Diamante Gould

18 de maio de 2018

Aves

Quem são

O Diamante Gould, é reconhecido por dois nomes científicos: Chloebia gouldiae ou Erythura gouldiae. É uma ave da Família Estrildidae, pertencente a Ordem dos Passeriformes. Então vemos que é uma ave de pequeno porte, com bico reto e curto, e os dedos na conformação clássica de 3 x 1, ou seja, três voltados para frente e um voltado para trás.

Esta ave recebe este nome devido ao ornitólogo (estudioso de pássaros) inglês, John Gould, que em 1844 catalogou a espécie, sempre com ajuda de sua mulher que ajudava a desenhar e acabou batizando o Diamante Gould com o nome do marido.

Origem

É originário da Austrália, ainda hoje é encontrado vivendo de forma nativa lá, geralmente em bandos. Mas a população nativa vem decrescendo de maneira exponencial na natureza, muito devido a exploração do seu habitat natural pelo homem. Entretanto o número absoluto de exemplares no mundo não é baixo, explicado pela intensa domesticação e criação do Diamante Gould em vários países.

Características

É um passeriforme pequeno, chegando a ter em média 12 a 14 centímetros, com 10 a 12 gramas de peso. Sua expectativa de vida gira em torno de 8 anos, podendo variar de acordo com o manejo fornecido.

São aves muito coloridas, mas podemos observar três principais variações de uma mesma espécie: cabeça vermelha, cabeça preta e cabeça laranja. Desde a sua descoberta foram ocorrendo vários cruzamentos, culminando em variações de cores.

O bico pequeno tem coloração clara, com a ponta alaranjada/avermelhada. As penas da região da barriga são amarelas, já no peito é visto um roxo bem vivo. O dorso tem o verde claro como cor que aparece mais. De cor azul celeste vemos um colar ao redor do pescoço. A cauda possui o mesmo azul celeste, variando com preto. Já a cabeça tem máscaras que podem ser de cor vermelha, laranja ou preta.

Em relação ao comportamento do Diamante Gould, podemos falar que é muito tranquilo, e pode viver bem com outras espécies de passeriformes, tal como Manon – desde que haja espaço, poleiro, comedouro e bebedouro suficiente para ambos.

Alimentação

Alimentam-se preferencialmente dos grãos que estão no alto, na natureza. A mistura de sementes pode ser composta de alpiste, painço, milheto senha, e outras sementes para exóticos pequenos. Pode ser oferecido insetos desidratados para fornecer uma boa fonte de proteína. Nas épocas mais críticas, como reprodução, muda de penas e stress deve ser oferecido uma farinhada de boa qualidade também diariamente. Verduras (Couve, Chicória), legumes (Jiló) e frutas são ótimos complementos a essas aves.

Reprodução

Na natureza a reprodução ocorre no final do período chuvoso. Já em cativeiro e gaiola, se bem-dispostos, com boa qualidade de suprimentos a reprodução pode ocorrer o ano todo. O macho se diferencia da fêmea pela sua coloração mais viva no peito (roxo intenso), enquanto a fêmea tem cores mais opacas e claras, além de ter a cauda mais curta. Botam de 4 a 6 ovos por postura, que demoram de 14 a 16 dias para eclodir. Uma opção de ninho é um de madeira fechado, com abertura, e que tenha no interior fibras macias para confecção do mesmo. É muito comum ser utilizado ama-seca para chocar os ovos, e cuidar dos filhotes, representada geralmente por um manon.

 

Conteúdo desenvolvido pelo time de Educação Corporativa da Cobasi