Orquídea azul: conheça seus segredos

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Orquídea Azul

Sabe aquela orquídea azul que você encontra em floriculturas especializadas? Uma longa jornada feita por humanos, flores e química teve que acontecer para ela surgir: a orquídea azul. Afinal, a história de amor entre nós e essa espécie é longa.

Os primeiros orquidófilos surgiram na região onde hoje estão Japão e China, há cerca de quatro mil anos. Porém, o espécime mais intrigante e famoso dessas flores, a orquídea azul, só apareceu no radar de criadores há pouco tempo.

Como mudar a cor de uma orquídea?

Esta é uma flor tão famosa quanto misteriosa. Em geral as pessoas não sabem se as orquídeas azuis são assim naturalmente ou se passaram por um processo de pigmentação.

A verdade é que as duas hipóteses estão certas. Em outras palavras, poderíamos dizer que existem duas origens para esse tipo de flor. A primeira origem é a natureza, a segunda é a técnica. 

Orquídea azul na natureza

A primeira coisa que você precisa saber é que as flores azuis são muito raras. A cada dez flores na natureza, somente uma terá algum pigmento azul. E quanto mais intensos os azuis, mais raras são essas flores. No caso das orquídeas, existe somente um gênero que apresenta naturalmente essa coloração.

Em contrapartida, há aquelas quase azuis. No entanto, se você for bastante rigoroso, talvez nem concorde em identificar a Vanda Azul e a Bollea coelestis, por exemplo, como representantes verdadeiras da orquídea azul.

Apesar de apresentarem o pigmento, sua coloração é mais arroxeada, variando entre o roxo escuro e tons de violeta quase azuis.

Aliás, isso também é verdade para outras espécies de orquídeas. O pigmento azul nunca é forte o bastante para se impor como cor dominante, aparecendo sempre misturado a outros pigmentos como vermelho e amarelo.

Orquídea rainha

Orquídea azul natureza

Contudo, a orquídea azul pode ser encontrada na natureza. Nesse caso, estamos falando do gênero Thelymitra, que apresenta pelo menos três espécies verdadeiramente azuis. A mais famosa entre elas é a Thelymitra crinita, também conhecida como orquídea rainha ou orquídea lírio.

Essas flores são, portanto, extremamente raras. As telymitra são endêmicas da Nova Zelândia e Austrália. Elas foram identificadas pela primeira vez no século XIX, durante uma expedição de botânicos pelo rio Swan.

Como deixar a orquídea azul?

Agora que você já conhece a orquídea azul que surgiu na natureza, está na hora de descobrir a segunda origem. Nesse caso, estamos falando das hipnotizantes Phalaenopsis azuis que encontramos em orquidários especializados. Elas são o resultado da combinação entre arte e natureza. 

Isso porque essas flores se tornam azuis através de uma técnica de pigmentação. O primeiro exemplar foi desenvolvido por floricultores dos Estados Unidos, em 2011. Em seguida, um orquidário da Holanda apresentou o segundo exemplar de uma Phalaenopsis azul.

A técnica que permitiu uma explosão de tons azuis nas pétalas das orquídeas é, portanto, bastante recente. Assim como um piscar de olhos se considerarmos a longa história humana de criação, seleção e conservação de orquídeas.

Quanto tempo dura uma orquídea azul?

Esse tipo de orquídea azul fica assim através de uma injeção de pigmento especial na haste das flores. No entanto a tintura injetada não é tóxica e sua fórmula é patenteada. Por isso essas orquídeas azuis também são consideradas raras.

Orquídea azul e orquídea branca

Não só raras como também efêmeras. Como a genética dessas plantas não produz naturalmente o pigmento azul, as florações posteriores da Phalaenopsis tingidas voltarão à sua coloração normal. 

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Por Cobasi

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1 Comentário

  1. Dulce Borges Corrêa disse:

    Flores, são deslumbrantes em qualquer lugar do mundo, um verdadeiro Presente de Deus!

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