

A dermatite em cachorro é uma inflamação na pele que pode ter diferentes causas, como alergias, fungos, parasitas, bactérias ou até desequilíbrios hormonais.
Coceira intensa, vermelhidão, feridas, queda de pelos e lambidas constantes são os sinais clínicos mais comuns do quadro, considerado um achado frequente na rotina veterinária.
Além de comprometer diretamente a saúde e o bem-estar do pet, alguns tipos de dermatite — como dermatofitoses e sarna sarcóptica — podem ser transmitidos para humanos.
Isso torna o diagnóstico e o tratamento dessas dermopatias ainda mais essenciais, tanto para proteger o animal quanto para proteger a sua família.
Por isso, tutores, é hora de entender tudo sobre a dermatite canina. Neste guia completo, você vai descobrir:
Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre esse problema dermatológico que afeta milhares de cães todos os anos!
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A dermatite em cães é uma inflamação da pele que pode ocorrer devido a agentes externos, como pó e parasitas, ou a fatores internos, como ingredientes da dieta.
Embora cause confusão, o termo dermatite não se refere a uma doença específica, mas a um conjunto de condições dermatológicas que afetam a pele dos cães.
“A dermatite é uma doença crônica e muitas vezes hereditária, caracterizada pela inflamação nas camadas mais superficiais da pele e pode acometer diferentes áreas do corpo do animal”, explica Fernanda Ambrosino, médica-veterinária entrevistada pelo portal Vida de Bicho.
As manifestações clínicas variam conforme a causa por trás da dermopatia, mas geralmente envolvem coceira intensa, vermelhidão, queda de pelos e formação de feridas.
Como comentamos anteriormente, dermatite canina é um termo genérico que engloba diferentes quadros de inflamação na pele. Cada uma dessas condições tem causas, sintomas e tratamentos específicos, como mostramos na tabela:
| Tipo de dermatite em cachorro | Causas e fatores associados | Principais sintomas | Regiões mais afetadas | Tratamento |
| Dermatite atópica | Reação inflamatória crônica associada à predisposição genética e à exposição a alérgenos ambientais, como ácaros, fungos, pólen e mofo. | Coceira persistente, lambedura e mordedura das patas, vermelhidão, feridas, crostas e infecções secundárias por bactérias ou fungos. | Patas, espaços entre os dedos, focinho, orelhas, axilas, virilha e abdômen. | O controle pode envolver medicamentos, imunoterapia, produtos dermatológicos e redução da exposição aos alérgenos. |
| Dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) | Reação de hipersensibilidade às proteínas presentes na saliva das pulgas. | Coceira intensa, vermelhidão, pápulas, escoriações, crostas, descamação e queda de pelos. Em quadros crônicos, a pele pode ficar espessada e escurecida. | Região lombar, base da cauda, dorso, flancos, pescoço, virilha, parte interna das coxas e abdômen. | O controle exige antiparasitários prescritos pelo veterinário, tratamento do ambiente e controle da coceira e das infecções secundárias, quando presentes. |
| Dermatite fúngica (malasseziose) | Proliferação excessiva de leveduras, como Malassezia pachydermatis, geralmente associada a alterações na barreira cutânea, alergias, doenças hormonais, seborreia ou umidade. | Coceira, vermelhidão, mau odor, pele oleosa ou descamativa, escurecimento e espessamento da pele, crostas e queda de pelos. | Orelhas, dobras dos lábios, axilas, virilha, pescoço e região perineal. | O tratamento pode incluir shampoos e medicamentos antifúngicos tópicos ou orais, conforme a extensão do quadro, além do controle da causa de base. |
| Dermatite bacteriana (piodermite) | Proliferação de bactérias, principalmente Staphylococcus, frequentemente associada a alergias, parasitas, traumas, lambedura excessiva ou doenças hormonais. | Pápulas, pústulas, crostas, vermelhidão, descamação e falhas na pelagem. Nos casos profundos, podem surgir nódulos, úlceras, fístulas com secreção, inchaço e dor. | — | O tratamento pode envolver antissépticos, medicamentos tópicos e antibióticos prescritos pelo veterinário, além do controle da causa primária. |
| Dermatite alimentar | Reação de hipersensibilidade a componentes da alimentação. Os principais agentes desencadeantes são frango, carne bovina, leite, ovos, trigo, peixe e soja. | Coceira persistente ou generalizada, vermelhidão, feridas, crostas, queda de pelos e otites recorrentes. Alguns cães também apresentam vômitos, fezes amolecidas ou diarreia. | Patas, espaços entre os dedos, focinho, orelhas, axilas, abdômen e região perianal. | O manejo pode exigir mudanças na dieta, como uso de alimento com proteína hidrolisada ou fonte proteica inédita, além do tratamento dos sintomas e de possíveis infecções secundárias. |
A seguir, explicamos em detalhes como cada tipo de dermatite em cachorro funciona. Continue a leitura para tirar todas as suas dúvidas.
A dermatite alérgica, também chamada de dermatite atópica, é uma doença de pele crônica, inflamatória e hereditária, considerada uma das mais comuns na clínica veterinária.
| Características | Detalhes técnicos |
| Gatilhos e fatores | Predisposição genética associada a alterações imunológicas e falhas na barreira cutânea. Alguns gatilhos comuns são ácaros, fungos, leveduras, pólen, poeira, mofo e, em alguns casos, alimentos. |
| Raças predispostas | Shih Tzu, Lhasa Apso, Bulldog Francês, Pug, Golden Retriever, Labrador, West Highland White Terrier e Pastor Alemão. |
| Principais sintomas | Coceira intensa e persistente, lambedura, mordedura e arranhões na pele, vermelhidão, feridas e crostas. Pode haver infecções bacterianas ou fúngicas secundárias. |
| Áreas do corpo mais afetadas | As regiões mais afetadas são patas (entre os dedos), focinho, orelhas, axilas, virilha e barriga. |
| Diagnóstico | Clínico, baseado na exclusão de outras doenças dermatológicas, como dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP), sarna, alergia alimentar e infecções bacterianas ou fúngicas. |
| Manejo veterinário | Controle da exposição aos alérgenos, medicamentos imunomoduladores, imunoterapia alérgeno-específica, shampoos dermatológicos, hidratantes, sprays calmantes, suplementação com ômega-3 e ômega-6 e dieta hipoalergênica, quando indicada. |
Trata-se de uma condição multifatorial, caracterizada pela sensibilização do sistema imunológico a alérgenos ambientais, como ácaros, fungos, leveduras, pólen, poeira, mofo e até alguns alimentos. (SILVA et al., 2021)
O problema ocorre quando o sistema imunológico do cachorro reage de forma exagerada a esses alérgenos, ativando anticorpos do tipo IgE, que provocam inflamação intensa na pele e coceira persistente.
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), as dermatites de origem alérgica correspondem a cerca de 70% dos casos dermatológicos em cães.
Essa condição é especialmente comum em cães com predisposição genética, como:
A predisposição está associada tanto a alterações imunológicas, que geram respostas exacerbadas, quanto a defeitos na integridade da barreira cutânea, que dificultam a proteção da pele contra a penetração de alérgenos, microrganismos e agentes irritantes.
Por ser uma doença multifatorial e sem cura, o diagnóstico da dermatite atópica em cachorro é clínico e baseado na exclusão de outras enfermidades dermatológicas, como dermatite por picada de pulga (DAPP), sarna, alergia alimentar e infecções bacterianas ou fúngicas da pele.
O sintoma mais característico da dermatite atópica canina (DAC) é, sem dúvida, o prurido, ou seja, a coceira intensa e persistente.
De acordo com Bellato et al. (2021), o prurido é considerado uma manifestação de alarme, que leva o animal a lamber, morder, coçar ou arranhar a pele, como uma tentativa de aliviar o desconforto.
Esse sintoma pode se apresentar de duas formas:
É comum, também, que a dermatite alérgica evolua com o tempo, levando ao surgimento de infecções secundárias, tanto bacterianas quanto fúngicas, o que agrava ainda mais os sinais clínicos e o desconforto do pet.
As regiões mais afetadas costumam ser as patas (entre os dedos), focinho, orelhas, axilas, virilha e barriga. Veja o padrão lesional do quadro nas imagens abaixo!






A dermatite alérgica em cachorro não tem cura, pois é uma condição crônica e hereditária, também conhecida como alergia a inalantes ambientais.
Por isso, o tratamento é contínuo, multifatorial e focado no controle dos sintomas, na redução das crises e na melhora da qualidade de vida do pet.
De modo geral, o manejo da doença envolve a combinação de diferentes estratégias, que podem variar de acordo com a gravidade do quadro e a resposta de cada animal:
A dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) é uma doença de pele causada por uma reação de hipersensibilidade às substâncias presentes na saliva da pulga.
| Características | Detalhes técnicos |
| Gatilhos e fatores | Reação de hipersensibilidade às proteínas presentes na saliva da pulga. Uma única picada pode desencadear uma crise alérgica. |
| Principais sintomas | Coceira intensa, vermelhidão, feridas, crostas, escoriações, descamação, queda de pelos localizada, pápulas e, em casos crônicos, espessamento e escurecimento da pele. Odor forte pode aparecer caso haja infecções associadas. |
| Áreas do corpo mais afetadas | Região lombar (próxima à base da cauda), dorso, flancos, pescoço, axilas, virilha, parte interna das coxas e abdômen ventral |
| Diagnóstico | Avaliação clínica e investigação da presença de pulgas e sinais compatíveis com a reação alérgica. |
| Manejo veterinário | Controle rigoroso das pulgas no animal e no ambiente, tratamento dos demais animais da casa e controle da inflamação e da coceira com medicamentos e produtos dermatológicos prescritos pelo veterinário. |
O quadro se desenvolve quando o ectoparasita pica o animal, liberando proteínas alergênicas na pele, capazes de ativar o sistema imunológico e desencadear um processo inflamatório intenso.
A reação, se não tratada, pode evoluir rapidamente para queda de pelos, crostas, infecções bacterianas secundárias e lesões crônicas na pele.
Vale destacar que a DAPP é mais frequente em regiões tropicais e subtropicais, como o Brasil, onde as pulgas estão presentes durante todo o ano. Em locais de clima temperado, a doença pode ser sazonal, com aumento dos casos no verão e no outono.
O alto índice está diretamente relacionado a três fatores principais:
De acordo com o CRMV-RS, muitos tutores acreditam que seus pets estão livres dos parasitas simplesmente porque não enxergam as pulgas.
No entanto, apenas 5% das pulgas estão no animal. Os outros 95% permanecem no ambiente, na forma de ovos, larvas e pupas, escondidos em frestas, tapetes, sofás, camas e outros locais.
Por isso, o risco de contato com os parasitas permanece mesmo quando não há pulgas visíveis no animal.
Cães alérgicos são extremamente sensíveis. Uma única pulga já é suficiente para gerar um quadro inflamatório severo, com coceira intensa e lesões na pele.
Não basta tratar apenas o animal. Sem controle efetivo do ambiente, o ciclo das pulgas se mantém ativo. Ovos, larvas e pupas permanecem no local, criando um desafio constante tanto para a rotina veterinária quanto para a qualidade de vida dos pets.
O principal sintoma da DAPP é a coceira intensa e persistente, especialmente na região lombar e na base da cauda.
Além disso, o cão também pode apresentar os seguintes sinais:
Os sintomas costumam aparecer com mais frequência em cães entre 1 e 5 anos de idade. Casos em filhotes com menos de seis meses são raros.
As regiões mais afetadas incluem a região lombar (próxima à base da cauda), dorso, flancos, pescoço, axilas, virilha, parte interna das coxas e abdômen ventral.
Esses locais são os mais propensos por serem áreas onde as pulgas se concentram, facilitando o contato da saliva com a pele sensível.
Para facilitar a visualização, trouxemos algumas imagens de lesões por DAPP em cachorro. Veja os padrões abaixo!






O tratamento da dermatite por picada de pulgas tem como base dois pilares fundamentais e inseparáveis:
O primeiro passo é a eliminação total das pulgas. Isso envolve tanto o tratamento do animal quanto do ambiente em que ele vive.
É indispensável o uso de antiparasitários de ação rápida e longa duração, que podem ser administrados de forma oral, tópica ou injetável, sempre com prescrição veterinária.
Além disso, todos os animais da casa devem ser tratados, mesmo aqueles que não apresentam sinais clínicos, para evitar a manutenção do ciclo das pulgas.
O ambiente também exige cuidados rigorosos, sempre higienizando os acessórios do pet, aplicando produtos específicos para controle ambiental.
Atenção! A falha no controle ambiental é uma das principais causas de recorrência da DAPP.
O segundo pilar do tratamento foca na redução da inflamação e do prurido e na cicatrização das lesões causadas pela reação alérgica.
O manejo inclui o uso de imunomoduladores, que controlam a resposta alérgica e reduzem o prurido de forma eficaz.
Corticosteroides são indicados apenas em crises agudas e por curto período. Nos casos de infecções bacterianas ou fúngicas, o uso de antibióticos ou antifúngicos é indispensável.
O tratamento tópico, com shampoos dermatológicos terapêuticos, auxilia na cicatrização, remoção de crostas e controle da inflamação.
A dermatite fúngica, também conhecida como malasseziose canina, é uma doença de pele causada pela proliferação anormal da levedura Malassezia pachydermatis, um fungo que faz parte da microbiota natural da pele dos cães.
| Características | Detalhes técnicos |
| Gatilhos e fatores | Proliferação excessiva da levedura Malassezia pachydermatis. Alterações na barreira cutânea, alergias, distúrbios hormonais, doenças de queratinização, calor, umidade e secagem inadequada após o banho podem ser gatilhos. |
| Raças predispostas | Basset Hound, Cocker Spaniel Americano e West Highland White Terrier. Cães com alergias, alterações hormonais ou excesso de dobras cutâneas também podem apresentar maior predisposição. |
| Principais sintomas | Coceira intensa, mau odor, pele oleosa ou ressecada, vermelhidão, descamação, crostas, escurecimento e espessamento da pele, queda localizada de pelos e manchas amarronzadas nos pelos causadas pela lambedura excessiva. |
| Áreas do corpo mais afetadas | Canais auriculares, margens labiais e pregas da boca, axilas, virilha, pescoço, região ventral e períneo. |
| Diagnóstico | Avaliação veterinária e exames dermatológicos para identificar a proliferação da levedura e investigar condições predisponentes. |
| Manejo veterinário | Shampoos antifúngicos e, conforme a localização e a gravidade, pomadas ou loções. Casos mais graves podem exigir antifúngicos orais. Também é necessário tratar a causa predisponente e eventuais infecções bacterianas associadas. |
O crescimento descontrolado ocorre quando há algum tipo de desequilíbrio na barreira cutânea, favorecendo a multiplicação do fungo na camada mais superficial da pele — a camada córnea.
De acordo com Pendergraft, DVM, DACVD (2015), a malasseziose raramente se manifesta de forma isolada. Na maioria dos casos, ela surge secundariamente a outras condições predisponentes, como:
Além disso, climas quentes, alta umidade, má ventilação e secagem inadequada após banhos ou contato com água são fatores que contribuem diretamente para o desenvolvimento da doença.
Raças como Basset Hound, Cocker Spaniel Americano e West Highland White Terrier estão entre as mais predispostas à dermatite fúngica, devido tanto às características anatômicas quanto à predisposição genética para doenças de pele.
Os sinais clínicos da malasseziose não são específicos, o que pode gerar confusão com outras doenças de pele. Ainda assim, há um conjunto de sintomas típicos que ajudam no diagnóstico, como:
As regiões mais afetadas pela dermatite fúngica costumam ser áreas com maior retenção de umidade e pouco arejamento.
Isso inclui os canais auriculares, onde pode evoluir para otite fúngica, além das margens labiais e pregas da boca, axilas, virilha, pescoço, especialmente na região ventral, e períneo. Confira o padrão lesional da dermatite fúngica em cachorro nas imagens!








O tratamento da dermatite fúngica em cachorro tem como objetivo controlar a proliferação do fungo e, principalmente, tratar a causa que favoreceu esse desequilíbrio na pele.
Nos casos mais leves, o uso de shampoos antifúngicos é essencial. O protocolo costuma ser feito de duas a três vezes por semana, por algumas semanas. Se as lesões forem localizadas, pomadas ou loções podem ser suficientes.
Em casos mais graves, é necessário usar antifúngicos orais, por semanas ou meses, com acompanhamento veterinário. E se houver infecção bacteriana associada, é preciso usar antibióticos no mesmo período.
A dermatite bacteriana, também chamada de piodermite canina, é uma infecção de pele causada pela proliferação anormal de bactérias, principalmente do gênero Staphylococcus, que faz parte do microbioma natural da pele dos cães.
| Características | Detalhes técnicos |
| Gatilhos e fatores | Proliferação excessiva de bactérias, principalmente do gênero Staphylococcus. Costuma surgir de maneira secundária a doenças, como alergias, sarna, traumas, seborreia e distúrbios hormonais. |
| Raças predispostas | Bull Terrier, Doberman, Boxer, Teckel, Dogue Alemão e Pinscher estão entre as raças com maior predisposição. |
| Principais sintomas | Vermelhidão, coceira, dor, mau odor, pápulas, pústulas, crostas, descamação e queda localizada de pelos. Nos casos profundos, podem ocorrer fístulas, nódulos, úlceras, inchaço, secreção e sinais sistêmicos, como febre e apatia. |
| Diagnóstico | Avaliação clínica e exames dermatológicos, como citologia, cultura bacteriana e antibiograma, quando indicados, para identificar o agente e orientar o tratamento. |
| Manejo veterinário | Shampoos dermatológicos e outros tratamentos tópicos, além de antibióticos sistêmicos nos casos indicados. É fundamental investigar e tratar a causa primária para reduzir o risco de recorrência. |
De acordo com estudo publicado na Revista Pubvet (2018), o agente mais frequentemente envolvido é o Staphylococcus pseudintermedius, responsável por mais de 90% dos casos de piodermite canina.
Outros agentes, como Staphylococcus aureus e Staphylococcus schleiferi spp. coagulans, também podem estar envolvidos, sendo importantes pela capacidade de desenvolver resistência e pelo potencial zoonótico, ou seja, com risco de transmissão para humanos.
Em condições normais, essas bactérias vivem na pele sem causar nenhum problema. No entanto, quando há desequilíbrios na barreira cutânea, esses microrganismos podem se multiplicar de forma descontrolada, gerando inflamação, infecção e outros riscos.
É importante ressaltar que a piodermite, na maioria das vezes, não é uma doença primária, mas sim uma complicação de outras condições dermatológicas, como:
O quadro pode variar de infecções superficiais, que afetam as camadas externas da pele, até formas profundas, mais graves, que comprometem tecidos mais internos, causando bastante dor, desconforto e risco de complicações sérias.
Os principais sinais da piodermite em cachorro são feridas acompanhadas de inflamação, coceira, dor, odor forte e, muitas vezes, secreção purulenta.
Nas formas superficiais da doença é comum observar:
Já nas piodermites profundas, os sintomas são mais severos e incluem:
Atenção, tutores de cães de pelo curto!
Raças como Bull Terrier, Doberman, Boxer, Teckel, Dogue Alemão e Pinscher apresentam maior predisposição ao desenvolvimento da piodermite. Mas vale lembrar que qualquer cachorro, de qualquer raça ou idade, pode ser afetado.
Abaixo, trouxemos algumas imagens que vão te ajudar a identificar o padrão lesional da dermatite bacteriana em cães!






O tratamento da piodermite atua no controle da infecção bacteriana, por meio de terapias tópicas e sistêmicas, e na identificação e manejo da causa primária que gerou o desequilíbrio da pele.
O uso de shampoos dermatológicos para cachorro é fundamental, especialmente em infecções superficiais ou como coadjuvantes no tratamento de infecções profundas..
Esses produtos ajudam a:
A frequência dos banhos varia conforme a gravidade, podendo ser de duas a três vezes por semana, sempre com recomendação veterinária.
Nos casos de piodermite moderada a grave — especialmente quando afeta camadas mais profundas da pele —, é essencial o uso de antibióticos por via oral ou injetável.
De acordo com o Manual Veterinário MSD, o tratamento costuma ter duração mínima de 21 dias, podendo se estender por 7 a 14 dias após a completa resolução dos sinais clínicos visíveis, para garantir a erradicação da infecção e prevenir recaídas.
A resistência bacteriana é um dos grandes desafios. Por isso, a escolha do antibiótico, assim como a dose, o intervalo e a duração do tratamento, deve ser feita rigorosamente pelo médico-veterinário.
Sem tratar as causas que favorecem a infecção — como alergias, lambedura compulsiva, sarna ou distúrbios hormonais —, a piodermite tende a se tornar recorrente.
A dermatite alimentar é uma reação de hipersensibilidade causada por determinados componentes da alimentação, especialmente proteínas.
| Características | Detalhes técnicos |
| Gatilhos e fatores | Reação de hipersensibilidade a componentes da alimentação. Os principais agentes desencadeantes são frango, carne bovina, laticínios, trigo, ovos, peixes e soja. |
| Principais sintomas | Coceira generalizada, otites recorrentes, vermelhidão, feridas, crostas, queda de pelos e, em casos crônicos, descamação e espessamento ou escurecimento da pele. Alguns cães também apresentam vômito, diarreia ou fezes moles. |
| Áreas do corpo mais afetadas | As regiões mais afetadas pela dermatite alimentar são as patas (principalmente entre os dedos), focinho, orelhas, axilas, abdômen e região perianal. |
| Diagnóstico | Investigação veterinária, geralmente com dieta de eliminação por um período definido e avaliação da resposta clínica. |
| Manejo veterinário | Dieta de eliminação com proteína hidrolisada ou fonte proteica selecionada, conforme orientação veterinária. Alimentação natural balanceada pode ser considerada quando formulada por profissional habilitado. Medicamentos e produtos dermatológicos podem ser necessários para controlar os sintomas e as infecções secundárias. |
Ao contrário do que muitos pensam, essa condição não está relacionada à qualidade da ração, mas sim a uma resposta exagerada do sistema imunológico a proteínas específicas que o organismo do cachorro reconhece como ameaças.
Trata-se de uma dermatite não sazonal, ou seja, pode ocorrer durante todo o ano, independentemente de clima, estação ou ambiente.
A condição pode se manifestar isoladamente ou associada a outros quadros alérgicos, como dermatite atópica.
Qualquer ingrediente pode ser um potencial alérgeno, dependendo da sensibilidade individual do animal. Por exemplo, entre as principais proteínas que são agentes desencadeantes estão:
As regiões mais afetadas pela dermatite alimentar são as patas ( entre os dedos), focinho, orelhas, axilas, abdômen e região perianal. Os sinais clínicos mais comuns são:
Um estudo organizado pela Zoetis mapeou o padrão lesional de cães com dermatite alimentar. Veja as imagens no carrossel abaixo:










O tratamento é basicamente dietético e permanente. Após identificar o alimento causador da alergia, ele deve ser completamente excluído da dieta do pet.
As opções mais usadas são:
Além da mudança alimentar, podem ser necessários, no início, tratamentos para aliviar os sintomas, como:
É importante ressaltar que não existe cura, mas sim controle total dos sintomas enquanto o cão estiver seguindo a dieta adequada, livre dos alérgenos identificados.

Os sintomas de dermatite em cachorro costumam ser inespecíficos e, muitas vezes, se confundem com outros distúrbios dermatológicos.
Por isso, é importante que os tutores fiquem atentos a quaisquer mudanças na pele e no comportamento do pet, como:
“Todo cão pode se coçar de vez em quando. Mas é preciso ligar o alerta se o animal aumentou a intensidade disso e ainda começou a se lamber. Coceira intensa não é normal. Cabe ao tutor perceber isso. Se ele notou, leve o pet para uma consulta para entender a razão disso”, explica a médica-veterinária Gabriela Tizian, em entrevista ao portal Isto é.
As causas da dermatite canina são variadas e incluem alergias, parasitas, infecções, contato com substâncias irritantes e alterações hormonais.
Identificar o fator desencadeante é essencial para definir como tratar dermatite em cachorro e como reduzir o risco de novas crises.
Segundo a médica-veterinária Evelyn Horie, ouvida pelo portal Vida de Bicho, os quadros causados por ectoparasitas e a dermatite atópica são os mais frequentes na rotina clínica.
“Existem também as dermatites em decorrência de causas hormonais e alérgicas, como a síndrome de Cushing, e alergia alimentar. Um animal que está tomando muita medicação, por exemplo, pode ter dermatite por conta daquele medicamento. Por isso, é importante investigar”, completa a especialista.
Fatores ambientais, emocionais e patológicos podem estar por trás da dermatite em cães. Veja os principais gatilhos na tabela abaixo:
| Possível causa | Exemplos e fatores associados |
| Alergias ambientais | Pólen, mofo e outros alérgenos ambientais associados à dermatite atópica. |
| Parasitas externos | Pulgas e outros ectoparasitas, como os responsáveis por determinadas infestações de ácaros. |
| Alergia alimentar | Reação a determinadas proteínas ou outros ingredientes da dieta. Os principais agentes desencadeantes são frango, carne bovina, laticínios, trigo, ovos, peixes e soja. |
| Infecções bacterianas ou fúngicas | Piodermite bacteriana e proliferação excessiva de leveduras, como Malassezia pachydermatis. |
| Contato com substâncias irritantes | Produtos de limpeza, perfumes e shampoos inadequados para cães. |
| Alterações hormonais | Síndrome de Cushing, hipotireoidismo e outras alterações hormonais. |
| Medicamentos | Reações adversas a medicamentos em uso. |
| Lambedura excessiva | Lambedura associada a estresse, ansiedade, dor ou desconforto cutâneo. |
É importante lembrar que essas causas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Por isso, antes de iniciar o tratamento, o médico-veterinário precisa investigar a origem da dermatite e avaliar se existem infecções ou outras doenças associadas.
A alimentação pode estar associada à dermatite quando uma hipersensibilidade a determinados ingredientes provoca uma reação inflamatória na pele do cachorro.
Para fechar o diagnóstico, o médico-veterinário costuma receitar uma dieta de eliminação, com proteínas hidrolisadas ou fontes proteicas alternativas.
A troca da ração deve ser prescrita e orientada pelo profissional, que observará a resposta do animal às mudanças na dieta. Sempre siga as indicações do profissional!

O diagnóstico da dermatite em cachorro é clínico, ou seja, deve ser feito por um dermatologista veterinário através de uma investigação detalhada.
A consulta normalmente começa com uma conversa, onde o profissional fará perguntas sobre o histórico de saúde do pet, o início dos sintomas e os antecedentes familiares.
Depois, o especialista realiza um exame físico das lesões, avaliando a localização e o padrão das manifestações apresentadas.
Como o diagnóstico da inflamação costuma ser complexo, o veterinário pode solicitar exames complementares para saber, com certeza, o que causa a dermatite no cachorro.
Alguns exames que ajudam o médico-veterinário dermatologista a descartar hipóteses e chegar à causa real da dermatite canina são:
Dependendo do tipo de dermatite apresentado pelo pet, o diagnóstico da causa por trás da inflamação pode levar meses e algumas consultas.
“A hipersensibilidade alimentar é mais difícil de identificar. É necessário alterar a dieta do animal por um longo período de tempo, cerca de 8 semanas, para que o médico consiga fechar o diagnóstico”, explica a médica-veterinária Ana Claudia Balda, consultada pelo portal Vida de Bicho.
O diagnóstico da atopia também é complexo e costuma ser feito por exclusão, após o descarte de outras doenças de pele.

O tratamento da dermatite em cães depende da causa identificada pelo veterinário e pode combinar medicamentos, cuidados com a pele e mudanças no ambiente.
No fim das contas, o objetivo é controlar a inflamação, aliviar a coceira e evitar novas crises. Para isso, o especialista pode receitar:
Embora possa ser difícil ver seu amigo sofrendo com coceira e outros sintomas associados à inflamação, o tratamento da dermatite deve ser definido por um médico-veterinário.
A automedicação é perigosa e pode prejudicar ainda mais o seu amigo, alerta a médica-veterinária Evelyn Horie, entrevistada pelo portal Vida de Bicho:
“Nunca [medique seu pet] sem uma orientação veterinária. De maneira nenhuma utilize soluções caseiras, pois isso poderá agravar a situação e até colocar seu pet em risco”, comenta a especialista.
A dieta hipoalergênica costuma ser indicada quando o médico-veterinário suspeita que a dermatite em cachorro surgiu por conta de uma alergia alimentar.
Nesse caso, o novo alimento pode fazer parte tanto do processo de diagnóstico quanto do controle da condição, pois ajudará a reduzir as crises.
No site e app da Cobasi, os tutores encontram diversas opções de ração hipoalergênica para cachorro.
Quer entender melhor as diferenças entre esses alimentos? Dê o play no vídeo da TV Cobasi e tire todas as suas dúvidas!
Atenção: antes de alterar a ração do seu cachorro, converse com um médico-veterinário. O uso inadequado de fórmulas terapêuticas pode mascarar ou prejudicar o quadro do seu pet.
Embora muitos casos de dermatite tenham origem genética, alérgica ou estejam ligados a outros problemas de saúde, é possível adotar alguns cuidados que ajudam na prevenção da maioria dos quadros.
Abaixo, listamos 5 dicas para prevenir dermatite em cachorro. Confira!
A prevenção de ectoparasitas é fundamental, especialmente no caso da dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) e de quadros parasitários, como sarna.
Rações medicamentosas específicas para dermatopatias ajudam a fortalecer a barreira cutânea, reduzir inflamações e controlar quadros como dermatite alimentar, além de auxiliarem no manejo de outras dermatites.
A inserção desse tipo de alimento deve ser prescrita e orientada por um médico-veterinário.
Locais úmidos, com atrito ou acúmulo de sujeira, são os mais suscetíveis a infecções fúngicas, bacterianas e inflamações. Portanto, sempre muita atenção na higienização de cada “dobrinha” do seu cão.
Manter a pele limpa e a barreira cutânea saudável é essencial para prevenir desequilíbrios, infecções e quadros de coceira.
Produtos de limpeza, grama tratada com pesticidas, tecidos sintéticos ou qualquer outro composto químico podem desencadear quadros de dermatite de contato.

A melhor forma de diferenciar a dermatite da sarna em cachorro é levar o animal a uma consulta para a realização do exame de raspado de pele.
As duas condições causam sinais clínicos muito parecidos (como coceira, queda de pelos e feridas na pele), mas a sarna é desencadeada por ácaros específicos e pode ser altamente contagiosa.
O exame dermatológico pode ajudar a identificar os ácaros responsáveis pela sarna, embora nem sempre seja possível detectá-los no raspado de pele.
Sim. Um cão com dermatite pode apresentar queda de pelo localizada ou generalizada, geralmente devido à coceira, que faz com que o pet se lamba ou se coce excessivamente.
Outros sintomas comuns da condição são descamação, ressecamento ou oleosidade, dependendo da causa por trás da inflamação.
Hoje em dia, existem medicamentos criados especialmente para promover alívio da coceira associada aos quadros de dermatite em cachorro, como o Apoquel e o Zenrelia.
Essas fórmulas devem ser usadas com prescrição e orientação do médico-veterinário, conforme o diagnóstico do animal.
Quer conhecer outros medicamentos para dermatite em cachorro? Descubra os principais tipos de remédios indicados nesse artigo!
Sim, desde que haja orientação veterinária. Em cães com feridas e queda de pelo, os banhos podem até fazer parte do tratamento indicado para o quadro.
Ainda assim, é importante usar os produtos recomendados pelo profissional e secar a pelagem para evitar o excesso de umidade, que favorece a proliferação de microrganismos.
O shampoo para dermatite em cachorro deve ser escolhido conforme a causa do problema. Produtos com ação hidratante, antisséptica, antibacteriana e antifúngica podem ajudar a controlar os quadros, mas a indicação depende do diagnóstico do pet.
Quer conhecer algumas outras opções disponíveis na Cobasi? Leia nosso artigo e descubra os melhores shampoos para cachorro com dermatite!
Depende da causa. Alguns tipos de dermatite em cachorro, como as desencadeadas por parasitas, podem ser resolvidos quando o contato com o agente irritante é limitado.
Outros quadros, como a dermatite atópica, não têm cura definitiva e exigem um manejo contínuo para que o pet mantenha o bem-estar e a qualidade de vida.
Para reduzir o risco de novas crises, é importante adotar medidas que reduzam o contato dos pets com alérgenos e fortaleçam sua saúde dermatológica. Alguns cuidados são:
Se a dermatite em cachorro voltar depois do tratamento, é importante reavaliar o animal para investigar a causa e ajustar o manejo. Procure atendimento também quando houver:
O dermatologista veterinário pode solicitar exames complementares e indicar medicamentos, produtos dermatológicos e mudanças nos cuidados diários com o pet.
Depende da causa. A maioria dos tipos de dermatite em cachorro não é contagiosa, mas algumas infecções e infestações podem ser transmitidas às pessoas, como:
Se você suspeita que a condição apresentada pelo seu pet pode ser uma zoonose, procure orientação veterinária e siga os cuidados de higiene recomendados.
Algumas raças apresentam maior predisposição genética a determinadas doenças de pele em cachorro, especialmente à dermatite atópica. Entre elas estão:
A predisposição não significa que todos os animais dessas raças vão desenvolver dermatite em algum momento da vida. Até porque, cães de qualquer raça ou até sem raça definida podem apresentar quadros de dermatite.
A dermatite na pele do cachorro pode piorar quando o animal continua tendo contato frequente com alérgenos, como ácaros, fungos, leveduras, pólen, poeira, mofo e até alguns alimentos. (SILVA et al., 2021)
Outras ações que podem piorar os quadros de dermatite canina são:

Agora você já sabe quais são os principais tipos de dermatite em cachorro, suas causas, sintomas e como oferecer os melhores cuidados para seu pet.
Além dos tipos que detalhamos, também existem outras variações, como:
Embora sejam menos comuns ou frequentemente secundárias a outros problemas, também merecem acompanhamento veterinário e tratamento adequado.
Para saber mais sobre o assunto, a TV Cobasi convidou o médico-veterinário Dr. Ricardo Cabral para um bate-papo especial. Dê o play no vídeo abaixo e tire suas dúvidas!
Se tiver mais dúvidas, no Blog da Cobasi, você encontra muitos outros conteúdos sobre saúde, bem-estar e cuidados com o seu pet.
ZOETIS. Dermatite atópica canina. Insight de Conhecimento Clínico criado por Candace Sousa, DVM, DABVP, DACVD. 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-atopic-dermatitis-canine.pdf
ZOETIS. Dermatite alérgica a pulgas. Insight de Conhecimento Clínico criado por Emily Rothstein, DVM, DACVD. 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-flea-allergy-dermatitis.pdf
ZOETIS. Dermatite por malassezia. Insight de Conhecimento Clínico criado por Jennifer Pendergraft, DVM, DACVD. 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-malassezia-dermatitis.pdf
ZOETIS. Piodermite estafilocócica superficial. Insight de Conhecimento Clínico criado por Michele Rosenbaum, VMD, DACVD. 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-superficial-staphylococcal-pyoderma.pdf
ZOETIS. Dermatite alérgica alimentar canina. Insight de Conhecimento Clínico criado por Emily Rothstein, DVM, DACVD. 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-food-allergy-canine.pdf
ISTOÉ PET. Coceira intensa atormenta pets e tutores. 2025. Disponível em: https://pet.istoe.com.br/coceira-intensa-atormenta-pets-e-tutores
VIDA DE BICHO. Você já ouviu falar em dermatite canina? Entenda e proteja seu cão. 2021. Disponível em: https://vidadebicho.globo.com/saude/noticia/2021/12/voce-ja-ouviu-falar-em-dermatite-canina-entenda-e-proteja-seu-cao.ghtml
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Alergia em animais tem diagnóstico trabalhoso. 2010. Disponível em: https://crmvsp.gov.br/alergia-em-animais-tem-diagnostico-trabalhoso
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CRMV-RS lança campanha sobre importância do controle de pulgas em cães e gatos. 2021. Disponível em: https://www.crmvrs.gov.br/noticia_detalhada.php?id_noticias=1357
PUBVET. Piodermite canina: Revisão de literatura e estudo da prevalência de casos no Hospital Veterinário Universitário da UFPI, Bom Jesus – Brasil. 2018. Disponível em: https://www.pubvet.com.br/uploads/6acb95f3e34bcb94d4e957403be4d943.pdf
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Minha cadela Kika foi diagnósticda com dermatite por vários veterinários que receitaram corticoide .enquanto está tomando remédio ela melhora, quando termina medicação volta toda coceira.
A belê fala está escura e fica fedendo muito
Minha cachorrinha está com dermatite
Meu cão está com a pele da barriga vermelha e a boca e a orelha de não está comendo e ele fica no quando triste o que pode ser
Olá, Leidiana! Como vai?
A irritação na pele, a falta de apetite e as mudanças comportamentais podem ser sinais de diversos problemas, por isso é importante agendar uma consulta veterinária. O profissional poderá realizar os exames adequados, identificar a causa desses sintomas e recomendar o tratamento correto para o seu cão.
Ajudou muito a entender tudo que está passando com meu cachorro