<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Saúde do cachorro: tudo o que você precisa saber - Blog da Cobasi</title>
	<atom:link href="https://blog.cobasi.com.br/category/cachorro/saude/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Aqui no Blog Cobasi você confere dicas sobre o universo dos pets</description>
	<lastBuildDate>Mon, 04 May 2026 15:06:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>

<image>
	<url>https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/11/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>Saúde do cachorro: tudo o que você precisa saber - Blog da Cobasi</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Cera preta no ouvido do cachorro: veterinária explica as causas e tratamentos indicados</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=24351</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cera preta no ouvido do cachorro costuma ser um motivo de preocupação para muitos responsáveis. E, de fato, a alteração é sinal de problemas. Afinal, em condições normais, o</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro/">Cera preta no ouvido do cachorro: veterinária explica as causas e tratamentos indicados</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro.webp" alt="Cera preta no ouvido do cachorro" class="wp-image-78371" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>A <strong>cera preta no ouvido do cachorro</strong> costuma ser um motivo de preocupação para muitos responsáveis. E, de fato, a alteração é sinal de problemas.</p>



<p>Afinal, em condições normais, o cerúmen canino não é visível ou aparece em pequenas quantidades, sempre naquela clássica coloração amarelada.</p>



<p>Quando a secreção escurece, coça e assume um odor forte, as chances de uma inflamação ter se espalhado pelo conduto auricular dos cães são altas. É a famosa <strong>otite</strong>!</p>



<p>De acordo com Lima et al. (2022), no Brasil, cerca de 5 a 20% dos cães atendidos em clínicas veterinárias são diagnosticados com otite; uma das principais causas de cera preta no ouvido.</p>



<p>Se não for tratada rapidamente, a <strong>infecção no ouvido do cachorro</strong> costuma evoluir para quadros mais graves e pode até provocar problemas neurológicos ou surdez.</p>



<p>Para te ajudar a entender as causas, o que fazer e como evitar essa situação, convidamos a <strong>veterinária Márcia Cavaleiro (CRMV/SP &#8211; 7936)</strong> para responder algumas perguntas!</p>



<p>Continue a leitura e descubra por que a cera do ouvido do cachorro fica preta, como limpar a região em casa e quando levar o animal a uma consulta veterinária com urgência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a cera de ouvido do cachorro?</h2>



<p>A cera de ouvido do cachorro, conhecida como cerúmen, é uma secreção natural rica em gordura que reveste o canal auditivo externo dos cães. (SAMPAIO, 2014)</p>



<p>E se você acha que ela serve apenas para ser retirada, está muito enganado!</p>



<p>Na verdade, a cera de ouvido canina atua em diferentes funções. A principal é <strong>proteger o canal auditivo do animal </strong>de sujeiras, parasitas e microrganismos.&nbsp;</p>



<p>O cerúmen também mantém a pele do pavilhão auricular hidratada e auxilia a imunidade local, já que possui anticorpos em sua composição. (MILLER et al., 2013)</p>



<p>Por isso mesmo, quando alergias, ácaros, fungos ou bactérias desencadeiam uma resposta inflamatória na região, a produção de cera canina aumenta e pode sofrer alterações.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tipos de secreção auricular canina e seus significados</h3>



<p>O cerúmen canino saudável geralmente apresenta uma tonalidade amarelada, é semimole, oleoso e aparece em pequenas quantidades.</p>



<p>No entanto, a presença de microrganismos, parasitas e outros agentes infecciosos pode causar mudanças na sua consistência e coloração.</p>



<p>Então, acredite ou não, a textura e a <strong>cor da cera de ouvido de um cachorro</strong> podem trazer pistas importantes sobre a saúde auricular do seu melhor amigo.</p>



<p>Veja como interpretar cada tonalidade de secreção auricular canina na tabela abaixo!</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cor da cera de ouvido</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Normalidade</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Possíveis condições</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cera de ouvido amarelo pálido ou castanho bem claro&nbsp;</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Normal em pequenas quantidades.&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Em excesso, pode indicar infecção de ouvido.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cera marrom no ouvido do cachorro</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">&nbsp;&nbsp;Não é normal e exige atenção</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode indicar presença de ácaros ou infecção por fungos, como a candidíase canina.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cera de ouvido vermelha-escura</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não é normal e exige atenção.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Indica possível sangramento por lesões, infestações de ácaros ou tumores auriculares.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Cera de ouvido preta</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não é normal e exige atenção.</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geralmente está associada à sarna otodécica ou infecções por fungos e bactérias.</td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong><em>Atenção:</em></strong><em> a tabela acima funciona como um guia de apoio inicial, mas não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Problemas otológicos podem apresentar sinais semelhantes e só são diagnosticados com segurança por um profissional.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que causa cera preta no ouvido do cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-limpar-ouvido-do-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-78373" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-limpar-ouvido-do-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-limpar-ouvido-do-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-limpar-ouvido-do-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Segundo a médica-veterinária Márcia Cavaleiro, <strong>a presença de cera preta no ouvido do cachorro nunca é normal</strong>.</p>



<p>Como explicamos anteriormente, o escurecimento do cerúmen do animal só acontece quando algo afeta o equilíbrio do seu canal auditivo. E isso não é nada bom!</p>



<p>Embora quase sempre esteja associada a quadros de otite em cachorro, a alteração pode surgir por diferentes motivos, incluindo excesso de umidade na região, infestações de ácaros e até tumores. Descubra um pouco mais sobre cada um deles.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Umidade no ouvido do cachorro</h3>



<p>Apesar de não causar diretamente o escurecimento das secreções no ouvido dos cães, a umidade é um dos principais<strong> </strong>fatores de risco para esse fenômeno.</p>



<p>Isso porque o acúmulo de água na região enfraquece a pele do canal auditivo, deixando a <strong>área mais sensível e vulnerável </strong>a agentes irritantes e infecciosos.</p>



<p>Com a barreira protetora comprometida, os microrganismos passam a se multiplicar com mais facilidade, aumentando as chances de inflamação e infecções. (SILVA, 2014)</p>



<p>Para piorar, hábitos comuns na rotina do animal podem favorecer o acúmulo de umidade no ouvido dos cães — e muitos responsáveis nem imaginam os riscos por trás deles!</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Situações simples do dia a dia, como deixar o animal tomar chuva, permitir que ele coloque a cabeça para fora do carro durante os passeios ou expor as orelhas ao vento direto, podem aumentar a umidade no conduto auditivo do animal e, consequentemente, favorecer o desenvolvimento de otites”, </em>explica especialista entrevistada.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Otite bacteriana em cachorro</h3>



<p>A <strong>infecção no ouvido do cachorro </strong>também pode ser desencadeada por bactérias. E, neste caso, secreções escuras no canal auditivo são muito comuns.</p>



<p>O problema geralmente surge quando inflamações iniciais não são tratadas corretamente, alterando o ambiente do ouvido e favorecendo a multiplicação de bactérias.</p>



<p>Segundo Fonseca (2018), os principais agentes envolvidos neste tipo de infecção pertencem à família <em>Staphylococcus spp.</em> e <em>Streptococcus spp.</em>&nbsp;</p>



<p>De acordo com o estudo, a bactéria <em>Staphylococcus pseudintermedius</em>, por exemplo, é encontrada em 30% a 50% dos casos de <a href="https://blog.cobasi.com.br/otite-canina-externa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>otite externa em cães</strong></a>!</p>



<p><strong>Principais características da otite bacteriana em cães</strong></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Fator</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Descrição</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Causa</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Multiplicação de bactérias no ouvido após alteração do ambiente auricular</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Odor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Forte e desagradável</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Coceira</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Moderada a intensa</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Características da secreção</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Escura, espessa e com odor forte</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Otite fúngica em cães</h3>



<p>O excesso de certos tipos de <strong>fungos na orelha do cachorro</strong> é outra causa comum de cera negra e, geralmente, ela costuma acompanhar um odor ácido característico.</p>



<p>As <a href="https://blog.cobasi.com.br/malassezia-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leveduras do gênero <em>Malassezia</em></a> estão presentes na maioria dos cães e, em níveis controlados, fazem parte da microbiota normal da pele dos animais.</p>



<p>No entanto, desequilíbrios na região, provocados por aumento da umidade, calor, baixa imunidade, alergias ou doenças hormonais, podem fazer com que esses microrganismos se propaguem demais. (SANTIN, 2014)</p>



<p>Com o excesso de microrganismos, surgem sinais de inflamação e infecção no ouvido, como coceira, mau odor e aquela <strong>cera escura ou amarronzada</strong> característica.</p>



<p><strong>Principais características da otite fúngica em cães</strong></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Fator</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Descrição</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Causa</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Crescimento excessivo de fungos, como <em>Malassezia</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Odor</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Forte e particularmente ácido</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Coceira</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Frequente e persistente</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Características da secreção</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Escura ou marrom, oleosa e com aspecto pastoso, parecendo uma “borra de café”</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Sarna otodécica e ácaros de ouvido em cachorro</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/sarna-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sarna otodécica</a>, conhecida como sarna de ouvido ou otocaríase, também pode ser responsável por deixar o <strong>cachorro com o ouvido preto por dentro</strong>.</p>



<p>A infestação é causada pelo ácaro <em>Otodectes cynotis</em>, parasita envolvido em cerca de 5% a 10% dos casos de otite externa em cães. (HNILICA, 2011; SAMPAIO, 2014)</p>



<p>Coceira intensa, sacudir a cabeça com frequência e secreção amarronzada são sinais típicos da condição, que pode evoluir para infecções secundárias por bactérias e fungos.</p>



<p>Felizmente, a condição não possui caráter zoonótico e não oferece riscos aos humanos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A sarna de ouvido não é transmitida para pessoas, mas ainda pode infectar outros cães e gatos da casa. Por isso, é importante identificar a infestação e iniciar o tratamento o mais rápido possível”,</em> alerta a médica-veterinária Márcia.</p>
</blockquote>



<p><strong>Principais características da sarna otodécica em cães</strong></p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Fator</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Descrição</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Causa</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Infestação por ácaros, principalmente <em>Otodectes cynotis</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Odor</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode ser leve ou ausente no início</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Coceira</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Intensa</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Características da secreção</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Escura e seca</td></tr></tbody></table></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Pólipo ou tumor na orelha do cachorro</h3>



<p>Embora sejam incomuns, <a href="https://blog.cobasi.com.br/tumor-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tumores e pólipos no canal auditivo</a> podem estar por trás de um <strong>ouvido do cachorro com cera preta,</strong> principalmente em animais idosos. (SILVA, 2014)</p>



<p>De acordo com Gregório (2013), a maioria das neoplasias na orelha dos cães é benigna e surge em forma de massas que crescem dentro do pavilhão auricular.</p>



<p>Ainda assim, sua localização impede a ventilação e drenagem da região, deixando o ouvido abafado e favorecendo o acúmulo de cerúmen e o surgimento de infecções secundárias.</p>



<p>Por isso, os quadros geralmente acompanham <strong>sinais clínicos semelhantes aos da otite bacteriana</strong>, como coceira, odor fétido e secreção escura.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais outros sintomas podem estar associados à cera preta no ouvido do cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-preta.webp" alt="" class="wp-image-78369" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-preta.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-preta-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-preta-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>A cera preta no ouvido do cachorro raramente aparece sozinha. Afinal, alterações no canal auditivo costumam desembocar em infecções — quadros que, por si só, causam sinais clínicos generalizados.</p>



<p>Um dos primeiros sintomas associados à alteração é a <strong>coceira no ouvido do cachorro</strong>, que faz com que o pet chacoalhe muito a cabeça, coce as orelhas com as patas ou incline-se para o lado da orelha com a inflamação.</p>



<p>Em alguns casos, o animal pode choramingar, esfregar as orelhas no chão ou em móveis, ficar mais agitado, demonstrar desconforto ou evitar carinhos e toques na região por conta da dor. (SAMPAIO, 2014)</p>



<p>O <strong>mau cheiro no ouvido do cachorro</strong> também é um sinal comum e geralmente indica a presença de bactérias ou fungos.</p>



<p>Outras características observadas são vermelhidão, inchaço, descamação, feridas e <a href="https://blog.cobasi.com.br/alopecia-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">falhas na pelagem</a> (alopecia), localizadas próximas ao pavilhão auricular do pet.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como diferenciar quadros simples de quadros urgentes?</h3>



<p>Segundo a doutora Márcia Cavaleiro, <strong>qualquer alteração envolvendo a secreção do ouvido dos cachorros deve ser tratada como uma urgência.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A cera escura pode indicar uma infecção bacteriana ou fúngica mais grave, com uma evolução rápida. Por isso, o animal deve ser levado ao veterinário assim que os primeiros&nbsp; sintomas forem identificados”</em>, orienta a profissional.</p>
</blockquote>



<p>Conforme o quadro avança, a condição atinge estruturas mais profundas do ouvido, passando da parte externa para a média e a interna.</p>



<p>Os sintomas clínicos do pet também vão se tornando mais graves com o tempo, e os responsáveis podem notar os seguintes sinais em cada etapa:</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quadros iniciais e intermediários (otite externa e média)</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>prurido (cachorro coçando muito a orelha);</li>



<li>sacudir ou inclinar a cabeça;</li>



<li>alopecia (queda de pelos), vermelhidão, inchaço e feridas na região da orelha;</li>



<li>cera de ouvido escura e fedida;</li>



<li>dor ou desconforto localizado.</li>
</ul>



<h4 class="wp-block-heading">Quadros avançados (otite interna)</h4>



<ul class="wp-block-list">
<li>paralisia do nervo facial, ocasionando queda da pálpebra, lábio e narina;</li>



<li>relutância a mastigar ou dor ao abrir a boca;</li>



<li>desequilíbrio e dificuldade de locomoção;</li>



<li>surdez temporária.</li>
</ul>



<p>A otite interna é uma condição extremamente perigosa e pode comprometer a saúde do seu cachorro de maneira irreversível. Então, <strong>não espere os sintomas se intensificarem para levar o seu melhor amigo a um veterinário!</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais cachorros possuem predisposição à cera preta?</h2>



<p>Algumas características anatômicas típicas de certas raças aumentam as chances de otites e, como consequência, do acúmulo de cerúmen escuro.&nbsp;</p>



<p>O principal grupo de risco são os <strong>cães com orelhas caídas</strong>, como <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/basset-hound?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Basset Hound</a>, <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/beagle?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Beagle </a>e <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/cocker-spaniel-americano?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cocker Spaniel</a>. (FONSECA, 2018)</p>



<p>Isso acontece porque o formato pendular reduz a circulação de ar dentro do ouvido, retém umidade e eleva a temperatura local, criando o ambiente ideal para infecções.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como diagnosticar as causas por trás da cera preta em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-canina-externa.webp" alt="" class="wp-image-78375" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-canina-externa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-canina-externa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-canina-externa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Como comentamos, a presença de <strong>secreção preta no ouvido do cachorro</strong> geralmente está associada a quadros de otite canina. Mas só um veterinário pode confirmar esse diagnóstico!</p>



<p>Até porque, diversos agentes, como bactérias, fungos e ácaros, podem provocar a inflamação, e cada um deles precisa de uma abordagem terapêutica diferente.</p>



<p>Para chegar ao diagnóstico correto, os profissionais da medicina veterinária costumam fazer uma avaliação detalhada do ouvido animal e solicitar alguns exames específicos.</p>



<p>Conheça algumas etapas do processo!</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Anamnese completa</h3>



<p>A investigação começa com perguntas sobre o histórico do animal, incluindo o início dos sinais, a evolução do quadro e tratamentos anteriores — dados que ajudam o veterinário a levantar hipóteses sobre a origem da <strong>inflamação auricular em cães</strong>.&nbsp;</p>



<p>Durante o exame físico, o profissional também avalia possíveis sinais de dor no ouvido por meio de testes de manipulação da orelha, pressionando a região. (PEIXOTO, 2016).</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Otoscopia</h3>



<p>Depois, é hora de realizar a otoscopia, um exame clínico que permite a visualização do interior do canal auditivo dos cães.&nbsp;</p>



<p>Com ele, o profissional pode identificar alterações na coloração e consistência do cerúmen ou a presença de massas tumorais ou corpos estranhos na região.&nbsp;</p>



<p>O procedimento é feito com um otoscópio veterinário, instrumento parecido com o utilizado em humanos durante consultas pediátricas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Como os cães têm os condutos auditivos muito mais longos do que os humanos, o otoscópio veterinário possui um formato diferente, mas cumpre a mesma função do nosso. Com ele, conseguimos ver o tipo e a quantidade de secreção no ouvido do animal, além de pistas se a otite é aguda ou crônica, leve ou severa”</em>, explica a veterinária Márcia.</p>
</blockquote>



<p>Outro ponto positivo é que o exame ajuda a identificar causas estruturais da infecção, como pólipos ou outras formações no conduto auditivo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Citologia auricular</h3>



<p>A citologia auricular é um exame rápido e acessível solicitado por alguns profissionais para definir o <strong>tratamento para cera preta no ouvido do cachorro</strong> com precisão.</p>



<p>Nele, com a ajuda de um swab estéril, os veterinários coletam uma pequena amostra da secreção do ouvido do animal e analisam as populações microbiológicas da região.</p>



<p>Em casos mais graves ou quadros de otites recorrentes, o veterinário também recomenda o <strong>exame de cultura com antibiograma</strong>.</p>



<p>A cultura bacteriana ou fúngica identifica exatamente qual agente está causando a otite e qual medicamento (antibiótico ou antifúngico) será mais eficaz no tratamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Exame parasitológico de cerúmen</h3>



<p>Quando o profissional suspeita de sarna de ouvido, geralmente ele utiliza o exame parasitológico do cerúmen para confirmar a presença de ácaros.</p>



<p>A coleta é simples: uma pequena quantidade de secreção é retirada do canal auditivo com um swab, colocada em óleo mineral e analisada no microscópio. (DIENSTMANN, 2010)</p>



<p>Muitas vezes, os veterinários também conseguem <strong>ver os ácaros se movimentando</strong> durante a otoscopia, como pequenos pontos claros dentro do canal auditivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tratar cera preta em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/infeccao-no-ouvido-do-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-78374" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/infeccao-no-ouvido-do-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/infeccao-no-ouvido-do-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/infeccao-no-ouvido-do-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>O <strong>tratamento de ouvido em cachorro </strong>com secreção escura varia conforme a causa da inflamação e a gravidade de cada quadro.</p>



<p>Para casos mais leves, medicamentos tópicos aplicados diretamente no ouvido do animal já costumam resolver o problema.&nbsp;</p>



<p>Quadros mais graves, no entanto, podem exigir a associação de fórmulas sistêmicas, como <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antibióticos</a>, <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/anti-inflamatorio?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">anti-inflamatórios</a> e antifúngicos orais ou injetáveis. (CARVALHO, 2017)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como limpar cera preta no ouvido do cachorro em casa?</h3>



<p>A <strong>limpeza de ouvido de cachorro</strong> com produtos ceruminolíticos também é uma etapa importante do tratamento da otite, pois eles removem toxinas, enzimas e detritos acumulados e melhoram a ação dos remédios.</p>



<p>Como o procedimento é simples, às vezes, os veterinários podem orientar o responsável a realizar a higienização em casa.</p>



<p>Se este é o seu caso e você ainda tem dúvidas sobre o processo, não se preocupe!</p>



<p>Abaixo, a médica-veterinária Márcia Cavaleiro ensina um passo a passo simples e seguro para fazer a<strong> higienização do ouvido do cachorro </strong>do jeito certo!</p>



<h4 class="wp-block-heading">Checklist: como limpar o ouvido do cachorro com otite</h4>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Utilize o produto recomendado pelo médico-veterinário</strong></li>
</ol>



<p>Siga a recomendação do profissional e confirme se a solução pode ser usada dentro do canal auditivo, não apenas para a parte externa da orelha.</p>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li><strong>Aplique a solução com cuidado</strong></li>
</ol>



<p>Identifique a entrada do conduto auditivo e aplique uma quantidade generosa do produto até preenchê-lo por completo.</p>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li><strong>Massageie a base da orelha</strong></li>
</ol>



<p>Massageie suavemente a base da orelha por alguns segundos, como se estivesse fazendo carinho no animal. O movimento ajuda a misturar a solução com a cera e remover a sujeira.</p>



<ol start="4" class="wp-block-list">
<li><strong>Deixe o cachorro se acostumar e sacudir a cabeça</strong></li>
</ol>



<p>Após a aplicação, é normal (e até bom) que o pet chacoalhe a cabeça. Afinal, o reflexo ajuda a deslocar a secreção para fora do canal auditivo.</p>



<ol start="5" class="wp-block-list">
<li><strong>Remova secreções com um algodão umedecido</strong></li>
</ol>



<p>Enrole um pedaço de algodão no seu dedo indicador, umedeça com a solução e limpe o canal auditivo do animal até onde ele conseguir alcançar. Repita o movimento várias vezes enquanto estiver saindo secreção.</p>



<ol start="6" class="wp-block-list">
<li><strong>Finalize com algodão seco</strong></li>
</ol>



<p>Para concluir, faça a mesma limpeza com um algodão seco, removendo a umidade e deixando a região mais seca.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cuidados e contraindicações</h4>



<p>Mas atenção: assim como a limpeza correta do ouvido pode aliviar o desconforto dos cães com otite, técnicas ou ferramentas erradas podem piorar o quadro do seu melhor amigo.</p>



<p>Para a especialista, os <strong>principais produtos a evitar na hora de higienizar a orelha do seu cachorro</strong> são as hastes flexíveis e, por incrível que pareça, a água!</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“As hastes flexíveis (conhecidas como cotonetes) não devem ser usadas porque podem machucar muito o cão e fazer estrago grande no ouvido já sensibilizado. Os responsáveis também não devem aplicar nenhum tipo de água ou solução fisiológica no ouvido do animal, porque a umidade pode aumentar ainda mais as chances de otite”</em>, alerta a profissional.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece se a cera preta no ouvido do cachorro não for tratada?</h2>



<p>Ignorar a <strong>cera preta no ouvido do cachorro com cheiro forte</strong> pode levar à progressão da infecção e transformar um problema simples em uma condição crônica dolorosa.</p>



<p>Com o avanço da otite, a pele do ouvido tende a ficar mais espessa, escurecida e com crostas. A secreção fétida também pode acabar atraindo <a href="https://blog.cobasi.com.br/miiase-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">miíase </a>— a temida bicheira!</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Em casos crônicos e muito severos, pode ocorrer calcificação do canal auditivo e a única forma de aliviar a dor do animal é a cirurgia para remoção total do conduto auditivo, conhecida como ablação total do conduto auditivo”</em>, conta a veterinária Márcia.</p>
</blockquote>



<p>Além disso, quando a infecção se estende para regiões mais profundas do ouvido, há risco de perda auditiva e até surdez permanente. (SAMPAIO, 2014)</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como prevenir a cera preta no ouvido do cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-escura.webp" alt="" class="wp-image-78368" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-escura.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-escura-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-cera-escura-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>A presença de cera de ouvido preta em cães geralmente é consequência de inflamações ou infecções que poderiam ter sido evitadas com cuidados simples no dia a dia.&nbsp;</p>



<p>Por isso, é totalmente possível prevenir a condição adotando novos hábitos, como uma rotina de higiene adequada, observação e controle de parasitas. Veja algumas dicas!</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Limpe as orelhas do cachorro regularmente</h3>



<p>Limpar a orelha do seu pet com <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/otologicos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>produtos para higiene auricular canina</strong></a> de tempos em tempos removerá o excesso de cerúmen, sujeiras e microrganismos da região.</p>



<p>Assim, é possível evitar aqueles cheiros desagradáveis e ainda reduzir o risco de inflamações, alergias e infecções responsáveis pela cera preta.</p>



<p>Em geral, os profissionais recomendam que você <strong>limpe o ouvido do seu cachorro a cada 15 dias</strong>, mas alinhe a frequência ideal para o seu pet com um médico-veterinário!</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Mantenha o seu cão sempre seco</h3>



<p>A umidade é um dos principais gatilhos para infecções auriculares. Então, proteja o canal auditivo do seu cão durante o <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-dar-banho-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">banho </a>para prevenir que a água se acumule ali.</p>



<p>Após os mergulhos, lembre-se de <strong>secar toda a pelagem do animal com cuidado</strong>, incluindo na região da cabeça. Você pode usar uma toalha ou secador neste processo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Inspecione o ouvido do pet com frequência</h3>



<p>Durante os momentos de interação, aproveite para olhar a parte interna das orelhas do seu cão e tente identificar alterações, como secreção escura ou mau odor.&nbsp;</p>



<p>Verificar a região regularmente é uma ótima forma de localizar doenças e problemas em estágios iniciais, o que aumenta as chances de um tratamento mais simples.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Use antiparasitários</h3>



<p>O controle de ácaros é uma das formas mais eficazes de prevenir a chamada sarna de ouvido — condição que pode causar secreção escura e coceira intensa nos cães.</p>



<p>Felizmente, muitos <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antipulgas-e-carrapatos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">produtos antiparasitários</a> disponíveis no mercado protegem o seu pet deste tipo de parasita quando administrados de maneira regular.</p>



<p>Por isso, converse com o seu médico-veterinário e crie um <strong>plano de prevenção personalizado</strong> para o seu cachorro!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre cera preta no ouvido do cachorro</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-em-caes.webp" alt="" class="wp-image-78376" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/otite-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Por que a cera do ouvido do cachorro fica preta?&nbsp;</h3>



<p>A cera escura no ouvido do cachorro geralmente surge quando há excesso de umidade no canal auditivo do animal, o que favorece a proliferação de microrganismos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cera preta no ouvido do cachorro é sempre sinal de infecção?</h3>



<p>Não necessariamente. A coloração escura também pode ser desencadeada por ácaros que causam <strong>sarna otodécica</strong>. Seja como for, a coloração não é normal e precisa ser avaliada por um médico-veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como saber se o cachorro está com ácaro no ouvido?</h3>



<p>Coceira intensa e secreção escura com odor ácido são sinais comuns de ácaros no ouvido do cachorro. No entanto, a infestação só pode ser confirmada por um veterinário através da otoscopia ou do exame parasitológico do cerúmen.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Posso limpar o ouvido do cachorro com cera preta em casa?</h3>



<p>A limpeza pode ser feita se for indicada por um veterinário, mas isso não quer dizer que ela, sozinha, resolva totalmente o problema. O ideal é levar o animal a uma consulta antes de iniciar qualquer procedimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cera preta pode causar surdez?</h3>



<p>Sim. Quando associada a otites crônicas ou não tratadas, os animais podem sofrer danos sérios envolvendo a capacidade auditiva, incluindo a surdez.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/canal-auditivo-canino.webp" alt="" class="wp-image-78370" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/canal-auditivo-canino.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/canal-auditivo-canino-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/canal-auditivo-canino-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Como você viu, embora pareça algo simples, a <strong>cera preta no ouvido do cachorro</strong> pode esconder quadros de infecção dolorosos que exigem um tratamento rápido!</p>



<p>Por isso, qualquer alteração na cor, no odor ou na quantidade de secreção auricular do seu melhor amigo é um bom motivo para procurar avaliação veterinária.</p>



<p>Na Pet Anjo, empresa parceira da Cobasi, você encontra profissionais preparados para investigar a causa do problema e tratar o seu animal com segurança e responsabilidade.</p>



<p>Procure a unidade mais próxima, <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260504_vis_geral_cera-preta-no-ouvido-do-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agende um horário e cuide da <strong>saúde auditiva do seu cachorro</strong> com quem entende do assunto</a>!</p>



<p>Se quiser aprender mais sobre bem-estar, comportamento e saúde canina, você também pode continuar explorando os conteúdos aqui no Blog da Cobasi. Aproveite!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências:</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Universidade Federal de Santa Catarina |</strong> <a href="https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/203064/OTITE%20EXTERNA%20CANINA%20REVIS%C3%83O%20DE%20LITERATURA%20REPOSIT%C3%93RIO%20(1).pdf?sequence=1">Otite externa em cães: revisão de literatura</a></li>



<li><strong>Royal Canin Portal Vet |</strong><a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/guia-de-doencas/otite-externa-em-caes-e-gatos/"><strong> </strong>Otite externa em cães e gatos</a></li>



<li><strong>Royal Canin Portal Vet | </strong><a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/dermatologia/otite-em-caes/">Guia prático sobre otite em cães: do diagnóstico ao tratamento</a></li>



<li><strong>Gold Lab Vet | </strong><a href="https://www.goldlabvet.com/blog/otite-canina/">Otite canina: 7 atitudes simples para preservar a saúde auditiva do seu cão</a></li>



<li><strong>Ourofino Pet |</strong><a href="https://www.ourofinopet.com/dicas/importancia-da-limpeza-dos-ouvidos-dos-pets/"> Importância da limpeza dos ouvidos dos pets</a></li>



<li><strong>The Pet Lab Co. | </strong><a href="https://thepetlabco.com/learn/dog/health-wellness/dog-ear-wax-color-chart">Tabela de cores da cera de ouvido em cães: tipos, significados e tratamento </a></li>



<li><strong>PetMD | </strong><a href="https://www.petmd.com/dog/general-health/signs-of-dog-ear-infection">8 sinais de infecção de ouvido em cães: o que observar</a></li>



<li><strong>VCA Hospitals | </strong><a href="https://vcahospitals.com/know-your-pet/inner-ear-infection-otitis-interna-in-dogs">Infecção do ouvido interno (otite interna) em cães</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro/">Cera preta no ouvido do cachorro: veterinária explica as causas e tratamentos indicados</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/cera-preta-no-ouvido-do-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cachorro soltando muito pelo: entenda as principais causas e como resolver</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-soltando-muito-pelo/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-soltando-muito-pelo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:25:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Higiene]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=9511</guid>

					<description><![CDATA[<p>Se o seu cachorro está soltando muito pelo, você provavelmente já percebeu isso pela casa inteira: sofá, roupas, cama. E a dúvida é quase sempre a mesma: isso é normal</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-soltando-muito-pelo/">Cachorro soltando muito pelo: entenda as principais causas e como resolver</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/cachorro-soltando-muito-pelo-capa.webp" alt="tutor segurando muito pelo caído do cachorro" class="wp-image-68699" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/cachorro-soltando-muito-pelo-capa.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/cachorro-soltando-muito-pelo-capa-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/cachorro-soltando-muito-pelo-capa-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">A queda excessiva de pelo do animal pode indicar problemas de saúde do pet. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>Se o seu <strong>cachorro está soltando muito pelo</strong>, você provavelmente já percebeu isso pela casa inteira: sofá, roupas, cama. E a dúvida é quase sempre a mesma: isso é normal ou tem algo errado?</p>



<p>A verdade é que a <strong>queda de pelos faz parte da vida dos cães</strong>. Esse processo acontece para renovar a pelagem e pode ser mais intenso em algumas épocas do ano, dependendo da raça, do tipo de pelo e até do ambiente em que o animal vive.<br><br>O problema começa quando essa quantidade muda. Uma queda mais intensa, fora do habitual, pode estar ligada a fatores simples, como alimentação e rotina de cuidados, ou a condições que exigem atenção, como alergias, parasitas e alterações no organismo.</p>



<p>Ao longo deste conteúdo, você vai entender<strong> por que o cachorro solta tanto pelo</strong>, quando a queda deixa de ser normal e o que fazer para controlar o problema no dia a dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cachorro soltando muito pelo: é normal ou sinal de problema?</h2>



<p>Tudo depende de como essa queda acontece. De forma geral, a perda de pelos pode ser dividida em dois tipos:&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fisiológica</h3>



<p>A queda fisiológica faz parte do ciclo natural da pelagem, ou seja, é a renovação dos fios. Os mais antigos caem aos poucos, enquanto novos crescem no lugar, sem deixar falhas ou sinais na pele.</p>



<p>Esse padrão costuma aparecer com mais intensidade em épocas de mudança de temperatura, quando o organismo ajusta a proteção térmica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Patológica</h3>



<p>&nbsp;A queda patológica aparece de outra forma. Em vez de uma perda uniforme, surgem áreas ralas com falhas ou alterações visíveis, como vermelhidão e coceira.&nbsp;</p>



<p>A origem costuma estar associada a fatores específicos, como alergias, presença de parasitas ou alterações hormonais.</p>



<p>A seguir, veja como identificar quando a queda é esperada e quando é um sinal de alerta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a queda de pelo em cachorro é normal?</h2>



<p>A queda costuma ser normal quando ocorre de forma gradual, distribuída pelo corpo e sem alterações na pele. Nesse cenário, a pelagem apenas fica menos densa, sem falhas ou sinais de irritação.</p>



<p>Esse comportamento faz parte da <strong>muda de pelo, um processo natural em que os fios antigos são substituídos por novos</strong>. </p>



<p>Em alguns cães, essa troca acontece de forma mais perceptível ao longo do ano. Em outros, se concentra em períodos específicos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando acontece a troca de pelos em cães?</h3>



<p>A intensidade da queda varia conforme o tipo de pelagem: cães com dupla camada de pelo costumam soltar mais pelos em períodos específicos do ano, principalmente quando a temperatura começa a mudar.</p>



<p>Em épocas mais frias, o organismo desenvolve uma camada mais densa para proteção. Com a chegada do calor, esse excesso começa a cair, acompanhando a adaptação ao clima.</p>



<p>Cães com apenas uma camada de pelo também passam por renovação, mas de forma mais constante e menos concentrada em determinados períodos.</p>



<p>Os momentos em que a queda costuma ser mais intensa são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>no outono, quando o organismo se prepara para o frio;</li>



<li>na primavera ou início do verão, quando o pelo mais denso é eliminado.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Quais raças de cães são mais propensas a soltar pelos?</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/05/AdobeStock_430196988.webp" alt="husky no calor" class="wp-image-63917" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/05/AdobeStock_430196988.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/05/AdobeStock_430196988-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2024/05/AdobeStock_430196988-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>O volume de pelos faz parte do ciclo natural da pelagem, mas a intensidade varia bastante de acordo com a raça e o tipo de pelo.</p>



<p>Alguns cães têm uma pelagem mais densa, com presença de subpelo, o que favorece uma queda mais intensa ao longo do ano ou em períodos de troca. Entre as raças mais propensas, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Husky Siberiano;</li>



<li>Golden Retriever;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/tipos-de-pastor-alemao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pastor Alemão</a>;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/labrador-retriever?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Labrador Retriever</a>;</li>



<li>Chow Chow;</li>



<li>Malamute do Alasca;</li>



<li>Akita;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/sao-bernardo?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">São Bernardo</a>;</li>



<li>Collies;</li>



<li>Corgis.</li>
</ul>



<p>Outro ponto importante: o comprimento do pelo não define sozinho a quantidade de queda. Em muitos casos, cães de pelo curto têm uma pelagem mais densa e acabam soltando fios tanto quanto (ou até mais) que os de pelo longo, mas isso passa despercebido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o cachorro soltando pelo é preocupante?</h2>



<p>A queda deixa de ser normal quando aparece junto com outros sinais. <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-se-cocando-muito-e-se-mordendo/">Coceir</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-se-cocando-muito-e-se-mordendo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-se-cocando-muito-e-se-mordendo/"> frequente</a>, vermelhidão, feridas ou descamação indicam que algo pode estar fora do equilíbrio.<br><br>Mudanças no comportamento também merecem atenção, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-nao-quer-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">falta de apetite</a>, queda de energia ou um animal mais quieto do que o normal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as principais causas de cachorro soltando muito pelo?</h2>



<p>A intensidade da queda pode estar ligada a diferentes fatores, que envolvem desde a rotina do animal até questões de saúde. A seguir, veja as causas mais comuns e como cada uma delas pode afetar a pelagem dos cães.<br><br>Quando esse quadro aparece, a causa raramente é única. Em muitos casos, há uma combinação de fatores que afetam a saúde da pele e da pelagem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alimentação inadequada pode aumentar a condição da pelagem</h3>



<p>A pele protege contra sujeira, bactérias e variações de temperatura, e manter essa estrutura saudável depende diretamente dos nutrientes disponíveis no organismo.<br><br>Quando a dieta não fornece proteínas de qualidade, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais, o pelo enfraquece, perde resistência e fica mais quebradiço. Com o tempo, a queda se torna mais intensa e surgem sinais como ressecamento.<br><br>Uma pesquisa publicada na <a href="https://www.cell.com/heliyon/fulltext/S2405-8440(20)31608-X" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista <em>Heliyon</em></a> observou que cães alimentados com dietas balanceadas, ricas em proteínas de alto valor biológico, apresentaram melhora significativa na pelagem, com redução da queda e aumento do brilho.<br><br>O mesmo estudo aponta que ácidos graxos como <strong>ômega 3 e ômega 6 contribuem para a hidratação da pele e ajudam a reduzir processos inflamatórios</strong>, que muitas vezes estão por trás da queda excessiva.<br><br>Deficiências de nutrientes como zinco, vitamina A e biotina também estão diretamente associadas a problemas dermatológicos, incluindo coceira, caspa e perda de pelo fora do padrão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alergias podem causar problema na pele e pelagem dos cães</h3>



<p>Coceira constante e áreas sem pelo costumam ser os primeiros sinais de alergia, que podem surgir a partir de alimentos, poeira, pólen, produtos de limpeza ou até no uso de shampoos inadequados.<br><br>Ao se lamber ou se coçar com frequência, o cachorro acaba removendo os pelos e irritando ainda mais a pele, o que intensifica o problema.<br><br>Algumas <a href="https://blog.cobasi.com.br/alergia-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alergias</a> têm origem na alimentação, quando o organismo reage a determinados ingredientes como se fossem uma ameaça, ativando respostas inflamatórias na pele.<br><br>Também existem alergias ambientais, conhecidas como <a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-atopica-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dermatite atópica</a>. Diferente do que acontece em humanos, que costumam apresentar sintomas respiratórios, nos cães a reação aparece principalmente na pele.<br><br>Coceira intensa, feridas, áreas sem pelo e até mau odor podem surgir com o tempo, especialmente quando o quadro não é tratado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Parasitas como pulgas e ácaros provocam perda de pelo</h3>



<p><a href="https://blog.cobasi.com.br/como-acabar-com-pulgas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pulgas, carrapatos e ácaros</a> irritam a pele e causam coceira intensa. Com o tempo, esse desconforto leva à perda de pelos, principalmente nas regiões mais afetadas pelas picadas.<br><br>Também podem surgir vermelhidão, feridas e até infecções secundárias quando não há controle adequado.<br><br>Entre os quadros mais comuns está a <a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-alergica-a-picada-de-pulga/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dermatite alérgica à picada de pulga</a>, uma reação que pode ser desencadeada até por uma única picada em animais mais sensíveis.<br><br>Os ácaros também merecem atenção, já que algumas formas de sarna provocam inflamação, descamação e falhas na pelagem, podendo se espalhar por diferentes áreas do corpo.<br><br>Além da queda de pelo, em quadros mais avançados, surgem crostas, espessamento da pele e aumento do risco de infecções.<br><br>Quando há suspeita de parasitas, o diagnóstico correto depende de avaliação veterinária, já que cada tipo exige tratamento específico e controle contínuo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estresse também pode levar à queda excessiva de pelo</h3>



<p>Mudanças na rotina, no ambiente ou a falta de estímulos podem gerar <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-estressado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estresse no cachorro</a>. O efeito não fica só no comportamento e também afeta o funcionamento do organismo.</p>



<p><a href="https://share.google/EeYjW2F3E9b5AfZVU" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudos</a> mostram que o estresse prolongado pode alterar a produção de hormônios, como o cortisol, interferindo diretamente no ciclo de crescimento dos pelos. </p>



<p>Esse desequilíbrio favorece processos inflamatórios e enfraquece os folículos, o que pode aumentar a queda ao longo do tempo.</p>



<p>O animal pode passar a se lamber ou se coçar com frequência como forma de aliviar o desconforto, o que contribui ainda mais para a perda de pelo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alterações hormonais podem causar queda de pelo</h3>



<p>Alterações hormonais também estão entre as causas mais importantes, especialmente quando a queda é persistente e não melhora com cuidados básicos.</p>



<p>O <a href="https://blog.cobasi.com.br/hipotireoidismo-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hipotireoidismo</a>, por exemplo, é um dos quadros mais comuns em cães. A doença afeta a produção de hormônios pela tireoide e interfere no metabolismo, o que impacta diretamente a saúde da pelagem.</p>



<p>Além da queda de pelo, podem surgir outros sinais, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ganho de peso sem causa aparente;</li>



<li>redução da energia;</li>



<li>mudanças no comportamento;</li>



<li>problemas de pele associados.</li>
</ul>



<p>Algumas raças apresentam maior predisposição ao hipotireoidismo, como Golden Retriever, Doberman, Schnauzer, Dachshund e Cocker Spaniel.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer quando o cachorro está soltando muito pelo? </h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/tratamento-cachorro-soltando-muito-pelo.webp" alt="tutores aplicando antipulgas no cão" class="wp-image-68700" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/tratamento-cachorro-soltando-muito-pelo.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/tratamento-cachorro-soltando-muito-pelo-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/tratamento-cachorro-soltando-muito-pelo-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Investir em antiparasitários evita que o cão fique soltando muito pelo. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>Quando o cachorro começa a soltar muito pelo, o primeiro passo é observar o padrão da queda e, sempre que houver dúvida, buscar orientação veterinária.</p>



<p>Isso é importante porque a perda excessiva pode estar ligada a problemas de saúde que precisam de diagnóstico correto.<br><br>Depois de descartar causas clínicas ou iniciar o tratamento adequado, alguns cuidados na rotina ajudam a controlar a queda e melhorar a saúde da pelagem no dia a dia, como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Escovação regular ajuda a controlar a queda</h3>



<p>Manter a escovação em dia já reduz boa parte do pelo espalhado pela casa. Ao remover os fios soltos, a pelagem fica mais leve, alinhada e com aparência mais saudável.<br><br>A frequência varia conforme o tipo de pelo. Cães com pelagem mais densa ou com subpelo pedem mais atenção ao longo da semana, enquanto os de pelo curto costumam exigir menos manutenção.<br><br>Ter as ferramentas certas também facilita esse cuidado no dia a dia e deixa a rotina mais prática.<br><br>Entre os itens mais indicados para a escovação estão escovas específicas para cada tipo de pelagem, como <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza/escova-rasqueadeira?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rasqueadeiras, pentes e luvas de remoção de pelos</a>, que ajudam a retirar os fios soltos sem agredir a pele.<br><br>Esses acessórios contribuem para manter a pelagem mais saudável e o ambiente mais limpo. No pet shop online da Cobasi, é possível encontrar diferentes opções pensadas para cada tipo de pelo e necessidade de cuidado.<br><br>Se surgir dúvida sobre como escovar corretamente ou qual acessório usar, vale buscar orientação em conteúdos especializados. No Blog da Cobasi, tem um <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-escovar-o-pelo-do-meu-pet/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">guia completo</a> com tudo o que você precisa saber para cuidar da pelagem do seu cão.</p>



<p>Além disso, temos um episódio na TV Cobasi com dicas para cuidar da pelagem do seu cão. Dê o play!</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Escovação de pelos dos cães" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/tQYaac1AmYE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><br>Banhos e produtos adequados fazem diferença</h3>



<p><a href="https://blog.cobasi.com.br/banho-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Banhos</a> muito frequentes ou produtos inadequados podem deixar a pele mais sensível e comprometer a qualidade do pelo.<br><br>Usar <a href="https://blog.cobasi.com.br/melhores-shampoos-para-cachorros/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">shampoos desenvolvidos para cães ajuda a manter a hidratação natural da pele</a>. Quando a rotina está bem ajustada, a pelagem tende a ficar mais alinhada e resistente, sem necessidade de excessos.</p>


<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Confira as ofertas" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=shampoo"><h2>Shampoo para cachorro</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="9d459b8d6b" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">Reduzir o estresse também ajuda na saúde do pelo</h3>



<p>Mudanças na rotina, ambiente ou falta de estímulos podem afetar o organismo do cachorro e influenciar a queda. Manter uma rotina de passeios, atividades, interação e <a href="https://blog.cobasi.com.br/enriquecimento-ambiental-para-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">enriquecimento ambiental</a> ajuda a reduzir o estresse e contribui para o equilíbrio do animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Acompanhamento veterinário evita agravamento do problema</h3>



<p>Quando a queda não melhora ou passa a chamar mais atenção, a <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">avaliação veterinária</a> deixa de ser opcional.<br><br>A <strong>perda excessiva de pelo raramente tem uma causa única</strong>. Em muitos casos, diferentes fatores podem estar envolvidos ao mesmo tempo, o que torna difícil identificar o problema apenas pela observação em casa.<br><br>Durante a consulta, o veterinário começa avaliando o padrão da pelagem e da pele. Alterações como falhas, descamação, <a href="https://blog.cobasi.com.br/manchas-vermelhas-na-pele-do-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vermelhidão</a> ou mudanças na textura do pelo ajudam a direcionar a investigação e indicam quais caminhos seguir.<br><br>A partir dessa análise inicial, alguns exames podem ser necessários para identificar a origem da queda com mais precisão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>raspado de pele, usado para investigar a presença de parasitas, como ácaros;<br><br></li>



<li>análise dos pelos (tricograma), que avalia o ciclo e a saúde dos fios;<br><br></li>



<li>exames laboratoriais, que ajudam a identificar alterações hormonais ou nutricionais;<br><br></li>



<li>cultura fúngica, indicada quando há suspeita de infecções por fungos.</li>
</ul>



<p>Esse cuidado faz diferença porque muitos problemas apresentam sinais parecidos. Sem um diagnóstico correto, o tratamento pode não funcionar e a queda tende a continuar ou até se intensificar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar a queda excessiva de pelos no cachorro?</h2>



<p><strong>Prevenir a queda excessiva de pelos </strong>passa, principalmente, por manter uma rotina de cuidados consistente. Quando o organismo está equilibrado, a pelagem tende a se manter mais forte e com uma renovação dentro do esperado.</p>



<p>Alguns cuidados simples já ajudam a manter a queda sob controle:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/racao?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">oferecer uma ração completa e balanceada</a>;<br><br></li>



<li>manter a escovação regular conforme o tipo de pelagem;<br><br></li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antiparasitario?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">controlar pulgas, carrapatos e ácaros</a> de forma preventiva;<br><br></li>



<li>respeitar a frequência de banho e usar produtos adequados;<br><br></li>



<li>manter o acompanhamento veterinário em dia.</li>
</ul>



<p>Quando esses cuidados são mantidos ao longo do tempo, a tendência é que a queda de pelo se mantenha dentro do padrão normal do animal.</p>


<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Confira as ofertas" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=antiparasitario"><h2>Antiparasitário para cachorro</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="9d459b8d6b" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">A importância de garantir uma boa alimentação</h3>



<p>A alimentação é um dos pilares desse processo. Pelos mais resistentes dependem de nutrientes específicos, para se manter mais saudável e o ciclo de crescimento dos fios ocorrer de forma mais estável.<br><br>Na tabela abaixo, destacamos alguns nutrientes que têm papel direto nesse processo e ajudam a manter a pelagem dos cães saudável:</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><th class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Nutriente</strong></th><th class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Função na pelagem</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Proteínas de qualidade</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Formam a estrutura do pelo e ajudam na regeneração dos fios.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ômega 3 e Ômega 6</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Mantêm a hidratação da pele e reduzem inflamações.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vitaminas do complexo B</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Atuam na renovação celular e no funcionamento da pele.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Zinco</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Contribui para a cicatrização e proteção contra irritações.</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre cachorro soltando muito pelo</h2>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="547" height="365" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/12/cachorro-soltando-pelo.png" alt="cachorro que não solta pelo" class="wp-image-5588" style="object-fit:cover;width:709px;height:472px"/></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Existe uma época do ano em que os cães soltam mais pelo?</h3>



<p>A queda costuma ser mais intensa no outono e na primavera, principalmente em cães com pelagem mais densa.</p>



<p>Isso acontece porque o organismo ajusta a pelagem conforme a temperatura. Então, em períodos mais frios, os fios ficam mais encorpados. Já com a chegada do calor, parte desse volume é eliminada.<br><br>A intensidade pode variar conforme raça, ambiente e rotina do animal, então nem todos os cães seguem exatamente o mesmo padrão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais raças de cães soltam menos pelo?</h3>



<p>Algumas raças soltam menos pelo porque têm crescimento contínuo dos fios ou menor densidade de subpelo. Entre as mais conhecidas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/poodle?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Poodle</a>;</li>



<li>Schnauzer;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/Dachshund?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dachshund</a>;</li>



<li>Galgo;</li>



<li>Terriers, de forma geral.</li>
</ul>



<p>Mesmo sendo raças  que tendem a concentrar menos queda ao longo do ano, a manutenção continua sendo necessária. Escovação, higiene e cuidados regulares evitam nós, acúmulo de sujeira e problemas de pele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como tirar pelo de cachorro de roupa preta?</h3>



<p>Para remover os pelos de roupa preta, o mais prático é usar rolo adesivo, fita ou um pano levemente úmido, que ajudam a capturar os fios sem espalhar.</p>



<p>Roupas escuras costumam evidenciar mais os pelos por causa da eletricidade estática e da textura do tecido, o que facilita a fixação dos fios.<br><br>Para saber mais dicas, acesse o conteúdo: <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-tirar-pelo-de-roupa-preta/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">8 métodos eficazes para tirar pelo de roupa preta</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual ração ajuda a reduzir a queda de pelo?</h3>



<p>Rações completas, especialmente as <a href="https://blog.cobasi.com.br/racao-super-premium/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Super Premium</a>, ajudam a reduzir a queda ao fortalecer a pele e a estrutura dos fios.<br><br>São fórmulas desenvolvidas com proteínas de alto valor biológico, ácidos graxos e vitaminas que contribuem para uma pelagem mais resistente e equilibrada. <br><br>Os efeitos aparecem com o uso contínuo, dentro de uma alimentação adequada para o perfil do animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Filhotes também soltam pelo?</h3>



<p>Sim, filhotes soltam pelo durante a transição da pelagem inicial para a adulta. A troca costuma começar entre os quatro e seis meses de idade, mas pode variar conforme a raça e o tipo de pelagem.<br><br>Na maioria dos casos, trata-se de um processo esperado do desenvolvimento, sem relação com problemas de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Falta de vitaminas pode causar queda de pelo?</h3>



<p>Sim, a deficiência de vitaminas pode aumentar a queda de pelo. Nutrientes como vitaminas do complexo B, zinco e ácidos graxos são importantes para a renovação celular e a saúde da pele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo dura a troca de pelo do cachorro?</h3>



<p>A troca de pelo pode durar de algumas semanas até alguns meses. De modo geral, o tempo varia conforme a raça, o tipo de pelagem e o ambiente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como saber se é troca de pelo ou doença?</h3>



<p>A diferença está no padrão da queda e nos sinais associados. Na troca natural, o pelo cai de forma uniforme e sem alterações na pele. Agora em casos de doença, podem surgir falhas, coceira, vermelhidão ou mudanças no comportamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro soltando muito pelo: quando levar o cachorro ao veterinário?</h3>



<p>Procure um veterinário quando a queda for intensa, persistente ou diferente do habitual. A presença de falhas na pelagem, coceira constante, feridas ou alterações no comportamento indica a necessidade de avaliação profissional.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Todos os cães trocam pelo da mesma forma?</h3>



<p>Não, a frequência e o volume da queda variam bastante. Raças com pelagem dupla, como <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/husky-siberiano?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Husky</a> e <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/golden-retriever?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_cachorro-soltando-muito-pelo_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Golden Retriever</a>, costumam soltar mais pelo em períodos específicos.<br><br>Enquanto os cães com pelagem simples, como Yorkshire Terrier e Maltês, tendem a perder menos volume de uma vez, mas com mais regularidade ao longo do tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O ambiente influencia na intensidade da queda de pelo do cachorro?</h3>



<p>Sim, e esse é um fator que muita gente não considera. Temperatura, exposição à luz natural e até o uso de ar-condicionado ou aquecimento podem alterar o ciclo da pelagem.&nbsp;</p>



<p>Então, em ambientes internos, com pouca variação de clima, alguns cães acabam apresentando uma queda mais constante ao longo do ano.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/05/escovar-pelo-sofa.png" alt="Cachorro no sofá com pelos" class="wp-image-2547" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/05/escovar-pelo-sofa.png 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/05/escovar-pelo-sofa-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>O conteúdo te ajudou? No Blog da Cobasi, você encontra outros guias completos sobre saúde, comportamento e cuidados, sempre com orientações práticas para ajudar no bem-estar do seu pet. Até a próxima! </p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-soltando-muito-pelo/">Cachorro soltando muito pelo: entenda as principais causas e como resolver</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-soltando-muito-pelo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>9</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cachorro com problema renal: sintomas, causas e tratamentos para as principais nefropatias caninas</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-problema-renal/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-problema-renal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças de cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e cuidados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=15431</guid>

					<description><![CDATA[<p>As nefropatias caninas — nome dado às doenças associadas aos rins — são mais comuns do que a maioria dos responsáveis imagina. E o pior: elas geralmente se desenvolvem de</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-problema-renal/">Cachorro com problema renal: sintomas, causas e tratamentos para as principais nefropatias caninas</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-problema-renal.webp" alt="Cachorro recebendo água de uma pessoa ao ar livre, promovendo hidratação e bem-estar para o pet." class="wp-image-78163" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-problema-renal.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-problema-renal-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-problema-renal-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>As <strong>nefropatias caninas</strong> — nome dado às doenças associadas aos rins — são mais comuns do que a maioria dos responsáveis imagina. E o pior: elas geralmente se desenvolvem de maneira silenciosa até causarem estragos sérios na saúde dos animais.</p>



<p>Por isso, um <strong>cachorro com problema renal </strong>pode apresentar sintomas discretos no início, como o aumento do consumo de água e mais idas ao tapete higiênico.</p>



<p>Ainda assim, as nefropatias logo mostram sua gravidade, pois o comprometimento da função dos rins impede a filtragem do sangue e prejudica diversos órgãos dos animais.</p>



<p>Além disso, as alterações também impactam o equilíbrio de nutrientes e a produção de hormônios, comprometendo o funcionamento do organismo como um todo!</p>



<p>Em geral, a lesão renal aguda (LRA) e a doença renal crônica (DRC) são os distúrbios renais mais comuns entre os cães — e <a href="https://crmvsp.gov.br/como-prevenir-e-identificar-doencas-renais-nos-pets/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos indicam que um em cada dez cachorros desenvolverá a DRC</a> em algum momento da vida.</p>



<p>As nefropatias caninas são tão perigosas que, na medicina veterinária, o mês de março é dedicado à conscientização e prevenção dessas patologias. É o <strong>Março Amarelo Pet</strong>!</p>



<p>Mas, afinal, quais são as causas, os principais sinais e como tratar um cachorro com problema renal? A seguir, explicamos tudo o que você precisa saber sobre o tema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que são doenças renais?</h2>



<p>As <strong>nefropatias em cães</strong> são doenças que comprometem o funcionamento dos rins dos animais, afetando sua função excretora, reguladora ou endócrina.</p>



<p>De acordo com a CAPES, <a href="https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/1048761/2/EBOOK%20NEFROLOGIA%20VETERIN%C3%81RIA%20APLICADA%20EM%20C%C3%83ES%20E%20GATOS.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">as condições podem surgir de forma repentina ou evoluir lentamente</a>, dependendo da causa por trás do comprometimento.</p>



<p>E isso acontece por diferentes motivos, incluindo fatores congênitos, inflamatórios, tóxicos, imunológicos, infecciosos, ou degenerativos que provocam danos nas estruturas dos rins.</p>



<p>Mas, antes de entender as doenças renais mais a fundo, é importante saber <strong>onde fica o rim do cachorro</strong> e por que esse órgão é tão importante.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como o rim do cachorro funciona?</h3>



<p>Os rins dos cães ficam localizados na região lombar, próximos à coluna dos pets, e possuem um formato semelhante a um feijão. (KONIG; LIEBICH, 2016)</p>



<p>Dentro desses órgãos, existem cerca de 415.000 estruturas chamadas <strong>néfrons</strong>, que atuam como unidades de filtragem e conduzem a urina pelas vias urinárias.</p>



<p>Cada néfron possui glomérulos, responsáveis por filtrar o sangue, permitindo a passagem de água e solutos enquanto retêm componentes essenciais ao organismo. (KLEIN, 2014)</p>



<p>Além da filtragem, os rins também regulam o equilíbrio de líquidos e eletrólitos como sódio e potássio, ajudando a manter a estabilidade interna do corpo.</p>



<p>Outro ponto importante é que os órgãos possuem uma função endócrina, produzindo hormônios associados à regulação da pressão arterial sistêmica. (KLEIN, 2014)</p>



<p>Por isso, quando qualquer alteração nos rins acontece, o impacto vai muito além da urina, afetando diversos sistemas e comprometendo a saúde geral do animal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as principais nefropatias em cães?</h2>



<p>Muitas condições podem comprometer a <strong>função renal dos cães</strong>, mas elas geralmente se manifestam de duas formas principais: a Doença Renal Crônica (DRC) e a Lesão Renal Aguda (LRA). Veja as características e diferenças entre elas!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença Renal Crônica (DRC)</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-caes/">Doença Renal Crônica</a> é uma condição progressiva e irreversível definida pela perda contínua da capacidade de <strong>filtragem renal </strong>por um período superior a três meses.</p>



<p>Com o avanço do quadro, ocorre a redução do número de néfrons funcionais, o que sobrecarrega as outras estruturas do órgão. (ROSS, 2016)</p>



<p>Como consequência, o organismo passa a acumular <strong>toxinas no sangue</strong> e pode apresentar alterações como desequilíbrios eletrolíticos, acidose metabólica e anemia.</p>



<p>Para padronizar o diagnóstico e orientar o tratamento da Doença Renal Crônica, a International Renal Interest Society (IRIS) classifica a condição em 4 estágios diferentes com base em exames laboratoriais e sinais clínicos:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Estágio</strong></td><td><strong>Nível de creatinina</strong></td><td><strong>Características</strong></td><td><strong>Sinais clínicos</strong></td></tr><tr><td><strong>Estágio 1</strong></td><td>até 1,4 mg/dL&nbsp;</td><td>Creatinina normal e SDMA normal ou levemente aumentado, além de sinais iniciais como dificuldade de concentrar a urina e proteinúria (presença de proteína na urina).</td><td>Ausentes</td></tr><tr><td><strong>Estágio 2</strong></td><td>1,4 a 2,8 mg/dL</td><td>Creatinina normal ou levemente aumentada, com azotemia leve (aumento de substâncias tóxicas no sangue, como ureia), indicando a&nbsp; redução inicial da função renal.</td><td>Ausentes ou leves</td></tr><tr><td><strong>Estágio 3</strong></td><td>2,9 a 5,0 mg/dL</td><td>Azotemia moderada, com comprometimento mais avançado da função renal.</td><td>Presentes, em diferentes graus de gravidade</td></tr><tr><td><strong>Estágio 4</strong></td><td>acima de 5,0 mg/dL</td><td>Azotemia grave, com grande acúmulo de toxinas no organismo e perda significativa da função renal, podendo evoluir para falência renal.</td><td>Intensos, com risco de crises urêmicas (quando o excesso de toxinas afeta todo o organismo)</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Segundo o jornal Estadão, o <a href="https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/sera-que-seu-pet-apresenta-algum-sintoma-de-problema-renal/?" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diagnóstico da Doença Renal Crônica em cães costuma acontecer apenas quando já houve perda de cerca de 45% da função renal</a> dos animais.</p>



<p>Os sinais clínicos da condição também demoram para aparecer, e se tornam evidentes quando o comprometimento dos rins chega a aproximadamente 75%.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Lesão Renal Aguda (LRA)</h3>



<p>A Lesão Renal Aguda, anteriormente conhecida como <strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/insuficiencia-renal-em-caes/">insuficiência renal canina aguda</a></strong>, é caracterizada pela perda súbita da função dos rins, com evolução em poucas horas ou dias.</p>



<p>Diferentemente da Doença Renal Crônica, o quadro é potencialmente reversível, mas a gravidade depende da extensão da lesão e da rapidez do tratamento.</p>



<p>A principal origem do problema é a lesão dos túbulos renais, que reduz a filtragem do sangue e leva ao acúmulo de toxinas. (CORTADELLAS et al., 2014)</p>



<p>Embora o quadro seja grave, o prognóstico da Lesão Renal Aguda pode ser favorável quando o tratamento é bem-sucedido.</p>



<p>Ainda assim, <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/nefrologia/lesao-renal-aguda-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a condição às vezes deixa sequelas e aumenta o risco de desenvolvimento de doença renal crônica</a> ao longo do tempo, segundo a Royal Canin.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que causa problemas renais em cachorros?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/nefropatias-em-caes.webp" alt="Cachorro de raça pequeno sentado ao lado de tigela de comida e pote de medicamentos." class="wp-image-78168" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/nefropatias-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/nefropatias-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/nefropatias-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Assim como acontece com os humanos, os problemas renais em cachorros podem ser desencadeados por diferentes fatores, como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alterações congênitas, como a displasia renal</h3>



<p>Alterações congênitas são aquelas que já nascem com os animais. E por incrível que pareça, algumas delas podem ser responsáveis por <strong>distúrbios renais</strong> em cães.</p>



<p>Segundo o <a href="https://www.akc.org/expert-advice/health/renal-dysplasia-in-dogs/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">American Kennel Club</a>, a displasia renal, caracterizada por uma malformação que cria rins menores e com estruturas imaturas, é um desses exemplos.</p>



<p>Conhecida como displasia renal juvenil, a condição é grave e pode levar os animais ao óbito, especialmente os cachorros com mais de 5 anos.</p>



<p>Infelizmente, os sintomas associados geralmente são sutis e demoram para aparecer. Dependendo da gravidade, os cães recebem o diagnóstico só na fase adulta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Infecções, como a leptospirose</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/leptospirose-em-cachorro/">leptospirose </a>é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero <em>Leptospira</em>, que também afeta a função renal dos cachorros. </p>



<p>Sua transmissão ocorre pelo contato com água ou solo contaminados com urina de animais infectados. E o pior, a condição é considerada uma <a href="https://blog.cobasi.com.br/o-que-sao-zoonoses/">zoonose </a>e pode afetar humanos.</p>



<p>Após entrar no organismo, as bactérias Leptospira se espalham pela corrente sanguínea (leptospiremia) e atingem diversos órgãos dos pets, incluindo os rins.</p>



<p>Lá, a infecção provoca inflamações e lesões, podendo causar glomerulonefrite, hemorragias e outros danos estruturais sérios. (NAPOLEÃO &amp; CARLOS, 2022)</p>



<p>Entre os cães, <a href="https://www.zoetis.com.br/prevencaocaesegatos/posts/c%C3%A3es/leptospirose-um-problema-mais-pr%C3%B3ximo-do-que-voc%C3%AA-imagina.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a taxa de mortalidade da leptospirose é muito alta</a>, variando entre 70 a 90%, de acordo com a Zoetis. Logo, toda atenção é pouca.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uso de medicamentos que sobrecarregam os rins</h3>



<p>Alguns medicamentos podem causar danos nos rins dos cachorros, especialmente os antibióticos da classe dos aminoglicosídeos e os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).</p>



<p>Isso porque, quando utilizadas em excesso e sem orientação veterinária, as substâncias presentes em sua fórmula podem ter efeito nefrotóxico, ou seja, prejudicar a função renal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Intoxicação por alimentos ou substâncias perigosas</h3>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/intoxicacao-alimentar-em-cachorro/">ingestão de alimentos e substâncias tóxicas</a> é outra causa comum de lesões renais em cachorros. Então, preste atenção no que o seu pet anda comendo! </p>



<p>As<a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-pode-comer-uva/"> uvas e as passas</a> são um exemplo clássico e lideram a lista de alimentos proibidos para cães, já que mesmo pequenas quantidades das frutas podem prejudicar os rins.</p>



<p>Mas dietas com excesso de proteína também podem desencadear <strong>sintomas de um rim sobrecarregado</strong> em animais que já possuem predisposição renal.</p>



<p>No ambiente doméstico, produtos como alvejantes e amônia são outra fonte de preocupação, pois apresentam um alto potencial tóxico quando ingeridos ou inalados.</p>



<p>Fique de olho em plantas perigosas que você pode ter em casa. Os <a href="https://blog.cobasi.com.br/cuidar-de-lirios/">lírios</a>, por exemplo, costumam causar lesões renais em animais curiosos que ingerem suas estruturas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas de um cachorro com problema renal?</h2>



<p>Os problemas renais em cachorros são perigosos justamente porque são discretos e difíceis de diagnosticar em seus estágios iniciais.</p>



<p>Por isso, é importante que os responsáveis saibam identificar mesmo as menores alterações. Você deve ligar o alerta para problemas renais se o seu cão apresentar os seguintes sinais:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Emagrecimento e perda de apetite em cães</h3>



<p>Mudanças no comportamento alimentar podem ser um dos primeiros sinais de problemas renais, ainda mais se o animal passa a demonstrar menor interesse pela comida.</p>



<p>Geralmente, a <strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-nao-quer-comer-racao/">perda de apetite em cães</a></strong> está relacionada à diminuição da capacidade olfativa e gustativa, o que faz com que o ato de comer deixe de ser estimulante para o pet.</p>



<p>Com a redução da ingestão de alimentos, é comum que o cachorro com problema renal comece a emagrecer progressivamente, sem outras causas aparentes.</p>



<p>Um estudo publicado na revista Veterinary Medicine International mostrou uma <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2946592/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relação significativa entre a perda de peso e o risco de insuficiência renal em cães</a>.</p>



<p>De acordo com a pesquisa, a perda de 10 kg de peso pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento da doença em cerca de 50%.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Poliúria e mudanças na urina</h3>



<p>A <strong>poliúria é outro sintoma renal clássico </strong>e faz com que o cachorro passe a urinar muito, geralmente acima de 50 ml/kg/dia.</p>



<p>Por conta da grande produção de líquido, <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-incontinencia-urinaria/">o animal costuma fazer xixi com mais frequência</a> ao longo do dia e até durante a noite — quadro chamado de noctúria. Nesse caso, a urina do animal tende a ficar mais clara e diluída.</p>



<p>Durante as fases mais graves da doença renal, pode acontecer o oposto, com redução do volume urinário (oligúria) ou dificuldade para fazer xixi, conhecida como anúria.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sede excessiva</h3>



<p>Cães com problemas renais geralmente apresentam <strong>polidipsia</strong>, comportamento em que o pet bebe mais água do que o normal, chegando a 100 ml/kg/dia. (RUIZ et. al., 2002)</p>



<p>A sede excessiva acontece devido ao desequilíbrio hídrico no organismo, causado pela redução do hormônio antidiurético (ADH).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Letargia em cães</h3>



<p>A letargia se manifesta por meio de sono excessivo, fadiga e falta de disposição ou energia para atividades que antes eram comuns para o cachorro.</p>



<p>No caso da insuficiência renal, o quadro está relacionado à diminuição da <strong>eritropoietina</strong>, hormônio responsável pela produção de glóbulos vermelhos.</p>



<p>Sem ele, o transporte de oxigênio pelo organismo do animal fica prejudicado, o que provoca aquele cansaço anormal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Halitose urêmica</h3>



<p>O <a href="https://blog.cobasi.com.br/mau-halito-em-cachorro/">mau hálito intenso</a> é outro sinal comum de quadros renais. É a famosa <strong>halitose urêmica</strong>!</p>



<p>A condição está relacionada ao aumento de ureia no sangue, que altera a mucosa oral, causando um odor forte e desagradável.</p>



<p>Com a progressão da doença, podem surgir feridas na boca e na língua. Isso dificulta ainda mais a alimentação e agrava a perda de apetite do animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Náuseas e vômito em cachorro</h3>



<p>Alguns sinais digestivos também podem aparecer conforme as doenças que envolvem os rins dos animais avançam.</p>



<p>O <strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-vomitando/">vômito em cachorro</a></strong>, por exemplo, ocorre especialmente após as refeições, e está ligado ao acúmulo de toxinas no sangue.</p>



<p>Às vezes, o desequilíbrio afeta o trato gastrointestinal do animal e provoca náuseas e diarreia, contribuindo para a piora do estado geral do pet.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os fatores de risco para as doenças renais caninas?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/disturbio-renal-em-cachorro.webp" alt="Filhote de cachorro da raça Shar Pei com expressão curiosa e fofo, olhando pela janela em um ambiente interno aconchegante" class="wp-image-78165" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/disturbio-renal-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/disturbio-renal-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/disturbio-renal-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Embora todos os cães possam desenvolver problemas renais ao longo da vida, alguns têm mais predisposição ao quadro devido a características específicas.</p>



<p>Os fatores de risco para a insuficiência renal canina incluem aspectos genéticos, idade e até deficiências nutricionais, como explicaremos abaixo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Genética de algumas raças</h3>



<p>A predisposição genética é um dos fatores que aumentam o risco de <strong>doença renal em cachorro</strong>. Isso significa que certas raças podem desenvolver o quadro com mais frequência.</p>



<p>Segundo o médico-veterinário Marcio Thomazo Mota, <a href="https://crmvsp.gov.br/como-prevenir-e-identificar-doencas-renais-nos-pets/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevistado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP)</a>, as principais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/shar-pei?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">Shar Pei</a>;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/bull-terrier?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">Bull Terrier</a>;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/cocker-spaniel-ingles?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">Cocker Spaniel Inglês</a>;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/cavalier-king-charles-spaniel?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">Cavalier King Charles Spaniel</a>;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/west-highland-white-terrier?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">West Highland White Terrier</a>;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/boxer?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">Boxer</a>. </li>
</ul>



<p>Ainda assim, a ausência de pedigree não elimina o risco. Afinal, cães sem raça definida também podem desenvolver problemas nos rins ao longo da vida.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“É importante não descartar os animais sem raça definida – popularmente conhecidos como vira-latas”, </em>destaca Marcio Thomazo Mota.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Envelhecimento</h3>



<p>Com o passar do tempo, as estruturas renais sofrem um desgaste natural e perdem a eficiência na filtragem de toxinas, o que aumenta as chances de problemas.</p>



<p>Estudos indicam que <a href="https://vet.ufmg.br/clipping/envelhecimento-faz-aumentar-o-numero-de-casos-de-doenca-renal-cronica-em-pets/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pets com mais de 10 anos têm 81% de chances de apresentar sintomas da Doença Renal Crônica (DRC)</a>. Por isso é tão comum ouvir relatos de <strong>insuficiência renal em cachorros idosos</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dieta inadequada</h3>



<p>A alimentação influencia diretamente a saúde dos rins, e dietas com deficiências ou excessos podem sobrecarregar o organismo e favorecer o desenvolvimento da DRC.</p>



<p>Um dos nutrientes que exige muita atenção é o fósforo, já que a redução da função renal dificulta sua excreção e favorece o acúmulo no organismo.</p>



<p>O excesso desse mineral pode gerar complicações, como a diminuição da absorção do cálcio devido ao comprometimento da conversão da vitamina D pelo fígado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que as nefropatias em cães são tão perigosas? Quais são suas complicações?</h2>



<p>O grande risco das doenças envolvendo os rins é a forma como elas evoluem, já que a maioria dos quadros surge de uma hora para outra e sem fazer alarde.</p>



<p>Por conta disso, a <strong>insuficiência renal em cachorro</strong> acaba avançando sem sinais evidentes, o que dificulta a identificação precoce e atrasa o início do tratamento.</p>



<p>Um dos principais problemas é que os sintomas costumam aparecer tardiamente, quando os rins têm apenas cerca de 25% da sua capacidade funcional e os danos são irreversíveis.</p>



<p>Em quadros agudos, as alterações afetam o equilíbrio de líquidos e eletrólitos, gerando complicações como arritmias, hipertensão e vasculite. (DIEHL &amp; SESHADRI, 2008)</p>



<p>A pressão alta é uma das sequelas mais comuns em cachorros com problema renal — e <a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/67/o/2013_Nathalia_Bragato_Seminario1corrig.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos indicam que 50% a 93% dos cães renais desenvolvem a condição</a>. (WORONIK, 1998)</p>



<p>Com a progressão da doença, os danos são tão intensos que causam o colapso do sistema circulatório dos animais. É um comprometimento geral!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como os veterinários diagnosticam um cachorro com problema renal?&nbsp;</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-insuficiencia-renal.webp" alt="Exame veterinário em cachorro no consultório, com profissional usando luvas e máscara, em procedimento de avaliação de saúde do pet." class="wp-image-78162" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-insuficiencia-renal.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-insuficiencia-renal-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/cachorro-com-insuficiencia-renal-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>O diagnóstico de um cachorro com problema renal começa, muitas vezes, com uma boa conversa entre o responsável e o veterinário, momento conhecido como anamnese.</p>



<p>A avaliação clínica considera o histórico do animal e os sinais apresentados, o que firma as bases para as suspeitas iniciais sobre alterações nos rins.</p>



<p>Ainda assim, a confirmação das nefropatias exige exames laboratoriais e de imagem, que fornecem os dados necessários para a análise de marcadores renais. Os principais são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Urinálise e relação entre proteína/creatinina</h3>



<p>A urinálise é um exame essencial para avaliar o funcionamento dos rins, trazendo informações sobre a densidade, o pH e a presença de células ou proteínas no xixi do pet.</p>



<p>De forma geral, a densidade urinária indica a capacidade dos rins de concentrar a urina, e valores baixos persistentes geralmente sugerem perda de função renal. (POLZIN, 2013)</p>



<p>Já a análise do sedimento urinário ajuda a identificar inflamações, infecções ou alterações estruturais, por meio da presença de células, cristais e certos elementos.</p>



<p>Para avaliar melhor essa alteração, utiliza-se a relação proteína/creatinina urinária (UPC), que quantifica a perda de proteína e reduz a interferência da concentração urinária.</p>



<p>Valores elevados estão associados a maior risco de progressão das lesões nos rins e ajudam a guiar o tratamento do animal. (CORTADELLAS et al., 2010).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Exames de sangue em cachorro</h3>



<p>Os exames de sangue também são grandes aliados na investigação das doenças renais, avaliando a taxa de filtração dos rins e identificando alterações no organismo.</p>



<p>A <strong>ureia alta em cães</strong> e a <strong>creatinina elevada</strong> são os principais biomarcadores analisados, e refletem o acúmulo de substâncias no sangue do animal.</p>



<p>Mas apesar de ser muito utilizada na rotina clínica, a creatinina é um pouco limitada, já que só aumenta quando a perda da função renal já ultrapassou os 75%. (POLZIN, 2013)</p>



<p>A ureia, por sua vez, sofre influência de fatores como dieta rica em proteína ou alterações no trato gastrointestinal, então não é tão específica. (DIBARTOLA, 2012).</p>



<p>Para melhorar a detecção precoce dos problemas renais, os médicos-veterinários analisam o SDMA, um biomarcador mais sensível que se eleva quando há perda de 25% a 40% da função renal (GRAUER et al., 2018).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ultrassonografia e radiografia</h3>



<p>Os exames de imagem são indispensáveis para avaliar a estrutura e o funcionamento dos rins, ajudando a identificar alterações que não aparecem nos exames laboratoriais.</p>



<p>O <strong>ultrassom abdominal veterinário</strong> é o principal método utilizado pelos veterinários, pois permite analisar o tamanho, formato e textura dos rins dos animais com precisão.</p>



<p>Em geral, alterações como diminuição do órgão e contornos irregulares estão associadas a quadros crônicos, com presença de fibrose. (CARSTENS et al., 2019)</p>



<p>Por outro lado, o aumento do volume dos rins pode indicar lesões típicas do quadro de Lesão Renal Aguda em cães. (CHEW; SCHENCK; DIBARTOLA, 2016).</p>



<p>A ultrassonografia com Doppler complementa a avaliação ao analisar o fluxo sanguíneo nos rins, ajudando a identificar processos inflamatórios ou alterações circulatórias.</p>



<p>Já a radiografia atua como um exame complementar, muito útil para avaliar o tamanho dos rins e identificar alterações mais evidentes, como cálculos ou massas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual é o tratamento para um cachorro com problemas renais?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/doenca-renal-cronica-em-caes.webp" alt="Cachorro recebendo tratamento médico com tubos e monitoramento em uma clínica veterinária, destaque para o procedimento de recuperação de saúde do animal." class="wp-image-78166" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/doenca-renal-cronica-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/doenca-renal-cronica-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/doenca-renal-cronica-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>O tratamento das doenças renais em cães deve ser individualizado, já que cada caso apresenta necessidades e respostas diferentes ao longo da evolução da doença.</p>



<p>A definição do protocolo terapêutico leva em conta o estágio da condição, o estado clínico do animal e a presença de alterações metabólicas associadas.</p>



<p>Uma abordagem multifacetada, que combina diferentes estratégias, é a melhor forma de garantir a qualidade de vida do animal — já que muitas nefropatias não têm cura.</p>



<p>Via de regra, os três pilares para o tratamento de cachorros com problema renal são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamento com fluidoterapia</h3>



<p>Manter o animal bem hidratado é uma das primeiras medidas no manejo das doenças renais. Afinal, o que são os rins sem a água?&nbsp;</p>



<p>A <a href="https://blog.cobasi.com.br/fluidoterapia-em-caes/">fluidoterapia </a>ajuda a reduzir toxinas no organismo e contribui para o <strong>controle de eletrólitos</strong>, equilibrando o pH do sangue e melhorando a circulação renal.</p>



<p>É claro que a indicação depende da avaliação clínica, pois nem todos os pacientes precisam desse suporte em todos os momentos do tratamento.</p>



<p>Em quadros mais graves, a administração da fluidoterapia costuma ser intravenosa, enquanto casos estáveis podem ser conduzidos com aplicação subcutânea.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uso de medicamentos</h3>



<p>A presença de proteína na urina e o <a href="https://blog.cobasi.com.br/pressao-alta-em-caes/">aumento da pressão arterial</a> estão diretamente ligados à piora dos quadros renais, pois intensificam os danos na região.</p>



<p>Por isso, o tratamento de nefropatias às vezes inclui fármacos que reduzem a proteinúria e ajudam a controlar a pressão, diminuindo a sobrecarga dos rins.</p>



<p>Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), amlodipina e até o bicarbonato podem ser indicados, mas devem ser usados com prescrição veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nutrição veterinária</h3>



<p>Mudanças na alimentação também fazem toda a diferença no controle das doenças renais em cães, melhorando os sintomas e aumentando a qualidade de vida dos pacientes.</p>



<p>As fórmulas desenvolvidas para pets com problemas nos rins geralmente trazem proteínas controladas, controle de fósforo e uma dose extra de nutrientes como o ômega 3.</p>



<p>O objetivo é reduzir a sobrecarga renal, trabalhar contra a inflamação, preservar a função do órgão e prevenir a desnutrição, tornando o alimento mais palatável. (FREEMAN et al., 2016; SEGEVet al., 2020)</p>



<p>Na Cobasi, você encontra diversas opções de <strong>rações renais para cães</strong>, com a qualidade e a segurança que o seu melhor amigo merece.</p>



<p>Mas lembre-se de conversar com um médico-veterinário antes de oferecer o alimento ao seu pet. Afinal, uma dieta terapêutica para cães exige acompanhamento profissional.</p>



<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?hotsite=1040"><h2>Compre ração renal para cães com desconto</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="9d459b8d6b" /></div>



<h3 class="wp-block-heading">Monitoramento contínuo e retorno ao veterinário</h3>



<p>O acompanhamento regular é indispensável após o diagnóstico de doença renal, já que o quadro pode evoluir e gerar complicações sérias ao longo do tempo.</p>



<p>Consultas periódicas e exames de sangue e urina são importantes para avaliar a resposta do animal ao tratamento e ajustar a terapia medicamentosa e nutricional.</p>



<p>Por isso, já sabe: <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">leve o seu pet ao veterinário regularmente</a>, ao menos uma ou duas vezes ao ano, conforme a orientação do profissional. Assim, seu cachorro pode viver mais e melhor!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Março Amarelo: mês da conscientização e prevenção das doenças renais em cães e gatos</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/marco-amarelo-pet.webp" alt="Cachorro Labrador retriever sorridente com língua de fora, usando bandana amarela, no campo de flores amarelas sob luz solar." class="wp-image-78167" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/marco-amarelo-pet.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/marco-amarelo-pet-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/marco-amarelo-pet-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Para conscientizar os responsáveis sobre os riscos das doenças renais em cães e gatos, o mês de março virou símbolo da campanha <strong>Março Amarelo Pet</strong>.</p>



<p>A data foi escolhida por conta do Dia Mundial do Rim, celebrado na segunda quinta-feira do mês pela Sociedade Internacional de Nefrologia.</p>



<p>O objetivo da iniciativa é alertar os responsáveis sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de problemas renais — tão comuns nas clínicas veterinárias.</p>



<p>No Brasil, <a href="https://crmvsp.gov.br/como-prevenir-e-identificar-doencas-renais-nos-pets/">o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo</a> destaca que a atenção aos sinais e causas faz diferença na saúde e no bem-estar dos animais.</p>



<p>Por isso, durante esse período, o foco está em incentivar hábitos saudáveis!</p>



<p>Afinal, com o envelhecimento, é esperado que a função renal diminua, mas esse processo tende a ser mais lento em animais que recebem cuidados adequados desde cedo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como prevenir problemas renais em cães?</h3>



<p>A melhor forma de prevenir doenças renais em cachorros é manter check-ups periódicos com o médico-veterinário, especialmente a partir dos 4 a 6 anos de idade.</p>



<p>Assim, qualquer alteração é identificada rapidamente, antes de se tornar irreversível!</p>



<p>Garantir um ambiente limpo e adequado para que o pet possa fazer suas necessidades também contribui para a saúde urinária dos animais e evita complicações associadas.</p>



<p>Depois, assim como acontece com os humanos, é importante estimular hábitos saudáveis para manter os cachorros fortes e bem longe de doenças.</p>



<p>Por isso, o <a href="https://crmvpa.org.br/marco-amarelo/">Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Pará</a> recomenda alguns cuidados preventivos simples, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estimular a ingestão de água, mantendo os <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/acessorios-para-alimentacao/bebedouro?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">bebedouros</a> limpos e acessíveis.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Incentivar atividades físicas, passeios e brincadeiras.<br></li>



<li>Oferecer uma alimentação rica e balanceada, com rações Super Premium indicadas para a faixa etária e porte dos cães.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Realizar o <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antipulgas-e-carrapatos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas</a>.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manter a carteira de vacinação do pet atualizada.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Garantir um bom <strong>suporte renal veterinário</strong>, com consultas regulares ao profissional.</li>
</ul>



<p>Ao adotar esses hábitos, você diminui as chances de problemas renais e ajuda o seu pet a envelhecer com mais saúde e qualidade de vida. Afinal, prevenir é sempre melhor que remediar!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre problemas renais em cachorros</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Qual o sintoma de problema renal no cachorro?</h3>



<p>Os sinais mais comuns são perda de apetite, aumento da ingestão de água, emagrecimento, apatia, aumento da micção (idas ao banheiro) e episódios de vômito.&nbsp;</p>



<p>Mas atenção: as alterações renais podem surgir de forma discreta. Por isso, é importante observar mudanças no comportamento e na rotina do pet com atenção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um cachorro com insuficiência renal sente dor?</h3>



<p>Um <strong>cachorro com insuficiência renal </strong>nem sempre apresenta episódios de dor, já que esse não é um dos principais sintomas da doença.&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, se o quadro envolver cálculos renais ou a obstrução do fluxo urinário, dor abdominal e dificuldade para urinar podem aparecer.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer com cachorro com problema renal?</h3>



<p>Se você suspeita que o seu cachorro está com um problema renal, não perca tempo e leve o animal ao médico-veterinário para avaliação imediata.</p>



<p>Quando os sintomas começam a aparecer é sinal de que o órgão já está bastante debilitado e exige um tratamento rápido.</p>



<p>O cuidado pode envolver fluidoterapia, uma dieta específica com baixo teor de fósforo, hidratação adequada ou o uso de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260414_vis_geral_cachorro-com-problema-renal_geral_post">medicamentos</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro com problema renal tem cura?</h3>



<p>Alguns quadros, como a insuficiência renal aguda, podem ser reversíveis quando tratados precocemente — mas <strong>a Doença Renal Crônica não tem cura.</strong></p>



<p>Seja como for, o diagnóstico precoce ajuda a melhorar a qualidade de vida de um pet renal e aumentar a sobrevida dos cachorros.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que um cão renal não pode comer?</h3>



<p>A alimentação de um cachorro com problema renal deve ser cuidadosamente controlada para evitar sobrecargas nos rins.</p>



<p>Segundo o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hF5DToCfJlw" target="_blank" rel="noreferrer noopener">médico-veterinário Edgard Gomes, do canal ANPDog: Alimentação Natural para Dogs</a>, alguns alimentos normalmente liberados para cães devem ser evitados por pacientes renais, como abacate, <a href="https://blog.cobasi.com.br/pode-dar-banana-para-cachorro/">banana</a>, coco, <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-pode-comer-laranja/">laranja</a>, maracujá, melão e tangerina.</p>



<p>Ainda, a orientação profissional é indispensável para definir a dieta mais adequada para cada caso. Então, consulte o seu veterinário!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gostou do conteúdo?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/como-cuidar-de-cachorro-com-problema-renal.webp" alt="Mulher sorridente abraçando cachorra de apreciação ao ar livre, destacando a conexão emocional com animais e o amor pelos cães." class="wp-image-78164" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/como-cuidar-de-cachorro-com-problema-renal.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/como-cuidar-de-cachorro-com-problema-renal-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/06/como-cuidar-de-cachorro-com-problema-renal-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Cuidar de um cachorro com problema renal crônico vai exigir atenção, informação e acompanhamento profissional para toda a vida. <strong>Mas isso não é uma sentença de morte!</strong></p>



<p>Com os cuidados certos, paciência e muito amor, é possível reduzir o impacto da doença e garantir mais conforto para o pet no dia a dia. E nós queremos ajudar!&nbsp;</p>



<p>Aqui, no Blog da Cobasi, você encontra conteúdos completos sobre<strong> saúde, alimentação e bem-estar para cães renais</strong>. Continue explorando nossos artigos e descubra novas formas de cuidar do seu melhor amigo!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Universidade Federal de Goiás (UFG) | <a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/67/o/2013_Nathalia_Bragato_Seminario1corrig.pdf">Fisiologia renal e insuficiência renal aguda em pequenos animais: causas e consequências</a></li>



<li>Gold Lab Vet | <a href="https://www.goldlabvet.com/blog/nefropatia-em-caes/">Nefropatia em cães: 5 atitudes que podem salvar a vida do seu pet</a></li>



<li>CAPES |<a href="https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/1048761/2/EBOOK%20NEFROLOGIA%20VETERIN%C3%81RIA%20APLICADA%20EM%20C%C3%83ES%20E%20GATOS.pdf"> Nefrologia veterinária aplicada em cães e gatos</a></li>



<li>Royal Canin |<a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/nefrologia/marco-amarelo/"> Março Amarelo: conscientização sobre doenças renais em pets</a></li>



<li>CRMV-SP |<a href="https://crmvsp.gov.br/como-prevenir-e-identificar-doencas-renais-nos-pets/"> Como prevenir e identificar doenças renais nos pets</a></li>



<li>CRMV-PA |<a href="https://crmvpa.org.br/marco-amarelo/"> Março Amarelo</a></li>



<li>Blog Jorge P Conti |<a href="https://jorgeconti.com.br/cachorro-com-problema-no-rim-o-que-fazer/"> Cachorro com problema no rim: o que fazer?</a></li>



<li>G1 | <a href="https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/mundo-pet/noticia/2023/03/23/marco-amarelo-veterinaria-alerta-para-principais-causas-e-sintomas-de-doencas-renais-em-caes-e-gatos.ghtml">Março Amarelo: veterinária alerta para principais causas e sintomas de doenças renais em cães e gatos</a></li>



<li>Estadão | <a href="https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/sera-que-seu-pet-apresenta-algum-sintoma-de-problema-renal/">Será que seu pet apresenta algum sintoma de problema renal?</a></li>



<li>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | <a href="https://vet.ufmg.br/clipping/envelhecimento-faz-aumentar-o-numero-de-casos-de-doenca-renal-cronica-em-pets/">Envelhecimento faz aumentar o número de casos de Doença Renal Crônica em pets</a></li>



<li>Universidade Federal de Uberlândia (UFU) | <a href="https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/27962/1/Insufici%C3%AAnciaRenalCr%C3%B4nica.pdf">Insuficiência renal crônica em cães: uma abordagem em medicina veterinária integrativa e complementar relato de caso</a></li>



<li>PetMD |<a href="https://www.petmd.com/dog/slideshows/5-signs-kidney-disease-dogs"> 5 sinais de doença renal em cães</a></li>



<li>CRMV-SP |<a href="https://crmvsp.gov.br/insuficiencia-renal-em-animais-domesticos/"> Insuficiência renal em animais domésticos</a></li>



<li>Royal Canin | <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/nefrologia/doenca-renal-cronica-em-caes/">Doença renal crônica em cães: diagnóstico e tratamento</a></li>



<li>Anhanguera | <a href="https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/50244/1/NATHALIA_CASSANEGO_DE_ALMEIDA.pdf">Nefropatias em cães e gatos: etiologia e diagnóstico</a></li>



<li>Vets &amp; Clinics |<a href="https://vetsandclinics.com/pt/biblioteca/insuficiencia-renal-nos-caes-sintomas"> Insuficiência renal em cães: sintomas</a></li>



<li>American Kennel Club (AKC) |<a href="https://www.akc.org/expert-advice/health/renal-dysplasia-in-dogs/"> Displasia renal em cães</a></li>



<li>ESFA |<a href="https://www.esfa.edu.br/arquivo/TCCs/VETERIN%C3%81RIA/TCCs_2020/TCC_VETERINARIA_09.pdf"> Doença renal em cães: aspectos clínicos</a></li>



<li>Biosyn | <a href="https://www.biosyn.com.br/nuxcell/insuficiencia-renal-em-cachorros/">Insuficiência renal em cachorros e gatos: sintomas, diagnóstico e tratamento</a></li>



<li>Zoetis | <a href="https://www.zoetis.com.br/prevencaocaesegatos/posts/c%C3%A3es/leptospirose-um-problema-mais-pr%C3%B3ximo-do-que-voc%C3%AA-imagina.aspx">Leptospirose: um problema mais próximo do que você imagina</a></li>



<li>Royal Canin | <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/nefrologia/lesao-renal-aguda-em-caes/">Lesão renal aguda em cães: qual o papel da nutrição?</a></li>



<li>PubMed Central | <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2946592/">Estudo caso-controle dos fatores de risco associados à doença renal crônica em felinos e caninos</a></li>



<li>Canal ANPDog: Alimentação Natural para Dogs | <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hF5DToCfJlw">Cachorro doente renal: quais Frutas podem e não podem ser dadas? </a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-problema-renal/">Cachorro com problema renal: sintomas, causas e tratamentos para as principais nefropatias caninas</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-problema-renal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Berne em cachorro: o que é e como tratar esse parasita</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/berne-em-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/berne-em-cachorro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joe Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=3915</guid>

					<description><![CDATA[<p>A berne em cachorro é uma infestação causada pela larva da mosca berneira (Dermatobia hominis), que se instala sob a pele e forma pequenos nódulos com um orifício visível, um</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/berne-em-cachorro/">Berne em cachorro: o que é e como tratar esse parasita</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/berne-cachorro-1024x576.png" alt="Cachorro com colar elisabetano" class="wp-image-3916" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/berne-cachorro-1024x576.png 1024w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/berne-cachorro-300x169.png 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/berne-cachorro-768x432.png 768w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/berne-cachorro.png 1037w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A <strong>berne em cachorro</strong> é uma infestação causada pela larva da mosca berneira (<em>Dermatobia hominis</em>), que se instala sob a pele e forma pequenos nódulos com um orifício visível, um dos sinais mais característicos do problema.&nbsp;</p>



<p>Esse pequeno “furinho” funciona como uma via de respiração da larva e, em alguns casos, pode apresentar secreção ou até leve movimentação no local.</p>



<p>A condição, conhecida na veterinária como <strong>miíase furuncular</strong>, provoca dor, coceira intensa e inflamação. As lesões podem ser únicas ou múltiplas, e cada uma abriga uma larva que se alimenta do tecido do animal ao longo do desenvolvimento.</p>



<p>Mais comum em regiões quentes e úmidas, onde há maior presença de moscas, o <strong>berne pode afetar cães mesmo sem feridas aparentes</strong>. Por isso, reconhecer os sinais cedo faz toda a diferença para evitar complicações e iniciar o tratamento adequado.</p>



<p>A seguir, veja como reconhecer o berne no cachorro na prática e entender quando o problema exige atenção veterinária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como reconhecer o berne no cachorro? </h2>



<p>O <strong>berne em cachorro costuma aparecer como um</strong> <strong>caroço na pele com um pequeno furo no centro</strong>, que pode ter secreção ou até leve movimentação. Esse é o sinal mais característico da infestação.</p>



<p>No início, esse nódulo é pequeno, firme e com leve vermelhidão, o que faz muitos tutores confundirem com picadas ou irritações comuns. Com o passar dos dias, o caroço se torna mais elevado e definido, e o orifício central fica mais evidente.</p>



<p>Esse furo indica a <strong>presença da larva sob a pele</strong> e funciona como uma via de respiração, permitindo que o parasita receba oxigênio enquanto se desenvolve no local. Em alguns casos, há secreção discreta ou sensação de algo se movendo na região.</p>



<p>Mas, de modo geral, a evolução do berne costuma seguir um padrão visível:</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Fase</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como aparece na pele</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Nível de desconforto</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fase inicial</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Caroço pequeno, leve vermelhidão, sem alteração evidente</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Leve ou quase imperceptível</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fase intermediária</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Aumento do nódulo, presença de orifício central visível</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Incômodo frequente, lambedura constante</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fase avançada</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Secreção, odor forte e possível presença de múltiplos pontos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dor evidente, sensibilidade e alteração de comportamento</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mudanças no comportamento e outros sinais que ajudam a identificar o berne</h3>



<p>Nem sempre o berne chama atenção apenas pela aparência da pele. Em muitos casos, o primeiro sinal percebido no dia a dia é a mudança no comportamento do cachorro.</p>



<p>O cachorro pode começar a focar em uma região específica do corpo, lambendo ou mordendo com frequência. Isso acontece porque a presença da larva sob a pele causa irritação constante e sensação de coceira, conhecida como prurido.</p>



<p>Com o desenvolvimento da larva, o incômodo tende a aumentar. A movimentação no interior da pele pode deixar o animal mais sensível, inquieto ou até mais quieto, dependendo da intensidade da dor.</p>



<p>Alguns sinais mais sutis podem ajudar a perceber que o problema está evoluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>preferência por deitar ou evitar apoiar determinadas regiões do corpo;</li>



<li>mudanças no padrão de caminhada, mesmo sem mancar claramente;</li>



<li>tentativas frequentes de se esfregar em superfícies;</li>



<li>reação mais intensa ao toque em comparação ao normal.</li>
</ul>



<p>Quando o <strong>berne se localiza em regiões como as patas</strong>, o impacto fica mais evidente. O cachorro pode evitar apoiar o membro, caminhar com cuidado ou apresentar alteração na forma de andar.</p>



<p>Além disso, o quadro pode evoluir. A inflamação tende a aumentar, e o local pode apresentar dor mais intensa, secreção e até abertura da pele (ulceração).</p>



<p>Nessa fase, podem surgir complicações como formação de abscessos (acúmulo de pus), infecções bacterianas na região e infestação por outras larvas na mesma lesão (miíase secundária).</p>



<p>Por isso, mesmo quando o berne parece pequeno, o tratamento precoce é essencial para evitar agravamento e reduzir o desconforto do animal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-saber-se-o-cachorro-esta-com-berne">Como diferenciar berne de outras doenças de pele?</h2>



<p id="como-saber-se-o-cachorro-esta-com-berne">Nem toda lesão na pele do cachorro indica berne. Algumas condições apresentam sinais parecidos, como caroços, vermelhidão ou secreção, o que pode gerar confusão na hora de identificar o problema.</p>



<p>A seguir, veja alguns exemplos de doenças dermatológicas comuns que podem ser confundidas com berne e como diferenciar cada uma delas:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Condição</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Como aparece na pele</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>O que ajuda a diferenciar</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Berne (miíase)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Caroço elevado com furo central visível</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Pode haver secreção ou leve movimentação</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dermatite</a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vermelhidão difusa, pele irritada</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não forma nódulo com orifício</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/alergia-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Alergia</a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Coceira intensa, pele avermelhada ou com pequenas lesões</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Geralmente aparece em várias áreas do corpo</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Furúnculo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Nódulo inflamado com pus</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Não apresenta orifício respiratório nem larva</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/bicheira-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bicheira (miíase aberta)</a></td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Ferida aberta com múltiplas larvas visíveis</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Lesão maior e mais agressiva, sem nódulo fechado</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<p>Nas <strong>feridas infestadas em cachorro</strong>, a principal diferença está no formato da lesão. O berne forma um nódulo fechado com um ponto central, enquanto outras infestações costumam causar feridas abertas ou áreas maiores de destruição da pele.</p>



<p>Diante de dúvida, secreção intensa, crescimento rápido da lesão ou dor evidente, a<a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> avaliação veterinária é o caminho mais seguro</a> para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o veterinário confirma o diagnóstico?</h2>



<p>O diagnóstico começa com o exame clínico, que envolve o histórico do animal e a análise cuidadosa da pele.&nbsp;</p>



<p>Quando o quadro não está tão evidente ou há sinais de complicação, exames complementares podem ser indicados para entender melhor a situação, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>hemograma</strong>, que ajuda a avaliar o estado geral do animal e identificar infecções secundárias.<br><br></li>



<li><strong>exames de cultura</strong>, usados quando há suspeita de contaminação bacteriana na lesão.<br><br></li>



<li><strong>avaliações mais detalhadas</strong>, em casos raros, para investigar regiões menos visíveis do corpo</li>
</ul>



<p id="como-saber-se-o-cachorro-esta-com-berne">Esses exames não são necessários em todos os casos, mas ajudam a confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento de forma mais precisa quando há dúvida ou sinais de agravamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o cachorro pega berne?</h2>



<p>O <strong>cachorro pega berne quando a larva da mosca berneira, <em>Dermatobia hominis</em>, consegue chegar à pele e penetrar no tecido</strong>. Essa espécie causa uma miíase cutânea primária, nodular e furunculosa, e os cães estão entre os hospedeiros mais comuns. </p>



<p>Segundo o <a href="https://www.cdc.gov/dpdx/myiasis/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)</a>, as etapas do ciclo do berne são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Etapa 1: a mosca usa outro inseto como transporte</h3>



<p>A <em>Dermatobia hominis</em> não costuma colocar os ovos diretamente no cachorro. A fêmea prende os ovos no abdômen de outros insetos hematófagos ou voadores, fenômeno conhecido como <strong>foresia</strong>. Mosquitos, moscas e mutucas podem funcionar como vetores desse transporte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Etapa 2: calor e odores da pele estimulam a eclosão</h3>



<p>Quando o inseto vetor pousa no cachorro, o contato dos ovos com a pele, junto ao calor do corpo e ao cheiro natural do animal, estimula a eclosão.</p>



<p>As larvas que saem são muito pequenas, esbranquiçadas e quase imperceptíveis a olho nu, <strong>medindo cerca de 1 a 1,6 mm</strong>. Nesse momento, já começam a buscar um ponto para penetrar na pele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Etapa 3: a larva entra na pele</h3>



<p>A penetração pode acontecer por <strong>folículos pilosos</strong>, pequenos machucados, escoriações, feridas, tecido necrosado e até aberturas naturais, como olhos, nariz e ouvidos, quando o contexto favorece a infestação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Etapa 4: formação do nódulo e desenvolvimento sob a pele</h3>



<p>Após penetrar na pele, a larva se instala no subcutâneo e mantém apenas um pequeno orifício visível para respiração.</p>



<p>A lesão passa a ter aspecto de furúnculo ou nódulo inflamado, já que a larva permanece no local, alimentando-se e crescendo ao longo das semanas.</p>



<p>A literatura veterinária descreve a <strong>infestação por </strong><strong><em>Dermatobia hominis</em></strong><strong> como uma forma de miíase furuncular</strong>, caracterizada pelo desenvolvimento da larva sob a pele ao longo de semanas, o que explica a formação do nódulo e a evolução progressiva dos sintomas.</p>



<p>Esse desenvolvimento ocorre em fases bem definidas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Primeiro estágio (1 a 7 dias):</strong> a larva ainda é muito pequena e pouco desenvolvida. O caroço costuma ser discreto, com leve elevação e pouca dor, o que pode dificultar a identificação nesse momento inicial.<br><br></li>



<li><strong>Segundo estágio (7 a 20 dias):</strong> a larva aumenta de tamanho e o nódulo se torna mais evidente. A região pode ficar mais sensível, com maior incômodo, e o orifício central passa a ser mais fácil de visualizar.<br><br></li>



<li><strong>Terceiro estágio (fase mais avançada):</strong> a larva atinge maior desenvolvimento, podendo chegar a cerca de 2 cm de comprimento. É comum o local apresentar sintomas de dor intensa, inflamação e maior secreção. </li>
</ul>



<p>Durante todo esse período, a larva permanece sob a pele por várias semanas, o que explica a evolução gradual do caroço e o aumento do desconforto ao longo do tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Etapa 5: saída da larva e fase no ambiente</h3>



<p>Quando atinge o desenvolvimento completo, a larva amplia o orifício respiratório, sai da pele e cai no solo. A partir desse momento, entra na fase de <strong>pupa</strong>, que pode ser entendida como um “casulo”, onde a larva passa por uma transformação até se tornar uma mosca adulta.&nbsp;</p>



<p>Esse processo acontece, geralmente, em solo úmido e com vegetação, o que favorece a proteção durante essa fase.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Etapa 6: o ciclo recomeça</h3>



<p>Após algumas semanas, a mosca adulta emerge, se reproduz e reinicia o ciclo. O tempo total desse processo pode variar conforme o clima, o ambiente e o tipo de hospedeiro, mas geralmente dura alguns meses, <strong>podendo chegar a cerca de 100 a 140 dias</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Berne em cachorro tem cura? Quanto tempo pode levar?</h2>



<p>Sim, o <strong>berne em cachorro tem cura</strong>. Depois que a larva é removida por completo e a ferida recebe o cuidado adequado, a pele tende a cicatrizar sem maiores problemas.</p>



<p>O tempo de recuperação não é igual para todos os cães. Lesões mais superficiais costumam melhorar rápido, principalmente nos primeiros dias após a retirada.&nbsp;</p>



<p>Já quando a larva ficou mais tempo sob a pele ou houve infecção, a cicatrização pode ser mais lenta e exigir mais atenção no dia a dia.</p>



<p>Em situações com maior comprometimento da pele, a recuperação pode levar algumas semanas. Há registros clínicos em que a cicatrização completa ocorreu em torno de 30 dias, especialmente após remoção cirúrgica e cuidados contínuos com a lesão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tratar berne em cachorro?</h2>



<p>O <strong>tratamento do berne em cachorro</strong> envolve a retirada da larva e o cuidado adequado com a ferida. Embora muita gente procure formas de resolver o problema em casa, a conduta mais segura é levar o animal ao veterinário. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Como o veterinário remove o berne?</h3>



<p>A remoção do berne exige técnica adequada e instrumentos apropriados. Como a larva permanece alojada sob a pele, a extração precisa ser feita com cuidado para que ela saia por completo.<br><br>Esse ponto é importante porque restos do parasita podem permanecer na lesão e manter a inflamação ativa.&nbsp;</p>



<p>Em alguns casos, a retirada é feita manualmente. Em outros, pode ser necessário um procedimento mais cuidadoso, inclusive com incisão cirúrgica, principalmente quando a larva está mais profunda ou encapsulada.<br><br>Também pode haver necessidade de sedação leve, sobretudo em <a href="https://blog.cobasi.com.br/qual-remedio-pode-dar-para-cachorro-com-dor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cães com dor intensa</a> ou dificuldade de contenção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que não remover o berne em casa?</h3>



<p>A <strong>tentativa de tirar o berne em casa é contraindicada</strong>. Como a larva fica por baixo da pele, apertar, perfurar ou puxar sem técnica pode romper o parasita e piorar a inflamação local.<br><br>Além disso, a manipulação incorreta favorece a infecção secundária e torna a cicatrização mais difícil. Esse risco aumenta ainda mais diante de secreção, mau cheiro, dor intensa, sangramento, múltiplas lesões ou localização em áreas sensíveis.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Remédio para berne em cachorro resolve sozinho?</h3>



<p>Medicamentos podem fazer parte do tratamento, mas não eliminam o berne por conta própria. A presença da larva sob a pele mantém a inflamação e o desconforto. Sem a remoção, o problema persiste mesmo com o uso de fármacos.</p>



<p>Segundo a Zoetis, empresa referência em saúde animal, <a href="https://www.zoetis.com.br/especies/animais-de-companhia/dezenvolve/pdf/voce-sabia_-berne.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos com sarolaner em cães</a> naturalmente infestados pela <em>Dermatobia hominis</em> demonstraram ação larvicida com alta eficácia, além de redução do desconforto causado pela presença das larvas.</p>



<p>Esse efeito contribui para o controle do quadro e pode facilitar a retirada, principalmente em casos com múltiplas lesões.</p>



<p>Após a remoção da larva, o tratamento passa a focar na recuperação da pele e na prevenção de complicações, podendo ser indicados <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20230615_vis_cachorro__geral_body" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medicamentos</a>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antibióticos</a>, para tratar ou evitar infecções secundárias;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/anti-inflamatorio?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">anti-inflamatórios</a>, que reduzem inchaço e dor;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/analgesicos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">analgésicos</a>, para controlar o desconforto;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/cicatrizantes?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pomadas ou sprays cicatrizantes</a>, que auxiliam na recuperação da ferida.</li>
</ul>



<p>Em alguns casos, outras medicações podem ser utilizadas conforme a avaliação clínica, especialmente diante de inflamação mais intensa ou risco de reação do organismo.</p>



<p>A base do tratamento continua sendo a remoção completa da larva associada ao cuidado adequado da lesão. A <strong>escolha dos medicamentos depende do estágio</strong> <strong>do berne</strong> e das condições do animal, por isso a orientação veterinária é indispensável.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados importantes em casa após o berne em cachorro</h2>



<p>Após a remoção da larva, o cuidado em casa faz diferença direta na cicatrização da pele.</p>



<p>É importante impedir que o cachorro lamba, coce ou tenha contato constante com a região afetada. Esse tipo de comportamento pode reabrir a lesão e atrasar a recuperação. Em alguns casos, o uso de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/protecao-e-adestramento/colar-elizabetano?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">colar elisabetano</a> ajuda a proteger o local durante os primeiros dias.</p>



<p>A limpeza também precisa ser mantida conforme orientação veterinária, evitando acúmulo de sujeira ou umidade, que favorecem infecções.</p>



<p>Outro ponto essencial é a observação diária da ferida. Sinais como aumento da secreção, vermelhidão intensa, inchaço persistente ou odor forte indicam que a cicatrização não está evoluindo como esperado e exigem reavaliação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O berne pode causar complicações?</h2>



<p>Sim, o berne pode evoluir para problemas mais sérios, principalmente quando a remoção demora ou não é feita da forma correta.</p>



<p>A presença da larva mantém a pele em constante inflamação. Com o tempo, o local pode acumular pus, desenvolver infecção bacteriana, formar abscessos e até sofrer ulceração, quando a pele começa a se romper.</p>



<p>Um ponto importante é o risco de nova infestação. Feridas abertas e sem cuidado adequado acabam atraindo moscas, o que pode levar à chamada <strong>miíase secundária</strong>, quando outras larvas passam a ocupar a mesma região.</p>



<p>Mesmo quando o berne parece pequeno, não é indicado esperar que o problema se resolva sozinho. A intervenção precoce reduz o desconforto do cachorro e evita que a lesão evolua para um quadro mais difícil de tratar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como prevenir berne em cachorro?</h2>



<p>A prevenção do berne começa pelo controle do ambiente. Moscas são atraídas por sujeira, matéria orgânica e umidade, por isso a higiene do local onde o cachorro vive é um dos fatores mais importantes para evitar a infestação.</p>



<p>Manter o espaço limpo, sem acúmulo de fezes, urina ou lixo, reduz a presença desses insetos e diminui o risco de contato com os ovos. Locais com vegetação densa, umidade e pouca limpeza favorecem a proliferação e aumentam as chances de infestação.</p>



<p>No dia a dia, alguns cuidados simples ajudam a prevenir o problema:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>higienizar o ambiente com frequência;</li>



<li>evitar acúmulo de matéria orgânica e umidade;</li>



<li>cuidar rapidamente de feridas, machucados ou arranhões;</li>



<li>reduzir a presença de moscas no local;</li>



<li>observar a pele do cachorro com regularidade.</li>
</ul>



<p>Além disso, alguns produtos podem ajudar a reduzir o risco, principalmente em regiões quentes e úmidas.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antiparasitario?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_berne-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Antiparasitários de uso tópico ou oral e repelentes específicos para cães</a> auxiliam no controle de insetos tanto no ambiente quanto no próprio animal. A escolha deve considerar o estilo de vida do cachorro e a orientação veterinária.</p>


<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=antiparasitario"><h2>Antiparasitário para cães</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="9d459b8d6b" /></div>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre berne em cachorro</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_309379245.webp" alt="berne em cão" class="wp-image-62093" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_309379245.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_309379245-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_309379245-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Berne e bicheira são a mesma coisa?</h3>



<p>Não, apesar de muita gente confundir, <strong>berne e bicheira são problemas diferentes</strong>, embora ambos sejam causados por larvas de moscas.</p>



<p>O berne é provocado pela larva <em>Dermatobia hominis</em> e costuma formar um nódulo fechado na pele, com apenas uma larva em cada lesão. Esse parasita consegue penetrar até mesmo em pele íntegra, sem necessidade de feridas prévias.</p>



<p>Já a bicheira, conhecida como miíase, é causada pela <em>Cochliomyia hominivorax</em>, acontece em feridas abertas e apresenta múltiplas larvas ao mesmo tempo. A lesão costuma ser mais extensa, com maior destruição do tecido.</p>



<p>Essa diferença é importante porque muda completamente a forma de evolução da lesão e o risco para o animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é bom para tirar berne do cachorro?</h3>



<p>A forma mais indicada de tratar o berne é remover a larva por completo, o que deve ser feito por um veterinário. A retirada correta evita que partes do parasita permaneçam na pele e causem inflamação ou infecção.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como atrair o berne para fora?</h3>



<p>Não é recomendado tentar ‘atrair’ a larva para fora. Esse tipo de prática pode acabar rompendo o parasita dentro da pele, o que aumenta a inflamação e dificulta o tratamento. A retirada deve ser feita com técnica adequada para evitar complicações.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que acontece se não tirar o berne do cachorro?</h3>



<p>Sem a remoção, a larva continua se desenvolvendo sob a pele. Com o tempo, o local tende a ficar mais inflamado, dolorido e com maior risco de infecção. Em estágios mais avançados, a lesão pode aumentar e se tornar mais difícil de tratar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Berne sai sozinho do cachorro?</h3>



<p>A larva pode sair da pele ao final do ciclo, mas esperar por isso não é uma boa escolha. Durante esse período, o cachorro continua sentindo dor e desconforto, além de ficar mais exposto a infecções.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Existe remédio caseiro para matar berne?</h3>



<p>Não existe tratamento caseiro seguro para berne. Substâncias aplicadas sem orientação podem irritar a pele, piorar a inflamação e até dificultar a remoção correta da larva.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O berne pode passar de um cachorro para outro?</h3>



<p>O <strong>berne não é transmitido diretamente entre cães</strong>. A infestação acontece quando as moscas depositam ovos, que depois entram em contato com a pele do animal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como saber se o cachorro está com berne?</h3>



<p>O sinal mais comum é a presença de um caroço na pele com um pequeno orifício no centro. Em alguns casos, pode haver secreção, coceira e sensibilidade ao toque. O cachorro também pode insistir em lamber ou morder a região.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais ambientes aumentam o risco de berne?</h3>



<p>Ambientes com acúmulo de sujeira, matéria orgânica e umidade favorecem a presença de moscas, que são responsáveis pela infestação. Áreas com vegetação densa ou pouca higiene também aumentam o risco.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Posso remover o berne do cachorro em casa?</h3>



<p>A remoção em casa não é indicada. Como a larva fica alojada sob a pele, qualquer tentativa sem técnica pode romper o parasita e causar inflamação ou infecção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Existem cães mais propensos ao berne?</h3>



<p>Qualquer cachorro pode ter berne, mas alguns fatores aumentam o risco. Pelagens mais densas podem dificultar a identificação precoce, e cães que passam mais tempo em áreas externas acabam mais expostos.<br><br>O comportamento também influencia, já que animais que exploram muito o ambiente têm mais contato com locais onde há moscas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer com o local após retirar o berne?</h3>



<p>Depois da retirada, a região precisa ser limpa e acompanhada até cicatrizar. O ideal é seguir as orientações do veterinário e observar sinais como secreção, inchaço ou vermelhidão excessiva, que podem indicar complicações.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_689091966-1.webp" alt="tutora e pet" class="wp-image-62095" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_689091966-1.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_689091966-1-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2020/10/AdobeStock_689091966-1-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O conteúdo te ajudou? No Blog da Cobasi, você encontra guias completos sobre saúde, comportamento e cuidados com cães e gatos, sempre com informações confiáveis para ajudar no dia a dia com o seu pet.</p>



<p>Se quiser se aprofundar, aproveite para conferir outros conteúdos relacionados e continue aprendendo como manter seu cachorro saudável e bem cuidado em todas as fases da vida. Até a próxima!<span id="docs-internal-guid-95ff9d0e-7fff-a2dd-a62a-d290b204e009" style="font-weight:normal;"></span></p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/berne-em-cachorro/">Berne em cachorro: o que é e como tratar esse parasita</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/berne-em-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pode dar amoxicilina para cachorro? Quando é indicado, riscos e cuidados com antibióticos humanos em pets</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/antibiotico-humano-para-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/antibiotico-humano-para-cachorro/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 22:56:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=17376</guid>

					<description><![CDATA[<p>Segundo a veterinária Joyce Lima (CRMV/SP – 39824): “Sim, com a devida prescrição de um profissional, em alguns casos pode dar amoxicilina para cachorro. Com cuidado em relação à dosagem,</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/antibiotico-humano-para-cachorro/">Pode dar amoxicilina para cachorro? Quando é indicado, riscos e cuidados com antibióticos humanos em pets</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/1-10.webp" alt="antibiótico humano para cachorro" class="wp-image-67434" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/1-10.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/1-10-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/1-10-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Segundo a <a href="https://blog.cobasi.com.br/especialista/medica-veterinaria-joyce-lima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veterinária Joyce Lima (CRMV/SP – 39824)</a>: “Sim, com a devida prescrição de um profissional, em alguns casos <strong>pode dar amoxicilina para cachorro</strong>. Com cuidado em relação à dosagem, influenciada pelo peso, idade e condição geral de saúde do pet”.</p>



<p>A amoxicilina é um antibiótico prescrito tanto na medicina humana quanto na veterinária. O uso do medicamento é frequente no tratamento de infecções bacterianas.</p>



<p>Entre as indicações mais comuns estão quadros de pele, urinários e respiratórios. O uso sempre deve partir de diagnóstico clínico e orientação profissional.</p>



<p>Mas, atenção, o fato de ser um medicamento amplamente utilizado não torna o uso automático ou seguro em qualquer situação. </p>



<p>A escolha do antibiótico, a definição da dose e o tempo de tratamento influenciam diretamente na recuperação do animal. Esses fatores também impactam na prevenção de complicações, como reações adversas e resistência bacteriana.</p>



<p>Neste conteúdo, a veterinária Joyce Lima esclarece as principais dúvidas sobre o uso de <strong>antibiótico humano em cachorro</strong>, incluindo quando a amoxicilina pode ser indicada, o que trata, se é segura e quais cuidados são necessários na administração. Continue a leitura!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Amoxicilina para cães: resumo do que você precisa saber</h2>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Informação</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Detalhes</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">O que é&nbsp;</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Antibiótico usado no tratamento de infecções bacterianas em cães</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Para que serve</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Infecções de pele, urinárias, respiratórias, gastrointestinais e dentárias</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Como age no organismo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Combate bactérias ao enfraquecer sua estrutura, ajudando a controlar a infecção</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Formas disponíveis</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Comprimidos, cápsulas e suspensão líquida</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Efeitos colaterais mais comuns</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Vômito, diarreia e perda de apetite</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cuidados importantes</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">O uso é indicado apenas com orientação profissional. A dose e o tempo de uso devem ser definidos por um veterinário.</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Quando não usar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Em casos de infecções virais, fúngicas ou sem diagnóstico confirmado</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Pode dar amoxicilina para cachorro?</h2>



<p>Sim, a <strong>amoxicilina pode ser indicada para cães</strong>, mas apenas com avaliação clínica. O uso deve considerar fatores como peso, idade, condição de saúde e o tipo de bactéria envolvida.</p>



<p>Sem essa avaliação, há risco de dose inadequada, falha no tratamento e até desenvolvimento de resistência bacteriana.</p>



<p>A dose, o tempo de uso e a forma de administração variam de acordo com o peso do cachorro, o tipo de infecção e o estado geral de saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é amoxicilina e como funciona em cães?</h2>



<p>A amoxicilina é um antibiótico da classe das penicilinas, um grupo de medicamentos usados para combater bactérias. Na prática, isso significa que o remédio ajuda o organismo do cachorro a eliminar micro-organismos que causam infecções.</p>



<p>De modo geral, o antibiótico enfraquece a “estrutura externa” das bactérias, chamada parede celular. Sem essa proteção, as bactérias não conseguem sobreviver, e a infecção começa a ser controlada.</p>



<p>Por esse motivo, a <strong>amoxicilina é utilizada no tratamento de infecções bacterianas comuns em cães</strong>, como problemas urinários, respiratórios e de pele.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para que serve a amoxicilina em cães?</h2>



<p>A amoxicilina é usada para tratar infecções bacterianas em cães, sendo indicada quando há presença de bactérias causando inflamação, dor, secreções ou febre.<br><br>Entre as <strong>principais doenças e problemas em que a amoxicilina pode ser indicad</strong>a estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>infecções de pele, como dermatites, feridas e abscessos;<br><br></li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/otite-canina/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">otite canina (infecção no ouvido)</a>;<br><br></li>



<li>infecções urinárias, como cistite;<br><br></li>



<li>doenças respiratórias, como bronquite e pneumonia;<br><br></li>



<li>infecções gastrointestinais causadas por bactérias;<br><br></li>



<li>infecções dentárias;<br><br></li>



<li>infecções em tecidos moles, como mordidas contaminadas;<br><br></li>



<li>doenças bacterianas, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/leptospirose-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leptospirose</a> e doença de Lyme.</li>
</ul>



<p>Apesar de ter um amplo uso, a<strong> amoxicilina não é eficaz contra todos os tipos de infecção</strong>. Algumas bactérias podem ser resistentes ao medicamento, o que exige a escolha de outro antibiótico mais adequado.</p>



<p>Outro ponto importante: a amoxicilina não trata doenças causadas por vírus, fungos ou parasitas. Quadros como a <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-gripado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gripe canina</a> podem até envolver infecção bacteriana secundária, mas exigem avaliação veterinária para definição do tratamento correto.</p>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:24px">Só pode dar amoxicilina para cachorro com indicação veterinária?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/3-9.webp" alt="antibiotico de humano para cachorro" class="wp-image-67433" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/3-9.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/3-9-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/3-9-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Sim, a amoxicilina só deve ser administrada em cães com prescrição veterinária.</p>



<p>Joyce Lima explica: “A venda de antibióticos em farmácias “humanas” é condicionada à apresentação e retenção da receita de via dupla. Ou seja, o tutor precisará obrigatoriamente do receituário para comprar o antibiótico na farmácia para seu pet”.</p>



<p>A prescrição garante a escolha correta do medicamento, da dose e do tempo de tratamento. Sem essa orientação, há risco de efeitos colaterais, falha no tratamento e agravamento da infecção.</p>



<p>Além disso, o uso inadequado pode favorecer a chamada resistência bacteriana, quando as bactérias deixam de responder ao antibiótico, tornando futuras infecções mais difíceis de tratar.</p>



<p>“A automedicação representa um risco real para a saúde do animal. O uso incorreto pode não resolver o problema e ainda contribuir para o desenvolvimento de bactérias resistentes, dificultando tratamentos futuros”, reforçou a veterinária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os riscos em oferecer antibiótico humano para cachorro?</h2>



<p>A administração inadequada de <strong>antibióticos humanos em cães</strong> pode causar desde efeitos leves até complicações graves. Isso acontece quando o medicamento é usado sem considerar fatores como tipo de infecção, dose correta e condição de saúde do animal.</p>



<p>De acordo com a veterinária Joyce Lima: “As problemáticas vão desde a resistência microbiana (pelo princípio ativo inadequado), diarreias por eliminação da microbiota intestinal, até problemas mais graves como insuficiência hepática e renal.”</p>



<p>Portanto, administrado de forma inadequada, o antibiótico pode desregular o funcionamento do organismo, afetando principalmente o intestino, o fígado e os rins.</p>



<p>Além disso, em casos mais graves, pode ocorrer uma intoxicação chamada <strong>neurotoxicidade</strong>. Esse tipo de reação afeta o sistema nervoso e provoca sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>rigidez muscular;<br></li>



<li>apatia (animal abatido, sem energia);<br></li>



<li>anorexia (falta de apetite);<br></li>



<li>dificuldade para andar;<br></li>



<li>movimentos involuntários dos olhos, conhecidos como nistagmo (quando os olhos parecem “tremular”).</li>
</ul>



<p>Esses sinais indicam que o organismo não está reagindo bem ao medicamento e exigem avaliação veterinária imediata.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a dosagem de amoxicilina para cachorro?</h2>



<p>A amoxicilina costuma ser administrada duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, com dose ajustada de acordo com o peso do cachorro.</p>



<p>O tratamento geralmente dura entre 5 e 14 dias ou segue por pelo menos 48 horas após o desaparecimento dos sintomas.</p>



<p>Esses parâmetros servem como referência, mas não substituem a avaliação veterinária. A dose exata pode variar conforme o tipo de infecção, a gravidade do quadro e a resposta do organismo ao medicamento.</p>



<p>O cálculo correto considera fatores como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>peso do animal;</li>



<li>condição de saúde;</li>



<li>evolução do tratamento.</li>
</ul>



<p>Doses abaixo do necessário podem não eliminar a infecção. Já o excesso aumenta o risco de efeitos colaterais, como vômitos, diarreia e alterações neurológicas. </p>



<p>Por isso, qualquer ajuste de dose ou interrupção do tratamento deve ser feito apenas com orientação veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como dar amoxicilina para cachorro da forma correta?</h3>



<p>A amoxicilina pode ser encontrada em diferentes versões, como comprimidos, cápsulas e suspensão líquida.&nbsp;</p>



<p>O medicamento pode ser administrado com ou sem alimento. Em cães com sensibilidade digestiva, oferecer junto com a comida ajuda a reduzir desconfortos como <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-vomitando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">náusea ou vômito</a>.</p>



<p>Na versão líquida, é necessário preparar a suspensão corretamente antes do uso. O produto geralmente vem em pó e deve ser misturado com a quantidade exata de água indicada na embalagem.&nbsp;</p>



<p>Após o preparo, o armazenamento costuma ser feito em geladeira, respeitando o prazo de validade. Alguns cuidados simples fazem diferença no tratamento:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>respeitar os horários para manter o efeito do antibiótico;</li>



<li>agitar o frasco antes de cada dose, no caso da versão líquida;</li>



<li>não interromper o uso antes do tempo indicado;</li>



<li>não dobrar a dose em caso de esquecimento.</li>
</ul>



<p>Se uma dose for esquecida, o ideal é administrar assim que lembrar, desde que não esteja próximo do horário da próxima. Em caso de dúvida, a <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_pode-dar-amoxicilina-para-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">orientação do veterinário</a> é sempre o caminho mais seguro.</p>



<p>Se você tem dúvidas na hora de medicar seu cachorro, vale conferir o guia completo sobre <strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/como-dar-comprimido-para-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como dar comprimido para cães</a></strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Erros comuns ao dar antibiótico para cachorro</h3>



<p>Grande parte dos problemas relacionados ao uso de antibióticos não está no medicamento em si, mas na forma como é administrado.</p>



<p>Por exemplo, interromper o tratamento assim que o cachorro melhora, ajustar a dose por conta própria ou reutilizar medicamentos de tratamentos anteriores são atitudes que parecem inofensivas, mas comprometem a eficácia.</p>



<p>Esses erros aumentam o risco de resistência bacteriana, situação em que as bactérias deixam de responder ao antibiótico. Isso torna infecções futuras mais difíceis de controlar e limita as opções de tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os efeitos colaterais da amoxicilina em cães?</h2>



<p>A maioria dos cães tolera bem a amoxicilina. Ainda assim, como qualquer medicamento, ela pode causar efeitos colaterais. </p>



<p>Os mais comuns estão relacionados ao sistema digestivo e incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>perda de apetite;</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-diarreia/">diar</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-diarreia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">r</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-diarreia/">eia</a>;</li>



<li>náusea ou vômito;</li>



<li>desconforto abdominal.</li>
</ul>



<p>Esses sinais costumam ser leves e, em muitos casos, podem ser reduzidos ao administrar o medicamento junto com a comida.</p>



<p>Se os sintomas persistirem ou se intensificarem, é importante buscar orientação veterinária. O profissional pode ajustar a dose, trocar o antibiótico ou indicar formas de minimizar os efeitos.</p>



<p>Em situações menos frequentes, alguns <a href="https://blog.cobasi.com.br/alergia-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cães podem apresentar reações alérgicas</a>. Esses casos exigem atenção imediata e tendem a apresentar sinais, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>inchaço no rosto;</li>



<li>vermelhidão na pele ou urticária;</li>



<li>dificuldade para respirar.</li>
</ul>



<p>De forma geral, a <strong>amoxicilina é considerada segura, inclusive para cadelas gestantes e lactantes</strong>. Mesmo assim, o uso deve sempre ser feito com acompanhamento veterinário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a diferença entre amoxicilina veterinária e humana? </h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/2-10.webp" alt="cachorro pode tomar antibiótico de humano" class="wp-image-67432" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/2-10.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/2-10-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/2-10-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Alguns antibióticos podem ser usados tanto em humanos quanto em cães, incluindo a amoxicilina. Isso não significa que o uso seja igual ou seguro sem orientação.</p>



<p>A veterinária Joyce Lima explica: “Alguns antibióticos clássicos, como Amoxicilina, Cefalexina, Cefadroxila, Clindamicina, Doxiciclina e Tobramicina são encontrados tanto em farmácias humanas, quanto em veterinárias”.</p>



<p>A principal diferença está na concentração. Medicamentos humanos são formulados para pessoas com peso maior, o que resulta em doses mais altas do que as necessárias para cães.</p>



<p>A composição também muda. Os excipientes, que são os componentes além do princípio ativo, podem variar entre versões humanas e veterinárias. Alguns desses ingredientes não são bem tolerados pelos animais.</p>



<p><strong>Existem antibióticos próprios para cachorro?</strong></p>



<p>Sim, existem antibióticos desenvolvidos especificamente para cães. Essas opções são formuladas considerando o metabolismo e as necessidades do organismo animal, o que contribui para maior segurança e eficácia no tratamento.</p>



<p>Por isso, sempre que possível, a recomendação é priorizar <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_pode-dar-amoxicilina-para-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medicamentos veterinários</a>, que já possuem indicação adequada para diferentes tipos de infecção e fases da vida do animal.</p>



<p>Na Cobasi, é possível encontrar uma linha completa de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_pode-dar-amoxicilina-para-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antibióticos veterinários</a> e ainda contar com a <a href="https://www.cobasi.com.br/compra-programada?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_pode-dar-amoxicilina-para-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Compra Programada</a>, que ajuda a manter o tratamento em dia sem risco de esquecimento.</p>


<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=antibiotico"><h2>Antibiótico para cachorro</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="9d459b8d6b" /></div>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre amoxicilina para cachorro</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_1646524199.webp" alt="" class="wp-image-78134" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_1646524199.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_1646524199-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_1646524199-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Quais são os tipos de amoxicilina?</h3>



<p>A amoxicilina pode ser encontrada em diferentes formas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>comprimidos;</li>



<li>cápsulas;</li>



<li>suspensão líquida.</li>
</ul>



<p>A escolha depende da facilidade de administração e da adaptação do cachorro ao medicamento. O uso pode ser feito com ou sem alimento. Em cães com estômago sensível, oferecer junto com a comida ajuda a reduzir o risco de vômito.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando não dar amoxicilina para cachorro?</h3>



<p>A <strong>amoxicilina não deve ser usada sem diagnóstico confirmado de infecção bacteriana</strong>. Em casos causados por vírus, fungos ou parasitas, o antibiótico não resolve o problema e ainda pode atrasar o tratamento correto.</p>



<p>Também é necessário cuidado em cães com histórico de alergia a antibióticos da mesma classe, como penicilinas e cefalosporinas.</p>



<p><a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cachorros com condições como problemas renais</a> ou hepáticos exigem avaliação mais criteriosa, já que o organismo canino pode ter dificuldade em processar o medicamento.</p>



<p><strong>Quanto tempo a amoxicilina faz efeito no cachorro?</strong></p>



<p>Os<strong> primeiros sinais de melhora costumam aparecer entre 24 e 72 horas após o início do tratamento</strong>. Nesse período, é comum observar redução da dor, da secreção e da inflamação.</p>



<p>Mesmo com melhora inicial, o tratamento não deve ser interrompido antes do prazo indicado. A interrupção precoce pode favorecer recaídas e dificultar o controle da infecção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer se o cachorro não aceitar ou vomitar o remédio?</h3>



<p>A recusa ao medicamento é comum em alguns cães. Nesses casos, oferecer junto com a alimentação pode ajudar a reduzir o desconforto e facilitar a ingestão. Versões líquidas também podem ser uma alternativa.&nbsp;</p>



<p>Se o vômito ocorrer logo após a administração ou se repetir com frequência, o ideal é interromper e buscar orientação veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que acontece em caso de sobredosagem de amoxicilina?</h3>



<p>Doses acima do indicado podem causar efeitos adversos, principalmente digestivos, como vômitos, diarreia e perda de apetite. Em situações mais graves, podem surgir sinais neurológicos, como falta de coordenação, tremores e convulsões.</p>



<p>Diante de qualquer suspeita de sobredosagem, o atendimento veterinário deve ser imediato.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A amoxicilina pode causar alergia em cachorro?</h3>



<p>Reações alérgicas são raras, mas podem acontecer. Os sinais mais comuns incluem inchaço no rosto, coceira intensa, vômitos e dificuldade para respirar.</p>



<p>Esses sintomas indicam que o organismo não está tolerando o medicamento e exigem atendimento veterinário urgente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por quantos dias o cachorro precisa tomar antibiótico?</h3>



<p>A duração do tratamento varia de acordo com o tipo de infecção e a resposta do organismo. Em muitos casos, o uso dura entre 5 e 14 dias, mas há situações em que o período pode ser mais longo.</p>



<p><strong>Mesmo quando os sintomas desaparecem antes do tempo indicado, o antibiótico não deve ser interrompido</strong>. A suspensão precoce pode permitir que as bactérias voltem a se multiplicar, dificultando o controle da infecção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que acontece se errar o horário do antibiótico?</h3>



<p>Os antibióticos seguem intervalos específicos para manter a concentração adequada no organismo. Quando o horário não é respeitado, esse equilíbrio pode ser afetado.</p>



<p>Antecipar ou atrasar a dose com frequência pode reduzir a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos colaterais. Em alguns casos, isso também contribui para o desenvolvimento de resistência bacteriana.</p>



<p>Se houver atraso pontual, o ideal é retomar o esquema o mais rápido possível, mantendo os próximos horários ajustados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O cachorro pode ficar resistente ao antibiótico?</h3>



<p>Sim, mas quem se torna resistente não é o cachorro, e sim a bactéria. Quando o antibiótico é usado de forma inadequada, seja por dose errada, interrupção precoce ou automedicação, algumas bactérias sobrevivem e se tornam mais difíceis de eliminar.</p>



<p>Esse processo, chamado <strong>resistência bacteriana</strong>, pode tornar futuras infecções mais complexas e exigir tratamentos mais específicos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais sinais indicam infecção em cachorro?</h3>



<p>Os sinais podem variar de acordo com a região afetada, mas alguns sintomas são comuns em infecções bacterianas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>perda de apetite;</li>



<li>febre;</li>



<li>vômitos ou diarreia;</li>



<li>secreções;</li>



<li>dor ou inflamação localizada.</li>
</ul>



<p>Alterações no comportamento, como apatia ou falta de energia, também são frequentes. Diante desses sinais, a avaliação veterinária é essencial para identificar a causa e iniciar o tratamento correto.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como evitar infecções em cães?</h3>



<p>Evitar infecções em cães envolve cuidados simples no dia a dia, que ajudam a reduzir o contato com bactérias e fortalecer o organismo. Alguns pontos fazem mais diferença na prática:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/vacina-para-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manter a vacinação em dia</a>:</strong> vacinas protegem contra doenças infecciosas que podem enfraquecer o organismo e abrir espaço para infecções bacterianas.<br><br></li>



<li><strong>Cuidar da higiene:</strong> limpar potes de água e ração, brinquedos e o ambiente evita a proliferação de micro-organismos.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/racao?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_pode-dar-amoxicilina-para-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dar atenção à alimentação</a>:</strong> uma dieta equilibrada contribui para uma imunidade mais forte.<br><br></li>



<li><strong>Evitar locais com muitos cães:</strong> ambientes com alta circulação aumentam o risco de transmissão de doenças.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/feridas-na-pele-do-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Observar feridas e pele</a>:</strong> pequenos machucados podem servir como porta de entrada para bactérias.<br><br></li>



<li><strong>Redobrar o cuidado com filhotes e idosos:</strong> esses grupos têm o sistema imunológico mais sensível</li>
</ul>



<p>Além disso, manter uma <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_pode-dar-amoxicilina-para-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rotina de visitas ao veterinário também faz diferença</a>. As consultas periódicas ajudam a identificar alterações precocemente e permitem iniciar o tratamento antes que o problema evolua. Esses são hábitos do dia a dia que ajudam a reduzir riscos. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_643572529-1.webp" alt="" class="wp-image-78136" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_643572529-1.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_643572529-1-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/08/AdobeStock_643572529-1-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O conteúdo te ajudou? Cuidar da saúde do pet vai além de tratar sintomas. Entender quando usar um medicamento, quais são os riscos e a importância da orientação veterinária faz toda a diferença para garantir um tratamento seguro e eficaz.</p>



<p>No Blog da Cobasi, você encontra outros conteúdos completos sobre <a href="https://blog.cobasi.com.br/category/cachorro/saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">saúde</a>, comportamento e bem-estar animal, sempre com informações confiáveis para ajudar no dia a dia com seu pet. Até a próxima! </p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/antibiotico-humano-para-cachorro/">Pode dar amoxicilina para cachorro? Quando é indicado, riscos e cuidados com antibióticos humanos em pets</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/antibiotico-humano-para-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>8</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Descubra as principais causas e como cuidar de um cachorro com mau hálito</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/mau-halito-em-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/mau-halito-em-cachorro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=26891</guid>

					<description><![CDATA[<p>Embora pareça estranho, o cheiro dos nossos pets pode trazer muitas pistas sobre o seu estado de saúde. E nesse caso, um cachorro com mau hálito é sempre um sinal</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/mau-halito-em-cachorro/">Descubra as principais causas e como cuidar de um cachorro com mau hálito</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-mau-halito.webp" alt="cachorro com mau hálito" class="wp-image-77975" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-mau-halito.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-mau-halito-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/cachorro-com-mau-halito-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Embora pareça estranho, o cheiro dos nossos pets pode trazer muitas pistas sobre o seu estado de saúde. E nesse caso, um <strong>cachorro com mau hálito</strong> é sempre um sinal de alerta!</p>



<p>Afinal, a halitose canina — termo médico dado ao bafinho dos cães — geralmente está associada a alterações ou processos infecciosos que vão além da cavidade oral.</p>



<p>Segundo o portal de notícias Estadão, <a href="https://www.estadao.com.br/emais/bem-estar/mau-halito-em-animais-nao-deve-ser-normalizado-e-pode-indicar-grave-problema-de-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a doença periodontal é a principal causa de mau hálito em cachorro</a>, um quadro doloroso causado pelo acúmulo de tártaro canino.</p>



<p>Mas as mudanças no cheiro do seu amigo também podem esconder doenças mais graves, como insuficiência hepática, <a href="https://blog.cobasi.com.br/diabetes-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diabetes </a>e até tumores.</p>



<p>Além de comprometer a qualidade de vida dos animais, esses quadros afetam a saúde dos cães, trazendo consequências sérias, como perda dentária e infecções generalizadas.</p>



<p>Pronto para saber como tirar o mau hálito do cachorro? Então continue a leitura e descubra tudo sobre a<strong> halitose em cães</strong>: causas, tratamentos, dicas de prevenção e mais. Aproveite!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o mau hálito em cachorro?</h2>



<p>O mau hálito em cachorro nada mais é do que um odor desagradável que emana da boca dos animais de vez em quando — exatamente como acontece conosco, os humanos.</p>



<p>Sabe aquele cheirinho forte que aparece quando um cachorro te dá uma lambida ou chega bem perto do seu rosto? É isso mesmo!</p>



<p>Do ponto de vista científico, a halitose está associada à <strong>disbiose oral</strong>, ou seja, a um desequilíbrio das bactérias presentes na cavidade oral dos cães. (TONZETICH &amp; NG, 1976)</p>



<p>Quando isso acontece, os microrganismos passam a se proliferar mais do que o normal e começam a degradar restos de alimentos e proteínas acumulados na região.</p>



<p>O processo libera compostos químicos com cheiro forte, como os sulfurados, responsáveis pelo odor desagradável percebido no hálito. (SPRINGFIELD et al., 2001)</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode deixar um cachorro com mau hálito?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/mau-halito-em-cachorro.webp" alt="O que pode deixar um cachorro com mau hálito" class="wp-image-77979" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/mau-halito-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/mau-halito-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/mau-halito-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>De forma geral, a halitose canina está ligada a problemas bucais ou a desordens sistêmicas graves. Isso inclui acúmulo de <a href="https://blog.cobasi.com.br/tartaro-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tártaro</a>, doenças periodontais ou diabetes, por exemplo.</p>



<p>Mas, na prática, qualquer desordem envolvendo a microbiota oral dos cães pode acabar gerando um <strong>hálito canino alterado </strong>— e possibilidades são o que não faltam!</p>



<p>Veja as principais<strong> </strong>causas de um cachorro com mau hálito e como elas se manifestam:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Higiene oral e doença periodontal</h3>



<p>A causa mais comum da halitose canina é a doença periodontal<strong>,</strong> quadro que surge pela falta de higiene bucal e o acúmulo de placa bacteriana (biofilme) nos dentes dos pets.</p>



<p>Uma vez em contato com os minerais presentes na saliva, a massa de microrganismos se solidifica e se transforma em cálculos dentais — o famoso <strong>tártaro em cachorro</strong>!</p>



<p>O excesso de cálculos desencadeia inflamações na gengiva dos pets, conhecidas como <a href="https://blog.cobasi.com.br/gengivite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>gengivite em cães</strong></a><strong>, </strong>e favorece o acúmulo de detritos e restos de alimento na região.</p>



<p>Sem tratamento, a doença periodontal canina pode evoluir, causando dor intensa, infecções e até perda dentária, já que a inflamação atinge estruturas mais profundas.</p>



<p>Para piorar, o quadro é extremamente comum e estudos apontam que cerca de <a href="https://www.grupounibra.com/repositorio/MVETI/2022/doenca-periodontal-em-caes-e-gatos-aspectos-clinicos-e-terapeuticos-33.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">95% dos cães com mais de 12 anos de idade apresentam algum grau de doença periodontal</a>. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Retenção de alimentos na boca</h3>



<p>Se o seu cachorro tem o costume de <a href="https://blog.cobasi.com.br/brinquedos-para-roer-e-morder/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mastigar brinquedos</a>, cordas e pedaços de pau, há grandes chances de acabar com um material estranho preso na boca.</p>



<p>Restos de alimento, fios ou pequenos fragmentos podem ficar presos entre os dentes, no céu da boca ou até sob a língua do pet, e muitas vezes acabam passando despercebidos.</p>



<p>A retenção provoca irritação mecânica e pode evoluir para um<strong> processo inflamatório oral</strong>, criando um ambiente favorável para infecções e mau cheiro persistente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença renal</h3>



<p>Alterações nos rins podem impactar diretamente a <strong>saúde bucal dos cachorros</strong>, já que esses órgãos são responsáveis por filtrar toxinas presentes no organismo do pet.</p>



<p>Quando a <a href="https://blog.cobasi.com.br/insuficiencia-renal-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">função renal dos cães é comprometida</a>, certas substâncias, como a ureia, se acumulam no sangue do animal.</p>



<p>O excesso do composto às vezes <strong>faz o hálito dos cachorros cheirar a amônia</strong> (semelhante a alvejante) ou urina, sendo um sinal clínico de disfunção renal grave.</p>



<p>Fora o cheiro forte, problemas nos rins podem causar ulcerações na boca do animal, o que contribui ainda mais para o desconforto e o mau hálito canino.</p>



<p>A doença renal tende a ser mais comum em cães mais velhos, embora também esteja relacionada a infecções, inflamações ou uso de certos medicamentos. (LOTÉRIO, 2018)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Insuficiência hepática</h3>



<p>Problemas no fígado também podem estar por trás de um<strong> cachorro com mau cheiro na boca</strong>. Afinal, assim como os rins, esse órgão é um filtro natural do organismo!</p>



<p>E se o fígado não estiver conseguindo desempenhar suas funções corretamente — quadro chamado de insuficiência hepática canina — muitos sintomas podem aparecer.</p>



<p>Nesse cenário, o mau hálito costuma vir acompanhado de sinais como <a href="https://blog.cobasi.com.br/ictericia-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">icterícia </a>(pele amarelada), perda de peso, falta de apetite e vômitos.</p>



<p>Alterações hepáticas podem ter diferentes origens, incluindo inflamações, doenças crônicas e neoplasias na região. (GONÇALVES et al., 2020)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Diabetes mellitus</h3>



<p>A diabetes mellitus é uma condição metabólica que impacta diretamente o hálito dos cães: um exemplo clássico de <strong>alterações sistêmicas com reflexo bucal</strong>.</p>



<p>Cachorros com diabetes não tratada geralmente possuem ácido acetoacético no sangue, substância que se transforma em moléculas conhecidas como acetona.&nbsp;</p>



<p>A acetona volátil é eliminada no ar expirado, o que pode fazer com que o cão apresente um <strong>hálito adocicado</strong>, parecido com o cheiro de frutas podres ou removedor de esmalte.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tumores orais</h3>



<p>Mais comum em animais mais velhos, o desenvolvimento de cânceres ou tumores orais é outra causa comum de mau hálito canino.&nbsp;</p>



<p>Isso porque, à medida que os tumores crescem, os tecidos da região podem infeccionar e morrer, causando a <strong>inflamação das gengivas</strong> e um odor fétido recorrente. </p>



<p>Segundo Gomes et al. (2009), as <a href="https://blog.cobasi.com.br/tumor-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neoplasias </a>localizadas na cavidade oral em cães compreendem 6% de todas as neoformações encontradas na espécie!</p>



<p>As neoplasias orais mais comuns em cães são o melanoma, o carcinoma de células escamosas e o fibrossarcoma, mas várias formações surgem na região. (FINEMAN, 2001)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Coprofagia&nbsp;</h3>



<p>A coprofagia é o comportamento no qual um <a href="https://blog.cobasi.com.br/coprofagia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cão ingere suas próprias fezes</a>. E como você deve imaginar, isso pode deixar o seu hálito bem ruim!</p>



<p>O hábito geralmente está associado à curiosidade, tédio, estresse ou até <strong>problemas digestivos em cães</strong>, além de possíveis deficiências nutricionais na dieta.</p>



<p>Filhotes e cães jovens apresentam maior propensão ao comportamento, enquanto as fêmeas podem ingerir fezes durante a amamentação para manter o ambiente limpo. (BOZE, 2008)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Deficiências alimentares</h3>



<p>A <strong>alimentação inadequada </strong>também pode influenciar o hálito dos cães, especialmente quando o cardápio não atende às necessidades nutricionais da espécie.</p>



<p>Dietas caseiras ou cruas, quando não são formuladas por um profissional, podem causar desequilíbrio da microbiota oral e intestinal, favorecendo odores desagradáveis.</p>



<p>A alteração bacteriana pode estimular a proliferação de microrganismos indesejáveis (como a Salmonella), o que impacta diretamente no hálito e na saúde digestiva do animal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais outros sintomas um cachorro com mau hálito pode apresentar?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/saude-bucal-em-caes.webp" alt="sintomas de um cachorro com mau hálito" class="wp-image-77981" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/saude-bucal-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/saude-bucal-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/saude-bucal-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Como você viu, muitas doenças podem fazer o seu cachorro ficar com mau hálito — e a alteração no odor geralmente é só o primeiro sinal de que algo não vai bem com o pet.</p>



<p>Por isso, se você anda sentindo um cheiro estranho vindo da boca do seu pet, preste atenção a outros sintomas que possam estar associados ao quadro!</p>



<p>Sinais como <strong>sangramento oral</strong>, dificuldade para se alimentar, <strong>dor ao mastigar</strong> ou mudanças no comportamento podem indicar um problema mais sério e merecem atenção.</p>



<p>Na tabela abaixo, reunimos os sintomas mais comuns associados ao mau hálito em cães e suas possíveis causas:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Causa</strong></td><td><strong>Principais sinais clínicos</strong></td></tr><tr><td><strong>Doença periodontal</strong></td><td>Gengiva vermelha (eritema), sangramento, retração da gengiva, secreção nasal frequente, espirros e perda de apetite (anorexia).&nbsp;</td></tr><tr><td><strong>Doença renal</strong></td><td>Vômitos (êmese), desidratação, cansaço, perda de apetite, mucosas pálidas, perda de peso, <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-bebendo-muita-agua/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aumento da sede</a> (polidipsia) e aumento da urina (poliúria).</td></tr><tr><td><strong>Insuficiência hepática</strong></td><td>Vômitos, diarreia, fezes claras, perda de apetite e de peso, apatia, náusea, pele e olhos amarelados (icterícia), alterações neurológicas (encefalopatia hepática) e problemas de coagulação</td></tr><tr><td><strong>Diabetes</strong></td><td>Aumento da urina (poliúria), aumento da sede (polidipsia), aumento do apetite (polifagia) e perda de peso.</td></tr><tr><td><strong>Tumores orais</strong></td><td>Dificuldade para engolir (disfagia), <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-salivando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">excesso de saliva</a> (sialorreia) e pequenas verrugas ou aglomerados de massas na cavidade oral.</td></tr><tr><td><strong>Deficiências alimentares</strong></td><td>Emagrecimento acentuado, perda de massa muscular, apatia, fraqueza, pelagem sem brilho ou quebradiça e pele seca.</td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong>Atenção:</strong> a tabela acima tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional. Se notar qualquer um desses sinais, procure um médico-veterinário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o veterinário diagnostica as causas por trás do mau hálito canino?</h2>



<p>Saber se um cachorro está com mau hálito ou não é bastante simples. Afinal, na maioria das vezes, os responsáveis conseguem sentir o bafinho dos pets de longe!</p>



<p>Descobrir a causa do <strong>desequilíbrio oral em cães</strong>, por outro lado, não costuma ser tão fácil e exige a avaliação de um profissional qualificado.</p>



<p>Por isso, o diagnóstico da halitose canina só pode ser feito por um médico-veterinário.&nbsp;</p>



<p>A investigação normalmente começa com uma conversa detalhada sobre o histórico, a alimentação e a rotina do animal, seguida de um exame clínico completo.</p>



<p>Quando há suspeita de doença periodontal, o veterinário inspeciona a cavidade oral do pet e pode solicitar radiografias odontológicas ou uma sondagem gengival. (ADEPU et al., 2018; BAIA, 2018; FERREIRA, 2018)</p>



<p>Para descartar causas que vão além da boca, o veterinário também pode solicitar <strong>exames complementares</strong>, de acordo com a sua suspeita clínica. Alguns exemplos são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Exames laboratoriais:</strong> hemograma, bioquímica sérica e urinálise ajudam a avaliar a função renal, incluindo marcadores como creatinina e SDMA.<br></li>



<li><strong>Perfil hepático e exames de imagem:</strong> análises sanguíneas investigam as enzimas do fígado, podendo ser complementadas por ultrassom e radiografias.<br></li>



<li><strong>Biópsia de lesões orais:</strong> a coleta de amostras permite identificar e classificar tumores presentes na cavidade oral.<br></li>



<li><strong>Glicemia e exame de urina tipo I:</strong> a medição da glicose no sangue associada à presença de glicose na urina é obrigatória para o diagnóstico da diabetes canina.<br></li>



<li><strong>Avaliação nutricional:</strong> análise da dieta, exame físico e testes laboratoriais ajudam a detectar deficiências de nutrientes.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quais complicações a halitose canina pode causar?</h2>



<p>Se não for tratada, a halitose pode evoluir para <strong>condições periodontais complexas</strong> e causar problemas cada vez mais graves na saúde do cachorro.</p>



<p>Além da perda dos dentes, com o tempo, as bactérias associadas ao mau hálito podem entrar na corrente sanguínea e afetar diferentes partes do corpo do animal.</p>



<p>Em entrevista ao Estadão, o veterinário Renato Tartália, especialista em odontologia animal, explica que <a href="https://www.estadao.com.br/emais/bem-estar/mau-halito-em-animais-nao-deve-ser-normalizado-e-pode-indicar-grave-problema-de-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">as principais consequências da doença envolvem os órgãos vitais dos cães</a>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Os rins são os mais acometidos, podendo causar insuficiência renal a longo prazo. Além disso, resulta no agravamento das lesões das válvulas cardíacas, pode afetar o coração, piorar a diabete e, ainda, ocasionar dores nas articulações”, </em>avisa o profissional.</p>
</blockquote>



<p>Ignorar o mau hálito pode permitir que o problema avance silenciosamente, comprometendo a saúde e o bem-estar do seu cachorro.</p>



<p>Então, já sabe: ao perceber qualquer alteração no hálito do pet, leve-o até o veterinário para garantir o diagnóstico e o tratamento adequados.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alguns cães são mais propensos à halitose?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/halitose-em-caes.webp" alt="Cães braquicefálicos são mais propensos à halitose" class="wp-image-77977" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/halitose-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/halitose-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/halitose-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Embora não exista predisposição direta ao mau hálito, alguns cães desenvolvem problemas periodontais com mais frequência e, como consequência, sofrem mais com a halitose.</p>



<p>Os <strong>cachorros de porte pequeno </strong>normalmente possuem uma mandíbula mais apertada, o que favorece o apinhamento dos dentes e o acúmulo de placa em cães. (GIOSO, 2007)</p>



<p>As <a href="https://blog.cobasi.com.br/braquicefalico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">raças braquicefálicas</a> também são predispostas, já que os dentes desalinhados e a respiração bucal agravam os problemas periodontais. (HARVEY &amp; NIEVES, 1991)</p>



<p>Além destes grupos, a idade pode ser outro fator de risco para as doenças bucais em cachorro. Estudos indicam que <strong>80% dos cães com mais de dois anos apresentam gengivite e periodontite</strong> em algum grau. (EMILY et al., 1999; NIEMIEC, 2008)</p>



<p>Por isso, animais com essas características precisam de atenção redobrada com higiene bucal e acompanhamento veterinário regular.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como acabar com o mau hálito do cachorro?</h2>



<p>Infelizmente, não existe uma solução mágica ou um <strong>comprimido para mau hálito de cachorro </strong>que acabe com o bafinho dos pets sozinho.</p>



<p>Afinal, a halitose canina é só a ponta do iceberg — e mascarar o odor com sprays e petiscos não vai resolver o problema por trás da condição.</p>



<p>Via de regra, o primeiro passo para tratar o mau hálito do pet é levar o animal ao veterinário para uma avaliação completa.</p>



<p>Dependendo da condição encontrada, o profissional poderá indicar protocolos de tratamentos específicos, como reposição de insulina em quadros de diabetes, por exemplo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual é o tratamento para doença periodontal canina?</h3>



<p>Agora, se o cachorro estiver sofrendo com os sintomas de doença periodontal, o ideal é buscar ajuda de um médico-veterinário especialista em odontologia.</p>



<p>A condução do caso exige um <strong>tratamento odontológico veterinário</strong> — e apenas um profissional poderá avaliar o grau da doença e definir o protocolo adequado.</p>



<p>Na maioria das situações, o procedimento envolve a <strong>limpeza dental veterinária</strong>, realizada com o animal anestesiado para garantir segurança e precisão.</p>



<p>Durante o atendimento, o profissional remove o acúmulo de tártaro, limpa a região abaixo da gengiva e faz o polimento dos dentes do animal, reduzindo a presença de bactérias.</p>



<p>Dependendo da gravidade, dentes comprometidos precisam ser extraídos para eliminar focos de infecção e aliviar o desconforto.</p>



<p>Caso exista uma <strong>infecção na boca do pet</strong>, o veterinário também pode recomendar o uso de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260401_vis_geral_mau-halito-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antibióticos </a>antes do procedimento. (ROZA, 2021; VALDUGA; PIGNONE, 2018)</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar que o cachorro fique com mau hálito?</h2>



<p>Assim como acontece com os humanos, é muito mais fácil prevenir o mau hálito e as doenças periodontais em cães do que tratá-las.</p>



<p>Aliás, os cuidados preventivos indicados para os cachorros são bem parecidos com os nossos e fazem parte de uma rotina bastante simples!</p>



<p>A primeira dica é agendar visitas ao veterinário a cada 6–12 meses. Isso ajuda a detectar doenças dentárias e outros problemas de saúde mais cedo. Outras formas de <strong>melhorar o hálito do seu cachorro</strong> em casa são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Escovação dos dentes caninos</h3>



<p>Como os cães acumulam placa bacteriana todos os dias, o ideal é investir na <strong>escovação diária </strong>para controlar essa situação.&nbsp;</p>



<p>Utilize <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza/higiene-bucal?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260401_vis_geral_mau-halito-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pasta e escovas de dentes caninas</a> para isso. Afinal, produtos para humanos contêm flúor, o que é nocivo e pode causar problemas gastrointestinais nos animais.</p>



<p>Para que os cuidados com a saúde bucal sejam introduzidos adequadamente, é importante condicionar o cão à rotina. Então, sempre que o pet permitir a escovação, dê um agrado!</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Spray, petiscos e brinquedos</h3>



<p>Você sabia que em grandes pet shops, como a Cobasi, existem <strong>snacks odontológicos</strong></p>



<p>e brinquedos antitártaro que ajudam a manter a higiene oral do seu cachorro?</p>



<p>Os <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/petiscos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260401_vis_geral_mau-halito-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">petiscos </a>e acessórios são soluções que funcionam como complemento à rotina de cuidados, ou seja, não substituem a escovação.</p>



<p>Mas não dá para negar que os objetos têm um papel importante para a limpeza dos dentes, fortalecimento das gengivas e prevenção do acúmulo de placa bacteriana e tártaro.</p>



<p>Os petiscos e <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/brinquedos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260401_vis_geral_mau-halito-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brinquedos</a>, por exemplo, ajudam a remover a placa bacteriana enquanto o cão mastiga. </p>



<p>Já os <strong>antissépticos bucais veterinários,</strong> como os sprays orais e enxaguantes bucais pet, proporcionam uma limpeza suave, mantendo o hálito do seu cachorro sempre fresco!</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Dietas odontológicas</h3>



<p>Um médico-veterinário especializado em odontologia também pode indicar <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/racao/racao-medicamentosa?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260401_vis_geral_mau-halito-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>rações para saúde bucal </strong></a>a pets com predisposição ao acúmulo de placa bacteriana. </p>



<p>Em geral, os rótulos com essa proposta trazem grãos maiores e uma textura mais áspera que potencializa a raspagem dos dentes durante a mastigação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre cachorro com mau hálito (FAQ)</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-evitar-mau-halito-em-caes.webp" alt="como cuidar de um cachorro com mau hálito" class="wp-image-77976" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-evitar-mau-halito-em-caes.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-evitar-mau-halito-em-caes-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/como-evitar-mau-halito-em-caes-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">É normal um cachorro ter bafo de carniça?</h3>



<p>Não. Apesar de muita gente achar normal, o mau hálito é um sinal de desequilíbrio na <strong>flora bacteriana oral</strong> e, na maioria dos casos, está associado a doenças em cães.</p>



<p>Neste caso, além de causar desconforto, o problema pode afetar a qualidade de vida do pet e gerar complicações mais graves, incluindo insuficiência renal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que fazer quando o cachorro está com muito mau hálito?</h3>



<p>O primeiro passo para <strong>tirar bafinho de cachorro</strong> é procurar um médico-veterinário, já que o odor forte costuma indicar tártaro, inflamações ou problemas internos.</p>



<p>O profissional pode indicar escovação, produtos específicos e, se necessário, uma limpeza dentária ou tratamentos específicos dependendo da causa do problema.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como saber se o mau hálito do cachorro é renal?</h3>



<p>Alterações renais podem deixar o <strong>hálito com cheiro de amônia ou urina</strong>, já que o acúmulo de toxinas no sangue interfere diretamente no seu odor. Esse tipo de alteração costuma vir acompanhado de outros sinais, como urinar ou beber mais água.</p>



<p>Ainda assim, só um médico-veterinário pode confirmar o quadro com certeza.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Existe remédio caseiro para tirar mau hálito de cachorro?</h3>



<p>Se você já fez uma busca rápida sobre <strong>como tirar mau halito do cachorro</strong> na internet, provavelmente encontrou várias receitas caseiras prometendo resultados imediatos.</p>



<p>No entanto, é importante lembrar que a única forma eficaz de eliminar o odor é tratar a causa, que pode envolver desde acúmulo de tártaro até doenças mais sérias.</p>



<p>Por isso, embora alguns produtos realmente possam ajudar a controlar o cheiro e manter a saúde bucal, eles devem ser utilizados com orientação veterinária.</p>



<p>Na dúvida, o <a href="https://vohc.org/accepted-products/#dogs" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Conselho Veterinário de Saúde Oral (Veterinary Oral Health Council) </a>possui uma lista de produtos seguros!</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que dar para o cachorro comer para tirar o bafo?</h3>



<p>A escovação diária é, de longe, a melhor forma de <strong>tirar o bafinho dos cachorros</strong>. Mas, no dia a dia, alguns alimentos e produtos também podem ajudar nessa tarefa.</p>



<p>Biscoitos e petiscos odontológicos caninos, por exemplo, auxiliam na remoção mecânica da placa bacteriana e podem reduzir o acúmulo de tártaro.</p>



<p>Mesmo assim, esses recursos atuam como apoio e não resolvem a causa do problema, que precisa ser avaliada por um médico-veterinário.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/higiene-bucal-cachorro.webp" alt="Como evitar que o cachorro fique com mau hálito" class="wp-image-77978" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/higiene-bucal-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/higiene-bucal-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/higiene-bucal-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Gostou do conteúdo?</h2>



<p>Agora que você já sabe como lidar com um <strong>cachorro com mau hálito</strong>, fica muito mais fácil cuidar da saúde e do bem-estar do seu melhor amigo, não é?</p>



<p>Lembre-se: com atenção no dia a dia e acompanhamento veterinário, é possível prevenir problemas bucais e evitar que doenças periodontais evoluam.</p>



<p>E se quiser continuar aprendendo, no Blog da Cobasi você encontra conteúdos completos sobre cuidados, saúde, alimentação e bem-estar para o seu pet. Aproveite!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Revista de Odontologia da UNESP | <a href="https://revodontolunesp.com.br/article/588017dd7f8c9d0a098b494b/pdf/rou-35-3-185.pdf">Qual é a origem do mau hálito?</a></li>



<li>PetMD |<a href="https://www.petmd.com/dog/symptoms/bad-breath-dogs-causes-treatment"> Mau hálito em cães: causas e tratamento</a></li>



<li>Royal Canin Portal Vet | <a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/trato-gastrointestinal/tratamento-de-doencas-hepaticas-em-caes/">Doenças hepáticas em cães: como a nutrição pode ajudar?</a></li>



<li>Estadão | <a href="https://www.estadao.com.br/emais/bem-estar/mau-halito-em-animais-nao-deve-ser-normalizado-e-pode-indicar-grave-problema-de-saude/">Mau hálito em animais não deve ser normalizado e pode indicar grave problema de saúde</a></li>



<li>Centro Universitário Brasileiro (UniBra) |<a href="https://www.grupounibra.com/repositorio/MVETI/2022/doenca-periodontal-em-caes-e-gatos-aspectos-clinicos-e-terapeuticos-33.pdf"> Doença periodontal em cães e gatos: aspectos clínicos e terapêuticos</a></li>



<li>Centro Universitário Brasileiro (UniBra) |<a href="https://www.grupounibra.com/repositorio/MVETI/2022/doenca-renal-em-caes-revisao-literatura34.pdf"> Doença renal em cães: revisão de literatura</a></li>



<li>Centro Universitário FMU | <a href="https://arquivo.fmu.br/prodisc/medvet/nasa.pdf">Diabetes Mellitus em cães</a></li>



<li>CABI Digital Library | <a href="https://www.cabidigitallibrary.org/doi/pdf/10.5555/20143345248">Estudo retrospectivo das neoplasias em cavidade oral atendidas no serviço de clínica médica do hospital veterinário da faculdade UPIS, Brasília-DF</a></li>



<li>Premier Pet |<a href="https://premierpet.com.br/wp-content/files/acervo_premio_pesquisa/2018-aspectos-nutricionais-hereditarios-e-comportamentais-envolvidos-na-coprofagia-em-caes.pdf"> Aspectos nutricionais, hereditários e comportamentais envolvidos na coprofagia em cães</a></li>



<li>Premier Pet |<a href="https://premierpet.com.br/wp-content/files/acervo_premio_pesquisa/2016-deficiencias-nutricionais-graves-em-cao-recebendo-dieta-de-eliminacao-caseira.pdf"> Deficiências nutricionais graves em cão recebendo dieta de eliminação caseira</a></li>



<li>Universidade Federal de Goiás (UFG) | <a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/67/o/Dissertacao2013_Kauana_Mariano.pdf">Fatores relacionados à gravidade da doença periodontal em cães</a></li>



<li>Adimax | <a href="https://adimax.com.br/tartaro-em-cachorros-o-que-e-e-como-evitar/">Tártaro Em Cachorros — O Que É E Como Evitar O Problema?</a></li>



<li>Brazilian Journal of Development | <a href="https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/43473/pdf">Doença periodontal em cães e gatos- abordagem clínica / Periodontal disease in dogs and cats- clinical approach</a></li>



<li>VOHC (Veterinary Oral Health Council) |<a href="https://vohc.org/accepted-products/#dogs"> Produtos aprovados para saúde bucal de cães</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/mau-halito-em-cachorro/">Descubra as principais causas e como cuidar de um cachorro com mau hálito</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/mau-halito-em-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Picada de cobra em cachorro: sintomas, riscos e o que fazer (e não fazer)</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/picada-de-cobra-em-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/picada-de-cobra-em-cachorro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 14:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=19065</guid>

					<description><![CDATA[<p>A picada de cobra em cachorro é um tipo de acidente que pode acontecer tanto em áreas rurais quanto em regiões urbanas com vegetação. No Brasil, existem dezenas de espécies</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/picada-de-cobra-em-cachorro/">Picada de cobra em cachorro: sintomas, riscos e o que fazer (e não fazer)</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_273587167.webp" alt="Cachorro observando uma cobra em um ambiente ao ar livre, com grama verde e chão de terra, evidenciando cautela e atenção na natureza." class="wp-image-77971" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_273587167.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_273587167-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_273587167-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>A <strong>picada de cobra em cachorro </strong>é um tipo de acidente que pode acontecer tanto em áreas rurais quanto em regiões urbanas com vegetação.</p>



<p>No Brasil, existem dezenas de espécies de serpentes peçonhentas, e casos envolvendo animais domésticos são mais comuns do que parecem.</p>



<p>A maior parte dos casos registrados na medicina veterinária envolve serpentes dos gêneros <em>Bothrops</em> (jararaca) e <em>Crotalus</em> (cascavel).</p>



<p>O comportamento dessas cobras não é de ataque por iniciativa própria. O contato costuma acontecer como reação defensiva, quando há sensação de ameaça.</p>



<p>Ainda assim, esse tipo de situação pode resultar em um <strong>acidente ofídico em cães</strong>, ou seja, o envenenamento causado pela mordida de serpentes.</p>



<p>As consequências variam bastante: podem ir desde um inchaço local com dor intensa até quadros mais graves, como sangramentos, dificuldade para respirar, paralisia ou comprometimento de órgãos.</p>



<p>Com a presença cada vez mais frequente de serpentes em áreas urbanas e periurbanas — especialmente próximas a matas, terrenos baldios e regiões com vegetação densa — entender os riscos deixou de ser uma preocupação apenas de quem vive no campo.</p>



<p><strong>Seu cachorro foi picado por uma cobra?</strong> Ao longo deste guia, contamos com a colaboração da <a href="https://blog.cobasi.com.br/especialista/dra-talita-ellen-pastore/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">médica-veterinária Talita Ellen Pastores (CRMV/SP 45887)</a>, para esclarecer quais são os principais sintomas, o que fazer e, principalmente, como agir com segurança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como saber se meu cachorro foi picado por uma cobra?</h2>



<p>Os <strong>sintomas de picada de cobra em cachorro</strong> podem aparecer rapidamente ou evoluir ao longo das primeiras horas. A intensidade varia conforme a espécie da cobra, a quantidade de veneno inoculada e o porte do animal.</p>



<p>De acordo com o Instituto Butantan, a <a href="https://butantan.gov.br/noticias/saiba-o-que-fazer-e-nao-fazer-se-o-seu-pet-for-picado-por-um-animal-peconhento-e-como-prevenir" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dor intensa e imediata costuma ser um dos primeiros sinais observados</a>. Em cães menores, o quadro tende a ser mais grave, já que o veneno se espalha com maior impacto no organismo.</p>



<p>Os sinais clínicos também variam conforme o tipo de cobra envolvida, o que ajuda a entender como o envenenamento evolui em cada caso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sinais locais de picada de cobra em cachorro</h3>



<p>É comum que os primeiros sinais apareçam no local da picada. Embora muita gente imagine que as patas sejam as regiões mais afetadas, o padrão costuma ser outro.</p>



<p>Estudos mostram que <a href="https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3240" target="_blank" rel="noreferrer noopener">grande parte das picadas de cobra em cães ocorre na região da cabeça</a>, principalmente no focinho e no pescoço. </p>



<p>Esse comportamento está ligado à forma como os cães exploram o ambiente, aproximando-se para cheirar ou investigar o que encontram.</p>



<p>Os sinais mais comuns incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dor intensa ao toque;</li>



<li>inchaço (edema) que pode aumentar rapidamente;</li>



<li>vermelhidão ou manchas arroxeadas (equimose);</li>



<li>sangramento no local da picada;</li>



<li>formação de bolhas (vesículas);</li>



<li>áreas de necrose, em casos mais avançados.</li>
</ul>



<p>Esse inchaço pode começar de forma localizada e, em poucas horas, se espalhar pela região afetada. Em situações mais intensas, pode atingir estruturas mais profundas, como musculatura e tecidos próximos.</p>



<p>Quando a picada ocorre em áreas como boca, língua ou pescoço, o edema pode comprometer a respiração e dificultar a alimentação, exigindo atenção imediata.</p>



<p>Visualmente, o ponto da mordida pode ser difícil de identificar. As presas das cobras são finas, e a lesão pode parecer apenas uma pequena perfuração ou até passar despercebida sob a pelagem.</p>



<p>Mas atenção: a ausência de uma marca evidente não descarta a possibilidade de envenenamento. Por isso, qualquer alteração no comportamento ou no corpo após suspeita de contato com serpentes deve ser tratada como um sinal de alerta.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sintomas sistêmicos de picada de cobra em cachorro</h3>



<p>Com a progressão do envenenamento, o organismo passa a ser afetado como um todo. É nesse momento que surgem os sinais mais preocupantes, indicando que o veneno já começou a se espalhar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>fraqueza ou prostração;</li>



<li>dificuldade para respirar (dispneia);</li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-sangrando-pelo-nariz/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sangramento nasal ou em mucosas</a>;</li>



<li>presença de sangue na urina (hematúria);</li>



<li>vômitos e salivação excessiva;</li>



<li>alterações neurológicas, como dificuldade de locomoção ou paralisia.</li>
</ul>



<p>Também é possível observar tremores musculares, respiração mais rápida ou superficial e dificuldade para manter o equilíbrio. As manifestações podem variar conforme o tipo de veneno.</p>



<p>Em picadas causadas por <strong>serpentes com ação neurotóxica, como a </strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/cobra-coral/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cobra-coral</strong></a>, os sintomas neurológicos tendem a ser mais evidentes. </p>



<p>O animal pode apresentar fraqueza progressiva, dificuldade para se movimentar e alterações na respiração, mesmo com pouca dor ou inchaço no local da picada.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_465221765.webp" alt="sintomas de dor ao toque são comuns em casos de cachorro picado por cobra" class="wp-image-77970" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_465221765.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_465221765-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_465221765-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Com a evolução do quadro, há risco de comprometimento de órgãos, alterações circulatórias e complicações graves, principalmente quando o atendimento veterinário demora.</p>



<p>De acordo com o <strong>veterinário Thiago Chiariello, coordenador de produção de venenos e antivenenos no Biotério de Artrópodes do Instituto Butantan</strong>, é essencial ficar atento a qualquer sinal diferente após um possível contato com serpentes.</p>



<p>“Ao notar algo errado, a <a href="https://butantan.gov.br/noticias/saiba-o-que-fazer-e-nao-fazer-se-o-seu-pet-for-picado-por-um-animal-peconhento-e-como-prevenir">primeira coisa a se fazer é procurar atendimento veterinário</a>. Evite tentar tratamentos caseiros, pois eles podem agravar o quadro”, reforça o especialista.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o veneno da cobra age no organismo do cachorro?</h2>



<p>Quando ocorre a <strong>mordida de cobra em cachorro</strong>, o veneno começa a agir de formas diferentes no organismo. Cada tipo de toxina provoca efeitos específicos, o que explica a variedade de sintomas.</p>



<p>De forma geral, os venenos das principais serpentes brasileiras podem causar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Destruição dos tecidos (ação necrosante)</strong>: leva à formação de feridas, inchaço e, em casos mais graves, necrose da pele e estruturas mais profundas.<br><br></li>



<li><strong>Alterações na coagulação</strong>: o sangue pode perder a capacidade de coagular corretamente, favorecendo sangramentos.<br><br></li>



<li><strong>Danos aos vasos sanguíneos</strong>: facilitam hemorragias, tanto no local da picada quanto em órgãos internos.<br><br></li>



<li><strong>Comprometimento do sistema nervoso</strong>: pode provocar fraqueza, dificuldade de locomoção e até paralisia.<br><br></li>



<li><strong>Lesões musculares</strong>: causam dor generalizada e podem afetar órgãos como os rins.</li>
</ul>



<p>Esses efeitos raramente acontecem de forma isolada. Em muitos casos, aparecem combinados e evoluem com o passar das horas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os sintomas variam de acordo com a espécie da cobra?</h2>



<p>Sim, e essa é uma informação essencial para entender a gravidade de cada caso.</p>



<p>Só no Brasil, existem mais de 400 <a href="https://blog.cobasi.com.br/web-stories/serpentes-venenosas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">espécies de serpentes</a>, sendo dezenas delas peçonhentas que podem representar risco para cães.</p>



<p>Segundo análises do Instituto Butantan, cada tipo de veneno atua de forma diferente no organismo. Por isso, os sintomas de um <strong>cachorro picado por cobra</strong> podem variar bastante.</p>



<p>Por exemplo, uma <strong>picada de cascavel em cachorro</strong> costuma afetar o sistema nervoso e pode causar fraqueza, paralisia e dificuldade respiratória. Já as <a href="https://blog.cobasi.com.br/jararaca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">picadas de jararaca</a> tendem a provocar dor intensa, inchaço e sangramentos no local.</p>



<p>Para facilitar a identificação e ajudar na prevenção, veja abaixo as principais <a href="https://blog.cobasi.com.br/cobras-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>cobras encontradas no Brasil</strong></a>, seus efeitos e o grau de risco:</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Tipo de cobra</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Grau de risco</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Características físicas</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Onde costuma aparecer</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Sintomas mais comuns</strong></td><td class="has-text-align-center" data-align="center"><strong>Principais efeitos do veneno</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center"><a href="https://blog.cobasi.com.br/jararaca/">Jararaca </a>(<em>Bothrops spp.</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Corpo marrom ou esverdeado, com desenhos em forma de “V” ou triângulos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Áreas úmidas, matas, jardins, quintais com entulho</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dor intensa, inchaço progressivo, sangramento e necrose local</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Hemotóxico e proteolítico*</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cascavel (<em>Crotalus durissus</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Muito alto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Cauda com chocalho (guizo), coloração amarronzada com losangos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Regiões secas, pastagens, áreas abertas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Fraqueza muscular, dificuldade para andar e respirar</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Neurotóxico e miotóxico*</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Surucucu (<em>Lachesis muta</em>)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Muito alto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Grande porte, corpo robusto com padrões escuros e cauda sem guizo</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Florestas densas e áreas tropicais</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Dor intensa, sangramentos e sinais sistêmicos</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Hemotóxico e sistêmico*</td></tr><tr><td class="has-text-align-center" data-align="center">Coral verdadeira (Micrurus spp.)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Alto</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Corpo com anéis coloridos (vermelho, preto e branco/amarelo)</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Regiões de mata, solo com folhas, áreas escondidas</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Paralisia progressiva, dificuldade respiratória</td><td class="has-text-align-center" data-align="center">Neurotóxico*</td></tr></tbody></table></figure>



<p>Para facilitar o entendimento, veja o que cada classificação indica no organismo do cachorro:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>*<strong>Hemotóxico e proteolítico<br></strong>Atua no sangue e nos tecidos.<br><br></li>



<li><strong>*Neurotóxico e miotóxico<br></strong>Afeta o sistema nervoso e os músculos.<br><br></li>



<li><strong>*Hemotóxico e sistêmico<br></strong>Compromete a coagulação e pode afetar diferentes órgãos.<br><br></li>



<li><strong>*Neurotóxico</strong><strong><br></strong>Age diretamente no sistema nervoso, interferindo na comunicação entre cérebro e músculos.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Curiosidade sobre picada de cobra em cachorro</h3>



<p>As serpentes do gênero <strong>Bothrops (jararaca) são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes envolvendo animais domésticos</strong>, segundo estudos na área de medicina veterinária (Azevedo-Marques et al., 2003; Bernardi et al., 2011; Maruyama et al., 1990; Nogueira &amp; Andrade, 2011).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que devo fazer se meu cachorro for picado por uma cobra?</h2>



<p>Ao suspeitar de <strong>cachorro picado por cobra</strong>, é importante agir com calma e rapidez. Os primeiros socorros ajudam a evitar que o quadro se agrave enquanto o animal é levado para atendimento veterinário.</p>



<p>A <strong>médica-veterinária Talita Ellen Pastore explica que essas primeiras medidas são fundamentais</strong> para estabilizar o animal e ganhar tempo até o início do tratamento adequado.</p>



<p>Seu cachorro foi picado por uma cobra? Confira um checklist com os primeiros socorros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mantenha o cachorro calmo e com o mínimo de movimentação<br></strong>Quanto mais ele se movimenta, mais rápido o veneno circula. Se possível, carregue o animal.<br><br></li>



<li><strong>Afaste o cachorro do local com segurança<br></strong>Isso evita novos acidentes, sem tentar capturar ou se aproximar da cobra.<br><br></li>



<li><strong>Se for possível e rápido, lave o local apenas com água e sabão<br></strong>Esse cuidado é simples e não deve atrasar a ida ao veterinário.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_picada-de-cobra-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leve imediatamente a uma clínica ou hospital veterinário 24h</a><br></strong>O atendimento é essencial para avaliação e tratamento adequado.<br><br></li>



<li><strong>Se for seguro, registre a cobra à distância<br></strong>Uma foto pode ajudar na identificação, mas não vale o risco.<br><br></li>



<li><strong>Informe o tempo desde a picada</strong> <br>Esse dado ajuda o médico-veterinário a definir a melhor conduta.</li>
</ul>



<p><strong>Importante! </strong>Os primeiros socorros não substituem o tratamento veterinário. São cuidados que servem apenas para evitar que o quadro se agrave até a chegada ao atendimento.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que não fazer em caso de cachorro picado por cobra?</h2>



<p>Em contrapartida, algumas práticas ainda são comuns, mas devem ser evitadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não faça torniquete<br></strong>Pode comprometer a circulação e causar necrose.<br><br></li>



<li><strong>Não corte ou perfure o local da picada<br></strong>Isso não remove o veneno e aumenta o risco de infecção.<br><br></li>



<li><strong>Não tente sugar o veneno<br></strong>Essa prática não é eficaz e pode causar contaminação.<br><br></li>



<li><strong>Não aplique álcool, pomadas ou qualquer produto no local<br></strong>Pode agravar a lesão e dificultar a avaliação veterinária.<br><br></li>



<li><strong>Não ofereça alimentos<br></strong>O animal pode ter dificuldade para engolir, aumentando o risco de aspiração.<br><br></li>



<li><strong>Não compre nem tente aplicar soro por conta própria<br></strong>A aplicação inadequada pode causar reações graves, como choque anafilático.<br><br></li>



<li><strong>Não espere os sintomas piorarem</strong><strong><br></strong>Mesmo sem sinais evidentes, o envenenamento pode estar em curso.</li>
</ul>



<p>Além dessas práticas, alguns “remédios caseiros” ainda são bastante difundidos, mas não têm qualquer eficácia e podem até atrapalhar o atendimento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pode dar leite para cachorro picado por cobra?</h3>



<p>A veterinária Talita Ellen explica que<strong> não é indicado oferecer leite para cães picados por cobra</strong>, pois o leite não tem nenhuma ação de neutralizar o veneno e pode, inclusive, atrapalhar o atendimento, principalmente se o animal estiver com dificuldade para engolir ou risco de aspiração.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Carvão ativado funciona em picada de cobra em cachorro?</h3>



<p>“O <strong>carvão ativado não é indicado em casos de picada de cobra</strong>, pois ele é utilizado em situações de ingestão de toxinas, atuando no trato gastrointestinal.<br><br>No caso do envenenamento por picada, o veneno é inoculado diretamente na circulação e nos tecidos, portanto o carvão não tem efeito terapêutico.”</p>



<p>No fim, tentar soluções caseiras só aumenta o risco de atraso no tratamento correto. Em qualquer suspeita, o mais importante continua sendo <strong>buscar atendimento veterinário imediato</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico de picada de cobra em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_431971378.webp" alt="Cachorro deitado no veterinário, aguardando consulta, com ambiente clínico ao fundo, representando cuidado e saúde animal." class="wp-image-77966" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_431971378.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_431971378-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_431971378-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Segundo Boff (2005), o diagnóstico em acidentes ofídicos é baseado na associação entre histórico, sinais clínicos e exames complementares.&nbsp;</p>



<p>Não existe um teste único capaz de confirmar o envenenamento de forma isolada. A decisão clínica é feita a partir do conjunto de evidências, especialmente porque nem sempre é possível ver o momento da picada ou identificar a marca da mordida.</p>



<p>De acordo com a médica-veterinária Talita Ellen Pastore, o diagnóstico em cães segue uma sequência de avaliação:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Levantamento do histórico</h3>



<p>O veterinário investiga onde o cachorro estava, se há presença de serpentes na região, quanto tempo passou desde o início dos sintomas e como o quadro evoluiu. Esse histórico ajuda a estimar o tipo de acidente e a velocidade de ação do veneno.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Exame clínico do animal</h3>



<p>Em seguida, é feita a avaliação física completa. É observado o local da possível picada em busca de inchaço, dor, sangramento ou alteração de coloração.<br><br>Ao mesmo tempo, o profissional avalia o estado geral do cachorro, verificando sinais como fraqueza, alterações neurológicas, dificuldade respiratória e comprometimento circulatório. Essa etapa define se o quadro está localizado ou se já há envolvimento sistêmico.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Exames laboratoriais</h3>



<p>Com a suspeita clínica estabelecida, alguns exames são solicitados para identificar alterações internas e orientar o tratamento:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Hemograma</strong>: permite detectar anemia, alterações nas células de defesa e queda de plaquetas, o que aumenta o risco de sangramentos.<br><br></li>



<li><strong>Testes de coagulação:</strong> mostram se o sangue perdeu a capacidade de coagular adequadamente, algo comum em acidentes com serpentes do gênero <em>Bothrops</em> (jararaca).<br><br></li>



<li><strong>Bioquímica sérica:</strong> avalia órgãos como rins e fígado. Aumento de ureia e creatinina indica possível lesão renal, enquanto alterações em enzimas como ALT e CK sugerem dano hepático e muscular.<br><br></li>



<li><strong>Urinálise</strong>: esse exame complementa a investigação, podendo indicar presença de sangue ou alterações renais associadas ao envenenamento.</li>
</ul>



<p>Mesmo sem a confirmação visual da picada, a combinação entre histórico, sinais clínicos e exames permite ao veterinário identificar o quadro com segurança e iniciar o tratamento rapidamente.</p>



<p>Na rotina veterinária, a suspeita bem fundamentada já é suficiente para iniciar o tratamento. A conduta não depende de confirmação absoluta, porque o tempo influencia diretamente na evolução do quadro.<br><br>Quanto mais cedo o envenenamento é reconhecido, maiores são as chances de recuperação do cachorro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como o tutor pode ajudar no diagnóstico?</h3>



<p>Nos primeiros momentos após o ocorrido, algumas informações observadas pelo responsável do cão ajudam diretamente na avaliação clínica:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>local onde o cachorro estava antes dos sintomas aparecerem;<br><br></li>



<li>possível presença de cobra ou comportamento de investigação (cheirar, latir, avançar);<br><br></li>



<li>tempo aproximado desde o início dos sinais;<br><br></li>



<li>região do corpo onde surgiu o inchaço ou dor;<br><br></li>



<li>evolução do quadro (se piorou rapidamente ou de forma gradual).</li>
</ul>



<p>Mudanças de comportamento também devem ser relatadas, como apatia, dificuldade para andar, tremores ou alteração na respiração.</p>



<p>Essas informações ajudam o veterinário a entender a progressão do envenenamento e tomar decisões mais rápidas sobre o tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o tratamento para picada de cobra em cachorro?</h2>



<p>Após o atendimento inicial, o médico-veterinário avalia a gravidade do quadro com base nos sintomas, no tempo desde a picada e, quando possível, no tipo de serpente envolvida.</p>



<p>O tratamento pode variar, mas costuma seguir algumas etapas principais:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uso do soro antiofídico</h3>



<p>O <strong>soro antiofídico veterinário é o único tratamento capaz de neutralizar o veneno da cobra</strong>. A aplicação é feita por via intravenosa e sempre com monitoramento, já que podem ocorrer reações durante o processo.</p>



<p>A médica <strong>veterinária Talita Ellen Pastore</strong> explica:</p>



<p>“O soro antiofídico é o único tratamento capaz de neutralizar o veneno da cobra e deve ser administrado o mais rápido possível após a suspeita de envenenamento.&nbsp;</p>



<p>Diferente de outros medicamentos, a dose não é calculada pelo peso do animal, mas sim pela gravidade do quadro clínico.</p>



<p>Na prática, utilizamos a <strong>via intravenosa nos casos moderados a graves, pois ela permite uma ação mais rápida e eficaz</strong>.&nbsp;</p>



<p>É importante destacar que o soro atua neutralizando o veneno que ainda está circulando no organismo, mas não reverte lesões que já foram causadas, como necrose tecidual.</p>



<p>Além disso, por ser um produto de origem biológica, o soro pode causar reações adversas, como reações alérgicas e até choque anafilático.&nbsp;</p>



<p>Por esse motivo, sua aplicação deve ser feita exclusivamente em ambiente veterinário, com monitoramento e suporte adequado para agir rapidamente caso haja qualquer intercorrência.”</p>



<p>Na prática, isso significa que <strong>tempo é um fator crítico</strong>: quanto antes o animal recebe o soro, maiores são as chances de recuperação e menores os danos ao organismo.</p>



<p>Outro ponto importante é que <strong>nem todas as clínicas veterinárias possuem soro antiofídico disponível</strong>, principalmente em áreas urbanas. Esse tipo de tratamento costuma estar concentrado em:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>hospitais veterinários de maior porte;</li>



<li>centros de referência;</li>



<li><a href="https://butantan.gov.br/noticias/estudo-mapeia-areas-de-maior-risco-para-picada-por-serpente-no-estado-de-sao-paulo-e-caracteristicas-dos-acidentes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">regiões com maior incidência de acidentes com serpentes</a>.</li>
</ul>



<p>Por isso, diante de qualquer suspeita de picada, o ideal é buscar atendimento imediato e, se possível, ligar antes para confirmar a disponibilidade do soro, evitando atrasos no início do tratamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Terapia de suporte</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/03/AdobeStock_403476762.webp" alt="fluidoterapia veterinária" class="wp-image-73286" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/03/AdobeStock_403476762.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/03/AdobeStock_403476762-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/03/AdobeStock_403476762-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Além do soro, o tratamento inclui cuidados para estabilizar o organismo do animal:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/fluidoterapia-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fluidoterapia</a> (soro na veia) para manter a circulação e proteger órgãos;</li>



<li>controle da dor e da inflamação;</li>



<li>uso de antibióticos, quando há risco de infecção;</li>



<li>suporte respiratório, em casos mais graves.</li>
</ul>



<p>Essas medidas ajudam a reduzir complicações e favorecem a recuperação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Monitoramento e evolução</h3>



<p>O cachorro pode precisar de observação por algumas horas ou dias, dependendo da gravidade. Em alguns casos, os sintomas evoluem ao longo do tempo, o que exige acompanhamento contínuo para evitar complicações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-caes/">problemas</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a><a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-caes/">renais</a>;</li>



<li>alterações na coagulação;</li>



<li>comprometimento respiratório.</li>
</ul>



<p>Com atendimento rápido e tratamento adequado, muitos cães se recuperam bem. O tempo até o início do atendimento continua sendo o fator que mais influencia no prognóstico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual prognóstico para casos de picada de cobra em cachorro? </h2>



<p>A médica veterinária <strong>Talita Ellen Pastore</strong> responde que o prognóstico pode variar bastante e depende principalmente do tempo até o atendimento, do tipo de serpente envolvida e da quantidade de veneno inoculada.<br><br>“Quando o animal é atendido precocemente e recebe o soro antiofídico nas primeiras horas, as chances de recuperação são boas. Por outro lado, atrasos no atendimento aumentam significativamente o risco de complicações”, explicou.<br><br>Entre as principais complicações, podemos observar lesão renal aguda, alterações na coagulação com sangramentos, necrose tecidual no local da picada e, em casos mais graves, comprometimento neurológico e respiratório.<br><br>Também é importante considerar o local da picada, já que regiões como face e pescoço podem evoluir com edema importante e risco de obstrução de vias aéreas.&nbsp;</p>



<p>Além disso, cães de pequeno porte tendem a apresentar quadros mais graves devido à maior concentração relativa de veneno no organismo.”</p>



<p>Na prática, isso significa que a evolução pode ir de um quadro leve, com recuperação completa, até situações graves com risco de morte. Especialmente, quando há demora no atendimento ou envolvimento de serpentes com ação neurotóxica, que afetam o sistema nervoso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Casos reais: como o diagnóstico e tratamento acontecem na prática</h3>



<p>Um exemplo descrito na literatura veterinária, <a href="https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3240" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado na revista científica <em>Pubvet</em></a>, envolve um cão da raça <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/pinscher?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_picada-de-cobra-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pinscher</a>, com sete anos de idade, atendido após ser picado por uma serpente do gênero <em>Bothrops</em> (jararaca), no Rio de Janeiro.</p>



<p>Os tutores levaram o animal rapidamente à clínica e, junto com ele, também levaram a cobra para identificação. Esse detalhe ajudou a direcionar o atendimento desde o início.</p>



<p>O cachorro apresentava inchaço no membro afetado e sinais compatíveis com envenenamento. Mesmo com a confirmação clínica em andamento, o tratamento foi iniciado imediatamente.</p>



<p>Foram realizados exames como hemograma e bioquímica, que mostraram alterações no sangue, embora ainda discretas (possivelmente porque o atendimento aconteceu em menos de 24 horas após a picada).</p>



<p>Foi relatado que a conduta incluiu:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aplicação de soro antiofídico por via intravenosa;</li>



<li>fluidoterapia para estabilização;</li>



<li>uso de anti-inflamatórios, analgésicos e anti-histamínicos;</li>



<li>antibióticos para prevenir infecção;</li>



<li>suporte com oxigênio.</li>
</ul>



<p>O cachorro permaneceu internado por dois dias. Durante esse período, apresentou hematomas e redução do apetite, sinais comuns após acidentes desse tipo.</p>



<p>Após a estabilização, o tratamento continuou em casa, com acompanhamento veterinário. Em cerca de 17 dias, o animal retornou à clínica sem alterações clínicas, com recuperação completa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como prevenir picada de cobra em cachorro?</h2>



<p>A prevenção começa pelo ambiente. Locais com acúmulo de materiais, lixo ou vegetação densa favorecem a presença de serpentes, principalmente em regiões onde esses animais já são comuns.</p>



<p>O Instituto Butantan orienta que pequenas mudanças no dia a dia ajudam a reduzir significativamente o risco de acidentes com animais peçonhentos.</p>



<p>Na prática, isso envolve manter o espaço organizado e menos atrativo <strong>para cobras, escorpiões e outras espécies.</strong> Veja medidas práticas que ajudam a reduzir esse risco:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cuidados no ambiente</h3>



<p>Algumas medidas simples já fazem diferença na rotina:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter o terreno limpo e sem mato alto;</li>



<li>evitar acúmulo de entulho, folhas secas e materiais de construção;</li>



<li>manter sacos de lixo bem fechados e armazenados corretamente;</li>



<li>vedar ralos, frestas e possíveis acessos ao interior da casa;</li>



<li>instalar telas em janelas e manter portas bem ajustadas;</li>



<li>fechar aberturas em paredes, como passagens de fios e caixas elétricas.</li>
</ul>



<p>Essas ações reduzem abrigos e fontes de alimento, como insetos e pequenos roedores, que atraem serpentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Atenção redobrada em áreas externas</h3>



<p>Em locais como sítios, chácaras ou regiões rurais, o risco tende a ser maior. Nesses ambientes, vale observar o comportamento do cachorro durante passeios ou no quintal.<br><br>Interesse excessivo por buracos, vegetação densa ou movimentação no chão pode indicar presença de outros animais.&nbsp;</p>



<p>Além disso, evitar passeios em horários de menor visibilidade, como à noite, também ajuda a reduzir o risco de encontro com serpentes.</p>



<p>Quer mais dicas? No Blog da Cobasi, temos um guia completo sobre “<a href="https://blog.cobasi.com.br/como-espantar-cobras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como espantar cobras de casa adotando hábitos simples</a>”, com a colaboração da veterinária Joyce Lima (CRMV/SP &#8211; 39824). Confira! </p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre picada de cobra em cachorro</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_114526363.webp" alt="Cão de raça Labrador Retriever relaxando ao receber carinho na cabeça, deitado em gramado verde, demonstrando carinho e bem-estar ao pet." class="wp-image-77968" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_114526363.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_114526363-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_114526363-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Toda picada de cobra é venenosa?</h3>



<p>Não são todas mordidas que resultam em envenenamento. Algumas <strong>serpentes não são peçonhentas </strong>e, nesses casos, o cachorro pode apresentar apenas dor local ou pequenas perfurações na pele.&nbsp;</p>



<p>Também existem situações em que a cobra é venenosa, mas não inocula veneno. Mesmo assim, qualquer suspeita deve ser tratada como emergência, já que não é possível diferenciar com segurança sem avaliação veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual veneno de cobra é mais perigoso para cães?</h3>



<p>Segundo a <em>National Geographic Brasil, </em><a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2023/11/como-e-a-surucucu-pico-de-jaca-a-maior-cobra-peconhenta-das-americas#:~:text=mais%20populares%20*%20Serpentes.%20*%20R%C3%A9pteis." target="_blank" rel="noreferrer noopener">a surucucu pico-de-jaca (<em>Lachesis muta</em>) é a serpente mais venenosa encontrada na América Central e na América do Sul</a>, com ocorrência em regiões tropicais do Brasil.</p>



<p>A espécie é considerada altamente venenosa e tem como característica a capacidade de se esconder na mata, o que aumenta o risco de acidentes.</p>



<p>Porém, trazendo para o contexto mais comum em incidentes com cães, no Brasil, o veneno da cascavel costuma ser considerado um dos mais perigosos, principalmente pela ação rápida no sistema nervoso.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual o remédio caseiro para cachorro picado de cobra?</h3>



<p>Não existe tratamento caseiro seguro ou eficaz. Práticas como fazer cortes no local, tentar sugar o veneno, aplicar produtos ou fazer torniquetes não funcionam e podem piorar o quadro.</p>



<p>A única conduta segura é limpar o local, se possível, e levar o cachorro imediatamente ao veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pode usar soro antiofídico humano em cachorro?</h3>



<p>Não, o soro utilizado em humanos é diferente do veterinário, tanto na formulação quanto na dosagem. A aplicação inadequada pode causar reações graves, como choque anafilático.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo um cachorro pode resistir após uma picada de cobra?</h3>



<p>O tempo pode variar bastante, dependendo do tipo de cobra, da quantidade de veneno e da rapidez com que o atendimento acontece.&nbsp;</p>



<p>Em alguns casos, os sinais aparecem e evoluem ao longo de horas. Já em outros, principalmente com venenos neurotóxicos que afetam o sistema nervoso, o quadro pode se agravar mais rápido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo o veneno da cobra permanece no organismo do cachorro?</h3>



<p>O veneno começa a agir rapidamente após a picada, mas seus efeitos podem permanecer por dias. Mesmo após o tratamento, o organismo pode levar tempo para se recuperar completamente, especialmente em casos com lesões renais, musculares ou necrose de tecidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como saber se foi cobra ou outro animal?</h3>



<p>Nem sempre é fácil identificar. Picadas de cobra costumam causar inchaço rápido, dor intensa e, em alguns casos, alterações sistêmicas. A presença de dois pontos de perfuração também pode ocorrer, mas nem sempre é visível.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_791185153.webp" alt="Veterinários realizando exame em cachorro deitada em uma mesa de clínica veterinária, com profissionais usando luvas azuis, representando cuidado animal." class="wp-image-77969" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_791185153.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_791185153-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_791185153-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Conte com apoio veterinário da Pet Anjo</h2>



<p>Ao longo do conteúdo, ficou claro que a picada de cobra em cachorro é uma situação que exige atenção rápida e decisões bem orientadas. Mais do que reconhecer os sinais, saber como agir e procurar ajuda profissional pode fazer toda a diferença na evolução do quadro.</p>



<p>Ter acesso a um atendimento preparado, com equipe capacitada e estrutura adequada, aumenta as chances de recuperação e ajuda a reduzir possíveis complicações.</p>



<p>Nessas horas, contar com profissionais qualificados, como os <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260323_vis_geral_picada-de-cobra-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veterinários da Pet Anjo</a>,  garante um cuidado seguro, desde atendimentos emergenciais até consultas de rotina.</p>



<p>A saúde do seu pet merece atenção especializada, segurança e confiança em todos os momentos.</p>



<p>Se quiser continuar se informando e cuidar melhor do seu cão no dia a dia, confira outros conteúdos no Blog da Cobasi, com orientações confiáveis e feitas para quem quer oferecer o melhor para o seu pet. Até a próxima!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências técnicas</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>INSTITUTO BUTANTAN</strong>. <em>Saiba o que fazer e não fazer se o seu pet for picado por um animal peçonhento e como prevenir</em>. Disponível em:<a href="https://butantan.gov.br/noticias/saiba-o-que-fazer-e-nao-fazer-se-o-seu-pet-for-picado-por-um-animal-peconhento-e-como-prevenir" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://butantan.gov.br/noticias/saiba-o-que-fazer-e-nao-fazer-se-o-seu-pet-for-picado-por-um-animal-peconhento-e-como-prevenir</a><br><a href="https://butantan.gov.br/noticias/saiba-o-que-fazer-e-nao-fazer-se-o-seu-pet-for-picado-por-um-animal-peconhento-e-como-prevenir" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><br></a></li>



<li><strong>CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (CRMV-SP)</strong>. <em>Saiba como evitar que os pets sejam atacados por animais peçonhentos</em>. Disponível em:<a href="https://crmvsp.gov.br/saiba-como-evitar-que-os-pets-sejam-atacados-por-animais-peconhentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://crmvsp.gov.br/saiba-como-evitar-que-os-pets-sejam-atacados-por-animais-peconhentos/<br></a><br></li>



<li><strong>PUBVET</strong>. <em>Relato de caso: acidente ofídico em cão (Bothrops)</em>. Disponível em:<a href="https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3240" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/pt_BR/article/view/3240<br></a><br></li>



<li><strong>ENCICLOPÉDIA BIOSFERA</strong>. <em>Acidentes ofídicos em animais domésticos</em>. Disponível em:<a href="https://www.conhecer.org.br/enciclop/2014a/AGRARIAS/Acidentes%20ofidicos.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://www.conhecer.org.br/enciclop/2014a/AGRARIAS/Acidentes%20ofidicos.pdf<br></a><br></li>



<li><strong>NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL</strong>. <em>Como é a surucucu pico-de-jaca, a maior cobra peçonhenta das Américas</em>. Disponível em:<a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2023/11/como-e-a-surucucu-pico-de-jaca-a-maior-cobra-peconhenta-das-americas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2023/11/como-e-a-surucucu-pico-de-jaca-a-maior-cobra-peconhenta-das-americas<br></a><br></li>



<li><strong>MSD VETERINARY MANUAL</strong>. <em>Snakebites in Animals</em>. Disponível em:<a href="https://www.msdvetmanual.com/toxicology/snakebite/snakebites-in-animals" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> https://www.msdvetmanual.com/toxicology/snakebite/snakebites-in-animals</a></li>
</ul>



<p></p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/picada-de-cobra-em-cachorro/">Picada de cobra em cachorro: sintomas, riscos e o que fazer (e não fazer)</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/picada-de-cobra-em-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aprenda a identificar, tratar e prevenir a incontinência urinária em cachorro</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-incontinencia-urinaria/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-incontinencia-urinaria/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças de cachorro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=48106</guid>

					<description><![CDATA[<p>A incontinência urinária em cachorro é um distúrbio relativamente comumque acontece quando um pet perde o controle da bexiga e começa a urinar de forma involuntária. Na maioria das vezes,</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-incontinencia-urinaria/">Aprenda a identificar, tratar e prevenir a incontinência urinária em cachorro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-com-incontinencia-urinaria.webp" alt="Cachorro com incontinência urinária" class="wp-image-77885" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-com-incontinencia-urinaria.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-com-incontinencia-urinaria-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-com-incontinencia-urinaria-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>A <strong>incontinência urinária em cachorro</strong> é um distúrbio relativamente comumque acontece quando um pet perde o controle da bexiga e começa a urinar de forma involuntária.</p>



<p>Na maioria das vezes, os vazamentos são pequenos e aparecem como gotas ou jatos de xixi que escapam enquanto o animal descansa, dorme ou se movimenta pela casa.</p>



<p>Segundo a veterinária Camila Ladim Braga, <a href="https://caesegatos.com.br/incontinencia-urinaria-nos-pets-como-identificar-e-tratar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevistada pela revista Cães e Gatos</a>, a incontinência urinária acomete especialmente as cadelas e pode ocorrer por diferentes motivos, como alterações urinárias, hormonais, anatômicas ou neurológicas.</p>



<p>Então, não, <strong>o seu cachorro não está fazendo xixi em um lugar errado por birra ou má-criação</strong>. Pelo contrário, ele pode estar sofrendo!</p>



<p>Além do desconforto para o animal, lidar com as gotas, manchas e <a href="https://blog.cobasi.com.br/produto-para-tirar-cheiro-de-xixi-de-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cheiro de urina no ambiente</a> também não é nada fácil para os responsáveis. Mas, para a sorte do pet e da sua família, esse problema tem solução.</p>



<p>A seguir, vamos explicar o que pode estar por trás desse quadro e quais cuidados ajudam a melhorar a rotina de um <strong>cachorro com incontinência urinária</strong>.</p>



<p>Continue a leitura e aproveite!</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é incontinência urinária em cachorro?</h2>



<p>Como mencionamos, a incontinência urinária canina é um distúrbio urológico caracterizado pela falta de controle sobre <strong>o ato de segurar e eliminar a urina</strong>, chamado de micção.&nbsp;</p>



<p>A micção, por sua vez, é controlada por diversos músculos e nervos do animal, que trabalham em equipe para esvaziar a bexiga sempre que necessário. (LESS, 2004)</p>



<p>Em condições normais, o sistema nervoso canino regula o ato de urinar e permite que o animal tenha controle sobre o momento da micção. É algo quase totalmente voluntário!&nbsp;</p>



<p>No entanto, alterações na musculatura, na bexiga ou nos nervos envolvidos no processo podem prejudicar a autonomia do pet.</p>



<p>E, quando isso acontece, é bem provável que você encontre o seu <strong>cachorro fazendo xixi sem perceber</strong>, pois vazamentos e escapes acabam acontecendo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como o trato urinário dos cães funciona?</h3>



<p>Embora fazer xixi pareça um processo simples no dia a dia, a micção é um mecanismo fisiológico complexo dividido em duas etapas diferentes.</p>



<p>A primeira fase é o <strong>armazenamento</strong>. Nela, a bexiga relaxa e acumula a urina produzida pelos rins, enquanto músculos chamados esfíncteres uretrais se contraem para impedir o líquido de escapar.</p>



<p>Durante esse processo, a parede da bexiga se expande gradualmente para acomodar o aumento de volume, mantendo a pressão interna relativamente estável.</p>



<p>Ao mesmo tempo, o fechamento da uretra garante que a força de contenção seja maior do que a pressão dentro da bexiga. Assim, nada vaza dali!</p>



<p>Quando a bexiga atinge determinado volume, ela se contrai e dá início ao processo de <strong>esvaziamento</strong>. Aí, então, os esfíncteres relaxam e a urina é eliminada. (CARVALHO, 2016)</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="607" height="471" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/sistema-urinario-do-cachorro.webp" alt="" class="wp-image-77890" style="aspect-ratio:1.288780703695508;width:402px;height:auto" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/sistema-urinario-do-cachorro.webp 607w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/sistema-urinario-do-cachorro-300x233.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/sistema-urinario-do-cachorro-150x116.webp 150w" sizes="(max-width: 607px) 100vw, 607px" /><figcaption class="wp-element-caption">Figura 1– Anatomia do trato urinário dos cães. Fonte: BASSERT; COLVILLE, 2010.</figcaption></figure>
</div>


<p>O controle da micção canina acontece pelo trabalho conjunto do sistema nervoso somático, responsável pelas ações voluntárias, e o autônomo, que regula as respostas involuntárias.&nbsp;</p>



<p>A micção também pode ser modulada de forma consciente pelos cães, que conseguem segurar o xixi até encontrar um local apropriado para se aliviarem.</p>



<p>Além disso, alguns reflexos naturais ajudam a proteger o trato urinário em situações de aumento repentino da pressão abdominal, como <a href="https://blog.cobasi.com.br/tosse-de-cachorro/https://blog.cobasi.com.br/tosse-de-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tosse</a>, palpação ou compressão da bexiga.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as causas de incontinência urinária em cachorro?</h2>



<p>A incontinência urinária em cães pode ter diversas origens e nem sempre está ligada ao comportamento do animal.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes, o responsável pensa que o seu pet só é um <strong>cachorro que faz muito xixi </strong>ou ainda não aprendeu a usar o tapete como deveria, quando na verdade, o buraco é mais fundo!</p>



<p>Segundo Moore (2017), as causas da incontinência urinária canina podem ser hereditárias, também chamadas de congênitas, ou adquiridas ao longo da vida.</p>



<p>Nos cães, o problema costuma ter origem multifatorial, ou seja, está relacionado a diferentes alterações, incluindo:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Infecção urinária em cachorro</h3>



<p>As infecções são um dos principais <strong>problemas urinários em cães</strong> e acontecem quando bactérias, fungos e outros microrganismos nocivos invadem o sistema urinário do pet.</p>



<p>Um <a href="https://repositorio.usp.br/directbitstream/29c9b3c9-91a7-4250-8e3a-dd2bc99107f7/KOG_170_2982619_R.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado pela Universidade de São Paulo</a> mostrou que a condição é comum na espécie e ocorre em cerca de 5% a 17% dos cachorros.</p>



<p>Além da incontinência, a <a href="https://blog.cobasi.com.br/infeccao-urinaria-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">infecção do trato urinário (ITU)</a> costuma causar dor ao urinar, muitas idas ao banheiro e xixi com sangue, chamado de hematúria.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Aumento da ingestão de água e distúrbios endócrinos</h3>



<p>Algumas doenças sistêmicas podem aumentar a ingestão de água e, consequentemente, a produção de urina dos animais.&nbsp;</p>



<p>Situações desse tipo costumam estar relacionadas a <strong>alterações hormonais em cães</strong> e exigem uma investigação cuidadosa.</p>



<p>Doenças como <a href="https://blog.cobasi.com.br/diabetes-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diabetes mellitus</a> e doença de Cushing são exemplos de condições que fazem o animal beber mais água (polidipsia) e urinar com maior frequência (polaquiúria).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Deficiência de estrógeno pós-castração</h3>



<p>A deficiência de estrógeno após a <a href="https://blog.cobasi.com.br/castracao-de-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">castração </a>pode contribuir para o desenvolvimento de incontinência urinária hormônio-dependente, conhecida como IMEU. (BYRON, 2015)</p>



<p>A redução desse hormônio provoca alterações no trato urinário inferior, como diminuição do número e da sensibilidade de receptores responsáveis pelo controle da uretra.</p>



<p>O conjunto dessas alterações diminui a pressão da região favorecendo o escape involuntário de urina, especialmente em cadelas. (COIT et al., 2008)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Obstrução do trato urinário</h3>



<p>A obstrução do trato urinário ocorre quando a uretra do cão é bloqueada por estruturas como <a href="https://blog.cobasi.com.br/urolitiase-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cálculos urinários</a> ou tumores, impedindo a passagem normal do xixi.</p>



<p>O aumento da pressão interna pode fazer com que pequenas quantidades de urina escapem ao redor da obstrução, favorecendo episódios de incontinência.</p>



<p>Quadros desse tipo geralmente estão relacionados a <strong>problemas renais em cachorro</strong> e exigem atendimento veterinário imediato, pois costumam ser fatais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Malformações ou anomalias anatômicas&nbsp;</h3>



<p>Às vezes, anomalias congênitas, lesões ou cirurgias comprometem o funcionamento da bexiga e da uretra, gerando quadros de incontinência urinária em cadelas e cachorros.</p>



<p>Entre os exemplos mais conhecidos estão os ureteres <strong>ectópicos</strong>, condição em que o tubo que leva a urina do rim à bexiga nasce fora da posição anatômica correta.</p>



<p>Segundo um <a href="https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/download/14740/12466/61998" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado na revista Ciência Animal</a>, o quadro é a causa mais comum de incontinência urinária em cães jovens.</p>



<p>Outras alterações associadas à incontinência canina são a hipoplasia uretral, caracterizada pelo subdesenvolvimento da uretra, e anomalias na vulva ou na região ao redor dela.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alterações neurológicas ou disfunções</h3>



<p>Lesões na medula espinhal, no encéfalo ou nos nervos periféricos também podem afetar os nervos que regulam o funcionamento da bexiga e interferir no controle da micção.</p>



<p>Para piorar, algumas <strong>doenças neurológicas em cães</strong>, como distúrbios lombossacrais, provocam incontinência urinária mesmo quando o animal não apresenta dificuldades para caminhar, o que dificulta o diagnóstico.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fraqueza do esfíncter urinário</h3>



<p>De acordo com o <a href="https://www.petmd.com/dog/general-health/incontinence-senior-dogs-what-do-and-how-help" target="_blank" rel="noreferrer noopener">portal Pet MD</a>, os casos mais comuns de incontinência urinária em cães acontecem devido à incompetência do mecanismo esfincteriano urinário (IMEU).</p>



<p>Nessa condição, a uretra perde parte da capacidade de permanecer fechada durante o armazenamento da urina e pequenos vazamentos involuntários começam a acontecer.</p>



<p>Popularmente chamada de fraqueza no esfíncter, a condição surge com mais frequência em cadelas adultas ou de meia-idade e pode estar associada ao <strong>envelhecimento canino</strong> e à <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-gordo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">obesidade</a>.</p>



<p>A relação entre <strong>castração e incontinência urinária</strong> também é observada em alguns casos, já que alterações hormonais podem influenciar o funcionamento do esfíncter uretral.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas de incontinência urinária em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-pingando-urina.webp" alt="cachorro pingando urina" class="wp-image-77887" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-pingando-urina.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-pingando-urina-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-pingando-urina-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>Para a maioria dos especialistas, não é difícil notar os sinais de um <strong>cachorro com incontinência urinária</strong>, já que eles são bem específicos.</p>



<p>Em casa, os responsáveis precisam prestar atenção a pequenas mudanças de comportamento envolvendo o seu melhor amigo.</p>



<p>Um <strong>cachorro pingando urina</strong> pode ser o primeiro indício da condição, mas outros sintomas clássicos de incontinência canina são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Manchas ou pequenas poças de urina</strong> no local onde o cão costuma dormir ou descansar, como caminhas ou no chão.<br></li>



<li><strong>Aumento da frequência urinária</strong>;<br></li>



<li><strong>Dificuldade para urinar;</strong><strong><br></strong></li>



<li><strong>Cachorro fazendo xixi na cama enquanto dorme</strong>;<br></li>



<li><strong>Odor de urina no ambiente</strong>;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Lambedura excessiva da região genital</strong>.</li>
</ul>



<p>Às vezes, os responsáveis também podem notar o cão urinando involuntariamente durante passeios ou logo após já ter feito xixi, sem nem perceber que isso está acontecendo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como diferenciar marcação territorial de incontinência urinária canina?</h3>



<p>Algumas situações podem se parecer com incontinência urinária, mas na verdade estão relacionadas ao comportamento ou a outras condições de saúde do animal.&nbsp;</p>



<p>Segundo a veterinária Bárbara Duarte, <a href="https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/xixi-no-lugar-errado-pode-ser-sinal-de-incontinencia-urinaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">entrevistada pelo jornal Estadão</a>, nesses casos, a micção não está relacionada à incapacidade de reter o xixi e não pode ser considerada incontinência — nem é um sintoma de cachorro com infecção urinária, isoladamente.</p>



<p>Abaixo, listamos algumas situações em que a eliminação inadequada pode causar confusão e como diferenciá-las:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Situação</strong></td><td><strong>Quando e como acontece</strong></td><td><strong>Como diferenciar</strong></td></tr><tr><td><strong>Micção por submissão ou excitação</strong></td><td>Ocorre quando o pet fica muito empolgado ou intimidado. O clássico exemplo é quando o <strong>cachorro faz xixi de alegria </strong>ao ver o tutor ou receber visitas.</td><td>Pequena quantidade de urina liberada próxima à pessoa ou situação que acionou o gatilho.</td></tr><tr><td><a href="https://blog.cobasi.com.br/como-ensinar-filhote-de-cachorro-a-fazer-necessidades-no-lugar-certo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Falta de treinamento</strong></a></td><td>Alguns cães não foram ensinados corretamente a fazer as necessidades no local apropriado e acabam urinando dentro de casa.</td><td>Quantidade normal de urina, geralmente perto de portas ou em locais afastados da área de descanso, alimentação ou brincadeira do animal.</td></tr><tr><td><strong>Alterações cognitivas em cães idosos</strong></td><td>Pets na fase sênior podem ter dificuldade para reconhecer a área certa para urinar.</td><td>Quantidade normal de urina em regiões diferentes da casa, sem um padrão fixo.</td></tr><tr><td><a href="https://blog.cobasi.com.br/como-saber-se-o-cachorro-esta-com-dor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Dor ou dificuldade de locomoção</strong></a></td><td>Problemas físicos às vezes impedem o cão de se posicionar ou chegar ao local apropriado a tempo.</td><td>Pode parecer que o animal está urinando várias vezes enquanto tenta se movimentar.</td></tr></tbody></table></figure>



<p>O principal critério para diferenciar problemas comportamentais da incontinência urinária é a <strong>consciência</strong>. Afinal, as micções são voluntárias e o cão está consciente delas — só perde o controle diante de circunstâncias específicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os principais tipos de incontinência urinária em cães?</h2>



<p>Em entrevista à <a href="https://caesegatos.com.br/especialista-em-nefrologia-e-urologia-alerta-sobre-a-incontinencia-urinaria-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">revista Cães e Gatos</a>, o veterinário especializado em Nefrologia e Urologia Márcio Bernstein explica que a incontinência urinária canina se manifesta de duas maneiras principais:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Incontinência urinária por esforço (IUE)</h3>



<p>A perda de urina associada à incontinência urinária por esforço (IUE) <strong>ocorre quando o animal realiza alguma atividade física</strong>, como pular, correr, brincar ou subir em móveis.&nbsp;</p>



<p>O problema geralmente tem a ver com o enfraquecimento do esfíncter urinário (músculos internos e externos) e das estruturas de sustentação da uretra e da bexiga.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Incontinência urinária de urgência</h3>



<ol start="2" class="wp-block-list"></ol>



<p>A incontinência urinária de urgência, por outro lado, acontece quando a perda de urina é <strong>acompanhada ou precedida por uma necessidade quase inevitável de esvaziar a bexiga</strong>.</p>



<p>Nesses casos, o cachorro pode não conseguir chegar ao local determinado para fazer xixi a tempo, urinando no meio do caminho.</p>



<p>A condição costuma provocar aumento da frequência urinária ao longo do dia, então, é normal que o animal acorde várias vezes durante a noite só para isso.</p>



<p>O quadro também é conhecido como <strong>bexiga hiperativa em cachorro</strong> e, na maioria das vezes, não apresenta uma causa aparente.</p>



<p>Há, também, a <strong>incontinência urinária mista</strong>, quando o animal apresenta sinais tanto da incontinência por esforço quanto da incontinência por urgência.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a incontinência urinária canina vira uma emergência?</h2>



<p>A incontinência urinária nem sempre é uma emergência, mas se não for tratada como deveria, ela pode, sim, comprometer a saúde do seu melhor amigo.</p>



<p>Os problemas surgem porque a perda de urina descontrolada pode <strong>comprometer as defesas naturais do sistema urinário </strong>e facilitar a propagação de fungos e bactérias.</p>



<p>Infecções do trato urinário inferior e as temidas <a href="https://blog.cobasi.com.br/cistite-em-caes-o-que-e-sintomas-e-tratamento/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cistites </a>são as principais complicações associadas à incontinência canina e exigem atenção imediata. (LESS, 2004)</p>



<p>Afinal, sem tratamento adequado, as infecções evoluem para problemas mais graves, como infecção renal, formação de cálculos urinários, prostatite em machos e até sepse.</p>



<p>Além disso, o contato frequente da pele com a urina costuma provocar irritações, vermelhidão e <a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">lesões cutâneas</a>, pois o animal permanece úmido por longos períodos.</p>



<p>Então, já sabe: se notar sinais estranhos, como <strong>cachorro fazendo xixi toda hora</strong>, dor ao urinar ou presença de <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-urinando-sangue/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sangue na urina</a>, leve o seu pet ao veterinário imediatamente!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais cães possuem predisposição à incontinência urinária?&nbsp;</h2>



<p>A incontinência urinária pode afetar cães de diferentes idades e portes, mas alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento da condição.&nbsp;</p>



<p>Estudos apontam que <strong>o problema ocorre com muito mais frequência em cadelas</strong> do que em cachorros machos — e isso já é um consenso na medicina veterinária.</p>



<p>Além do sexo, outros fatores de predisposição à incontinência urinária canina envolvem a castração, o porte, a raça, o peso e a idade dos animais. Entenda!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fêmeas castradas</h3>



<p>A castração é um dos fatores mais associados à incontinência urinária em fêmeas, com uma prevalência entre 3% e 20% em cadelas castradas. (ARNOLD et al., 1989)</p>



<p>O início dos sintomas pode ocorrer logo após a cirurgia ou vários anos depois, com média de cerca de três anos após o procedimento.</p>



<p>Ainda não há consenso sobre a relação entre a idade da castração e as chances de incontinência, mas a hipótese mais aceita é que cadelas castradas mais cedo correm mais riscos. (BEAUVAIS; CARDWELL; BRODBELT, 2012)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães de porte grande e gigante</h3>



<p>Cachorros grandes e gigantes também parecem desenvolver incontinência urinária com mais frequência após a castração do que raças pequenas. (HOLT; THRUSFIELD, 1993)</p>



<p>Pesquisas mostram que cadelas castradas com mais de 15 kg podem ter até <strong>sete vezes mais chances </strong>de apresentar vazamentos de urina! (FORSEE et al., 2013)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Raças específicas</h3>



<p>A predisposição genética é outro fator de predisposição ao desenvolvimento da incontinência urinária em cães, especialmente nas fêmeas. (ARNOLD, 1997)</p>



<p>Isso porque algumas raças desenvolvem o problema com mais frequência, como <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/doberman" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dobermann</a>, <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/schnauzer" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Schnauzer</a>, <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/rottweiler" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Rottweiler</a>, <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/setter-irlandes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Setter Irlandês</a> e <a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/old-english-sheepdog" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Old English Sheepdog.</a> </p>



<h3 class="wp-block-heading">Animais acima do peso</h3>



<p>O excesso de peso e a obesidade também podem influenciar os vazamentos e escapes involuntários de urina — embora não sejam a causa principal da condição.</p>



<p>Aliás, cadelas obesas submetidas à castração podem ter <strong>3,5 vezes mais chances</strong> de apresentar o problema do que as que estão no peso ideal. (ANGIOLETTI et al., 2004)</p>



<h3 class="wp-block-heading">Incontinência urinária em cachorro idoso</h3>



<p>A incontinência urinária é uma das alterações que mais frequentemente afetam a bexiga e a uretra de <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-idoso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cães geriátricos</a>. (POLZIN, 1990)</p>



<p>Isso pode acontecer por diversos motivos, como redução da mobilidade e alterações comportamentais típicas da idade, como demência e outras condições neurológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o veterinário diagnostica a incontinência urinária canina?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/como-diagnosticar-incontinencia-urinaria.webp" alt="diagnóstico veterinário da incontinência urinária" class="wp-image-77888" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/como-diagnosticar-incontinencia-urinaria.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/como-diagnosticar-incontinencia-urinaria-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/como-diagnosticar-incontinencia-urinaria-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>O <strong>diagnóstico veterinário da incontinência urinária</strong> começa com uma conversa detalhada entre o profissional e o responsável pelo pet.</p>



<p>Entender o histórico do animal ajuda a identificar o que pode ser um cachorro urinando muito ou apresentando vazamentos — já que as causas primárias são muitas!</p>



<p>Durante essa etapa, o veterinário costuma investigar o comportamento do cão e buscar padrões que indiquem se a micção é voluntária ou involuntária, fazendo perguntas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Há quanto tempo o pet está apresentando o problema?</li>



<li>A incontinência já existia antes da castração?</li>



<li>O cachorro está urinando normalmente?</li>



<li>Houve alguma alteração na frequência dos xixis?</li>



<li>O pet consegue produzir um jato urinário normal ou está fazendo força para urinar?</li>



<li>O cachorro já teve incontinência fecal alguma vez?</li>



<li>Há algum sinal de infecção do trato urinário inferior, como sangramento?</li>
</ul>



<p>Ver o animal urinando também pode dar algumas pistas sobre a causa por trás dos vazamentos. Então, <strong>tente gravar vídeos do momento e mostre ao veterinário!</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quais exames ajudam a diagnosticar incontinência urinária canina?</h3>



<p>Além da conversa, os veterinários geralmente solicitam exames urinários, de sangue ou de imagem para fechar o diagnóstico da incontinência. Os principais são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Exame de urina</strong>: identifica infecções, inflamações ou alterações que possam provocar contrações involuntárias da bexiga.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Exames de sangue, incluindo hemograma e perfil bioquímico</strong>: usados para detectar alterações metabólicas e possíveis doenças renais.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ultrassonografia da bexiga</strong>: ajuda a visualizar cálculos urinários, tumores ou alterações na estrutura da bexiga.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Radiografias</strong>: utilizadas para avaliar o trato urinário e investigar possíveis obstruções ou anormalidades anatômicas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Exames neurológicos</strong>: indicados quando há suspeita de distúrbios neurológicos, avaliando reflexos espinhais, sensibilidade e tônus da região anal e da cauda.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Cistoscopia</strong>: exame que utiliza uma câmera inserida pela uretra para visualizar diretamente a bexiga e o interior do trato urinário.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Medição da pressão intravesical</strong>: em casos específicos, pode ser realizada para avaliar o funcionamento da bexiga durante o armazenamento da urina.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como é o tratamento para incontinência urinária em cachorro?</h2>



<p>Por mais difícil que possa parecer, precisamos deixar claro que <strong>não existe um único remédio </strong>capaz de resolver todos os casos de incontinência urinária em cachorro.&nbsp;</p>



<p>Como o problema é multifatorial, o tratamento dependerá da causa por trás da condição.</p>



<p>Logo, é possível que o manejo dos gotejamentos urinários inclua <strong>medicamentos hormonais, cirurgias ou até mudanças no estilo de vida do animal</strong>. Cada caso é único!</p>



<p>Ainda assim, alguns problemas relacionados à condição possuem um plano de tratamento mais ou menos padrão, como mostramos na tabela:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Causa do problema</strong></td><td><strong>O que pode ser feito</strong></td><td><strong>Observação</strong></td></tr><tr><td><strong>Infecção do trato urinário</strong></td><td>Uso de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">antibióticos</a></td><td>Ajuda a eliminar as bactérias responsáveis pela infecção</td></tr><tr><td><strong>Cálculos na bexiga</strong></td><td>Dieta com <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/racao/racao-medicamentosa?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ração medicamentosa</a>, terapia com remédios ou cirurgia para remoção</td><td>Depende do tamanho e do tipo de cálculo</td></tr><tr><td><strong>Alterações hormonais, como diabetes ou baixo estrogênio</strong></td><td>Controle e tratamento da doença de base</td><td>Os sinais urinários geralmente melhoram após o tratamento da condição principal</td></tr><tr><td><strong>Alterações anatômicas, como ureteres ectópicos</strong></td><td>Procedimento cirúrgico</td><td>Corrige o posicionamento das estruturas urinárias</td></tr><tr><td><strong>Bexiga fraca ou fraqueza do esfíncter</strong></td><td>Medicamentos ou cirurgias</td><td>Situação comum em <strong>tratamento para incontinência urinária em cadelas castradas</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Além das abordagens convencionais, as <strong>terapias integrativas</strong> também estão ganhando força na Medicina Veterinária e podem ser muito benéficas para um cachorro com incontinência.</p>



<p>Fisioterapia, acupuntura e outras práticas complementares ajudam a restaurar a capacidade física dos pets e aliviar desconfortos associados ao problema.</p>



<p>Quando os escapes não estão relacionados à incontinência, mas a fatores emocionais — como explicamos anteriormente — <strong>mudanças ambientais se tornam a prioridade</strong>!</p>



<p>Nessas situações, o ideal é melhorar a rotina do cachorro, reforçando comportamentos positivos e investindo em boas doses de <a href="https://blog.cobasi.com.br/enriquecimento-ambiental-para-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">enriquecimento ambiental</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como cuidar de um cachorro com incontinência urinária em casa?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/incontinencia-urinaria-em-cachorro.webp" alt="incontinência urinária cachorro" class="wp-image-77889" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/incontinencia-urinaria-em-cachorro.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/incontinencia-urinaria-em-cachorro-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/incontinencia-urinaria-em-cachorro-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<p>O manejo da incontinência urinária canina nem sempre é rápido. Em muitos casos, o cão precisa de <strong>tratamento contínuo</strong> e a melhora pode levar bastante tempo.</p>



<p>Manter a <strong>qualidade de vida do cachorro</strong> durante esse período deve ser a prioridade número 1 dos responsáveis — mas nós sabemos que isso não é fácil.</p>



<p>Para auxiliar no tratamento médico de incontinência urinária em cadelas e cães, você pode adotar alguns hábitos que contribuem para o bem-estar do pet. Entre as medidas recomendadas pelos especialistas estão:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cuidados com a higiene do cão</h3>



<p>Durante o tratamento de incontinência urinária em cães, o ideal é reforçar a higiene do pet. Uma boa prática é <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-dar-banho-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>aumentar a frequência dos banhos</strong></a> e deixar os pelos da região genital sempre limpos e aparados.</p>



<p>A limpeza frequente da região genital ajuda a evitar irritações, assaduras e infecções de pele causadas pelo contato prolongado com a urina.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ambiente limpo</h3>



<p>Para manter a casa limpa sem poças de urina, o tutor tem duas opções. Colocar mais <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza/tapete-higienico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tapetes higiênicos</a> nos principais pontos da casa ou adotar o <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza/fraldas-e-calcinhas?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>uso de fraldas para cães</strong></a>.</p>



<p>Faixas e calcinhas higiênicas caninas vão controlar os escapes de urina ao longo do dia, além de serem muito práticas e confortáveis para os pets e seus responsáveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Acompanhamento veterinário periódico</h3>



<p>Consultas regulares são importantes para avaliar a evolução do quadro e ajustar as condutas sempre que necessário.</p>



<p>Com atenção, amor e orientação veterinária, muitos cachorros com incontinência urinária vivem confortavelmente por longos anos e alcançam a cura plena da condição!</p>



<h2 class="wp-block-heading">É possível prevenir a incontinência urinária em cães?</h2>



<p>Nem todos os casos de incontinência canina podem ser evitados, já que algumas causas estão ligadas ao envelhecimento, fatores hormonais ou condições anatômicas</p>



<p>Levar o pet a <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">consultas veterinárias regulares</a> é basicamente a única forma de prevenção, pois o acompanhamento garante um tratamento rápido e menos complicações.</p>



<p>Também é importante <strong>manter o animal com peso adequado</strong>, pois a obesidade é um fator de risco para os quadros de incontinência canina.</p>



<p>Além disso, preste atenção ao comportamento do seu animal e relate qualquer alteração suspeita a um médico-veterinário. Quando mais rápido for o diagnóstico, melhor!</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes sobre incontinência urinária em cachorro&nbsp;</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-fazendo-muito-xixi.webp" alt="cachorro fazendo muito xixi" class="wp-image-77886" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-fazendo-muito-xixi.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-fazendo-muito-xixi-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2022/11/cachorro-fazendo-muito-xixi-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Fonte: Envato</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Incontinência urinária em cachorro tem cura?</h3>



<p>A possibilidade de cura depende da causa da incontinência urinária. Quando o problema está relacionado a alterações hormonais ou anatômicas, geralmente existem opções de manejo que apresentam boas respostas.</p>



<p>Já nos casos associados a condições neurológicas, <strong>alcançar a cura pode ser mais difícil</strong>. Ainda assim, muitos cães conseguem controlar os sintomas e manter uma boa qualidade de vida com acompanhamento veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cachorro castrado tem mais risco de incontinência?</h3>



<p>Em geral, sim. A <strong>incontinência urinária em fêmeas castradas</strong> é bastante comum porque a cirurgia às vezes provoca alterações hormonais que afetam o trato urinário.</p>



<p>Mesmo assim, é importante lembrar que nem todas as cadelas desenvolvem incontinência após a castração e o procedimento ainda é considerado seguro!</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quantas vezes um cachorro faz xixi por dia?</h3>



<p>A frequência urinária dos cães varia conforme a quantidade de água ingerida ao longo do dia, mas, em geral, adultos urinam de duas a quatro vezes ao dia. (CARVALHO, 2016)</p>



<p>O volume de urina também não segue um padrão rígido. Em 24 horas, cães de pequeno porte podem produzir cerca de 20 mL a 200 mL, enquanto cães grandes chegam a 0,5 a 2 litros. (GRAUER, 2006)</p>



<p>Alterações nessa frequência podem indicar problemas de saúde. Então, se o seu <strong>cachorro faz xixi dormindo</strong> ou vai ao banheiro mais do que deveria, procure orientação veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fraldas para cachorro ajudam no controle da urina?</h3>



<p>As fraldas descartáveis para pets costumam ser uma das primeiras soluções procuradas por responsáveis que não sabem<strong> </strong>o que fazer com um cachorro com urina solta.</p>



<p>Em geral, os protetores higiênicos realmente são grandes aliados e ajudam a prevenir poças ou gotinhas de urina pela casa.</p>



<p>Ainda assim, é importante consultar um veterinário, pois <strong>o uso das fraldas ajuda a lidar com os sintomas, mas não substitui o tratamento</strong> da causa por trás da incontinência.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como diferenciar incontinência urinária de infecção urinária?</h3>



<p>A incontinência urinária ocorre quando o animal perde a capacidade de reter a urina na bexiga. Seu único sintoma clínico é esse!</p>



<p>Já a infecção urinária acontece quando microrganismos invadem o trato urinário e provocam inflamação. Nesses casos, além da alteração na micção, surgem sinais como dor ao urinar, sangue na urina ou um <strong>cachorro bebendo muita água e fazendo muito xixi</strong>.</p>



<p>Seja como for, qualquer mudança no padrão urinário do pet é motivo suficiente para uma visita ao veterinário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou?</h2>



<p>Agora que você já sabe tudo sobre cachorro com incontinência urinária, ficou mais simples manter a saúde do pet em dia, não é mesmo?</p>



<p>No pet shop da Cobasi, você encontra <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medicamentos</a>, fraldas e outros <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/higiene-e-limpeza?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260327_vis_geral_incontinencia-urinaria-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">itens de higiene para cachorro</a> que vão te ajudar a passar por essa fase com conforto!</p>



<p>Aproveite nossas promoções, <strong>compre online e garanta até 10% OFF nos seus pedidos </strong>ativando nosso serviço de <a href="https://www.cobasi.com.br/compra-programada" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Compra Programada</a>.</p>



<p>E se quiser continuar aprendendo, aproveite para explorar outros conteúdos do nosso blog. Aqui, você encontra diversas dicas sobre saúde, comportamento e bem-estar canino!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cães &amp; Gatos |<a href="https://caesegatos.com.br/incontinencia-urinaria-nos-pets-como-identificar-e-tratar/"> Incontinência urinária nos pets: como identificar e tratar</a></li>



<li>Revista Ciência Animal | <a href="https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/download/14740/12466/61998">Ectopia ureteral em cão</a></li>



<li>PetMD | <a href="https://www.petmd.com/dog/general-health/incontinence-senior-dogs-what-do-and-how-help">Quais são as causas da incontinência urinária em cães e como tratá-la?</a></li>



<li>Estadão |<a href="https://www.estadao.com.br/emais/comportamento-animal/xixi-no-lugar-errado-pode-ser-sinal-de-incontinencia-urinaria/"> Xixi no lugar errado pode ser sinal de incontinência urinária</a></li>



<li>Cães &amp; Gatos |<a href="https://caesegatos.com.br/especialista-em-nefrologia-e-urologia-alerta-sobre-a-incontinencia-urinaria-em-caes/"> Especialista em nefrologia e urologia alerta sobre a incontinência urinária em cães</a></li>



<li>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) | <a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/217727/001092129.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y">Avaliação da frequência de incontinência urinária em cadelas cinco anos após ovariossalpingohisterectomia</a></li>



<li>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) | <a href="https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/38719/000791614.pdf">Introdução a clínica geriátrica do cão</a></li>



<li>Royal Canin Portal Vet |<a href="https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/trato-urinario/incontinencia-urinaria-em-caes-e-gatos/"> Incontinência urinária em cães e gatos</a></li>



<li>Tecsa diagnóstico pet |<a href="https://www.tecsa.com.br/assets/pdfs/Incontinencia%20Urinaria.pdf"> Incontinência urinária em cães</a></li>



<li>Cães &amp; Gatos | <a href="https://caesegatos.com.br/manejo-da-incontinencia-urinaria-vmx-2026/">Estratégias para manejo da incontinência urinária em cães e gatos são abordadas no último dia da VMX 2026</a></li>



<li>VCA Animal Hospitals | <a href="https://vcahospitals.com/know-your-pet/urethral-incontinence-in-dogs">Incontinência urinária (incontinência uretral) em cães</a></li>



<li>Centro Universitário UniBra |<a href="https://www.grupounibra.com/repositorio/MVETI/2022/infeccao-do-trato-urinario-inferior-em-caes53.pdf"> Infecção do trato urinário inferior em cães</a></li>



<li>Repositório da Produção USP | <a href="https://repositorio.usp.br/directbitstream/29c9b3c9-91a7-4250-8e3a-dd2bc99107f7/KOG_170_2982619_R.pdf">Infecção de trato urinário em cães: diagnóstico, causas e tratamento</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-incontinencia-urinaria/">Aprenda a identificar, tratar e prevenir a incontinência urinária em cachorro</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-incontinencia-urinaria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bicho-de-pé em cachorro: sintomas, como identificar e como tratar com segurança</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/bicho-de-pe-em-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/bicho-de-pe-em-cachorro/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 15:02:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças de cachorro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=36650</guid>

					<description><![CDATA[<p>O bicho-de-pé em cachorro é uma infestação causada pela pulga-da-areia (Tunga penetrans), um parasita que vive no solo e pode penetrar na pele do animal. Nos cães, as lesões aparecem</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/bicho-de-pe-em-cachorro/">Bicho-de-pé em cachorro: sintomas, como identificar e como tratar com segurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_394047129.webp" alt="bicho-de-pé em cachorro" class="wp-image-77786" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_394047129.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_394047129-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_394047129-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>O <strong>bicho-de-pé em cachorro</strong> é uma infestação causada pela pulga-da-areia (<em>Tunga penetrans</em>), um parasita que vive no solo e pode penetrar na pele do animal. Nos cães, as lesões aparecem com mais frequência nos coxins (almofadas das patas) e entre os dedos.</p>



<p>Na medicina veterinária, essa condição é chamada de <strong>tungíase</strong>, uma doença dermatológica parasitária que provoca inflamação cutânea, coceira intensa, dor e formação de pequenos nódulos na região afetada.</p>



<p>Além do desconforto causado pela presença do parasita, o local da lesão pode se tornar uma porta de entrada para infecções bacterianas secundárias, principalmente quando a região é irritada ou quando o cachorro passa a lamber ou morder as patas.</p>



<p>Em cães, a infestação costuma estar associada ao contato com solo arenoso ou terra contaminada, algo comum em áreas rurais, quintais com matéria orgânica acumulada, praias ou terrenos com pouca higiene ambiental.</p>



<p>Identificar a tungíase rapidamente é essencial para evitar complicações dermatológicas. Quando o diagnóstico ocorre logo no início, o tratamento costuma ser simples e eficaz.&nbsp;</p>



<p>Já a falta de atenção aos primeiros sinais pode permitir a progressão da lesão e aumentar o risco de inflamações e infecções na pele.</p>



<p>Neste guia, com orientações da <strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/especialista/medica-veterinaria-joyce-lima/">médica-veterinária da Educação Corporativa da Cobasi, Joyce Lima (CRMV-SP 39824)</a></strong>, entenda quais são os sintomas de bicho-de-pé em cachorro, como tratar com segurança e como prevenir novas infestações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é bicho-de-pé em cachorro?</h2>



<p>Pouca gente sabe, mas o bicho-de-pé em cachorro é causado por uma pulga chamada Tunga penetrans, conhecida como <strong>pulga-da-areia</strong> (ou <strong>nígua</strong>, em algumas regiões).</p>



<p>Esse inseto é <a href="https://docs.bvsalud.org/upload/S/0047-2077/2015/v102n6/a4554.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">considerado a menor espécie de pulga conhecida</a>, medindo cerca de 1 milímetro de comprimento na fase adulta.</p>



<p>Ao contrário das pulgas mais comuns, que vivem na pelagem e apenas picam o animal para se alimentar, essa espécie apresenta um comportamento diferente.&nbsp;</p>



<p>A fêmea fecundada é capaz de <strong>penetrar na pele do hospedeiro</strong>, onde permanece enquanto completa parte do seu desenvolvimento.</p>



<p>A infestação provocada por esse parasita é conhecida como <strong>tungíase</strong>, uma parasitose de pele que pode atingir diferentes mamíferos.&nbsp;</p>



<p>Em cachorros, as lesões aparecem com mais frequência nas patas, que estão em contato direto com o solo durante caminhadas, corridas ou brincadeiras. Por causa desse contato constante com o solo, os pontos mais afetados costumam ser:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>coxins (almofadas das patas);<br><br></li>



<li>espaços entre os dedos;<br><br></li>



<li>área ao redor das unhas.</li>
</ul>



<p>Essas áreas oferecem condições favoráveis para que o parasita consiga se instalar na pele. Mesmo sendo muito pequeno, o inseto pode provocar irritação local e inflamação, especialmente quando o problema não é identificado logo no início.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ficha técnica da pulga <em>Tunga penetrans</em></h3>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Características</strong></td><td><strong>Informação</strong></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Nome científico</strong></td><td><em>Tunga penetrans</em></td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Nome popular</strong></td><td>Bicho-de-pé, pulga de areia, nígua, pique e bicho do porco</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Classificação</strong></td><td>Inseto ectoparasita da ordem <em>Siphonaptera</em> (grupo das pulgas)</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Tamanho</strong></td><td>Aproximadamente 1 mm na fase adulta, sendo considerada a menor espécie de pulga conhecida</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Habitat natural</strong></td><td>Solo arenoso ou seco, terra exposta, quintais, áreas rurais e ambientes com matéria orgânica, onde larvas e pupas se desenvolvem antes de encontrar um hospedeiro</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Hospedeiros</strong></td><td>Pode parasitar cães, gatos, porcos, bovinos e humanos, entre outros mamíferos</td></tr><tr><td class="has-text-align-left" data-align="left"><strong>Doença associada</strong></td><td>Tungíase, uma parasitose cutânea causada pela penetração da pulga na pele</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">O bicho-de-pé em cachorro é uma zoonose?</h2>



<p>Sim, a <strong>tungíase é considerada uma zoonose parasitária</strong>, o que significa que o parasita pode infectar diferentes espécies quando existe contato com ambientes contaminados.</p>



<p>Embora muitas pessoas associem o problema apenas aos humanos, o <strong>bicho-de-pé também pode afetar cães, gatos, porcos, bovinos e outros mamíferos</strong>. Dessa forma, ambientes infestados podem favorecer a transmissão entre animais que circulam no mesmo local.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ciclo de vida da pulga Tunga penetrans em cães</h3>



<p>O <strong>ciclo de vida da pulga que causa o bicho-de-pé</strong> continua quando a fêmea fecundada penetra na pele do hospedeiro.&nbsp;</p>



<p>A parte anterior do corpo fica alojada nos tecidos cutâneos, enquanto a região posterior continua visível para permitir a respiração e a liberação de ovos.</p>



<p>Com o passar dos dias, o abdômen da pulga aumenta de tamanho devido ao acúmulo de ovos, podendo atingir dimensões semelhantes às de uma pequena ervilha.&nbsp;</p>



<p>Durante esse período, milhares de ovos podem ser liberados no ambiente, dando origem a novas pulgas e mantendo o ciclo da infestação.</p>



<p>Após completar esse ciclo, a pulga morre e acaba sendo eliminada pela própria reação inflamatória da pele.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o cachorro pega bicho-de-pé?</h2>



<p>O bicho-de-pé não é transmitido diretamente de um animal para outro. A infestação acontece quando o cão entra em contato com ambientes contaminados pela pulga <em>Tunga penetrans</em>, que vive no solo.</p>



<p>Ambientes com essas características favorecem o desenvolvimento do parasita no solo, onde as fases iniciais permanecem até encontrar um hospedeiro.</p>



<p>Cães que frequentam quintais de chão batido, áreas rurais, praias ou terrenos com pouca higiene ambiental apresentam maior risco de contato com o parasita.</p>



<p>De acordo com a <strong>médica-veterinária Joyce Lima</strong>, a infestação costuma ocorrer quando o animal pisa em solos com terra solta ou com acúmulo de matéria orgânica, locais onde a pulga pode estar presente.</p>



<p>“Esse tipo de infestação também pode ocorrer em locais onde há circulação frequente de animais, já que diferentes espécies podem servir como hospedeiros e contribuir para a manutenção do ciclo do parasita no ambiente”, explicou.</p>



<p>Animais que circulam com frequência nesses ambientes têm maior probabilidade de entrar em contato com a pulga.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas de bicho-de-pé em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_433148079.webp" alt="sintomas de bicho-de-pé em cachorro" class="wp-image-77787" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_433148079.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_433148079-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_433148079-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Os <strong>sinais clínicos do bicho-de-pé em cachorro</strong> surgem conforme o parasita se desenvolve dentro da pele. No início, a lesão pode ser muito pequena e passar despercebida, principalmente em cães que vivem em ambientes externos.</p>



<p>Com o passar do tempo, a presença do parasita provoca inflamação na pele e desconforto local. Em infestações mais avançadas, o problema pode afetar a mobilidade do animal e aumentar o risco de infecções secundárias.</p>



<p><a href="https://share.google/hDNAtvQAclm3iMEAd" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estudos</a> realizados com cães em comunidades rurais da região amazônica identificaram que a tungíase costuma afetar principalmente os coxins palmares e plantares, regiões das patas que entram em contato direto com o solo. </p>



<p>Em alguns casos, foram observadas múltiplas lesões por animal, com presença média de oito parasitas e áreas inflamadas que podem chegar a cerca de 2 cm de diâmetro.</p>



<p>A seguir, veja como os sintomas costumam evoluir.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sintomas iniciais do bicho-de-pé em cachorro</h3>



<p>Nos estágios iniciais, o bicho-de-pé pode provocar sinais discretos na pele. Em muitos casos, o tutor percebe apenas pequenas alterações nas patas do animal, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>pequeno ponto escuro na pele, semelhante a um pontinho preto;<br></li>



<li>leve vermelhidão ou irritação ao redor da lesão;<br></li>



<li>pequena elevação ou nódulo na pele;<br></li>



<li>início de coceira ou incômodo na região afetada.</li>
</ul>



<p>Esse ponto escuro corresponde à parte posterior da pulga, que permanece visível enquanto o restante do corpo fica alojado na pele.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sintomas intermediários do bicho-de-pé em cachorro</h3>



<p>À medida que o parasita cresce dentro da pele e os ovos começam a se desenvolver, a reação inflamatória se torna mais evidente. Nessa fase, o cachorro pode apresentar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-se-cocando-muito-e-se-mordendo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">coceira intensa</a> nas patas;<br></li>



<li>lambedura ou mordedura frequente da região afetada;<br></li>



<li>inchaço ou vermelhidão mais evidente;<br></li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/como-saber-se-o-cachorro-esta-com-dor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dor ao tocar na área lesionada</a>;<br></li>



<li>presença de pequenas feridas ou lesões arredondadas.</li>
</ul>



<p>O incômodo costuma fazer com que o animal passe a manipular constantemente a região, o que aumenta o risco de irritação e agravamento das lesões.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sintomas avançados do bicho-de-pé em cachorro</h3>



<p>Quando a infestação não é identificada rapidamente, o número de parasitas pode aumentar e causar sintomas mais intensos. Entre os <strong>sinais mais graves do bicho-de-pé em cães </strong>estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dificuldade para caminhar ou mancar;<br></li>



<li>dor ao apoiar a pata no chão;<br></li>



<li>múltiplas lesões próximas umas das outras;<br></li>



<li>secreção ou supuração na pele;<br></li>



<li>inflamação mais extensa nas patas.</li>
</ul>



<p>Em alguns casos, as lesões podem aparecer agrupadas, formando <strong>clusters</strong> (lesões próximas entre si), o que intensifica o processo inflamatório local.</p>



<p>Além do desconforto para o animal, a <strong>presença de feridas abertas pode facilitar a entrada de bactérias, aumentando o risco de infecções secundárias</strong>.&nbsp;</p>



<p>Diante desses sinais, qualquer suspeita de bicho-de-pé deve ser <a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">avaliada por um médico-veterinário o quanto antes</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Comparativo dos sintomas de tungíase em cachorro</h3>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Estágio da infestação</strong></td><td><strong>Principais sinais observados</strong></td></tr><tr><td><strong>Inicial</strong></td><td>Pequeno ponto escuro na pele, leve vermelhidão, pequena elevação ou nódulo e início de coceira na região</td></tr><tr><td><strong>Intermediário</strong></td><td>Coceira intensa, lambedura ou mordedura das patas, inchaço, dor ao toque e pequenas feridas na pele</td></tr><tr><td><strong>Avançado</strong></td><td>Dificuldade para caminhar, dor ao apoiar a pata, múltiplas lesões próximas, inflamação mais intensa e possível presença de secreção</td></tr></tbody></table></figure>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como identificar o bicho-de-pé na pele do cachorro?</h2>



<p>A identificação do bicho-de-pé em cães geralmente é feita pela observação das lesões na pele, que apresentam características bastante típicas da infestação pela pulga <em>Tunga penetrans</em>.</p>



<p>Segundo a veterinária Joyce Lima, na maioria dos casos o responsável pelo pet pode notar alguns sinais visuais na região afetada, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>um pequeno <strong>ponto escuro no centro da lesão</strong>;<br><br></li>



<li>um <strong>halo esbranquiçado ou amarelado ao redor</strong> (uma área clara em formato circular);<br><br></li>



<li>uma <strong>leve elevação ou pequeno nódulo na pele</strong>.</li>
</ul>



<p>O ponto escuro corresponde à parte posterior do corpo da pulga, que permanece visível enquanto o restante do parasita fica alojado dentro da pele.&nbsp;</p>



<p>Já a área clara ao redor está relacionada ao aumento do abdômen da pulga, que se expande à medida que os ovos se desenvolvem.</p>



<p>“Além da aparência característica da lesão, o cachorro costuma apresentar <strong>coceira intensa e incômodo na região</strong>, o que leva muitos animais a lamber ou mordiscar as patas repetidamente”, reforça a veterinária Joyce Lima.</p>



<p>Em infestações mais intensas, várias pulgas podem estar presentes ao mesmo tempo, formando múltiplas lesões próximas umas das outras. </p>



<p>Nessas situações, o animal pode demonstrar sinais mais evidentes de desconforto, como <strong>dor ao apoiar a pata no chão ou dificuldade para caminhar</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico veterinário do bicho-de-pé em cães? </h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_289254356.webp" alt="diagnostico veterinário de microscopio Tunga penetrans" class="wp-image-77788" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_289254356.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_289254356-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_289254356-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Apesar de alguns sinais serem visíveis, o diagnóstico correto do bicho-de-pé deve sempre ser confirmado por um médico-veterinário.</p>



<p>De acordo com <a href="https://ppgca.uesc.br/wp-content/uploads/2022/12/dissertacao-katharine-2021.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudos sobre tungíase</a>, o diagnóstico costuma ser clínico, realizado por meio da inspeção das lesões na pele, que apresentam características típicas da doença.</p>



<p>O veterinário avalia fatores como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aparência da lesão;<br><br></li>



<li>presença do ponto escuro central;<br><br></li>



<li>sinais de inflamação ou infecção;<br><br></li>



<li>número de parasitas presentes.</li>
</ul>



<p>Em alguns casos, o <strong>profissional também pode identificar o estágio de desenvolvimento da pulga na pele</strong>. </p>



<p>O estudo também descreve diferentes fases da infestação, desde o momento em que o parasita penetra na pele até a fase em que a lesão cicatriza após a morte do inseto.</p>



<p>A avaliação veterinária é essencial porque outras doenças dermatológicas podem causar lesões semelhantes, e o diagnóstico correto permite indicar o tratamento mais adequado e evitar complicações na pele do animal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tratar bicho-de-pé em cachorro com segurança?</h2>



<p>O <strong>tratamento do bicho-de-pé em cachorro deve ser realizado por um médico-veterinário</strong>, que remove a pulga com instrumentos apropriados e faz a higienização da área afetada.</p>



<p>Quando o parasita é identificado, a remoção precisa ser feita com cuidado para evitar dor, inflamação e risco de infecção.&nbsp;</p>



<p>Como a pulga permanece parcialmente alojada na pele, tentar retirar o inseto de forma inadequada pode provocar lesões mais profundas ou deixar fragmentos no local.</p>



<p>Após a retirada, a lesão geralmente recebe cuidados adicionais para evitar complicações, como limpeza da região e aplicação de produtos antissépticos indicados pelo médico-veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que o veterinário faz no tratamento?</h3>



<p>Durante a consulta, o médico-veterinário avalia o número de lesões, o estágio da infestação e a presença de sinais de infecção na pele.&nbsp;</p>



<p>A partir dessa avaliação, o tratamento pode incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>retirada segura do parasita;<br><br></li>



<li>limpeza e desinfecção da área afetada;<br><br></li>



<li>aplicação de antissépticos tópicos;<br><br></li>



<li>uso de antibióticos quando há infecção secundária.</li>
</ul>



<p>Após o procedimento, o profissional também orienta cuidados com o ambiente. Como o parasita se desenvolve no solo, locais contaminados podem favorecer novas infestações caso não sejam higienizados adequadamente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Por que não é recomendado retirar o bicho-de-pé em casa?</h3>



<p>Muitas pessoas pesquisam <strong>como tirar bicho-de-pé de cachorro</strong>, mas a remoção deve sempre ser feita por um profissional.</p>



<p>Essa prática não é recomendada, pois <strong>a retirada inadequada pode provocar lesões na pele do animal e aumentar o risco de complicações</strong>.</p>



<p>A tentativa de remover o parasita sem orientação profissional pode causar situações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ruptura do parasita durante a tentativa de remoção;<br><br></li>



<li>permanência de fragmentos do inseto dentro da pele;<br><br></li>



<li>aumento da inflamação no local da lesão;<br><br></li>



<li>risco de infecção bacteriana.</li>
</ul>



<p>Além disso, manipular a região afetada sem os cuidados adequados pode causar dor intensa no cachorro e agravar o quadro dermatológico.&nbsp;</p>



<p>Ou seja, a remoção do parasita deve sempre ser realizada por um médico-veterinário, que possui os instrumentos e a técnica apropriada para realizar o procedimento com segurança.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Caso real de tungíase em cachorro</h3>



<p><a href="https://share.google/6sDyjS7hkRjxrKeF9" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em um caso descrito na revista científica Ciência Animal (2023)</a>, um cão da raça American Pit Bull Terrier, com um ano e oito meses de idade, foi levado a uma clínica veterinária apresentando irritação nas patas e dificuldade para caminhar.</p>



<p>Durante o exame físico, foram identificadas várias pulgas da espécie <em>Tunga penetrans </em>alojadas nos coxins das patas.&nbsp;</p>



<p>Os parasitas foram removidos com instrumentos estéreis e enviados para identificação laboratorial, que confirmou a presença do inseto responsável pela tungíase.</p>



<p>Após a retirada das pulgas, o animal recebeu tratamento com <strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/ivermectina-para-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ivermectina</a> 1% por via subcutânea</strong>, um medicamento antiparasitário utilizado na medicina veterinária para combater diferentes tipos de parasitas. </p>



<p>O responsável pelo cão também recebeu orientações para realizar a desinfestação do ambiente onde o cão vivia.&nbsp;</p>



<p>No retorno após quinze dias, o cachorro apresentou melhora significativa do quadro clínico. Esse tipo de relato <strong>reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento realizado por um profissional</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Estudos sobre tratamentos para tungíase em cães</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_199648878.webp" alt="como tratar bicho-de-pé em cachorro" class="wp-image-77785" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_199648878.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_199648878-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_199648878-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<p>Além da remoção do parasita, pesquisas científicas também investigam o uso de <strong>medicamentos antiparasitários no controle da tungíase em cães</strong>.</p>



<p>Um <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16228267/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo</a> de campo realizado no Brasil avaliou a eficácia de uma combinação tópica contendo <strong>imidacloprida 10% e permetrina 50%</strong> no tratamento de cães infestados pela pulga-da-areia (<em>Tunga penetrans</em>). </p>



<p>Na pesquisa, 17 cães receberam o tratamento, enquanto outros 17 animais permaneceram sem intervenção para comparação.</p>



<p>Avaliações realizadas nos dias 7, 14, 21 e 28 após o tratamento mostraram que, já na primeira semana, houve redução significativa da carga parasitária nos cães tratados.<br><br>Em muitos casos, os animais ficaram livres das lesões de tungíase, enquanto no grupo não tratado a infestação permaneceu elevada.</p>



<p>Os autores também observaram que o controle da infestação em cães pode contribuir para reduzir a disseminação de ovos do parasita no ambiente. Isso ocorre porque os animais infestados ajudam a espalhar a pulga no solo, favorecendo novos casos da doença.</p>



<p>Esses resultados reforçam que o tratamento adequado dos cães pode ter impacto não apenas na saúde do animal, mas também na redução da circulação do parasita em áreas onde a tungíase é mais comum.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual remédio é indicado para tratar bicho-de-pé em cachorro?</strong></h2>



<p>Após a retirada do parasita, o médico-veterinário pode indicar medicamentos para tratar a lesão e evitar complicações na pele do cachorro, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antissepticos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pomadas antissépticas</a> ou <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/cicatrizantes?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cicatrizantes</a>:</strong> ajudam a limpar a região afetada, reduzir a presença de bactérias e favorecer a cicatrização da pele.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antibiotico?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post">antibióticos</a>:</strong> são indicados quando há sinais de infecção, como secreção, inflamação intensa ou risco de infecção bacteriana secundária.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/anti-inflamatorio?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">anti-inflamatórios</a>:</strong> auxiliam na redução do inchaço e da reação inflamatória causada pela presença do parasita na pele.<br><br></li>



<li><strong><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/analgesicos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">analgésicos</a>:</strong> podem ser prescritos quando o animal apresenta dor ou dificuldade para apoiar a pata no chão.</li>
</ul>



<p>Em algumas situações, o veterinário também pode indicar<a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos/antiparasitario?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> antiparasitários sistêmicos ou tópicos</a> para controlar outras infestações por ectoparasitas, especialmente quando há suspeita de pulgas ou outros parasitas no ambiente.</p>



<p>Todos esses medicamentos devem ser utilizados apenas com orientação veterinária, já que a escolha do tratamento depende do grau da lesão e do estado de saúde do cachorro. </p>



<p>Para facilitar esse cuidado, na Cobasi você encontra uma linha completa de <a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260317_vis_geral_bicho-de-pe-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">medicamentos veterinários</a>, pomadas cicatrizantes, antiparasitários e produtos para higiene e recuperação da pele, disponíveis nas lojas, site e app.</p>



<p>Além do tratamento medicamentoso, a limpeza adequada da área afetada e o controle do ambiente onde o animal vive são medidas importantes para evitar novas infestações.</p>



<p>Se quiser entender melhor como eliminar pulgas do pet e do ambiente, confira também o guia completo no Blog da Cobasi sobre <a href="https://blog.cobasi.com.br/como-acabar-com-pulgas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>como acabar com pulga em cachorro</strong></a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que acontece se o bicho-de-pé em cachorro não for tratado?</h2>



<p>Quando a <strong>tungíase </strong>não é tratada corretamente, a infestação pode evoluir e provocar complicações na pele do animal.&nbsp;</p>



<p>Isso acontece porque a presença da pulga provoca inflamação local e danifica a pele, deixando a região mais suscetível a infecções.</p>



<p>Algumas complicações podem surgir quando a infestação não é tratada adequadamente, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>infecção bacteriana na pele;<br><br></li>



<li>formação de <a href="https://blog.cobasi.com.br/abscesso-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">abscessos</a> na pata;<br><br></li>



<li>dor intensa na região afetada;<br><br></li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-cambaleando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dificuldade de locomoção</a>;<br><br></li>



<li>inflamação crônica nos tecidos da pele.</li>
</ul>



<p>Segundo Joyce Lima: “Quando existe uma ferida aberta, cria-se uma porta de entrada para microrganismos, o que pode desencadear infecções mais graves se o problema não for tratado adequadamente”, explica a especialista.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É possível prevenir bicho-de-pé em cães?</h2>



<p>Sim, a prevenção está diretamente relacionada ao <strong>controle do ambiente e aos cuidados com a saúde do animal</strong>. </p>



<p>A pulga <em>Tunga penetrans</em>, responsável pela tungíase, vive no solo e completa parte do seu ciclo de vida fora do hospedeiro. Por isso, locais com terra exposta, areia ou acúmulo de matéria orgânica podem favorecer o desenvolvimento do parasita.</p>



<p>Quando o cachorro circula nesses ambientes, aumenta a chance de contato com a pulga. Dessa forma, manter o local onde o animal vive limpo e observar regularmente as patas do pet são medidas importantes para reduzir o risco de infestação.</p>



<p>Entre os principais cuidados preventivos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>evitar que o cachorro circule em locais com solo contaminado, como áreas com terra solta, areia ou acúmulo de matéria orgânica;<br><br></li>



<li>manter quintais e áreas externas sempre limpos;<br><br></li>



<li>retirar folhas secas, restos orgânicos e sujeira acumulada no chão;<br><br></li>



<li>manter a grama aparada e o solo bem cuidado;<br><br></li>



<li>utilizar antiparasitários indicados pelo médico-veterinário;<br><br></li>



<li>verificar as patas do cachorro após passeios ou atividades ao ar livre.</li>
</ul>



<p>Além dos cuidados individuais com o animal, o <strong>controle da tungíase</strong> também depende da atenção com o ambiente onde os cães vivem. </p>



<p>Estudos indicam que, no Brasil, <a href="https://bjvm.org.br/BJVM/article/view/1328/1396" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os cães são considerados os principais hospedeiros da pulga-da-areia</a>, o que faz com que o monitoramento da saúde desses animais seja fundamental para reduzir a circulação do parasita.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Perguntas frequentes sobre bicho-de-pé em cachorro</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_734010586-1.webp" alt="tungíase em cachorro" class="wp-image-77782" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_734010586-1.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_734010586-1-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/11/AdobeStock_734010586-1-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Quais doenças podem ser confundidas com bicho-de-pé em cachorro?</h3>



<p>Algumas doenças de pele podem apresentar sinais semelhantes ao bicho-de-pé, como lesões, inflamação ou coceira nas patas. Algumas condições que costumam gerar confusão no diagnóstico são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dermatite</a>:</strong> inflamação da pele causada por alergias, irritação ou contato com substâncias ambientais;<br><br></li>



<li><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/sarna-em-cachorro/">sarna</a>:</strong> doença parasitária provocada por ácaros que causa coceira intensa e lesões na pele;<br><br></li>



<li><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-alergica-a-picada-de-pulga/">alergia à picad</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-alergica-a-picada-de-pulga/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/dermatite-alergica-a-picada-de-pulga/"> de pulga</a>:</strong> reação alérgica comum em cães que provoca inflamação e irritação cutânea;<br><br></li>



<li><strong>infecções bacterianas da pele:</strong> podem causar nódulos, vermelhidão e feridas.</li>
</ul>



<p>Como alguns desses problemas apresentam sinais semelhantes, o diagnóstico correto deve sempre ser feito por um médico-veterinário.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O bicho-de-pé em cachorro pode passar para humanos?</h3>



<p>Sim, a pulga <em>Tunga penetrans</em> também pode infectar pessoas, causando a doença <strong>tungíase</strong>.&nbsp;</p>



<p>Apesar disso, <strong>o contágio não ocorre diretamente do cachorro para o humano</strong>. A infestação acontece quando a pele entra em contato com solo ou areia contaminados pelo parasita.</p>



<p>Por isso, a <strong>tungíase é considerada uma</strong> <strong>zoonose parasitária associada ao ambiente</strong>, podendo afetar tanto animais quanto humanos que frequentam locais contaminados.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Bicho-de-pé em cachorro pode matar?</h3>



<p>O bicho-de-pé raramente leva um cachorro à morte. Ainda assim, quando a infestação não recebe tratamento, podem surgir complicações importantes, como infecções bacterianas, inflamações graves e dor intensa.</p>



<p>Em casos avançados, o animal pode apresentar dificuldade para caminhar, lesões profundas e risco maior de infecções na pele.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um cachorro pode ter vários bichos-de-pé ao mesmo tempo?</h3>



<p>Sim, é possível. Em ambientes muito contaminados, um mesmo cachorro pode apresentar múltiplas lesões causadas pela pulga.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pode espremer o bicho-de-pé do cachorro?</h3>



<p>Não. Espremer ou tentar retirar o bicho-de-pé sem orientação pode romper o parasita dentro da pele, o que aumenta o risco de inflamação e infecção.</p>



<p>A remoção deve ser feita por um médico-veterinário, que possui os instrumentos adequados para retirar o inseto com segurança e realizar o tratamento da lesão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo o bicho-de-pé pode ficar na pele do cachorro?</h3>



<p>Sem tratamento, a pulga pode permanecer na pele do hospedeiro por várias semanas enquanto completa seu ciclo de desenvolvimento.</p>



<p>Durante esse período, o abdômen da pulga aumenta de tamanho à medida que os ovos se desenvolvem. Após completar o ciclo, o inseto morre, mas a lesão pode continuar inflamada ou infectada se não receber cuidados adequados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/02/AdobeStock_602225893.webp" alt="cachorro com veterinário em consultório" class="wp-image-77507" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/02/AdobeStock_602225893.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/02/AdobeStock_602225893-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2026/02/AdobeStock_602225893-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">O conteúdo te ajudou? Compartilhe!</h3>



<p>O bicho-de-pé em cachorro é uma infestação parasitária que pode causar bastante desconforto ao animal, principalmente quando não é identificada rapidamente.&nbsp;</p>



<p>Saber identificar os sinais, entender como ocorre a infestação e conhecer as formas corretas de tratamento é uma informação essencial para qualquer responsável por cães.<br><br>Afinal, quanto mais cedo o problema é reconhecido, maiores são as chances de evitar complicações e garantir uma recuperação rápida para o animal.</p>



<p>Se você quer aprender mais sobre saúde e cuidados essenciais com cães, vale a pena explorar outros conteúdos do <strong>Blog da Cobasi</strong>, que reúne guias produzidos com apoio de especialistas para ajudar tutores a cuidar ainda melhor de seus pets. Até a próxima!</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Referências científicas e técnica</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Field trial on the efficacy of imidacloprid and permethrin combination against <em>Tunga penetrans</em> (sand flea) in dogs in Brazil.</strong> Disponível em: <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16228267/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16228267/</a><br><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16228267/"><br></a></li>



<li><strong>Tungíase em comunidades humanas e animais domésticos: aspectos epidemiológicos e clínicos. </strong>Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal – Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), 2021. Disponível em:<a href="https://ppgca.uesc.br/wp-content/uploads/2022/12/dissertacao-katharine-2021.pdf"> https://ppgca.uesc.br/wp-content/uploads/2022/12/dissertacao-katharine-2021.pdf</a><br><a href="https://ppgca.uesc.br/wp-content/uploads/2022/12/dissertacao-katharine-2021.pdf"><strong><br></strong></a></li>



<li><strong>Tungíase em cão de uma comunidade rural do estado do Maranhão. </strong><em>Revista Ciência Animal</em>, v.33, n.1, p.145-151, jan./mar., 2023. Recebido: jun./2022. Publicado: mar./2023. Disponível em: <a href="https://share.google/LhchLz3ElGBn1FWas">https://share.google/LhchLz3ElGBn1FWas</a><br><a href="https://share.google/LhchLz3ElGBn1FWas"><br></a></li>



<li><strong>Aspectos clínicos e epidemiológicos da tungíase em animais domésticos. </strong>Revista Brasileira de Medicina Veterinária. Disponível em:<a href="https://docs.bvsalud.org/upload/S/0047-2077/2015/v102n6/a4554.pdf"> https://docs.bvsalud.org/upload/S/0047-2077/2015/v102n6/a4554.pdf</a><br><a href="https://docs.bvsalud.org/upload/S/0047-2077/2015/v102n6/a4554.pdf"><br></a></li>



<li><strong>Materiais técnicos consultados sobre tungíase e infestação por <em>Tunga penetrans</em> em cães</strong>. Disponível em: <a href="https://share.google/hDNAtvQAclm3iMEAd">https://share.google/hDNAtvQAclm3iMEAd</a></li>
</ul>



<p></p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/bicho-de-pe-em-cachorro/">Bicho-de-pé em cachorro: sintomas, como identificar e como tratar com segurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/bicho-de-pe-em-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Barriga d’água em cachorro: quando o inchaço abdominal é sinal de alerta?</title>
		<link>https://blog.cobasi.com.br/barriga-dagua-em-cachorro/</link>
					<comments>https://blog.cobasi.com.br/barriga-dagua-em-cachorro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Cobasi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 15:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cachorro]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças de cachorro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.cobasi.com.br/?p=17624</guid>

					<description><![CDATA[<p>A barriga d’água em cachorro é caracterizada pelo acúmulo anormal de fluido na cavidade abdominal. O termo médico para essa condição é ascite, alteração que ocupa o espaço onde ficam</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/barriga-dagua-em-cachorro/">Barriga d’água em cachorro: quando o inchaço abdominal é sinal de alerta?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_437029663.webp" alt="veterinário fazendo exames para verificar barriga d'água em cachorro" class="wp-image-77760" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_437029663.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_437029663-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_437029663-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>A <strong>barriga d’água em cachorro</strong> é caracterizada pelo acúmulo anormal de fluido na cavidade abdominal. O termo médico para essa condição é <strong>ascite</strong>, alteração que ocupa o espaço onde ficam órgãos como fígado, intestinos e estômago.</p>



<p>De acordo com o Dr. Jerry Klein, veterinário do American Kennel Club (AKC), <a href="https://www.akc.org/expert-advice/health/ascites-in-dogs/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a ascite é sempre secundária a uma doença subjacente</a>. Ou seja, o aumento abdominal não é o problema principal, mas consequência de algo mais profundo no organismo.</p>



<p>Quando se percebe o <strong>cachorro com barriga inchada e mole</strong>, podem estar envolvidos problemas como insuficiência cardíaca, alterações hepáticas, doença renal, infecções graves ou tumores abdominais.</p>



<p>É comum que o primeiro pensamento seja gases, vermes ou ganho de peso. De fato, algumas situações menos complexas também causam distensão.&nbsp;</p>



<p>Porém, se o volume aumenta rapidamente ou surge acompanhado de apatia, desconforto ou dificuldade respiratória, a avaliação deve ser imediata.</p>



<p>Ao longo deste guia, você vai entender:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="#o-que-e-barriga-d-agua-em-cachorro">O que é barriga d’água em cachorro?</a><br></li>



<li><a href="#quais-sao-os-sintomas-de-barriga-d-agua-em-cachorro">Quais são os sintomas de barriga d’água em cachorro?</a><br></li>



<li><a href="#o-que-causa-barriga-d-agua-em-cachorro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que causa barriga d’água em cachorro?</a><br></li>



<li><a href="#quais-doencas-podem-ser-confundidas-com-barriga-d-agua-em-cachorro">Quais doenças podem ser confundidas com barriga d’água em cachorro?</a><br></li>



<li><a href="#quais-caes-tem-maior-risco-de-desenvolver-ascite">Quais cães têm maior risco de desenvolver ascite?</a><br></li>



<li><a href="#como-e-feito-o-diagnostico-da-ascite-em-caes">Como é feito o diagnóstico da ascite em cães?</a><br></li>



<li><a href="#barriga-d-agua-em-cachorro-tem-cura">Barriga d’água em cachorro tem cura?</a><br></li>



<li><a href="#como-e-feito-o-tratamento-da-ascite-em-caes">Como é feito o tratamento da ascite em cães?</a><br></li>



<li><a href="#quanto-tempo-vive-um-cachorro-com-ascite">Quanto tempo vive um cachorro com ascite?</a><br></li>



<li><a href="#e-possivel-prevenir-barriga-d-agua-em-cachorro">É possível prevenir barriga d’água em cachorro?</a><br></li>



<li><a href="#perguntas-frequentes-sobre-barriga-d-agua-em-cachorro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Perguntas frequentes sobre barriga d’água em cachorro</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-e-barriga-d-agua-em-cachorro">O que é barriga d’água em cachorro?</h2>



<p>Na prática clínica, a ascite é a presença anormal de fluido livre dentro da cavidade abdominal, condição também chamada de <strong>efusão abdomina</strong>l.</p>



<p>O quadro ocorre quando há desequilíbrio entre a pressão dentro dos vasos sanguíneos e a capacidade do organismo de manter esse conteúdo na circulação. Parte do plasma extravasa e passa a ocupar o espaço abdominal.</p>



<p>Entre os mecanismos envolvidos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>aumento da pressão nos vasos abdominais;<br><br></li>



<li>queda dos níveis de albumina (proteína responsável por reter fluidos na corrente sanguínea);<br><br></li>



<li>processos inflamatórios ou hemorrágicos.</li>
</ul>



<p>É importante diferenciar essa situação de outros tipos de efusão abdominal. Acúmulos de sangue (<strong>hemoperitônio</strong>) ou de pus (<strong>pioperitônio</strong>) também podem ocorrer dentro da cavidade abdominal. </p>



<p>Essas situações, no entanto, <strong>não são classificadas como ascite</strong>, pois estão associadas a hemorragias ou infecções específicas.</p>



<p>Com o avanço do acúmulo de líquido, o abdômen se distende e pode comprimir o diafragma. Em quadros mais graves, essa pressão dificulta a expansão pulmonar e compromete a respiração.</p>



<p>Mais do que um inchaço visível, a ascite sinaliza uma alteração sistêmica no organismo e, dependendo da causa, pode representar risco real à vida do animal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-sao-os-sintomas-de-barriga-d-agua-em-cachorro">Quais são os sintomas de barriga d’água em cachorro?</h2>



<p>O principal sintoma de barriga d’água em cachorro é o aumento do volume abdominal. A barriga fica distendida, arredondada e, muitas vezes, com aspecto mole ao toque.<br><br>Dependendo da quantidade de fluido acumulado, o inchaço pode evoluir de forma lenta ou surgir de maneira mais perceptível em poucos dias.</p>



<p>Já volumes maiores deixam o abdômen com aparência de “barriga de pote”, o que muitas pessoas confundem com ganho de peso.&nbsp;</p>



<p>Mas, além da <a href="https://blog.cobasi.com.br/barriga-inchada-e-dura/">barriga inc</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/barriga-inchada-e-dura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">h</a><a href="https://blog.cobasi.com.br/barriga-inchada-e-dura/">ada</a>, outros sinais podem aparecer conforme o impacto do fluido no organismo, como: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-ofegante/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Respiração ofegante ou dificuldade para respirar</a></strong>: o animal pode respirar mais rápido, apresentar esforço respiratório ou demonstrar cansaço ao caminhar.<br><br></li>



<li><strong>Letargia e fraqueza</strong>: a circulação comprometida e a doença de base reduzem a disposição. O cachorro pode ficar mais quieto, evitar atividades e <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-fraqueza-nas-pernas-e-tremedeira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">demonstrar fraqueza muscular</a>.<br><br></li>



<li><strong>Alterações gastrointestinais</strong>: diminuição do apetite, náuseas,<a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-vomitando/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> vômito</a> e <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-diarreia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">diarreia</a> estão entre os sintomas de ascite em cães, especialmente quando há envolvimento hepático ou inflamatório.<br><br></li>



<li><strong>Dor abdominal e desconforto</strong>: o toque na região pode causar incômodo. Alguns animais vocalizam ao deitar ou demonstram inquietação.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Sinais de gravidade na ascite em cães</h3>



<p>Alguns sintomas indicam que a barriga d’água em cachorro pode estar associada a um quadro grave:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>gengivas pálidas ou arroxeadas;<br><br></li>



<li>desmaios;<br><br></li>



<li>respiração curta e superficial;<br><br></li>



<li><a href="https://blog.cobasi.com.br/tosse-de-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tosse persistente</a>;<br><br></li>



<li>esforço intenso para respirar.</li>
</ul>



<p>Diante desse cenário, a avaliação veterinária deve ser imediata, pois a evolução pode ser rápida. Esses sinais sugerem comprometimento da circulação ou da oxigenação. </p>



<p>Quando aparecem junto com distensão abdominal, existe risco de envolvimento cardíaco, hepático ou até hemorragia interna.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="o-que-causa-barriga-d-agua-em-cachorro">O que causa barriga d’água em cachorro?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_219582907.webp" alt="cachorro deitado em sofá" class="wp-image-77759" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_219582907.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_219582907-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_219582907-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>A barriga d’água em cachorro acontece quando uma doença interfere na circulação sanguínea, na função do fígado, na produção de proteínas ou provoca inflamação interna. O aumento abdominal é consequência de um problema primário que precisa ser identificado.</p>



<p>Entre as <strong>causas mais comuns de ascite em cães</strong> estão:&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doenças cardíacas</h3>



<p>A insuficiência cardíaca congestiva direita está entre as origens mais frequentes da ascite. Quando o bombeamento perde eficiência, o sangue se acumula na circulação venosa sistêmica. O aumento da pressão dentro dos vasos favorece o extravasamento para a cavidade abdominal.</p>



<p>Outra condição associada é a <a href="https://blog.cobasi.com.br/dirofilariose-verme-do-coracao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dirofilariose, conhecida como verme do coração</a>. Trata-se de uma doença parasitária causada pela <em>Dirofilaria immitis</em>, transmitida por mosquitos, que se instala nas artérias pulmonares e no lado direito do coração. </p>



<p>A <a href="https://www.conhecer.org.br/enciclop/2022b/presenca.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">presença dos parasitas compromete a dinâmica cardíaca</a> e, em estágios avançados, pode resultar em distensão abdominal decorrente da congestão circulatória.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Perda de proteínas</h3>



<p>Algumas <a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-renal-cronica-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">doenças renais</a> e intestinais levam à eliminação excessiva de proteínas pela urina ou pelas fezes. Entre elas está a <strong>albumina</strong>, substância que ajuda a manter o fluido dentro dos vasos sanguíneos.</p>



<p>Quando a concentração de albumina diminui, o sangue perde parte da sua capacidade de retenção. O fluido passa a se deslocar para cavidades como o abdômen, resultando em aumento progressivo da barriga.</p>



<p>Nesses casos, o cachorro pode apresentar distensão abdominal mesmo sem alterações cardíacas aparentes, o que torna os exames laboratoriais fundamentais para identificar a origem do problema.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doenças hepáticas</h3>



<p>Quando o fígado está inflamado, cicatrizado ou perde parte da sua função, o sangue encontra dificuldade para atravessar o órgão. A resistência ao fluxo aumenta a pressão na circulação abdominal e favorece o acúmulo de fluido dentro da cavidade.</p>



<p>O nome dado a esse aumento de pressão é <strong>hipertensão portal</strong>, apontada pelo <a href="https://www.msdvetmanual.com/digestive-system/pathophysiology-of-hepatic-disease-in-small-animals/ascites-in-small-animals" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manual Veterinário MSD</a> como uma das principais causas de ascite em cães com doença hepática.</p>



<p>Em fases mais avançadas, o comprometimento hepático pode intensificar ainda mais o aumento abdominal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Peritonite e inflamações abdominais</h3>



<p>A peritonite é uma inflamação da membrana que reveste o abdômen. Pode surgir após ruptura intestinal, <a href="https://blog.cobasi.com.br/pancreatite-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pancreatite </a>ou infecção bacteriana. </p>



<p>Nessas situações, há liberação de fluido e células de defesa dentro da cavidade abdominal, o que provoca distensão, dor ao toque, apatia e rápida piora do estado geral. É um quadro que tende a evoluir rapidamente e exige atendimento veterinário imediato.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Neoplasias</h3>



<p>Nem todo aumento abdominal está ligado a inflamação ou falência de órgãos. Em alguns casos, o crescimento de um <a href="https://blog.cobasi.com.br/tumor-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tumor </a>modifica a dinâmica interna do abdômen.</p>



<p>Massas podem pressionar vasos importantes, alterar a drenagem linfática ou romper estruturas internas. Sangue ou fluido passam a ocupar um espaço que normalmente deveria estar livre.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Traumas e intoxicações</h3>



<p>Rupturas de órgãos após quedas ou atropelamentos podem levar ao acúmulo de sangue na cavidade abdominal. O volume aumenta rapidamente e o quadro tende a ser emergencial.</p>



<p>Raticidas anticoagulantes interferem na coagulação sanguínea. Hemorragias internas podem ocorrer mesmo sem trauma visível.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-doencas-podem-ser-confundidas-com-barriga-d-agua-em-cachorro">Quais doenças podem ser confundidas com barriga d’água em cachorro?</h2>



<p><strong>Nem toda barriga inchada é ascite</strong>. Existem condições que aumentam o volume abdominal, mas têm origem diferente e exigem abordagens distintas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Gases intestinais</h3>



<p>O <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-com-gases/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acúmulo de gases</a> pode deixar o abdômen temporariamente distendido. Nesses casos, o aumento costuma variar ao longo do dia e pode estar associado a flatulência, ruídos intestinais ou mudanças recentes na alimentação.</p>



<p>Diferente da ascite, o inchaço causado por gases não costuma ser contínuo. A barriga pode parecer mais estufada em alguns momentos e voltar ao normal depois que o cão elimina os gases.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Verminoses</h3>



<p>Infestações por<a href="https://blog.cobasi.com.br/verme-em-cachorro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> vermes são causa comum de cachorro</a> com barriga grande, principalmente em filhotes. Além do aumento abdominal, podem surgir diarreia, anemia e crescimento inadequado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Obesidade</h3>



<p>O <a href="https://blog.cobasi.com.br/cachorro-gordo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ganho de peso</a> provoca aumento uniforme do corpo, não apenas da região abdominal. Ao toque, a gordura apresenta consistência diferente do abdômen com fluido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dilatação gástrica</h3>



<p>Quadro mais comum em <a href="https://blog.cobasi.com.br/racas-de-cachorro-grande/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cães de grande porte</a>, caracteriza-se por distensão súbita, dor intensa e tentativa de vomitar sem sucesso. É uma emergência veterinária.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Retenção fecal ou constipação</h3>



<p><strong>Cachorro com barriga inchada</strong> e que não defeca pode estar com constipação severa. O abdômen pode ficar endurecido e o animal demonstra esforço ao evacuar.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quais-caes-tem-maior-risco-de-desenvolver-ascite">Quais cães têm maior risco de desenvolver ascite?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_1894444337.webp" alt="raças que predisposição a ter ascite" class="wp-image-77755" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_1894444337.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_1894444337-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_1894444337-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>A <strong>ascite pode ocorrer em qualquer cachorro</strong>, mas alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento do quadro, principalmente por estarem associados a doenças cardíacas, hepáticas ou metabólicas.</p>



<p>Entre os principais fatores de risco estão:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Filhotes</h3>



<p>A ascite verdadeira também pode ocorrer em filhotes quando há infecções sistêmicas, alterações hepáticas congênitas ou distúrbios na circulação abdominal.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães idosos</h3>



<p>O envelhecimento aumenta a probabilidade de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, tumores e problemas hepáticos, condições que podem favorecer o acúmulo de líquido no abdômen.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Raças predispostas a doenças cardíacas</h3>



<p>Algumas raças apresentam maior risco de cardiopatias que podem evoluir para ascite, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Doberman;</li>



<li>Boxer;</li>



<li>Cocker Spaniel;</li>



<li><a href="https://www.cobasi.com.br/racas/cachorro/cavalier-king-charles-spaniel?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260305_vis_geral_barriga-d-agua-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cavalier King Charles Spaniel</a>.</li>
</ul>



<p>Essas raças apresentam maior predisposição a doenças cardíacas que podem comprometer a circulação. Ainda assim, é importante destacar que a <strong>barriga d’água em cachorro pode ocorrer em animais de qualquer idade, porte ou raça</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Animais com doença hepática</h3>



<p><a href="https://blog.cobasi.com.br/doenca-hepatica-em-caes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cães com hepatite crônica</a>, fibrose ou insuficiência hepática podem desenvolver aumento da pressão na circulação abdominal, favorecendo o acúmulo de líquido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doenças renais ou intestinais com perda de proteína</h3>



<p>Alguns distúrbios fazem o organismo perder proteínas importantes para manter o equilíbrio de fluidos no sangue, o que pode facilitar a formação de ascite.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cães com histórico de tumores ou traumas abdominais</h3>



<p>Neoplasias, rupturas de órgãos ou hemorragias internas também podem levar ao acúmulo de líquido na cavidade abdominal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-e-feito-o-diagnostico-da-ascite-em-caes">Como é feito o diagnóstico da ascite em cães?</h2>



<p>O <strong>diagnóstico da barriga d’água em cachorro</strong> começa com a avaliação clínica realizada pelo médico-veterinário. Como o acúmulo de líquido no abdômen pode estar associado a diferentes doenças, a investigação busca identificar o que está provocando esse acúmulo.</p>



<p>Para entender a origem do problema, alguns procedimentos costumam fazer parte da avaliação:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Exame físico</h3>



<p>A primeira etapa é o exame físico completo. Durante a consulta, o veterinário observa o formato do abdômen, avalia sinais clínicos e realiza a palpação da região abdominal.</p>



<p>Em alguns casos, o líquido pode ser percebido ao tocar o abdômen, principalmente quando o volume já está maior. Alterações respiratórias, dor abdominal ou sinais de fraqueza também ajudam a orientar a investigação clínica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Exames de imagem</h3>



<p>Para confirmar a presença de líquido no abdômen, exames de imagem são frequentemente utilizados. A <strong>ultrassonografia abdominal é um dos métodos mais importantes</strong>, pois permite visualizar o fluido e avaliar órgãos internos como fígado, rins, baço e intestinos.<br><br>Radiografias também podem ajudar a identificar aumento abdominal ou alterações em órgãos. Esses exames auxiliam o veterinário a entender se há sinais de doenças hepáticas, cardíacas, tumores ou outras alterações associadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Análise do líquido abdominal</h3>



<p>Quando há líquido acumulado no abdômen, o veterinário pode realizar um procedimento chamado <strong>paracentese</strong>. Neste exame, uma agulha fina é utilizada para coletar uma pequena amostra do fluido abdominal.</p>



<p>O material é analisado em laboratório para identificar suas características, como presença de sangue, células inflamatórias ou bactérias. O tipo de líquido encontrado ajuda a direcionar a investigação para a causa mais provável da ascite.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Exames laboratoriais</h3>



<p>Exames de sangue e urina também fazem parte da avaliação. Hemograma, perfil bioquímico e urinálise ajudam a verificar o funcionamento de órgãos como fígado e rins, além de identificar alterações metabólicas ou inflamatórias.</p>



<p>Em situações mais complexas, exames adicionais — como tomografia ou biópsias — podem ser necessários para confirmar o diagnóstico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="barriga-d-agua-em-cachorro-tem-cura">Barriga d’água em cachorro tem cura?</h2>



<p>A <strong>barriga d’água em cachorro pode ter tratamento e, em alguns casos, cura</strong>. O desfecho depende da doença que está provocando o acúmulo de líquido no abdômen.</p>



<p>Como a <strong>ascite é um sinal clínico</strong>, o prognóstico está diretamente ligado à causa do problema. </p>



<p>Então, quando a condição de origem é tratável, como algumas infecções, doenças cardíacas controláveis ou distúrbios metabólicos, o líquido abdominal pode diminuir ou desaparecer com o tratamento adequado.</p>



<p>Em outras situações, o objetivo do <strong>tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do animal</strong>. Isso pode ocorrer em doenças hepáticas avançadas, insuficiência cardíaca grave ou alguns tipos de câncer.</p>



<p>Independentemente da causa, <strong>a distensão abdominal nunca deve ser ignorada</strong>. Quanto mais cedo o problema é investigado, maiores são as chances de controlar a doença e evitar complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="como-e-feito-o-tratamento-da-ascite-em-caes">Como é feito o tratamento da ascite em cães?</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_314466597.webp" alt="tratamento de ascite em cachorro" class="wp-image-77756" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_314466597.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_314466597-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_314466597-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Procedimento veterinário para drenagem do líquido abdominal em cachorro com ascite, realizado para aliviar a pressão na cavidade abdominal. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>O tratamento da ascite em cães tem dois objetivos principais: <strong>remover o líquido acumulado no abdômen e tratar a doença que está causando o problema</strong>.</p>



<p>Na maioria dos casos, o primeiro passo é estabilizar o animal e aliviar o desconforto causado pela distensão abdominal.&nbsp;</p>



<p>Muitos cães precisam permanecer em observação veterinária durante essa fase, especialmente quando o volume de líquido é grande ou há sinais respiratórios.</p>



<p>Entre as abordagens que podem ser utilizadas estão:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Drenagem do líquido abdominal</h3>



<p>Quando o acúmulo de líquido provoca dor ou dificuldade para respirar, o veterinário pode realizar a <strong>drenagem abdominal</strong>. O procedimento remove parte do fluido e ajuda a reduzir a pressão dentro do abdômen.</p>



<p>Essa medida melhora o conforto do animal e também permite analisar o líquido coletado. No entanto, a drenagem isoladamente <strong>não resolve a causa da ascite</strong>, e o líquido pode voltar a se acumular se o problema de origem não for tratado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Uso de medicamentos</h3>



<p><a href="https://www.cobasi.com.br/c/cachorro/medicamentos?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260305_vis_geral_barriga-d-agua-em-cachorro_geral_post">Medicamentos</a> também fazem parte do tratamento, dependendo da causa identificada. Entre os mais utilizados estão os <strong>diuréticos</strong>, como furosemida e espironolactona, que ajudam o organismo a eliminar o excesso de líquido pela urina.</p>


<div class="carousel-produtos-wrap" data-cta="Aproveite mais produtos" data-url="https://www.cobasi.com.br/pesquisa?terms=diuretico"><h2>Diuréticos para cachorro</h2><div class="carousel-produtos-box"></div><input type="hidden" id="_wpnonce_carrossel-produtos" name="_wpnonce_carrossel-produtos" value="9d459b8d6b" /></div>



<p>Quando a ascite está associada a doenças cardíacas, esses medicamentos costumam fazer parte do controle clínico. Já em situações de anemia ou níveis muito baixos de proteínas, o veterinário pode indicar transfusão de sangue ou plasma.</p>



<p>Outros medicamentos podem ser necessários para tratar doenças hepáticas, renais ou processos inflamatórios que estejam contribuindo para o acúmulo de líquido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamento da causa principal</h3>



<p>Depois da estabilização inicial, o tratamento passa a focar no controle da condição que provocou a ascite. Dependendo do diagnóstico, o animal pode precisar de acompanhamento contínuo, medicamentos de uso prolongado ou mudanças na alimentação. </p>



<p>Dietas específicas, por exemplo, podem ser indicadas em casos de doença cardíaca, perda de proteínas ou alterações hepáticas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cirurgia em alguns casos</h3>



<p>Algumas causas de ascite exigem tratamento cirúrgico. Isso pode acontecer, por exemplo, quando há tumores abdominais, ruptura de órgãos ou outras alterações estruturais que precisam ser corrigidas.</p>



<p>Nessas situações, o procedimento busca tratar diretamente o problema que levou ao derrame abdominal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="quanto-tempo-vive-um-cachorro-com-ascite">Quanto tempo vive um cachorro com ascite?</h2>



<p>A <strong>expectativa de vida de um cachorro com barriga d&#8217;água</strong> varia bastante, porque o quadro depende da doença que está causando o acúmulo de líquido no abdômen.</p>



<p>Quando é tratável ou controlável, muitos cães conseguem viver por anos com acompanhamento veterinário adequado. Em alguns casos, o líquido abdominal desaparece após o tratamento da condição principal.</p>



<p>Por outro lado, quando a ascite está associada a doenças graves, como câncer avançado, por exemplo, o prognóstico pode ser mais reservado.</p>



<p>Cada caso precisa ser avaliado individualmente pelo veterinário, considerando fatores como idade do animal, estado geral de saúde e resposta ao tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="e-possivel-prevenir-barriga-d-agua-em-cachorro">É possível prevenir barriga d’água em cachorro?</h2>



<p>Nem todos os casos podem ser prevenidos, já que o problema costuma surgir como consequência de outras doenças. Ainda assim, alguns cuidados ajudam a reduzir os riscos e, principalmente, a identificar alterações precocemente.</p>



<p>Entre as medidas mais importantes estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.cobasi.com.br/servicos/agendamentos/bem-vindo/?utm_source=blog&amp;utm_medium=post&amp;utm_campaign=20260305_vis_geral_barriga-d-agua-em-cachorro_geral_post" target="_blank" rel="noreferrer noopener">manter consultas veterinárias regulares</a>;<br><br></li>



<li>realizar exames preventivos quando indicados;<br><br></li>



<li>manter o controle de parasitas, incluindo prevenção da dirofilariose;<br><br></li>



<li>oferecer alimentação adequada e equilibrada;<br><br></li>



<li>observar mudanças no comportamento ou no formato do abdômen.</li>
</ul>



<p>Qualquer aumento abdominal persistente deve ser avaliado por um veterinário. O diagnóstico precoce é fundamental para identificar a causa e iniciar o tratamento o quanto antes.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="perguntas-frequentes-sobre-barriga-d-agua-em-cachorro">Perguntas frequentes sobre barriga d’água em cachorro</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_535493390.webp" alt="ascite em cachorro" class="wp-image-77758" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_535493390.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_535493390-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_535493390-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Ascite em cachorro dói?</h3>



<p>Sim, pode doer. O acúmulo de líquido aumenta a pressão dentro do abdômen, o que pode causar desconforto, sensibilidade ao toque e dificuldade para se movimentar ou deitar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Barriga d’água em cachorro pode matar?</h3>



<p>Sim, dependendo da causa. A ascite pode estar ligada a doenças graves como insuficiência cardíaca, hemorragia interna ou tumores, que podem colocar a vida do animal em risco se não forem tratadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">É possível drenar barriga d’água em cachorro em casa?</h3>



<p>Não, a drenagem abdominal é um procedimento veterinário chamado <strong>paracentese</strong>, que precisa ser realizado com técnica estéril e monitoramento adequado para evitar infecção ou lesões internas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual antibiótico dar para cachorro com barriga d’água?</h3>



<p>Não existe antibiótico específico para ascite. O medicamento só é indicado quando há infecção associada, e a escolha deve ser feita pelo veterinário após avaliação clínica e exames.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que provoca ascite em cachorro?</h3>



<p>A ascite surge quando alguma doença provoca acúmulo de líquido na cavidade abdominal. Problemas cardíacos, doenças hepáticas, perda de proteínas, tumores, infecções ou traumas estão entre as causas mais comuns.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quando a ascite é considerada grave?</h3>



<p>O quadro é considerado grave quando aparece junto com sinais como dificuldade para respirar, gengivas pálidas, fraqueza intensa, desmaios ou aumento abdominal rápido.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que acontece se a ascite não for tratada?</h3>



<p>Sem tratamento, o líquido pode continuar se acumulando e aumentar a pressão no abdômen, dificultando a respiração e a circulação.&nbsp;</p>



<p>A doença que causa a ascite também pode evoluir e agravar o estado do animal. Em casos graves, o quadro pode levar a complicações severas e até ao óbito.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="709" height="472" src="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_392617556.webp" alt="veterinário fazendo exame para diagnóstico de barriga d'água em cachorro" class="wp-image-77757" srcset="https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_392617556.webp 709w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_392617556-300x200.webp 300w, https://cobasiblog.blob.core.windows.net/production-ofc/2021/08/AdobeStock_392617556-150x100.webp 150w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption class="wp-element-caption">Foto: Adobe Stock</figcaption></figure>



<p>O conteúdo te ajudou? No Blog da Cobasi, você encontra mais conteúdos sobre saúde, comportamento e cuidados essenciais para cães, gatos e outros pets. Até a próxima!</p>
<p>O post <a href="https://blog.cobasi.com.br/barriga-dagua-em-cachorro/">Barriga d’água em cachorro: quando o inchaço abdominal é sinal de alerta?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.cobasi.com.br">Blog da Cobasi</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://blog.cobasi.com.br/barriga-dagua-em-cachorro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
