

Chocolate, café, uva, cebola, alho e muitos outros ingredientes comuns na alimentação humana fazem parte da lista de alimentos que cachorro não pode comer.
Como o organismo dos cães funciona de maneira diferente do nosso, até comidas aparentemente inofensivas — como algumas frutas e temperos — podem trazer riscos à saúde e, em certos casos, causar quadros graves de intoxicação canina.
Dependendo da quantidade ingerida, essas substâncias provocam distúrbios digestivos, alterações neurológicas e outras complicações que exigem atenção veterinária.
Por isso, antes de compartilhar aquele pedacinho de comida do prato, é importante saber quais alimentos fazem mal para cachorro e quando é melhor evitá-los.
Precisa de ajuda nessa tarefa? Nesse guia completo, listamos 40 alimentos proibidos para cães, além dos principais sinais de intoxicação e das orientações que todo tutor deve saber para agir rapidamente em uma emergência. Continue a leitura e descubra!
Se você precisa de uma resposta rápida, veja abaixo os principais alimentos que cachorro não pode comer e o nível de atenção que cada um exige.
O infográfico ajuda a identificar quais itens pedem cuidado imediato e quais devem ser evitados na rotina alimentar.

Vale lembrar que, embora todos os ingredientes desta lista sejam inadequados para a alimentação canina, eles não representam o mesmo grau de perigo.
Na verdade, podemos classificar os alimentos prejudiciais para cães em dois grupos:
Nos tópicos abaixo, mostramos quais alimentos fazem parte de cada categoria e explicamos os riscos que oferecem à saúde dos cachorros. Confira em detalhes!

Os alimentos tóxicos para cães contêm substâncias que o organismo dos animais não consegue processar ou eliminar adequadamente.
Como resultado, esses compostos se acumulam no corpo e podem afetar órgãos essenciais, como rins, fígado, coração e sistema nervoso.
Embora não exista porção segura, os efeitos dessas substâncias geralmente são dose-dependentes, ou seja, estão diretamente ligados à quantidade ingerida pelo animal.
Por conta disso, cães pequenos ou que comeram porções maiores do alimento são ainda mais vulneráveis aos seus efeitos nocivos.
| Alimento | Por que é perigoso? | Sinais clínicos de intoxicação |
| Chocolate | Contém teobromina e cafeína, substâncias que os cães metabolizam lentamente e que afetam o sistema nervoso e cardiovascular. | Vômito, diarreia, hiperatividade, taquicardia, tremores, convulsões e alterações cardíacas. |
| Alimentos com adoçantes artificiais (xilitol) | O xilitol provoca uma liberação intensa de insulina, causando queda brusca da glicose sanguínea e podendo levar à insuficiência hepática. | Vômito, hipoglicemia, apatia, tremores, desorientação, convulsões e insuficiência hepática. |
| Uva e uva-passa | Possuem compostos tóxicos capazes de causar lesão renal aguda, mesmo quando ingeridos em pequenas quantidades. | Vômito, diarreia, dor abdominal, fraqueza, letargia, desidratação e insuficiência renal aguda. |
| Abacate | Contém persina e elevada concentração de gordura, fatores que podem causar alterações gastrointestinais e outros problemas de saúde em cães sensíveis. | Vômito, diarreia, letargia, dificuldade respiratória, aumento abdominal e alterações cardíacas. |
| Cebola | Contém tiossulfatos, substâncias que danificam os glóbulos vermelhos e podem provocar anemia hemolítica. | Vômito, diarreia, fraqueza, mucosas pálidas, falta de apetite, urina escura e anemia. |
| Alho | Assim como a cebola, possui compostos sulfurados que podem destruir os glóbulos vermelhos, especialmente quando consumido em grandes quantidades. | Vômito, diarreia, fraqueza, apatia, mucosas pálidas e anemia hemolítica. |
| Café | A cafeína é um estimulante potente que afeta o sistema nervoso central e o coração dos cães. | Agitação, hiperatividade, taquicardia, tremores, arritmias, convulsões e hipertermia. |
| Chá preto e chá verde | Contêm cafeína e outras metilxantinas, compostos que podem causar intoxicação semelhante à provocada pelo café. | Vômito, agitação, aumento da pressão arterial, tremores, desidratação e convulsões. |
| Macadâmia | Contém substâncias tóxicas para os cães que afetam principalmente os músculos e o sistema nervoso, embora o mecanismo exato ainda não seja totalmente conhecido. | Fraqueza muscular, tremores, dificuldade para caminhar, vômito, febre e letargia. |
| Bebidas alcoólicas | O etanol deprime o sistema nervoso central e pode causar alterações respiratórias, neurológicas e metabólicas graves. | Vômito, desorientação, dificuldade respiratória, tremores, hipotermia, coma e morte. |
Se o seu pet ingeriu algum item dessa lista, não tente calcular uma dose segura em casa: procure orientação veterinária, pois o quadro pode se transformar em uma emergência bem rápido.
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), alimentos como chocolate são grandes responsáveis por casos de intoxicação alimentar em cães.
Os principais vilões por trás do doce são a teobromina e a cafeína, substâncias que podem causar tremores, vômitos, arritmias e convulsões.
Em geral, quanto mais escuro o chocolate for, mais perigoso ele é para os cães, pois a concentração do agente tóxico costuma ser maior.
O xilitol é extremamente tóxico para cães. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar liberação excessiva de insulina, levando a hipoglicemia e até falência hepática.
Por isso, balas, gomas e doces diet não são seguros para os animais e devem ser evitados.
Embora o mecanismo exato ainda seja estudado, uvas contêm compostos tóxicos capazes de causar lesão renal aguda em cães.
Estudos de Eubig, Morrow e Campbell publicados em 2005 e 2007 indicam que ingestões de 10 a 57g/kg de uva já podem ser fatais para cães.
O abacate é proibido para cães pois apresenta alto nível de gordura e a substância persina, que é inofensiva para humanos, mas pode causar alterações gastrointestinais e outros problemas de saúde em cães sensíveis.
A dose letal do alimento ainda não foi descoberta, mas uma pesquisa organizada pela Onderstepoort Journal of Veterinary Research mostrou que os pets podem vir a óbito dentro de 24 horas após a ingestão.
A cebola contém compostos sulfurados como tiossulfato, que destroem os glóbulos vermelhos dos cães e costumam causar anemia hemolítica.
Em casos de ingestão acidental, os pets podem apresentar sintomas como fraqueza, urina escura, falta de apetite e até colapso circulatório.
Apesar de ser menos tóxico em pequenas doses do que a cebola, o alho também contém tiossulfatos e pode causar os mesmos efeitos adversos.
O consumo frequente ou em grandes quantidades pode ser fatal, especialmente em raças com maior predisposição à anemia hemolítica, como Akita, Shiba Inu, Spitz Japonês e Husky Siberiano, por exemplo. (YAMATO; MAEDE, 1992)
A cafeína é altamente estimulante para os cães. Logo, mesmo pequenas doses podem causar agitação, taquicardia, arritmias, tremores musculares e convulsões.
Também contêm metilxantinas, compostos estimulantes similares à cafeína. O consumo geralmente leva ao aumento da pressão arterial, vômitos e desidratação.
Altamente tóxica para cães, a macadâmia (ou noz-macadâmia) pode causar fraqueza muscular, tremores, hipertermia e vômitos.
Os sintomas costumam aparecer algumas horas após a ingestão, e surgem mesmo quando o consumo é pequeno. Um estudo organizado pela Revista da Associação Veterinária Sul-Africana mostrou que 5-40 sementes já podem provocar sinais clínicos.
O álcool é altamente tóxico para os cães pois contém etanol, composto químico que causa depressão do sistema nervoso central, dificuldade respiratória, tremores, coma e morte.
Nenhum tipo de bebida alcoólica é segura para cães — nem mesmo as de baixo teor alcoólico, como cerveja artesanal ou vinho — e não há dose segura para os pets.

Nem todas as comidas perigosas para cães causam intoxicações imediatas — mas isso não significa que elas sejam seguras a longo prazo ou em doses altas.
Alimentos ricos em gordura, açúcar, sódio e outros componentes podem aumentar as chances de problemas digestivos, obesidade, pancreatite e alterações metabólicas.
Os riscos costumam ser ainda maiores para cães idosos, sedentários, com tendência ao ganho de peso ou com doenças pré-existentes, como diabetes.
Por isso, mesmo que o seu pet já tenha consumido algum desses ingredientes e não tenha apresentado reações aparentes, o ideal é evitar que eles façam parte da rotina.
| Alimento | Risco | Região afetada |
| Tomate verde | Intoxicação por solanina | Sistema nervoso e sistema digestivo |
| Sementes de frutas | Intoxicação por cianeto, engasgo e obstrução | Sistema digestivo |
| Cogumelos selvagens | Intoxicação | Fígado e rins |
| Carambola | Ácido oxálico e caramboxina | Rins e sistema nervoso |
| Massa crua com fermento | Fermentação e torção gástrica | Estômago e sistema digestivo |
| Leite e produtos lácteos | Intolerância à lactose e excesso de gordura | Pâncreas e sistema digestivo |
| Manteiga | Excesso de gordura e colesterol | Pâncreas e metabolismo |
| Maionese | Excesso de gordura | Pâncreas e sistema digestivo |
| Bolos e biscoitos | Alta concentração de açúcar, gordura e aditivos | Sistema digestivo e metabolismo |
| Sobremesas industrializadas | Alta concentração de açúcar, gordura e lactose | Sistema digestivo e metabolismo |
| Doces e balas | Alta concentração de açúcar e conservantes | Pâncreas e metabolismo |
| Salsicha | Excesso de sal, nitritos e corantes | Estômago, rins e sistema cardiovascular |
| Mortadela | Alta concentração de gordura saturada e sódio | Sistema cardiovascular, metabolismo e sistema digestivo |
| Pizza | Alta concentração de gordura, sal e temperos | Pâncreas e sistema digestivo |
| Hambúrguer | Alta concentração de gordura, sódio e conservantes | Pâncreas e sistema digestivo |
| Frituras em geral | Excesso de gordura | Fígado, pâncreas e sistema digestivo |
| Bebidas com gás, refrigerantes e energéticos | Alta concentração de açúcar, adoçantes e aditivos | Fígado, intestino e metabolismo |
| Sal e salgadinhos | Excesso de sódio | Rins, coração e sistema cardiovascular |
| Azeitona | Alta concentração de sódio, conservantes e temperos | Rins e sistema cardiovascular |
| Pão francês | Farinha refinada e fermento | Sistema digestivo e metabolismo |
| Macarrão | Excesso de carboidratos | Metabolismo e peso corporal |
| Limão e frutas cítricas | Óleos essenciais perigosos para a saúde gastrointestinal | Sistema digestivo |
| Coco e óleo de coco | Excesso de gordura e, em alguns casos, risco de obstrução por pedaços da fruta. | Sistema digestivo |
| Amêndoas e outras nozes | Excesso de gordura e contaminação com aflatoxinas | Fígado e sistema digestivo |
| Ovo cru | Contaminação com salmonella | Sistema digestivo, pele e pelagem |
| Carnes cruas | Contaminação com salmonella, E. coli e outros patógenos | Sistema digestivo e sistema imunológico |
| Peixes crus | Contaminação com parasitas e microrganismos | Sistema digestivo e sistema imunológico |
| Carnes gordas | Excesso de gordura | Pâncreas e sistema digestivo |
| Ossos e espinhas de peixe | Perfurações, engasgo e obstrução | Boca, esôfago, estômago e intestinos |
| Espiga de milho | Obstrução por corpo estranho | Esôfago, estômago e intestinos |
Caso o animal apresente vômito, diarreia, apatia ou qualquer outro sinal de doença após a ingestão dos itens dessa lista, procure atendimento veterinário.
O tomate verde contém solanina, substância que, em excesso, pode causar danos ao sistema nervoso e digestivo dos animais. Alguns sinais comuns de intoxicação por solanina são salivação excessiva, diarreia, vômitos e tremores.
Sementes de maçã, pêssego, caqui e outras frutas contêm traços de cianeto natural.
Quando mastigadas e ingeridas em grandes quantidades, essas estruturas podem causar intoxicação, além de aumentarem o risco de engasgo ou obstrução intestinal.
Ao contrário dos cogumelos vendidos em supermercados, muitos cogumelos encontrados em jardins, parques e trilhas são considerados alimentos venenosos para cães.
Algumas espécies, como as do gênero Amanita, causam danos graves ao fígado e aos rins dos animais, o que exige atenção.
A carambola contém grandes quantidades de ácido oxálico, substância que favorece a formação de cálculos renais e pode prejudicar a absorção de nutrientes essenciais.
A fruta também é rica em caramboxina, uma toxina ligada ao sistema nervoso que pode desencadear sintomas como desorientação, tremores e convulsões.
O fermento presente na massa crua continua ativo no estômago dos cães, causando fermentação interna, formação de gases e aumentando o risco de torção gástrica.
Essa emergência veterinária faz com que o estômago dos pets gire em torno do próprio eixo e exige atendimento imediato.
Leite, queijo e outros derivados não são alimentos tóxicos para cães, mas podem causar problemas digestivos sérios.
Isso acontece porque, na fase adulta, os animais têm dificuldade para digerir a lactose presente nesses produtos. Além disso, os laticínios costumam ser ricos em gordura, o que aumenta o risco de inflamação no pâncreas.
Animais que ingerem produtos derivados do leite muitas vezes apresentam sintomas como vômito, diarreia e desconforto abdominal.
Rica em gordura animal e colesterol, contribui para o acúmulo de tecido adiposo e problemas metabólicos. Em cães com tendência à obesidade, o risco é ainda maior.
A maionese não é considerada tóxica, mas pode ser um alimento nocivo para cachorro por causa do seu alto teor de gordura, um dos gatilhos da pancreatite.
Pequenas quantidades dificilmente provocam complicações em cães saudáveis, mas animais com estômago sensível ou histórico de pancreatite devem evitar o alimento.
Além de açúcar e gordura, esses produtos costumam conter fermentos, corantes e chocolate — uma combinação altamente prejudicial para o pet.
Levam açúcar, gordura e, muitas vezes, lactose. A maioria dos cães adultos não possui enzimas para digerir laticínios, o que pode desencadear diarreia e gases.
Ricos em açúcar e conservantes, sobrecarregam o pâncreas e costumam causar picos de açúcar no sangue, algo especialmente preocupante para cães com tendência à obesidade.
Feita com sobras de carnes de porco e aditivos, a salsicha contém muito sal, corantes e nitritos, compostos associados a irritações gástricas, vômitos e sobrecarga renal.
Assim como a salsicha, a mortadela é rica em gordura saturada e sódio, elevando o risco de hipertensão, obesidade e distúrbios digestivos.
A pizza possui alto teor de gordura, sal, fermento e queijo, além de frequentemente conter molho de tomate temperado, cebola ou alho — ingredientes proibidos para cães.
Especialmente os congelados, são ricos em gordura, sal e conservantes. O consumo pode desencadear inflamação do pâncreas (pancreatite) e provocar diarreia, vômitos e letargia.
Batata frita, pastel, nuggets e afins contêm óleos reutilizados e grandes quantidades de gordura, o que prejudica o fígado e pode causar intoxicação alimentar.
Os refrigerantes e energéticos contêm açúcar ou adoçantes artificiais (como o xilitol), além de corantes e conservantes que afetam o fígado e o intestino do cão.
Salgadinhos, batatas fritas e comidas salgadas são alimentos perigosos para cães e devem ficar fora da dieta canina. Embora a maioria dos cães não consuma sal em quantidade suficiente para sofrer uma intoxicação, o excesso pode prejudicar a saúde.
Animais com hipertensão, doenças cardíacas ou problemas renais costumam ser mais sensíveis aos efeitos do sódio.
As azeitonas não são tóxicas por si só, mas o alto teor de sódio, conservantes e temperos pode prejudicar o cão, provocando retenção de líquidos, hipertensão e problemas renais.
Feito com farinha refinada e fermento, o pão pode causar aumento rápido do açúcar no sangue, além de gases e desconforto abdominal.
Se for oferecido com frequência, contribui para o ganho de peso.
Embora não seja tóxico, o macarrão é composto basicamente por carboidrato, então não supre as necessidades dos cães e aumenta as chances de obesidade.
Quando consumido com molhos ou temperos, o prato se torna ainda mais perigoso.
Limão, laranja e cítricos são frutas que o cachorro não pode comer com frequência, pois seus óleos essenciais causam irritação gastrointestinal.
Como as maiores concentrações dessas substâncias estão nas cascas, sementes e folhas, um pequeno pedaço da fruta raramente causa problemas. Ainda assim, é melhor evitar.
O excesso de coco e óleo de coco pode causar desconfortos digestivos, como diarreia e dor abdominal, especialmente em cães mais sensíveis.
Além disso, a água de coco apresenta concentrações elevadas de potássio, mineral que deve ser inserido com cautela na alimentação de pets com problemas cardíacos ou renais.
Nozes comuns, amêndoas e avelãs são ricas em gordura, difíceis de digerir e podem conter traços de aflatoxinas, toxinas produzidas por fungos que são perigosas para o fígado do pet.
Apesar de nutritivo, o ovo não deve ser oferecido cru aos cães, pois o alimento pode estar contaminado com Salmonella spp., bactéria capaz de causar infecções gastrointestinais.
A clara crua também contém avidina, substância que prejudica a absorção da vitamina B. Como consequência, o animal pode apresentar alterações na pele e na pelagem.
Carne bovina, suína ou de frango crua também podem podem estar contaminadas por bactérias como Salmonella e E. coli, que causam intoxicação alimentar severa.
Os sintomas incluem febre, vômitos, diarreia e, em casos graves, septicemia: uma infecção generalizada que pode levar o pet a óbito.
Peixes de água doce podem abrigar parasitas como o Nanophyetus salmincola, associado a infecções bacterianas secundárias. Também há risco de transmissão de vermes e protozoários.
Carnes com alto teor de gordura devem ser evitadas, pois quanto maior a quantidade de gordura ingerida, maior o risco de pancreatite.
Ao mastigá-los, o cão pode formar lascas afiadas que perfuram a boca, o esôfago, o estômago ou os intestinos. Há também risco de engasgo e obstrução gastrointestinal.
Mesmo em pequenas quantidades, espinhas finas podem se alojar na garganta ou provocar cortes internos. O risco é maior em cães pequenos ou que ficam ansiosos para comer.
O problema da espiga de milho não está no milho em si, mas na estrutura rígida e fibrosa que não é digerida pelos cães.
Pedaços de espiga podem causar obstruções no esôfago, estômago ou intestino, então a ingestão costuma gerar necessidade de atendimento veterinário imediato.

Se você suspeita que o seu cachorro comeu um alimento proibido, tente reconhecer os sinais de intoxicação, preste os primeiros socorros e procure um médico-veterinário.
Quadros de intoxicação alimentar em pets são mais frequentes do que se imagina — e os cães estão entre os mais afetados.
Segundo Kovalkovičová et al. (2009), os cachorros representam até 80% dos casos de intoxicação alimentar em animais domésticos, devido ao apetite menos seletivo, maior exposição a alimentos humanos e à falta de orientação adequada dos tutores.
Quanto mais rápido o problema for identificado e tratado, maiores são as chances do pet se recuperar rapidamente, sem complicações graves.
Para te ajudar a conduzir a situação da melhor maneira possível, explicamos quais sintomas merecem atenção e como ajudar um cachorro intoxicado abaixo.
Quando um cão consome um alimento inadequado, os sinais clínicos podem surgir poucas horas após a ingestão.
A gravidade do quadro varia conforme o tipo e a quantidade ingerida, o porte e a idade do animal e a presença de condições de saúde prévias.
Embora qualquer sintoma mereça atenção, alguns sinais indicam maior urgência e exigem atendimento veterinário imediato.
| Nível | Sistema afetado | Sintomas mais comuns |
| Sinais clínicos leves | Gastrointestinais | Vômito isolado, diarreia leve, desconforto abdominal discreto e diminuição temporária do apetite. |
| Sinais clínicos de alerta | Gastrointestinais e sistêmicos | Vômitos ou diarreia frequentes, apatia, fraqueza, salivação excessiva, dor abdominal e recusa persistente de alimentos. |
| Sinais clínicos graves | Neurológicos, respiratórios e cardiovasculares | Convulsões, dificuldade para respirar, desorientação, andar cambaleante, perda de consciência, gengivas pálidas ou arroxeadas, alterações importantes na frequência cardíaca e vômito ou diarreia com sangue. |
O seu cachorro apresentou algum dos sintomas listados? Então é hora de reunir informações sobre o caso e tomar os primeiros cuidados para garantir sua segurança.
Em entrevista à revista Cães e Gatos, a médica-veterinária Dorie Zattoni compartilhou um passo a passo seguro que pode ajudar:
Tente descobrir qual alimento o cachorro consumiu, afaste o pet do perigo e guarde embalagens, rótulos ou restos do material.
Também é importante identificar quanto e quando o animal ingeriu a substância para avaliar a gravidade do quadro e definir os próximos cuidados.
Embora essa seja uma recomendação popular, ela nem sempre é segura. Dependendo da substância ingerida, o vômito pode agravar lesões no esôfago e causar complicações.
Não ofereça leite, óleo ou medicamentos sem orientação profissional. Em alguns casos, essas medidas podem aumentar a absorção do agente e prejudicar o animal ainda mais.
Deixe o pet em um ambiente tranquilo e confortável. Caso ele apresente tremores, convulsões ou desorientação, afaste objetos próximos.
Como comentamos anteriormente, a ingestão de um alimento proibido já é, por si só, um bom motivo para procurar ajuda veterinária.
Como os quadros de intoxicação evoluem rápido, nem sempre é possível identificar os sintomas clínicos a tempo e, em alguns casos, o risco de morte é real.
Você deve levar o seu cachorro ao veterinário com urgência se:
O médico-veterinário é a única pessoa capaz de definir o tratamento adequado para o seu cachorro, que pode variar de acordo com a gravidade da intoxicação.
Quadros mais simples costumam ser tratados com medicamentos antieméticos, protetores gástricos e repositores de flora — mas casos mais graves podem exigir fluidoterapia e o uso de antibióticos. Na dúvida, a orientação profissional é sempre o melhor caminho!

Saber o que o cachorro não pode comer é apenas um dos cuidados essenciais para a saúde e o bem-estar do seu amigo.
Afinal, quando o assunto é nutrição animal, oferecer uma dieta equilibrada é tão importante quanto evitar alimentos perigosos.
Abaixo, trouxemos 3 dicas simples que vão te ajudar a acertar na alimentação do seu cachorro e prevenir intoxicações e outros problemas com a dieta!
Uma boa alimentação canina começa com a escolha de uma ração completa e adequada à idade, porte e necessidades de saúde do seu melhor amigo.
Na Cobasi, você encontra uma grande variedade de rações Premium e Super Premium com ótimo custo-benefício — incluindo opções para cães filhotes, adultos, idosos e mais!
Além de suprirem todas as necessidades nutricionais do dia a dia, rações de qualidade deixam o pet satisfeito por mais tempo, o que pode diminuir o interesse por alimentos proibidos e prevenir alguns acidentes.
Se você quiser investir na alimentação natural para cães, não deixe de consultar um médico-veterinário especialista em nutrição.
Assim, é possível montar um cardápio equilibrado e evitar deficiências nutricionais!
Quando consumido em excesso, até um alimento saudável pode prejudicar a saúde canina, aumentando o risco de obesidade e outras doenças metabólicas.
Por isso, preste atenção às porções indicadas e sirva a quantidade ideal de ração de acordo com o porte, idade, raça e nível de atividade do seu cachorro.
As recomendações presentes nas embalagens do alimento são um bom ponto de partida, mas cada pet possui necessidades nutricionais específicas.
Na dúvida, peça ajuda de um profissional, acompanhe a condição corporal do seu cachorro e ajuste as porções seguindo a orientação veterinária!
Lixeiras abertas e restos de comida servem como um convite para cães curiosos e comilões, o que aumenta o risco de acidentes alimentares dentro de casa.
Para evitar esse tipo de situação, mantenha os ingredientes armazenados em locais altos ou bem fechados e descarte alimentos mofados corretamente.
Como medida extra de segurança, não se esqueça de orientar familiares e visitas a não oferecerem comida ao pet sem a sua autorização.
Sobras de comida podem ser tão perigosas para cães quanto alimentos estragados — mas nós sabemos que nem todo mundo conhece os riscos desses ingredientes.
A lista de alimentos proibidos para cães é longa, mas isso não significa que o seu amigo só pode comer ração.
Algumas frutas, legumes e petiscos próprios para cachorros podem, sim, fazer parte de uma alimentação balanceada, e vão deixar a rotina do pet mais saborosa e divertida.
Para não comprometerem a dieta, esses alimentos devem ser oferecidos da maneira correta, sem ultrapassar 10% das calorias diárias dos cães. Veja algumas substituições seguras!
Embora o abacate e a carambola sejam proibidos, muitas frutas podem servir como petisco natural para cachorro. Entre as mais populares estão:
*Converse com um médico-veterinário antes de introduzir qualquer novo alimento ao cardápio do seu pet. Alguns animais podem ser mais sensíveis a certos ingredientes.
Ricos em fibras, vitaminas e minerais, os vegetais também podem fazer parte da dieta dos cães. Opções interessantes são:
*Converse com um médico-veterinário antes de introduzir qualquer novo alimento ao cardápio do seu pet. Alguns animais podem ser mais sensíveis a certos ingredientes.
Biscoitos, ossinhos e outros petiscos para cachorro são uma alternativa prática para recompensar bons comportamentos e promover um enriquecimento alimentar seguro.
Por serem desenvolvidos especialmente para os cães, esses agrados costumam ser opções mais adequadas do que os alimentos humanos.
Na Cobasi, você também encontra uma seleção completa de petiscos para cachorro, com opções naturais e em diferentes sabores. Teste até encontrar a favorita do seu pet!

Depende. Alguns alimentos humanos podem fazer parte da dieta dos cães, mas sobras do almoço ou restos de comida são proibidos.
Ingredientes não tóxicos podem ser oferecidos como petiscos e, em alguns casos, até fazer parte da alimentação principal do pet. É justamente essa a proposta da alimentação natural.
Nesse modelo alimentar, um médico-veterinário nutricionista cria um cardápio personalizado com ingredientes humanos — como carnes e legumes — em porções adequadas para o metabolismo dos cães.
Isso é bem diferente dos restos de refeições preparadas para a família, que não possuem um equilíbrio nutricional e ainda podem conter sal, temperos e outros ingredientes tóxicos.
Ficou curioso? Nesse vídeo da TV Cobasi, listamos 5 comidas que o seu cachorro pode comer com segurança. Dê o play e descubra!
Não. O chocolate contém teobromina e cafeína, substâncias tóxicas para os cães. Pets que consomem o alimento podem apresentar vômitos, diarreia, tremores e convulsões.
Não. Uvas e uvas-passas são altamente tóxicas e podem causar insuficiência renal aguda, mesmo em pequenas quantidades.
Não. Cebola, alho, alho-poró e cebolinha possuem compostos sulfurados, como tiossulfatos, que atacam os glóbulos vermelhos do sangue e podem causar anemia.
Frutas como uva, uva-passa, abacate, carambola e açaí são tóxicas para cachorros e não devem ser oferecidas aos animais sob hipótese nenhuma.
Além delas, sementes e caroços de frutas como maçã, pêssego e cereja também devem ser retiradas, pois podem causar engasgos, obstruções e intoxicações.
Embora não sejam consideradas tóxicas, frutas cítricas, como limão, devem ser evitadas devido à alta acidez e à presença de substâncias que podem irritar o sistema digestivo.
Cebola, alho, tomate verde e batata crua não devem ser oferecidos aos cães, pois podem causar intoxicações, problemas digestivos, anemia e outras complicações de saúde, especialmente quando consumidos em grandes quantidades.
Mantenha a calma e tente identificar o que foi ingerido, a quantidade consumida e há quanto tempo ocorreu a ingestão.
Em seguida, observe o animal e procure orientação veterinária o quanto antes, especialmente se ele tiver consumido alimentos tóxicos, como chocolate, uva, cebola, alho ou produtos com xilitol.
Não provoque vômito nem ofereça leite, óleo ou qualquer receita caseira sem recomendação profissional, pois essas medidas podem agravar o quadro.
Mantenha alimentos proibidos fora do alcance do pet, feche lixeiras, invista em petiscos saudáveis e oriente toda a família sobre quais alimentos não devem ser oferecidos.

Muitos tutores ainda desconhecem os perigos que determinados alimentos representam para os cães.
Por isso, este artigo teve como missão informar de forma clara e confiável para que tutores possam evitar intoxicações acidentais e manter os alimentos perigosos fora do alcance dos pets — garantindo uma alimentação segura, equilibrada e livre de riscos à saúde.
Se ficou com alguma dúvida, no Blog da Cobasi você encontra uma seleção completa de artigos sobre alimentação para cães. Confira e aprenda mais sobre o assunto!
Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) | Substância do chocolate é tóxica a cães e gatos
EUBIG P.A.; BRADY M.S.; GWALTNEY-BRANT S.M.; KHAN S.A.; MAZZAFERRO E.M.; MORROW C.M. Acute renal failure in dogs after the ingestion of grapes or raisins: a retrospective evaluation of 43 dogs (1992-2002). Journal of Veterinary Internal Medicine vol. 19,5 p.663-74, 2005. Disponível em: PubMed
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Cães e gatos | Veterinária explica quais são os primeiros socorros em caso de envenenamento
| Atualizada em

Formada pela USP, Joyce possui especializações em Medicina Veterinária Preventiva e um MBA em Liderança de Alta Performance. Apaixonada por sua gata, Mia, ela reflete todo o carinho e dedicação que tem por ela em sua prática profissional.
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Achei muito interessante receber esses tipos de dicas , gostaria de receber algumas dicas sobre pedra na bexiga , minha cachorrinha operou , hj ela come legumes naturais e cozidos e uma ração própria ( orinary ossalati)
Para oxalato.
As informações foram muito importantes principalmente as q se referem a comidas de humanos , e as tóxicas, obrigada ?
Orientações muitos esclarecedoradas.
Parabéns!👏👏👏👏👏👏