Transfusão de sangue em cães: por que é importante?

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Transfusão de sangue em cães

A transfusão de sangue em cães é um procedimento que nenhum tutor de pet sonha em lidar. Afinal, para quem ama cachorros, é muito difícil até imaginá-los doentes. Porém, como tudo relacionado à saúde dos nossos amigos peludos, você precisa estar bem informado para poder ajudá-lo caso seja necessário.

Pensando nisso, neste artigo vamos falar um pouco sobre a transfusão de sangue em cães e como ela pode salvar a vida do seu amigo peludo. Além disso, através desse procedimento o seu cachorro também pode ajudar a salvar outro pet doando sangue para outros bichinhos que estão precisando. E então, vamos aprender mais sobre o assunto?!

Quando fazer transfusão de sangue em cães?

Transfusão de sangue em cães

Existem muitas situações em que pode ser necessária a transfusão de sangue em cachorro. Entre os casos mais comuns estão as hemorragias causadas por traumas graves, como cortes, acidentes, cirurgias ou anemia severa

Vale lembrar que a transfusão nada mais é do que uma forma de aumentar a oxigenação e melhorar o número de plaquetas de coagulação e o nível de proteína. Em casos graves, a transfusão pode ser a diferença entre a recuperação da saúde do cachorro ou o seu falecimento. 

A hemorragia provocada por casos graves de anemia, por exemplo, pode ter origem em doenças infecciosas, como a doença do carrapato, ou em uma verminose muito avançada. Por isso é sempre tão importante ficar atento ao estado de saúde geral do animal, além de levá-lo a consultas regulares com o médico-veterinário. Dessa forma você evita a necessidade de transfusão de sangue em cachorro com anemia, por exemplo.

Tipos de sangue de cachorro

Acredite se quiser, mas existem mais de 20 tipos sanguíneos de cachorro, e esta é uma parte importante para a transfusão de sangue no animal ser bem-sucedida. No total, são cinco grupos que possuem antigênicos variados e, em conjunto, somam-se as variantes positiva ou negativa.

As tipagens sanguíneas são enumeradas pela sigla DEA (antígeno eritrocitário canino). Contudo, caso um cachorro precise receber transfusão pela primeira vez, ele pode receber qualquer tipo de sangue.

A partir daí, a equipe de médicos-veterinários ficará atenta para observar qualquer sinal de incompatibilidade ou reação indesejada. Nesse caso, se for preciso fazer uma segunda transfusão, será necessário encontrar um tipo de sangue igual ao do cachorrinho que precisa receber a bolsa de transfusão.

Quais são os riscos de uma transfusão de sangue em cachorros?

Por mais que as chances de efeitos colaterais em uma transfusão de sangue em cães sejam raras, menos de 15%, é importante um constante monitoramento do estado do bichinho. Isso porque não se descarta, durante ou após o procedimento, sinais como salivação em excesso, taquicardia – ou seja, coração acelerado –, tremores e convulsões.

Como é feito o procedimento?

A transfusão ocorre praticamente da mesma forma que é feita com os humanos, isto é, há a presença de um doador, no caso, outro cachorro. O pet saudável cede o seu sangue, que fica armazenado em uma bolsa e depois é transfundido para aquele que necessita.

Durante o recebimento do sangue, há medicação com soro fisiológico para manter a hidratação. Além disso, é feito um monitoramento para checagem da frequência cardíaca e também respiratória. É crucial interromper a transfusão ao sinal de qualquer reação.

Quanto custa uma transfusão de sangue para cachorro?

É difícil determinar um valor para o procedimento, visto que o quadro do animal impacta diretamente no gasto completo para recuperar sua saúde. Porém, fazendo uma estimativa média, uma bolsa de sangue de cerca de 500 ml custa R$380. Além disso, é importante incluir no valor total os demais valores com serviços, internação, medicamentos e possíveis cirurgias.

Um ponto que preocupa mais são os bancos de sangue, visto que eles não estão abertos 24 horas e às vezes é difícil conseguir doadores. Com isso, o estoque está frequentemente comprometido. 

Ainda há o fato de que o armazenamento tem um período de validade. Isso porque depois de 14 dias há uma possível perda e o risco de aquele sangue não ser mais próprio para transfusão. Em inúmeros casos o tutor do pet que está precisando acaba saindo à procura de cães para a doação.

Banco de sangue para pets

A transfusão de sangue em cães acontece através do uso de bolsas. Elas são estocadas em bancos de sangue animal, o que, em tese, seria uma forma de facilitar o processo de transfusão. No entanto, como dito, a quantidade de bolsas disponíveis nesses centros é menor, devido à dificuldade em encontrar doadores e o curto prazo de validade.

Quando não há bolsas disponíveis, a transfusão é feita com a presença do animal doador no dia do processo.

Seu cachorro pode ser um doador de sangue

Como ajudar se tornando um doador

Caso o pet seja saudável, é mais do que solidário da sua parte considerar uma doação. Porém, o primeiro passo é conversar com o médico-veterinário que faz o acompanhamento do cachorro. Isso porque é fundamental verificar se ele é um bom candidato a se tornar um doador em uma transfusão de sangue em cães. 

Cães que podem doar sangue

O perfil do doador de sangue canino é o seguinte:

  • ter entre 1 e 8 anos de idade;
  • ter peso corporal acima de 25 kg;
  • estar com a carteirinha de vacinação em dia;
  • estar vermifugado e protegido contra ectoparasitas;
  • não fazer uso de nenhuma medicação no momento;
  • não ter realizado transfusão ou cirurgia nos 30 dias que antecedem a doação;
  • no caso das fêmeas, não podem estar prenhas, no cio ou amamentando;
  • estar saudável mediante comprovação através de exames.

Também é importante que o cão tenha temperamento dócil e tranquilo, assim ele lida melhor com os procedimentos da transfusão de sangue em cães. A forma mais comum de coleta é através da veia jugular, isto é, que fica na região do pescoço, e o cão deve estar em jejum por 8 horas.

Por fim, após a doação, a recomendação é manter o animal tranquilo, sem atividade física até o próximo dia. E, claro, se notar qualquer comportamento diferente, o ideal é entrar em contato com um médico-veterinário.

Onde levar o cão para doar sangue?

Com o sinal verde do médico, você pode procurar um banco de sangue, uma clínica ou um hospital veterinário e verificar como eles conduzem o procedimento. Alguns estados brasileiros não possuem bancos de sangue para animais. Pesquise bem para encontrar o local ideal e realizar a doação.

Se você e seu amigão se sentem prontos para dar esse passo, saiba que cada bolsa de sangue pode ajudar de três a quatro cachorros que precisam de uma transfusão. Uma dica é verificar se existem hemocentros veterinários que coletam e armazenam as bolsas.

Além disso, você ainda pode inspirar outros tutores e seus amigos peludos a multiplicarem o bem. Doar sangue é um ato de amor e pode salvar a vida do melhor amigo de outra pessoa.

Gostou do conteúdo e quer aprender mais sobre saúde canina? Continue no Blog da Cobasi e aprenda a garantir uma vida saudável ao seu bichinho!

Por Cobasi

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1 Comentário

  1. paula disse:

    achei super legal o cachorro ser doador, mas é o fim ser cobrado o sangue para outro cachorro que precise, eu sou doadora e meu cachorro tbm mas acho muito injusto cobrarem pela doação gratuita e de boa vontade q fazemos, cobrar os custos veterinários blz, mas cobrar pelo sangue é o fim do mundo! isso não é ajuda!

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