Conheça o animal mais raro do mundo

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o animal mais raro do mundo

A natureza é simplesmente impressionante, principalmente se formos considerar a quantidade extremamente numerosa de espécies de animais que existem. Mas a realidade é que, infelizmente, muitos animais estão sumindo por conta da cobiça humana ou por alterações em seu habitat. Diversas espécies já foram extintas por completo, e outras estão em perigo crítico. Nesse cenário, é comum surgir a dúvida sobre qual é o animal mais raro do mundo.

Para responder a essa pergunta, consideramos um animal que está em sério risco de extinção e que, hoje em dia, conta com apenas dez indivíduos vivos de sua espécie. Quer descobrir qual é? Continue lendo!

Qual é o animal mais raro do mundo?

A vaquita ou “vaquinha do mar”, de nome científico Phocoena sinus, é um dos animais mais ameaçados do mundo. Infelizmente, ele está listado como em perigo crítico de extinção desde 1996. Por essa razão e pelo escasso número de indivíduos vivos atualmente, esse mamífero dos mares é considerado o animal mais raro do mundo.

Em 1997, estima-se que ainda existiam 600 espécimes de vaquitas. Em 2014, esse número diminuiu consideravelmente para menos de 100. Com o passar dos anos, a quantidade de indivíduos foi diminuindo drasticamente, até que, no final de 2019, a Comissão Baleeira Internacional informou que três vaquitas nasceram. Então, a população aumentou para 10 mamíferos, que é a quantidade existente até os dias atuais.

A triste situação das vaquitas se deve, simplesmente, ao azar de habitar as mesmas águas de outro animal marinho: o peixe totoaba.

O que acontece é que o peixe totoaba é muito cobiçado pelos humanos. Isso porque, na medicina tradicional chinesa, acredita-se que a mandíbula desse animal garante diversos benefícios à saúde, além de ser afrodisíaca. Ilegalmente, um quilo do peixe totoaba pode ser vendido por, aproximadamente, US$ 8.000.

Então, as vaquitas acabaram sendo extremamente prejudicadas nesse processo de pesca descontrolada. Para capturar os totoabas, os pescadores usavam redes que, por acidente, acabavam por prender e asfixiar as vaquitas. 

E claro, além desse fator, a poluição dos mares e a alteração das águas também contribuíram bastante para a situação da espécie.

Uma curiosidade interessante é que o Programa da ONU criou o Dia Internacional da Vaquinha, 18 de julho, para alertar as pessoas sobre a importância da preservação desse mamífero.

Características da vaquita

Apesar de certa semelhança com os golfinhos, as vaquitas possuem olheiras ao redor de seus olhos e da boca, tons de cinza-claro pelo corpo, exceto pela barriga, que conta com uma cor mais esbranquiçada. E, ainda, as vaquitas apresentam uma linha que vai da boca até as barbatanas dorsais.

A vaquita vive, de forma restrita, ao norte do Golfo da Califórnia, ou Mar de Cortez. Essa espécie tem preferência por lagoas rasas, turvas e escuras ao longo da costa. Além disso, elas gostam de águas calmas e evitam a presença de barcos ou seres humanos, fazendo com que seja bastante difícil observar a espécie.

Nesse habitat, as vaquitas são predadoras de peixes pequenos, crustáceos, polvos e lulas. Para se alimentar, elas utilizam a ecolocalização, ou seja, a capacidade de emitir ondas ultrassônicas para detectar a posição ou distância de suas presas. 

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Por Cobasi

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