

Um arranhão discreto, uma ferida no pescoço, um machucado que não cicatriza ou até uma lesão com pus e mau cheiro podem surgir de repente e gerar muitas dúvidas: isso é grave? Dá para cuidar em casa? É caso de veterinário?
De forma simples, uma ferida em gato é qualquer lesão que rompe a proteção natural da pele, permitindo a entrada de microrganismos. Quando essa barreira é quebrada, o organismo reage com inflamação e inicia o processo de cicatrização.
Dependendo da causa e da profundidade da lesão, esse processo pode ocorrer rapidamente ou evoluir para infecções locais e até sistêmicas.
As causas das feridas em gatos são variadas. Brigas e mordidas entre gatos estão entre as mais comuns, mas também podem estar relacionadas a objetos pontiagudos, acidentes, parasitas, alergias de pele, infecções bacterianas ou fúngicas e comportamentos como a lambedura excessiva.
Em muitos casos, a ferida começa pequena e escondida sob o pelo, tornando-se visível apenas quando já há inchaço, dor ou secreção.
Ao longo deste guia, você vai entender quais são as principais causas de feridas em gatos, como reconhecer os sinais de alerta, quando o problema pode ser simples e quando exige atendimento imediato.
Também vamos explicar quais cuidados são realmente seguros, o que não deve ser feito em casa e como proteger a saúde do seu gato durante o processo de cicatrização.
Uma ferida em gato surge quando a proteção natural da pele é rompida, permitindo dor, inflamação e risco de infecção. Isso pode acontecer em situações simples, como um arranhão, ou em lesões mais profundas, que exigem mais atenção e cuidados específicos.
Para entender por que algumas feridas são leves e outras mais preocupantes, é importante saber que a pele do gato é formada por camadas diferentes, cada uma com uma função no organismo.
Epiderme (camada superior)
Forma a proteção mais externa da pele e funciona como a primeira barreira contra sujeira e microrganismos. Quando a ferida atinge apenas essa região, costuma ser superficial e tende a cicatrizar com mais facilidade.
Derme (abaixo da epiderme)
Nesta camada estão os vasos sanguíneos e estruturas importantes para a cicatrização. Feridas que alcançam a derme geralmente causam mais dor, podem inflamar com maior facilidade e demoram mais para fechar.
Subcutâneo (camada de gordura sob a pele)
Localizado mais profundamente, o subcutâneo contém gordura e ajuda a absorver impactos. Lesões que chegam até essa camada costumam ser mais graves, apresentam maior risco de infecção e, na maioria das vezes, precisam de avaliação veterinária.
Quando apenas a camada superficial é atingida, a recuperação tende a ser mais rápida. Já feridas que alcançam camadas mais profundas costumam doer mais, demoram para fechar e apresentam maior risco de complicações.
Além de proteger o corpo, a pele também ajuda a regular a temperatura, participa da defesa do sistema imunológico e permite que o gato perceba dor e sensações ao toque.
Por isso, qualquer ferida precisa ser observada com atenção, mesmo quando parece pequena à primeira vista.

Feridas em gatos podem ter origens diferentes e nem sempre estão ligadas apenas a um machucado visível. Entender as causas mais comuns ajuda o tutor a reconhecer a gravidade do problema e agir no momento certo.
Brigas estão entre as principais causas de feridas em gatos, especialmente em animais que têm acesso à rua ou convivem com outros felinos.
As mordidas costumam parecer pequenas por fora, mas geralmente causam ferimentos perfurantes, que atingem camadas mais profundas da pele.
Esse tipo de ferida costuma evoluir para abscessos, caracterizados por inchaço, dor, pus e mau cheiro alguns dias após a briga. As regiões mais afetadas costumam ser pescoço, rosto e base da cauda.
Bactérias e fungos são causas frequentes de feridas que não cicatrizam. Infecções bacterianas podem surgir após machucados ou mordidas mal cicatrizadas, enquanto os fungos, como os causadores da micose felina, costumam provocar falhas de pelo, descamação e feridas superficiais, principalmente na cabeça e nas patas.
Sem tratamento adequado, essas infecções tendem a se espalhar, atingir camadas mais profundas da pele e agravar o quadro clínico.
Alergias de pele também podem levar ao aparecimento de feridas, geralmente associadas à coceira intensa. Reações à picada de pulgas, alimentos ou substâncias do ambiente fazem com que o gato se coce ou se morda repetidamente.
Com o tempo, esse comportamento causa escoriações e feridas superficiais, além de crostas e áreas sem pelo, especialmente no pescoço, dorso e barriga.
Pulgas e ácaros provocam irritação constante na pele. Além da coceira, a reação inflamatória pode gerar pequenas feridas que se tornam maiores com o tempo.
Em alguns gatos, a picada de pulga desencadeia uma reação alérgica intensa, com feridas recorrentes e dificuldade de cicatrização.
Nem toda ferida começa com um machucado externo. Alguns gatos desenvolvem feridas por lambedura excessiva, geralmente associada a estresse, ansiedade ou dor crônica.
A pele fica avermelhada, sensível e pode evoluir para feridas abertas, principalmente nas patas, abdômen e flancos.
Objetos cortantes, quedas, atropelamentos e outros acidentes também podem causar feridas em gatos.
Essas lesões variam de superficiais a graves, com sangramento e dor evidente. Mesmo cortes pequenos devem ser observados, pois podem infeccionar se não forem bem cuidados.
Algumas doenças podem causar feridas mais extensas e recorrentes. Um exemplo importante é a esporotricose, uma infecção fúngica que provoca nódulos, feridas abertas e lesões que não cicatrizam, geralmente envolvendo camadas mais profundas da pele.
Outras doenças que também podem causar feridas em gatos incluem:
Essas condições exigem diagnóstico e acompanhamento veterinário, pois podem representar riscos também para outros animais e para humanos.
A tabela a seguir mostra as causas mais comuns de feridas em gatos, com os locais mais afetados, sinais associados e o grau de gravidade de cada tipo de ferida.
| Causa | Local mais comum | Sinais característicos | Gravidade |
| Brigas e mordidas | Pescoço, rosto e base da cauda | Inchaço, dor, pus, mau cheiro, ferida que “estoura” dias depois | Alta |
| Abscessos | Pescoço, cabeça e cauda | Caroço quente e dolorido, secreção espessa e apatia | Alta |
| Infecções bacterianas | Qualquer região | Ferida que não cicatriza, pus e vermelhidão | Alta |
| Infecções fúngicas (micose) | Cabeça, orelhas e patas | Falhas de pelo, descamação e feridas superficiais | Média |
| Alergias de pele / dermatite felina | Pescoço, dorso e barriga | Coceira intensa, crostas e áreas sem pelo | Média |
| Parasitas (pulgas, ácaros) | Dorso e pescoço | Coceira constante e pequenas feridas recorrentes | Média |
| Lambedura excessiva / estresse | Patas, abdômen e flancos | Pele avermelhada e feridas superficiais repetidas | Média |
| Cortes e arranhões | Patas e corpo | Sangramento, dor local e ferida visível | Variável |
| Acidentes graves (atropelamentos, quedas) | Corpo, membros | Dor intensa, feridas profundas, sangramento | Alta |
| Doenças infecciosas (ex.: esporotricose) | Cabeça, patas, corpo | Nódulos, feridas abertas que não cicatrizam | Alta |
Nem toda ferida em gato evolui da mesma forma. Enquanto alguns machucados cicatrizam rapidamente, outros podem se agravar e exigir cuidados veterinários.
Essa diferença está relacionada principalmente ao tipo de ferida, à profundidade da lesão e ao risco de contaminação.
De acordo com estudos em medicina veterinária sobre lesões cutâneas em pequenos animais, a forma como a pele é afetada, se de maneira superficial ou profunda, influencia diretamente o risco de infecção e a necessidade de tratamento especializado.
As feridas em gatos podem ser classificadas, de forma geral, em abertas e fechadas. Essa diferenciação é importante porque ajuda a entender o risco de infecção, a gravidade da lesão e quando é necessário buscar atendimento veterinário.
De acordo com revisões técnicas da medicina veterinária, as principais diferenças entre feridas abertas e fechados em gatos são:
As feridas fechadas são aquelas em que a pele parece intacta, sem cortes ou sangramentos visíveis. Mesmo assim, os tecidos abaixo da pele podem estar lesionados.
Esse tipo de ferida é comum em contusões e hematomas, geralmente causados por quedas, batidas ou acidentes.
Segundo o estudo sobre manejo de feridas em pequenos animais, o acúmulo de sangue ou líquidos sob a pele pode gerar pressão, dor e criar um ambiente favorável para inflamação e infecção.
Sem o cuidado adequado, os tecidos internos podem perder a vitalidade e, com o tempo, a ferida fechada pode se transformar em uma ferida aberta, aumentando o risco de complicações.
As feridas abertas são aquelas em que há interrupção visível da pele ou das mucosas. Cortes, lacerações e mordidas entram nesse grupo.
Esse tipo de ferida apresenta maior risco imediato de contaminação, já que bactérias e outros microrganismos conseguem entrar com facilidade no organismo.
Na prática clínica veterinária, os principais tipos de feridas abertas em gatos incluem:
Essas feridas têm maior chance de infecção e, em muitos casos, exigem avaliação veterinária imediata para evitar complicações.
Feridas superficiais, que atingem apenas a camada mais externa da pele, costumam cicatrizar com cuidados simples.
Já lesões que alcançam camadas mais profundas tendem a doer mais, demoram para fechar e apresentam maior risco de inflamação e infecção, principalmente se não forem tratadas corretamente desde o início.
Estudos clínicos mostram que quanto maior a profundidade da lesão, maior a chance de proliferação de bactérias nos tecidos, o que explica por que algumas feridas evoluem para abscessos ou infecções persistentes.
A região do corpo onde a ferida aparece influencia diretamente na cicatrização. Lesões no pescoço, rosto, patas e base da cauda costumam exigir mais atenção, seja pela movimentação constante, seja pela dificuldade de manter o local limpo e protegido.
Além disso, o próprio comportamento do gato pode piorar a situação. Lamber, morder ou coçar a ferida com frequência atrasa a cicatrização e aumenta o risco de infecção, mesmo em machucados inicialmente simples.

Nem sempre a ferida é o único sinal de que algo não vai bem. Em muitos casos, o machucado vem acompanhado de outros sintomas, que ajudam a indicar a gravidade do problema e se há dor, inflamação ou infecção envolvida.
Como os gatos costumam esconder desconforto, mudanças sutis de comportamento ou no corpo podem ser o primeiro alerta de que a ferida precisa de atenção veterinária, mesmo quando parece pequena à primeira vista.
De modo geral, os sintomas que surgem junto com feridas em gatos são:
Gatos com feridas costumam demonstrar dor de forma discreta. Evitar carinho em determinada região, reagir com agressividade ao toque ou miar ao ser manipulado são sinais comuns. Em feridas mais profundas, a dor tende a ser mais intensa e persistente.
O inchaço local e a pele avermelhada indicam inflamação. Quando esses sinais aumentam com o passar dos dias, podem sugerir infecção ou formação de abscesso, especialmente em casos de mordidas.
Feridas com secreção amarelada, esbranquiçada ou com mau cheiro são sinais claros de infecção. Esse tipo de secreção não é normal no processo de cicatrização e exige avaliação veterinária.
O odor forte e desagradável costuma estar associado à proliferação de bactérias e tecido infectado. Mesmo quando a ferida parece pequena, o mau cheiro é um sinal de alerta importante.
Quando a infecção ultrapassa a pele, o gato pode apresentar febre, apatia, menos interesse por brincadeiras e passar mais tempo escondido. Esses sinais indicam que o organismo está reagindo de forma sistêmica.
Lamber ou coçar a região da ferida com frequência atrasa a cicatrização e pode piorar o quadro. Além disso, esse comportamento pode indicar coceira intensa, dor ou desconforto, comuns em alergias, infecções e parasitas de pele.
A presença de falhas de pelo, crostas ou descamação ao redor da ferida pode estar associada a doenças de pele, como alergias, infecções fúngicas ou bacterianas. Esses sinais costumam indicar que o problema não é apenas um machucado isolado.
Os sinais de alerta que exigem avaliação veterinária imediata são feridas acompanhadas de pus, mau cheiro, dor intensa, febre, inchaço progressivo ou mudança de comportamento, que não devem ser tratadas apenas em casa.
Esses sintomas indicam que a lesão pode estar infeccionada ou evoluindo para uma complicação mais séria. Identificar esses sintomas junto com a ferida ajuda o responsável a agir mais rápido e a evitar que um problema simples se transforme em algo mais grave.
Para definir o tratamento correto, o primeiro passo é identificar a causa da ferida. Como diferentes problemas podem provocar lesões parecidas na pele, a avaliação veterinária é fundamental para evitar tratamentos inadequados ou incompletos.
De modo geral, o diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, considerando o histórico do gato, o ambiente em que vive e a evolução da ferida.

O veterinário observa a localização da ferida, o aspecto da lesão, a presença de secreção, inchaço, dor e se há sinais de infecção.
Informações como acesso à rua, convivência com outros animais, episódios de briga, coceira frequente ou doenças prévias ajudam a direcionar a investigação.
Quando a causa não é evidente, alguns exames podem ser indicados:
Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e a escolher o tratamento mais adequado para cada situação.
Tratar uma ferida sem saber a causa pode até aliviar temporariamente os sintomas, mas não resolve o problema na raiz.
Em alguns casos, o uso inadequado de medicamentos pode piorar a lesão, atrasar a cicatrização ou mascarar doenças mais graves.
Feridas em gatos podem parecer simples no início, mas quando não recebem o tratamento adequado, podem evoluir para complicações sérias e até colocar a vida do animal em risco.
Independentemente da causa, toda ferida oferece risco de infecção, especialmente quando há atraso no cuidado ou interrupção do tratamento.
Uma das primeiras consequências é a infecção da ferida, caracterizada por vermelhidão intensa ao redor da lesão, dor ao toque, inchaço e secreção com pus ou mau cheiro.
Nessas situações, a cicatrização se torna lenta ou pode não acontecer, mesmo após alguns dias.
Com o tratamento correto, a maioria dos abscessos tende a cicatrizar em cerca de cinco a sete dias. Quando isso não ocorre, é um sinal de alerta de que algo pode estar impedindo a recuperação adequada.
Se a ferida não for tratada corretamente, existe o risco de um abscesso estourar e drenar apenas parcialmente. Isso pode deixar pequenas bolsas de pus sob a pele, favorecendo a recorrência da infecção.
O mesmo pode acontecer quando o ciclo de antibióticos é interrompido antes do tempo indicado ou quando a drenagem não é mantida adequadamente.
Segundo orientações clínicas de hospitais veterinários internacionais, como o VCA Hospitals, abscessos mal manejados tendem a reaparecer e se tornar mais difíceis de tratar.
Em casos mais graves, a infecção pode ultrapassar a pele e atingir a corrente sanguínea, levando a um quadro de infecção sistêmica. O gato pode apresentar febre persistente, apatia, perda de apetite e piora rápida do estado geral.
Nessas situações, o atendimento veterinário imediato é essencial, pois o risco de complicações graves, e até óbito, aumenta significativamente.
Feridas que continuam infeccionadas mesmo após o início do tratamento podem indicar problemas subjacentes.
Alguns vírus, como o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o vírus da leucemia felina (FeLV), comprometem o sistema imunológico e dificultam a recuperação do gato após infecções de pele.
Nesses casos, o veterinário pode solicitar exames de sangue para investigar essas doenças e ajustar o tratamento.
Além disso, uma ferida com secreção persistente pode indicar a presença de material estranho no local, como um dente quebrado, uma garra, terra ou fragmentos de plantas.
Nessas situações, pode ser necessária exploração cirúrgica, cultura bacteriana ou outros exames específicos para identificar o agente causador.

Na maioria dos casos, o tratamento de feridas em gatos começa no consultório, porque o veterinário precisa avaliar profundidade, contaminação e dor, além de descartar complicações (como abscessos, tecido morto ou corpo estranho).
O plano costuma seguir três objetivos:
A partir desses três pontos, o veterinário define quais etapas serão necessárias em cada caso.
O primeiro passo é garantir que nada esteja mantendo a inflamação ativa. Feridas, especialmente as causadas por mordidas, podem esconder pus, fragmentos de dentes, garras, terra ou detritos.
Em abscessos, é comum que o veterinário precise drenar a ferida, muitas vezes com sedação ou anestesia.
Em alguns casos, um dreno de látex é colocado para impedir que a pele feche antes da hora, permitindo a saída adequada da secreção e reduzindo o risco de recorrência da infecção.
Quando existe tecido morto ou muito danificado, ele precisa ser removido para que a cicatrização aconteça corretamente. Esse processo é chamado de desbridamento.
Nesse cenário, o veterinário remove apenas o que está inviável, preservando o máximo de tecido saudável possível. Isso é especialmente importante em feridas por mordida, que muitas vezes parecem pequenas por fora, mas causam grandes danos internos.
Depois de limpa e preparada, a ferida precisa ser protegida para cicatrizar. Dependendo do caso, o veterinário pode:
O objetivo aqui é evitar que bactérias voltem a se proliferar e permitir que o organismo do gato complete o processo de cicatrização de forma segura.
Depois da consulta, quando o veterinário avalia a ferida e autoriza o cuidado domiciliar, o tutor passa a ter um papel importante na recuperação do gato.
O objetivo desses cuidados é manter a ferida limpa, protegida e em processo adequado de cicatrização, seguindo exatamente as orientações profissionais.
Quando a limpeza em casa é indicada, o cuidado tem uma função simples: remover sujeira visível, pelos soltos ou secreção superficial, ajudando a manter o local limpo.
Se houver dúvida sobre como limpar ou se a ferida parecer diferente do esperado, o ideal é não manipular e entrar em contato com o veterinário.
Dependendo do tipo de ferida, o veterinário pode indicar medicações tópicas, como pomadas ou sprays cicatrizantes, além de medicamentos por via oral, como antibióticos e analgésicos.
Esses cuidados são essenciais para evitar infecções persistentes e recorrência do problema.
Esse é um dos pontos mais importantes do cuidado em casa. A lambedura constante retarda a cicatrização, irrita o tecido e aumenta muito o risco de infecção.
Mesmo que o gato demonstre incômodo com o colar, ele é temporário e fundamental para a recuperação.
Se a ferida estiver enfaixada, o veterinário irá orientar se, quando e como trocar o curativo.
A observação diária permite perceber rapidamente se algo não está evoluindo bem. Durante o cuidado em casa, fique atento a:
Qualquer um desses sinais indica que a ferida precisa ser reavaliada pelo veterinário.
Alguns produtos comuns podem irritar o tecido, atrasar a cicatrização e causar dor intensa. Em geral, deve-se evitar:
Na dúvida, NÃO FAÇA e entre em contato com o veterinário. Cuidar da ferida do gato em casa não significa tratar sozinho. Significa seguir corretamente as orientações do veterinário, proteger a ferida e observar a evolução.
Esse cuidado compartilhado é o que garante uma cicatrização mais rápida, segura e sem complicações.
Mesmo quando o cuidado em casa foi liberado pelo veterinário, é fundamental saber quando interromper esse manejo e buscar atendimento novamente.
Algumas situações indicam que a ferida não está evoluindo como deveria ou que surgiram complicações:
Além disso, os gatos nem sempre demonstram dor de forma evidente. Então, fique atento a sinais como:
Atenção! O seu gato pode tentar remover os pontos, curativos ou lamber excessivamente a ferida, o que aumenta o risco de complicações. Nessa situação, o veterinário pode precisar reforçar a proteção e até ajustar o tratamento.

Depois que a ferida é avaliada e tratada corretamente, o corpo do gato inicia um processo biológico natural para reparar o tecido lesionado. Essa recuperação não acontece de uma vez só.
Na verdade, ocorre em etapas bem definidas, descritas na medicina veterinária, e faz com que a ferida mude de aparência ao longo dos dias;
A primeira etapa é chamada de fase inflamatória e começa imediatamente após a lesão. Nesse momento, o organismo ativa seus mecanismos de defesa para proteger a área machucada e evitar que microrganismos se espalhem.
É nessa fase que o tutor pode notar sinais como vermelhidão ao redor da ferida, leve inchaço, aumento de calor local e sensibilidade ao toque.
Esses sinais acontecem porque o corpo envia células de defesa para limpar a região, combater bactérias e formar um coágulo inicial, que ajuda a “selar” a ferida temporariamente.
Essa resposta inflamatória, quando controlada, é esperada e necessária. O que foge do normal é quando surgem dor intensa, secreção purulenta, mau cheiro ou piora progressiva do aspecto da ferida, o que pode indicar infecção.
Após os primeiros dias, a cicatrização avança para a fase proliferativa, também chamada de fase de reparo. É aqui que o organismo começa, de fato, a reconstruir a área lesionada.
Surge então um tecido novo, geralmente rosado e úmido, conhecido como tecido de granulação. Esse tecido preenche a ferida, protege contra infecções e cria a base para o crescimento da nova pele.
Com o avanço dessa fase, a ferida tende a diminuir de tamanho, as bordas começam a se aproximar e o fechamento progressivo passa a ficar visível.
A presença desse tecido rosado costuma ser um bom sinal, desde que não haja excesso de secreção ou mau cheiro (sinais que indicam que a cicatrização pode não estar evoluindo como deveria).
Mesmo quando a ferida já parece fechada por fora, o processo ainda não terminou. A fase de maturação ou fase de remodelação, é a etapa final da cicatrização.
Nesse momento, o organismo reorganiza as fibras de colágeno da região, tornando a pele mais resistente e funcional. Esse processo é lento e pode durar semanas ou até meses, especialmente em feridas mais profundas ou extensas.
Durante esse período, a área cicatrizada pode permanecer mais sensível e vulnerável a novos traumas. Por isso, mesmo após o fechamento da ferida, ainda é importante evitar lambedura excessiva, coceira e impactos no local.
O tempo e a forma como uma ferida cicatriza variam bastante. Fatores como profundidade da lesão, localização no corpo, presença de infecção, idade do gato e estado geral de saúde influenciam diretamente nesse processo.
Feridas profundas ou localizadas em áreas de muita movimentação, como patas, pescoço e base da cauda, costumam demorar mais para cicatrizar. Já os machucados superficiais, quando bem cuidados, tendem a evoluir de forma mais rápida e previsível.
Nem todas as feridas em gatos podem ser evitadas, mas muitos casos estão ligados a situações previsíveis do dia a dia.
Com alguns cuidados simples, é possível reduzir significativamente o risco de machucados, infecções e feridas que se repetem ao longo do tempo. A seguir, veja algumas orientações práticas para proteger a saúde da pele do seu gato:
Brigas entre gatos estão entre as principais causas de feridas, especialmente mordidas que podem evoluir para infecções e abscessos. Para reduzir esse risco à saúde do pet, é recomendado evitar o acesso livre à rua e diminuir o contato com felinos desconhecidos.
Em casas com mais de um gato, vale observar sinais de conflito e, quando necessário, buscar orientação veterinária ou comportamental para reduzir disputas e evitar confrontos frequentes.
Ambientes externos também aumentam a chance de cortes, atropelamentos e contato com agentes infecciosos presentes no solo, em plantas ou em outros animais.
Oferecer um ambiente controlado e seguro é uma das formas mais eficazes de prevenir feridas e outros problemas de saúde associados.
Pulgas e ácaros causam coceira intensa, inflamação e feridas causadas pelo próprio gato ao se coçar ou lamber. O uso regular de antiparasitários indicados pelo veterinário ajuda a prevenir dermatites, feridas recorrentes e infecções secundárias.
Muitas feridas começam pequenas e ficam escondidas sob o pelo. Criar o hábito de observar o gato ajuda a identificar problemas precocemente:
Quanto mais cedo a ferida for identificada, mais simples tende a ser o tratamento.
Estresse, ansiedade e dor crônica podem levar à lambedura excessiva e formação de feridas, especialmente no abdômen, patas e flancos. Enriquecimento ambiental, rotina previsível e acompanhamento veterinário ajudam a prevenir esse tipo de problema.
Consultas de rotina permitem identificar doenças de pele, infecções, alergias ou alterações imunológicas antes que se manifestem como feridas. Gatos idosos ou com doenças crônicas se beneficiam ainda mais desse acompanhamento.
Prevenir feridas não significa apenas evitar cortes ou arranhões visíveis. A prevenção também ajuda a reduzir a dor, infecções, uso de antibióticos e o risco de complicações que podem exigir tratamentos longos ou até cirurgias.

Algumas feridas pequenas, como arranhões superficiais, até podem cicatrizar sozinhas. O problema é que, mesmo nesses casos, sempre existe risco de infecção.
Gatos carregam muitas bactérias na boca, nas unhas e no próprio ambiente. Por isso, feridas que parecem simples podem piorar rápido.
Se houver inchaço, dor, pus, mau cheiro ou marca de mordida, o ideal é procurar um veterinário. O que parece pequeno por fora pode ser mais grave por dentro.
Quando o veterinário libera a limpeza em casa, o mais seguro costuma ser soro fisiológico estéril, usado apenas para remover sujeira visível, pelos ou secreção superficial.
Em alguns casos específicos, o veterinário pode orientar o uso de outras soluções, mas isso sempre deve ser feito com orientação profissional.
Nem toda ferida pode ou deve ser fechada. Quando há infecção, muita contaminação ou mordida, fechar a pele pode “prender” bactérias dentro da ferida.
Nesses casos, o veterinário pode optar por deixar a ferida aberta para cicatrizar aos poucos, permitindo limpeza e drenagem adequadas. Apesar de parecer estranho, essa conduta costuma ser mais segura e evita complicações.
Se houver sangramento, a primeira atitude é pressionar o local com gaze ou um pano limpo, de forma firme, por alguns minutos.
Se o sangramento não parar rapidamente, o gato deve ser levado ao veterinário com urgência. Não aplique pomadas, desinfetantes ou outros produtos sem orientação, isso pode atrapalhar o tratamento.
A cicatrização não acontece de um dia para o outro. Nos primeiros dias, é comum a ferida ficar um pouco avermelhada ou sensível. Com o tempo, pode surgir um tecido rosado e úmido, que é um bom sinal de cicatrização.
O que não é normal são sinais como piora da dor, secreção com pus, mau cheiro ou aumento do inchaço. Nesses casos, a ferida precisa ser reavaliada.
As feridas da esporotricose geralmente não cicatrizam, podem aumentar com o tempo e surgem como nódulos, crostas ou feridas abertas na pele.
É uma doença grave, que pode ser transmitida para outros animais e também para humanos. Qualquer ferida persistente, que não melhora ou piora com o tempo, precisa ser avaliada para descartar essa e outras infecções.

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Por favor me ajudem ,meu gato tava com uma ferida ,agora tá comendo o rosto todo ? Não sei oq passar
Oi Luanda, como vai? Deixaremos aqui um conteúdo que pode te auxiliar neste momento, mas lembre-se as visitas ao medico-veterinario devem ser frequentes para o bem-estar e cuidado de seu gato 🙂
Olá boa tarde, tem uma gata que aparece no meu telhado já faz 7 messes que agente cuida dela; comida, água e um local para dormir, só que ela desapareceu durante 3 dias e apareceu hoje com dois ou três buracos na pele entre o baço e o rin queria saber se tem como vc me falar que tipo de doença é ou o quê eu possa fazer pra ajudar ela
Olá, Elaine! Como vai?
Somente um médico-veterinário poderá diagnosticar a gata, portanto, leve-a para uma consulta com o profissional!
Meu gato é um siamês e saiu uma ferida arredondada no pescoço, a primeira e agora esta saindo mais por favor, é câncer?
Olá, tudo bem?
Esses machucados podem surgir por diversos motivos, e para um diagnóstico é necessário identificar o que originou as feridas. Por isso, somente um médico-veterinário conseguirá avaliar e diagnosticar o seu pet.