Fluidoterapia em cães: o que é e como fazer?

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A fluidoterapia em cães é um tratamento usado de forma complementar para diversas doenças. Existe uma grande variação de execuções e técnicas desse procedimento, que deve ser realizado por um médico-veterinário ou técnico em veterinária.

O uso do soro em cachorro pode ser feito sozinho ou com outros fluidos, como medicamentos. Além disso, as vias também podem variar, como subcutânea e até intra-óssea.

Então continue a leitura e aprenda tudo sobre esse importante procedimento veterinário!

O que é fluidoterapia?

Como o próprio nome incita, a fluidoterapia veterinária é um tratamento feito com fluidos. Por meio dele é feita a reposição em quantidade e qualidade de líquidos corporais, como água e nutrientes.

Esse procedimento é eficaz principalmente para corrigir desidratação e desequilíbrios eletrolíticos, aumentar a quantidade de sangue circulando pelo corpo (volemia) e repor nutrientes e calorias.

Como fazer fluidoterapia em cães?

veterinária preparando fluidoterapia para cachorro

A fluidoterapia deve ser feita exclusivamente por um médico-veterinário ou técnico com supervisão de um veterinário. Apesar de auxiliar em diversas doenças, é importantíssimo realizar uma avaliação clínica do cãozinho antes de submetê-lo ao procedimento.

Algumas condições físicas impedem ou limitam a realização da fluidoterapia veterinária. Por isso, nunca faça a aplicação do soro sem a presença de um profissional.

Afinal, apesar de parecer ser um procedimento simples, na prática não é bem assim.

Isso porque o veterinário precisa avaliar o animal para determinar se ele pode ser submetido ao soro e qual o grau de desidratação. É necessário verificar as mucosas, a pele, a frequência cardíaca, o pulso e até variações oculares. Algumas vezes, é necessário até realizar exames laboratoriais.

Além disso, o profissional deve definir qual tipo de fluido usará no tratamento, podendo ser uma solução: hipotônica, isotônica ou hipertônica. Ele ainda poderá incluir ou não medicações complementares.

Ufa! Tudo isso antes de começar o procedimento. Mas e depois?

O procedimento em si pode levar desde alguns minutos até mais de uma hora. A variação ocorre porque é o profissional responsável quem irá definir a velocidade com que o soro é feito e a quantidade.

Ademais, a fluidoterapia em cães deve ser feita em um ambiente higienizado onde tenha o suporte para a bolsa de cloreto de sódio. Nela é acoplado o equipo, nome dado ao dispositivo responsável por transportar a substância até o cãozinho.

A bolsa de soro é conectada ao pet por meio de um acesso feito pelo veterinário. Esse acesso pode ser feito por diferentes vias. Confira!

Fluidoterapia subcutânea em cães

A fluidoterapia subcutânea em cães é uma das mais usadas por ser prática e fácil de fazer. Nesse caso, o profissional insere a agulha abaixo da pele do animal, sem precisar perfurar outros tecidos. É comum que o animal fique com inchaço no local da aplicação até a absorção do soro pelo organismo.

No entanto, esse método exige alguns cuidados, já que não deve ser feito em animais com desidratação severa, cães hipotérmicos e hipotensos. O tipo de fluido também deve ser específico para a aplicação subcutânea.

Fluidoterapia intravenosa

Esse é outro tipo comum de fluidoterapia em cães. Nesse caso, a aplicação do soro é feita diretamente na veia do animal, por isso é um método comum para aumentar o volume de sangue.

Seu efeito rápido o coloca como excelente opção para emergências, desidratação severa e animais muito debilitados. Contudo, o risco desse procedimento, quando feito rapidamente e em grandes volumes, é a sobrecarga do sistema circulatório, resultando em edema pulmonar.

Soro via oral

Geralmente, a indicação desse método de fluidoterapia ocorre para que os tutores possam dar continuidade ao tratamento em casa. Embora também não deva ser feita em animais muito desidratados ou com quadros de vômito, é um método excelente como suporte complementar.

Quando fazer fluidoterapia em cães?

O profissional veterinário poderá indicar a fluidoterapia para cães em diversas situações. A desidratação é a mais comum delas, já que o soro hidrata o animal e repõe nutrientes. No entanto, existem várias outras indicações.

Na acidose metabólica, por exemplo, acontece a acidificação do sangue por conta de problemas metabólicos. Para corrigir essa condição, costuma-se utilizar a fluidoterapia veterinária. Outros casos são hipocalemia e hipercalemia, quando os níveis de potássio no sangue estão muito baixos ou altos, respectivamente.

Outras situações para as quais os profissionais podem indicar a fluidoterapia em cães são: alcalose metabólica, hipernatremia, hiponatremia, hipocalcemia e hipercalcemia.

Por fim, este é um procedimento muito usado para o tratamento de doenças renais.

Fluidoterapia em cães pacientes renais

Um uso bastante comum da fluidoterapia em cães é em casos de pacientes renais. Na insuficiência renal crônica, os rins perdem parte da função de filtragem do sangue, deixando o acúmulo de toxinas.

O procedimento ajuda a purificar o sangue, repor nutrientes e reduzir os efeitos nocivos ao organismo.

Em alguns casos, os animais realizam o soro diariamente; já em outros a aplicação é isolada. O médico-veterinário é o responsável por definir qual protocolo seguir.

Fluidoterapia em cães: efeitos colaterais

Em geral, não se espera efeitos colaterais severos após a fluidoterapia. O mais comum é que o local da aplicação fique dolorido por algumas horas. No entanto, para evitar riscos, é fundamental que um profissional acompanhe o procedimento.

As reações adversas podem acontecer tanto por causa da técnica utilizada (subcutânea, intramuscular, etc.) quanto pela solução aplicada, e vão desde uma simples febre até edema pulmonar.

A probabilidade de efeitos colaterais é muito reduzida quando o procedimento é realizado por um profissional.

Fluidoterapia em cães: valor

O valor da fluidoterapia veterinária varia muito de acordo com a clínica, o método utilizado e a solução ideal.

O preço do procedimento leva em consideração a quantidade de soro necessária, o equipo e os medicamentos aplicados na solução.

Ainda tem dúvidas? Deixe as suas perguntas nos comentários.

Por Cobasi

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