

Todos os cães têm bigodes, alguns mais longos e outros mais curtos. Mas, você sabia que esses pelinhos que saem do focinho dos pets têm uma função sensorial importante? Apesar de não parecer ter utilidade, essa é uma das curiosidades sobre o seu amigo que você precisa saber, então continue a leitura e saiba tudo sobre bigode de cachorro.
Chamados cientificamente de vibrissas, o bigode de cachorro tem muitas curiosidades que você nem imaginava. Por isso, separamos 5 perguntas para a médica-veterinária Lysandra Barbieri, do time de Educação Corporativa da Cobasi, que vai explicar mais sobre o assunto e esclarecer algumas dúvidas comuns sobre cão com bigode. Confira!
Esses bigodinhos de cachorro, também chamados de vibrissas, são pelos longos mais grossos que possuem vascularização e inervação em sua base, e ajudam os cães a entenderem melhor o que está acontecendo ao seu redor.
A Lysandra completa: “Eles servem como antenas que ajudam na localização dos cães. Se ele encostar em algo, esse pelinho “vibra” e estimula alguns nervos sensoriais que criam uma resposta imediata.”
As vibrissas estão distribuídas em 5 grupos:
O bigode do cachorro tem a finalidade de enviar estímulos sensoriais ao cérebro do animal e gerar uma resposta. Sendo assim, pode detectar espaço, temperatura, vibrações, além de servir também como proteção.

A especialista explica que: “Sim, e como mencionado, não estão apenas na região do bigode, mas espalhados por várias regiões da cabeça do animal. Porém, algumas raças mais peludas podem ter essas vibrissas “escondidas” e por isso muitas pessoas acham que elas não têm.”
“De forma direta não pode cortar os bigodes de cachorro, pois pode deixá-los desorientados. Como a sua função é ser um sensor para os cães, esse tipo de “aparo” pode inibir a percepção do cão sobre as coisas, “ comentou.
Algumas pessoas desconhecem essa função do bigode e desconhecem que é um órgão importante para a noção espacial canina. Ao cortá-los, além de minimizar a percepção deles em relação ao mundo, isso pode gerar um transtorno no animal que ficará assustado por ter seus sentidos diminuídos.
Então, o ideal é não manusear, muito menos aparar os pelos, pois como possuem terminações nervosas, podem incomodar o animal.
“Sim, principalmente as vibrissas da região do queixo funcionam como localizadores e ajudam a encontrar o que muitas vezes pode estar no ponto cego deles”, finalizou.
A raça é um fator que influencia no aspecto do bigode em cachorro, em algumas espécies é mais evidente, já outras nem tanto, inclusive, em alguns casos até passam despercebidos.
Como não é algo perceptível a todos, é muito comum que algumas pessoas associarem as vibrissas somente a algumas raças, como por exemplo:
Além de não ser recomendado o corte, existem outros cuidados que os tutores devem ter bastante atenção. O primeiro deles é o contato com a região, como é uma parte muito sensível do cachorro, qualquer manuseio pode incomodar o animal e confundindo sua interpretação de certas situações, deixando-o nervoso e irritado.

Agora você já sabe mais sobre as funções e o papel sensorial do bigode de cachorro, como também algumas informações que certamente te ajudarão a entender mais sobre os cães. Então, lembre-se que essa é uma parte importante no corpo dos caninos e que precisa ser preservada. Até a próxima!
Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.
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