Ciclídeos africanos: tudo sobre a espécie

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Ciclideos africanos: tudo sobre a espécie

Para quem não fica muito tempo em casa ou mora em uma residência pequena, um peixinho pode ser um excelente animal de estimação. Mas atenção! Algumas espécies precisam de cuidados um pouco mais exigentes do que outras. Um bom exemplo disso são os ciclídeos africanos.

Coloridos, lindos e bastante agitados, os ciclídeos encantam qualquer fã do aquarismo. Porém, é necessário estar preparado para adquirir esse peixe. A espécie é agressiva por natureza e precisa de uma água de pH sempre alcalino (o que nem sempre é uma tarefa fácil de manter). 

Apesar disso, os ciclídeos podem, sim, ser ótimos como pets, além de deixar o aquário muito bonito! Então, aqui vamos explicar um pouquinho sobre essa espécie tão complexa, porém tão querida por todos os aquaristas!

Saiba as características da espécie

O termo “ciclídeos”, na verdade, se trata de uma família de quase 30 mil espécies de peixes. Inclusive, vale mencionar que é a maior família de peixes do mundo. 

Essas espécies têm uma distribuição geográfica bem ampla, e embora sejam mais abundantes nos continentes africano, americano e asiático, também se encontram na Europa. Mas, como já mencionamos, existem diversos tipos de ciclídeos, e as características desses peixes mudam bastante de um local para o outro.

Dentro de aquários, esses peixes costumam ser agressivos e bastante territorialistas. Por isso, caso a intenção seja de criá-los com outros peixes, é preciso que todos sejam inseridos ao ambiente juntos. Isso porque novos integrantes, muito provavelmente, serão agredidos pelos ciclídeos africanos.

Além disso, não se recomenda manter dois ciclídeos africanos de mesmo sexo no aquário. Dois peixes de temperamento agressivo dividindo o mesmo espaço certamente não será uma boa ideia. 

Como alimentar os ciclídeos africanos?

De maneira mais generalizada, a grande maioria gosta de comer algas, plantas, pequenos crustáceos e até artêmias. O mais ideal, porém, é alimentá-los com a ração específica para a espécie, pelo menos duas vezes ao dia, em pequenas porções. 

Os ciclídeos africanos têm um trato digestivo sensível, ou seja, podem facilmente ficar doentes ao comer alimentos inadequados. Além disso, uma grande quantidade de comida pode deixá-los estufados, causando uma irritação estomacal.

Como deve ser o aquário dos ciclídeos africanos?

Ciclideos africanos: tudo sobre a espécie

Um aquário grande é o mais recomendado para essa espécie, principalmente quando houver outros peixes vivendo junto. Como já sabemos, os ciclídeos africanos são uma espécie territorialista e de convivência não muito fácil quando criados em grupo. Sendo assim, caso a ideia seja criá-los com outros peixes, o aquário precisará ser bastante espaçoso. 

Referente à alcalinidade da água, é preciso que o pH esteja entre 7.4 e 8.6, e a temperatura entre 25 °C e 27 °C. A dureza carbonatada (dH) deve estar entre 8.1 e 8.5, e isso irá ajudar a manter o pH alcalino. Para todas essas medições, é necessário contar com os itens de aquarismo, tais como termômetro e termostato.

Também é importante mencionar que a amônia é ainda mais tóxica em um meio alcalino. Por isso, é preciso que o aquário conte com um excelente sistema de filtragem, além de ser higienizado regularmente.

O substrato também é um item indispensável para o aquário, e ele deve contribuir para a alcalinidade da água. Os tipos mais recomendados são cascalhos de conchas ou cascalhos específicos para ciclídeos.

Outro objeto que deve ser adquirido é a “toca” de aquário, tais como as conchas grandes, cavernas, etc. Esses itens são mais que apenas para decorar o espaço, pois são um excelente esconderijo para os ciclídeos. Já que eles têm o hábito de criar conflitos com outros peixes, é preciso que eles tenham, também, um local para se esconder e se proteger. Inclusive, o ideal seria adquirir uma toca para cada peixe presente no aquário, a fim de evitar disputas de território.

| Atualizada em

Por Cobasi

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