

A luxação de patela em cães é uma condição ortopédica na qual a patela — um pequeno osso da articulação do joelho, também conhecido como rótula — se desloca da sua posição normal e causa instabilidade em toda a região.
De acordo com um estudo publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a afecção é mais comum em pets de raças pequenas e pode surgir por alterações anatômicas relacionadas à predisposição genética ou após um trauma na área.
Nos graus iniciais, alguns cães com luxação patelar podem não apresentar sinais clínicos perceptíveis da condição.
Em estágios mais avançados, no entanto, o deslocamento pode provocar sintomas como claudicação (mancar), rigidez da pata, dificuldade de movimentação e redução da atividade física, além de dor, irritabilidade e apatia.
O tratamento da luxação de patela depende da gravidade da alteração. Abordagens mais conservadoras incluem o uso de medicamentos e fisioterapia, mas, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos são indicados para corrigir o posicionamento da rótula.
Sem os cuidados adequados, o deslocamento recorrente da patela favorece o desgaste da articulação e aumenta o risco de complicações, como osteoartrite e dor crônica, prejudicando o bem-estar e a qualidade de vida do animal.
Quer entender como a luxação patelar em cães acontece, quais são os graus da condição e quando a cirurgia é necessária? Continue a leitura!
A luxação acontece quando um osso se desloca de maneira parcial ou completa dentro de uma articulação, deixando sua posição anatômica habitual. No joelho, essa alteração envolve a patela, também chamada de rótula.

A patela tem uma função importante na movimentação do joelho, pois funciona como uma espécie de polia para os músculos responsáveis pela extensão da articulação. Durante esse movimento, ela desliza pelo sulco troclear, uma depressão localizada no fêmur.
Quando a patela do cachorro sai do lugar, ela deixa de acompanhar corretamente o movimento dentro desse sulco, o que prejudica a capacidade do pet de estender o joelho, causando sintomas como claudicação e desconforto.
O deslocamento pode acontecer em direções diferentes. Por isso, os médicos-veterinários costumam classificar o quadro em:
A luxação da patela pode afetar um ou ambos os joelhos dos cães. Quando apenas uma articulação é afetada, o quadro recebe o nome de luxação unilateral. Já quando os dois joelhos apresentam a alteração, o quadro passa a ser classificado como luxação bilateral.
Nos dois casos, o cachorro com luxação sente bastante dor e precisa receber ajuda veterinária o mais breve possível.

A luxação de patela em cães pode surgir por diferentes motivos. Normalmente, o quadro tem origem congênita e acaba sendo desencadeado por fatores hereditários.
Isso significa que o cachorro nasce com alguma alteração anatômica que favorece o deslocamento ou o predispõe.
Alguns animais também podem desenvolver a luxação de patela por origem traumática, através de fraturas ou impactos em acidentes ou quedas. Entenda!
Os quadros de luxação patelar congênita estão relacionados a deformidades anatômicas que causam um desalinhamento na região da patela.
Embora a luxação nem sempre esteja presente no momento em que o cachorro nasce, as alterações que serão responsáveis por ela acompanham o animal desde o nascimento.
Segundo Denny (2006), pacientes com luxação de patela congênita normalmente apresentam deformidades ósseas e anormalidades musculoesqueléticas, como:
De acordo com Piermattei (2009), a maior parte dos casos de luxações de patela em cães é considerada congênita.
Como o deslocamento normalmente acontece quando o pet está se desenvolvendo, esse tipo de lesão também é conhecido como luxação patelar de desenvolvimento.
Além de alterações anatômicas, traumas no joelho também podem desencadear luxação patelar em cães. Nesse caso, o quadro recebe o nome de luxação patelar traumática.
Escorregões, pancadas, tombos e acidentes são algumas situações de risco para esse tipo de lesão, logo, cachorros de qualquer raça estão sujeitos ao problema.
Fraturas na tíbia e outras lesões na região, principalmente em animais jovens, também aparecem entre as causas relacionadas ao quadro. (PIERMATTEI, 2009)
A luxação de patela em cães é classificada em quatro graus diferentes, que variam conforme a intensidade do deslocamento e as alterações causadas na articulação.
O método de classificação funciona de forma progressiva, abrangendo desde as formas mais brandas até as mais graves da condição.

No grau 1, a luxação da rótula é considerada intermitente, ou seja, o deslocamento é ocasional e a patela permanece alinhada ao sulco troclear na maior parte do tempo.
Durante o exame, o veterinário consegue deslocar a rótula manualmente, mas ela retorna à posição original assim que a pressão é retirada. (PIERMATEI; FLO, 1999)
Em geral, a articulação mantém os movimentos praticamente normais e o animal não apresenta sinais clínicos, como claudicação.
No grau 2, a patela se desloca com mais frequência, causando episódios de claudicação intermitente (cachorro mancando) e dor leve, especialmente após atividades físicas.
O deslocamento ocorre com facilidade, mas a patela ainda pode ser reposicionada manualmente pelo médico-veterinário.
Muitos pacientes neste grau convivem com a condição razoavelmente bem por muitos anos, o que faz com que o quadro seja chamado de luxação de patela leve.
Com a repetição dos deslocamentos, no entanto, o atrito na articulação favorece o desgaste da superfície articular e o aumento do desconforto.
No grau 3, a patela permanece deslocada e só retorna à posição normal após o reposicionamento manual, realizado quando o animal está com o joelho estendido.
Ainda assim, a região volta a se deslocar durante a flexão e a extensão da articulação, fazendo com que o quadro apresente um caráter crônico. (BOJRAB, 1996)
Nesse estágio, o pet tende a manter o joelho parcialmente flexionado (cachorro levantando a pata traseira) e pode apresentar dor e claudicação persistentes.
O grau 4 é o estágio mais avançado de luxação patelar canina. Nele, a patela dos pets fica permanentemente deslocada e não pode ser reposicionada manualmente. Cães nesse estágio apresentam dor intensa e mobilidade severamente comprometida.
Como consequência, os animais podem manter o membro elevado ou se movimentar numa posição agachada, com os joelhos parcialmente flexionados. (BOJRAB, 1996)

Os sintomas da luxação de patela em cães variam. Nos casos mais leves, os sinais nem sempre são aparentes, mas quadros mais avançados podem causar:
Na tabela abaixo, mostramos como os principais sinais clínicos da luxação patelar canina se apresentam em cada grau da condição. Acompanhe!
| Graus de luxação de patela em cães | Principais sintomas associados |
| Grau I | Geralmente sem sinais aparentes; após exercícios intensos, pode ocorrer claudicação passageira. |
| Grau II | Claudicação intermitente e episódios em que o animal “salta”, mantendo a pata erguida e flexionando e estendendo várias vezes a articulação. |
| Grau III | Claudicação branda ou persistente; alguns animais podem manter o joelho parcialmente flexionado. |
| Grau IV | Marcha rígida e desajeitada, postura agachada e perda de mobilidade severa. |
Em graus mais avançados, os cachorros com luxação patelar também podem se tornar mais quietos e abatidos por causa da dor.
O desconforto é tão grande que muitos animais passam a vocalizar com mais frequência, reproduzindo sons que parecem choramingos ou uivos.
De acordo com Piermattei (2009), os sinais clínicos da luxação patelar canina podem piorar conforme os cães ganham peso.
Sem o tratamento adequado, a luxação de patela em cães pode gerar uma série de complicações que prejudicam a qualidade de vida do animal.
O atrito entre as superfícies articulares costuma provocar desconforto e dor crônica, fazendo com que o pet apresente relutância em realizar atividades físicas e alterações no comportamento, como irritabilidade e apatia. (FRIEDMAN et al., 2012).
Estudos indicam que o deslocamento também aumenta o risco de artrite degenerativa.
Até porque, a posição anormal da patela altera o movimento da articulação e pode provocar lesões na cartilagem, inflamação e desgaste articular progressivo. (DENNY, 2002)
Com o tempo, a artrite canina costuma causar dor intensa, rigidez e limitação de movimentos, prejudicando a mobilidade do seu amigo.
Alterações musculares, como atrofia, também são consequências comuns de um quadro não tratado. Afinal, dor e claudicação podem fazer com que o pet use menos o membro afetado, reduzindo sua força muscular. (WILKE et al., 2017)
Em últimos casos, o desconforto crônico e a limitação de movimentos acabam reduzindo o interesse do pet por atividades do dia a dia, como passeios e brincadeiras.
Isso, somado à dor persistente, favorece estresse e ansiedade, que podem afetar o bem-estar do animal e comprometer seu bem-estar como um todo. (SMITH, 2014)

A luxação de patela medial é mais comum em cães de raças miniatura; já a versão lateral atinge cães de porte grande e gigante com mais frequência. De acordo com pesquisas publicadas pela Universidade de São Paulo, as raças mais propensas a desenvolver luxação de patela são:
Além da raça e do porte, o sexo também parece interferir na ocorrência da luxação patelar em cachorro.
Segundo as referências, o risco de as fêmeas apresentarem o deslocamento é uma vez e meia maior que o observado nos machos. (ALAM et al., 2007)
Di Dona et al. (2018) também relatam que cães castrados possuem cerca de três vezes mais chances de desenvolver luxação de patela.
O diagnóstico de luxação de patela em cachorro é feito principalmente por meio do exame físico com um médico-veterinário ortopedista. (FOSSUM, 2014)
Na verdade, em quadros iniciais, a condição muitas vezes é diagnosticada por acidente, durante visitas de rotina.
Durante a consulta, o profissional pergunta sobre os sinais clínicos apresentados pelo pet, observa o animal caminhar e examina a articulação do joelho em busca de alterações.
Exames de imagem, como radiografia, tomografia e ressonância magnética, também conseguem detectar a alteração, mas nem sempre são necessários para o diagnóstico.
As radiografias ajudam mais a avaliar deformidades no fêmur e na tíbia, a profundidade do sulco troclear e o grau de degeneração articular. (SMITH, 2003).

O tratamento para luxação de patela em cães depende da idade do animal, do grau da alteração e dos sinais clínicos apresentados.
Quando a alteração é identificada por acaso em animais adultos, por exemplo, o tratamento conservador (sem procedimentos cirúrgicos) costuma ser o mais indicado, principalmente em luxações patelares de grau 1.
Já em animais jovens ou em quadros de luxação de grau 2, 3 e 4, a cirurgia pode ser considerada para evitar o desenvolvimento de deformidades mais graves e para promover a estabilização do joelho do animal.
Os pilares do tratamento não cirúrgico para luxação de patela em cães são:
A maioria dos cachorros com luxação patelar de grau 1 podem ser tratados com métodos conservadores menos invasivos por um período da vida.
No entanto, devido ao caráter progressivo da afecção, com o tempo, o desgaste do sulco troclear costuma fazer com que os quadros avancem para graus mais graves.
Nesse caso, a correção cirúrgica pode ser o melhor caminho, dependendo da avaliação do médico-veterinário responsável.
O tratamento cirúrgico para luxação de patela em cães é indicado principalmente nos casos mais avançados, como nos graus 3 e 4.
Para o grau 2, a cirurgia costuma ser considerada quando os sinais clínicos, como claudicação, são recorrentes e impactam a qualidade de vida dos pets.
Ainda assim, muitos profissionais defendem a cirurgia em todos os níveis de luxação patelar, como uma tentativa de reduzir o processo de osteoartrite associado ao quadro.
A escolha da técnica depende das alterações encontradas em cada animal. De modo geral, o objetivo é corrigir o alinhamento do membro e manter a patela em sua posição correta.
Para isso, as intervenções podem ser feitas nos ossos, nos tecidos moles ou em ambos. Veja algumas opções que costumam ser indicadas:
| Procedimento | O que é? | Para que serve? | Quando é indicado? |
| Transposição da tuberosidade tibial | Cirurgia em que o osso onde o tendão está inserido é cortado e reposicionado em uma posição mais adequada. Depois, é fixado para que o osso cicatrize gradualmente. | Realinhar a inserção do tendão entre a patela e a tíbia. | Quando é necessário corrigir o alinhamento entre a patela e a tíbia. A cicatrização óssea ocorre gradualmente ao longo de 4 a 8 semanas. |
| Osteotomia corretiva do fêmur | É feita a retirada de uma cunha do fêmur, seguida da correção e fixação do osso com uma placa e parafusos. | Corrigir uma curvatura acentuada do fêmur. | É mais comum em cães maiores e com graus mais elevados de luxação patelar. |
| Trocleoplastia | Cirurgia que aprofunda o sulco por onde a patela normalmente desliza, com a remoção de uma cunha ou bloco de cartilagem e osso. | Aprofundar o sulco para permitir o deslizamento adequado da patela. | Quando o sulco troclear é muito raso. |
| Imbricação lateral da cápsula articular e da fáscia lata | Consiste na realização de uma sutura de imbricação na cápsula articular e na fáscia lata. | Ajudar a manter a patela na posição correta. | Faz parte da cirurgia de correção na maioria dos cães afetados pela luxação de patela. |
| Sutura anti-rotacional | Técnica de sutura semelhante à utilizada para estabilizar o joelho em lesões de ligamento cruzado cranial. | Ajudar a estabilizar a articulação quando existe rotação interna da tíbia. | Quando a causa da luxação da patela está relacionada à rotação interna da tíbia. |
Atenção: a escolha do procedimento varia conforme as alterações anatômicas apresentadas por cada pet. Em muitos casos, duas ou mais técnicas são associadas para corrigir o desalinhamento e estabilizar a patela.
Prevenir a luxação de patela em cachorros pode ser um pouco complicado. Afinal, a maioria dos casos é causada por predisposição genética, praticamente impossíveis de evitar.
Embora você não possa prevenir todos os quadros, existem medidas que ajudam a reduzir as complicações associadas à condição.
Um deles é o controle de peso. Até porque, uma condição corporal saudável é fundamental para retardar a progressão da artrite que pode surgir por conta da luxação.
Em quadros de deslocamento causado por traumas, também é possível reduzir os riscos evitando situações que favoreçam lesões.
Para isso, mantenha o cachorro na coleira durante os passeios, cerque quintais e monitore os momentos de brincadeira de perto.
Se o seu cão faz parte do grupo de raças com predisposição à luxação de patela, marcar check-ups de rotina com um médico-veterinário é uma ótima forma de identificar alterações em seus estágios iniciais.
Nas clínicas da Pet Anjo, os tutores têm acesso a profissionais preparados e uma estrutura moderna para as consultas de acompanhamento. Agende sua visita na unidade mais próxima e cuide da saúde do seu pet com a gente!

Um cachorro com luxação de patela pode apresentar claudicação intermitente (mancar que vai e vem), dificuldade para caminhar ou subir em locais elevados, e o hábito de “pular” ou estender um dos membros enquanto caminha.
Por conta da dor, muitos cães também evitam atividades físicas e apresentam mudanças comportamentais, como apatia, irritabilidade, estresse e ansiedade.
A principal diferença entre os quatro graus de luxação de patela em cães está na frequência com que a patela sai do lugar, no tempo que permanece deslocada e na possibilidade de reposicioná-la manualmente ou não. Veja as particularidades de cada quadro na tabela!
| Grau | O que é? | Quais são os sintomas? | Tipo de tratamento indicado |
| Grau 1 | A patela permanece normalmente alinhada ao sulco troclear, mas pode ser deslocada manualmente pelo veterinário. Após a retirada da pressão, retorna à posição original. | Geralmente não há sinais clínicos. | Normalmente conservador. |
| Grau 2 | A patela se desloca com mais frequência, podendo sair espontaneamente ou ser deslocada manualmente. Quando sai do lugar, pode ser reposicionada pelo veterinário. | Claudicação intermitente e dor leve, especialmente após atividades físicas. | Normalmente cirúrgico. |
| Grau 3 | A patela permanece deslocada e só retorna à posição normal após o reposicionamento manual, com o joelho estendido. Depois, volta a se deslocar durante a movimentação. | Dor e claudicação persistentes. O cão tende a manter o joelho parcialmente flexionado e pode ficar levantando a pata traseira. | Normalmente cirúrgico. |
| Grau 4 | A patela fica permanentemente deslocada e não pode ser reposicionada manualmente. | Dor intensa e mobilidade severamente comprometida. O cão pode manter o membro elevado ou caminhar agachado, com os joelhos parcialmente flexionados. | Normalmente cirúrgico. |
Sim. A luxação de patela costuma ser uma condição progressiva. Isso significa que cães inicialmente diagnosticados com graus mais leves (1 e 2) podem desenvolver níveis mais graves com o tempo, principalmente se não receberem tratamento adequado.
Como o atrito constante do osso fora do sulco troclear acaba provocando desgastes da cartilagem e inflamação, é fundamental monitorar a evolução dos quadros com atenção.
Na luxação medial da patela, a rótula se desloca para a parte interna do joelho ou em direção ao outro membro posterior. De acordo com os especialistas, essa é a forma mais comum da condição e representa cerca de 75 a 80% dos casos.
Já na luxação lateral da patela, o deslocamento acontece para a parte externa do joelho ou para o lado oposto ao do outro membro. Embora seja menos comum, esse tipo de lesão ocorre com mais frequência em cães de porte grande e gigante.
Sim. A cirurgia de luxação de patela em cães pode ser indicada dependendo da idade, dos sinais clínicos e das características do quadro de cada animal.
De acordo com Fossum (2002), os procedimentos cirúrgicos costumam ser recomendados para animais jovens ou adultos, especialmente em quadros de grau 2, 3 e 4.
Outros autores defendem que a cirurgia é benéfica para todos os casos de luxação de patela canina, pois pode ajudar a prevenir o desgaste da cartilagem articular.
A recuperação depende do tipo de procedimento cirúrgico realizado, mas o retorno gradual às atividades costuma acontecer após 6 semanas da intervenção.
Durante o pós-cirúrgico, é importante que o pet permaneça em repouso e pratique exercícios adaptados, seguindo as orientações do médico-veterinário.
Se o cão ainda não conseguir apoiar o membro após 4 semanas do procedimento, pode ser necessário buscar ajuda de um médico-veterinário fisioterapeuta.
Após aproximadamente dois meses da cirurgia, novas radiografias devem ser realizadas para avaliar a cicatrização da crista da tíbia. (PIERMATTEI; FLO; DECAMP, 2009; DENNY, 2006; FOSSUM, 2008)
Não existe um medicamento indicado para tratar a luxação de patela em cachorros. O tratamento depende do grau da alteração e da avaliação do médico-veterinário.
Em casos que necessitam de controle da dor no joelho, o profissional pode recomendar o uso de analgésicos anti-inflamatórios para aliviar a dor e a inflamação localizada. A escolha deve ser feita individualmente e não é recomendado medicar o pet por conta própria.
Sim, mas as atividades devem ser adaptadas e orientadas pelo médico-veterinário. No tratamento conservador e durante a reabilitação, exercícios específicos podem ser utilizados para auxiliar no fortalecimento muscular e na recuperação do membro.
Sim. A fisioterapia para luxação de patela em cães é muito utilizada no período pós-operatório, mas também pode ser indicada antes da cirurgia para ajudar no controle da dor e preparar o animal para o procedimento. (RIVIÈRE, 2007)
Durante a reabilitação, o tratamento fisioterapêutico é um dos recursos utilizados para recuperar ou manter a função do sistema afetado e melhorar a qualidade de vida do pet.
Estudos indicam que a luxação de patela canina aumenta o risco de desenvolvimento de artrite: uma inflamação articular degenerativa também chamada de osteoartrite.
Isso acontece porque o movimento inadequado da articulação, decorrente da posição anormal da patela, acaba causando lesões nas cartilagens, gerando inflamação e desgaste progressivo. (DENNY, 2002)
No Blog da Cobasi, você encontra outros conteúdos completos sobre saúde, alimentação e comportamento canino. Continue explorando nossos artigos!
NOTARO, Camila Candello. Luxação de patela em cães: osteotomia corretiva – relato de caso. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. 2021. Disponível em: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/ed4fffab-bd76-4598-8e06-d8b174fa4012/Camila_Candello_Notaro_Luxacao_de_patela_em_caes.pdf
PAVAN, Luana Regina Borges. Luxação patelar e tratamento fisioterapêutico. FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS. 2009. Disponível em: https://arquivo.fmu.br/prodisc/medvet/lrbp.pdf
SANTIAGO et al. Luxação de patela em cães: revisão de literatura. REVISTA FT. 2024. Disponível em: https://revistaft.com.br/luxacao-de-patela-em-caes-revisao-de-literatura/
AYALA, Keli Cristiane Tolotti. Luxação de patela em cães. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. 2018. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/235654
TORCATO, Evelyn Winny. Luxação patelar em cães: tratamento e abordagem fisioterapêutica. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. 2017. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/170544
GAROFALLO, Felipe. Luxação de patela em cães. 2021. Disponível em: https://www.vetgarofallo.com/post/luxacao-de-patela
GAROFALLO, Felipe. Graus de luxação de patela em cães. 2020. Disponível em: https://www.vetgarofallo.com/post/graus-de-luxa%C3%A7%C3%A3o-de-patela
MILLER, Matthew Everett. Luxação da patela em cães: o que é e como é tratada?. PETMD. 2024. Disponível em: https://www.petmd.com/dog/conditions/musculoskeletal/luxating-patella-in-dogs
A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.
Ver publicações



A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.






