Doença renal crônica em gatos: sintomas e tratamento

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Doença Renal Crônica em gatos: sintomas, diagnóstico e tratamento

A doença renal crônica em gatos é uma das principais causas de mortes em felinos, especialmente entre os animais idosos. Apesar de os cachorros também poderem desenvolver a doença, ela é muito mais comum e frequente nos gatos, mas igualmente silenciosa e perigosa. 

A melhor maneira de lidar com a nefropatia crônica em gatos é evitando que ela aconteça, sempre que isso for possível. Mas, caso você seja tutor de um gatinho que recebeu o diagnóstico de insuficiência renal crônica, não se desespere. 

Fique com a gente até o final da leitura para saber mais sobre as causas, os sintomas e o tratamento para um gato renal crônico. 

O que é a doença renal crônica em gatos 

O que é a doença renal crônica em gatos

A doença renal crônica em gatos, também chamada de DRC, é uma enfermidade relacionada à capacidade que os rins têm de exercer as suas funções adequadamente. Isso se aplica à filtragem das impurezas do sangue e posterior eliminação na urina, ao equilíbrio da temperatura corporal interna, à produção de hormônios e também à retenção de nutrientes. 

Existem pequenas estruturas nos rins, chamadas néfrons, que são diretamente responsáveis pela produção de urina. Enquanto os cães possuem cerca de 400 mil néfrons, os gatos possuem apenas 200 mil. Segundo os especialistas, isso explica, em parte, o motivo de essa doença atingir ainda mais felinos do que cachorros. 

Causas da doença renal crônica em gatos 

Causas da Doença Renal Crônica em gatos

Assim como acontece com os cães, nos gatos a DRC também pode ter origem genética. Além disso, a doença também pode se desenvolver com o tempo, sendo comum em animais com idade superior a 10 anos, ou ainda ser provocada por outros fatores, como: 

  • infecções;
  • doenças cardíacas;
  • intoxicação;
  • parasitoses. 

Seja qual for a causa, a progressão da DRC em gatos é silenciosa e mortal, mas é relativamente mais lenta do que se costuma ver com cães. Por isso, um diagnóstico precoce e preciso faz ainda mais diferença no tratamento e manejo da doença, que pode ser controlada para dar mais tempo e qualidade de vida ao animal. 

Sintomas da doença renal crônica em felinos 

Sintomas da Doença Renal Crônica em felinos

Como sempre falamos aqui na Cobasi, um tutor atento ao seu pet tem muito mais condições de perceber quando algo não vai bem. Nem sempre a DRC apresenta sintomas logo no começo, mas, caso aconteça, quanto antes você levar seu pet para uma consulta com o médico-veterinário, maiores serão as chances de que ele fique bem. Por isso as visitas de rotina ao consultório são tão importantes. 

Algumas manifestações clínicas da DRC são: 

  • maior ingestão de água;
  • alteração na quantidade de urina;
  • desinteresse por alimentos, incluindo petiscos que antes eram os favoritos;
  • perda de peso;
  • vômito;
  • hálito com cheiro forte.

Depois de uma avaliação clínica, o médico possivelmente irá solicitar exames complementares, como de urina, de sangue e ultrassonografia abdominal, cujos resultados irão nortear o tratamento e as recomendações de cuidados. 

Classificação da DRC em gatos 

Durante um tempo, a doença renal crônica em gatos recebia diferentes tipos de classificação com relação à sua gravidade, como discreta, moderada e importante. Como isso gerava muitas diferentes interpretações, criou-se uma nomenclatura uniforme. 

Assim, passaram a ser considerados os valores de creatinina, proteinúria e pressão arterial sistêmica, que são índices determinantes para o diagnóstico de doenças renais. Além disso, a classificação dos animais passou a ocorrer de acordo com o estágio da doença, que avança progressivamente de 1 até 4. 

Tratamento da doença renal crônica em gatos 

Tratamento da Doença Renal Crônica em gatos

Não existe cura para a insuficiência renal em gatos, mas é possível promover mudanças na alimentação, na rotina e nos cuidados com o pet para que ele tenha uma vida longa e feliz ao seu lado. 

A mudança da ração para uma que seja rica em teores de água e baixa em índices de proteína é uma das principais adaptações para esses pets, bem como o uso de alimentos pastosos. A troca de um bebedouro tradicional por um do tipo automático, que mantém a água em constante fluxo, pode estimular uma maior hidratação do pet, que é fundamental para o controle da doença. 

Em diversos casos, o médico-veterinário pode prescrever medicamentos, suplementação alimentar e reposição hormonal. O objetivo é dar ao gatinho o maior suporte possível para que ele possa viver com qualidade. 

Março Amarelo: combate à doença renal crônica em cães e gatos 

Março Amarelo: combate à Doença Renal Crônica em cães e gatos

Para lembrar os tutores da importância dos cuidados preventivos, foi criado o Março Amarelo Pet, um mês inteiro com ações e campanhas que incentivam os tutores a acompanharem de perto o estado de saúde dos seus peludos. 

Assim como acontece com diversas outras enfermidades, a melhor maneira de evitar que seu gato desenvolva doença renal crônica é mantendo consultas de rotina com o médico-veterinário. 

A partir dos 10 anos de idade, as consultas devem ser feitas pelo menos uma vez por ano. Depois dos 14 anos de idade, esse período deve ser encurtado para seis meses. Se você perceber qualquer mudança de comportamento ou hábito no seu pet, não espere a data prevista da consulta chegar. Antecipe! Esse tempo ganho pode fazer toda a diferença.

Por Cobasi

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