

O cachorro pode comer tempero, desde que sejam ervas naturais e seguras para a espécie. Condimentos industrializados, cebola e noz-moscada, por exemplo, são estritamente proibidos e podem causar intoxicações graves.
Embora uma ração de qualidade já ofereça todos os nutrientes necessários, muitos responsáveis pelos pets optam pela alimentação natural ou querem variar o sabor da alimentação do cachorro.
Nesses casos, o uso de algumas ervas, como manjericão, alecrim e gengibre, pode trazer benefícios quando usado com moderação, principalmente por conter compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória.
Porém, é fundamental ter cautela. O sistema digestivo dos cães é diferente do nosso. Ingredientes comuns na mesa humana, como o alho e a cebola, contêm substâncias que podem danificar as células vermelhas do sangue dos animais.
Por isso, antes de adicionar qualquer tempero à alimentação do cachorro, é essencial saber exatamente o que é seguro.
Para garantir a saúde do seu animal de estimação, consulte sempre um médico veterinário antes de introduzir qualquer novo ingrediente na dieta. A quantidade e a frequência devem ser controladas para evitar problemas gastrointestinais.
Para oferecer temperos de forma segura ao seu cachorro, prefira sempre opções naturais. Ervas frescas ou secas (desidratadas) são as melhores opções.
Evite misturas prontas com sal, conservantes ou realçadores de sabor, comuns em caldos em cubos e sachês de tempero pronto.
Se você optar por ervas frescas, como salsinha ou manjericão, certifique-se de lavá-las muito bem para remover resíduos de terra ou pesticidas. Pique as folhas em pedaços bem pequenos ou misture-as ao alimento (seja ração ou comida natural) de forma homogênea, para que o animal não separe o tempero da comida.
No caso de especiarias em pó, como a cúrcuma (açafrão-da-terra) ou gengibre, uma pequena pitada polvilhada sobre o alimento é suficiente. Evite fritar os temperos ou adicionar óleo e gordura, pois o excesso de lipídios pode fazer mal ao cão.
Os petiscos não devem exceder 10% da ingestão calórica diária do seu pet. Para especiarias como gengibre ou cúrcuma, uma quantidade mínima (equivalente a uma pequena pitada) ou uma pitada pequena costuma ser segura para cães de porte pequeno.
Segundo especialistas do Whole Dog Journal, grandes quantidades de qualquer tempero podem causar desconforto gastrointestinal leve, vômito ou diarreia Por isso, comece com doses mínimas e observe como o organismo do pet reage.
Sempre procure um veterinário ou nutricionista veterinário para saber qual é a porção exata que o seu pet pode consumir, considerando o peso, a idade e o estado de saúde dele.

Existem temperos seguros que podem ser usados em pequenas quantidades. Veja alguns exemplos permitidos:
Sim, mas com muita cautela. O sistema digestivo dos filhotes é mais sensível do que o de cães adultos. Se você deseja introduzir sabores, opte por ervas suaves, como uma pitada mínima de manjericão ou orégano, misturada na alimentação.
Evite qualquer condimento que possa ser irritante ou picante. Como o filhote está em fase de crescimento e adaptação alimentar, o ideal é focar em uma ração de alta qualidade ou dieta prescrita pelo veterinário, deixando o uso de temperos apenas como algo ocasional e sob supervisão profissional.
Depende da substância. Enquanto algumas ervas são saudáveis, outros ingredientes comuns na nossa cozinha podem causar intoxicações graves. É crucial diferenciar o que é um petisco saudável de um veneno potencial.
Abaixo, listamos os principais riscos associados a temperos proibidos ou ao uso incorreto de condimentos:
A cebola, a cebolinha e o alho (especialmente em pó ou em grandes quantidades) contêm substâncias que danificam as células vermelhas do sangue, podendo causar anemia hemolítica.
Sintomas da intoxicação incluem gengivas pálidas, fraqueza e respiração ofegante.
A noz-moscada é extremamente perigosa para cães. Ela contém uma toxina chamada miristicina. A ingestão de apenas uma colher de chá de noz-moscada moída ou 2 a 3 sementes inteiras pode causar intoxicação grave, segundo o portal PetMD
Alguns dos sintomas da intoxicação em cães incluem alucinações, desorientação, aumento da frequência cardíaca, dor abdominal, convulsões e, em casos extremos, pode levar a complicações graves. Nunca ofereça alimentos que contenham esse ingrediente.
O excesso de sal pode levar à desidratação e, em casos graves, à intoxicação por íons de sódio.
Já os temperos industrializados (caldos prontos, temperos para carnes, Sazón, etc.) são proibidos pois contêm altíssimos teores de sódio, corantes, conservantes e muitas vezes alho e cebola em pó concentrados.
Eles podem causar alergias, sobrecarga renal a longo prazo e distúrbios gastrointestinais imediatos.
Cães não sentem o sabor picante como nós, mas a capsaicina (substância que causa a ardência) irrita a mucosa gástrica do animal. Isso pode irritar o estômago e causar gastrite, dor abdominal, vômitos e diarreia.
Evite pimenta-do-reino em grandes quantidades, páprica picante, lemon pepper e pimentas in natura.

Se o seu cão ingeriu acidentalmente cebola, noz-moscada ou uma grande quantidade de tempero industrializado, não espere os sintomas aparecerem para buscar orientação.
Quando oferecidos corretamente, os temperos permitidos para cães podem trazer alguns benefícios quando usados com moderação, entenda mais sobre:
O gengibre é um excelente aliado na digestão e ajuda a prevenir náuseas e vômitos. Já a cúrcuma (açafrão) possui curcumina, um composto com potentes propriedades anti-inflamatórias, podendo auxiliar cães com problemas articulares.
Ervas como manjericão e orégano são ricas em antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres no organismo, protegendo as células do envelhecimento precoce e fortalecendo o sistema imunológico.
A salsinha, além de ser rica em vitaminas A, C e K, pode ajudar a refrescar o hálito do cão quando adicionada fresca à comida.

Cães podem comer orégano, manjericão, alecrim, gengibre, cúrcuma (açafrão), canela e salsinha. Sempre em pequenas quantidades e preferencialmente frescos ou secos, sem sal adicionado.
São proibidos: cebola, cebolinha, alho (especialmente em pó), noz-moscada, pimentas picantes, sal em excesso e qualquer tempero industrializado com conservantes e corantes.
Alimentos humanos temperados podem causar intoxicação, vômitos e diarreia em cães Ingredientes como cebola podem causar anemia grave, e o excesso de sal sobrecarrega os rins.
Eles não sentem o sabor picante da mesma forma que os humanos, mas a ingestão causa sensação de queimação, irritação no estômago, vômitos e diarreia.
Não é recomendado sem supervisão. Muitas receitas online contêm ingredientes tóxicos ou são nutricionalmente desbalanceadas. A dieta caseira deve ser prescrita por um nutricionista veterinário.
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