Mandarim

18 de maio de 2018

Aves

Quem são

O Mandarim, também pode ser chamado de diamante-mandarim, na língua inglesa é denominado “Zebra Finch”, e sua espécie é conhecida por Taeniopygia guttata, membro da Família Estrildidae e Ordem dos Passeriformes.

O seu país de origem é a Austrália, sendo encontrado em vida livre ainda no mesmo país. Foi posteriormente introduzido em vários outros países do mundo por sua facilidade de criação e adaptação, como Estados Unidos, Portugal e Brasil.

Comportamento

É uma ave extremamente sociável, mostrando boa convivência com outros Passeriformes, e até certo ponto, mostra boa interação com seres humanos. Os mandarins adoram saltitar, voar e brincar. Mesmo de porte pequeno, é bem resistente, ficando fragilizado principalmente por erros de manejo, como alimentação inadequada, exposição ao frio e falta de higienização.

Na natureza vivem geralmente em bandos, onde podem formar casais para vida inteira. Se adaptam muito bem a viveiros e gaiolas, indicados para iniciantes pelo facílimo manejo, observamos que sua domesticação foi difundida e ganharam fama pelo mundo.

Características

Atingem tamanho médio de 11 a 12 centímetros de comprimento, podem pesar de 10 a 12 gramas. A expectativa de vida fica ao redor de 5 a 8 anos, sempre variando conforme a qualidade de vida que este animal vivencia.

O bico tem tons laranja/avermelhado, é adaptado a comer sementes, por isso é pequeno, fino e pontiagudo, anatomicamente feito para isso, já que é um granívoro (alimenta-se de grãos). São aves que possuem uma coloração variada para cada parte de seu corpo. O ventre costuma ser mais claro, de cor branca. O dorso e as asas são de coloração cinza, as penas da cauda são da cor preto e branco. Tanto macho quanto fêmea possuem uma pequena faixa preta abaixo dos olhos, com uma parte branca ao lado, assemelhando-se a uma lágrima. Os machos possuem na face uma mancha alaranjada/amarronzada, e no corpo algumas penas marrons com pontos brancos. Os machos também possuem listras pretas e brancas abaixo do bico, chegando até o peito. Logo, nesta espécie é possível diferenciar facilmente o macho da fêmea, por suas características morfológicas distintas (dimorfismo sexual).

Ambiente

Uma boa opção de gaiola para esta espécie é a de madeira, que controla bem a oscilação de temperatura, mas tem a desvantagem de ser mais frágil. A gaiola de metal é outra opção aceita também, mais resistente, com a desvantagem da oscilação de temperatura. Em ambos os casos, deve-se respeitar o espaço de voo da ave, por isso a gaiola pode ter uma altura padrão, mas o comprimento deve ser o maior possível, chegando a 70 centímetros ou 1 metro de extensão, com pelo menos dois a três poleiros. Os mandarins adoram se banhar, então nos dias quentes é recomendável deixar uma pequena banheira, com uma fina lâmina de água para eles tomarem banho.

Alimentação

A alimentação do mandarim se baseia em sementes, tanto é que na natureza esta ave vive sempre próximo a pastagens e gramados, se alimentando dos grãos. A mistura de sementes deve ser rica em painço, alpiste, linhaça, níger e etc. As verduras (almeirão, chicória), legumes (jiló) e frutas são muito bem-vindas. A farinhada deve ser utilizada para complementar a dieta deste animal, principalmente em épocas de maior necessidade energética.

Reprodução

A maturidade sexual destas aves é precoce, entre três e quatro meses de vida, ela já inicia o ciclo reprodutivo, mas o ideal é que se espere mais quatro a cinco meses para acasalar macho e fêmea, isto porque eles estarão mais resistentes e prontos para desempenhar todas as funções da reprodução. Se reproduzem durante o ano todo, de maneira fácil. Botam de 4 até 8 ovos por postura, que demoram de 12 a 14 dias para eclodirem. Os machos são ótimos parceiros, e praticamente confeccionam sozinhos os ninhos. Existem ninhos específicos de mandarim, que geralmente são de madeira e fechados, ou existe a opção de adaptar um ninho de periquito. Pode ser aberto e côncavo também, mas em ambos os casos o macho precisa de muito material macio para confeccionar o interior do mesmo. O ninho deve ficar sempre em local alto.

 

Conteúdo desenvolvido pelo time de Educação Corporativa da Cobasi