Amarilis, as flores cintilantes do campo

Por Cobasi

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Os antigos poetas romanos e gregos como Virgílio, Ovídio e Teócrito, tinham um nome especial para as meninas do campo: Amarilis. A palavra – que vem de um verbo do grego clássico que significa “cintilar, brilhar” – era o nome usado para representar a beleza das pastoras e camponesas como as flores que faíscam nos campos.

Foi com isso em mente que no século XVIII o botânico Carlos Lineu, conhecido como o pai da taxonomia moderna, resolveu nomear um conjunto de flores exuberantes que cintilavam nos campos africanos e americanos como Amarilis.

É Amarilis ou não é?

Desde os tempos de Lineu mais de 100 plantas foram classificadas como Amarilis, porém, com o desenvolvimento mais rigoroso das ciências, muitas espécies foram distribuídas por outros gêneros próximos.

De modo geral, hoje só são consideradas como Amarilis verdadeiras as plantas Amaryllis belladonna e Amaryllis paradisicola, espécies naturais das regiões temperadas do continente africano. Porém, as outras flores que antes faziam parte do mesmo grupo ainda são popularmente chamadas de Amarilis.

É o caso da açucena ou flor-da-imperatriz, uma planta que hoje pertence ao gênero Hippeastrum. Ela já pertenceu ao grupo das Amarílis e ainda é assim que as pessoas as conhecem. A principal diferença entre elas é a geografia: enquanto as Amarilis são africanas, as açucenas são naturais das Américas Central e do Sul, ocorrendo desde o sul argentino até o norte mexicano.

Como suas parentes africanas, essas falsas amarilis também são plantas bulbosas, perenes e com uma floração exuberante. A confusão dos nomes faz sentido já que ambas se parecem muito.

As americanas, no entanto, contam com muito mais variedades. Suas flores costumam ser uma combinação de vermelho, laranja, branco e amarelo. E ainda existem espécies como a raríssima Worsleya procera, uma Amarilis azul da Mata Atlântica brasileira e que infelizmente está ameaçada de extinção.

Amarílis ou não, saiba como cuidar

Quem quiser ter uma flor dessas em casa provavelmente vai começar pelos bulbos – que lembram muito uma cebola, mas não são comestíveis. Depois que se multiplicam debaixo da terra, basta separar os bulbos e transpantá-los quando soltarem as primeiras folhas.

Uma grande vantagem é que, além de serem muito resistentes, elas não precisam de choques térmicos para iniciar a brotação como é comum em outras plantas bulbosas.

Porém, a Amarilis exige atenção especial com a rega. Solos muito úmidos ou regas frequentes podem apodrecer os bulbos, por isso, garanta um substrato com boa drenagem e molhe somente quando a terra estiver completamente seca

Uma boa mistura para plantar Amarilys é combinar substrato para mudas e um material para drenagem em partes iguais. Por falar nisso, se for plantar em vaso não se esqueça de fazer furos para a água escoar. Assim fica mais difícil errar e matar a planta.

Outro ponto é o sol. O ideal é garantir que sua Amarílis receba em média 3 horas de sol por dia, no período da manhã ou da tarde. Muita exposição ou em horários de sol muito forte podem queimar sua planta.

Dica extra para os tutores

Embora não seja uma planta venenosa para os pets, o pólen das flores podem ser bastante perigosos para gatos e cachorros. Por isso, quando a flor abrir completamente, corte as hastes com o pólen. Isso vai proteger os pets e ainda vai fazer as flores durarem mais.

Em resumo, as cintilantes Amarílis são plantas fáceis de cultivar tanto em vasos, canteiros ou jardins. Elas são muito resistentes e exigem poucos cuidados. O mais importante aqui é não exagerar nem na água, nem no sol, assim a planta vai espalhar seus bulbos e florescer por muitos anos!

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