

Para escovar os dentes do gato, use uma escova de cabeça pequena e cerdas macias com pasta dental própria para pets. Antes dos movimentos de limpeza, acostume o animal ao toque, ao sabor da pasta e à presença da escova.
Quando o contato estiver confortável, levante o lábio e limpe principalmente a parte externa dos dentes, junto à gengiva, sem forçar a abertura da boca.
Na rotina, a frequência diária oferece o melhor controle da placa bacteriana. Nas primeiras tentativas, porém, sessões de poucos segundos deixam a experiência mais tranquila e permitem aumentar o tempo conforme a aceitação do cuidado.
Os dentes dos gatos também precisam de higiene regular, porque a placa bacteriana se deposita sobre a superfície e, quando permanece ali, pode endurecer e se transformar em tártaro.
Esse processo favorece mau hálito, inflamação da gengiva, dor e doença periodontal, que pode comprometer as estruturas de sustentação dos dentes.
Segundo um artigo técnico publicado na Today’s Veterinary Practice, que cita dados da American Veterinary Dental Society, aos 2 anos de idade 70% dos gatos apresentam alguma forma de doença periodontal.
Além de remover a placa antes da mineralização, a higiene frequente cria uma oportunidade para observar a boca e perceber alterações como gengiva avermelhada, sangramento ou dentes com aparência diferente.
Para fazer a higiene bucal do gato, você vai precisar de:
Antes de começar, deixe todos os produtos ao alcance. Isso evita interrupções e permite manter a sessão curta, principalmente durante a fase de adaptação.
Na Cobasi, você encontra os melhores produtos para higiene bucal de gatos, como escovas, dedeiras, kits e pastas dentais.
Entre os modelos disponíveis, vale priorizar uma escova de dente própria para pets, com cabeça pequena, cerdas macias e cabo que dê controle aos movimentos, inclusive ao alcançar os dentes posteriores.
A dedeira pode facilitar a adaptação, embora deixe o dedo mais próximo dos dentes; diante de medo ou tentativa de mordida, o treino deve voltar à etapa anterior.
Entre as opções indicadas para cães e gatos está a Escova Dental Good Care Mundo Animal. Antes da compra, confira as medidas e avalie se o tamanho é confortável para a boca do seu gato.
Use somente pasta dental veterinária indicada para gatos, pois esse tipo de produto é desenvolvido considerando que os animais não cospem nem enxáguam a boca como os humanos. Além disso, os sabores palatáveis podem facilitar a aceitação.
O Creme Dental Guard Pet Society, por exemplo, tem indicação para cães e gatos. Siga sempre as orientações de uso da embalagem e do médico-veterinário.
Pasta de dente humana não deve ser usada em gatos, já que a fórmula não foi desenvolvida para ingestão e pode conter flúor, detergentes, níveis elevados de sódio ou outros componentes inadequados.
Dependendo da composição e da quantidade ingerida, podem ocorrer desconforto gastrointestinal e outros problemas.
Bicarbonato de sódio e receitas caseiras também devem ficar fora da rotina. Se houver ingestão acidental de pasta humana, guarde a embalagem e entre em contato com um médico-veterinário para receber orientação.

Como cada gato reage de uma forma, a adaptação pode levar dias ou semanas. O avanço deve acontecer somente quando a etapa anterior já estiver confortável, com sessões curtas e frequentes em vez de uma tentativa de limpar toda a boca de uma só vez.
1. Acostume o gato ao toque. Em um momento tranquilo, faça carinho na cabeça, nas bochechas e ao redor do focinho. Recompense a calma.
2. Levante o lábio por poucos segundos. Não abra a boca à força. Apenas exponha a parte externa dos dentes e solte em seguida.
3. Toque a gengiva e os dentes. Use o dedo limpo ou uma gaze macia, com movimentos delicados. Interrompa se houver dor, sangramento ou reação intensa.
4. Apresente a pasta. Coloque uma pequena quantidade no dedo e deixe o gato cheirar e provar voluntariamente.
5. Apresente a escova. Deixe o gato investigar o objeto. Depois, encoste a escova em um ou dois dentes sem tentar limpar toda a boca.
6. Aumente aos poucos. Quando o gato aceitar, faça movimentos leves por alguns segundos e amplie a sessão gradualmente.
Ao longo do treinamento, ofereça logo após cada sessão uma recompensa que tenha valor para o animal, como carinho, brincadeira ou um petisco de que o gato goste.
Afastamento, orelhas achatadas, cauda balançando com força, rosnado ou tentativa de mordida indicam que chegou a hora de interromper e retomar em outro momento.
Com a fase de adaptação concluída, a higiene bucal em casa pode seguir este passo a passo:
1. Escolha o momento e o local. Espere o gato estar calmo e fique em um ambiente silencioso, sem outros animais por perto.
2. Posicione o gato com segurança. Deixe-o sentado no colo ou apoiado em uma superfície estável, voltado para a mesma direção que você. Evite segurá-lo com força.
3. Levante o lábio. Mantenha a boca fechada e exponha a parte externa dos dentes. Não é necessário abrir a boca no início.
4. Encoste a escova na linha da gengiva. Posicione as cerdas em um ângulo aproximado de 45 graus e use pressão leve.
5. Faça movimentos curtos e suaves. Limpe as superfícies externas com movimentos circulares ou de vai e vem. Dê atenção aos dentes do fundo, onde o acesso é mais difícil e pode haver maior acúmulo de placa.
6. Termine de forma positiva. Comece com poucos dentes, encerre antes de o gato perder a paciência e ofereça a recompensa.
Nas primeiras tentativas, alcançar toda a boca é menos importante do que construir uma rotina possível de manter. O número de dentes escovados aumenta gradualmente, acompanhando a aceitação do contato.
A familiarização com a manipulação da boca deve começar, sempre que possível, ainda na fase de filhote.
Mesmo durante a dentição de leite, o tutor pode apresentar o toque, a pasta e a escova com delicadeza, respeitando a sensibilidade da gengiva e as orientações do veterinário.
Segundo orientação publicada pela Prefeitura de São Paulo, essa fase pode funcionar como treinamento, pois animais adultos sem contato prévio com o cuidado tendem a apresentar mais resistência.
A troca dos dentes do gato costuma seguir até aproximadamente seis ou sete meses. Mesmo na vida adulta ou idosa, o hábito pode ser construído aos poucos.
Quando nunca houve escovação anterior, sobretudo diante de mau hálito, tártaro visível ou desconforto, uma avaliação veterinária deve vir primeiro, porque manipular uma boca dolorida aumenta a aversão e causa sofrimento.

Depois que o cuidado entra na rotina, a meta ideal é fazer a higiene todos os dias, pois a placa bacteriana volta a se formar rapidamente. Quando a frequência diária não for possível e a boca estiver saudável, procure manter pelo menos três escovações por semana.
A condição da boca, idade e histórico odontológico podem mudar essa frequência. Casos de doença periodontal ou recuperação após tratamento precisam seguir o plano definido pelo médico-veterinário.
Durante a adaptação, o cronômetro não deve virar uma meta rígida: alguns segundos bem aceitos ajudam mais do que uma sessão longa e estressante, e a duração aumenta naturalmente com a familiaridade.
Quando houver resistência, forçar a boca ou imobilizar o animal para terminar o processo só aumenta o estresse, eleva o risco de mordidas e pode criar uma aversão duradoura.
Persistindo a recusa, o médico-veterinário pode orientar outras formas de cuidado: géis, lenços, aditivos para água, petiscos e dietas odontológicas entram como recursos complementares quando adequados ao animal, sem equivaler automaticamente ao efeito mecânico da escova.
Tártaro já mineralizado não sai com segurança apenas com a higiene doméstica, que atua principalmente sobre a placa bacteriana.
Raspagens caseiras e objetos metálicos podem machucar a gengiva, danificar o esmalte e deixar alterações escondidas abaixo da linha gengival.
A presença de cálculo dentário pede exame com um médico-veterinário, que poderá indicar limpeza em clínica, avaliação completa da boca e anestesia geral. Após o tratamento e a liberação profissional, a rotina em casa ajuda a reduzir um novo acúmulo de placa.
Para aprofundar o tema, confira o guia da Cobasi sobre tártaro em gatos e veja como reconhecer o problema.
Algumas alterações indicam que a higiene doméstica deve dar lugar a uma avaliação veterinária:
Quando persiste, o mau hálito não deve ser tratado apenas com escova, spray ou petisco, pois pode indicar gengivite em gatos, doença periodontal ou outra alteração que precisa ser investigada.

Pastas veterinárias costumam ser formuladas para uso sem enxágue, desde que sejam respeitadas as instruções da embalagem e a quantidade indicada.
Na fase de adaptação, a gaze ajuda o gato a aceitar o contato e promove alguma limpeza mecânica; ainda assim, a escova alcança melhor a linha da gengiva. Por isso, a gaze funciona melhor como etapa inicial ou quando houver orientação veterinária específica.
Embora alguns alimentos e produtos odontológicos auxiliem no controle de placa ou tártaro, nenhum deles substitui automaticamente a escovação, que é o principal cuidado mecânico em casa. A escolha precisa considerar idade, saúde e recomendação veterinária.
O melhor horário é aquele em que o gato costuma estar calmo e o tutor consegue repetir o cuidado com regularidade. Essa previsibilidade facilita a adaptação à rotina.

Escovar os dentes do gato exige paciência, mas o processo fica mais simples quando é apresentado em pequenas etapas. Use produtos próprios para pets, mantenha movimentos suaves e respeite os sinais do animal.
Encontre escovas, dedeiras e pastas dentais para gatos na Cobasi. Para completar a rotina de bem-estar, confira também as dicas de cuidados com a saúde dos gatos.
Fontes consultadas
Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.
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