Platinosomose felina: aprenda o que é

Por Cobasi

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platinosomose felina

A platinosomose felina é uma doença que atinge gatos de todas as idades. Apesar de o nome parecer estranho, essa doença não é incomum.

Sendo assim, é fundamental que os tutores a conheçam e saibam como agir diante dos sintomas. Por isso, continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre essa enfermidade.

O que é platinosomose felina?

A platinosomose felina, popularmente conhecida como doença da lagartixa, é uma doença causada por um verme chamado Platynosomum fastosum. Os hospedeiros desse verme são as lagartixas e os sapos, ou seja, já podemos entender de onde vem o nome da doença.

Quando os gatos entram em contato com o parasita, ele deposita os óvulos nos ductos biliares (vias responsáveis pelo transporte da bile até o intestino para a digestão). A ação do verme provoca problemas de saúde no felino.

Como acontece o contágio?

A contaminação ocorre da seguinte forma:

  • o gato come ou morde, o sapo ou a lagartixa hospedeira;
  • o verme entra no organismo do felino;
  • o parasita produz óvulos expelidos pelo sistema digestivo do gato.

Quais são os sinais da doença?

A platinosomose felina atinge o sistema digestivo dos gatos, em especial o fígado, a vesícula biliar e os ductos biliares. Então ela causa lesões e inflamações na região, podendo até obstruir as vias biliares.

Por isso, os sintomas são similares aos de doenças hepáticas, como:

  • vômito;
  • diarreia;
  • anemia;
  • falta de apetite;
  • perda de peso;
  • desânimo;
  • olhos amarelados;
  • aumento do fígado;
  • acúmulo de líquido do abdômen.

Como é o diagnóstico?

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Logo que o pet apresentar os sintomas, o tutor deve procurar um médico-veterinário e explicar a situação. Além disso, é importante falar sobre a rotina do gato, por exemplo, se ele gosta de caçar ou saiu de casa durante este período.

A platinosomose felina é mais comum em lagartixas que ficam próximas ao esgoto, por isso, é importante conhecer os hábitos do animal de estimação.

Diante da suspeita, o médico-veterinário solicitará exames para confirmar o diagnóstico. Nesse sentido, o mais comum é o exame de fezes. Isso porque ele mostra se há óvulos. Contudo, mesmo que não exista indicação, a doença não deve ser descartada.

Além disso, outros exames podem ser requisitados, como o exame de sangue, ultrassons, radiografias e coleta da bile. Esses exames poderão confirmar a enfermidade ou descobrir em que grau está a doença.

Qual é o tratamento?

Depois da confirmação, é hora de iniciar o tratamento. Geralmente, o tratamento é feito com um vermífugo.

Porém, com a doença, o pet pode ficar mais fraco. Assim, ele pode apresentar outras doenças. Nesses casos, medicamentos como antibióticos também são incluídos em certos casos.

Além disso, dependendo da gravidade do quadro, o gato pode precisar de sonda ou soro.

Quais cuidados tomar para evitar a doença?

Como a prevenção é o melhor remédio, veja as maneiras para evitar que gato tenha platinosomose felina!

  • Impeça que o pet vá para a rua sem supervisão. Para isso você pode instalar telas de proteção nas janelas e portas para gatos.
  • Siga o protocolo de vermifugação prescrito pelo médico-veterinário.
  • Use o enriquecimento ambiental para exercitar os instintos dos felinos e evitar que ele cace as lagartixas.

Contudo, não precisa eliminar as lagartixas! Mesmo que algumas carreguem a doença, elas desempenham um papel fundamental no controle dos insetos.

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