>
</ul>



<p>Sem tratamento, a redução contínua da oxigenação pode comprometer o funcionamento de órgãos importantes e prejudicar significativamente a qualidade de vida do animal. Na dúvida, leve o pet ao veterinário assim que notar os sintomas de anemia crônica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como saber se meu cachorro está com anemia?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-com-anemia.webp" alt="" class="wp-image-79108" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-com-anemia.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-com-anemia-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/cachorro-com-anemia-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Sintomas como gengivas pálidas e apatia podem levantar suspeitas iniciais, mas <strong>só um médico-veterinário é capaz de diagnosticar a anemia em cachorro com precisão.</strong></p>



<p>A investigação começa com a anamnese, uma conversa em que o médico-veterinário pergunta sobre o histórico de saúde e os sinais observados.&nbsp;</p>



<p>Nesse momento, os responsáveis devem estar preparados para informar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>quais sintomas de anemia o cachorro apresentou;</li>



<li>quando os sinais clínicos começaram;</li>



<li>se o cão ingeriu algo que não deveria, </li>



<li>se a proteção contra pulgas, carrapatos e vermes está em dia.  </li>
</ul>



<p>Durante a consulta, o médico-veterinário também costuma examinar as gengivas, verificar a frequência cardíaca e respiratória e buscar sinais de sangramentos ou doenças associadas.</p>



<p>Em seguida, solicitará exames laboratoriais para confirmar a presença da anemia e avaliar sua gravidade. Na tabela, reunimos os principais.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Exame</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que avalia?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quando é indicado?</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Hemograma</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Contagem de hemácias, hemoglobina, hematócrito e reticulócitos.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É o principal exame para confirmar a anemia e ajudar na classificação do quadro.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Volume Globular (VG) ou PCV</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Percentual de glóbulos vermelhos no sangue.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Utilizado como triagem rápida para detectar anemia.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Perfil bioquímico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Função dos rins, fígado e outros órgãos, além dos níveis de proteínas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Indicado para investigar doenças associadas à anemia, como insuficiência renal e alterações hepáticas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Dosagem de ferritina e ferro sérico</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Estoques de ferro e disponibilidade do mineral no organismo.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Solicitado quando há suspeita de deficiência de ferro ou anemia nutricional.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Teste de Coombs</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Presença de anticorpos aderidos aos glóbulos vermelhos.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Utilizado na investigação de anemia hemolítica imunomediada.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Perfil de coagulação</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Capacidade de coagulação do sangue.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Indicado em casos de suspeita de hemorragias, intoxicações ou distúrbios hemorrágicos.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Análise de urina</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Presença de sangue, hemoglobina e alterações renais.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Auxilia na investigação de sangramentos urinários e doenças renais.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Exame de fezes</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Presença de parasitas intestinais e sinais de perda sanguínea digestiva.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Recomendado quando há suspeita de verminoses ou sangramento gastrointestinal.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Testes para hemoparasitoses (ELISA, RIFI ou PCR)</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Doenças transmitidas por carrapatos, como erliquiose e babesiose.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Indicados em cães com histórico de infestação por carrapatos ou suspeita de hemoparasitoses.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Ultrassonografia e radiografias</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alterações em órgãos internos, tumores e hemorragias ocultas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Utilizadas na investigação de sangramentos internos e outras causas da anemia.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Avaliação da medula óssea</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Produção de células sanguíneas pela medula.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Indicada em casos persistentes, graves ou de difícil diagnóstico.</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Anemia em cachorro tem cura?</h2>



<p><strong>Muitos quadros de anemia em cachorro têm cura</strong> — mas isso depende da causa por trás da redução de glóbulos vermelhos no organismo.</p>



<p>Como a condição pode estar associada a diferentes distúrbios do sangue e doenças sistêmicas, o prognóstico varia de um caso para outro.</p>



<p>Quadros relacionados a hemorragias controladas, infestações por parasitas e algumas deficiências nutricionais costumam ser corrigidas e tratadas em poucas semanas.</p>



<p>Mas se a anemia estiver associada a doenças crônicas, alterações da medula óssea, condições autoimunes ou câncer, os pets podem precisar de <strong>acompanhamento contínuo</strong>.</p>



<p>Nesses casos, o objetivo do tratamento geralmente é controlar a doença de base, reduzir os sintomas e preservar a qualidade de vida do animal.</p>



<p>Seja como for, cães com anemia precisam receber cuidados especializados, então <strong>jamais tente tratar a condição em casa, sem orientação veterinária.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tratar anemia em cachorro?</h2>



<p>Como a condição é apenas um sinal clínico, o <strong>tratamento para anemia em cachorro</strong> vai variar de acordo com a doença responsável pela redução de hemácias.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Se é uma anemia ferropriva, é preciso suplementar com ferro; se é uma anemia de inflamação, é necessário afastar as causas inflamatórias e tentar tratar a doença base da melhor forma possível. Cada anemia tem o seu tipo de tratamento”, </em>explica o médico-veterinário Luis Fernando de Moraes, ao <a href="https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2023/01/anemia-em-caes-e-gatos-entenda-a-condicao-e-saiba-como-trata-la.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">portal Vida de Bicho</a>.</p>
</blockquote>



<p>De forma geral, o plano terapêutico costuma envolver o controle da causa primária e o suporte ao organismo do animal, com protocolos como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamento da doença de base</h3>



<p>O primeiro passo para tratar a anemia em cachorro é identificar e controlar a condição responsável pela perda ou destruição dos glóbulos vermelhos.</p>



<p>Cães com erliquiose ou babesiose canina costumam receber <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260709_vis_anemia-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antibióticos </a>e antiparasitários para o combate de agentes infecciosos.</p>



<p>Animais com vermes devem ser vermifugados e pets com anemia hemolítica podem iniciar uma terapia com medicamentos imunossupressores ou corticosteroides, por exemplo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Suplementação nutricional&nbsp;</h3>



<p>Nos casos relacionados a deficiências nutricionais, o tratamento pode incluir suplementação nutricional e reposição de nutrientes essenciais para a produção de glóbulos vermelhos.</p>



<p>Os suplementos vitamínicos minerais com ferro quelato de alta biodisponibilidade costumam ser os mais utilizados, principalmente em quadros de <strong>anemia ferropriva</strong>.</p>



<p>No entanto, a suplementação deve sempre ser prescrita pelo médico-veterinário, já que o excesso de ferro também causa prejuízos à saúde do animal.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Reposição de eritropoetina</h3>



<p>Animais com redução acentuada das células vermelhas ou doenças renais crônicas podem precisar repor <strong>eritropoetina</strong>.</p>



<p>Esse hormônio estimula a medula óssea a produzir novas hemácias e costuma ser uma ferramenta importante em determinados protocolos terapêuticos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cachorro com anemia precisa de transfusão sanguínea?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-caes.webp" alt="" class="wp-image-79110" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/anemia-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Nem todos os cachorros com anemia precisam passar por uma transfusão de sangue. A decisão depende da gravidade do quadro e do estado clínico do paciente.</p>



<p>Ainda assim, em casos de anemia severa, especialmente com hematócrito abaixo de 20% e Volume Globular crítico, o procedimento se torna uma opção.</p>



<p>Nessas situações, a <strong>transfusão de sangue em cachorro</strong> ajuda a estabilizar o paciente enquanto a equipe veterinária investiga e trata a causa da anemia.</p>



<p>O procedimento é realizado por via intravenosa e pode durar entre 1 e 4 horas, dependendo do volume de sangue necessário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais cachorros podem doar sangue?</h3>



<p>Segundo o <a href="https://crmvsp.gov.br/animais-tambem-podem-doar-sangue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP)</a>, os cães doadores devem atender a alguns critérios básicos de segurança:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ter entre 1 e 8 anos de idade;</li>



<li>pesar mais de 25 kg;</li>



<li>estar saudável e com as vacinas em dia;</li>



<li>possuir controle regular contra pulgas e carrapatos;</li>



<li>apresentar fatores de coagulação normais;</li>



<li>ter temperamento dócil para permitir a coleta pela veia jugular.</li>
</ul>



<p>Quer saber tudo sobre transfusão sanguínea em cachorro? <a href="https://blog.cobasi.com.br/transfusao-de-sangue-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Então leia nosso artigo completo e descubra o que é, quando fazer e como o procedimento funciona!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como prevenir a anemia em cachorro?</h2>



<p>Muitos casos de anemia em cães estão relacionados a fatores que podem ser monitorados ou controlados no dia a dia, como parasitas, alimentação inadequada e doenças.</p>



<p>Por isso, manter uma <strong>rotina de cuidados preventivos</strong> é uma das melhores formas de proteger a saúde do seu pet.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A prevenção de pulgas e carrapatos, bem como o check-up semestral do seu pet, é uma forma de cuidado e prevenção, não só da anemia, mas de muitas outras doenças que podem acometer os cães”,</em> explica a médica-veterinária Nathália Martins.</p>
</blockquote>



<p>Abaixo, mostramos as principais recomendações para proteger seu cachorro:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Invista em uma alimentação completa e balanceada</h3>



<p>Mudanças na alimentação de um cão com anemia são essenciais para ajudar no restabelecimento e na prevenção da saúde do animal.</p>



<p>A dieta precisa ser rica em proteínas, ferro e vitaminas B12 e E. Normalmente, elas são encontradas em rações Super Premium e alimentos como carnes e ovos.</p>



<p>No entanto, para evitar problemas, siga à risca a rotina alimentar fornecida pelo médico-veterinário. Servir alimentos proibidos para cães pode agravar o quadro do pet.&nbsp;&nbsp;</p>



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<h3 class="wp-block-heading">2. Faça o controle de carrapatos e vermes</h3>



<p>O<strong> controle de carrapatos</strong> é uma das medidas mais importantes para evitar doenças como erliquiose e babesiose, frequentemente associadas à anemia canina.</p>



<p>A vermifugação periódica também merece atenção, já que algumas verminoses podem causar perda de sangue e deficiência de nutrientes.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">3. Mantenha consultas e exames em dia</h3>



<p>Durante os check-ups, o médico-veterinário poderá atualizar o protocolo antiparasitário, sugerir mudanças na alimentação e alertar o tutor sobre os sintomas da anemia.</p>



<p>Além disso, exames de sangue periódicos ajudam a diagnosticar precocemente doenças infecciosas, inflamatórias, renais e hematológicas associadas à condição.</p>



<p>Nas clínicas <strong>Pet Anjo</strong>, os tutores encontram uma estrutura completa para realizar consultas, exames e até pequenas cirurgias com tranquilidade e segurança.</p>



<p><a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260709_vis_anemia-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Conheça nossas unidades e agende o check-up de rotina do seu pet com a gente!</strong></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Evite intoxicações dentro de casa</h3>



<p>Medicamentos humanos, raticidas, produtos químicos e <a href="https://blog.cobasi.com.br/plantas-toxicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">plantas perigosas</a> devem permanecer fora do alcance dos animais.</p>



<p>Essas substâncias podem provocar hemorragias, destruição das hemácias e outras alterações capazes de desencadear anemia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">5. Respeite o calendário de vacinação canino</h3>



<p>A vacinação fortalece o organismo do pet contra diversas doenças que podem favorecer o desenvolvimento da anemia — incluindo a parvovirose e outras infecções virais.</p>



<p>Neste artigo, explicamos <a href="https://blog.cobasi.com.br/vacina-para-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">quais vacinas os cachorros precisam tomar, quando cada dose deve ser aplicada e contra quais doenças cada imunizante oferece proteção</a>. Confira!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre anemia em cachorro (FAQ)</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/tipos-de-anemia-em-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-79107" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/tipos-de-anemia-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/tipos-de-anemia-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/04/tipos-de-anemia-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Gengiva branca em cachorro é sinal de anemia?</h3>



<p>Nem sempre. A <strong>gengiva branca em cachorro </strong>é um dos sinais mais comuns de anemia, mas também pode estar associada a desidratação, infecções e doenças hepáticas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais os sintomas de um cachorro anêmico?</h3>



<p>Os sinais mais comuns de anemia em cachorro são apatia (cachorro com fraqueza), perda de energia, cansaço excessivo, falta de apetite, respiração acelerada, mucosas pálidas e taquicardia. Em alguns casos, também podem ocorrer perda de peso, febre e icterícia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que cachorro com anemia pode comer?</h3>



<p>A alimentação deve ser definida por um médico-veterinário, de acordo com a causa por trás da anemia. Em geral, um cachorro anêmico deve receber uma ração rica em proteínas, ferro e vitaminas, além de suplementos vitamínicos minerais, quando indicados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença do carrapato causa anemia?</h3>



<p>Sim. A <strong>anemia por carrapato em cachorro</strong> é bastante comum e geralmente está associada a doenças transmitidas por esses parasitas, como babesiose, erliquiose e anaplasmose — conhecidas popularmente como doença do carrapato.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Característica</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose canina</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Babesiose canina</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Anaplasmose canina</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria <em>Ehrlichia spp.</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protozoário <em>Babesia spp.</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria <em>Anaplasma spp.</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Transmissão</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Principalmente pelo carrapato-marrom (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Principalmente pelo carrapato-marrom (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Carrapato-marrom (<em>Riphicephalus sanguineus</em>) ou<em> Ixodes spp.</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Células afetadas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos brancos (leucócitos)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos vermelhos (hemácias)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal alteração sanguínea</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Redução de plaquetas e comprometimento do sistema imunológico.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Destruição das hemácias que causa anemia hemolítica progressiva.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Afeta leucócitos e plaquetas, impactando a resposta imunológica do pet.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sintomas mais comuns</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, sangramentos, petéquias, mucosas pálidas, aumento dos linfonodos, alterações oculares e neurológicas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Anemia, febre, mucosas pálidas, perda de apetite, perda de peso, depressão, petéquias e, em alguns casos, icterícia.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Letargia, anorexia, vômito, diarreia, perda de peso,distúrbios hemorrágicos etensão abdominal.</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Quais são as principais causas de anemia em cachorro?</h3>



<p>As causas mais frequentes incluem perda de sangue, traumas, doenças transmitidas por carrapatos, verminoses, deficiências nutricionais, doenças autoimunes, insuficiência renal, tumores, intoxicações e doenças crônicas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais exames ajudam a diagnosticar a anemia em cachorro?</h3>



<p>O principal exame é o hemograma, que permite identificar deficiências de glóbulos vermelhos, redução de hemoglobina e alterações no hematócrito.</p>



<p>Dependendo do caso, o veterinário também pode solicitar exames de imagem, testes para hemoparasitoses, perfil bioquímico e avaliação da medula óssea.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer quando o cachorro tem anemia?</h3>



<p>O tutor deve procurar atendimento veterinário o mais rápido possível. O tratamento da anemia em cães varia conforme a origem do problema e pode incluir medicamentos, suplementação, controle de parasitas e, em situações graves, transfusão.&nbsp;</p>



<p>A <strong>anemia em cachorro mata</strong>, então jamais confie em receitas caseiras ou tente cuidar do seu pet em casa, sem orientação de um médico-veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo leva para tratar anemia em cachorro?</h3>



<p>O tempo de recuperação varia de acordo com a causa e a gravidade da doença. Algumas doenças sanguíneas em cães respondem ao tratamento em poucos dias ou semanas, enquanto outras exigem acompanhamento contínuo por meses ou por toda a vida do pet.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<p>A anemia em cachorro pode ter diferentes causas, mas uma coisa é certa: quanto mais cedo o diagnóstico acontecer, maiores serão as chances do seu pet vencer esse quadro!</p>



<p>Agora que você já sabe identificar e ajudar um cão anêmico, assista ao vídeo abaixo e descubra como prevenir outras 5 doenças comuns na espécie:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="5 problemas que você pode PREVENIR no seu cão #saúde #dicas" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ZW9eANx9OEc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>A Cobasi TV tem vídeos especiais para tutores que querem cuidar melhor da saúde e do bem-estar dos seus pets. Dê uma olhada e aproveite as dicas dos nossos especialistas!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>DRUMOND, M. R. S. <a href="https://locus.ufv.br/server/api/core/bitstreams/62a29c6f-9cf1-43b2-a495-cc698085b204/content"><strong>Ocorrência, classificação e fatores de risco de anemia em cães</strong></a>. 2013. 84 f. Dissertação (Mestrado em medicina veterinária) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais. 2013. </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>ESPADA, Cláudia Isabel Loução. <a href="https://comum.rcaap.pt/entities/publication/b9b84017-4bb8-4309-9c92-ea13f9a497ab"><strong>Parâmetros hematológicos e classificação de anemia em cães</strong></a>. 2024. 66 f. Relatório de Estágio (Licenciatura em Enfermagem Veterinária) – Instituto Politécnico de Portalegre, Escola Superior de Biociências de Elvas, Portalegre.<br></li>



<li>MENDONÇA, I. P.  <a href="https://repositorio.ifpb.edu.br/handle/177683/2015"><strong>Avaliação e classificação de anemias em cães</strong></a>. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Medicina Veterinária) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, p.32, 2019. </li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manual Veterinário Merck. <a href="https://www.merckvetmanual.com/circulatory-system/anemia/overview-of-anemia-in-animals"><strong>Visão geral da anemia em animais</strong></a>. Por Allison Kendall , DVM, MS, DACVIM , Universidade Estadual da Carolina do Norte. Revisado por Joyce Carnevale , DVM, DABVP , Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Iowa</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manual Veterinário Merck. <a href="https://www.merckvetmanual.com/dog-owners/blood-disorders-of-dogs/anemia-in-dogs"><strong>Anemia em cães</strong></a>. Por Steven L. Marks , BVSc, DACVIM-SAIM , Departamento de Ciências Clínicas, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Estadual da Carolina do Norte. Revisado/Atualizado em dezembro de 2017</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, [S. l.], v. 11, n. 3, p. 83–84, 2013. <a href="https://www.revistamvez-crmvsp.com.br/index.php/recmvz/article/view/22150"><strong>Anemia hemolítica imunomediada primária em cão: relato de caso</strong></a>.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) | <a href="https://crmvsp.gov.br/animais-tambem-podem-doar-sangue/"><strong>Animais também podem doar sangue</strong></a></li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Vida de Bicho | <a href="https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2023/01/anemia-em-caes-e-gatos-entenda-a-condicao-e-saiba-como-trata-la.ghtml"><strong>Anemia em cães e gatos: entenda a condição e saiba como tratá-la</strong></a></li>
</ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Erliquiose canina: sintomas, tratamento e como prevenir a doença do carrapato</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/erliquiose/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/erliquiose/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças de cachorro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=18828</guid>

					<description><![CDATA[<p>A erliquiose canina é uma doença infecciosa causada pela bactéria Ehrlichia canis, microrganismo que chega até os cachorros através da picada do carrapato-marrom (Rhipicephalus sanguineus). Considerada uma das hemoparasitoses mais</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose.webp" alt="" class="wp-image-79098" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A <strong>erliquiose canina</strong> é uma doença infecciosa causada pela bactéria <em>Ehrlichia canis</em>, microrganismo que chega até os cachorros através da picada do carrapato-marrom (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>).</p>



<p>Considerada uma das <a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-do-carrapato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hemoparasitoses </a>mais comuns em cães, a erliquiose ficou conhecida como <strong>doença do carrapato</strong> — apelido dado a um grupo de enfermidades transmitidas por esse vetor, como a babesiose e a anaplasmose canina.</p>



<p>Entre elas, a infecção por <em>Ehrlichia canis </em>merece atenção especial porque<em> </em>atinge as células de defesa do organismo do animal, comprometendo seu sistema imunológico.</p>



<p>Como consequência, um <strong>cachorro com doença do carrapato </strong>pode apresentar desde sinais inespecíficos, como febre, até complicações graves, como anemia, sangramentos e imunossupressão.</p>



<p>Sem o diagnóstico e o tratamento adequado, a erliquiose canina pode colocar a vida do animal em risco. Felizmente, quando identificada rapidamente, a doença tem cura e apresenta boas chances de recuperação!</p>



<p>Mas, <strong>como saber se o cachorro está com doença do carrapato</strong>? Neste guia, te ensinamos tudo sobre o assunto, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="#o-que-e-erliquiose-canina" type="internal" id="#o-que-e-erliquiose-canina">O que é erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#o-que-causa-a-erliquiose-canina">O que causa a erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#quais-sao-os-sintomas-da-erliquiose-canina">Quais são os sintomas da erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#a-doenca-do-carrapato-tem-cura">A doença do carrapato tem cura</a></li>



<li><a href="#como-diferenciar-a-doenca-do-carrapato-de-outras-condicoes-parecidas">Como diferenciar a doença do carrapato de outras condições parecidas</a></li>



<li><a href="#quais-cachorros-correm-mais-risco-de-desenvolver-erliquiose-canina">Quais cachorros correm mais risco de desenvolver erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#quais-sao-as-fases-da-erliquiose-canina">Quais são as fases da erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#quais-complicacoes-a-doenca-do-carrapato-pode-causar">Quais complicações a doença do carrapato pode causar</a></li>



<li><a href="#como-e-feito-o-diagnostico-da-erliquiose-canina">Como é feito o diagnóstico da erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#qual-e-o-tratamento-para-erliquiose-canina">Qual é o tratamento para erliquiose canina</a></li>



<li><a href="#como-prevenir-a-doenca-do-carrapato">Como prevenir a doença do carrapato</a></li>



<li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-erliquiose-canina">Perguntas frequentes sobre erliquiose canina </a></li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Guia rápido: tudo o que você precisa saber sobre a erliquiose canina</strong></h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que é erliquiose canina?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">É uma doença infecciosa causada pela bactéria <em>Ehrlichia canis</em>, transmitida principalmente pela picada do carrapato-marrom.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quais são os sintomas?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Os sinais mais comuns incluem febre, apatia, perda de apetite, emagrecimento, anemia, sangramentos e mucosas pálidas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como acontece a transmissão?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A infecção ocorre por transmissão direta, quando um carrapato contaminado pica o cachorro durante a alimentação.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>A doença tem cura?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sim. Quando diagnosticada e tratada corretamente, com antibióticos ou transfusão de sangue, as chances de recuperação são altas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quais exames confirmam o diagnóstico?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O diagnóstico é feito com a combinação de hemograma completo, sorologia e PCR, sempre com a avaliação de um médico-veterinário.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose e doença do carrapato são a mesma coisa?</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não. A erliquiose é uma das doenças transmitidas por carrapatos, mas o termo é mais amplo e engloba outras infecções transmitidas por esses parasitas, como a babesiose e a anaplasmose.</td></tr></tbody></table></figure>



<p> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-e-erliquiose-canina">O que é erliquiose canina?</h2>



<p>A <strong>erliquiose canina</strong> é uma infecção bacteriana causada pela <em>Ehrlichia canis</em>, bactéria intracelular que se instala nos glóbulos brancos, as células de defesa dos cães.</p>



<p>Lá, o microrganismo se multiplica e provoca a sua destruição, levando o animal a um quadro progressivo de imunossupressão.</p>



<p>Esse ataque direto ao sistema imune afeta órgãos essenciais, como baço, medula óssea e linfonodos.&nbsp;</p>



<p>Por isso, quando não diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada, a erliquiose pode evoluir para um quadro grave e potencialmente fatal.</p>



<p>Considerada uma das principais <strong>doenças sanguíneas transmitidas por carrapatos</strong>, a infecção por <em>Ehrlichia canis </em>provoca uma série de alterações hematológicas nos pets, incluindo anemia, dificuldades de coagulação e, em casos mais avançados, <a href="https://blog.cobasi.com.br/choque-hemorragico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hemorragias</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que a erliquiose canina é conhecida como doença do carrapato?</h3>



<p>No Brasil, a erliquiose é mais conhecida como <strong>doença do carrapato</strong>, já que o carrapato <em>Rhipicephalus sanguineus</em>, chamado de carrapato-marrom, é o principal vetor da infecção.</p>



<p>Apesar da popularidade, é importante esclarecer que esse é um termo genérico usado para descrever diferentes hemoparasitoses e doenças hematológicas transmitidas por carrapatos, como a <strong>erliquiose</strong>, a <a href="https://blog.cobasi.com.br/babesiose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>babesiose</strong> </a>e a <strong>anaplasmose</strong>.</p>



<p>Como cada condição possui agentes, sintomas e tratamentos distintos, os veterinários costumam utilizar os nomes científicos para não gerar confusão. Mas, no dia a dia, <strong>erliquiose e doença do carrapato acabam funcionando como sinônimos</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-causa-a-erliquiose-canina">O que causa a erliquiose canina?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-canina.webp" alt="" class="wp-image-79095" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-canina.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-canina-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-canina-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A erliquiose é causada por bactérias do gênero <em>Ehrlichia</em>, microrganismos que invadem os glóbulos brancos dos cães e utilizam essas células para sobreviver e se multiplicar.</p>



<p>De acordo com um <a href="https://repositorio-api.butantan.gov.br/server/api/core/bitstreams/6ca73ec1-7631-47c5-a3c8-6dcd7b033ec6/content" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado pelo Instituto Butantan</a>, atualmente, cinco espécies fazem parte desse gênero: <em>E. canis, E. chaffeensis, E. ewingii, E. muris e E. ruminantium</em>. </p>



<p>No entanto, <strong>só a <em>E. canis </em>foi encontrada em cães com erliquiose no Brasil</strong> até agora.</p>



<p>Para chegar até os animais — seus hospedeiros finais — as bactérias do gênero <em>Ehrlichia </em>&#8220;pegam carona&#8221; nos carrapatos, que atuam como transmissores (ou vetores) da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como acontece a transmissão da erliquiose?</h3>



<p>A<strong>transmissão da erliquiose</strong> ocorre principalmente pela picada de um <a href="https://blog.cobasi.com.br/tipos-de-carrapatos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">carrapato-marrom</a> infectado (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>).</p>



<p>O ciclo da doença começa quando o parasita entra em contato com a <em>E. canis </em>ao se alimentar de um cachorro previamente infectado.</p>



<p>Uma vez no organismo do carrapato, as bactérias do gênero <em>Ehrlichia</em> se multiplicam nas células do sistema circulatório e das glândulas salivares.</p>



<p>A partir desse momento, então, <strong>o parasita se torna capaz de transmitir a infecção para novos hospedeiros</strong> quando se alimenta.</p>



<p>Vale lembrar que a transmissão é sempre horizontal, ou seja, o carrapato se infecta e passa a bactéria para os seus próximos hospedeiros — as fêmeas não contaminam seus ovos.</p>



<p>Isso acontece mesmo quando o parasita troca de estágio biológico. Portanto, <strong>tanto larvas, quanto ninfas e carrapatos adultos podem transmitir a erliquiose canina</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_298558663.webp" alt="tipos de carrapato de cachorro" class="wp-image-66216" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_298558663.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_298558663-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2023/06/AdobeStock_298558663-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>De acordo com Mavromatis (2006), os cães só servem como fonte de infecção durante a fase aguda da doença, quando há muitas bactérias na corrente sanguínea.&nbsp;</p>



<p>Os carrapatos, por outro lado, podem permanecer infectados por aproximadamente um ano.</p>



<p>A erliquiose também pode ser transmitida por <strong>transfusões de sangue contaminado</strong>, mas o carrapato-marrom continua sendo o principal vetor da doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-sao-os-sintomas-da-erliquiose-canina">Quais são os sintomas da erliquiose canina?</h2>



<p>Em seus estágios iniciais, <strong>a erliquiose é assintomática.</strong> Isso significa que a maioria dos cães infectados nem mesmo apresenta sinais evidentes da doença.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Conforme a bactéria se multiplica, as alterações começam a aparecer e o tutor pode notar mudanças no comportamento e no corpo do animal.</p>



<p>A doença <strong>costuma se manifestar entre 7 e 21 dias após a picada do carrapato</strong>, período conhecido como incubação (intervalo em que as bactérias estão se multiplicando).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Primeiros sintomas da doença do carrapato</h3>



<p>Os primeiros sinais clínicos da erliquiose costumam ser sutis e inespecíficos — o que faz com que os tutores confundam o quadro com outras doenças ou desconfortos passageiros.&nbsp;</p>



<p>Cachorros com erliquiose podem parar de brincar ou se divertir de uma hora para outra, adotando uma postura mais reservada e até um pouco triste.&nbsp;</p>



<p>De acordo com um <a href="https://bjhbs.com.br/index.php/bjhbs/article/view/86/84" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo organizado pela Universidade Federal de Minas Gerais entre 1998 e 2011</a>, os primeiros sintomas geralmente incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-esta-com-febre/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">febre </a>ou hipertermia;</li>



<li>apatia e fraqueza (letargia);</li>



<li>perda de apetite e emagrecimento;</li>



<li>vômitos e <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-diarreia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diarreia</a>;</li>



<li>dor abdominal;</li>



<li>dificuldade para respirar (dispneia);</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-sangrando-pelo-nariz/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sangramento nasal</a>;</li>



<li>pequenos pontos vermelhos ou arroxeados na pele e nas mucosas (petéquias).</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Sintomas avançados da doença do carrapato</h3>



<p>Nos quadros mais graves, a infecção pode provocar um importante <strong>comprometimento hematológico</strong>, afetando a produção e o funcionamento das células sanguíneas dos cães.</p>



<p>Nesse ponto, é mais fácil perceber que há algo de errado com o pet, já que o animal passa a apresentar sintomas específicos, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mucosas pálidas, geralmente por conta da anemia e pancitopenia — redução simultânea de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia) e plaquetas (plaquetopenia);</li>



<li>aumento dos rins, baço e linfonodos;</li>



<li>acúmulo anormal de líquidos;</li>



<li>sangramento espontâneo e <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-urinando-sangue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">presença de sangue na urina</a>;</li>



<li>alterações oculares, como uveíte, descolamento da retina e cegueira;</li>



<li>convulsões, ataxia, dificuldade motora e outros sintomas neurológicos.</li>
</ul>



<p>Como a erliquiose compromete o organismo do animal progressivamente, você deve levar seu cão ao médico-veterinário caso ele apresente qualquer um dos sintomas listados.</p>



<p><strong>Quanto mais cedo a doença do carrapato for identificada, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="a-doenca-do-carrapato-tem-cura">A doença do carrapato tem cura?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-erliquiose.webp" alt="" class="wp-image-79097" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-erliquiose.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-erliquiose-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/cachorro-com-erliquiose-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Sim, a erliquiose tem cura e, na maioria dos casos, <strong>o cachorro com doença do carrapato volta ao normal — </strong>principalmente quando o diagnóstico e o tratamento são realizados precocemente.</p>



<p>Como acontece com outras hemoparasitoses caninas, a possibilidade de cura depende de fatores como a fase em que a doença é identificada, a resposta imunológica do pet, a presença de outras infecções e a rapidez com que o tratamento é iniciado.</p>



<p>Em geral, cães diagnosticados cedo apresentam uma excelente recuperação e podem retomar sua rotina normalmente após o acompanhamento veterinário.</p>



<p>Quando a doença não é tratada rapidamente, o risco de complicações — como <a href="https://blog.cobasi.com.br/anemia-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">anemia </a>e imunossupressão — aumenta, e <strong>a recuperação nem sempre é possível</strong>.</p>



<p>Atenção: mesmo após a cura da infecção, alguns exames continuarão detectando anticorpos contra a <em>Ehrlichia canis</em> por algum tempo.&nbsp;</p>



<p>Por isso, o médico-veterinário pode solicitar avaliações complementares para confirmar a recuperação do animal e acompanhar sua evolução clínica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-diferenciar-a-doenca-do-carrapato-de-outras-condicoes-parecidas">Como diferenciar a doença do carrapato de outras condições parecidas?</h2>



<p>Algumas doenças apresentam sintomas muito parecidos com os da erliquiose, o que pode dificultar o diagnóstico clínico.</p>



<p>Para te ajudar a levantar algumas hipóteses, mapeamos as condições que costumam causar confusão e explicamos como diferenciá-las abaixo:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Doença</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sintomas semelhantes</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sintomas específicos</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como diferenciar</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Babesiose canina</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Babesia spp.</em> (protozoário)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, mucosas pálidas, perda de peso, petéquias e anemia em cachorro.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Icterícia (mucosas amareladas) e urina escura.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Esfregaço sanguíneo, sorologia e PCR.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Anaplasmose canina</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Anaplasma platys</em> e <em>A. phagocytophilum</em> (bactérias)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, anorexia, perda de peso e distúrbios hemorrágicos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre intermitente e tensão abdominal.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Esfregaço sanguíneo, sorologia e PCR.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/leishmaniose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Leishmaniose canina</strong></a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Leishmania spp.</em> (protozoário)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Apatia, emagrecimento, anemia, aumento dos linfonodos e sangramento nasal.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Feridas na pele, crescimento exagerado das unhas (onicogrifose), alterações oculares e lesões que não cicatrizam.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pesquisa parasitológica, testes sorológicos e moleculares.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/dirofilariose-verme-do-coracao/"><strong>Dirofila</strong></a><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/dirofilariose-verme-do-coracao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">r</a></strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/dirofilariose-verme-do-coracao/"><strong>iose canina</strong></a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><em>Dirofilaria immitis</em> (nematódeo)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fraqueza, perda de peso e dificuldade para respirar.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Tosse persistente, sons anormais no coração e pulmões e alterações cardíacas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Teste de antígeno, teste de Knott, radiografia torácica e ecocardiograma</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/cinomose/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Cinomose canina</strong></a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vírus da cinomose canina (VCC)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, perda de apetite, dificuldade para respirar, vômitos e diarreia.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Secreção ocular e nasal, tosse, alopecia e sinais neurológicos, como vocalização e paresia.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Testes moleculares (RT-PCR) e citologia.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/parvovirose-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Parvovirose canina</strong></a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Canine parvovirus tipo 2 (CPV-2)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, perda de apetite, emagrecimento, vômito e diarreia.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fezes escuras (melena), hipersalivação, aumento ou diminuição da sede.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Teste rápido ELISA fecal e PCR.</td></tr></tbody></table></figure>



<p><em>Essa tabela tem caráter informativo e não substitui a avaliação profissional.&nbsp;</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">Atenção para infecções simultâneas</h3>



<p>Mesmo quando a erliquiose é confirmada, outras doenças não devem ser automaticamente descartadas. Até porque, um parasita pode carregar vários agentes infecciosos de uma vez.</p>



<p>No Brasil, por exemplo, muitos cachorros com erliquiose estão co-infectados por <em>Anaplasma spp., Babesia spp., Bartonella spp., Hepatozoon spp. e Mycoplasma spp</em>.</p>



<p>Em um <a href="https://www.scielo.br/j/aabc/a/LKZsNx65LLW4rNBdLNLc9kB/?lang=en" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo que analisou a frequência de infecção por<em>Ehrlichia canis</em> e <em>Anaplasma platys</em> em cães de Campo Grande</a>, por exemplo, 9,94% dos cães analisados apresentaram co-infecção pelos dois agentes. </p>



<p>O quadro clínico de cães com infecções simultâneas tende a ser mais grave, com alto risco de anemia, sangramentos, perda de peso e outras alterações hematológicas sérias.&nbsp;</p>



<p>A&nbsp; presença de múltiplos agentes infecciosos também pode dificultar o diagnóstico e prejudicar a recuperação do animal. Então investigue com cautela!</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-cachorros-correm-mais-risco-de-desenvolver-erliquiose-canina">Quais cachorros correm mais risco de desenvolver erliquiose canina?</h2>



<p>A doença do carrapato pode atingir animais de qualquer raça, sexo ou idade, mas alguns grupos têm mais chances de entrar em contato ou desenvolver formas graves da condição.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães que vivem em áreas de risco</h3>



<p>Como a doença do carrapato ocorre por <strong>transmissão vetorial</strong>, a presença do carrapato-marrom é indispensável para a disseminação da <em>Ehrlichia canis</em>.</p>



<p>Por esse motivo, os casos de erliquiose canina são mais comuns em regiões de clima tropical e subtropical, como o Brasil, onde o parasita encontra condições favoráveis para sobreviver e se reproduzir durante grande parte do ano. (FONSECA et al., 2013)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Raças específicas</h3>



<p>De acordo com a <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9863373/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista Ciências Veterinárias</a>, cães da raça <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/husky-siberiano?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260707_vis_geral_erliquiose_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Husky Siberiano</a> e <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/pastor-alemao%20?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260707_vis_geral_erliquiose_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pastor Alemão</a> estão mais propensos a desenvolver formas graves da doença do carrapato.</p>



<p>A predisposição racial foi observada em um estudo que analisou o <strong>prognóstico da erliquiose</strong> em cachorros de diferentes linhagens.</p>



<p>Na pesquisa, os especialistas perceberam que a resposta imune mediada por células de cães da raça Pastor Alemão foi menor do que a dos cães da raça Beagle.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães com acesso à rua</h3>



<p>Cães que vivem ao ar livre ou têm acesso a áreas abertas, como quintais e parques, estão mais expostos a infestações de carrapatos e, consequentemente, à erliquiose.</p>



<p>O perigo aumenta ainda mais quando o animal <strong>não segue um protocolo antiparasitário adequado</strong> ou circula em ambientes superlotados ou mal higienizados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Animais idosos ou imunossuprimidos</h3>



<p>A prevalência da doença do carrapato tende a ser maior em cães idosos, possivelmente devido ao maior tempo de exposição aos carrapatos ao longo da vida.</p>



<p>Já as formas mais graves da erliquiose costumam ser observadas em animais com <strong>imunossupressão</strong>, condição que reduz a capacidade do organismo de combater infecções.</p>



<p>Por esse motivo, cães idosos, filhotes ou animais portadores de doenças crônicas devem receber atenção redobrada.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-sao-as-fases-da-erliquiose-canina">Quais são as fases da erliquiose canina?</h2>



<p>A erliquiose canina é uma <strong>doença infecciosa progressiva</strong>, ou seja, seu quadro clínico evolui com o tempo, passando por três fases distintas: aguda, subclínica e crônica.</p>



<p>Essas etapas refletem a forma como o organismo do cachorro reage à infecção.&nbsp;</p>



<p>A classificação leva em consideração a quantidade de bactérias circulando no corpo, a resposta do sistema imunológico e a intensidade dos sintomas apresentados pelo pet.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Fase</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Duração</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Características da fase</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais sinais</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose aguda</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">2 a 4 semanas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A bactéria se multiplica nas células mononucleares e órgãos como linfonodo, fígado e baço.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, perda de apetite, emagrecimento, aumento dos linfonodos, petéquias e queda das plaquetas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose subclínica</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Meses ou anos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A infecção continua ativa, mas o organismo consegue controlar parcialmente a bactéria.&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Os sintomas diminuem ou desaparecem, embora o agente permaneça no corpo do animal.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose crônica</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>—</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">A bactéria permanece no organismo por longos períodos e passa a causar danos mais importantes ao sangue, à medula óssea e ao sistema imunológico.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Anemia, mucosas pálidas, sangramentos, fraqueza intensa, emagrecimento, edema e maior predisposição a infecções secundárias.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Embora nem todos os cães passem por todas as <strong>fases da erliquiose,</strong> entender como a infecção se comporta e quais alterações podem surgir em cada etapa vai te ajudar a identificar a doença do carrapato mais cedo. Veja os detalhes!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fase aguda</h3>



<p>A fase aguda é a primeira etapa da erliquiose canina e ocorre já nas primeiras semanas após a picada do carrapato.&nbsp;</p>



<p>Nesse período, células infectadas com <em>Ehrlichia canis </em>migram para vasos sanguíneos menores, provocando inflamações conhecidas como vasculite.</p>



<p>Os sinais iniciais da doença são leves e inespecíficos, mas tendem a se agravar com o tempo. Entre os sintomas mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>febre ou hipertermia (temperatura entre 39,5– 41,5ºC);</li>



<li>apatia e fraqueza (letargia);</li>



<li>perda de apetite e emagrecimento;</li>



<li>vômitos e diarreia;</li>



<li>dor abdominal;</li>



<li>dificuldade para respirar (dispneia);</li>



<li>sangramento nasal;</li>



<li>pequenos pontos avermelhados ou arroxeados na pele e nas mucosas (petéquias);</li>



<li>manchas e hematomas.</li>
</ul>



<p>Muitos tutores confundem esses sinais com indisposição passageira, mas os exames de sangue já mostram alterações como queda de plaquetas, início de anemia e leucopenia (redução de glóbulos brancos).</p>



<p>A fase aguda dura de 2 a 4 semanas. Se o sistema imunológico do cão conseguir controlar parcialmente a infecção, a doença evolui para a fase seguinte.</p>



<p>Com tratamento imediato, <strong>há grandes chances de cura total</strong>. Mas, sem ele, a evolução aguda pode ser fatal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fase subclínica</h3>



<p>A evolução subclínica é conhecida como o período silencioso da doença. O cachorro parece saudável e, em muitos casos, <strong>os sintomas desaparecem totalmente</strong>.&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, a bactéria permanece no organismo, em baixa atividade, alojada principalmente no baço e na medula óssea. Essa fase pode durar meses ou até anos.&nbsp;</p>



<p>O tutor pode não notar nada anormal, mas os exames de sangue ainda revelam alterações discretas, como plaquetas baixas ou elevação de anticorpos.&nbsp;</p>



<p>Isso acontece porque a <em>Ehrlichia canis</em> não é eliminada completamente pelo sistema imune — as alterações clínicas da doença só deixam de ser evidentes.&nbsp;</p>



<p>A partir desse ponto, o animal infectado pela doença do carrapato pode seguir dois caminhos:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Recuperação total:</strong> quando o sistema imunológico consegue neutralizar a infecção, o agente é eliminado e o cachorro se recupera totalmente do quadro.<br></li>



<li><strong>Piora progressiva: </strong>anticorpos com fragmentos da bactéria (imunocomplexos) se espalham por vários órgãos do animal, incluindo rins, olhos e articulações.</li>
</ol>



<p>Na fase subclínica, a própria resposta imunológica do animal pode contribuir para o agravamento da doença. E quando isso acontece, os cachorros entram na próxima fase.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fase crônica</h3>



<p><strong>A evolução crônica é o estágio mais grave e debilitante da erliquiose</strong>. Aqui, a <em>Ehrlichia canis </em>exerce impacto máximo sobre o organismo do pet e os sintomas iniciais retornam com intensidade ainda maior.</p>



<p>A medula óssea, responsável pela produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, sofre ataques que acabam destruindo o sistema imunológico do pet.&nbsp;</p>



<p>Como consequência, o cão se torna altamente vulnerável a infecções oportunistas, e a infecção adota um comportamento semelhante ao de doenças autoimunes.&nbsp;</p>



<p>Outro ponto importante é que o depósito de imunocomplexos em órgãos vitais causa inflamações sistêmicas.&nbsp;</p>



<p>Quando se acumulam nos rins, podem gerar <strong>insuficiência renal</strong>; nos olhos, provocam <a href="https://blog.cobasi.com.br/uveite-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>uveíte</strong></a>; nas articulações, levam a <strong>artrites dolorosas</strong>; no sistema nervoso, causam sintomas neurológicos como <a href="https://blog.cobasi.com.br/convulsao-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>convulsões</strong></a>, desorientação ou dificuldade de locomoção.</p>



<p>Em geral, o quadro clínico do cão nessa etapa inclui:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mucosas pálidas, geralmente por conta da anemia;</li>



<li>aumento dos rins, baço e linfonodos;</li>



<li>acúmulo anormal de líquidos;</li>



<li>sangramento espontâneo e presença de sangue na urina;</li>



<li>alterações oculares, como uveíte, descolamento da retina e cegueira;</li>



<li>convulsões, ataxia, dificuldade motora e outros sintomas neurológicos.</li>
</ul>



<p>O diagnóstico precoce é o principal fator para garantir a recuperação completa do animal, mas o prognóstico dessa fase é reservado.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-complicacoes-a-doenca-do-carrapato-pode-causar">Quais complicações a doença do carrapato pode causar?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-e-doenca-do-carrapato.webp" alt="" class="wp-image-79093" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-e-doenca-do-carrapato.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-e-doenca-do-carrapato-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-e-doenca-do-carrapato-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A doença do carrapato em cachorro pode gerar complicações graves se não for identificada e tratada corretamente em seus estágios iniciais. Entre as mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>insuficiência renal causada pelo depósito de imunocomplexos nos tecidos renais;</li>



<li>inflamações hepáticas e alterações nas enzimas do fígado;</li>



<li>inflamações articulares e neurológicas;</li>



<li>uveíte e outros problemas oculares relacionados à inflamação;</li>



<li>hemorragias internas devido à queda intensa das plaquetas;</li>



<li>infecções oportunistas que aproveitam o sistema imunológico enfraquecido;</li>



<li>anemia causada por carrapato, geralmente profunda e persistente.</li>
</ul>



<p>Quando a doença do carrapato compromete o sistema nervoso central, os animais também podem apresentar sinais neurológicos como ataxia, convulsões e paralisia dos membros.</p>



<p>Essas <strong>complicações são mais frequentes na fase crônica</strong>, quando o organismo já está debilitado e a resposta imunológica do cão está comprometida.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-e-feito-o-diagnostico-da-erliquiose-canina">Como é feito o diagnóstico da erliquiose canina?</h2>



<p>O diagnóstico da erliquiose deve ser feito exclusivamente por um médico-veterinário, com base no <strong>histórico do animal, sintomas clínicos e exames laboratoriais</strong>.</p>



<p>Durante a consulta, o profissional fará perguntas sobre:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>exposição recente a carrapatos;</li>



<li>alterações de apetite e energia;</li>



<li>início dos sintomas observado;</li>



<li>uso de antiparasitários;</li>



<li>contato com outros animais.</li>
</ul>



<p>Em seguida, o veterinário realizará um exame físico detalhado, com a avaliação das mucosas e da temperatura do pet, palpação de linfonodos e a ausculta cardíaca.&nbsp;</p>



<p>Se houver suspeita, o profissional também poderá solicitar <strong>exames mais específicos</strong> que detectam a doença do carrapato com precisão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais exames detectam a doença do carrapato?</h3>



<p>Os principais exames utilizados para diagnosticar a doença do carrapato em cachorro são: hemograma completo, testes sorológicos (ELISA e IFI) e PCR.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Exame para doença do carrapato</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de teste</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que avalia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que pode identificar</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Hemograma completo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Exame inicial — </strong>acende o alerta para a condição.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Analisa as células sanguíneas do cachorro.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Método complementar.</strong> Detecta alterações como hematócrito baixo, anemia e redução de plaquetas (trombocitopenia), mas não confirma o quadro.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sorologia (ELISA e IFI)</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Teste indireto </strong>— indica que o animal já teve contato com o antígeno.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Detecta anticorpos produzidos contra a <em>Ehrlichia canis</em>.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Método mediano.</strong> Indica que o animal teve contato com a bactéria, mas não confirma se a infecção está ativa.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>PCR</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Teste direto </strong>— confirma a presença do antígeno.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pesquisa a presença do material genético da bactéria no sangue.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Método mais preciso.</strong> Confirma a presença da <em>Ehrlichia canis</em> e ajuda a diferenciar a erliquiose de outras doenças semelhantes.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Esfregaço sanguíneo</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Teste direto </strong>— confirma a presença do antígeno.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Avalia uma amostra de sangue ao microscópio.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Método menos preciso.</strong> Pode identificar estruturas da bactéria dentro dos glóbulos brancos, mas funciona melhor na fase aguda da doença.</td></tr></tbody></table></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Por que é necessário combinar diferentes exames?</h4>



<p>Os sinais clínicos da erliquiose se confundem com os de outras doenças transmitidas por carrapatos e infecções que causam anemia, febre e queda de plaquetas. Sem exames específicos, o risco de diagnóstico incorreto aumenta.&nbsp;</p>



<p>Um bom exemplo é que tanto a <strong>babesiose </strong>quanto a <strong>anaplasmose </strong>podem causar anemia e prostração, porém cada uma exige tratamento com medicamentos diferentes.</p>



<p>Por isso, o conjunto hemograma, sorologia e PCR permite ao veterinário:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>confirmar a presença da bactéria;</li>



<li>identificar se a infecção está ativa ou se foi apenas uma exposição passada;</li>



<li>diferenciar erliquiose de outras hemoparasitoses;</li>



<li>verificar a possibilidade de coinfecção, que agrava os sintomas.</li>
</ul>



<p>Essa combinação de métodos garante um diagnóstico mais seguro e um tratamento direcionado e eficaz.</p>



<p>Além dos exames, o veterinário pode solicitar avaliações complementares para verificar o estado do fígado, rins e medula óssea, já que a doença costuma afetar múltiplos órgãos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="qual-e-o-tratamento-para-erliquiose-canina">Qual é o tratamento para erliquiose canina?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato.webp" alt="" class="wp-image-79099" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-doenca-do-carrapato-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O tratamento para doença do carrapato geralmente envolve o uso de <strong>antibióticos veterinários</strong>, como a doxiciclina. No entanto, o protocolo pode variar de acordo com a fase da infecção, a gravidade dos sintomas e o estado de saúde do cachorro.</p>



<p>Logo, não existe um tratamento único que funcione para todos os pacientes.&nbsp;</p>



<p>Após a avaliação clínica e a análise dos exames, o médico-veterinário define a abordagem mais adequada para cada caso, que pode incluir:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Antibióticos</h3>



<p><strong>Os </strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260707_vis_geral_erliquiose_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>antibióticos </strong></a><strong>são a base do tratamento da erliquiose.</strong> O medicamento mais utilizado é a doxiciclina, mas outras opções também podem ser indicadas em situações específicas.</p>



<p>O tratamento costuma durar entre 28 e 30 dias e deve ser seguido até o final, mesmo que o cachorro apresente melhora nos primeiros dias.&nbsp;</p>



<p>Em casos leves, como a fase aguda da doença, os sinais clínicos começam a regredir entre 24 e 48 horas após o início da terapia. (ALMOSNY &amp; MASSARD, 2005)</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Suporte clínico</h3>



<p>Além do uso de antibióticos, alguns cães podem precisar de <strong>suporte clínico</strong> para controlar os sintomas associados à doença do carrapato.</p>



<p>Dependendo do quadro, o veterinário pode recomendar <a href="https://blog.cobasi.com.br/fluidoterapia-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fluidoterapia </a>para corrigir a desidratação, analgésicos para o controle da dor e estimulantes de apetite, por exemplo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Internação e transfusão sanguínea</h3>



<p>Casos graves de erliquiose são tratados em ambiente hospitalar, onde o cachorro recebe monitoramento constante e cuidados intensivos.</p>



<p>O protocolo de cuidados nessa fase pode incluir fluidoterapia intravenosa, suporte nutricional e outras medidas destinadas a estabilizar o paciente.</p>



<p>Quando a doença do carrapato provoca anemia severa, trombocitopenia grave ou insuficiência medular, o veterinário também pode indicar a <a href="https://blog.cobasi.com.br/transfusao-de-sangue-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>transfusão de sangue</strong></a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-prevenir-a-doenca-do-carrapato">Como prevenir a doença do carrapato?</h2>



<p>A melhor forma de proteger o seu cachorro contra a erliquiose canina é mantê-lo bem longe das infestações de carrapatos.</p>



<p>Como ainda <strong>não existe vacina contra a doença do carrapato,</strong> a prevenção depende da combinação entre o uso de antiparasitários, cuidados com o ambiente e acompanhamento veterinário regular. Abaixo, listamos as principais medidas recomendadas por especialistas:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Invista em antipulgas e carrapatos</h3>



<p>Hoje em dia, existem várias opções eficazes para prevenir infestações, incluindo coleiras antiparasitárias, comprimidos antiparasitários, pipetas e shampoos específicos.</p>



<p>Marcas como <strong>Bravecto, NexGard e Simparic</strong> oferecem proteção prolongada — alguns deles por até 12 semanas, tanto em ambientes internos quanto externos.</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Veja mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?hotsite=931"><h2>Antipulgas e carrapatos para cães em oferta</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="230a7b961d" /></div>



<p>Ainda assim, é importante lembrar que nem todo antipulgas e carrapatos para cachorro funciona da mesma maneira.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A diferença entre elas é que uma medicação oral para controle vai matar o carrapato quando ele picar o animal, e, dependendo da carga parasitária, a doença pode ser transmitida já nesse primeiro contato.&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>As medicações que são repelentes (líquidos aplicados na pele e coleiras), não deixam o carrapato picar&#8221;</em>, explica a médica-veterinária Isabella do Espirito Santo Martins, em <a href="https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2022/02/erliquiose-canina-tem-cura-saiba-tudo-sobre-doenca-do-carrapato.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevista ao portal Vida de Bicho</a>.</p>
</blockquote>



<p>Para manter o esquema de proteção sempre em dia, não se esqueça de fazer aplicações periódicas, nos intervalos indicados pela fabricante.&nbsp;</p>



<p>Quer saber qual o melhor remédio para prevenir e tratar infestações de carrapatos em cachorros? <a href="https://blog.cobasi.com.br/melhor-remedio-para-carrapato-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Leia nosso artigo e descubra 10 ótimas opções</strong></a><strong>!</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Faça o controle ambiental</h3>



<p>O combate aos carrapatos não deve se limitar ao animal. Como boa parte do ciclo de vida do parasita acontece no ambiente, manter os espaços que o seu cachorro frequenta limpos e higienizados é uma etapa fundamental da prevenção.</p>



<p>Para isso, lave caminhas, cobertores, brinquedos e outros objetos do pet de tempos em tempos, evite o acúmulo de lixo em quintais e jardins e apare o gramado regularmente.</p>



<p>Os carrapatos podem sobreviver por semanas ou até meses sem um hospedeiro, escondidos em frestas, rachaduras, muros e locais com vegetação alta.</p>



<p>Se você identificar uma infestação no ambiente, produtos químicos próprios para o controle de ectoparasitas em áreas externas podem ajudar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Inspecione o cachorro após passeios</h3>



<p>Tire um tempo para examinar a pelagem do seu cachorro após passeios em parques, chácaras, sítios, áreas com vegetação ou locais frequentados por muitos animais.</p>



<p>Os carrapatos adoram se fixar na região das orelhas, pescoço, axilas, patas e entre os dedos dos animais — e podem passar despercebidos sem uma boa inspeção.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Faça check-ups veterinários regularmente</h3>



<p>Consultas periódicas ajudam a detectar precocemente qualquer sinal de infecção e garantem o uso correto dos produtos preventivos contra carrapatos.</p>



<p>Nas unidades da Pet Anjo, você encontra profissionais capacitados para acompanhar a saúde do seu pet em todas as fases da vida. <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260707_vis_geral_erliquiose_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conheça nossos endereços e agende uma consulta!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="perguntas-frequentes-sobre-erliquiose-canina">Perguntas frequentes sobre erliquiose canina (FAQ)</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-em-caes.webp" alt="" class="wp-image-79096" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2025/12/erliquiose-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Doença do carrapato e erliquiose são a mesma coisa?</h3>



<p><strong>Não exatamente</strong>. A erliquiose é uma das principais doenças transmitidas por carrapatos e, por isso, é chamada popularmente de doença do carrapato. No entanto, esse termo é amplo e engloba outras infecções transmitidas por esse parasita, como babesiose e anaplasmose.</p>



<p><strong>Resumindo: a erliquiose é um tipo de doença do carrapato, mas não a única condição conhecida por esse apelido.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual a diferença entre erliquiose e babesiose canina?</h3>



<p>A principal diferença entre a erliquiose e a babesiose canina é que a primeira afeta os glóbulos brancos dos cães, enquanto a segunda destrói os seus glóbulos vermelhos.</p>



<p>Além disso, essas duas hemoparasitoses conhecidas como “doença do carrapato” são causadas por agentes etiológicos diferentes. Veja um comparativo geral na tabela:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Característica</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Erliquiose canina</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Babesiose canina</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Agente causador</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactéria <em>Ehrlichia spp.</em></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Protozoário <em>Babesia spp.</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Transmissão</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Principalmente pelo carrapato-marrom (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Principalmente pelo carrapato-marrom (<em>Rhipicephalus sanguineus</em>)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Células afetadas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos brancos (leucócitos)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Glóbulos vermelhos (hemácias)</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principal alteração sanguínea</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Redução de plaquetas e comprometimento do sistema imunológico.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Destruição das hemácias que causa anemia hemolítica progressiva.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sintomas mais comuns</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Febre, apatia, sangramentos, petéquias, mucosas pálidas, aumento dos linfonodos, alterações oculares e neurológicas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Anemia, febre, mucosas pálidas, perda de apetite, perda de peso, depressão, petéquias e, em alguns casos, icterícia.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Em muitos casos, o animal pode ser contaminado por ambas as doenças ao mesmo tempo, o que agrava o seu quadro clínico. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães de apartamento pegam carrapato?</h3>



<p>Sim. Embora o risco seja menor em comparação aos animais que vivem em quintais ou na rua. Os parasitas podem chegar ao ambiente doméstico de diferentes formas, inclusive <strong>pegando carona em roupas, sapatos ou até mesmo na pelagem de outros animais</strong>.</p>



<p>Passeios, visitas a pet shops, creches, hotéis para cães e o contato com pets infestados também aumentam o risco de exposição a doenças transmitidas por vetores.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo dura o tratamento da erliquiose?</h3>



<p>O tratamento dura, em média, <strong>4 semanas</strong> — mas pode se estender até 8 semanas nos casos mais graves. Cães que chegam à fase crônica geralmente precisam de acompanhamento contínuo por meses.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O cachorro pode ter erliquiose mais de uma vez?</h3>



<p>Sim. Um cachorro tratado pode ter doença do carrapato novamente se for picado por um carrapato infectado após sua recuperação. Isso acontece porque <strong>a infecção por </strong><strong><em>Ehrlichia canis </em></strong><strong>não gera imunidade permanente</strong>.&nbsp;</p>



<p>Em outras palavras, mesmo que o animal tenha sido tratado com sucesso, ele continua suscetível a novas infecções ao longo da vida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual a chance de um cachorro sobreviver à doença do carrapato?</h3>



<p>As chances de sobrevivência dependem principalmente da rapidez do diagnóstico e do início do tratamento —&nbsp; mas, sim, <strong>a doença do carrapato pode matar</strong>.</p>



<p>Quando a erliquiose é identificada nas fases iniciais, a maioria dos cães apresenta boa resposta aos antibióticos e se recupera completamente. Casos diagnosticados tardiamente possuem um prognóstico mais reservado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A doença do carrapato passa para humanos?</h3>



<p><strong>A erliquiose não costuma ser transmitida por contato direto entre cães ou de cães para humanos</strong>. A transmissão ocorre principalmente pela picada de carrapatos infectados e, mais raramente, por transfusão de sangue contaminado. </p>



<p>Mesmo que o cão não transmita a erliquiose diretamente para humanos, a presença de carrapatos infectados no ambiente representa risco para pessoas e animais.</p>



<p>Por conta disso, a doença é considerada uma <a href="https://blog.cobasi.com.br/o-que-sao-zoonoses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>zoonose vetorial</strong></a>, pois o mesmo vetor que picou o cachorro pode picar humanos e transmitir a bactéria.</p>



<p>Casos de erliquiose monocítica humana já foram relatados, com sintomas como febre, dor muscular e mal-estar. Por isso, manter o ambiente livre de carrapatos é uma forma de proteger toda a família!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães com erliquiose podem doar sangue?</h3>



<p>Não. Cães com erliquiose ativa ou histórico recente da doença não devem doar sangue, pois existe o risco de transmissão da bactéria para o animal que receber a transfusão.</p>



<p>Por esse motivo, os bancos de sangue veterinários realizam uma série de exames antes de aprovar um doador, como a médica-veterinária Carolina Sultanum explicou ao <a href="https://crmvsp.gov.br/cachorros-e-gatos-podem-e-devem-doar-sangue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP)</a>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Esta coleta é essencial para checarmos se o pet tem alguma doença que pode ser transmitida pelo sangue, como erliquiose (doença do carrapato), dirofilariose (verme do coração), leishmaniose e brucelose. Este diagnóstico minimiza o risco da transmissão destas doenças e de efeitos colaterais do receptor”</em>, conclui.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<p>A erliquiose canina é uma doença séria, mas com atenção aos sintomas, medidas preventivas e visitas frequentes ao veterinário, seu cão pode viver com segurança e saúde.</p>



<p>Na Cobasi, você encontra antiparasitários, <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260707_vis_geral_erliquiose_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">itens de higiene</a> e produtos para controle ambiental que ajudam a proteger toda a família contra a doença do carrapato. </p>



<p>Continue acompanhando o Blog da Cobasi para conferir mais conteúdos sobre saúde, prevenção e bem-estar animal.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Vida de Bicho | <a href="https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2022/02/erliquiose-canina-tem-cura-saiba-tudo-sobre-doenca-do-carrapato.ghtml">Erliquiose canina tem cura? Saiba tudo sobre a doença do carrapato</a></li>



<li>Cães &amp; Gatos |<a href="https://caesegatos.com.br/controle-rigoroso-dos-parasitas-e-essencial-para-prevenir-erliquiose-em-caes/"> Controle rigoroso dos parasitas é essencial para prevenir erliquiose em cães</a></li>



<li>Brazilian Journal of Health and Biological Sciences (BJHBS) | <a href="https://bjhbs.com.br/index.php/bjhbs/article/view/86/84">Erliquiose canina: uma ameaça multissistêmica em clínica de pequenos animais</a></li>



<li>Instituto Butantan |<a href="https://repositorio-api.butantan.gov.br/server/api/core/bitstreams/6ca73ec1-7631-47c5-a3c8-6dcd7b033ec6/content"> Erliquiose canina: revisão de literatura</a></li>



<li>PetMD | <a href="https://www.petmd.com/dog/conditions/infectious-parasitic/c_dg_ehrlichiosis">Erliquiose em cães: o que é, sintomas e tratamento</a></li>



<li>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Alagoas (CRMV-AL) | <a href="https://www.crmv-al.org.br/2013/08/02/erliquiose-canina-e-o-diagnostico-atraves-do-exame-de-sangue-hemograma/">Erliquiose canina e o diagnóstico através do exame de sangue, hemograma</a></li>



<li>Royal Canin Portal Vet | <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/erliquiose/">Erliquiose canina: conheça a doença e saiba como diagnosticar e tratar</a></li>



<li>Universidade de São Paulo (USP) |<a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-21062024-144619/pt-br.html"> Avaliação de possibilidades de dispersão passiva do carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato na cidade de São Paulo</a></li>



<li>Pubvet | <a href="https://www.pubvet.com.br/uploads/756b064b8abc1e8b79199cfa5cea2a33.pdf">Erliquiose x Babesiose canina: relato de caso </a></li>



<li>PubMed Central | <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9863373/">Erliquiose em cães: uma revisão abrangente sobre o patógeno e seus vetores, com ênfase nos países do sul e leste da Ásia</a></li>



<li>Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) |<a href="https://crmvsp.gov.br/cachorros-e-gatos-podem-e-devem-doar-sangue/"> Cachorros e gatos podem e devem doar sangue</a></li>



<li>Scielo Brasil | <a href="https://www.scielo.br/j/aabc/a/LKZsNx65LLW4rNBdLNLc9kB/?lang=en">Estudo molecular de Anaplasma platys e Ehrlichia canis em cães de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil</a></li>
</ul>
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		<title>Inflamação da glândula adanal em cachorro: como identificar, tratar e prevenir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se o seu cachorro está arrastando o bumbum no chão, lambendo a região anal ou mordendo a base da cauda com frequência, é possível que ele esteja com algum problema</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/inflamacao-da-glandula-adanal-em-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-79083" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/inflamacao-da-glandula-adanal-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/inflamacao-da-glandula-adanal-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/inflamacao-da-glandula-adanal-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Se o seu cachorro está arrastando o bumbum no chão, lambendo a região anal ou mordendo a base da cauda com frequência, é possível que ele esteja com algum problema nas <strong>glândulas adanais</strong>.</p>



<p>Também chamadas de <strong>sacos anais</strong>, essas pequenas estruturas localizadas ao lado do ânus produzem uma secreção que ajuda na comunicação e marcação territorial dos cães.&nbsp;</p>



<p>Em geral, a secreção produzida pelas glândulas adanais é eliminada durante a evacuação.</p>



<p>Mas quando esse mecanismo falha, o conteúdo pode se acumular na região, favorecendo o surgimento de <strong>obstruções, inflamações, infecções e abscessos</strong>.</p>



<p>Um estudo organizado pela <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8749694/#B3-animals-12-00095" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidade de Utrecht</a> indicou que a incidência de <strong>doenças das glândulas anais em cães é relativamente comum, variando entre 4,9% e 12,5%</strong>.</p>



<p>Dentre elas, a <strong>inflamação da glândula adanal</strong> — chamada desaculite anal canina — é uma alteração frequente que pode causar dor, coceira e grande desconforto ao animal.</p>



<p>Felizmente, quando identificada precocemente, a condição tem um prognóstico favorável e diversas opções de tratamento veterinário.</p>



<p>A seguir, você vai entender como as glândulas adanais dos cães funcionam, quais fatores aumentam o risco de inflamação, como reconhecer os sintomas e como prevenir o quadro.</p>



<p>Boa leitura!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Guia rápido: inflamação na glândula adanal em cachorro</strong></h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">As glândulas adanais ajudam na comunicação e marcação territorial dos cães.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">A condição é multifatorial, mas o acúmulo de secreção é o principal responsável pelo surgimento da inflamação.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Arrastar o bumbum no chão, lamber a região anal e apresentar cheiro de peixe são sinais clínicos comuns.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Quando não tratada, a inflamação pode evoluir para infecções, abscessos e formação de fístulas (feridas) próximas ao ânus.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Com orientação veterinária, o tratamento da glândula adanal canina pode incluir esvaziamento das glândulas, antibióticos, anti-inflamatórios e terapias tópicas.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Uma dieta rica em fibras, suplementos para saúde intestinal e cuidados dermatológicos ajudam a reduzir recorrências.&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Procure ajuda profissional assim que identificar os sintomas da condição.</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p> </p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">O que são as glândulas adanais caninas?&nbsp;</h2>



<p>As <strong>glândulas adanais</strong>, apelido dado aos sacos anais caninos, são duas pequenas bolsas localizadas no lado esquerdo e direito do ânus, entre os esfíncteres internos e externos.</p>



<p>Em condições normais, essas estruturas não são visíveis externamente e medem cerca de 4 a 15 mm de diâmetro — praticamente o tamanho de um caroço de azeitona. (TOMA &amp; SCARFF, 2015).</p>



<p>As paredes das bolsas anais são revestidas por glândulas sebáceas e glândulas apócrinas, responsáveis pela produção de secreções, como suor e sebo.</p>



<p>Cada saco anal do cachorro também possui um pequeno <strong>ducto excretor </strong>que se abre na margem do ânus, aproximadamente nas posições de 4 e 8 horas em um relógio analógico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="723" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-1024x723.webp" alt="Infográfico comparando glândulas adanais caninas saudáveis e inflamadas" class="wp-image-79084" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-1024x723.webp 1024w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-300x212.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-768x542.webp 768w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-1536x1084.webp 1536w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-2048x1446.webp 2048w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-1200x847.webp 1200w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/infografico-glandula-adanal-cachorro-150x106.webp 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Diferentemente do saco escrotal, estrutura que abriga os testículos dos cachorros, <strong>tanto machos quanto fêmeas possuem glândulas adanais</strong>.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Para que a glândula anal do cachorro serve?</h3>



<p>A principal função da bolsa anal canina é armazenar e liberar o material produzido por essas glândulas — uma <strong>secreção amarelada </strong>com um odor forte e desagradável.</p>



<p>Esse líquido serve como uma espécie de assinatura química dos cães, desempenhando um papel importante no processo de marcação territorial e na comunicação dos pets.</p>



<p>De acordo com a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/08/140801_caes_traseiros_kb">BBC</a>, as secreções anais são o motivo pelo qual muitos cachorros cheiram o traseiro uns dos outros quando se encontram!</p>



<p>Através do odor liberado, os pets coletam informações sobre o outro animal, incluindo seu sexo, detalhes sobre sua alimentação e até seu estado emocional.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que a glândula adanal dos cachorros inflama?</h2>



<p>Normalmente, a secreção produzida pelas glândulas adanais é eliminada naturalmente quando o cachorro defeca, já que a passagem das fezes pelo ânus cria uma pressão na região.&nbsp;</p>



<p>Os cães também podem liberar o conteúdo involuntariamente quando estão assustados ou estressados, como uma forma de expressar o que estão sentindo.</p>



<p>O problema é que esse mecanismo nem sempre funciona como deveria.</p>



<p>E quando a <strong>drenagem da glândula adanal</strong> é prejudicada, a secreção fica retida nos sacos anais, aumentando o risco de obstrução, irritação local e inflamação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que causa inflamação na glândula adanal?</h3>



<p>A inflamação da glândula adanal é considerada uma condição multifatorial, ou seja, <strong>não existe uma única causa responsável pelo problema</strong>.&nbsp;</p>



<p>Segundo Kemper e Arias (2007), diferentes alterações podem favorecer o acúmulo de secreção nos sacos anais e desencadear o processo inflamatório, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aumento da quantidade de secreção produzida pelas glândulas adanais;</li>



<li>alterações na consistência da secreção, que pode se tornar mais espessa;</li>



<li>obstrução ou estreitamento dos ductos responsáveis pela drenagem;</li>



<li>alterações nos músculos e nervos envolvidos na contração anal.</li>
</ul>



<p>Além disso, a consistência das fezes também influencia a saúde da região.&nbsp;</p>



<p>Problemas intestinais em cães, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-diarreia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>diarreia recorrente</strong></a>, podem diminuir a pressão necessária para o esvaziamento natural das glândulas durante a evacuação.</p>



<p>A saculite anal é muito comum em cachorros, e segundo a <a href="https://todaysveterinarypractice.com/dermatology/canine-anal-sacculitis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Today’s Veterinary Practice</a>, a inflamação já representa cerca de <strong>12% de todas as doenças não infecciosas da pele</strong>.</p>



<p>A condição pode estar associada a diferentes fatores, como alterações nas fezes, dieta, obesidade, alergias de pele e predisposição racial. Ainda assim, a causa exata nem sempre é clara, já que há poucos estudos específicos sobre a origem da doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas de glândula adanal inflamada?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-glandula-adanal-inflamada.webp" alt="" class="wp-image-79081" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-glandula-adanal-inflamada.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-glandula-adanal-inflamada-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-glandula-adanal-inflamada-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A inflamação da glândula adanal pode causar coceira, desconforto ou dor na região anal.&nbsp;</p>



<p>Como consequência, muitos cães passam a adotar certos comportamentos na tentativa de aliviar a irritação causada pelo acúmulo de secreção.</p>



<p>Os <strong>sintomas comportamentais</strong> costumam ser os primeiros indícios de saculite, e incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>arrastar o bumbum no chão;</li>



<li>lamber excessivamente a região anal;</li>



<li>morder ou perseguir a própria cauda;</li>



<li>esfregar o traseiro em objetos;</li>



<li>apresentar desconforto ao sentar;</li>
</ul>



<p>Além das mudanças de comportamento, a inflamação também pode provocar <strong>alterações físicas visíveis ao redor do ânus</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>vermelhidão;</li>



<li>irritação perianal;</li>



<li>inchaço da região;</li>



<li>feridas e <a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dermatite</a>;</li>



<li>aumento de volume dos sacos anais;</li>
</ul>



<p>Outro sinal bastante característico da saculite canina é o <strong>odor intenso vindo do traseiro</strong>, que muitos tutores descrevem como um cheiro de peixe.</p>



<p>Em casos mais avançados, a secreção adanal do cachorro pode se tornar mais espessa, pastosa e apresentar uma coloração amarronzada, com a presença de sangue ou pus.&nbsp;</p>



<p>Alguns cães também apresentam tenesmo, dificuldade para defecar, <a href="https://blog.cobasi.com.br/sangue-nas-fezes-do-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sangue nas fezes</a>, perda de apetite, prostração e febre, especialmente quando há infecção secundária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como ajudar um cachorro com glândula adanal inflamada?</h3>



<p>A inflamação da glândula adanal é uma condição dolorosa. Por isso, <strong>você não deve tentar esvaziar, massagear ou pressionar o saco anal do pet em casa</strong>.</p>



<p>Além de aumentar a dor, o procedimento pode provocar lesões, agravar a inflamação e aumentar o estresse do animal.</p>



<p>Por conta da dor, mesmo cães normalmente dóceis podem reagir de maneira agressiva quando os tutores tentam tocar a região do saco anal inflamado.</p>



<p>Na dúvida, <strong>a melhor forma de ajudar o pet é procurar atendimento veterinário</strong>.</p>



<p>Enquanto aguarda o atendimento, o mais importante é evitar qualquer ação que possa aumentar o desconforto ou piorar a inflamação.&nbsp;</p>



<p>A tabela abaixo mostra quais cuidados podem ajudar o cachorro nesse momento e quais atitudes devem ser evitadas até a avaliação do médico-veterinário. Dê uma olhada:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center" colspan="2"><strong>Como ajudar um cachorro com glândula adanal inflamada</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que fazer</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que evitar</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">✅ Agendar um <strong>check-up veterinário</strong> o quanto antes</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">🚫 Tentar espremer ou empurrar as glândulas&nbsp;</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">✅ Monitorar sinais como dor, inchaço e dificuldade para defecar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">🚫 Fazer a limpeza das glândulas sem orientação profissional</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">✅ Tentar impedir que o animal cause mais danos à região perianal com lambeduras ou mordidas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">🚫 Aplicar pomadas, antissépticos ou medicamentos por conta própria</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&#8211;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">🚫 Forçar o manuseio de uma área dolorida</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">&#8211;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">🚫 Esperar que o problema desapareça sozinho</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Quais outros problemas podem afetar as glândulas adanais dos cães?</h2>



<p>Além da inflamação, outras condições podem afetar o saco anal dos cachorros, como a <strong>impactação, os abscessos e até alguns tipos de tumores</strong>.</p>



<p>Embora causem sintomas semelhantes aos da saculite — incluindo desconforto, inchaço e coceira anal — cada problema na glândula adanal do cachorro tem características próprias.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Impactação nas glândulas adanais</h3>



<p>A impactação acontece quando o acúmulo de secreção deixa a <strong>glândula adanal obstruída e aumentada</strong>, sem um processo de inflamação ativo.</p>



<p>Como o conteúdo fica mais espesso e difícil de eliminar, o pet costuma apresentar sinais de dor e desconforto leves.</p>



<p>A impactação das glândulas adanais caninas pode ocorrer em uma ou nas duas bolsas anais dos cachorros, mas o segundo caso costuma ser o mais comum.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Infecção ou abscesso nas glândulas adanais</h3>



<p>A inflamação pode deixar os <strong>sacos anais do cão</strong> mais vulneráveis à ação de bactérias.&nbsp;</p>



<p>Quando isso acontece, o quadro evolui para uma infecção bacteriana, caracterizada pelo acúmulo de pus e pelo agravamento da dor e do inchaço na região.</p>



<p>Com a progressão da infecção, a glândula pode desenvolver um <strong>abscesso </strong>— bolsa formada por pus e tecido inflamado —, e o animal apresentará os seguintes sintomas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>vermelhidão e aumento de volume ao redor do ânus;</li>



<li>secreção com sangue ou pus;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-esta-com-febre/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">febre</a>;</li>



<li>alopecia ou descoloração perto da abertura anal;</li>



<li>mau odor (cachorro com cheiro de peixe no traseiro).</li>
</ul>



<p>Em casos mais graves, o abscesso pode se romper e formar uma <strong>ferida aberta próxima ao ânus</strong>, condição conhecida como fístula drenante.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tumor de saco adanal</h3>



<p>Embora sejam menos comuns que a impactação e os abscessos, os tumores também podem afetar as glândulas adanais dos cães.&nbsp;</p>



<p>Segundo a <a href="https://www.petmd.com/dog/general-health/dog-anal-glands" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PetMD</a>, o tipo maligno mais conhecido é o <strong>adenocarcinoma de saco anal</strong>, neoplasia que causa sintomas gerais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>massa na região do ânus;</li>



<li>inchaço e desconforto na região perianal;</li>



<li>secreção anal;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-prisao-de-ventre/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">constipação</a>;</li>



<li>aumento de cálcio no sangue;</li>



<li>mudanças comportamentais (cachorro lambendo o traseiro ou cachorro esfregando o traseiro no chão).</li>
</ul>



<p>Como alguns tumores de saco anal apresentam um comportamento agressivo e podem se espalhar para outras regiões do organismo, o diagnóstico precoce é indispensável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como diferenciar inflamação, abscesso e neoplasia da glândula adanal?</h2>



<p>Os sintomas das doenças que afetam as glândulas adanais são parecidos, então é difícil identificar a causa exata apenas observando os sinais clínicos.&nbsp;</p>



<p>Sendo assim, o diagnóstico deve ser realizado por um veterinário com base em exames como ultrassonografia e citologia, que ajudam a diferenciar os <strong>problemas anorretais</strong>.</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Quadro</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Definição</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Nível de gravidade</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Achados na ultrassonografia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Achados na citologia</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Inflamação na glândula adanal (saculite)</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Inflamação da glândula adanal causada pelo acúmulo de secreção e irritação local.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Moderado. Pode evoluir para infecção quando não tratada.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Sacos anais aumentados, conteúdo inflamatório e paredes discretamente espessadas.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Presença de células inflamatórias e, ocasionalmente, bactérias.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Infecções ou abscessos na glândula adanal</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Infecção da glândula com acúmulo de pus e inflamação intensa.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alto. Pode causar ruptura da glândula e formação de fístulas (feridas abertas próximas ao ânus).</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Coleção heterogênea compatível com pus, podendo haver inflamação dos tecidos ao redor da glândula.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Grande quantidade de células inflamatórias, bactérias e restos celulares.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Neoplasias na glândula adanal</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crescimento anormal de células.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alto. Pode apresentar comportamento maligno e atingir outras áreas do corpo do animal.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Presença de massa sólida, vascularização anormal e contornos irregulares.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Células atípicas com características compatíveis com neoplasia maligna.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Vale lembrar que <strong>nem todo cachorro com coceira ou desconforto perianal está necessariamente com um problema nas glândulas adanais</strong>.</p>



<p>Alergias alimentares, dermatite atópica, <a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-alergica-a-picada-de-pulga/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dermatite alérgica à picada de pulga (DAPE)</a> e até algumas verminoses podem causar irritação, lambedura excessiva e desconforto ao sentar.</p>



<p>Na dúvida, procure um médico-veterinário para investigar a causa exata por trás dos sintomas e garantir o tratamento mais adequado para o seu cachorro.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais cães correm mais risco de desenvolver problemas na glândula adanal?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/sacos-anais-caninos.webp" alt="" class="wp-image-79085" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/sacos-anais-caninos.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/sacos-anais-caninos-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/sacos-anais-caninos-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Embora qualquer cachorro possa desenvolver inflamação nas glândulas adanais, alguns fatores parecem aumentar o risco de problemas na região. Os principais são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alergias de pele</h3>



<p>Em um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35866443/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo retrospectivo organizado pela revista Dermatologia Veterinária</a>, a dermatite atópica desencadeada por gatilhos alimentares e ambientais foi identificada como a comorbidade mais comum em cães com saculite anal. </p>



<p>Segundo os pesquisadores, a inflamação crônica da pele pode <strong>favorecer o estreitamento dos ductos dos sacos anais</strong>, dificultando a drenagem da secreção e aumentando o risco de impactação e inflamação na região.&nbsp;</p>



<p>Estudos mais recentes também identificaram <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38814946/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alterações na microbiota dos sacos anais de cães atópicos (disbiose)</a>, sugerindo que esses animais podem ter maior predisposição ao desenvolvimento da doença. (BERGERON et al. 2024)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Predisposição genética</h3>



<p>Algumas raças parecem apresentar maior&nbsp; predisposição a problemas nas glândulas adanais devido a <strong>características anatômicas e dermatológicas </strong>que favorecem o acúmulo de secreção nos sacos anais. Entre elas, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cocker Spaniel Americano ou Inglês;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/beagle?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Beagle</a>;</li>



<li>Labrador Retriever;</li>



<li>Poodle;</li>



<li>Cavalier King Charles Spaniel;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/chihuahua?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Chihuahua</a>;</li>



<li>Pinscher;</li>



<li>Lhasa Apso;</li>



<li>Shih Tzu;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/jack-russell-terrier%20?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jack Russell</a>;</li>



<li>Pastor Alemão;</li>



<li>entre outras. </li>
</ul>



<p>Nesses cães, fatores como ductos excretores mais estreitos, alterações no posicionamento dos sacos anais e maior predisposição a doenças de pele podem dificultar a drenagem natural, aumentando os riscos de obstrução, inflamação e infecções. (TOMA &amp; SCARFF, 2015)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qualidade das fezes</h3>



<p>A relação entre a saúde intestinal e os problemas nas glândulas adanais vem sendo observada há anos pelos pesquisadores.&nbsp;</p>



<p>Em um <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1748-5827.1976.tb06996.x" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo com cães diagnosticados com saculite anal</a>, 75% dos animais apresentavam histórico de <strong>diarreia frequente</strong> antes do surgimento dos sinais clínicos.</p>



<p>Os autores também observaram que muitos desses cães tinham fezes de má qualidade ou outros problemas relacionados ao trânsito intestinal.&nbsp;</p>



<p>Embora os resultados sugiram uma associação entre a qualidade das fezes e a inflamação, os pesquisadores destacam que <strong>esse achado não é observado em todos os casos</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Obesidade canina</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-gordo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">obesidade </a>também já foi investigada como um possível fator de risco para a saculite anal, mas os resultados dos estudos ainda são conflitantes.</p>



<p>Em uma <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/vde.13205" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa realizada na Suécia</a>, 63,6% dos cães com saculite apresentavam condição corporal considerada ideal, enquanto 36,3% estavam apenas acima do peso. </p>



<p>Já em um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35866443/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo conduzido nos Estados Unidos</a>, 54,8% dos cães diagnosticados com a doença apresentavam sobrepeso e apenas 9,7% eram considerados obesos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece se a inflamação na glândula adanal não for tratada?</h2>



<p>Sem o tratamento adequado, a inflamação da glândula adanal pode evoluir progressivamente e causar lesões cada vez mais dolorosas na região anal.</p>



<p>Uma das complicações mais comuns é a formação de <strong>abscessos</strong>, que podem aumentar de tamanho e sofrer ruptura.&nbsp;</p>



<p>Quando isso acontece, surge uma <strong>fístula </strong>— ferida aberta próxima ao ânus, geralmente acompanhada por secreção amarelada, esverdeada ou com sangue.</p>



<p>Além de aumentar o desconforto do animal, a presença de feridas e secreções pode atrair moscas e aumentar o risco de miíase, a famosa <a href="https://blog.cobasi.com.br/bicheira-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bicheira</a>. (JIMENO SANDOVAL et al., 2021)</p>



<p>Apesar das possíveis complicações, o prognóstico da inflamação da glândula adanal em cachorro costuma ser favorável, especialmente quando o diagnóstico é precoce.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico da inflamação da glândula adanal?</h2>



<p><strong>O diagnóstico da saculite anal canina deve ser feito por um médico-veterinário.</strong> Para isso, o profissional avaliará os sintomas apresentados pelo animal, seu histórico de saúde e os achados observados durante o exame físico da região anal.</p>



<p>Durante a consulta, é importante que os tutores relatem qualquer mudança de comportamento ou sinal de desconforto observado nos últimos dias, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>arrastar o bumbum no chão;</li>



<li>lamber ou morder a região anal;</li>



<li>perseguir a própria cauda;</li>



<li>desconforto ou relutância para sentar;</li>



<li>dificuldade para defecar;</li>



<li>sangue nas fezes;</li>



<li>secreção, pus ou sangramento próximo ao ânus;</li>



<li>odor forte vindo da região anal;</li>



<li>episódios recentes de diarreia ou outras alterações intestinais.</li>
</ul>



<p>Lembre-se de comentar quando e como os sintomas surgiram, além de seus possíveis gatilhos, como mudanças na alimentação, crises alérgicas ou episódios de diarreia.</p>



<p>Com base nessas informações, o veterinário poderá direcionar a investigação e descartar outras condições que causam sintomas semelhantes, incluindo <a href="https://blog.cobasi.com.br/verme-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">verminoses</a>, tumores, etc.</p>



<p>Após a conversa inicial, o veterinário examinará cuidadosamente a região perianal do cachorro em busca de sinais como vermelhidão, inchaço, dor, secreção e lesões.</p>



<p>A <strong>palpação das glândulas adanais</strong> e o exame retal também vão ajudar o profissional a identificar alterações como espessamento das paredes e mudanças na secreção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais exames ajudam a confirmar a condição?</h3>



<p>Em muitos casos, o exame físico e a palpação das glândulas adanais já fornecem informações suficientes para o diagnóstico da saculite anal em cachorro.&nbsp;</p>



<p>No entanto, o seu médico-veterinário pode solicitar exames complementares para confirmar a inflamação. Veja os principais:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Exame</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Para que serve</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que pode identificar</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Citologia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Analisa células e secreções coletadas da glândula adanal.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Inflamação, presença de bactérias, leveduras e alterações sugestivas de neoplasia.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Ultrassonografia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Avalia a estrutura interna dos sacos anais e dos tecidos ao redor.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Inflamação, abscessos, acúmulo de secreção e massas tumorais.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cultura bacteriana</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Identifica os microrganismos presentes em casos de infecção.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Bactérias causadoras da infecção.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Biópsia</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Avalia um fragmento de tecido em laboratório.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Confirmação de neoplasias.</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é o tratamento para glândula adanal inflamada?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-canina.webp" alt="" class="wp-image-79086" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-canina.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-canina-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-canina-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O tratamento da saculite anal canina geralmente envolve o esvaziamento das glândulas adanais e o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e medicamentos tópicos para cães.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Esvaziamento das glândulas adanais</strong>: procedimento no qual a secreção da glândula adanal é ordenhada manualmente. Deve ser realizado por um veterinário.<br></li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Antibióticos</strong></a><strong>: </strong>podem ser indicados quando há infecção bacteriana ou formação de abscessos. A escolha do medicamento depende da avaliação clínica.<br></li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/anti-inflamatorio?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Anti-inflamatórios</strong></a><strong> e </strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/analgesicos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>analgésicos</strong></a><strong>: </strong>ajudam a controlar a dor, reduzir o inchaço e aliviar o desconforto causado pela inflamação das glândulas adanais.<br></li>



<li><strong>Terapia tópica: </strong>pomadas anti-inflamatórias e antimicrobianas podem reduzir a inflamação, melhorar a drenagem e auxiliar na recuperação dos tecidos afetados, sempre com orientação veterinária.</li>
</ul>



<p>Em casos graves ou recorrentes, o médico-veterinário poderá indicar a<strong> cirurgia para remoção das glândulas adanais do cachorro</strong>.&nbsp;</p>



<p>O procedimento é delicado, já que os nervos que controlam os esfíncteres anais — músculos responsáveis pelo movimento de contração do ânus — estão próximos da área.</p>



<p>Segundo o <a href="https://www.sevenoakspet.com/blog/anal-gland-removal-handout/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hospital Veterinário Seven Oaks</a>, alguns cachorros podem apresentar fezes amolecidas ou incontinência fecal por uma a três semanas após a cirurgia.</p>



<p>Se o nervo for atingido, é possível que os cães sofram com incontinência fecal crônica.</p>



<p>Ainda assim, <strong>os animais costumam viver tranquilamente sem as glândulas adanais</strong>. Até porque a marcação de território não é tão importante para pets domésticos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando e como fazer o esvaziamento da glândula adanal do cachorro?</h3>



<p>O esvaziamento das glândulas é indicado em situações específicas, como impactação glandular, retenção de secreção e casos leves a moderados de inflamação.&nbsp;</p>



<p>Como a manipulação inadequada pode causar dor, lesões nos tecidos e até aumentar o risco de infecções secundárias, o procedimento só deve ser realizado por um veterinário.</p>



<p>Se o seu pet precisar de intervenções frequentes, <strong>o próprio veterinário ensinará como esvaziar a glândula adanal do cachorro</strong>.</p>



<p>O profissional é a única pessoa capaz de demonstrar a técnica correta e avaliar se o tutor está apto a realizá-la em casa, sem colocar o animal em risco.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como prevenir problemas nas glândulas adanais?</h2>



<p>Embora nem todos os casos possam ser evitados, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de obstruções, inflamações e infecções nas glândulas adanais dos cachorros.&nbsp;</p>



<p>Para isso, os tutores devem investir em três pilares básicos: alimentação equilibrada, controle de fatores predisponentes e acompanhamento veterinário regular.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alimentação rica em fibras</h3>



<p>Uma <strong>alimentação rica em fibras alimentares</strong> ajuda a manter as fezes firmes e volumosas, com a consistência adequada para o esvaziamento natural dos sacos anais caninos.</p>



<p>Dietas que promovem boa saúde intestinal e trânsito adequado das fezes também podem prevenir episódios de constipação e diarreia, fatores associados à saculite.</p>



<p>Para obter esses benefícios, é importante oferecer uma alimentação ajustada às características do seu cão, como idade, porte, nível de atividade e condições de saúde.&nbsp;</p>



<p>As rações Premium e Super Premium são as opções mais indicadas, pois oferecem nutrientes e fibras em quantidades adequadas para uma digestão saudável.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Suplementos para saúde gastrointestinal</h3>



<p>Quando recomendados por um veterinário, suplementos e vitaminas podem ser ótimos aliados de cachorros com alterações intestinais crônicas ou predisposição à saculite.</p>



<p>Entre as opções mais utilizadas estão os <strong>suplementos de fibras e os probióticos</strong>, que ajudam a equilibrar a microbiota intestinal e a manter o sistema digestivo funcionando.</p>



<p>Suplementos de ômega 3 e óleo de peixe também podem auxiliar no controle da inflamação, trazendo mais conforto para animais predispostos.</p>



<p>Como cada cachorro possui necessidades específicas, o protocolo de suplementação deve ser iniciado somente com orientação veterinária.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Controle de peso</h3>



<p>Como comentamos anteriormente, a obesidade pode ser considerada um fator de risco para a inflamação na glândula adanal dos cachorros.</p>



<p>Portanto, manter o cachorro em seu peso ideal é uma medida de prevenção importante.&nbsp;</p>



<p>Se o seu pet estiver acima do peso, converse com um médico-veterinário especialista em nutrição e siga o <strong>plano de emagrecimento</strong> proposto pelo profissional.</p>



<p>Além de ajustar as porções oferecidas, o veterinário poderá indicar rações light ou alimentos terapêuticos que ajudem o cachorro a atingir o peso ideal.</p>



<p>Para resultados ainda melhores, passeios, exercícios regulares e <a href="https://blog.cobasi.com.br/enriquecimento-ambiental-para-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">enriquecimento ambiental</a> também devem fazer parte da rotina.</p>



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<h3 class="wp-block-heading">Cuidados dermatológicos</h3>



<p>As doenças alérgicas dermatológicas podem servir como gatilho para problemas na glândula adanal dos cachorros.&nbsp;</p>



<p>Por isso, cães com dermatite atópica ou alergias alimentares precisam de atenção especial a cuidados como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/racao/racao-medicamentosa?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Uso de ração hipoalergênica</strong></a><strong>: </strong>quando recomendada pelo veterinário, ajuda a controlar crises alérgicas e reduzir a inflamação da pele.<br></li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antipulgas-e-carrapatos%20?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Controle de parasitas</strong></a><strong>: </strong>vermifugação periódica e o uso regular de antipulgas ajudam a evitar irritações que podem aumentar a coceira e o desconforto na região.</li>
</ul>



<p>Em relação à higiene, dê preferência a <strong>shampoos e produtos específicos para cães</strong>, evitando itens que possam ressecar ou irritar a pele do animal.&nbsp;</p>



<p>Também é importante manter a região perianal limpa e observar sinais de vermelhidão, coceira ou lambedura excessiva, especialmente se o pet tiver histórico de alergias.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Monitoramento constante</h3>



<p>Por fim, consultas veterinárias de rotina são a melhor forma de prevenir e identificar alterações nas glândulas adanais do cachorro com rapidez.</p>



<p>Durante essas avaliações, o profissional pode verificar sinais iniciais com agilidade, garantindo uma intervenção rápida e evitando complicações futuras.</p>



<p>Nas clínicas da <strong>Pet Anjo</strong>, você encontra médicos-veterinários preparados para acompanhar a saúde do seu pet e criar um plano de prevenção efetivo.</p>



<p><a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260706_vis_geral_glandula-adanal-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Procure a unidade mais próxima e mantenha os check-ups do seu cachorro em dia!</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre glândula adanal inflamada </h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-em-caes.webp" alt="" class="wp-image-79087" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/saculite-anal-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">A glândula adanal do cachorro pode estourar?</h3>



<p>Sim. Quando o acúmulo de secreção é muito alto ou a glândula adanal do cachorro desenvolve um abscesso, a pressão interna pode causar sua ruptura. Nesses casos, o tutor notará uma <strong>ferida aberta próxima ao ânus do animal</strong>.</p>



<p>O rompimento exige atendimento veterinário imediato, já que aumenta as chances de infecção secundária e pode causar danos graves à região.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como é o cheiro de glândula adanal do cachorro?</h3>



<p>Muitos tutores descrevem como um<strong> forte cheiro de peixe</strong>, geralmente percebido de forma repentina no animal, em móveis, camas ou outros locais onde o cachorro esteve.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais raças têm mais problemas nas glândulas anais?</h3>



<p>Algumas raças com predisposição às inflamações nas glândulas adanais são: Cocker Spaniel, Beagle, Cavalier King Charles Spaniel, Chihuahua, Poodle, Pinscher, Lhasa Apso, Shih Tzu, Jack Russell, Labrador Retriever e Pastor Alemão.</p>



<p>Acredita-se que essa predisposição esteja relacionada a <strong>características anatômicas e dermatológicas </strong>que favorecem a retenção de secreção nos sacos anais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro arrastando o bumbum é glândula adanal?</h3>



<p>Pode ser, mas nem sempre. O ato de arrastar o bumbum no chão é uma tentativa do cachorro de aliviar a coceira, pressão ou desconforto na região anal.</p>



<p>Problemas nas glândulas adanais são uma causa comum, mas um cachorro com coceira no ânus também pode estar sofrendo com vermes ou alergias.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A inflamação da glândula adanal tem cura?</h3>



<p>Sim. A maioria dos casos de glândula adanal inflamada pode ser tratada com o esvaziamento manual e o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, quando há prescrição do médico-veterinário.</p>



<p>No entanto, <strong>cães com predisposição costumam apresentar episódios recorrentes ao longo da vida</strong>.&nbsp;</p>



<p>Nesses casos, além de tratar a inflamação, é importante identificar e controlar fatores que favorecem o problema, como alergias, alterações intestinais e outras doenças associadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A saculite anal em cachorro pode voltar a ocorrer?</h3>



<p>Sim. Alguns cães podem desenvolver inflamação, impactação ou abscessos nas glândulas adanais de maneira crônica.</p>



<p>Especialistas acreditam que <a href="https://vcahospitals.com/know-your-pet/anal-sac-disease-in-dogs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fatores como obesidade, alergias de pele, diarreia, constipação e outras alterações na consistência das fezes</a> podem aumentar o risco de recorrência.</p>



<p>Se o problema voltar a acontecer, é importante investigar possíveis causas subjacentes com um médico-veterinário. Em alguns casos, o acompanhamento periódico e o esvaziamento regular das glândulas podem ser recomendados para reduzir a frequência das crises.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual o remédio para glândula adanal?</h3>



<p><strong>Não existe um único remédio indicado para todos os casos</strong>. O tratamento pode incluir antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e terapias tópicas, dependendo da gravidade da inflamação e da presença de infecções ou abscessos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pode retirar a glândula adanal do cachorro?</h3>



<p>Sim. A remoção cirúrgica pode ser indicada para cães com episódios recorrentes de inflamação ou abscessos que não melhoram com tratamentos convencionais.</p>



<p>Embora não seja a primeira opção terapêutica, o procedimento pode ser uma solução definitiva para cães que convivem com crises frequentes e desconforto crônico.</p>



<p>Ainda assim, <strong>a indicação deve ser feita pelo médico-veterinário</strong>, que avaliará os benefícios e os possíveis riscos do procedimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-saculite-anal.webp" alt="" class="wp-image-79082" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-saculite-anal.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-saculite-anal-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/07/cachorro-com-saculite-anal-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Agora que você já sabe os sinais de alerta e os fatores de risco da saculite anal canina, fica mais fácil buscar ajuda antes que o quadro evolua para complicações mais graves.</p>



<p>Se esse artigo te ajudou, envie para um amigo que também precisa saber sobre o assunto!</p>



<p>E se quiser aprender mais sobre alimentação, comportamento e saúde animal, continue explorando o Blog da Cobasi.&nbsp;</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>CORBEE RJ, WOLDRING HH, VAN DEN Eijnde LM, WOUTERS EGH. Um estudo transversal sobre doenças do saco anal canino e felino. Disponível em: <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8749694/#B3-animals-12-00095">Animais (Basileia)</a></p>



<p>TOMA, S.; SCARFF, D.H. Uma abordagem às doenças do saco anal. Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.2045-0648.2010.tb00034.x">Veterinary Nursing Journal</a></p>



<p>BBC | <a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/08/140801_caes_traseiros_kb">Por que os cachorros gostam de cheirar traseiros de outros cães?</a></p>



<p>KEMPER, B; ARIAS, M. V. B. Fístula perianal em uma cadela Pitt Bull: relato de caso. Disponível em: <a href="https://www.researchgate.net/publication/317913029_Fistula_perianal_em_uma_cadela_Pitt_Bull_Relato_de_caso">Revista Científica de Medicina Veterinária – Pequenos Animais e Animais de Estimação</a></p>



<p>Today’s Veterinary Practice | <a href="https://todaysveterinarypractice.com/dermatology/canine-anal-sacculitis/">Saculite anal canina: uma breve revisão com foco na literatura recente.</a></p>



<p>PetMD | <a href="https://www.petmd.com/dog/general-health/dog-anal-glands">Glândulas anais caninas: problemas comuns, tratamento e prevenção.</a></p>



<p>LUNDBERG A, KOCH SN, TORRES SMF. Tratamento local para saculite anal canina: um estudo retrospectivo de 33 cães. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35866443/">Veterinary Dermatology&nbsp;</a></p>



<p>BERGERON, C.C. et al. Microbiota bacteriana e citocinas pró-inflamatórias nas glândulas anais de cães atópicos tratados e não tratados: comparação com um grupo controle saudável. Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38814946/">PLOS One</a></p>



<p>HALNAN CR. O diagnóstico da saculite anal em cães. Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1748-5827.1976.tb06996.x">Journal of Small Animal Practice</a></p>



<p>HVITMAN-GRAFLUNDK, SPARKS T, VARJONEN K. Estudo retrospectivo do tratamento, desfecho, recorrência e doenças concomitantes em 190 cães com saculite anal. Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/vde.13205">Veterinary Dermatology</a></p>



<p>JIMENO SANDOVAL, J.C.; CHARLESWORTH, T., ANDERSON, D. Resultados e complicações da saculectomia anal para doença não neoplásica do saco anal em gatos: 8 casos (2006–2019). Disponível em: <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jsap.13414">Journal of Small Animal Practice</a></p>



<p>Hospital Veterinário Seven Oaks | <a href="https://www.sevenoakspet.com/blog/anal-gland-removal-handout/">Remoção das glândulas anais</a></p>



<p>VCA Animal Hospitals | <a href="https://vcahospitals.com/know-your-pet/anal-sac-disease-in-dogs">Doença das glândulas anais em cães</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/glandula-adanal-cachorro/">Inflamação da glândula adanal em cachorro: como identificar, tratar e prevenir</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
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