
| Atualizada em

O carrapato-estrela — nome popular dado ao carrapato Amblyomma sculptum — é considerado o principal vetor da febre maculosa no Brasil.
Conhecido como carrapato-do-cavalo, rodoleiro, micuim ou vermelhinho, o parasita é encontrado na maioria dos estados brasileiros, em diferentes épocas do ano.
A febre maculosa, doença infecciosa associada à espécie, é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados.
Felizmente, estudos indicam que apenas cerca de 1% dos carrapatos-estrelas encontrados na natureza carregam a bactéria responsável pela zoonose, considerada grave, mas rara.
Em humanos, os sinais clínicos da febre maculosa surgem entre 2 e 14 dias após a picada e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, mal-estar e manchas na pele.
Sem tratamento rápido, a doença pode evoluir para quadros intensos e apresenta alta taxa de letalidade, chegando a 70% no Estado de São Paulo, segundo o CRMV-SP.
O risco de contato com o carrapato-estrela é maior em áreas de mata, pastagens, fazendas, gramados e regiões próximas a rios, lagos e córregos, onde os aracnídeos vivem.
Animais como capivaras, antas e cavalos normalmente são os hospedeiros primários, mas cães e gatos também podem ser parasitados por acidente.
Em cães e gatos, a febre maculosa costuma causar sintomas semelhantes aos observados em humanos, incluindo febre, prostração, falta de apetite e dores musculares e articulares.
Quer saber como proteger seu pet e toda a sua família contra essa ameaça? Continue a leitura e descubra o que é, como identificar e o que fazer se for picado por um carrapato-estrela!
O carrapato-estrela, cujo nome científico é Amblyomma sculptum, é um artrópode da classe Arachnida, assim como as aranhas e os escorpiões.
Classificado como um carrapato de corpo duro da família Ixodidae, esse ectoparasita é um hematófago, ou seja, se alimenta do sangue de outros animais para sobreviver.
Por muito tempo, o carrapato-estrela foi chamado de Amblyomma cajennense, até que novos estudos mostraram que essa nomenclatura abrigava um complexo de pelo menos seis espécies distintas.
De acordo com a Embrapa, apenas duas espécies do complexo A. cajennense são relatadas no Brasil, sendo A. sculptum a espécie de maior importância médico-veterinária.
Além dela, outros carrapatos do gênero Amblyomma atuam como transmissores da febre maculosa e merecem atenção especial, incluindo o A. aureolatum e o A. ovale.

Essas espécies são encontradas em diferentes regiões do Brasil e possuem características próprias. Veja a distribuição geográfica e os riscos associados na tabela!
| Espécie de carrapato | Distribuição geográfica | Riscos associados |
| Amblyomma sculptum (carrapato-estrela) | Estados da região Sudeste e Centro-Oeste, Bahia, Paraná e Santa Catarina, nos biomas do Cerrado, Pantanal e áreas degradadas da Mata Atlântica. | É responsável pela transmissão da R. rickettsii, bactéria associada a quadros de febre maculosa mais graves. |
| Amblyomma aureolatum (carrapato do cachorro) | São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Sul do Brasil. | É responsável pela transmissão da R. rickettsii, bactéria associada a quadros de febre maculosa mais graves. |
| Amblyomma ovale | Áreas de Mata Atlântica nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. | É responsável pela transmissão da R. parkeri, bactéria associada a quadros de febre maculosa menos graves. |
O carrapato-estrela (Amblyomma sculptum) passa por quatro estágios de desenvolvimento ao longo da vida: ovo, larva, ninfa e adulto.
As larvas, ninfas e adultos se alimentam de sangue e, depois de completar cada repasto sanguíneo, desprendem-se do hospedeiro e retornam ao ambiente para a próxima muda.
Por conta disso, a espécie precisa de pelo menos três hospedeiros para completar sua evolução, em um ciclo biológico definido como trioxeno.
O ciclo de vida do carrapato-estrela começa quando uma fêmea adulta, completamente alimentada (ingurgitada), desprende-se do hospedeiro e cai no solo.
Após cerca de 20 dias, o parasita deposita entre 5 mil e 20 mil ovos. Aproximadamente 30 dias depois, os ovos eclodem e dão origem às larvas.
Quando atingem a maturação, as larvas de carrapato-estrela sobem em folhas de plantas baixas e ficam agrupadas nas pontas, formando os chamados “bolinhos de larvas”.
Assim, se um possível hospedeiro passa pelo local, essas formas jovens podem se fixar no animal e começar a alimentação.
Depois de alimentadas — processo chamado de ingurgitamento —, as larvas caem no solo e fazem a primeira ecdise (muda), dando origem às ninfas de carrapato-estrela.
As ninfas, conhecidas popularmente como vermelhinhos, repetem o comportamento de tocaia da fase larval e esperam um novo hospedeiro em folhas da vegetação.
Algumas vezes, esses parasitas também se deslocam por pequenas distâncias no solo em busca de hospedeiros.
Após se alimentarem, desprendem-se, retornam ao solo e realizam a segunda ecdise, transformando-se em carrapatos-estrelas adultos.
Na fase adulta, surgem as formas sexuadas dos parasitas. A partir daí, machos e fêmeas procuram um terceiro hospedeiro para realizar o repasto sanguíneo e a cópula.
Quando estiver completamente alimentada, a fêmea se desprenderá e, no solo, iniciará um novo ciclo, com a postura de ovos.

Vale lembrar que o ciclo de vida dos carrapatos-estrelas é sazonal, e o desenvolvimento de uma geração normalmente leva um ano completo.
Cada etapa ocorre com mais frequência em uma época específica do ano, explica Marcos Vinícius Rodrigues, biólogo entrevistado pela National Geographic:
“O carrapato estrela completa um ciclo de vida no período de um ano, mas as fases se dividem bem ao longo dos meses. As larvas são mais comuns de abril a julho. Já as ninfas, de julho a outubro. Enquanto os adultos, de outubro a março”, completa.
O carrapato-estrela pode ser encontrado em diferentes regiões do Brasil, principalmente nas áreas de Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica do país. (Martins et al., 2016)
Como comentamos anteriormente, apenas as espécies A. sculptum e A. cajennense s. s. foram descritas em território nacional, mas a distribuição geográfica entre elas varia.
O Amblyomma sculptum, por exemplo, é encontrado com mais frequência nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de alguns estados do Nordeste e do Sul do país.
O Amblyomma cajennense sensu stricto, por outro lado, foi registrado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

A alta incidência do carrapato-estrela em áreas verdes e sombreadas de regiões urbanas ou próximas de cidades faz com que essa espécie tenha mais contato com humanos.
Os pesquisadores acreditam que a presença expressiva dos parasitas aconteça justamente por conta da alta disponibilidade de hospedeiros na região, como as capivaras.
Na natureza, os carrapatos-estrelas vivem em áreas com vegetação e presença de animais. Os locais de maior risco são:
Estudos indicam que cavalos, antas e capivaras são os hospedeiros primários favoritos dos carrapatos-estrelas. (LABRUNA et al., 2001)
Dentre eles, as capivaras têm um papel importante na distribuição do Amblyomma sculptum em áreas urbanas e periurbanas, porque servem como amplificadores da febre maculosa.
Segundo a médica-veterinária Fernanda Battistella Passos Nunes, entrevistada pelo CRMV-SP, uma vez infectadas, as capivaras continuam apresentando a bactéria responsável pela doença na corrente sanguínea por cerca de 10 a 14 dias.
Nesse período, os carrapatos não infectados que se alimentarem do animal poderão adquirir o mesmo agente e transmiti-lo para outros hospedeiros.
“Após esse período, a capivara se torna imune e não participa mais do ciclo de febre maculosa de forma direta. Mas, por ser muito prolífera, reproduz filhotes suscetíveis à amplificação da doença, mantendo, assim, o ciclo”, explica a especialista.
Formas imaturas do carrapato-estrela, como ninfas, apresentam baixa especificidade de hospedeiro e podem parasitar equinos, bovinos, caprinos, suínos, roedores, marsupiais, aves, cães, gatos e até humanos. (ROJAS; MARINI; COUTINHO, 1999)
O carrapato-estrela normalmente é pequeno, avermelhado, amarronzado ou dourado, e possui um escudo dorsal ornamentado, com desenhos característicos.
Você pode identificá-lo observando essas características, mas é bom lembrar que a aparência dos ectoparasitas varia conforme o seu estágio de desenvolvimento.
Isso significa que um carrapato-estrela pequeno, em formas jovens, nem sempre terá a mesma aparência de um adulto.
Para facilitar a identificação, trouxemos imagens e características do carrapato-estrela em suas diferentes fases de vida. Acompanhe!
A aparência do carrapato-estrela muda bastante ao longo do seu desenvolvimento.

Durante o período larval, o micuim é minúsculo e pode ser visto apenas como um pequeno pontinho ou uma “pintinha” sobre a pele.
Depois vem a fase de ninfa, conhecida como vermelhinho. Nessa etapa, o carrapato é um pouco maior que o micuim, mas ainda pode ser difícil de identificar.
Na fase adulta, o carrapato-estrela apresenta coloração que varia do marrom-claro ao dourado e possui um escudo dorsal ornamentado, com desenhos característicos.
De acordo com a Prefeitura de Jundiaí, ectoparasitas adultos medem cerca de 1 cm, podendo aumentar de tamanho depois de se alimentar.
Abaixo, trouxemos fotos do carrapato-estrela em todas as suas fases de desenvolvimento, e em diferentes locais e situações. Use como guia para identificação!








Em ambientes domésticos, um carrapato comum encontrado em cães e até em gatos é o Rhipicephalus sanguineus, conhecido como carrapato-marrom-do-cão.
Embora façam parte da mesma família de carrapatos de corpo duro, essa espécie é diferente do carrapato-estrela, que pode atuar como vetor da febre maculosa.
Segundo o médico-veterinário Thiago Fernandes Martins, entrevistado pelo canal Luz, Câmera e Ciência USP, três características ajudam a diferenciá-los. Confira na tabela:
| Carrapato-estrela (Amblyomma sculptum) | Carrapato-marrom-do-cão (Rhipicephalus sanguineus) | |
| Aparelho bucal | Mais comprido. | Mais curto e largo. |
| Escudo | Ornamentado, com tons que podem variar entre amarelado, esverdeado e dourado. | Totalmente marrom ou avermelhado, sem ornamentação. |
| Comportamento e ambiente | Mais comum em áreas rurais, matas, pastagens e parques com presença de animais como cavalos e capivaras. | Mais frequente em ambientes urbanos, quintais e diretamente em cães e gatos. |
O Rhipicephalus sanguineus normalmente é associado a outras doenças transmitidas por carrapatos, como a babesiose, a anaplasmose e a erliquiose canina.
Mas outras espécies de carrapatos podem abrigar a Rickettsia e, consequentemente, transmitir a febre maculosa para pets e humanos, inclusive o carrapato-marrom-do-cão.
A orientação dada pelo Ministério de Saúde é remover o carrapato-estrela da pele o mais rápido possível.
A retirada deve ser feita com uma pinça. Segure o parasita próximo à pele e puxe-o com cuidado e firmeza, fazendo uma leve torção, sem apertar nem esmagar.
Após a remoção do carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água e coloque todas as peças de roupas em água fervente para retirar outros parasitas.
“Quanto mais depressa ele for retirado, menores os riscos de infecção. Ao retirá-lo, não o esmague com as unhas, pois com o esmagamento pode haver liberação das bactérias que têm capacidade de penetrar na pele através de pequenas lesões”, alerta o médico-veterinário Mário Ramos de Paula e Silva, entrevistado pelo CRMV-SP.
Jamais force o carrapato a se soltar utilizando agulhas ou palitos de fósforo quente, pois essas ações também podem aumentar a chance de transmissão de doenças:
“O estresse faz com que ele libere grande quantidade de saliva, o que aumentam as chances de transmissão das bactérias transmissoras da doença. Os carrapatos devem ser retirados com muito cuidado, por meio de uma leve torção, para que sua boca solte a pele”, orienta o especialista.
Você pode seguir o mesmo passo a passo para retirar carrapatos-estrelas da pele de cães e gatos, mas se sentir dificuldade no processo, consulte um médico-veterinário.
A principal doença transmitida pelo carrapato-estrela é a febre maculosa, uma infecção causada por bactérias que chegam até os humanos através da picada de carrapatos infectados.
No Brasil, duas espécies de Rickettsia estão associadas aos quadros clínicos:
Profissionais estimam que o parasita precisa permanecer no hospedeiro por cerca de 4 a 10 horas para transmitir a bactéria causadora da febre maculosa.
A doença tem gravidade variável, mas pode evoluir rapidamente para formas graves, apresentando taxas de letalidade altíssimas pelo país.
Em São Paulo, por exemplo, foram confirmados 11 casos e 10 mortes por febre maculosa em 2026, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde divulgado até 2 de julho.
Os riscos são tão altos que a doença faz parte da lista de zoonoses de notificação obrigatória do Ministério da Saúde.
Isso significa que todo caso de febre maculosa deve ser comunicado às autoridades locais de saúde para investigação epidemiológica e adoção das medidas de controle.
Ainda de acordo com o Ministério de Saúde do Brasil, os sinais de febre maculosa são:
Conforme a doença avança, também é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar de tamanho, atingindo as palmas das mãos, braços ou solas dos pés.
O diagnóstico da febre maculosa é bastante desafiador. Até porque os sintomas clínicos da doença são pouco específicos e podem ser confundidos com outras condições, como dengue, leptospirose, covid-19, hepatite viral, malária, meningite e pneumonia.
Em geral, o médico considera os sintomas, mas também avalia o histórico de exposição a carrapatos-estrelas:
“Por isso, deve-se informar precocemente (até 48 horas do início dos sintomas) que a pessoa frequentou áreas de pesqueiro, sítios, matas, fazendas, ou trilhas ecológicas, locais onde possa ter tido contato com animais e ser picada por um carrapato”, explica a dra. Fernanda Battistella Passos Nunes, entrevistada pelo CRMV-SP.
Durante a investigação, o profissional poderá solicitar exames laboratoriais que contribuam para o diagnóstico da doença, como:
Exames como hemograma e dosagem de enzimas também são usados como ferramentas complementares para avaliar alterações provocadas pela infecção.
O tratamento da febre maculosa deve ser iniciado o mais rápido possível, pois as chances de sucesso e recuperação são maiores quando os cuidados começam cedo.
A terapia é feita com antibióticos específicos e está disponível gratuitamente pelo SUS.
O plano de tratamento costuma durar 7 dias e deve ser mantido por pelo menos 3 dias após o desaparecimento da febre.
Sem cuidados adequados, a doença transmitida pelo carrapato-estrela pode ser fatal, então não espere para procurar atendimento!

Sim. A febre maculosa é uma zoonose que atinge diversas espécies de mamíferos, inclusive cães, gatos e nós, humanos.
Muitos animais domésticos, no entanto, não apresentam sinais da doença, desenvolvendo o chamado estágio subclínico.
“Os cães são 10% suscetíveis a febre maculosa. Portanto 10% podem apresentar sintomas e adoecer, inclusive podem morrer se não tratados”, explica a médica-veterinária Fernanda Battistella Passos Nunes, em entrevista ao CRMV-SP.
Quando há manifestações, os sinais clínicos de febre maculosa em cães e gatos são bem parecidos com a sintomatologia em humanos:
Em casos mais avançados, o animal pode apresentar tosse e dificuldade para respirar, alterações neurológicas, convulsões e coma, além de alterações cardiovasculares, como arritmias, queda da pressão e choque.
Felizmente, a febre maculosa em gatos e cães pode ser curada se o diagnóstico acontecer cedo e o tratamento com antibióticos for prescrito adequadamente.
Não existe vacina humana ou veterinária contra a febre maculosa — muito menos contra o carrapato-estrela, já que ele não é uma doença propriamente dita.
Portanto, a melhor forma de proteger sua família contra essa ameaça é evitar o contato com parasitas e controlar possíveis infestações rapidamente.
Nesse sentido, o uso regular de antiparasitários para cães e gatos ganha grande destaque, explica o médico-veterinário Paulo Corte, entrevistado pelo CRMV-SP:
“A febre maculosa é uma zoonose e passa para nós seres humanos por meio da picada do carrapato, assim como pegamos dengue pela picada do mosquito. Basta um carrapato contaminado por esta bactéria para passar a doença, por isso a importância de prevenir pulgas e carrapatos nos cães e gatos. É algo essencial para deixar sua família segura”.
Hoje em dia, existem diversas opções de antipulgas e carrapaticidas para cães e gatos, disponíveis em comprimido, pipeta, spray e até coleira.
Antes de escolher o produto ideal, verifique a indicação e o espectro de proteção oferecido. Na dúvida, peça recomendações ao médico-veterinário para não errar!
Além de manter o protocolo antiparasitário em dia, lembre-se de fazer a inspeção do animal após passeios em locais de risco, como parques e fazendas.
Observe principalmente a região das orelhas, o pescoço, entre os dedos e outras áreas onde formas imaturas do carrapato-estrela possam estar escondidas.
Quando o carrapato-estrela aparece em casa, o manejo da infestação pode incluir a pulverização de soluções carrapaticidas no ambiente.
Para garantir a saúde de todos os membros da família, faça o procedimento somente com a orientação de especialistas.
O Instituto Butantan também recomenda que tutores e pets evitem áreas de risco, principalmente locais com grama ou vegetação alta e a presença de animais silvestres.
Quando isso não for possível, siga as medidas de prevenção abaixo para evitar acidentes:

O carrapato-estrela é perigoso porque é o principal transmissor de Rickettsia rickettsii, bactéria associada à forma mais grave da Febre Maculosa Brasileira.
Entre os anos de 2000 e 2018, a doença foi responsável por 681 mortes no país, com mais de 2.090 casos confirmados. (BRASIL, 2019)
Além da febre maculosa, o Amblyomma sculptum pode estar envolvido na transmissão de outras doenças, como diferentes tipos de riquetsiose e Doença de Lyme-símile brasileira.
Não. Somente os carrapatos-estrelas infectados por bactérias Rickettsia transmitem febre maculosa para humanos e outros animais.
Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CRMV-SP), cerca de 1% dos carrapatos carregam esse agente etiológico. Ainda assim, é impossível saber a olho nu quais carrapatos-estrelas estão infectados.
Na dúvida, preste atenção a possíveis picadas, remova os parasitas com rapidez e fique atento ao surgimento de sinais da doença.
Para que a transmissão aconteça, o carrapato precisa ficar preso na pele por cerca de 4 a 10 horas. Quanto mais tempo ele ficar ali, maior o risco de infecção.
O carrapato-estrela pode transmitir a bactéria R. rickettsii em qualquer uma das suas fases de vida, seja como larva, ninfa ou adulto.
Ainda assim, especialistas acreditam que as ninfas são mais perigosas e agressivas aos humanos — possivelmente por serem menores e mais difíceis de serem vistas.
Sim. A febre maculosa é uma zoonose que atinge diversos mamíferos, incluindo os cachorros. Segundo estudos, 10% dos cães são suscetíveis à doença, podendo apresentar sintomas e até vir a óbito se não forem tratados rapidamente.
Os principais sinais de febre maculosa em cachorro são prostração, falta de apetite, febre, dor muscular e articular, inchaço, sangramentos e aumento dos linfonodos.
Em casos graves, a doença pode comprometer os sistemas respiratório, cardiovascular e nervoso, causando dificuldade para respirar, convulsões, coma, arritmias e choque.
Por isso, saber como identificar carrapato-estrela em cachorro e fazer a inspeção do animal após a exposição a áreas de risco são medidas tão importantes.
Sim. Assim como acontece com humanos e cachorros, carrapatos-estrelas podem transmitir febre maculosa para gatos. Em felinos, a doença aparece de forma clínica ou subclínica, ou seja, com ou sem sintomas.
Se você encontrar um cachorro com carrapato-estrela, remova o parasita com uma pinça o quanto antes para diminuir o risco de transmissão de doenças.
Observe como o animal se comporta nos próximos dias e procure um médico-veterinário se o pet apresentar sintomas.
Nem todo carrapato-estrela transmite febre maculosa para cachorro, mas fique atento. Iniciar o tratamento com rapidez é a melhor forma de garantir a saúde do seu amigo.
Para remover carrapato-estrela em cachorro, use uma pinça fina e luvas descartáveis. Faça o procedimento em um local tranquilo e bem iluminado, seguindo o passo a passo abaixo:
Guardar o carrapato em um recipiente bem fechado e esterilizado também pode ajudar o médico-veterinário a identificar a espécie e seus possíveis riscos.
Caso você não saiba ou não consiga fazer a remoção com segurança, o mais indicado é procurar um profissional para realizar o procedimento.
Sim, mas é importante verificar a indicação de cada produto, pois nem todo antipulgas e carrapatos para cachorro tem ação contra o carrapato-estrela.
NexGard Spectra, por exemplo, oferece proteção contra pulgas e carrapatos, incluindo o carrapato-estrela, além de atuar contra ácaros e vermes.
Antes de escolher o antiparasitário, nós recomendamos que você converse com um médico-veterinário, que poderá indicar outras medidas de controle ambiental.
A aparência do carrapato-estrela muda conforme a sua fase de vida. Larvas e ninfas são muito pequenas, podendo parecer apenas um pequeno pontinho ou pinta na pele.
Carrapatos-estrelas grandes, na fase adulta, podem ser reconhecidos pela coloração marrom-clara a dourada e pelo escudo dorsal ornamentado, com desenhos característicos.
A picada do carrapato-estrela pode causar um leve aumento de volume na pele, vermelhidão e coceira local.
Segundo a médica e pesquisadora Elba Lemos, entrevistada pelo portal O Globo, algumas pessoas também desenvolvem reações alérgicas e lesões após o acidente:
“As pessoas são diferentes. Existem pessoas que, ao serem picadas, vão ter uma alergia. Tem indivíduos que um único carrapato pode causar uma grande lesão na pele. Mas algumas pessoas não vão ter reação”, explica a especialista.
O carrapato-estrela vive em áreas rurais e de pasto com pouca umidade, principalmente em regiões do Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica do país.
A distribuição geográfica desse vetor varia por espécie.
O Amblyomma sculptum é mais frequente no Sudeste e Centro-Oeste, além de alguns estados do Nordeste e Sul. Já o Amblyomma cajennense sensu stricto ocorre principalmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Os carrapatos-estrelas podem ser encontrados durante o ano todo, mas cada fase do parasita aparece com maior frequência em determinados períodos.
Entre abril e julho, as larvas estão mais presentes no ambiente. As ninfas, por sua vez, predominam entre julho e outubro.
Por serem menores e mais difíceis de identificar, as formas imaturas exigem maior atenção, especialmente durante o outono e o inverno, quando sua ocorrência aumenta.
Alguns profissionais chamam esse período de temporada do carrapato-estrela.
Os carrapatos adultos são mais comuns entre outubro e março, período de primavera e verão, mas também podem ser encontrados em outras épocas do ano.
Agora que você já sabe como identificar o carrapato-estrela e quais cuidados tomar, que tal aprofundar seus conhecimentos sobre o controle de ectoparasitas em cães e gatos?
No vídeo da TV Cobasi, nossos especialistas dão dicas práticas para manter pulgas e carrapatos bem longe do seu pet e da sua família. Dê o play e confira!
Se você está procurando os melhores produtos para a prevenção e o controle de carrapatos em cães e gatos, não esqueça de conferir o site e app da Cobasi.
Nosso pet shop online tem antiparasitários, inseticidas, medicamentos e tudo o que você precisa para garantir a saúde e o bem-estar do seu amigo pagando menos.
Aproveite também o Cobasi Já para receber suas compras em poucas horas* e cadastre-se no Amigo Cobasi para aproveitar promoções especiais!
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (CRMV-SP). Febre maculosa: zoonose apresenta alta taxa de mortalidade e preocupa saúde pública. 2023. Disponível em: https://crmvsp.gov.br/febre-maculosa-zoonose-apresenta-alta-taxa-de-mortalidade-e-preocupa-saude-publica/.
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (CRMV-SP). Febre maculosa: semana de mobilização lembra que prevenção é a melhor arma no combate à doença. 2025. Disponível em: https://crmvsp.gov.br/febre-maculosa-semana-de-mobilizacao-lembra-que-prevencao-e-a-melhor-arma-no-combate-a-doenca/
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (CRMV-RJ). São Paulo registra 10 mortes por febre maculosa apenas em 2026: CRMV-RJ reforça papel do médico-veterinário na prevenção. 2026. Disponível em: https://www.crmvrj.org.br/sao-paulo-registra-10-mortes-por-febre-maculosa-apenas-em-2026-crmv-rj-reforca-papel-do-medico-veterinario-na-prevencao/
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Febre maculosa. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/f/febre-maculosa
NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL. Quando o carrapato-estrela, que transmite a febre maculosa, é mais perigoso?. 2023. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/06/quando-o-carrapato-estrela-que-transmite-a-febre-maculosa-e-mais-perigoso
ROYAL CANIN. Febre maculosa (Rickettsia): entenda o ciclo da doença e como proteger gatos e cães. 2025. Disponível em: https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/outros-assuntos/febre-maculosa/
PREFEITURA DE JUNDIAÍ. FAQ – Perguntas Frequentes – Febre Maculosa. Disponível em: https://jundiai.sp.gov.br/saude/febre-maculosa/faq-perguntas-frequentes/
O GLOBO. Febre maculosa: como saber se fui picado por um carrapato? Veja as novas dúvidas e respostas sobre a doença. 2023. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2023/06/febre-maculosa-como-saber-se-fui-picado-por-um-carrapato-veja-as-novas-duvidas-e-respostas-sobre-a-doenca.ghtml
LUZ, CÂMERA E CIÊNCIA USP. Classificação de Carrapatos. 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=P7vSJuXaO3o
INSTITUTO BUTANTAN. Como evitar acidentes com carrapato-estrela. Disponível em: https://publicacoeseducativas.butantan.gov.br/web/cartaz-carrapato-estrela/pages/pdf/Carrapato-estrela_OK.pdf
RODRIGUES, V.S. et al. Carrapato-estrela (Amblyomma sculptum): ecologia, biologia, controle e importância. 2015. Embrapa. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1030760/1/COT132Final.pdf
RIBEIRO, I.C.T. Parâmetros biológicos de Amblyomma sculptum alimentados em diferentes linhagens de camundongos e desenvolvimento de resposta imune antissaliva. 2021. Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em: https://www.parasitologia.icb.ufmg.br/defesas/662M.PDF
MARTINS, T. F. Estudo do complexo Amblyomma cajennense no Brasil. 2014. Universidade de São Paulo. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-24072014-144543/publico/Thiago_Fernandes_Martins.pdf
VITOR, I. de O et al. A atuação do médico veterinário na prevenção e controle da febre maculosa brasileira. 2025. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJAER/article/view/80799
| Atualizada em
A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.
Ver publicações



A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.







Muito importantes e Objetivas as Informações. Vou repassá-Las na Íntegra.