

Se o seu cachorro está soltando muito pelo, você provavelmente já percebeu isso pela casa inteira: sofá, roupas, cama. E a dúvida é quase sempre a mesma: isso é normal ou tem algo errado?
A verdade é que a queda de pelos faz parte da vida dos cães. Esse processo acontece para renovar a pelagem e pode ser mais intenso em algumas épocas do ano, dependendo da raça, do tipo de pelo e até do ambiente em que o animal vive.
O problema começa quando essa quantidade muda. Uma queda mais intensa, fora do habitual, pode estar ligada a fatores simples, como alimentação e rotina de cuidados, ou a condições que exigem atenção, como alergias, parasitas e alterações no organismo.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender por que o cachorro solta tanto pelo, quando a queda deixa de ser normal e o que fazer para controlar o problema no dia a dia.
Tudo depende de como essa queda acontece. De forma geral, a perda de pelos pode ser dividida em dois tipos:
A queda fisiológica faz parte do ciclo natural da pelagem, ou seja, é a renovação dos fios. Os mais antigos caem aos poucos, enquanto novos crescem no lugar, sem deixar falhas ou sinais na pele.
Esse padrão costuma aparecer com mais intensidade em épocas de mudança de temperatura, quando o organismo ajusta a proteção térmica.
A queda patológica aparece de outra forma. Em vez de uma perda uniforme, surgem áreas ralas com falhas ou alterações visíveis, como vermelhidão e coceira.
A origem costuma estar associada a fatores específicos, como alergias, presença de parasitas ou alterações hormonais.
A seguir, veja como identificar quando a queda é esperada e quando é um sinal de alerta.
A queda costuma ser normal quando ocorre de forma gradual, distribuída pelo corpo e sem alterações na pele. Nesse cenário, a pelagem apenas fica menos densa, sem falhas ou sinais de irritação.
Esse comportamento faz parte da muda de pelo, um processo natural em que os fios antigos são substituídos por novos.
Em alguns cães, essa troca acontece de forma mais perceptível ao longo do ano. Em outros, se concentra em períodos específicos.
A intensidade da queda varia conforme o tipo de pelagem: cães com dupla camada de pelo costumam soltar mais pelos em períodos específicos do ano, principalmente quando a temperatura começa a mudar.
Em épocas mais frias, o organismo desenvolve uma camada mais densa para proteção. Com a chegada do calor, esse excesso começa a cair, acompanhando a adaptação ao clima.
Cães com apenas uma camada de pelo também passam por renovação, mas de forma mais constante e menos concentrada em determinados períodos.
Os momentos em que a queda costuma ser mais intensa são:

O volume de pelos faz parte do ciclo natural da pelagem, mas a intensidade varia bastante de acordo com a raça e o tipo de pelo.
Alguns cães têm uma pelagem mais densa, com presença de subpelo, o que favorece uma queda mais intensa ao longo do ano ou em períodos de troca. Entre as raças mais propensas, estão:
Outro ponto importante: o comprimento do pelo não define sozinho a quantidade de queda. Em muitos casos, cães de pelo curto têm uma pelagem mais densa e acabam soltando fios tanto quanto (ou até mais) que os de pelo longo, mas isso passa despercebido.
A queda deixa de ser normal quando aparece junto com outros sinais. Coceira frequente, vermelhidão, feridas ou descamação indicam que algo pode estar fora do equilíbrio.
Mudanças no comportamento também merecem atenção, como falta de apetite, queda de energia ou um animal mais quieto do que o normal.
A intensidade da queda pode estar ligada a diferentes fatores, que envolvem desde a rotina do animal até questões de saúde. A seguir, veja as causas mais comuns e como cada uma delas pode afetar a pelagem dos cães.
Quando esse quadro aparece, a causa raramente é única. Em muitos casos, há uma combinação de fatores que afetam a saúde da pele e da pelagem.
A pele protege contra sujeira, bactérias e variações de temperatura, e manter essa estrutura saudável depende diretamente dos nutrientes disponíveis no organismo.
Quando a dieta não fornece proteínas de qualidade, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais, o pelo enfraquece, perde resistência e fica mais quebradiço. Com o tempo, a queda se torna mais intensa e surgem sinais como ressecamento.
Uma pesquisa publicada na revista Heliyon observou que cães alimentados com dietas balanceadas, ricas em proteínas de alto valor biológico, apresentaram melhora significativa na pelagem, com redução da queda e aumento do brilho.
O mesmo estudo aponta que ácidos graxos como ômega 3 e ômega 6 contribuem para a hidratação da pele e ajudam a reduzir processos inflamatórios, que muitas vezes estão por trás da queda excessiva.
Deficiências de nutrientes como zinco, vitamina A e biotina também estão diretamente associadas a problemas dermatológicos, incluindo coceira, caspa e perda de pelo fora do padrão.
Coceira constante e áreas sem pelo costumam ser os primeiros sinais de alergia, que podem surgir a partir de alimentos, poeira, pólen, produtos de limpeza ou até no uso de shampoos inadequados.
Ao se lamber ou se coçar com frequência, o cachorro acaba removendo os pelos e irritando ainda mais a pele, o que intensifica o problema.
Algumas alergias têm origem na alimentação, quando o organismo reage a determinados ingredientes como se fossem uma ameaça, ativando respostas inflamatórias na pele.
Também existem alergias ambientais, conhecidas como dermatite atópica. Diferente do que acontece em humanos, que costumam apresentar sintomas respiratórios, nos cães a reação aparece principalmente na pele.
Coceira intensa, feridas, áreas sem pelo e até mau odor podem surgir com o tempo, especialmente quando o quadro não é tratado.
Pulgas, carrapatos e ácaros irritam a pele e causam coceira intensa. Com o tempo, esse desconforto leva à perda de pelos, principalmente nas regiões mais afetadas pelas picadas.
Também podem surgir vermelhidão, feridas e até infecções secundárias quando não há controle adequado.
Entre os quadros mais comuns está a dermatite alérgica à picada de pulga, uma reação que pode ser desencadeada até por uma única picada em animais mais sensíveis.
Os ácaros também merecem atenção, já que algumas formas de sarna provocam inflamação, descamação e falhas na pelagem, podendo se espalhar por diferentes áreas do corpo.
Além da queda de pelo, em quadros mais avançados, surgem crostas, espessamento da pele e aumento do risco de infecções.
Quando há suspeita de parasitas, o diagnóstico correto depende de avaliação veterinária, já que cada tipo exige tratamento específico e controle contínuo.
Mudanças na rotina, no ambiente ou a falta de estímulos podem gerar estresse no cachorro. O efeito não fica só no comportamento e também afeta o funcionamento do organismo.
Estudos mostram que o estresse prolongado pode alterar a produção de hormônios, como o cortisol, interferindo diretamente no ciclo de crescimento dos pelos.
Esse desequilíbrio favorece processos inflamatórios e enfraquece os folículos, o que pode aumentar a queda ao longo do tempo.
O animal pode passar a se lamber ou se coçar com frequência como forma de aliviar o desconforto, o que contribui ainda mais para a perda de pelo.
Alterações hormonais também estão entre as causas mais importantes, especialmente quando a queda é persistente e não melhora com cuidados básicos.
O hipotireoidismo, por exemplo, é um dos quadros mais comuns em cães. A doença afeta a produção de hormônios pela tireoide e interfere no metabolismo, o que impacta diretamente a saúde da pelagem.
Além da queda de pelo, podem surgir outros sinais, como:
Algumas raças apresentam maior predisposição ao hipotireoidismo, como Golden Retriever, Doberman, Schnauzer, Dachshund e Cocker Spaniel.

Quando o cachorro começa a soltar muito pelo, o primeiro passo é observar o padrão da queda e, sempre que houver dúvida, buscar orientação veterinária.
Isso é importante porque a perda excessiva pode estar ligada a problemas de saúde que precisam de diagnóstico correto.
Depois de descartar causas clínicas ou iniciar o tratamento adequado, alguns cuidados na rotina ajudam a controlar a queda e melhorar a saúde da pelagem no dia a dia, como:
Manter a escovação em dia já reduz boa parte do pelo espalhado pela casa. Ao remover os fios soltos, a pelagem fica mais leve, alinhada e com aparência mais saudável.
A frequência varia conforme o tipo de pelo. Cães com pelagem mais densa ou com subpelo pedem mais atenção ao longo da semana, enquanto os de pelo curto costumam exigir menos manutenção.
Ter as ferramentas certas também facilita esse cuidado no dia a dia e deixa a rotina mais prática.
Entre os itens mais indicados para a escovação estão escovas específicas para cada tipo de pelagem, como rasqueadeiras, pentes e luvas de remoção de pelos, que ajudam a retirar os fios soltos sem agredir a pele.
Esses acessórios contribuem para manter a pelagem mais saudável e o ambiente mais limpo. No pet shop online da Cobasi, é possível encontrar diferentes opções pensadas para cada tipo de pelo e necessidade de cuidado.
Se surgir dúvida sobre como escovar corretamente ou qual acessório usar, vale buscar orientação em conteúdos especializados. No Blog da Cobasi, tem um guia completo com tudo o que você precisa saber para cuidar da pelagem do seu cão.
Além disso, temos um episódio na TV Cobasi com dicas para cuidar da pelagem do seu cão. Dê o play!
Banhos muito frequentes ou produtos inadequados podem deixar a pele mais sensível e comprometer a qualidade do pelo.
Usar shampoos desenvolvidos para cães ajuda a manter a hidratação natural da pele. Quando a rotina está bem ajustada, a pelagem tende a ficar mais alinhada e resistente, sem necessidade de excessos.
Mudanças na rotina, ambiente ou falta de estímulos podem afetar o organismo do cachorro e influenciar a queda. Manter uma rotina de passeios, atividades, interação e enriquecimento ambiental ajuda a reduzir o estresse e contribui para o equilíbrio do animal.
Quando a queda não melhora ou passa a chamar mais atenção, a avaliação veterinária deixa de ser opcional.
A perda excessiva de pelo raramente tem uma causa única. Em muitos casos, diferentes fatores podem estar envolvidos ao mesmo tempo, o que torna difícil identificar o problema apenas pela observação em casa.
Durante a consulta, o veterinário começa avaliando o padrão da pelagem e da pele. Alterações como falhas, descamação, vermelhidão ou mudanças na textura do pelo ajudam a direcionar a investigação e indicam quais caminhos seguir.
A partir dessa análise inicial, alguns exames podem ser necessários para identificar a origem da queda com mais precisão:
Esse cuidado faz diferença porque muitos problemas apresentam sinais parecidos. Sem um diagnóstico correto, o tratamento pode não funcionar e a queda tende a continuar ou até se intensificar.
Prevenir a queda excessiva de pelos passa, principalmente, por manter uma rotina de cuidados consistente. Quando o organismo está equilibrado, a pelagem tende a se manter mais forte e com uma renovação dentro do esperado.
Alguns cuidados simples já ajudam a manter a queda sob controle:
Quando esses cuidados são mantidos ao longo do tempo, a tendência é que a queda de pelo se mantenha dentro do padrão normal do animal.
A alimentação é um dos pilares desse processo. Pelos mais resistentes dependem de nutrientes específicos, para se manter mais saudável e o ciclo de crescimento dos fios ocorrer de forma mais estável.
Na tabela abaixo, destacamos alguns nutrientes que têm papel direto nesse processo e ajudam a manter a pelagem dos cães saudável:
| Nutriente | Função na pelagem |
|---|---|
| Proteínas de qualidade | Formam a estrutura do pelo e ajudam na regeneração dos fios. |
| Ômega 3 e Ômega 6 | Mantêm a hidratação da pele e reduzem inflamações. |
| Vitaminas do complexo B | Atuam na renovação celular e no funcionamento da pele. |
| Zinco | Contribui para a cicatrização e proteção contra irritações. |

A queda costuma ser mais intensa no outono e na primavera, principalmente em cães com pelagem mais densa.
Isso acontece porque o organismo ajusta a pelagem conforme a temperatura. Então, em períodos mais frios, os fios ficam mais encorpados. Já com a chegada do calor, parte desse volume é eliminada.
A intensidade pode variar conforme raça, ambiente e rotina do animal, então nem todos os cães seguem exatamente o mesmo padrão.
Algumas raças soltam menos pelo porque têm crescimento contínuo dos fios ou menor densidade de subpelo. Entre as mais conhecidas estão:
Mesmo sendo raças que tendem a concentrar menos queda ao longo do ano, a manutenção continua sendo necessária. Escovação, higiene e cuidados regulares evitam nós, acúmulo de sujeira e problemas de pele.
Para remover os pelos de roupa preta, o mais prático é usar rolo adesivo, fita ou um pano levemente úmido, que ajudam a capturar os fios sem espalhar.
Roupas escuras costumam evidenciar mais os pelos por causa da eletricidade estática e da textura do tecido, o que facilita a fixação dos fios.
Para saber mais dicas, acesse o conteúdo: 8 métodos eficazes para tirar pelo de roupa preta.
Rações completas, especialmente as Super Premium, ajudam a reduzir a queda ao fortalecer a pele e a estrutura dos fios.
São fórmulas desenvolvidas com proteínas de alto valor biológico, ácidos graxos e vitaminas que contribuem para uma pelagem mais resistente e equilibrada.
Os efeitos aparecem com o uso contínuo, dentro de uma alimentação adequada para o perfil do animal.
Sim, filhotes soltam pelo durante a transição da pelagem inicial para a adulta. A troca costuma começar entre os quatro e seis meses de idade, mas pode variar conforme a raça e o tipo de pelagem.
Na maioria dos casos, trata-se de um processo esperado do desenvolvimento, sem relação com problemas de saúde.
Sim, a deficiência de vitaminas pode aumentar a queda de pelo. Nutrientes como vitaminas do complexo B, zinco e ácidos graxos são importantes para a renovação celular e a saúde da pele.
A troca de pelo pode durar de algumas semanas até alguns meses. De modo geral, o tempo varia conforme a raça, o tipo de pelagem e o ambiente.
A diferença está no padrão da queda e nos sinais associados. Na troca natural, o pelo cai de forma uniforme e sem alterações na pele. Agora em casos de doença, podem surgir falhas, coceira, vermelhidão ou mudanças no comportamento.
Procure um veterinário quando a queda for intensa, persistente ou diferente do habitual. A presença de falhas na pelagem, coceira constante, feridas ou alterações no comportamento indica a necessidade de avaliação profissional.
Não, a frequência e o volume da queda variam bastante. Raças com pelagem dupla, como Husky e Golden Retriever, costumam soltar mais pelo em períodos específicos.
Enquanto os cães com pelagem simples, como Yorkshire Terrier e Maltês, tendem a perder menos volume de uma vez, mas com mais regularidade ao longo do tempo.
Sim, e esse é um fator que muita gente não considera. Temperatura, exposição à luz natural e até o uso de ar-condicionado ou aquecimento podem alterar o ciclo da pelagem.
Então, em ambientes internos, com pouca variação de clima, alguns cães acabam apresentando uma queda mais constante ao longo do ano.

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Sou cliente de vcs Tenho uma Pug com 11 meses, ela é vacinada, vermufugada com acompanhamento de uma veterinária com frequência!
Achei ótimo tds informações e orientações p aprender tds os dias.
Meu cão é um pitbull redinose se alimenta bem com a ração de costume
O cachorrinho da minha nora está soltando muito pelo e onde está caindo está ficando branco, mais não tem coceira, um rapaz falou que pode ser alergia ao cimento pois onde ele estava tinha areia e cimento poderia ser isso. Desde já agradeço
Olá, Ana Lucia. Como vai? O indicado é levar o cachorrinho ao veterinário para a realização de exames e identificação do tratamento adequado.
Muito boas as orientações passadas
Excelente as orientações
Tenho uma cadela SRD. Alimenta-se de Golden Seleção Natural. Dou banho em casa e seco com secador de cabelos. Toma banho de 7 a 10 dias de intervalo. Percebo que se coça na área do pescoço. Nao é a todo momento mas isso pode ser algum tipo de alergia. Em uso de shampoo Procao adquirido com vcs. Obg
Olá, Tânia! como vai?
Esse sintoma pode ocorrer por diversos motivos, e somente um profissional é capaz de diagnosticar com assertividade. Converse com um médico-veterinário! ?