Esplenomegalia em cães: conheça a doença

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esplenomegalia em cães

A esplenomegalia em cães pode ter diversas causas. Essa doença aumenta o tamanho do baço do animal, e apesar de não ser tão grave, é fundamental procurar imediatamente um veterinário.

Afinal, o baço é um órgão muito importante para os animais. Esse órgão possui um papel de destaque quando o assunto é o sistema imunológico e só deve ser retirado em casos extremos. 

Pensando nisso, com a ajuda da veterinária Joyce Aparecida dos Santos Lima, vamos contar um pouco mais sobre a esplenomegalia em cachorro e qual é o tratamento para essa patologia.

O que é esplenomegalia em cães?

“A esplenomegalia é o aumento do tamanho do baço, que pode ser generalizado (em todo o órgão) ou localizado (em apenas uma porção)”, explica Joyce. 

O baço é o principal responsável pela filtração sanguínea e pela manutenção das células saudáveis do sangue. 

Apesar do aumento no tamanho do órgão, ele deve ser retirado apenas em casos extremos, quando não há cura para a patologia. 

Segundo Lima, “as causas mais comuns são: inflamações, infecções virais e/ou bacterianas, diferentes tipos de tumores, aumento da produção das células, hematoma, abscesso, enfarte e congestão”.

Além disso, a anemia hemolítica também pode levar ao surgimento de esplenomegalia em cães. Essa doença é causada por diversas afecções resultadas da retirada de hemácias da corrente sanguínea. 

Na maioria dos casos, a causa da anemia hemolítica são outras doenças de origem infecciosas, como babesiose, erliquiose, leucemia, dirofilariose, entre outras.

Hematopoiese extramedular e amiloidose também são associadas ao surgimento dessa doença, tendo origem fisiológica, ou seja, quando ocorre durante a gestação do pet. 

Além de atingir os cães, esse aumento do baço também pode afetar gatos, roedores e aves, de diversas idades e portes. 

Quais os sintomas da esplenomegalia?

Quando a esplenomegalia ocorre de maneira discreta em cães, ela pode ser assintomática. No entanto, a manifestação clínica pode aparecer de acordo com a causa primária da doença. 

A esplenomegalia moderada em cães pode apresentar sinais clínicos como:

  • náuseas e vômito;
  • apatia;
  • diarreia;
  • desidratação;
  • icterícia;
  • anorexia;
  • hiporexia;
  • linfadenopatia;
  • emagrecimento;
  • dor abdominal;
  • aumento na região do abdômen.

Sendo assim, é fundamental estar sempre atento aos sintomas clínicos que o cachorro manifesta. Além disso, mantenha contato com um médico-veterinário em casos de doenças primárias que podem levar à esplenomegalia. 

Esplenomegalia em cães: tratamento e diagnóstico

Por ser uma doença assintomática, na maioria das vezes é necessário estar atento em caso do surgimento de doenças que podem trazer o aumento do baço como consequência.  

Nesses casos, é possível que o veterinário avalie o quadro clínico do animal e solicite exames clínicos e laboratoriais para a confirmação da enfermidade. 

Entre os principais exames estão: hemograma completo, avaliação da medula óssea, punção ou biópsia durante a ultrassonografia, raio X, entre outros. 

Após a confirmação, “o tratamento varia de acordo com a ‘causa-base’ da doença, por exemplo, se o aumento ocorreu devido à neoplasia, trata-se com quimioterápicos ou cirurgia; se ocorreu por uma infecção bacteriana, trata-se com antibióticos”, diz Lima.

Em casos menos graves de infecção, o tratamento ocorre através do uso de antimicrobianos. Além disso, em casos raros, pode ser necessário que o animal faça uma transfusão sanguínea. 

Tem como prevenir essa doença?

esplenomegalia em caes

A veterinária sugere que a melhor forma de prevenir o surgimento da esplenomegalia em cães é tendo atenção à qualidade de vida e ao bem-estar do animal.

Contudo, também é necessário que o cão esteja com a vermifugação em dia, assim como as vacinas e os reforços. 

Uma alimentação de qualidade de acordo com o porte físico também é muito importante para o animal. Para isso, o tutor deve oferecer uma ração balanceada, capaz de fornecer todos os nutrientes e vitaminas necessárias para o bem-estar do pet.

Além disso, o cachorro deve ter um acompanhamento veterinário esporádico. Dessa forma, sempre haverá atenção para o surgimento de quaisquer doenças.

 

Joyce Lima

Colaboração de Joyce Lima

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