PIF: prevenção da Peritonite Infecciosa Felina

Joyce Aparecida Santos Lima

| Atualizada em

Colaboração de Joyce Aparecida Santos Lima

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PIF ou Peritonite Infecciosa Felina, é uma doença causada por um vírus. Ela afeta gatos no mundo inteiro e pode levar à morte. Quer saber como prevenir esta doença no seu gatinho? Continue a leitura.

O que é a PIF?

A PIF é uma doença altamente fatal causada por uma mutação do Coronavírus Felino (FCoV), que afeta principalmente gatos jovens que vivem em abrigos ou gatis com grandes populações de animais. Nesses casos, a PIF age de maneira progressiva e pode até matar. Por isso, é importante prevenir e identificar a doença cedo.

O Coronavírus Felino pode causar desde desconfortos intestinais, com diarreia, até a Peritonite Infecciosa Felina. A PIF pode se manifestar de duas formas distintas: a forma efusiva (ou úmida) e a forma não efusiva (ou seca).

Enquanto na Peritonite Infecciosa úmida há acúmulo de líquido em cavidades que protegem importantes órgãos do gato, como o peritônio (que reveste e protege todos os órgãos abdominais), pericárdio (no coração) e rins. Já na Peritonite Infecciosa seca, há a presença de lesões no formato de nódulos em diversos órgãos, como olhos, cérebro, rins e fígado.

Como a Peritonite Infecciosa Felina é transmitida?

Todos os gatos são propensos a se infectarem com o coronavírus felino, no entanto a PIF infecta majoritariamente gatos com imunidade reduzida, ou seja, filhotes, animais que tenham FeLV ou idosos (com mais de 10 anos de idade), tem mais chances de desenvolver a doença. Ela não infecta cães e nem humanos, portanto, pode ficar tranquilo com o seu cãozinho!

“A transmissão do vírus causador da PIF ocorre através da saliva, espirros, urina e fezes. Embora o vírus seja inativado pela maioria dos desinfetantes comuns, não é interessante que os animais compartilhem a caixa de areia, o comedouro ou bebedouro“, explica a médica veterinária Joyce Aparecida Santos Lima (CRMV/SP 39824). O mais indicado é não ter um gato com PIF e um sem no mesmo ambiente.

A PIF é mais comum em locais com muitos animais, como abrigos e na rua. Além disso, a PIF pode ser transmitida pela mãe infectada para filhote durante a gestação ou amamentação.

Quais o sintomas da PIF?

“Gatos que desenvolvem a PIF podem ter falta de apetite com perda de peso, depressão, febre intermitente, dor e desconforto abdominal com presença de diarreia. Alguns animais têm acúmulo de líquidos no abdômen, que podem chegar a causar dificuldades na respiração. Outros têm alterações oculares e sinais neurológicos”, informa a médica veterinária Joyce Lima.

Os sintomas são variados e o diagnóstico difícil, mas feito através de exames de sangue e observação dos sintomas por um veterinário. Uma biópsia e análise de líquidos acumulados também pode ajudar no diagnóstico.

O processo inflamatório causado pela doença eventualmente pode levar à morte do animal. Fazer o acompanhamento veterinário do seu pet, pode salvar a sua vida!

Qual é o tratamento da PIF?

Infelizmente, ainda não existe nenhum tratamento completamente eficaz para curar a doença.

Atualmente, o tratamento da PIF visa tornar a vida do gato infectado o mais confortável possível, e pode envolver o uso de medicamentos que inibam a replicação do vírus e fármacos que estimulem o sistema imunológico.

Com a medicina veterinária cada vez mais avançada, é possível que um gato com PIF tenha saúde e bem-estar. No entanto, o mais indicado é cuidar do seu pet para que ele não contraia a doença.

Prevenção contra Peritonite Infecciosa Felina

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A PIF é uma doença muito agressiva e as principais formas de prevenção contra a PIF envolvem a eliminação do vírus do meio ambiente, através da higienização constante (com água e sabão) e uso de desinfetantes.

“É interessante disponibilizar um maior número de caixas de areia, mantê-las limpas e desinfetadas e longe de comedouros e bebedouros. Em locais onde tem muitos gatos, o ideal é testar todos para a presença do vírus e separar os positivos e negativos”, complementa a veterinária.

Uma das formas de prevenção, muito questionada, é a vacina. Atualmente, existe uma vacina, indisponível no Brasil, de aplicação intranasal, com o intuito de estimular a produção de anticorpos. No entanto, os estudos provaram que a eficácia da vacina é baixa e não tem efeito em gatos adultos que já são positivos para a presença do vírus.

“A melhor forma de prevenir a PIF é restringir o acesso do seu gato à rua. Ao sair para dar uma voltinha, ele pode interagir com outros gatos ou objetos infectados e contrair a doença”, alerta a médica veterinária Joyce Aparecida Santos Lima (CRMV/SP 39824). Além da Peritonite Infecciosa Felina, gatos que tem acesso à rua ficam suscetíveis às doenças transmissíveis, brigas com outros animais, atropelamento e até maus-tratos.

Gato dentro de casa é gato saudável e feliz!

“Adotar um animalzinho é sempre uma delícia. Trazer um novo membro para casa, no entanto, exige alguns cuidados. Se o tutor já tiver um ou mais gatos em casa, é interessante que todos os animais sejam testados para a presença de doenças infecciosas, como FIV, FeLV e o vírus causador da PIF. Esse novo animalzinho também deve ser testado e passar por um período de quarentena, isolado dos demais animais da casa, para a identificação de alguma possível doença. É importante lembrar ainda que gatos são animais territorialistas, ainda mais se você tiver um só em casa, inicialmente. Assim, a aproximação dos animais deve ser gradual e feita com muita calma pelos tutores“, complementa Joyce Lima.

Quer mais dicas para cuidar do seu gatinho? Confira os posts abaixo:

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8 Comentários

  1. Aparecida Aguiar disse:

    Olá! Tenha uma gatinha já três anos e recentemente resgatei uma gatinha ainda filhote na rua e acabei descobrindo sua letal doença PIF. Hj está praticamente na reta final com muito sofrimento e veio a perguntar: porque não há pesquisa para uma vacina? Porque no meio veterinário procura desenvolver um estudo mais aprofundado? É lamentável ver os bichanos morrerem assim.

  2. MARCIA ALE disse:

    TENHO 3 Q SÃO FELV POSITIVOS PQ À MEDICINA VETERINÁRIA NÃO DESCOBRIU NENHUMA VACINA OU REMÉDIO FOI DESENVOLVIDO PRA GATOS JÁ POSITIVADOS PRA FELV?

  3. Mara Silvana disse:

    Tive uma gata que apareceu em meu quintal com a doença pif, infelizmente ela morreu. Como desinfetar o local por onde ela passou? Tenho outros gatos e fica a preocupação deles estar contaminados pelo mesmo vírus. Tem alguma medicação preventiva ou vacina?
    Obrigada desde já pela atenção.

  4. Thamires disse:

    Olá, recentemente resgatei duas gatinhas, elas tinham PIF e conviviam com a minha cachorra, ela tem risco de ter pego das gatinhas ou não passa de gatos para cães e vs

  5. Vitória disse:

    Tem muitas pesquisas sim em relação a Felv, muitas vacinas tem a eficácia altíssima, de 80-90%, mas não isenta de contágio, assim como qualquer outra vacina. Gatos não são animais de vida livre, tem que ficar em casa, não pode ter um animal Felv + e outro Felv-, mesmo vacinado, pois o contato constante, assim como qualquer outro vírus, pode se contaminar e desenvolver. Além disso, gatos Felv + não devem ser criados com outro Felv+, máximo se for da mesma família, tipo irmãos que contraíram da mãe, pois os vírus são mutagênico e isso dificulta ainda mais tratamentos e imunização. Em relação ao tratamento, é difícil, pois a Felv tem o comportamento igual ao vírus da herpes humana, esconde nos tecidos e fica latente, então os anticorpos não identificam, existem tratamentos com a utilização da própria vacina, evitando sua progressão e em casos identificados logo no início, pode viver normalmente, sem complicações, além de controle medicamentoso, isso varia de acordo com o estágio, sintomas etc, apenas o vet pode indicar o melhor tratamento. Seu animal pode ser vacinado e posteriormente ficar positivo para Felv (raro), por causa da latência, e porque como nenhuma vacina, a eficácia não é 100%. Então, faça reforço de todas vacinas, brasileiras de preferência, os tem diferenças dos de outros países, junto com exame de RT-PCR para Felv todo ano, esse é o ideal. E só manter seu gato em casa, e vacinar, já é suficiente. Brasil tem uma taxa altíssima de Felv, infelizmente, então, se puder pagar um teste, vacina e castração para gato de abrigo, ou o gato da comunidade, vai ajudar muito a diminuir a circulação desse vírus terrível.

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