Tipos de Ração para Aves

18 de maio de 2018

Aves

Você deseja conhecer os tipos de ração para aves? Então este é o lugar certo. Abaixo selecionamos as principais opções de alimentos e explicamos as vantagens de algumas delas. Conheça abaixo!

O que é Ração Extrusada?

É um alimento completo e balanceado, que passa pelo processo de extrusão. Tal processo é feito de maneira industrial, em que as matérias primas da composição da ração (milho, aveia, linhaça, trigo, mel, ovo e etc), passam por uma máquina chamada extrusora. Neste equipamento, ocorrem etapas de cozimento em alta temperatura e pressão, mistura, secagem e texturização, em curto espaço de tempo. O resultado desta transformação, termina com o corte do produto por lâminas na saída da máquina.

A ração extrusada possui um formato padrão de grãos, possuindo uma quantidade de nutrientes e componentes diferentes, nas mesmas proporções em todo seu conteúdo. Como exemplo, uma ração comercial de Calopsita possuí todos estes componentes em um único grão: umidade, proteína, extrato etéreo, matéria fibrosa e matéria mineral.

Existem qualidades diferentes entre as diversas marcas de rações extrusadas no mercado. A escolha correta pode impactar diretamente no dia a dia do animal. A maneira mais adequada de avaliar uma marca é analisar os componentes nutricionais de cada produto. Assim, podemos traçar um perfil de qualidade pensando em cada espécie.

Processamento de Ração Extrusada

Para processar a ração extrusada, são utilizados um pistão e um conjunto de peças que empurram o produto sólido para o final da máquina. Geralmente são selecionados os grãos de melhor qualidade. A ração extrusada é mais digestível e tem melhor rendimento energético. Além de serem selecionados grãos e alimentos de alta qualidade, também são escolhidos alimentos com características nutricionais distintas, que ao final do processo se juntarão ao mesmo grão de ração de maneira balanceada.

Vantagens da utilização de ração extrusada

A primeira vantagem é a obtenção de um alimento 100% completo e balanceado. Isso representa um ganho real na qualidade de vida da ave. Estudos mostram que a expectativa de vida é aumentada com esta alimentação, diminui-se o risco de obesidade e de adquirir doenças.

Neste tipo de alimento, é possível obter várias granulometrias (tamanhos) diferentes, adaptadas as várias espécies existentes. Consegue-se fabricar um tipo de grão de ração específico para psitacídeos ou passeriformes, facilitando a apreensão (alimentação) do mesmo. Por isso, nas diversas rações existentes, observa-se formatos arredondados, achatados, cilíndricos e etc, além de tamanhos variáveis.

Uma outra vantagem é a alta digestibilidade (capacidade de digestão). A ave que se alimenta de ração extrusada, consegue aproveitar melhor os nutrientes, que tem absorção extremamente eficiente pelo seu aparelho digestório. Isto prova que ao utilizar ração extrusada o aproveitamento e rendimento é mais elevado (o animal consome menos quantidade de alimento para ter suas necessidades fisiológicas atendidas).

Também possuem uma maior eficiência energética. A ave consegue ter melhor desempenho energético, pela conversão alimentar, ou seja, a ração fornece com grande eficiência energia para a ave se desenvolver, crescer, se reproduzir, cantar, voar, botar ovos, realizar muda de penas e etc.

Estas rações proporcionam uma ótima capacidade de armazenagem, principalmente se comparada a sementes.

Esta prática de alimentação é extremamente simplificada, como não há seleção de sementes, pois todos os pedaços são iguais, o consumo é controlado e higiênico. Não há desperdício de cascas de sementes por exemplo, que podem significar até 30% de perdas numa alimentação natural, além de sujar gaiolas e o ambiente.

Adaptação para Ração Extrusada

Um dos principais pontos a serem observados é que as aves têm prazer em selecionar e descascar sementes, pois é um hábito natural delas. Também existem sementes que são mais gordurosas e por isso são mais atrativas. Logo, a aceitação de ração extrusada é mais delicada e deve ser feita de maneira sistemática, para melhorar a aceitação do novo alimento e diminuir a rejeição.

A ave possuí um aparelho digestório evoluído e adaptado para conseguir digerir sementes e grãos, que são duros e rígidos. Porém, quando uma ave passa a comer ração extrusada, uma transição gradativa deve ser respeitada. As aves possuem no seu aparelho digestório enzimas e microrganismos, que são responsáveis por regular e realizar a digestão. Estes são adaptados para cada dieta, portanto, quando se muda um tipo de alimento, é necessário que a flora intestinal (enzimas e microrganismos) se adaptem a nova dieta. Esse processo de adaptação leva um certo tempo (pode variar de acordo com o alimento e indicação do fabricante), e deve ser feito de maneira gradual.

Na fase de adaptação, a ave começa comendo menos da nova ração, e mais do alimento antigo, e aos poucos vai comendo mais da ração nova, sempre levando em conta o período de adaptação ideal para cada animal. Essa estratégia auxilia no processo de adaptação ao novo alimento – evitando rejeições, além de evitar problemas gastrointestinais diversos.

Existem casos em que o animal não se adapta ao novo tipo de alimentação, mesmo seguindo as orientações da troca gradativa. É importante ressaltar que nestes casos, o animal deve se retornar para o alimento habitual, evitando transtornos alimentares e de saúde para ave.

Diferenciação entre Espécies

Existem rações específicas para cada espécie, levando em conta hábitos alimentares, necessidades nutricionais e seleção de alimentos. Então, no mercado são encontradas formulações específicas para Calopsita, Canário, Papagaio, Periquito, Arara, Tucano e etc. As alterações ocorrem primeiramente no formato e tamanho de cada “croquete”, que facilita a apreensão com o bico – de acordo com cada espécie.

Outra mudança recorrente é na composição básica da ração, em que algumas possuem um grupo de sementes, como alpiste, milho e senha, por exemplo. Em outras encontramos painço, níger e aveia.

E por último os níveis nutricionais (proteína, gordura, fibra e etc) são formulados pensando em cada espécie. Existem espécies que precisam de mais proteína e gordura, pois seu metabolismo é mais acelerado, já outras, o nível de proteína e gordura é reduzido –  pois o metabolismo da ave é mais lento. Isso evita excesso e escassez de energia.

Mistura de Sementes/ Sementes in Natura

Hábito alimentar

Diante da variedade de alimentos disponíveis para os grupos pertencentes à fauna, podemos afirmar que as aves são as que possuem o mais diversificado cardápio em suas dietas. As diversas adaptações presentes no grupo, propiciam mais eficiência e maior abrangência na busca por fontes de alimentos – incluindo néctares, frutas, insetos e principalmente grãos.

As aves granívoras – assim são chamadas as que consomem grãos – de acordo com a espécie, podem consumir desde pequenas sementes de gramíneas, como o alpiste, até sementes maiores como girassol – apreciado por papagaios, por exemplo. Os fabricantes de alimentos para aves, buscam em suas composições agrupar sementes compatíveis com os hábitos e as necessidades nutricionais de cada espécie. A maioria das aves comercializadas se alimentam de “misturas” de sementes.

Características das aves granívoras

O sistema digestório das aves possui órgãos especializados que conseguem digerir com perfeição alimentos duros e de difícil absorção – como são as sementes. Os dois principais órgãos são o papo e a moela. O primeiro, armazena e amolece a semente através das mucosas, enquanto o segundo, tritura o alimento – utilizando como auxilio para este mecanismo, pedriscos que são ingeridos de forma aleatória e se acumulam no interior da moela, resultando em maior atrito com alimento e otimizando assim à digestão.

Sementes são vivas

Sementes são alimentos vivos (in natura), que possuem um tegumento (casca) que geralmente é descartado pelas aves. A ave ingere o conteúdo interno denominado de endosperma primário que é rico em nutrientes. Por isso, quanto mais fresca, melhor a qualidade da semente. As secas, opacas e envelhecidas, apresentam declínio de suas características nutricionais.

Aves e suas preferências/ Enriquecimento Ambiental

As espécies possuem predileção por determinados tipos de sementes, como: o Canário por alpiste, o Mandarim por painço, o Papagaio por girassol e etc. Comercializamos bastões de sementes (misturas de sementes compactadas em forma de bastão) que estimulam o hábito presente nas aves granívoras de “selecionar” as sementes que mais apreciam, funcionando como um importante fator de enriquecimento ambiental, se tornando um excelente passatempo.

Valor nutricional

Sementes possuem importantes nutrientes para o desenvolvimento das aves, pois são ricas em proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras. A porcentagem de cada nutriente pode variar de acordo com o tipo de grão; o girassol, por exemplo, é rico em gordura e por isso deve ser fornecido de forma controlada.

Como fornecer para ave?

Aves se alimentam diversas vezes ao dia. É de extrema importância a mistura de sementes ser adequada para a espécie a ser alimentada. A mistura deverá ficar disponível 24h por dia, sempre em comedouro limpo e bem lavado. Os resíduos das sementes (cascas) devem ser retirados diariamente.

Farinhad

Oque é farinhada

A farinhada é considerada complemento da alimentação da ave – diferente de um suplemento, que supre uma necessidade pontual relacionada a nutrição –  a complementação vem para somar na dieta das aves, trazendo benefícios a sua saúde e desenvolvimento.

Em sua composição, podemos encontrar: milho integral floculado, trigo integral, aveia integral, proteína texturizada de soja, ovo integral desidratado, mel, óleo de coco, semente de linhaça integral, níger, perila, premix vitamínico e mineral quelatado e etc.

Indicação das Farinhadas

São indicadas para todas as aves, porém por haver diferentes grupos de espécies, as formulações são feitas de acordo com a necessidade nutricional de cada grupo. Então, encontraremos farinhada para psitacídeos como Calopsita, Papagaio, Arara e Periquito. Também encontraremos as específicas para aves silvestres como Trinca-Ferro, Sabiá, Curió, Bicudo, Azulão e Coleiro. Além de existir farinhada para passeriformes como Canário.

Esse complemento deve ser oferecido as aves principalmente nos períodos mais críticos da vida do animal. O stress, seja por causa de mudança brusca de temperatura, mudança de local onde a ave vive, transporte e etc, são indicativos para uso de farinhada. O período de reprodução, em que o gasto energético é grande se faz o uso de farinhada com sucesso, pois a ave gasta muita energia para botar ovos, chocar, e depois alimentar seus filhotes. A fase de muda que é um processo natural, exige muito da ave para trocar as penas, sendo interessante o uso de farinhada. E em casos de animais debilitados, se recuperando de alguma enfermidade a farinhada é muito bem-vinda. Em todas estas situações a farinhada deve ser utilizada todos os dias.

Modo de Usar

Para utilizar de maneira segura e eficiente, é recomendado que se utilize dentro da gaiola, viveiro ou recinto, um comedouro destinado apenas para farinhada. Isso evita principalmente o desperdício, pois se trata de farinha – que cai facilmente para fora do comedouro, sujando o recinto do animal (e o ambiente onde ela está localizada também.). Fornecer a quantidade recomendada pelo fornecedor. Uma dica importante é oferecer em pequenas quantidades no comedouro.

Sempre oferecer junto com um bebedouro com água fresca e limpa, além de outro comedouro com o alimento principal. A farinhada deve ser trocada todos os dias, com o recipiente higienizado e seco antes da utilização novamente.

Vantagens

Nas farinhadas podemos encontrar alguns minerais, vitaminas e ácidos graxos, tais como Vitamina E, Selênio e Ômega 3, que são agentes que melhoram a taxa de reprodução das aves.

Algumas linhas, trazem vantagens como: presença de Creatina e L-Carnitina – que faz com que a ave produza e gaste energia de maneira adequada, evitando assim o excesso de peso. Algumas incluem nucleotídeos, prebióticos e probióticos, que atuam no bom funcionamento do intestino, deixando com que microrganismos úteis se desenvolvam.

E também muito importante, fornece fontes proteicas e energéticas para a ave ter condições de enfrentar os casos de necessidade citados no tema de indicações.

Papa de Ovo

A papa de ovo é um complemento alimentar, ou seja, ela apenas acrescenta nutrientes específicos para um alimento principal. A papa de ovo não substitui um alimento balanceado, como ração extrusada.

É um item complementar para aves granívoras (que se alimentam de grãos), que contém proteínas, vitaminas e minerais, em uma proporção adequada.

Pode ser utilizado para vários tipos de aves, como passeriformes (Canários), exóticos (Mandarim, Diamante de Gould), psitacídeos (Calopsitas e Periquitos) e qualquer outra ave que se alimente de grãos e sementes.

A papa de ovo é utilizada em casos de manutenção, principalmente para aves adultas, que se encontram em bom estado de saúde, não passam por nenhuma alteração fisiológica, stress, doença e muda de penas. É indicado para aquele criador ou tutor que queira complementar a dieta de seu animal com uma fonte interessante de proteína, vitaminas e minerais.

A maneira mais usual de se fornecer a papa de ovo, é através de um comedouro extra destinado apenas para o complemento – além do comedouro para o alimento principal e um bebedouro com água limpa e fresca. A troca do complemento deve ser feita diariamente, assim como a higienização dos comedouros, sendo bem secos antes da nova utilização.

Conteúdo desenvolvido pelo time de Educação Corporativa da Cobasi