

Para acalmar um cachorro com medo de fogos, prepare um cômodo interno e aconchegante antes de o barulho começar, reduza os sons que vêm da rua e permaneça por perto com tranquilidade.
Recursos complementares, como difusores de feromônio, também podem ser considerados conforme a necessidade do animal.
A reação aos fogos pode variar de um susto passageiro até uma fobia de ruído, caracterizada por medo intenso e desproporcional. Nesses casos, o cão pode apresentar tremores, respiração ofegante, aumento da frequência cardíaca e procura por esconderijos.
Sem o manejo adequado, novas exposições podem manter ou intensificar o medo em alguns animais.
Com preparo, adaptação do ambiente e orientação veterinária nos casos mais intensos, é possível reduzir o desconforto e aumentar a segurança do cão durante os fogos.
O medo de fogos é uma reação de alerta provocada por sons intensos, repentinos e imprevisíveis. A resposta pode variar de um desconforto passageiro até uma fobia de ruído, com medo intenso e dificuldade de recuperação após os estouros.
Uma das causas está relacionada à audição canina. Segundo o American Kennel Club (AKC), enquanto os seres humanos adultos geralmente detectam frequências de até 20.000 Hz, os cães podem ouvir sons entre 47.000 e 65.000 Hz.
Em determinadas frequências, os cães também percebem sons de menor intensidade do que os humanos. No entanto, o medo não acontece apenas por causa da capacidade de ouvir frequências mais altas.
A intensidade dos fogos, a falta de aviso e a dificuldade de identificar a origem dos estouros aumentam a sensação de ameaça. Experiências negativas anteriores também podem fazer alguns cães anteciparem o episódio ao reconhecer ruídos distantes ou mudanças na rotina.
Nem todo cão reage do mesmo jeito. Alguns tremem no primeiro estouro, outros mal levantam a cabeça. Essa diferença vem de alguns fatores:
Um cachorro com medo de fogos mostra sinais claros no corpo e no comportamento, e reconhecê-los cedo ajuda a agir antes de o pânico se instalar. Os sinais mais comuns, descritos pelo PetMD como respostas típicas da fobia de ruído, são:
Quanto mais intensos esses sinais, maior a chance de o cão tentar fugir. Isso explica por que tantos animais se perdem justamente nas noites de festa, e reforça a importância das medidas de segurança que vêm a seguir.

A melhor forma de acalmar o cachorro é preparar o ambiente e a rotina antes de os fogos começarem e manter a calma durante os estouros.
As dicas abaixo funcionam melhor em conjunto: a combinação das medidas tende a trazer mais resultado do que aplicar uma isolada. Você também encontra orientações do dia a dia em como acalmar o cachorro ansioso e agitado.
Monte um cantinho fechado e aconchegante longe das janelas, como um cômodo interno, um closet ou a própria caixa de transporte com a portinha aberta.
Forre com a caminha e cobertores que já tenham o cheiro do cão. Esse esconderijo dá a ele a sensação de proteção que procura por instinto.
Feche portas e janelas e ligue um som de fundo constante, como um ventilador, a televisão ou uma música tranquila em volume moderado, para mascarar os estouros. Ao mesmo tempo, ocupe a atenção do cão com uma brincadeira ou um petisco.
Brinquedos interativos e recheáveis podem ajudar a desviar a atenção e criar uma associação mais favorável, desde que o cão ainda aceite brincar ou comer.
Para cães com medo de fogos, alguns produtos podem complementar o preparo do ambiente e ajudar a reduzir o desconforto. A escolha depende da intensidade do medo, da saúde e da resposta de cada animal.
Antes de escolher qualquer produto, consulte o médico-veterinário e confira no rótulo quando iniciar o uso, a dosagem e o tempo necessário para o efeito.
Na Cobasi, o tutor encontra feromônios, suplementos, florais e outros produtos para apoiar o cuidado de cães com medo de fogos. Conheça a linha de antiestresse para cachorro e escolha a opção mais adequada com orientação profissional.
Fique perto do cão e aja com naturalidade. Fale em tom calmo e ofereça contato caso o pet procure, mas não force carinho, colo, brincadeiras ou a saída do esconderijo. Manter uma postura tranquila pode ajudar a transmitir segurança durante os fogos.
Leve o cão para passear ou faça uma sessão de brincadeiras durante o dia, bem antes do horário dos fogos.
Atividades físicas e mentais realizadas com antecedência podem ajudar a reduzir a agitação, mas não eliminam o medo dos barulhos. Além disso, brinquedos que ativam a mente do cachorro também podem oferecer estímulo mental ao longo do dia.
O medo leva muitos cães a fugir, e é aí que acontecem os acidentes. Antes de anoitecer, confira se portões, janelas, telas e sacadas estão bem fechados e firmes. Em casa ou apartamento, mantenha o cão em um cômodo interno, longe das portas que dão para a rua.
Se mesmo com todo cuidado o cão escapar, a identificação atualizada facilita o contato com o tutor e pode contribuir para o reencontro.
Garanta uma plaquinha na coleira com o seu telefone e, se possível, o microchip com o cadastro em dia. Ter uma foto recente também facilita muito a busca.
Calmantes e sedativos de uso humano, ou sobras de receitas antigas, podem intoxicar o cão e apenas mascarar o medo, sem tratá-lo. Qualquer medicação para ansiedade precisa da avaliação e da receita de um médico-veterinário, que define a substância e a dose certas para o porte e a saúde do animal.
Se o cão se escondeu, deixe que o cão fique onde se sente protegido e não force a saída. Brigar, prender na coleira ou colocar para fora só aumenta o estresse. O medo não é desobediência, e punir piora a associação do cão com a data.
Sirva a comida, faça o passeio e cumpra os horários de sempre, dentro do que a noite permitir. A previsibilidade da rotina passa a mensagem de que está tudo sob controle e ajuda o cão a se regular emocionalmente.
Ana Oliveira, colaboradora da Cobasi e tutora de dois lindos Huskies Siberianos e um Spitz, compartilhou conosco suas experiências e o que faz em épocas de fogo de artifício:
“Onde eu moro, sempre que tem fogos, a gente tenta fazer uma atividade que eles amam muito, tipo caminhada ou enriquecimento ambiental com algum petisco novo. No último ano novo, nós estávamos na garagem com eles comendo gelinho de danone natural com frango desfiado e os três ficaram bem tranquilos”, relatou.

Ana ainda comentou um cuidado muito importante: “Em seis anos como o meu trio, eles nunca ficaram sozinhos. Estamos sempre em família fazendo uma atividade que seja prazerosa, até por isso eles lidam super bem com fogos de artificio”.
A dessensibilização é uma técnica que pode ajudar a reduzir a reação do cão aos fogos em longo prazo. O processo deve começar com antecedência e não deve ser iniciado durante um episódio real de queima de fogos.
A técnica consiste em reproduzir sons gravados em volume baixo, sem provocar sinais de medo, enquanto o cão recebe petiscos, brincadeiras ou outras experiências positivas. O volume pode aumentar de forma lenta e gradual, sempre de acordo com a resposta do animal.
Manter o som abaixo do limiar de estresse é o ponto-chave destacado por especialistas ouvidos pelo American Kennel Club (AKC). Caso o cão demonstre medo, o volume deve ser reduzido antes de continuar o exercício.
O processo pode levar semanas ou meses e precisa avançar no ritmo do animal. Nos casos mais intensos, a orientação de um médico-veterinário com atuação em comportamento animal ajuda a tornar o treinamento mais seguro.
Procure um médico-veterinário quando o medo for intenso, provocar tentativas de fuga, causar ferimentos ou comprometer a alimentação e o bem-estar do cão.
A avaliação também é indicada quando o animal entra em pânico diante de diferentes barulhos, não apenas dos fogos.
Conforme o caso, o médico-veterinário pode recomendar acompanhamento com um especialista em comportamento animal e prescrever medicamentos para os períodos mais críticos. A avaliação individual permite definir a conduta mais adequada para cada cão.
Preparar o ambiente com antecedência faz diferença nos períodos com fogos. Na Cobasi, o tutor encontra produtos que ajudam a tornar o espaço mais confortável, como difusores de feromônio, brinquedos interativos e itens para montar um cantinho seguro.
Para quem precisa desses produtos com rapidez, o Cobasi Já oferece entrega ágil nas regiões atendidas, de acordo com o prazo informado no pedido. Assim, fica mais fácil organizar o ambiente mesmo quando os fogos estão próximos.
A Compra Programada ajuda a evitar a falta de itens usados com frequência, pois permite escolher a periodicidade da reposição e receber os produtos automaticamente.
Já o Amigo Cobasi reúne pontos, ofertas e benefícios que tornam as compras de rotina mais vantajosas. Com os serviços da Cobasi, o tutor ganha praticidade para antecipar os cuidados, manter os produtos necessários em casa e preparar uma rotina mais segura e acolhedora para o cão durante os fogos.

Não, remédios calmantes e sedativos só devem ser usados com receita de um médico-veterinário, porque produtos de uso humano ou doses erradas podem intoxicar o cão.
Como apoio sem prescrição, existem os difusores de feromônio, os florais e os suplementos calmantes, que ajudam a relaxar sem risco de sedação.
Sim, o medo intenso pode aumentar a frequência cardíaca e respiratória, além de favorecer tentativas de fuga e acidentes. Cães idosos ou com problemas de saúde exigem atenção redobrada.
Se o animal apresentar prostração intensa, vômitos, dificuldade para respirar, desmaios ou ferimentos, procure atendimento veterinário.
O tempo de recuperação varia entre os cães, alguns se acalmam pouco depois do fim dos ruídos, enquanto outros permanecem assustados por horas ou por mais tempo.
Procure orientação veterinária quando os sinais forem intensos, persistentes ou comprometerem a alimentação, o sono, a respiração ou a segurança do animal.
Sim, gatos e outros pets também se assustam com os estouros, e muitos se escondem por horas. As mesmas medidas de ambiente seguro e feromônio valem para eles, com produtos específicos para felinos.
Não existe um calmante natural indicado para todos os cães. Feromônios, florais e suplementos possuem composições e formas de uso diferentes, e a resposta pode variar entre os animais.
Esses produtos devem ser considerados recursos complementares ao preparo do ambiente. Em casos de medo intenso ou recorrente, o médico-veterinário deve avaliar a necessidade de outras medidas.
Ainda não existe uma proibição nacional em vigor. O Projeto de Lei 5/2022, que propõe restringir fogos de artifício com estampido em todo o país, continua em tramitação na Câmara dos Deputados.
No Estado de São Paulo, porém, a Lei nº 17.389/2021 já proíbe a queima e a soltura de fogos de estampido e de outros artefatos pirotécnicos com efeito sonoro ruidoso, inclusive em locais públicos e privados. Fogos exclusivamente visuais, sem estampido, continuam permitidos.
Outros estados e municípios também podem ter regras próprias. Por isso, consulte a legislação da região antes de comprar ou utilizar fogos de artifício.

Durante períodos com fogos de artifício, o preparo faz diferença para reduzir o risco de fugas, acidentes e episódios de medo intenso. Manter o cachorro em um ambiente seguro, acompanhar as reações e buscar orientação veterinária quando necessário são cuidados essenciais.
Continue no Blog da Cobasi para conferir mais conteúdos sobre saúde, comportamento, alimentação e bem-estar dos cães. Até a próxima!
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Adorei
Gostei muito da orientação sobre florais.
Dei p minha cachorrinha ela ficou mais tranquila, antes tinha tremedeiras e atacava a irmã dela .
Agora, não ataca mais a tremedeira parou..
Coloco a casinha dela dentro de casa e ela se sente mais segura, continua com medo porém sem pânico.