Axolote, a salamandra mexicana

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Axolote

Se você já leu alguma coisa sobre animais exóticos e fofos, certamente já ouviu falar do Axolote. Este animal é bem diferente e muito curioso, mas vem ganhando popularidade nos aquários. 

Se você é um amante do aquarismo ou simplesmente quer saber mais sobre este animal, este é o lugar certo! Vamos te contar tudo que você precisa saber sobre este animal e como ter um em casa!

Afinal, o que é um axolote?

Embora eles vivam em aquários, é muito comum achar que este animal é um peixe, no entanto, ele é uma salamandra, ou seja, um anfíbio com a aparência de um lagarto.  

Além disso, este animal é considerado neotênico, ou seja, quando a espécie não troca de forma evolutiva durante seus ciclos de vida. Em outras palavras, quando a espécie mantém as mesmas características de quando ela era uma larva, mesmo na fase adulta. 

Além disso, por serem anfíbios, depois de desenvolvidos, esses animais podem viver fora da água, mesmo assim, eles mantém as características de quando eram larvas, possuindo brânquias externas e barbatana na cauda.

Até hoje eles são considerados os únicos animais invertebrados capazes de se regenerar, além disso, eles conseguem fazer isso sem sequer deixar uma cicatriz. 

Isso chama muito a atenção dos cientistas e pesquisadores. Afinal, quem sabe no futuro ela não pode ser útil para a medicina? 

Qual a origem desta salamandra?

O axolote tem origem mexicana, eles são muito encontrados na região dos lagos, mais especificamente no lago Xochimilco, que fica situado na Cidade do México. 

Também conhecidos por axolotl, axolotle, ou por seu nome cientifico, Ambystoma mexicanum,  o nome vem em homenagem a um antigo Deus Asteca

Isso porque estes animais, ainda que encontrados em poucas unidades, vivem no país há muitos anos, fazendo parte da mitologia local

De acordo com uma lenda mexicana, esses animais eram a reencarnação do Deus do fogo e da iluminação, conhecido como Xolotl.

Esta entidade era descrita como um homem com a cabeça monstruosa, semelhante a esta salamandra, que fugiu para a água na hora de realizar um sacrifício.  

Mas embora ele seja considerado um “monstro aquático”, ele é tão importante para a cultura do país que se tornou um  Patrimônio Mundial pela Unesco e símbolo da capital mexicana, mas infelizmente está em perigo de extinção.

O mais curioso sobre este animal, é que provavelmente você ouviu falar dele pouquíssimas vezes, mas existem cerca de 17 espécies deste animal residindo no México. 

Onde ver um cara-a-cara?

Ficou curioso e quer conhecer esta criaturinha de perto? Para isso, você precisará ir até o México. Na cidade de Chignahuapan existe um lugar chamado Casa del Axolote, onde cerca de 20 Axolotes podem ser vistos de pertinho.

Eles também vivem na natureza, no entanto, o número de Axolotes no seu lago nativo diminuiu muito. Estima-se que menos de 100 animais vivam no seu lago original nos dias de hoje.

Em meados de 2003, o lago contava com cerca de mil axolotes e em 2008, este número tinha caído para 100.  Entre as principais ameaças estão a poluição dos lagos e a introdução de outras espécies. 

Quais as características deste animal?

Nas fotos eles parecem super pequenos, mas eles podem medir entre 15 e 45 cm, no entanto, é mais comum encontrar axolotes com 20 cm. Ele possui olhos pequenos e sem pálpebras, além de se assemelharem a seu estado larval. 

Ou seja, possuem brânquias externas e barbatanas caudais desde o final da cabeça, passando por toda a extensão da cauda. A falta e evolução destes animais durante sua vida, se dá por eles não apresentarem tireoide rudimentar.

Sendo assim, não ocorre a liberação de hormônios tireoidianos que são fundamentais para que a metamorfose ocorra.  No entanto, quando um axolote recebe hormônio tireoidiano, ele pode se transformar em um animal adulto com características de anfíbios terrestres.

Os machos são fáceis de identificar na época de reprodução, afinal, eles apresentam cloaca evidente e de aspecto redondo.


Além de sua aparência curiosa, ele é um anfíbio surpreendente. O organismo do Axolote pode ou não realizar a metamorfose de acordo com o ambiente em que ele vive. Isso mesmo! Alguns exemplares mantêm a cauda e vivem dentro da água, enquanto outros vão para a terra e perdem a parte do corpo. 

O que eles comem?

Como vivem na água, estes seres não possuem dentes, se alimentam basicamente de girinos e pequenos invertebrados, como insetos e minhocas.

Sua origem nos lagos Xochimilco e Chalco, no México, determinaram seu lugar preferido: águas doces e ambientes escuros. 

Vale ressaltar que estas criaturas não gostam de se misturar com peixes, pois suas guelras e pele o transformam em uma presa fácil.

Como fazer para ter um axolote de estimação?

Apesar destes animais estarem cada vez mais raros na natureza, eles podem ser criados em cativeiro. No entanto, no Brasil ainda não existe a permissão para que eles sejam criados como animais de estimação. 

Além disso, eles são animais sensíveis e caros, podendo custar entre R$150 e R$ 400 reais. Esses animais necessitam de cuidados especiais e condições apropriadas para a sua sobrevivência. 

Para viver bem, ele não deve viver em um aquário com outros animais, além disso, o ideal é que ele viva em uma água que tenha temperatura entre 16°C e 20°C.  

É necessário que o aquário possua um bom sistema de filtragem.

Ficou curioso e quer conhecer esta criaturinha de perto? Para isso, você precisará ir até o México. Na cidade de Chignahuapan existe um lugar chamado Casa del Axolotl, onde cerca de 20 Axolotes podem ser vistos de pertinho.

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Eles também vivem na natureza, no entanto, o número de Axolotes no seu lago nativo diminuiu muito. Estima-se que menos de 100 animais vivam no seu lago original nos dias de hoje.

Além de um animal muito interessante, esse pequeno anfíbio ainda contribui para a ciência!

Importância dentro da ciência

As salamandras são os únicos animais vertebrados capazes de se regenerar e esta característica chama a atenção de cientistas e pesquisadores. 

Por conseguir desenvolver partes amputadas e até mesmo reparar sua medula espinhal, o Axolote é foco de estudo constantemente em laboratórios. Esse simpático anfíbio é uma esperança para a medicina humana.

Este dócil e divertido animal corre risco de extinção e pode desaparecer nos próximos anos por conta da poluição nas águas, da pesca indiscriminada, introdução de espécies exóticas no seu habitat e apreensão para manejo em cativeiro. 

Por isso, para ter um animal deste no Brasil, ele está liberado apenas para pesquisadores e cientistas. 

O Axolote está no México, há muitos quilômetros de nós, mas temos inúmeras espécies de animais nativos brasileiros nesta mesma situação. Respeite e valorize a vida de todos os animais.

Gostou do conteúdo? Separamos alguns posts sobre animais que podemos ter em casa e que curtem muito os mimos da vida ao nosso lado. Confira!

| Atualizada em

Por Cobasi

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