

A alergia em cachorro é uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias como pulgas, pólen, alimentos, ácaros, medicamentos ou produtos químicos.
Os sinais mais comuns são coceira intensa, vermelhidão, feridas na pele, queda de pelo, otite e, em alguns casos, vômitos ou diarreia.
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, as alergias caninas já representam cerca de 70% dos casos dermatológicos, sendo uma das principais causas deprurido, um tipo de coceira intensa e persistente.
Como os sintomas podem parecer com outras doenças de pele, o diagnóstico deve ser feito por um médico-veterinário.
Em casos de inchaço facial, dificuldade para respirar, desmaio ou convulsões, o atendimento precisa ser imediato.
Acha que o seu pet está sofrendo uma reação alérgica? Neste guia completo com participação da médica-veterinária Caroline Bettini (CRMV-SP 26569), te ensinamos:
Quais são os sintomas de alergia em cachorro?
Como saber se a coceira do cachorro é alergia?
O que é a alergia em cachorro e por que ela acontece?
Quais são os principais tipos de alergia em cachorro?
O que fazer quando o cachorro está com alergia?
Como diagnosticar alergia em cachorro?
Quais complicações a alergia em cães pode gerar?
Como tratar alergia em cachorro?
Como prevenir alergias em cães?
Perguntas frequentes sobre alergia em cachorro
Os sinais clínicos das alergias caninas podem surgir em diferentes partes do corpo animal e variam bastante de um cão para outro.
Em geral, a coceira costuma ser o indício principal, mas muitos outros sintomas são parecidos aos de doenças não alérgicas, o que dificulta o diagnóstico da condição.
Via de regra, um cachorro com alergia apresenta alterações na pele, sistema respiratório ou trato gastrointestinal. Veja os principais!
Os sinais na pele geralmente são os mais comuns e também os que mais incomodam os tutores no dia a dia. Os principais incluem:
Alguns cães também podem desenvolver sinais respiratórios após o contato com alérgenos ambientais, tais como:
Raramente, algumas reações alérgicas também afetam o sistema digestivo dos cães — principalmente em casos relacionados à alimentação. Os sintomas mais comuns são:
Embora a coceira seja considerada o principal sintoma das reações alérgicas, nem todo cachorro que se coça está necessariamente com alergia.
Para te ajudar a saber se a coceira do seu cão pode significar algo mais sério, a Zoetis — uma das maiores empresas no setor de saúde animal — criou um teste simples. Responda as perguntas com atenção!
| Pergunta | Sim | Não |
| Seu cachorro lambe, mastiga, esfrega, morde ou coça a mesma área do corpo pelo menos 2 ou 3 vezes por dia? | ✅ | 🚫 |
| A cor da pele do seu cachorro mudou, tornando-se mais avermelhada ou escurecida? | ✅ | 🚫 |
| A coceira provocou sinais visíveis, como feridas, crostas ou marcas de arranhões ou áreas salientes na pele? | ✅ | 🚫 |
| Seu cachorro apresentou queda de pelos ou falhas na pelagem devido à coceira? | ✅ | 🚫 |
| Seu cachorro coça mais algumas regiões específicas, como o pescoço? | ✅ | 🚫 |
| Seu cachorro coça tanto que perturba vocês dois, às vezes até mantendo-os acordados à noite? | ✅ | 🚫 |
Se você respondeu “sim” para uma ou mais perguntas, é possível que o seu pet realmente apresente alguma doença alérgica ou condição dermatológica.
Nesse caso, o ideal é procurar um médico-veterinário para investigar a causa da coceira a fundo e iniciar o tratamento adequado.
Ainda assim, é importante lembrar que esse questionário não é uma ferramenta de diagnóstico médico e não substitui a avaliação de um veterinário.
Procure atendimento veterinário imediatamente se o cachorro apresentar dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou focinho, gengivas pálidas, fraqueza intensa, desmaio, tremores, convulsões, vômitos repetidos ou diarreia intensa.
Esses sinais podem indicar uma reação alérgica grave e precisam ser avaliados com urgência.
De acordo com a veterinária Tatiana Pelucio, coordenadora para assuntos profissionais do CRMV-SP, a alergia canina é considerada um estado de hipersensibilidade imunológica.
Nesse caso, substâncias totalmente inofensivas para cães — conhecidas como alérgenos — passam a ser vistas como uma ameaça pelo próprio organismo do animal.
Para que o processo alérgico aconteça, é preciso que o alérgeno entre em contato com o corpo do pet ao menos duas vezes, o que pode acontecer por 3 vias principais:
O mecanismo mais comum por trás das alergias envolve a ação da Imunoglobulina E (IgE), um anticorpo que participa diretamente das defesas do organismo do animal.
Quando o alérgeno entra em contato com o corpo do pet, esse anticorpo se liga ao alérgeno e estimula células conhecidas como mastócitos a iniciarem uma resposta inflamatória.
Para isso, há a liberação de substâncias pró-inflamatórias, como a histamina, que geram os sinais clínicos da alergia, incluindo coceira, vermelhidão na pele, lesões e feridas.
“Não temos como prever se o pet será alérgico ou não. Assim como ocorre com os humanos, os sinais surgem apenas após a exposição do pet ao alérgeno”, explica a doutora Caroline Bettini.
E é exatamente esse mecanismo de funcionamento que diferencia a alergia da intolerância em cães, por exemplo.
Não, são condições diferentes. A alergia envolve uma reação do sistema imunológico, enquanto a intolerância acontece quando o organismo do cachorro tem dificuldade para digerir ou processar uma substância, sem ativar uma resposta alérgica.
Um exemplo clássico dos dois quadros é a intolerância à lactose em cães.
A maioria dos cachorros adultos tem dificuldade para digerir lactose porque produz pouca lactase, enzima responsável por quebrar o açúcar presente no leite.
Já no caso da alergia ao leite, o organismo do pet vê as proteínas presentes no alimento como um agente agressor e ativa células de defesa para combatê-las.
Para não restar dúvidas, mapeamos as principais diferenças entre intolerância e alergia em cachorros abaixo:
| Alergia em cães | Intolerância em cães |
| Envolve uma resposta imunológica | Não envolve resposta imunológica |
| O organismo produz anticorpos contra o alérgeno | O organismo apresenta dificuldade para digerir ou processar determinado componente |
| Depende da ação de células de defesa, como mastócitos e linfócitos | Geralmente está relacionada à deficiência de enzimas digestivas |
| Costuma surgir após exposições repetidas ao agente causador | Pode acontecer já no primeiro contato com o alimento |
| Exemplo: alergia à proteína do leite em cachorro | Exemplo: intolerância à lactose em cachorro |

Vários fatores podem estar por trás de um cachorro se coçando muito, incluindo parasitas, alimentos, substâncias presentes no ambiente ou reações a medicamentos.
Como cada tipo de alergia afeta o organismo do pet de uma forma diferente, os veterinários costumam dividir as alergias caninas em 4 tipos principais:
| Tipo de alergia | Causa mais comum | Sinais mais frequentes | Observação importante |
| Dermatite alérgica à picada de pulgas | Saliva da pulga ou de outros ectoparasitas | Coceira intensa, lesões na base da cauda, lombar e períneo | Mesmo poucas pulgas podem causar crise em cães sensíveis |
| Dermatite atópica | Ácaros, pólen, mofo, poeira e outros alérgenos ambientais | Coceira em patas, face, orelhas, abdômen e virilha | Costuma ser crônica e recorrente |
| Alergia alimentar | Proteínas ou ingredientes da dieta | Coceira persistente, alterações de pele e possíveis sintomas digestivos | O diagnóstico costuma exigir dieta de eliminação |
| Reações agudas | Medicamentos, vacinas, insetos, toxinas ou químicos | Inchaço, vômitos, diarreia, salivação, dificuldade respiratória | Pode ser emergência veterinária |
A dermatite alérgica à picada de pulgas, também conhecida como dermatite alérgica à picada de ectoparasitas, é uma das causas mais comuns de alergia cutânea em cães.
A condição acontece quando o organismo do pet desenvolve sensibilidade à saliva dos parasitas — e mesmo um número pequeno de indivíduos pode desencadear o quadro.
Já que a doença possui relação direta com a presença de pulgas e carrapatos, é normal que aconteça com maior frequência no verão, quando o clima está quente e úmido.
Em geral, a apresentação clínica da dermatite alérgica à picada de pulgas se manifesta em animais entre 3 a 5 anos de idade, e o quadro não é tão comum em filhotes.
Na fase inicial, as lesões se restringem aos locais onde os parasitas se alimentam, geralmente na região lombossacral, base da cauda e períneo.

Em infestações prolongadas, as lesões podem se espalhar por todo o corpo do animal, aumentando o risco de piodermites secundárias, um tipo de infecção bacteriana da pele.
Outros sinais clínicos comuns da condição são:
A dermatite atópica, também chamada de alergia ambiental, é uma doença alérgica crônica causada por substâncias presentes nos locais onde o cachorro frequenta.
Na maioria dos casos, a condição está relacionada ao contato com pólen, fibras vegetais ou animais, mofo ou ambientes com pó ou ácaros.
Diferente de outras alergias, a dermatite atópica possui predisposição genética e costuma aparecer ainda nos primeiros anos do animal.
Além disso, a doença pode causar crises recorrentes ao longo da vida, principalmente quando o cão continua exposto aos alérgenos ambientais, sem tratamento.
Dependendo do fator de sensibilidade envolvido, a condição pode ser considerada sazonal (como o pólen) ou não sazonal (como os ácaros da casa).
Os sinais de alergia ambiental em cachorros costuma aparecer principalmente nas patas, orelhas, face, abdômen e virilha dos pets.

Diferentemente da dermatite alérgica à picada de pulgas, os sintomas clínicos da atopia raramente são vistos na região lombossacral, e geralmente incluem:
De acordo com a PremierPet, a alergia alimentar canina (dermatite trofoalérgica) corresponde a cerca de 10 a 20% das doenças alérgicas diagnosticadas em cachorros.
A alergia alimentar acontece quando o sistema imunológico do cão reage a algum ingrediente da dieta, geralmente uma proteína. Os gatilhos podem incluir:
As manifestações cutâneas costumam ser os primeiros sinais da condição, o que faz com que o quadro geralmente seja confundido com outras doenças alérgicas ou parasitárias.
Para além dos problemas de pele em cachorro, uma pequena parcela dos animais com alergia alimentar apresenta sintomas gastrointestinais leves, como diarreia, vômito e gases.
Assim como na dermatite atópica, os sinais dermatológicos da alergia alimentar costumam aparecer na região perianal, face, virilha e membros dos animais.

Em geral, os sinais clínicos da condição são pouco específicos e envolvem:
Medicamentos, vacinas, picadas de insetos ou animais, produtos químicos e poluentes ambientais também podem desencadear reações alérgicas em cães.
Na maioria dos casos, os sintomas surgem poucos minutos após o contato com a substância responsável pela resposta exagerada.
Embora raras, algumas dessas reações podem evoluir para anafilaxia, conhecida como choque anafilático, um quadro grave que coloca a vida do animal em risco.
Diferente de outros pets, os cães costumam apresentar sintomas gastrointestinais mais intensos durante o choque anafilático. Por isso, alguns sinais associados ao quadro são:
A anafilaxia é considerada uma emergência veterinária e exige atendimento imediato. Se esse for o caso do seu cachorro, aja rapidamente para evitar complicações!
Se você suspeita que um quadro de alergia está em andamento, afaste o pet do possível agente causador da reação o mais rápido possível.
Isso inclui alimentos suspeitos, picadas de insetos ou o contato com produtos de limpeza que possam irritar a pele do animal.
Também é importante anotar quando os sintomas começaram, quais regiões foram afetadas e se houve mudanças recentes na rotina do pet.
Com essas informações em mãos, o diagnóstico veterinário ficará muito mais fácil!
Apesar da preocupação, também não é recomendado que você ofereça remédios ao animal sem a orientação de um profissional especializado.
Antialérgicos ou anti-inflamatórios humanos nem sempre são seguros para os cães, e podem causar reações adversas, mascarar sintomas importantes e dificultar o tratamento.
Alguns casos de reação alérgica em cachorro exigem atendimento veterinário imediato, principalmente quando os sintomas surgem de forma repentina.
O inchaço facial súbito é um dos sinais mais preocupantes, mas você também deve levar seu pet a uma clínica rapidamente se ele apresentar dificuldade para respirar, letargia, tremores, desmaios, convulsões ou outros sinais neurológicos.
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A maneira mais confiável de saber se o cachorro está com alergia e a origem do problema é levar o pet ao veterinário.
O diagnóstico de uma crise alérgica é feito por exclusão e pode envolver diferentes etapas de investigação.
Na clínica ou hospital, o especialista começará analisando os sintomas e traçará o histórico de saúde do pet com base em um questionário feito ao tutor. Em seguida, ele poderá solicitar os seguintes exames:
O hemograma ajuda o veterinário a identificar sinais de inflamação e alterações comuns em cães com alergia. O exame também pode indicar infestações por pulgas e mostrar se o pet está apto para iniciar determinados tratamentos.
O raspado de pele é importante para descartar doenças parecidas com alergia, como sarna e infestações por ácaros. O procedimento costuma ser indicado quando o cachorro apresenta coceira intensa, vermelhidão e lesões na pele. (BLOOM, 2004)
A citologia dermatológica ajuda a identificar fungos, bactérias e infecções secundárias que pioram a coceira e as lesões cutâneas. O exame é rápido e minimamente invasivo, sendo bastante utilizado em casos de alergias recorrentes na pele.
A dieta de eliminação é considerada o principal método para diagnosticar alergia alimentar em cães. Nesse processo, o pet passa a consumir uma alimentação com ingredientes diferentes daqueles presentes na dieta habitual.
O protocolo pode incluir alimentação caseira ou rações hipoalergênicas, hidrolisadas e ultrahidrolisadas. O período de restrição alimentar costuma durar entre 5 e 8 semanas e exige bastante comprometimento dos tutores. (OLIVRY et al., 2015)
Quando os sintomas melhoram durante a dieta e retornam após a reintrodução do alimento antigo, a suspeita de alergia alimentar é praticamente confirmada.
Sem um tratamento adequado, as alergias podem evoluir para quadros inflamatórios mais graves e favorecer outras doenças dermatológicas em cães.
De acordo com Picco et al. (2008), cerca de 43% dos cães com alergia alimentar sofrem um crescimento exagerado de Malassezia spp., fungo responsável pela doença de pele conhecida como malassezia canina.
Além disso, aproximadamente 80 a 85% dos cães atópicos apresentam otite externa — sendo que em cerca de 20-25% dos casos, o quadro é o único sinal clínico manifestado pelos animais. (RADLINSKY e MASON, 2004; ROSYCHUK, 2014).
A possibilidade de cura depende do tipo de alergia do pet. A dermatite atópica canina, por exemplo, é uma doença crônica que exige controle contínuo durante toda a vida do animal.
Mesmo sem cura definitiva em alguns casos, o tratamento ajuda a controlar a coceira, reduzir inflamações e melhorar a qualidade de vida do pet. Logo, nem tudo está perdido!
Assim como as chances de cura, o tratamento para cachorro com alergia na pele varia de acordo com a causa do problema e os sintomas apresentados pelo pet.
O protocolo de cuidados deve ser definido por um médico-veterinário e pode incluir o uso de antialérgicos, corticoides, shampoos dermatológicos e mudanças na rotina do animal.
“Sempre pontuo que é necessário ter paciência e completa adesão ao tratamento prescrito, pois muitas vezes o diagnóstico e melhora clínica podem demorar mais tempo do que o esperado. Porém, isso não é motivo para desistir do tratamento”, completa a especialista.
Abaixo, listamos os cuidados que podem ser indicados para cada condição. Confira!
O tratamento para a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP) envolve dois pilares principais: o controle dos parasitas e a redução dos sintomas associados à infestação.
Para o combate às pulgas e carrapatos, os veterinários geralmente recomendam antipulgas de ação rápida, tanto nas versões tópicas quanto em comprimidos ou coleiras.
Outro passo importante é o controle ambiental. Afinal, as pulgas visíveis representam só 5% de uma infestação, e ovos e larvas permanecem escondidos pela casa por bastante tempo.
Durante o tratamento, o veterinário também pode indicar medicamentos antipruriginosos para aliviar a coceira e a irritação na pele do pet até que as pulgas sejam eliminadas.
Por ser uma doença crônica multifatorial, o tratamento da dermatite atópica é mais complexo e reúne diferentes abordagens terapêuticas. As principais são:
Se o alérgeno responsável pela reação adversa for descoberto, também vale a pena reduzir o contato do pet com o agente — embora isso nem sempre seja possível.
O tratamento da alergia alimentar em cães consiste, basicamente, na remoção completa dos ingredientes responsáveis pela reação alérgica da rotina alimentar do pet.
Na maioria dos casos, isso exige a troca da ração tradicional por uma dieta hipoalergênica, que pode ser feita em casa ou comprada em pet shops como a Cobasi.
Diferente dos alimentos tradicionais, essas fórmulas utilizam proteínas hidrolisadas, com menor potencial alergênico, e ingredientes aos quais os cães ainda não foram expostos.
Quer saber como as rações hipoalergênicas para pets funcionam? Dê o play nesse vídeo da TV Cobasi e descubra os diferenciais e benefícios das fórmulas!
Vale lembrar que a escolha do rótulo ideal deve ser feita com acompanhamento veterinário, já que cada cachorro possui necessidades e sensibilidades diferentes.
O uso inadequado das rações hipoalergênicas pode dificultar o diagnóstico correto da alergia e provocar deficiências nutricionais no pet. Então não arrisque!
Enquanto algumas alergias são difíceis de prevenir, como as alimentares, outras podem ser facilmente controladas. Para isso, uma boa dica é incluir os seguintes cuidados a rotina:
Ao perceber qualquer sinal de coceira, vermelhidão, feridas ou alterações na pele do seu melhor amigo, procure atendimento veterinário o quanto antes.
O diagnóstico precoce ajuda a controlar os sintomas rapidamente e diminui o risco de complicações relacionadas às alergias caninas. Seu pet agradece!

Os sinais mais frequentes incluem coceira intensa, vermelhidão e irritação na pele, principalmente nas patas, orelhas, abdômen e face.
Além disso, muitos cães também apresentam queda de pelo, caspa, feridas, lambedura excessiva, otite e até cheiro forte na pele, geralmente causado por infecções secundárias.
Como comentamos, nem toda coceira significa alergia, mas a frequência e intensidade do comportamento ajudam a identificar quando o problema merece atenção.
Para isso, o guia de cuidados com cães alérgicos da Zoetis recomenda que você avalie o nível de coceira do seu pet seguindo a escala abaixo:
Comunicar o nível da coceira apresentado ajudará o veterinário a iniciar as investigações de um possível quadro alérgico.
As alergias em cães podem ser desencadeadas por diferentes substâncias presentes no ambiente e na alimentação dos pets. Entre os principais gatilhos estão pulgas, ácaros, poeira, pólen, mofo e alguns ingredientes, como frango e carne bovina.
Segundo a TECSA Laboratórios, a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP) é o tipo de alergia mais comum em cães, seguida da dermatite atópica e a alergia alimentar canina.
Segundo a médica-veterinária Caroline Bettini, algumas raças de cães possuem predisposição a quadro de dermatite alérgica canina, são elas:
Isso pode acontecer por conta da herança genética da raça, cruzamentos e até características envolvendo a pelagem dos animais, como uma coloração clara.
Não. Na verdade, nenhum remédio para alergia em cachorro deve ser administrado sem orientação veterinária, principalmente medicamentos formulados para humanos.
Além da diferença de dosagem, algumas substâncias podem causar intoxicações graves e efeitos colaterais perigosos nos pets. Por isso, é importante conversar com um veterinário antes de oferecer qualquer medicação ao seu amigo.
A forma mais eficaz de controlar a coceira causada por alergias costuma envolver medicamentos prescritos pelo médico-veterinário.
Alguns antipruriginosos orais, como o Apoquel, começam a agir poucas horas após o início do tratamento, aliviando o desconforto do pet.
Além disso, o veterinário também poderá recomendar banhos terapêuticos com shampoos para cachorro com alergia, que ajudam a acalmar a pele irritada.
A duração das alergias em cães varia bastante e depende da causa, intensidade dos sintomas e resposta do organismo dos pets ao tratamento.
Enquanto algumas crises alérgicas podem durar apenas algumas horas, outras permanecem ativas por dias ou semanas.
Na maioria dos casos, porém, as alergias são consideradas condições clínicas veterinárias crônicas ou recorrentes, exigindo controle contínuo.
Isso significa que os sintomas podem reaparecer sempre que o pet entrar novamente em contato com o agente desencadeador da alergia.

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| Atualizada em
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