

A castração ainda é um tema que gera insegurança para muitos responsáveis por gatos. Medo da anestesia, possíveis mudanças no comportamento, cuidados no pós-operatório e até dúvidas sobre quando realizar a cirurgia costumam surgir antes da decisão.
Do ponto de vista do bem-estar e da qualidade de vida, a castração é uma das medidas mais importantes para a saúde do gato e para o controle populacional.
O procedimento reduz riscos de doenças reprodutivas, diminui comportamentos indesejados e contribui para uma convivência mais tranquila no dia a dia.
Além dos benefícios individuais, a castração também tem impacto coletivo. A redução de ninhadas não planejadas ajuda a diminuir o abandono, o número de animais em situação de rua e problemas associados à disseminação de zoonoses.
Por reconhecer essa importância, muitos municípios, clínicas públicas e organizações de proteção animal oferecem programas de castração gratuita ou com custo reduzido.
Essas iniciativas ampliam o acesso ao procedimento, especialmente para tutores com menor disponibilidade de atendimento veterinário.
Neste guia completo, você vai encontrar informações claras e confiáveis sobre a castração de gatos, desde como funciona a cirurgia até os cuidados necessários antes e depois do procedimento.
O conteúdo foi elaborado com base em referências técnicas atualizadas e contou com a colaboração do médico-veterinário Dr. Renato Maurus (CRMV/SP – 13284), que compartilha orientações importantes sobre à castração felina.
A castração é uma cirurgia que tem como objetivo interromper a capacidade reprodutiva do gato. Isso é feito por meio da remoção dos órgãos responsáveis pela produção dos hormônios sexuais.
Apesar de ainda gerar receio entre alguns responsáveis, a castração é considerada uma cirurgia de rotina na medicina veterinária. Quando realizada com avaliação prévia e acompanhamento profissional, o procedimento é seguro e bem tolerado pela maioria dos gatos.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral e segue protocolos específicos para felinos. Antes da intervenção, o médico-veterinário avalia o estado de saúde do animal e solicita exames quando necessário, garantindo que o gato esteja apto para a anestesia.
A cirurgia segue um protocolo padrão, garantindo segurança e eficiência. Veja as principais etapas:
Na castração de gatos machos, o procedimento é chamado de orquiectomia. A cirurgia consiste na remoção dos testículos, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais.
O acesso cirúrgico é feito diretamente na bolsa escrotal. Por ser uma região de fácil acesso, a intervenção costuma ser rápida e pouco invasiva. Em geral, o tempo cirúrgico varia entre 10 e 20 minutos.
A recuperação também tende a ser mais simples, desde que os cuidados pós-operatórios sejam seguidos corretamente.
Na castração de gatas, o procedimento recebe o nome de ovariohisterectomia. Nesse caso, são removidos os ovários, as trompas e o útero.
O acesso cirúrgico é realizado por meio de uma incisão no abdômen. Por envolver a cavidade abdominal, trata-se de uma cirurgia mais delicada e com maior exigência de cuidados no pós-operatório.
O tempo cirúrgico costuma variar entre 30 e 60 minutos. A recuperação exige atenção redobrada nos primeiros dias, especialmente em relação aos pontos e à restrição de movimentos.
A castração atua como uma importante medida preventiva e promove benefícios que vão além da reprodução.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária do Pará (CFMV-PA), a castração contribui de forma significativa para a longevidade, o bem-estar e a redução de doenças em gatos.
Esses benefícios são observados tanto em gatos machos quanto em gatas fêmeas, embora se manifestem de maneiras diferentes. Além disso, a castração também gera reflexos positivos para a convivência familiar e para a sociedade como um todo.
Em gatos machos, a remoção dos testículos elimina a possibilidade de tumores testiculares. O procedimento também contribui para a redução de problemas relacionados à próstata, como a hiperplasia prostática benigna e inflamações crônicas, incluindo prostatite.
Esses efeitos preventivos ajudam a diminuir a necessidade de tratamentos futuros. Com isso, o gato tende a manter uma vida mais saudável ao longo dos anos.
Em gatas, a castração reduz de forma expressiva o risco de doenças reprodutivas graves, como infecções uterinas (piometra) e alterações hormonais, incluindo a pseudociese, conhecida como gravidez psicológica.
O procedimento também diminui significativamente a chance de desenvolvimento de tumores mamários, cuja incidência é maior em gatas não castradas. Quando realizada antes do primeiro cio, essa proteção tende a ser ainda mais relevante.
Um dos efeitos mais percebidos após a castração está relacionado ao comportamento. A redução da produção de hormônios sexuais diminui comportamentos ligados à reprodução, à disputa territorial e à necessidade constante de busca por parceiros.
De forma geral, a castração está associada à redução de atitudes consideradas indesejadas em animais não castrados.
Estudos indicam diminuição significativa de comportamentos sexualmente dimórficos, como marcação urinária, perambulações em busca de parceiros e episódios de agressividade (CAFAZZO et al., 2019; McGUIRE, 2019).
Vale reforçar que a castração não altera a personalidade do gato. O que muda são comportamentos influenciados por estímulos hormonais, enquanto o temperamento individual, como ser mais brincalhão, tranquilo ou reservado, permanece.
A castração é uma das ferramentas mais eficazes para o controle populacional de gatos. Ao evitar ninhadas não planejadas, o procedimento contribui para a redução do abandono e do número de animais em situação de rua.
A superpopulação de gatos está associada a riscos como disseminação de zoonoses, acidentes de trânsito, maus-tratos e intoxicações. Por esse motivo, a castração também é considerada uma medida de saúde pública.
Ao optar pela castração, o responsável pelo pet contribui não apenas para a saúde do próprio gato, mas também para o bem-estar coletivo. Essa escolha ajuda a construir um cenário mais equilibrado para animais e pessoas.
A tabela abaixo ajuda a visualizar, de forma prática, as principais mudanças comportamentais observadas após a castração.
| Comportamento | Antes da Castração | Depois da Castração |
| Marcação de território | Frequente | Reduz significativamente |
| Tentativas de fuga | Comum | Diminui |
| Agressividade | Pode ocorrer | Reduz |
| Miados excessivos | Frequente em época de cio | Reduz |
| Comportamento | Antes da Castração | Depois da Castração |
| Cios frequentes | Sim | Não ocorre mais |
| Vocalização intensa | Sim | Diminui |
| Fugas para acasalamento | Frequente | Reduz |
| Risco de doenças reprodutivas | Elevado | Reduzido |
A decisão sobre o momento certo para realizar a castração, envolve fatores como idade, sexo, desenvolvimento físico e condições de saúde do animal.
De forma geral, a castração é recomendada após o início da maturidade sexual, período em que o organismo já está mais preparado para a cirurgia e para as mudanças hormonais que ocorrem após o procedimento.
Em gatos machos, a indicação costuma ocorrer a partir dos 5 a 6 meses de idade. Nesse período, os testículos já estão desenvolvidos, e a cirurgia tende a apresentar recuperação mais simples.
Já em gatas, muitos profissionais recomendam a castração antes ou logo após o primeiro cio. Esse momento é considerado estratégico, pois reduz de forma significativa o risco de doenças reprodutivas ao longo da vida.
Segundo o médico-veterinário Dr. Renato Maurus, a definição do momento ideal deve levar em conta a saúde geral do gato:
“A castração precoce, quando não bem indicada, pode aumentar o risco de obesidade e de alterações geniturinárias. Por isso, a avaliação veterinária individual é fundamental.”
A boa notícia é que a castração pode ser realizada em ambos os momentos, desde que o animal esteja saudável e apto para a anestesia.
Quando a cirurgia acontece mais cedo, a recuperação costuma ser mais rápida e tranquila, pois muitos comportamentos influenciados pelos hormônios sexuais ainda não estão totalmente estabelecidos, o que reduz o impacto comportamental após o procedimento.
Já quando a castração é realizada mais tarde, mudanças comportamentais como marcação territorial, fugas e vocalizações intensas tendem a ocorrer de forma mais gradual, ao longo das semanas seguintes ao procedimento.
Independentemente do momento escolhido, o acompanhamento veterinário é fundamental. A avaliação clínica, os exames pré-operatórios e o histórico de saúde ajudam a definir o melhor momento para garantir segurança, boa recuperação e resultados positivos.

Como qualquer procedimento cirúrgico, a castração envolve riscos. No entanto, quando realizada com avaliação prévia, preparo adequado e acompanhamento veterinário, é considerada uma cirurgia segura para a maioria dos gatos.
Os riscos existem principalmente quando protocolos importantes não são seguidos. Por isso, exames, jejum correto e escolha de um local adequado fazem toda a diferença na segurança do procedimento.
Entre os riscos mais associados à castração estão:
Essas intercorrências são incomuns, mas reforçam a importância do acompanhamento profissional antes, durante e após a cirurgia. A avaliação clínica permite identificar condições que contraindicam temporariamente o procedimento ou exigem cuidados extras.
A principal forma de reduzir riscos é seguir rigorosamente as orientações do médico-veterinário. Isso inclui exames pré-operatórios, jejum adequado e comunicação clara sobre o histórico de saúde do gato.
Clínicas, hospitais veterinários e programas públicos regulamentados seguem protocolos específicos de anestesia, esterilização e monitoramento.
Observar o comportamento, administrar corretamente a medicação prescrita e evitar esforços físicos ajudam a prevenir complicações.
Em algumas situações, a castração pode ser temporariamente adiada. Gatos com alterações clínicas importantes, infecções ativas ou condições que aumentem o risco anestésico precisam de avaliação individualizada.
Em fêmeas prenhes, a decisão deve ser feita exclusivamente com orientação veterinária. Cada caso precisa ser analisado com cuidado, considerando saúde, bem-estar e segurança.
Durante a cirurgia, o gato não sente dor, pois está sob anestesia geral. No pós-operatório, é normal que haja algum desconforto, que é controlado com medicação prescrita pelo médico-veterinário.
Seguir corretamente as orientações de repouso, uso de colar elizabetano ou roupa cirúrgica e administração dos medicamentos é fundamental. Esses cuidados ajudam a garantir uma recuperação mais tranquila e segura.
O sucesso da castração e a segurança do gato dependem de cuidados importantes antes e após o procedimento. Essas orientações ajudam a reduzir riscos cirúrgicos, favorecem uma recuperação mais tranquila e evitam complicações no pós-operatório.
As recomendações a seguir seguem as diretrizes da Cartilha de Castramóvel, elaborada pelo CRMV-SP (2024), que regulamenta boas práticas em procedimentos de castração de cães e gatos no estado de São Paulo.

O jejum é essencial para a segurança da anestesia e deve ser respeitado conforme a idade do gato:
Sempre que possível, dê banho no gato no dia anterior à cirurgia. O animal deve estar limpo e livre de pulgas e carrapatos, o que ajuda a reduzir o risco de infecções.
Recomenda-se que a vacina antirrábica e a vacina múltipla felina estejam atualizadas, preferencialmente aplicadas há menos de um ano. Também é importante que a vermifugação tenha sido realizada nos últimos seis meses.
Os exames solicitados pelo médico-veterinário são fundamentais para avaliar a saúde geral do gato e confirmar se o organismo está apto para a anestesia.
Alguns itens simples ajudam a garantir mais conforto e segurança para o gato logo após a cirurgia, especialmente durante o transporte e nas primeiras horas de recuperação em casa. Por isso, o médico-veterinário pode orientar que o tutor leve no dia da castração:
Gatas com sinais de prenhez não devem ser submetidas à cirurgia. Animais com alterações clínicas incompatíveis com o procedimento também não devem ser castrados naquele momento.
Após a cirurgia, é necessário aguardar o despertar completo do gato no local, sempre sob supervisão da equipe veterinária

Após a cirurgia, o ambiente faz toda a diferença para uma recuperação tranquila. O ideal é manter o gato em um local calmo, aquecido e próximo ao chão, evitando riscos de quedas ou saltos inesperados.
Durante a recuperação anestésica, é comum que o animal apresente desorientação, movimentos descoordenados e maior sensibilidade ao frio.
Por isso, preparar um espaço confortável com caminha macia, coberta limpa e pouca circulação de pessoas ajuda a reduzir o estresse nesse momento. Evite deixar o gato em locais altos, próximos a escadas ou móveis, especialmente nas primeiras 24 horas após a cirurgia.
Logo após a castração, não ofereça água ou alimento imediatamente. A ingestão deve ser retomada apenas quando o gato estiver totalmente acordado, alerta e com os reflexos normais, evitando risco de engasgos.
Nos dias seguintes, é comum que o apetite volte de forma gradual. Esse também é um bom momento para ajustar a alimentação à nova fase, já que a castração pode influenciar o metabolismo e o controle do peso.
Se quiser entender melhor como escolher a alimentação ideal nesse período, vale conferir nosso conteúdo sobre as melhores rações para gatos castrados, com orientações nutricionais específicas para essa fase.
Siga rigorosamente as orientações do médico-veterinário quanto ao uso de medicamentos, horários e dosagens. Nunca interrompa ou altere o tratamento por conta própria, mesmo que o gato aparente estar bem.
A higienização da ferida cirúrgica deve ser feita apenas conforme orientação profissional. Evite o uso de produtos caseiros ou soluções não recomendadas, pois isso pode causar infecções ou atrasar a cicatrização.
O repouso é indispensável nos primeiros dias após a castração. O gato deve permanecer sob supervisão por pelo menos 7 dias, com restrição de movimentos.
Durante esse período, evite acesso a camas, sofás, prateleiras ou escadas. O esforço físico pode causar dor, sangramentos e até a abertura dos pontos cirúrgicos.
O uso de roupa cirúrgica ou colar elizabetano é fundamental até a completa cicatrização da ferida. Esses itens evitam que o gato lamba ou morda os pontos, reduzindo o risco de infecção e complicações no pós-operatório.
Mesmo que o gato aparente incômodo no início, a proteção não deve ser retirada sem liberação veterinária.
A retirada dos pontos costuma ocorrer após cerca de 7 dias, mas o prazo pode variar conforme a cicatrização. Somente o médico-veterinário deve avaliar se a ferida está pronta para a remoção, garantindo segurança e boa recuperação.
Qualquer sinal de alteração deve ser comunicado imediatamente ao veterinário. Fique atento a sintomas como inchaço excessivo, dor intensa, secreção, mau cheiro, sangramento ou abertura dos pontos.
O gato não deve retornar caminhando para casa após a cirurgia. Utilize caixas de transporte adequadas para gatos. Nunca transporte o animal solto ou em compartimentos de carga de veículos.
Caso não seja possível retornar imediatamente para casa, mantenha o gato em local sombreado, bem ventilado e sob supervisão constante.
No dia da cirurgia, programe-se para chegar ao local com pelo menos 30 minutos de antecedência, permitindo que o gato descanse antes dos procedimentos.

Sim! Diversos programas públicos e sociais oferecem castração gratuita para gatos em várias cidades do Brasil.
Essa iniciativa ocorre principalmente por meio de mutirões, realizados em clínicas credenciadas ou em ações itinerantes, que levam o serviço até comunidades mais vulneráveis.
Um exemplo é a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, responsável por realizar, em média, mais de 100 mil castrações por ano.
Esses mutirões são fundamentais para reduzir o número de animais em situação de rua e minimizar os riscos associados à proliferação de zoonoses.
Para garantir a segurança dessas campanhas, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) regulamentou os mutirões de castração por meio da Resolução nº 1.596/2024, que estabelece critérios técnicos e éticos para sua realização.
As campanhas de castração ocorrem, principalmente, por meio de mutirões mensais ou semestrais, dependendo da política pública de cada município.
Alguns municípios mantêm programas permanentes, com agendamento contínuo, enquanto outros organizam campanhas específicas em determinadas épocas do ano, como:
Para saber quando e onde ocorrerão campanhas de castração gratuita, fique atento aos seguintes canais:
Consulte a Secretaria de Saúde ou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da sua cidade. Esses órgãos frequentemente divulgam cronogramas de campanhas e mutirões de castração.
Por meio do Cobasi Cuida, a Cobasi apoia diferentes iniciativas de proteção animal em todo o país, fomentando ações voltadas ao controle populacional de cães e gatos, sempre em parceria com organizações locais e instituições de proteção animal.
Muitas dessas entidades promovem programas gratuitos de castração ou realizam ações itinerantes, como o uso do castramóvel, ampliando o acesso ao procedimento em comunidades com menor oferta de atendimento veterinário.
Como exemplo do impacto dessas ações, em 2025, cerca de 900 animais foram castrados em campanhas realizadas em parceria entre Cobasi Cuida com diferentes organizações de proteção animal, em diversas regiões do Brasil.
Em algumas cidades, existem clínicas municipais ou parcerias com clínicas privadas que oferecem castração gratuita ou a preços reduzidos.
O castramóvel é uma unidade móvel de castração que facilita o acesso ao procedimento, especialmente em regiões com menor oferta de serviços veterinários.
Para saber quando e onde o castramóvel estará disponível, consulte:
O funcionamento dessas unidades é regulamentado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), por meio da Resolução nº 2.750/2018, que define critérios técnicos e sanitários para sua operação.
Assim, o castramóvel é um recurso seguro e eficaz para ampliar o acesso à castração, sendo frequentemente utilizado em mutirões e campanhas gratuitas.

O funcionamento dos programas de castração gratuita pode variar conforme o município. Mas, de modo geral, as ações normalmente envolvem:
Na cidade de São Paulo, por exemplo, o cadastro do programa de castração pode ser feito de duas formas:
Os documentos obrigatórios incluem:
Após o envio, o tutor deve aguardar o contato da clínica contratada para agendar a castração.
Para responsáveis de gatos de todo o Brasil que buscam castração gratuita: a principal dica é consultar sempre os canais oficiais da sua cidade.
Os procedimentos, documentos necessários e prazos podem variar conforme a legislação local, assim como a disponibilidade de vagas.

O tempo médio de recuperação após a castração costuma variar entre 7 e 10 dias. Nesse período, é fundamental manter o gato em repouso, utilizar roupa cirúrgica ou colar elizabetano e seguir corretamente as orientações do médico-veterinário.
Embora muitos gatos apresentem melhora rápida nos primeiros dias, a cicatrização completa só ocorre após esse intervalo, o que reforça a importância de respeitar o tempo de recuperação indicado.
A castração antes da maturidade sexual é um tema que exige avaliação individual.
Segundo o médico-veterinário Dr. Renato Maurus (CRMV/SP – 13284):
“A castração precoce aumenta os riscos de obesidade e problemas geniturinários, pois deixa os órgãos reprodutivos imaturos, o que pode causar obstruções e dermatites.”
Por isso, a recomendação é que a decisão seja sempre orientada por um médico-veterinário, levando em conta idade, desenvolvimento físico e condições de saúde do gato.
Sim, tecnicamente é possível castrar um gato durante o cio. No entanto, a recomendação mais comum é aguardar o término dessa fase.
Durante o cio, há maior irrigação sanguínea nos órgãos reprodutivos, o que pode aumentar o risco de sangramentos e tornar a cirurgia um pouco mais delicada. Aguardar o fim do cio tende a tornar o procedimento mais seguro e a recuperação mais tranquila.
A castração pode alterar o metabolismo e reduzir o nível de atividade física do gato.
Quando esse fator é combinado com uma alimentação inadequada e falta de estímulos, o risco de ganho de peso aumenta.
Para evitar a obesidade, é fundamental ajustar a alimentação à nova fase de vida, optar por rações específicas para gatos castrados e manter uma rotina de brincadeiras e enriquecimento ambiental.
De acordo com o veterinário Renato Maurus:
“Em felinos, um ponto de atenção é a obesidade, já que o apetite pode aumentar consideravelmente após o procedimento. A obesidade pode levar a outros problemas secundários, como diabetes e problemas articulares.”
A castração, por si só, não causa doenças urinárias. No entanto, estudos indicam que gatos castrados podem apresentar maior predisposição à formação de cálculos urinários, especialmente quando associados a sedentarismo, baixa ingestão de água e dieta inadequada.
O médico-veterinário Renato Maurus alerta:
“Um ponto que demanda atenção é em relação ao trato urinário, já que gatos castrados demonstram uma maior predisposição à formação de cálculos urinários.”
Por isso, após a castração, é importante investir em alimentação adequada, estimular o consumo de água — com fontes, potes distribuídos pela casa ou alimentação úmida — e manter acompanhamento veterinário regular.
A remoção dos pontos deve ser feita exclusivamente pelo médico-veterinário, geralmente entre 7 e 14 dias após a cirurgia, conforme a cicatrização. Não comparecer ao retorno pode aumentar o risco de infecção, inflamação ou abertura da ferida cirúrgica.
Jamais tente retirar os pontos em casa, pois isso pode causar dor, sangramento e complicações graves.
Geralmente, o gato começa a ficar mais calmo entre 2 e 8 semanas após a castração. Esse é o tempo necessário para a redução dos hormônios responsáveis por comportamentos como agitação, marcação de território e agressividade. Em alguns casos, a mudança pode levar até 3 meses.
A anestesia utilizada na castração costuma ter duração média de 20 a 40 minutos, variando conforme peso, idade e estado de saúde do gato.
Após o procedimento, o efeito residual da anestesia pode permanecer por algumas horas.
Nesse período, é comum observar sonolência, desorientação e falta de coordenação motora.
Durante essa fase, o gato deve permanecer em ambiente tranquilo, aquecido e sob observação até a completa recuperação

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Me ajude por favor, tenho uma gata que foi castrada em 30 de Dez de 2021, vão fazer 02 meses e ela por 2 vezes apresentou comportamento de cio. O veterinário me disse que demora um pouco ainda pra passar. Isso é verdade?? Por ex hj ela está dando muito trabalho.
Meu gato faz três dias que foi castrado e ainda esta Com reação que não está castrado
Olá, Martha! Como vai?
Normalmente, após o pós-operatório o gato castrado tende a ficar mais calmo, mas esse efeito não é instantâneo. A mudança de comportamento surgirá aos poucos.
Boa tarde
Meu gato foi castrado desde julho de 2022, e está perturbando muito no cio , com os miados feios atrás de gatas, acorda de 02:30 da manhã miando muito sem parar, e querendo fugir, isso todos os dias.
Não temos sossego o dia todo.
Olá, como vai?
O efeito total da castração costuma demorar um pouco para aparecer, mas como tem mais de 6 meses, sugerimos que leve o pet a uma consulta com o veterinário para que o profissional possa indicar o tratamento mais adequado!
Minha gata está mordendo muito pessoas na rua corre atrás de cachorro depois da castração tem 30 dias a castracao
Olá, Zane! Tudo bem?
Como essa situação está fugindo do controle, recomendamos que converse com um médico-veterinário para que ele possa receitar um calmante adequado ao pet.
Quantas horas a gata fêmea volta a ficar normal depois de uma castração? e normal ficar mole ?minha gata foi castrada a tarde mas a noite ainda dorme muito e tá bem mole.ela tá quentinha e respirando.
Olá, como vai?
Geralmente a anestesia demora em torno de pouco menos de uma hora; uma hora; ou até algumas horas. Mas isso dependerá também do metabolismo do próprio animal. Além disso, o quadro de saúde do seu pet será fundamental para que a equipe médica possa determinar o tempo médio ele irá retornar aos seus sentidos.