

Um gato deve comer por dia a quantidade de alimento necessária para atingir sua necessidade calórica diária, que varia de acordo com o peso, a idade (filhote, adulto ou sênior), o nível de atividade, o estado de saúde e se o animal é castrado.
Em outras palavras: não existe uma porção única que sirva para todos os gatos. Um felino jovem e ativo pode precisar de mais energia do que um gato maior, castrado e sedentário — mesmo comendo o mesmo tipo de ração.
Ainda assim, é possível usar um exemplo prático como referência inicial: um gato adulto saudável de 4 a 4,5 kg costuma precisar, em média, de 180 a 220 kcal por dia, o que geralmente equivale a aproximadamente 45 a 65 g de ração seca.
Essa quantidade, porém, pode variar conforme o valor calórico do alimento e o perfil do gato. O objetivo é sempre o mesmo: manter o gato bem nutrido, com energia e no peso adequado, sem faltar nutrientes e sem sobrar calorias.
Isso é importante porque tanto a subalimentação (subnutrição) quanto o excesso podem trazer riscos reais para a saúde, como perda de massa muscular, alterações gastrointestinais e obesidade felina.
Por isso, ao longo deste guia, a recomendação não será “adivinhar gramas”, e sim entender como ajustar a porção com base em calorias e no rótulo do alimento, para definir uma rotina alimentar mais segura e equilibrada.
A forma mais prática de definir a porção diária é partir da ingestão calórica recomendada para o peso do gato.
De acordo com um artigo veterinário assinado por Justine Lee, DVM, publicado no portal Whisker (WhiskerDocs), gatos adultos saudáveis costumam precisar de cerca de 44 kcal por kg de peso corporal. Esse cálculo indica que um gato de 4,5 kg tende a consumir em torno de 200 kcal por dia.
Vale ressaltar que a ingestão calórica diária muda conforme:
As tabelas a seguir funcionam como referência inicial e devem ser ajustadas pelo valor calórico do rótulo do alimento e pelo peso do gato ao longo das semanas.
A ração seca costuma ter maior densidade calórica, por isso a porção diária em gramas tende a ser menor do que na alimentação úmida.
| Tipo de gato | Ingestão calórica | Ração seca (g/dia) | Frequência de alimentação |
| Filhote (até 6 meses*) | 2 a 3 vezes a ingestão diária recomendada para adultos | 50 a 75g | 3 a 4 refeições/dia |
| Adulto (1 a 7 anos) | 200 a 300 kcal/dia | 40 a 60g | 1 a 2 refeições/dia (ou fracionado) |
| Sênior (7+ anos) | 180 a 220 kcal/dia | 30 a 40g | 2 a 3 refeições menores/dia |
A ração úmida tem mais água e costuma ter menos calorias por grama. Por isso, o volume diário tende a ser maior, especialmente quando o sachê é a principal fonte de alimentação.
| Tipo de gato | Ingestão calórica | Ração úmida (g/dia) | Frequência de alimentação |
| Filhote (até 6 meses*) | 2 a 3 vezes a ingestão diária recomendada para adultos | 75 a 100g | 3 a 4 refeições/dia |
| Adulto (1 a 7 anos) | 200 a 300 kcal/dia | 100g | 1 a 2 refeições/dia (ou fracionado) |
| Sênior (7+ anos) | 180 a 220 kcal/dia | 85g | 2 a 3 refeições menores/dia |
A combinação das rações (mix feeding) costuma ser uma estratégia útil para equilibrar saciedade, hidratação e controle de porção. O principal cuidado é evitar que a soma de alimentos ultrapasse a ingestão calórica diária.
| Tipo de gato | Rotina combinada (referência) | Frequência sugerida |
| Filhote (até 6 meses) | 25–30 g de seca + 50–70 g de úmida | 3 a 4 refeições/dia |
| Adulto (1 a 7 anos) | 25–40 g de seca + 60–80 g de úmida | 1 a 2 refeições/dia (ou fracionado) |
| Sênior (7+ anos) | 15–25 g de seca + 50–70 g de úmida | 2 a 3 refeições menores/dia |
Regra prática: a ração seca concentra mais calorias. Em rotinas combinadas, reduzir a porção de seca costuma ser o ajuste mais importante para evitar excesso.
Uma forma prática de começar a estimar quanta seca um gato deve comer por dia é usar uma tabela por peso corporal.
Essa referência é útil principalmente quando a ração é a base da alimentação, mas sempre precisa ser ajustada pelo valor calórico do alimento (kcal/100 g ou kcal/kg) e pela condição corporal do gato.
| Peso do gato | Quantidade aproximada de ração seca por dia |
| 2 kg | 30 a 40 g |
| 3 kg | 40 a 55 g |
| 4 kg | 45 a 65 g |
| 5 kg | 55 a 75 g |
| acima de 6 kg | cerca de 11 g por kg/dia |
As tabelas servem como referência inicial, mas a porção ideal deve ser ajustada com monitoramento de peso e orientação veterinária.
A consulta é ainda mais importante em casos de obesidade, perda de peso, doenças renais, diabetes, hipertireoidismo ou dietas terapêuticas. Portanto, antes de oferecer qualquer alimento ao seu pet, fale com um profissional para definir a dieta adequada.
As tabelas ajudam a ter uma referência inicial, mas a porção ideal sempre depende do perfil do gato. Alguns fatores mudam completamente a necessidade calórica e explicam por que dois felinos do mesmo peso podem precisar de quantidades diferentes.
O peso é o ponto de partida para definir a porção, mas o mais importante é saber se o gato está no peso ideal.
Gatos que brincam, sobem em prateleiras, usam arranhadores e se movimentam bastante gastam mais energia. Por isso, um gato ativo tende a precisar de mais calorias do que um gato sedentário que passa a maior parte do dia dormindo.
Gatos castrados costumam ter metabolismo mais lento e maior predisposição ao ganho de peso. Por isso, muitas vezes a porção precisa ser reduzida ou o alimento deve ser específico para esse perfil, principalmente em gatos que vivem em ambiente interno.
A quantidade ideal muda conforme a idade. Filhotes têm demanda energética maior por estarem em crescimento. Gatos adultos precisam de equilíbrio para manutenção do peso. Gatos sênior podem exigir ajustes por metabolismo mais lento ou presença de doenças crônicas que afetam apetite e digestão.
Gestação, lactação, doenças renais, diabetes, hipertireoidismo e outras condições clínicas mudam completamente a necessidade alimentar. Nessas situações, o tipo de dieta e a porção devem ser definidos com acompanhamento veterinário.
O mesmo volume pode ter valores calóricos muito diferentes. Em geral:
As tabelas por idade e peso ajudam a ter uma referência inicial, mas o jeito mais seguro de ajustar a porção é usar o valor calórico do rótulo (kcal/kg ou kcal/100 g) e comparar com a necessidade diária de calorias do gato.
Como referência prática, muitos cálculos veterinários consideram que gatos adultos saudáveis precisam de cerca de 44 kcal por kg de peso corporal por dia.
Exemplo simples
Um gato de 4,5 kg tende a precisar de aproximadamente 200 kcal por dia (4,5 × 44 = 198).
A conta deve ser feita com base no peso ideal, principalmente em gatos com sobrepeso.
A maioria das embalagens informa a energia do alimento como:
Esse número costuma aparecer como Energia metabolizável (EM).
Exemplo:
“Energia metabolizável: 3.800 kcal/kg”
Agora é só dividir: Porção diária (g) = calorias que o gato precisa por dia ÷ calorias do alimento por grama.
Como o rótulo geralmente vem em kcal/kg, basta converter assim:
3.800 kcal/kg = 3,8 kcal por grama
Exemplo prático: se o gato precisa de 200 kcal por dia, o cálculo fica assim:
200 ÷ 3,8 = 52 g por dia
Se houver alimentação mista (seca + úmida), é importante somar as calorias dos dois alimentos para não ultrapassar o total diário recomendado.
Depois de chegar na porção total, o ideal é fracionar:
Isso irá respeitar melhor o padrão alimentar natural do gato e pode ajudar no controle de saciedade.
O valor calórico pode variar bastante de uma marca para outra. Mesmo duas rações “para adulto” podem ter densidades energéticas bem diferentes. Então, a mesma quantidade em gramas pode fornecer mais ou menos calorias, dependendo do alimento.
Por isso, as tabelas funcionam como referência, mas o ajuste mais seguro vem do rótulo + monitoramento do peso ao longo das semanas.
De acordo com um estudo que comparou recomendações presentes em rótulos comerciais com as diretrizes da FEDIAF (2019), muitas orientações avaliadas ficaram acima ou abaixo do valor estimado pelas fórmulas de necessidade energética da entidade.
Isso não significa que o rótulo esteja “errado”, e sim que:
Por isso, se houver sobrepeso, emagrecimento, vômitos, recusa alimentar, doenças crônicas ou uso de dieta terapêutica, o acompanhamento veterinário é o caminho mais seguro para ajustar porção, qualidade do alimento e calorias com precisão.
Use estes sinais como referência prática para avaliar se a quantidade diária está adequada. Se houver dúvidas ou alterações persistentes, o ideal é procurar um médico-veterinário para ajustes personalizados.
A porção tende a estar correta quando:
Orientação importante: perda de apetite por mais de 24 horas, perda de peso, vômitos frequentes ou dificuldade para manter o peso ideal devem ser avaliados por um veterinário, principalmente em gatos idosos, castrados ou com doenças crônicas.

O comportamento alimentar felino segue uma lógica própria: gatos tendem a comer em pequenas porções ao longo do dia e podem recusar o alimento quando há mudanças de cheiro, textura ou temperatura.
Esse padrão explica por que a mesma porção pode funcionar para um gato e ser inadequada para outro.
De acordo com um material técnico sobre nutrição e comportamento alimentar publicado pela Universidade Brasil, gatos ingerem alimentos em pequenas quantidades e em várias ocasiões ao longo do dia, chegando a 8 a 16 mini-refeições em 24 horas.
Esse comportamento nutricional foi descrito pelo informativo técnico da Chronos Pet, descreve que esse padrão é um reflexo direto do comportamento dos felinos selvagens.
Na natureza, para um gato de 4 kg atingir a necessidade energética diária, seria necessária a ingestão de aproximadamente 10 camundongos de 26 g por dia, o que exige uma rotina contínua de caça, pequenas refeições e retorno à busca por alimento.
Por isso, a criação de planos de alimentação que imitam esse comportamento natural ajuda a reduzir pedidos constantes de comida, frustração e até conflitos entre gatos em lares com mais de um animal.
Na prática, a porção diária pode ser a mesma, mas a forma de oferecer faz diferença. O fracionamento tende a respeitar melhor o padrão natural do gato e melhora o controle alimentar.
Os gatos apresentam alta sensibilidade organoléptica, ou seja, identificam e reagem facilmente a alterações de cheiro, textura e palatabilidade do alimento.
Portanto, alimentos muito frios ou muito quentes podem reduzir a aceitação, com melhor tolerância quando a temperatura está próxima de 30 a 40°C.
Então, mudanças de dieta ou alterações sensoriais podem levar à redução de consumo e até à rejeição do alimento, com risco de anorexia em alguns casos.
Por isso, “gato comendo pouco” nem sempre é falta de fome. Mudança de rotina, estresse, rejeição sensorial e até desconforto físico podem influenciar o apetite.
Entre as causas comuns estão dor dental, náusea, alterações gastrointestinais e doenças crônicas, como problemas renais, especialmente quando a queda de apetite é persistente.
De acordo com orientações do CRMV-PR, gatos tendem a preferir comer sozinhos e em pequenas refeições ao longo do dia. Esse padrão favorece o bem-estar e pode ajudar a reduzir riscos associados ao excesso de peso, como obesidade.
O mesmo material cita estratégias úteis para tornar a alimentação mais próxima do comportamento natural do gato e estimular atividade física e mental, principalmente em gatos que vivem dentro de casa. Alguns exemplos são:
Em lares com múltiplos gatos, recomenda-se evitar competição por alimento com comedouros individuais em locais separados e, quando possível, com separação visual entre potes.
Em resumo, a quantidade diária importa, mas o modo de oferecer também influencia apetite, ansiedade, saciedade e controle de peso.
A rotina alimentar dos gatos precisa considerar não apenas quantidade, mas também qualidade nutricional e equilíbrio.
Em vida livre, a alimentação natural dos felinos é composta principalmente por uma base rica em proteína e gordura, com baixo teor de carboidratos. Em média:
Além disso, a dieta precisa fornecer nutrientes essenciais, como a taurina, importante para a saúde do coração e dos olhos, e manter os petiscos como exceção, representando no máximo 5% da alimentação diária, para não desregular a rotina.

Gatos são carnívoros estritos, ou seja, o corpo deles foi feito para obter nutrientes principalmente de proteína e gordura de origem animal.
Sim, muitos gatos preferem beliscar ao longo do dia, o que é um comportamento natural. O problema é quando isso vira excesso de calorias, principalmente se há pouca atividade física ou se o gato já está acima do peso.
Depende. Em gatos com bom controle de apetite e peso estável, pode funcionar. Mas para muitos gatos, principalmente castrados e sedentários, a comida à vontade aumenta o risco de sobrepeso e obesidade.
As causas mais comuns são: tédio, ansiedade, rotina sem estímulo, porção insuficiente, dieta pouco sacietógena (baixa em proteína) ou excesso de petiscos.
Em alguns casos, pode indicar condições como diabetes, hipertireoidismo ou parasitas, por isso vale avaliar com um veterinário.
A maioria dos veterinários recomenda oferecer comida pela manhã e no início da noite, seguindo o padrão natural de caça. Se possível, dividir em refeições menores ao longo do dia pode melhorar a saciedade e reduzir a ansiedade.
Sim, a taurina é um nutriente essencial para gatos e a deficiência pode causar problemas sérios, como degeneração da retina (cegueira) e cardiomiopatia dilatada. Por isso, os gatos devem comer alimentos formulados para a espécie, especialmente rações completas e balanceadas.
Se o gato termina a porção em poucos segundos, engole sem mastigar ou vomita logo depois, pode estar comendo rápido demais. Nesses casos, vale usar comedouros lentos, brinquedos alimentares e fracionar a quantidade em porções menores.

O conteúdo te ajudou a entender quanto um gato deve comer por dia? Compartilhe com outros responsáveis por pets. Essa informação pode fazer diferença na saúde e no peso do felino ao longo da vida.
E se quiser saber mais sobre alimentação, saúde, bem-estar e tudo relacionado a vida do seu gato, continue acompanhando o Blog da Cobasi. Até a próxima!
A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.
Ver publicações



A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.






Tenho 2 gatos adultos e as vz fico perdida com a questão da quantidade de ração e quantas vz…por muitas vz minha gata comeu muito e depois vômitou..
tenho uma gatinha com 7 meses e ja foi castrada devo alimentala com ração de filhote ou de castrada
Meu gato é pequeno tem três meses pesa trezentas gramas
Oie. Tive uma experiencia parecida com a sua, minha gata tinha 8 meses quando foi castrada. Antes da cirurgia, eu dava racao para filhotes, já que o intuito dela é ser mais pastosa e pequena porque facilita dos filhotes comerem, pelos dentes serem pequenos e seu sistema digestorio tambem. Nesse caso, depois da cirurgia, eu comprei ração de castrados, mas eu triturava para ficar pequenos os pedaços. Seria legal também dar uma misturada com sachê, pra hidratar o gato, já que eles nao costumam beber muita agua. Talvez isso ajude seu filhote a comer bem.