Cinomose canina: o que é e como proteger seu cachorro

1 de abril de 2021

Cachorros
Cinomose canina: o que é e como proteger seu cachorro

A cinomose é uma das doenças mais graves que podem acometer os cachorros. Ela pode acontecer em qualquer fase da vida do cão, mas é mais comum quando são filhotes, quando idosos ou quando o cachorro está se recuperando de algum problema de saúde, pois nesses momentos a imunidade do pet tende a ser naturalmente mais baixa.

Nesse artigo vamos explicar o que é a cinomose, como acontece a contaminação, como identificar os sintomas caso seu cachorro esteja doente e qual é o tratamento mais adotado pelos médicos veterinários.

O que é a cinomose canina

A cinomose canina é uma doença provocada por um vírus altamente contagioso. Quando dizemos que ela é muito contagiosa, isso significa que um pet pode entrar em contato com o vírus tanto direta quanto indiretamente.

O contato direto acontece quando um cachorro infectado está no mesmo ambiente que um cão não infectado, como a mesma casa ou o mesmo quarto. Já o contato indireto se dá quando um cachorro saudável compartilha utensílios com um cão doente. Nesse caso, a transmissão pode acontecer por meio de bebedouros, comedouros, brinquedos, cobertores etc.

Quando um cachorro é diagnosticado com cinomose e há outros cães na mesma casa, é fundamental informar ao médico veterinário e buscar orientações sobre como proceder pois as chances de todos estarem contaminados é muito grande. 

Sintomas da cinomose canina

Sintomas da cinomose canina

A cinomose é uma doença que tem sintomas que podem ser confundidos com várias outras causas. Por isso é tão importante ficar atento ao cachorro e manter consultas regulares com o médico veterinário, pois como profissional ele tem o olhar treinado para reconhecer esses sinais.

Os sintomas da cinomose costumam ser divididos em fases. Na primeira delas, geralmente estão presentes sintomas gastrointestinais, como vômitos, diarréias, falta de apetite e cólicas abdominais. 

Em seguida, o aparelho respiratório do animal é atacado. Nesse momento, é possível observar febre alta, tosse, dificuldade para respirar e secreções amareladas intensas saindo pelo nariz e pelos cantos dos olhos do cão.

A última fase da cinomose é a neurológica. A essa altura da doença, o sistema nervoso central do cachorro já foi atingido, e os sintomas mais comuns são: contrações musculares involuntárias, convulsões, mudanças de comportamento, paralisia e sons involuntários, indicativos de dor. O cachorro também pode ficar andando em círculos ou ficar paralisado, sem conseguir se mexer.

É muito importante que você saiba que um cachorro infectado com cinomose não necessariamente vai passar por todas as fases da doença. Pode ser que, infelizmente, ele fique muito doente logo nas fases iniciais e não resista. Por isso, ao identificar um ou mais desses sintomas no seu companheiro peludo, não espere! Leve o cão imediatamente ao médico veterinário.

Como prevenir, diagnosticar e tratar a cinomose canina

Como prevenir, diagnosticar e tratar a cinomose canina

A maneira mais eficaz de evitar que seu cão pegue cinomose é mantendo suas vacinas em dia. A vacina múltipla protege contra cinomose e várias outras doenças, e deve ter a primeira dose administrada ao cão ainda quando filhote. Manter seu cão com as vacinas em dia é um ato de amor.

Caso o cachorro entre em contato com o vírus da cinomose e comece a apresentar sintomas, o médico veterinário poderá fazer o diagnóstico com base no exame clínico (aquele realizado em consultório), exame de sangue e estudo das secreções, que vão indicar a presença do vírus ou não.

Não existe um tratamento específico para a cinomose, por isso prevenir a contaminação é tão importante. Os medicamentos utilizados buscam amenizar ou tratar os sintomas e evitar infecções secundárias. É comum a prescrição de antibióticos, suplementos alimentares, remédios para combater a febre e a tosse, e ajudar a expelir as secreções.

A cinomose é uma doença grave, então mesmo quando o cachorro fica livre da doença, pode ter sequelas que vão durar por toda a vida. Por isso, a melhor maneira de prevenir ainda é a vacinação e os cuidados de higiene, já que o vírus, apesar de agressivo, não resiste a uma boa limpeza.

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