
| Atualizada em

A dirofilariose, também conhecida como doença do verme do coração, é uma infecção parasitária causada pelo nematódeo Dirofilaria immitis. A doença afeta principalmente cães e pode comprometer as artérias pulmonares, o coração e os vasos sanguíneos, causando complicações graves quando não é diagnosticada e tratada.
A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, e muitos cães permanecem sem sintomas nos estágios iniciais. Por isso, conhecer os sinais da doença, as formas de diagnóstico, tratamento e, principalmente, prevenção é fundamental para proteger o pet.
Outro ponto de atenção é o potencial zoonótico da dirofilariose. Embora os seres humanos não sejam os hospedeiros naturais do parasita, a infecção pode ocorrer de forma acidental.
Além disso, a ocorrência da doença não está restrita a uma única região. Segundo a Royal Canin, nas últimas décadas, houve uma expansão geográfica dos focos de infecção, incluindo áreas urbanas que antes eram consideradas de menor risco.
Logo, conhecer os fatores que favorecem a transmissão e as formas de prevenção é importante para proteger os cães, independentemente de onde vivem.
Isso porque a transmissão da dirofilariose acontece através da picada de mosquitos dos gêneros Aedes, Culex, Anopheles e Ochlerotatus, entre eles o Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya.
A boa notícia é que a doença do verme do coração tem tratamento e, quando identificada precocemente, as chances de sucesso são maiores. Além disso, a infecção pode ser prevenida com medidas adequadas, que ajudam a proteger os cães contra a doença.
Com a colaboração da Dra. Nathalia do R. Martins (CRMV/SP 39844), médica-veterinária da unidade Valinhos da Pet Anjo, vamos contar tudo sobre a dirofilariose canina: transmissão, sintomas, tratamento e prevenção. Confira!
| O que é dirofilariose? | Infecção causada pelo nematódeo Dirofilaria immitis, conhecido como verme do coração. |
| Como é transmitida? | Pela picada de mosquitos infectados; não há transmissão direta entre cães. |
| Quais são os sintomas? | Tosse, intolerância ao exercício, dificuldade respiratória, perda de peso e, em casos graves, desmaios e ascite. |
| Como é diagnosticada? | Por testes de antígeno e pesquisa de microfilárias, complementados por exames de imagem quando necessário. |
| Tem tratamento? | Sim, mas o protocolo é complexo e deve ser conduzido pelo médico-veterinário. |
| Como prevenir? | Com prevenção antiparasitária indicada pelo veterinário e medidas de controle de mosquitos. |
A dirofilariose canina é uma doença parasitária causada pelo nematódeo Dirofilaria immitis, que tem os cães como principais hospedeiros.
A presença dos vermes provoca inflamação e alterações progressivas nas artérias pulmonares, podendo levar à hipertensão pulmonar e à sobrecarga do coração. Em casos graves, podem ocorrer insuficiência cardíaca direita e síndrome da veia cava.
Os cães são hospedeiros naturais deste parasita, que se desenvolve até a fase adulta e se reproduz no sistema cardiovascular desses animais.
Os vermes adultos se alojam principalmente nas artérias pulmonares e, em casos mais avançados, podem chegar ao lado direito do coração, comprometendo o funcionamento do sistema circulatório. (MCCALL et al. 2017)
À medida que a infecção evolui, parasitas vivos ou mortos passam a sobrecarregar o sistema cardiovascular dos pets. Por isso, a doença ganhou o apelido de “verme do coração”.
Mas atenção: apesar da alcunha, a médica-veterinária Nathalia explica que a dirofilariose não afeta exclusivamente esse órgão, como muitos poderiam imaginar.
“Apesar de ser popularmente conhecida como “verme do coração”, a dirofilariose não afeta somente este órgão. Os vermes se alojam no coração, porém os danos se estendem aos pulmões e vasos sanguíneos. Podendo, dependendo da quantidade de vermes, levar o animal a óbito rapidamente”, alerta.
Sim. Embora os cães sejam os principais hospedeiros da Dirofilaria immitis, os gatos também podem desenvolver dirofilariose após a picada de um mosquito infectado.
A infecção, porém, apresenta algumas particularidades nos felinos: geralmente envolve uma quantidade menor de vermes e, em muitos casos, há poucas microfilárias circulando no sangue, o que pode dificultar o diagnóstico.
Os sinais de dirofilariose em gatos podem incluir falta de apetite, perda de peso, vômitos, tosse, dificuldade para respirar e cansaço.
A infecção também pode provocar alterações inflamatórias nos pulmões, causando sinais respiratórios semelhantes aos observados em doenças como a asma felina.
Por isso, se o gato apresentar sintomas respiratórios ou outras alterações persistentes, é importante procurar um médico-veterinário.
A avaliação pode envolver diferentes métodos de diagnóstico, como testes de antígeno e exames de imagem, incluindo o ecocardiograma, de acordo com a suspeita clínica.
A dirofilariose é transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, e não há contágio direto entre animais. O mosquito pica um cão com a doença, ingere as larvas do verme e, depois que essas larvas amadurecem dentro do inseto, passa a transmiti-las a outros animais pelas picadas.
Diferente do que acontece com muitos vermes intestinais caninos, a Dirofilaria immitis não é transmitida diretamente de um cão infectado para outro.
Na verdade, para chegar até o organismo de um cachorro saudável, o verme do coração precisa de um vetor que funcione como hospedeiro intermediário: os mosquitos!
Os mosquitos envolvidos na transmissão pertencem principalmente aos gêneros Aedes, Culex, Anopheles e Ochlerotatus, comuns em áreas quentes e úmidas.
Para isso, basta que um mosquito pique um animal infectado pela D. immitis. Uma vez em contato com as microfilárias, o ciclo de vida do parasita se inicia!
O ciclo de vida da Dirofilaria immitis é relativamente longo quando comparado ao de outros nematódeos, levando, em média, de 7 a 9 meses para se completar.
Dentro do mosquito, as microfilárias (forma imatura do verme) ingeridas passam por três etapas de desenvolvimento até se tornarem larvas infectantes:
Dependendo da temperatura, a D. immitis L1 leva cerca de 10 a 14 dias para se transformar em L3.
Nesta fase, o parasita migra até o aparelho bucal do mosquito e, durante a picada, é depositado embaixo da pele de um novo hospedeiro. (SILVA, 2017)
Após a picada do mosquito infectado, as larvas L3 penetram na pele e entram no organismo do cão.
No organismo do hospedeiro, elas continuam seu desenvolvimento e migram pelos tecidos até alcançar as artérias pulmonares, onde os parasitas adultos se estabelecem.
Quando os parasitas atingem a maturidade sexual, começam a liberar novas microfilárias na corrente sanguínea. Essas formas imaturas podem ser ingeridas por outro mosquito durante uma nova picada, dando continuidade ao ciclo de transmissão da doença.
Para piorar, a longevidade da Dirofilaria immitis é surpreendentemente alta! Quando maduros, os vermes podem viver de 5 a 7 anos em cães infectados. As microfilárias também podem permanecer no sangue dos pets por até 2 anos inteiros.

Os sintomas da dirofilariose costumam aparecer só meses depois da infecção, quando os vermes já estão adultos, e se agravam conforme a quantidade de parasitas aumenta. Os principais sinais são:
Os animais infectados pela dirofilariose canina geralmente são assintomáticos e não apresentam sinais clínicos da infecção em seus estágios iniciais.
Isso porque a presença de sintomas depende do tempo de contágio, da quantidade de vermes presentes no animal e, claro, da resposta do seu organismo à infestação.
Com a evolução do quadro, os parasitas passam a provocar alterações nas artérias pulmonares e no coração, inflamando os vasos e comprometendo a circulação sanguínea progressivamente. Aí, sim, os sintomas começam a aparecer!
Em geral, a American Heartworm Society classifica os sinais da doença de acordo com a gravidade do quadro, como mostramos na tabela:
| Grau da doença | Principais sinais clínicos |
| Leve | Assintomático ou tosse leve. |
| Moderado | Tosse, intolerância ao exercício, sons pulmonares alterados. |
| Severo | Tosse, intolerância ao exercício, dispneia, sons cardíacos e pulmonares anormais, aumento do fígado, síncope e ascite. |
| Síndrome da veia cava | Letargia súbita, fraqueza, hemoglobinúria, colapso e risco de morte. |
Como os sintomas de dirofilariose canina são inespecíficos e podem variar bastante de um animal para outro, a doença muitas vezes acaba passando despercebida pelos tutores.
Afinal, é fácil confundir a condição com outras doenças cardíacas ou respiratórias comuns em cães, incluindo bronquite, tromboembolismo pulmonar, infecções, neoplasias, anemia ou insuficiência cardíaca.
Por isso, ao se depararem com um caso suspeito, os médicos-veterinários geralmente investigam (e descartam) as doenças com manifestações clínicas semelhantes primeiro!
Leve seu cachorro ao médico-veterinário assim que notar tosse persistente, cansaço fora do comum ou dificuldade para respirar, principalmente se vocês moram em regiões litorâneas ou viajaram para elas nos últimos meses.
Busque atendimento de emergência se o cachorro apresentar:
Esses sinais podem indicar a síndrome da veia cava, quadro grave em que os vermes bloqueiam a circulação e que exige atendimento imediato.

O diagnóstico da dirofilariose é feito pelo médico-veterinário com testes de antígeno, que identificam no sangue proteínas liberadas pelas fêmeas adultas do verme, com a pesquisa de microfilárias e, quando necessário, com exames de imagem, como ecocardiograma e radiografia do tórax.
O diagnóstico da dirofilariose só é confirmado quando os profissionais conseguem encontrar indícios da Dirofilaria immitis no sangue, soro ou plasma do animal.
Para chegar a essa confirmação, a prática clínica costuma combinar dois grupos principais de exames: os que detectam antígenos do parasita adulto e os que identificam microfilárias circulantes, as formas imaturas do verme.
| Tipo de exame | Nome do exame | O que detecta | Pontos positivos e negativos |
| Testes de antígeno | ELISA | Antígenos de D. immitis adulto | Positivo: é um teste rápido, considerado um dos métodos mais eficazes de detecção. Negativo: pode apresentar reação cruzada com outros nematódeos, criando um falso positivo. |
| Imunocromatográfico | Antígenos de D. immitis adulto | Positivo: método prático para a rotina clínica. | |
| Detecção de microfilárias | Gota fresca | Microfilárias circulantes | Negativo: pela baixa sensibilidade, pode gerar vários falsos negativos. |
| Técnica modificada de Knott | Microfilárias circulantes | Positivo: permite diagnóstico diferencial entre espécies da Dirofilaria. |
Infelizmente, testes feitos quando a infecção ainda é recente (intervalo de 5 a 6 meses após a picada dos mosquitos) muitas vezes acabam apresentando um falso negativo.
Justamente por isso, a American Heartworm Society recomenda a testagem anual para cães a partir de 7 meses de idade, mesmo em animais aparentemente saudáveis.
Assim, as chances de detectar a doença o mais cedo possível aumentam!
Em estágios avançados da doença, exames complementares também podem ajudar a avaliar a gravidade do quadro e as alterações no coração e nos pulmões dos cães.
Segundo Silva (2018), os principais testes indicados neste contexto são:
Hemogramas, urinálise e bioquímica sérica também podem ajudar o profissional a verificar o estado de saúde geral do animal e o grau de comprometimento gerado pela dirofilariose.
Muitos cães só recebem o diagnóstico da dirofilariose quando o seu quadro está tão avançado que as complicações e danos causados são muito difíceis de reverter.
Afinal, conforme o tempo passa, os vermes se multiplicam cada vez mais, atingem outros órgãos do animal, como rins e fígado, e comprometem seu funcionamento.
Fora que, quanto maior for a carga parasitária, maior é o risco de tratar a condição, já que a eliminação dos vermes pode bloquear a circulação do animal!
Às vezes, buscar a “cura” da dirofilariose acaba se tornando arriscado demais, e tudo o que os profissionais podem fazer é aliviar o desconforto do pet.
Por isso, o diagnóstico precoce faz tanta diferença. Com ele, é possível agir antes das complicações e aumentar as chances de recuperação total do seu melhor amigo.
Embora a dirofilariose possa demorar anos para se manifestar, isso não significa que a doença permaneça estável. Sua evolução só é mais lenta do que a de outras condições!
Via de regra, a progressão da doença costuma ser dividida em graus de severidade, que acompanham o aumento da carga parasitária e o impacto no coração, pulmões e vasos sanguíneos do animal.
A fase leve é caracterizada por uma baixa quantidade de vermes adultos e poucas alterações estruturais.
Nessa etapa, muitos cães permanecem assintomáticos ou apresentam sintomas clínicos inespecíficos, como tosse leve e ocasional.
A fase moderada ocorre quando a carga parasitária aumenta e já existem alterações inflamatórias nas artérias pulmonares.
Aqui, a circulação do animal começa a ser prejudicada e surgem sinais como tosse frequente, cansaço e intolerância ao exercício.
Na fase severa, o número de vermes adultos no organismo do cachorro é alto e as lesões pulmonares e cardíacas se tornam mais evidentes.
O animal pode apresentar falta de ar, fraqueza, perda de peso, aumento do fígado, desmaios e acúmulo de líquido no abdômen, indicando insuficiência cardíaca congestiva.
A síndrome da veia cava ocorre quando uma grande quantidade de vermes migra das artérias pulmonares para o lado direito do coração e para a veia cava, bloqueando o fluxo sanguíneo dos cães.
O quadro provoca colapso circulatório, fraqueza intensa, hemoglobinúria (urina escura com sangue) e risco elevado de morte, sendo uma emergência veterinária.

No Brasil, a dirofilariose é mais frequente nas regiões litorâneas do Nordeste, do Sudeste e do Sul, onde o calor, a umidade e a grande quantidade de mosquitos favorecem a transmissão. (LABARTHE et. al 2014)
Não por acaso, segundo o Conselho Federal de Biologia, na América Latina, nós reunimos o maior número de relatos da infecção, com transmissão ativa em 14 dos 26 estados!
Como consequência, alguns cães ficam naturalmente mais expostos à dirofilariose do que outros, dependendo dos seguintes fatores de risco:
A ocorrência da doença varia conforme a região, já que o parasita depende de clima quente e temperaturas acima de 14 °C para completar seu ciclo de vida. (MCGARRY, 2018)
Logo, não é de se surpreender que as maiores taxas de dirofilariose canina sejam registradas no litoral brasileiro, onde há umidade, calor e mosquitos de sobra!
Em 2014, um estudo da revista Springer Nature concluiu que a prevalência média de cães infectados com a doença na costa do nordeste, sul e sudeste do Brasil é de 23%.
Apesar disso, a doença já se expandiu para regiões bem distantes do litoral, impulsionada pela mobilidade de animais e mudanças climáticas. (NONNIS et al., 2025).
A dirofilariose canina apresenta um comportamento sazonal e surge com mais frequência no verão, quando os dias são mais quentes e chuvosos. (SALGUEIRO, 2016)
Nessas condições, os mosquitos vetores da D. immitis conseguem se multiplicar com mais facilidade, favorecendo o aumento de casos clínicos e subclínicos da doença.
A expansão de imóveis em áreas de risco também influencia o aumento de casos de dirofilariose canina, já que as construções alteram a drenagem do solo e criam focos de água parada, algo que os mosquitos hospedeiros da condição adoram!
Outro fator de risco é o surgimento das chamadas “ilhas de calor” nas cidades, formadas por construções, asfaltos e estacionamentos que retêm calor ao longo do dia.
Como resultado das temperaturas elevadas, as larvas do verme do coração podem se desenvolver mais facilmente, aumentando os riscos de transmissão. (AHS, 2018)
Segundo o Manual Veterinário MDS, cães que vivem ao ar livre estão mais expostos ao verme do coração do que animais de companhia criados exclusivamente em casa.
Afinal, animais que frequentam quintais ou áreas com vegetação têm mais chances de entrar em contato com mosquitos infectados.
Isso não significa que os cachorros que vivem dentro de casa estão 100% protegidos. Até porque, onde existem mosquitos, existe a possibilidade de transmissão!
O tratamento da dirofilariose combina medicamentos específicos, como antibióticos associados a antiparasitários do grupo das lactonas macrocíclicas, com restrição rigorosa de exercícios, para evitar complicações no coração e nos vasos sanguíneos enquanto os vermes são eliminados.
O protocolo é sempre definido pelo médico-veterinário, de acordo com a fase da doença.
Até porque a eliminação dos parasitas adultos, espontânea ou induzida, pode causar complicações graves, como lesões e obstrução dos vasos sanguíneos.
Antes de iniciar o protocolo, a American Heartworm Society recomenda que cães com sinais clínicos significativos sejam estabilizados.
Com esse objetivo em mente, os veterinários podem indicar o uso de glicocorticoides (anti-inflamatórios), diuréticos (que ajudam a eliminar o excesso de líquido do organismo), vasodilatadores (que dilatam os vasos sanguíneos), fármacos inotrópicos (que reforçam a contração do coração) e fluidoterapia.
Após a estabilização, o protocolo terapêutico segue uma abordagem multimodal. O foco é eliminar formas adultas e jovens dos parasitas com o mínimo de efeitos colaterais possíveis.
Para vermes do coração adultos, a Food and Drug Administration aprova o uso da melarsomina, fármaco feito à base de arsênico de rápida absorção.
Durante todo o tratamento, o repouso absoluto é essencial, pois a morte dos vermes pode provocar tromboembolismo pulmonar.
Por esse motivo, atividades físicas devem ser evitadas desde o diagnóstico até, pelo menos, um mês após a última aplicação do medicamento. (SEBOLT, 2020)
Infelizmente, a melarsomina não é registrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (MAPA) e, portanto, não pode ser comercializada no país.
Logo, muitos profissionais acabam optando por um tratamento misto, combinando antibióticos, como a doxiciclina, e antiparasitários do grupo das lactonas macrocíclicas, como a ivermectina e a moxidectina.
Quando o cão apresenta microfilárias circulantes (formas jovens do verme), também podem ser usados anti-histamínicos (que controlam reações alérgicas) e glicocorticoides para evitar reações inflamatórias.
Em casos com alta carga parasitária ou síndrome da veia cava, pode ser indicada a remoção cirúrgica dos vermes, mas os riscos da intervenção são altos.
Nunca dê medicamentos ao seu cachorro por conta própria, nem remédios de uso humano. Na dirofilariose, a morte dos vermes pode provocar tromboembolismo pulmonar, por isso qualquer antibiótico ou antiparasitário deve ser indicado pelo médico-veterinário e usado conforme a prescrição e a bula.
Receber o diagnóstico de verme do coração em cães pode assustar, mas a dirofilariose tem tratamento e, em muitos casos, a cura é totalmente possível.
Quando a infecção é identificada cedo, a maioria dos animais se recupera bem e volta a ter uma vida normal, com poucas ou nenhuma sequela. (SILVA et al., 2024)
Mas, para isso, é importante que você leve o seu cão a um médico-veterinário assim que notar os sinais da infecção e siga todo o protocolo indicado pelo profissional à risca.
Afinal, cachorros que desenvolvem síndrome da veia cava, insuficiência cardíaca direita ou tromboembolismo possuem um prognóstico menos positivo.

A prevenção da dirofilariose combina a administração periódica de antiparasitários específicos, prescritos pelo médico-veterinário, com o controle dos mosquitos, por meio de coleiras e repelentes próprios para pets e da eliminação de água parada.
Por conta da complexidade e dos riscos envolvidos no tratamento da dirofilariose canina, a prevenção costuma ser a forma mais segura de combater o verme do coração!
Em áreas endêmicas ou com grande notificação de casos, os veterinários costumam criar um plano preventivo individualizado, considerando o nível de exposição de cada pet.
Ainda assim, nenhum cão está completamente livre de risco. Por isso, todos os animais devem seguir algum tipo de protocolo de prevenção contínuo, incluindo:
A transmissão da dirofilariose depende da presença de mosquitos vetores. Então, se você quer manter o seu amigo protegido, mantenha esses visitantes indesejados bem longe!
O cuidado com calhas, ralos e vasos de plantas que possam acumular água parada e a limpeza de quintais e entulhos são pontos-chave para reduzir a população de insetos.
Fazendo isso, você ajuda a proteger não só o seu cachorro da dirofilariose, mas toda a sua família de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e a zika.
Além do manejo ambiental, o uso de repelentes e coleiras antipulgas para cães pode criar uma barreira adicional de proteção para o seu animal, conforme especificações dos produtos.
Isso porque os produtos tópicos ajudam a reduzir a chance de picadas e, consequentemente, a transmissão do parasita, como explica a doutora Nathália:
“Use sempre antiparasitários de ação preventiva e, de preferência, de uso tópico, que são as pipetas de colocar na pele e coleiras. Mas antes, consulte um médico-veterinário, para que ele possa indicar a pipeta e a coleira correta para cada animal”, aconselha a profissional.
O tempo de proteção de cada coleira ou pipeta antipulgas pode variar conforme cada fabricante. Siga as instruções do rótulo, atente-se aos prazos e faça trocas ou reaplicações quando necessário!
Além dos produtos de uso mensal, alguns veterinários podem aplicar uma medicação injetável preventiva, popularmente conhecida como vacina para dirofilariose.
Embora não seja exatamente uma vacina, mas sim um antiparasitário de ação prolongada que atua contra as microfilárias, a solução pode manter os animais protegidos por até 12 meses, conforme a bula do produto.
Neste caso, é importante avaliar os riscos envolvendo a aplicação com um médico-veterinário, já que os contras podem ser maiores do que os prós.
Por fim, o acompanhamento veterinário preventivo é indispensável para manter o seu cachorro protegido contra a dirofilariose ao longo da vida.
A American Heartworm Society recomenda a realização anual de exames para detecção de antígenos e microfilárias da D. immitis, pois a testagem de rotina permite confirmar se a prevenção está realmente funcionando.
Em regiões com maior risco de transmissão, como áreas litorâneas e locais com muitos mosquitos, o uso contínuo de fármacos profiláticos passa a ser ainda mais importante.
Algumas medicações usadas nesta tarefa são a ivermectina, a milbemicina oxima e a moxidectina, que atuam contra as formas imaturas do parasita antes que elas se desenvolvam.
Seja como for, só um médico-veterinário pode indicar o fármaco e a frequência de aplicação ideal para cada caso. Então, jamais automedique seu pet!
Sim. A dirofilariose canina é considerada uma zoonose, ou seja, pode afetar humanos de forma acidental. Mas já adiantamos que isso não acontece com frequência!
Afinal, assim como ocorre com os cães, a transmissão do parasita se dá pela picada de um mosquito portador do verme do coração.
Por não ser o hospedeiro habitual da D. immitis, o ciclo do parasita não se completa em pessoas. Mesmo assim, as larvas podem alcançar a circulação pulmonar e desencadear uma reação inflamatória local. (SIMÓN, F. et al., 2012)
Na maioria dos casos, a infecção humana é assintomática. Quando há manifestação clínica, o quadro costuma se apresentar como nódulos únicos ou múltiplos no pulmão.
Em situações mais raras, a morte do parasita pode provocar pequenas obstruções nos vasos pulmonares, causando embolia ou um infarto pulmonar.
Não existe uma resposta única para essa pergunta, já que a evolução da dirofilariose varia bastante de um animal para outro.
Cães com poucos vermes podem viver por anos sem sinais evidentes, embora a doença continue progredindo de forma silenciosa no organismo.
Já em casos mais graves, a obstrução dos vasos e a insuficiência cardíaca podem reduzir bastante a expectativa de vida do cachorro e até causar sua morte súbita.
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, porém, as chances de recuperação dos pets são grandes, e os pequenos podem viver por muito tempo!
Os testes mais utilizados são os exames de detecção de antígenos do parasita adulto (como ELISA) e os exames para microfilárias, como a Técnica modificada de Knott.
Em casos mais avançados, exames de imagem como radiografia torácica e ecocardiografia também podem mostrar vermes adultos e alterações no coração e nos pulmões dos pets.
O protocolo de tratamento para verme do coração em cães mais comum inclui o uso de medicamentos antibióticos e antiparasitários para eliminar parasitas adultos e suas larvas.
Em casos mais graves, pode ser necessária a remoção cirúrgica dos vermes para reduzir as chances de complicações.
A ivermectina pode ajudar, mas não é considerada o principal remédio para verme do coração em cachorro. Ao menos, não sozinha!
O medicamento atua principalmente contra as formas imaturas do parasita (microfilárias) e ajuda a impedir que a doença se desenvolva após a picada do mosquito.
Em protocolos terapêuticos específicos, a ivermectina pode ter efeito parcialmente adulticida, ou seja, capaz de reduzir a quantidade de vermes adultos ao longo do tempo.
No entanto, esse processo é muito lento e pode levar meses ou até anos, período em que os parasitas continuam causando danos ao organismo. (SILVEIRA, 2018)
Por esse motivo, o tratamento padrão recomendado internacionalmente utiliza medicamentos adulticidas específicos, como a melarsomina, indicados pelo médico-veterinário, associados a outras terapias de suporte.
Como a melarsomina não é comercializada no Brasil, o protocolo mais usado no país associa a ivermectina ao antibiótico doxiciclina. Em qualquer caso, o uso da ivermectina deve ser indicado e acompanhado por um profissional.
Não existe vacina contra a dirofilariose canina. A prevenção parasitária em cães pode incluir uma medicação injetável anual, mas ela não é uma vacina.
O medicamento funciona como profilaxia de ação prolongada, baseada em lactonas macrocíclicas, que atuam contra o desenvolvimento das microfilárias no organismo.
Mesmo assim, a aplicação deve sempre ser orientada pelo médico-veterinário, de acordo com o risco de exposição do animal.
Sim. A dirofilariose pode retornar se não houver prevenção contínua após o tratamento, mesmo com acompanhamento veterinário e uma rotina de exames cardiológicos.
Isso porque o tratamento elimina os parasitas presentes naquele momento, mas não protege o pet contra novas picadas de mosquitos infectados. Logo, o controle e os cuidados preventivos devem ser mantidos durante toda a vida do animal.
Muita gente acha que só os cães com acesso à praia ou áreas abertas podem contrair a dirofilariose, mas isso não passa de um mito.
Segundo o portal Cães e Gatos, animais que vivem em regiões próximas a rios, lagos e represas estão mais expostos, já que nesses locais a população de mosquitos é maior.
No entanto, restringir o risco apenas a essas áreas é um equívoco, já que existem diversos registros da doença em regiões urbanizadas no Brasil.
Uma forma simples de entender o risco é pensar assim: onde há dengue, há a possibilidade de dirofilariose, pois os mesmos mosquitos que transmitem doenças humanas podem carregar as larvas do verme do coração.
Não. A prevenção da dirofilariose exige antiparasitários específicos, como os do grupo das lactonas macrocíclicas (ivermectina, milbemicina oxima, moxidectina e selamectina), que atuam contra as formas imaturas do verme.
O médico-veterinário escolhe o produto e a frequência de uso de acordo com o peso, a idade e o risco de exposição do seu cachorro, e o uso deve seguir sempre a bula. Entenda também de quanto em quanto tempo dar vermífugo para cachorro.

Como você viu, a dirofilariose canina é uma doença lenta e silenciosa, e é justamente isso que a torna tão perigosa.
Logo, manter a prevenção parasitária em dia e contar com acompanhamento profissional são as melhores formas de proteger a saúde do coração do seu cachorro.
Na Pet Anjo, empresa parceira da Cobasi, você encontra médicos-veterinários qualificados para fazer a avaliação de rotina do seu cachorro, pedir a testagem anual da dirofilariose e montar um plano de prevenção de acordo com a região onde vocês moram ou para onde vão viajar.
Procure a unidade mais próxima e agende uma consulta!
Como a prevenção do verme do coração depende de antiparasitários usados com regularidade, a Compra Programada pode ajudar você a manter as doses em dia!
Ativando nosso serviço gratuito, você escolhe os produtos indicados pelo médico-veterinário e a frequência de entrega, recebendo tudo em casa no período certo.
Com um plano de tratamento em mãos, é só passar em uma das nossas lojas físicas, site ou app para encontrar todos os medicamentos e antiparasitários que o seu pet precisa, sempre usados conforme a prescrição e a bula.
E se quiser aprender mais sobre saúde, comportamento e bem-estar animal, já sabe: continue a explorar os conteúdos aqui do Blog da Cobasi!
| Atualizada em

Nathalia é reconhecida pela abordagem próxima e cuidadosa no atendimento, valorizando a saúde integral dos pets e o vínculo de confiança com os tutores.
Ver publicações



A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.







Muitobom