

Ao ver um cachorro tremendo, é comum pensar que o animal está com frio. Realmente, é uma das causas possíveis, mas não é a única. Medo, ansiedade e dor também podem provocar tremores, assim como febre, intoxicação e alterações neurológicas.
O tremor é um movimento involuntário causado por contrações musculares repetidas. O sintoma pode afetar apenas uma região, como cabeça ou patas, ou atingir o corpo inteiro.
Os episódios podem ser isolados, durar poucos minutos ou ocorrer com frequência. A intensidade, a duração e a repetição dos tremores ajudam a entender se a reação pode ser passageira ou se precisa de avaliação veterinária.
A presença de outros sintomas, como vômito, falta de equilíbrio, respiração ofegante, choro, fraqueza ou desorientação, ajuda a entender o contexto e a gravidade do episódio.
Com a colaboração da médica-veterinária Lysandra Barbieri (CRMV-SP 44484), explicamos por que o cachorro pode tremer, como diferenciar um tremor de uma possível convulsão, o que fazer durante o episódio e quando procurar atendimento veterinário.
Os tremores em cães podem surgir por três grupos principais de motivos:
Em alguns casos, a tremedeira aparece em uma situação fácil de reconhecer, como durante uma tempestade, em um dia frio ou depois de uma brincadeira mais intensa. Em outros, a causa não fica tão evidente logo no início.
A seguir, conheça as principais causas de cachorro com tremedeira, os sintomas que podem acompanhar cada quadro e o que fazer em cada situação.
O cachorro pode tremer de frio quando o organismo precisa produzir mais calor para manter a temperatura corporal.
Os músculos passam a se contrair e relaxar rapidamente, causando a tremedeira observada em dias frios, depois do banho ou durante a permanência em locais úmidos e com corrente de ar.
De modo geral, a temperatura corporal dos cães permanece entre 38 °C e 39 °C. Quando o ambiente esfria, o organismo gasta mais energia para manter essa faixa. A partir de 7 °C, alguns animais já exigem atenção especial, principalmente cães:
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), a exposição ao frio intenso pode reduzir a temperatura corporal e provocar hipotermia.
Além dos tremores, o cachorro pode apresentar sonolência, falta de energia, redução da frequência cardíaca, desorientação e pontas das orelhas geladas. Uma temperatura retal inferior a 36,5 °C também pode indicar o quadro.
Como o frio é uma das causas mais associadas à tremedeira, vale olhar com atenção para o ambiente antes de considerar outras possibilidades.
A umidade, o local onde o animal dorme e características como idade, porte e tipo de pelagem ajudam a identificar se o desconforto térmico pode estar causando o tremor. Use o checklist como apoio:
| O que observar | Perguntas para avaliar |
| Temperatura do ambiente | Quantos graus está fazendo? A temperatura caiu muito durante a noite? |
| Sensação térmica da casa | A casa costuma ser gelada? Há vento, umidade ou corrente de ar? |
| Local onde o cachorro dorme | A caminha fica perto de portas, janelas ou áreas externas? O local é protegido? |
| Contato com o piso | A cama está diretamente sobre um chão frio? Há algum material que evite esse contato? |
| Cama e manta | A caminha tem manta ou cobertor? O tecido está seco, limpo e confortável? |
| Banho ou contato com água | O cachorro tomou banho, pegou chuva ou ainda está com a pelagem úmida? |
| Características do cachorro | O cachorro é filhote, idoso, pequeno, magro, doente ou tem pelos curtos? |
| Resposta ao aquecimento | A tremedeira diminui depois que o cachorro é seco e levado para um local aquecido? |
Quando a tremedeira diminui após a secagem e o aquecimento, o frio pode estar relacionado ao episódio. Se o sintoma continuar ou vier acompanhado dos sinais de hipotermia citados acima, procure atendimento veterinário.
O medo, o estresse e a ansiedade também podem causar tremores: diante de uma situação percebida como ameaçadora, o organismo fica em estado de alerta, a musculatura se contrai e a respiração pode acelerar.
Trovões, viagens, mudanças na rotina e ambientes desconhecidos estão entre os gatilhos mais comuns. Nesses momentos, o cachorro pode ficar tremendo, assustado e apresentar sinais como:
Como orienta a médica-veterinária Lysandra Barbieri:
“Observe se pode ter ocorrido algo que assustou o animal, como barulho, fogos de artifício ou um susto, e acolha o cachorro, oferecendo abrigo ou levando-o para um lugar conhecido e seguro.”
Um ambiente tranquilo, com menos luz e ruído, costuma ajudar o cachorro a recuperar a calma. Repreender, forçar o contato ou retirar o animal do esconderijo pode aumentar o desconforto.
Se a crise for intensa ou o cão tiver dificuldade para lidar com situações comuns, é recomendado buscar avaliação veterinária e o acompanhamento de um profissional de comportamento animal.
Alguns cães começam a tremer assim que percebem que algo muito esperado está prestes a acontecer. A chegada do tutor, a preparação da comida ou o início de uma brincadeira são alguns exemplos que podem provocar uma reação intensa de entusiasmo.
A tremedeira costuma acompanhar a agitação e tende a desaparecer quando o cachorro se acalma. A linguagem corporal geralmente permanece positiva, com cauda abanando, movimentos rápidos, pulos, vocalizações e tentativas de aproximação.
Saudações mais tranquilas e uma pequena pausa antes do passeio, da brincadeira ou da alimentação ajudam a reduzir a euforia. A intenção não é impedir a demonstração de alegria, mas ajudar o cachorro a lidar melhor com momentos de muita excitação.
O cachorro está dormindo, começa a mexer as patas, contrai o focinho ou solta pequenos sons? Embora a cena possa causar preocupação, esses movimentos costumam fazer parte do sono e podem aparecer quando o animal está sonhando.
A diferença está na forma como o episódio acontece e em como o cachorro se comporta ao despertar:
| Geralmente faz parte do sono | Merece atenção |
| Movimentos leves e breves | Contrações fortes ou prolongadas |
| Patas se movimentando como se o cachorro estivesse correndo | Corpo rígido ou movimentos muito intensos |
| Pequenos sons ou alterações discretas na respiração | Salivação excessiva ou dificuldade para respirar |
| O cachorro acorda e volta ao comportamento habitual | Confusão, fraqueza ou dificuldade para se levantar após acordar |
| O episódio termina sozinho | Perda de urina ou fezes durante o episódio |
Quando houver dúvida, vale gravar o movimento sem tocar ou assustar o cachorro. O vídeo permite que o médico-veterinário observe detalhes importantes e ajuda a diferenciar movimentos normais do sono de uma possível convulsão.
Depois de uma caminhada mais longa ou de uma brincadeira intensa, a musculatura pode ficar cansada e apresentar pequenos tremores. Isso acontece com mais frequência quando o cachorro não está acostumado com aquele nível de esforço.
Quando aparece com frequência, mesmo após atividades curtas, pode estar relacionado a dor, fraqueza muscular ou desconforto nas articulações.
Observe com atenção alguns sinais que precisam de avaliação veterinária: ofegância intensa, dificuldade para caminhar, perda de equilíbrio, rigidez ou demora para se recuperar.
Além do frio e das reações emocionais, a tremedeira também pode indicar um problema de saúde. Dor, febre, hipoglicemia, intoxicação, alterações neurológicas e cinomose estão entre as possíveis causas.
O cachorro pode tremer ao sentir dor, mesmo sem chorar ou demonstrar o desconforto de forma evidente. Mudanças na postura, na disposição ou na maneira de caminhar costumam oferecer pistas importantes.
A falta de apetite e o hábito de lamber insistentemente uma região do corpo também merecem atenção.
Traumas, problemas ortopédicos e alterações na coluna estão entre as causas mais comuns de dor acompanhada de tremores. Até a consulta, mantenha o cachorro em repouso, evite saltos e não force movimentos para tentar localizar o ponto dolorido.
Anote quando o tremor começou, se houve queda ou acidente e quais movimentos parecem aumentar o desconforto. Essas informações ajudam na avaliação e na escolha dos exames necessários.
Medicamentos humanos ou veterinários não devem ser oferecidos por conta própria. A automedicação pode mascarar os sinais, causar intoxicação e agravar o problema. Casos de tremores após um trauma, incapacidade de ficar em pé ou dor muito intensa exigem atendimento imediato.
A febre é uma resposta do organismo a infecções, inflamações ou outras alterações de saúde. Com a elevação da temperatura corporal, o cachorro pode apresentar tremores, ficar mais quieto, perder o apetite e respirar mais rápido.
A confirmação deve ser feita com um termômetro adequado para pets. Em geral, valores acima de 39,2 °C merecem atenção, principalmente quando a tremedeira aparece junto com outras mudanças no comportamento ou na alimentação.
Mantenha o cachorro em repouso e deixe água fresca disponível até receber orientação profissional. Antitérmicos, medicamentos humanos e receitas caseiras não devem ser oferecidos, pois a febre é um sintoma e o tratamento depende da causa.
A intoxicação é uma das causas mais urgentes de tremores em cães. O quadro pode surgir após a ingestão, inalação ou contato com uma substância tóxica, além de picadas de animais peçonhentos.
A tremedeira costuma começar de forma repentina e pode vir acompanhada de:
Diante de qualquer suspeita, procure atendimento veterinário imediatamente. Se souber qual substância esteve envolvida, leve a embalagem ou mostre uma foto. Essa informação pode agilizar a avaliação e a escolha da conduta.
Não provoque vômito nem ofereça leite, alimentos ou medicamentos. Soluções caseiras podem agravar a intoxicação e aumentar o risco de complicações.

Quando o cachorro passa muito tempo sem comer, a quantidade de glicose no sangue pode cair. Filhotes de pequeno porte são mais sensíveis a esse problema, embora a hipoglicemia também possa estar ligada ao diabetes e a outras condições de saúde.
Além dos tremores, o cachorro pode apresentar fraqueza, sonolência, confusão e dificuldade para caminhar. Em quadros mais intensos, a hipoglicemia pode causar desmaios ou convulsões.
A suspeita exige atendimento profissional, principalmente quando o animal está desorientado ou sem força.
Mantenha o cachorro em segurança durante o deslocamento e não force água ou comida quando houver sonolência intensa, desorientação ou dificuldade para engolir. A glicemia precisa ser medida para confirmar o quadro e orientar o tratamento.
A cinomose pode causar tremores quando a infecção atinge o sistema nervoso. Um dos movimentos mais característicos é a mioclonia, uma contração muscular curta, repetitiva e involuntária que pode afetar uma parte do corpo mesmo durante o repouso.
Filhotes, cães jovens e animais sem a vacinação adequada apresentam maior risco. A médica-veterinária Lysandra Barbieri explica:
“No início da doença, os primeiros sinais costumam ser febre, diarreia, apatia, perda de apetite, náusea e vômito. Conforme o quadro evolui, podem aparecer secreções nos olhos e no nariz, tremores musculares, convulsões, paralisias e falta de coordenação.”
A suspeita de cinomose exige atendimento veterinário e afastamento do contato com outros cães. O diagnóstico precisa ser confirmado, e o tratamento é definido conforme os sintomas apresentados. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.
A síndrome do cão tremedor, também conhecida como síndrome do tremor idiopático, é uma alteração neurológica que provoca movimentos involuntários na cabeça, nas patas ou no corpo inteiro.
A condição foi chamada durante muito tempo de síndrome do cão branco tremedor, pois os primeiros casos foram identificados em cães pequenos e de pelagem branca.
Hoje, sabe-se que o problema pode afetar animais de diferentes raças, portes e cores, embora seja mais observado em cães jovens.
A médica-veterinária Lysandra Barbieri explica:
“Os tremores em cães podem sim ser em decorrência de um sintoma neurológico, como por exemplo, a síndrome do tremor idiopático. Uma condição que acomete principalmente cães jovens e causam tremores e movimentos oscilatórios em alguma parte do corpo canino.”
Os tremores podem ficar mais intensos quando o cachorro se movimenta, se alimenta ou fica agitado.
Durante o repouso, os movimentos costumam diminuir e podem desaparecer enquanto o animal dorme. Casos mais intensos afetam o equilíbrio, a locomoção e a capacidade de realizar atividades básicas.
Como os sinais podem ser semelhantes aos de intoxicações, infecções, efeitos adversos de medicamentos e outras alterações neurológicas, o diagnóstico é feito após a exclusão dessas possibilidades.
O tratamento depende da avaliação veterinária e pode envolver medicamentos para controlar a inflamação e os tremores.
O tremor ganha mais importância quando aparece junto com outras mudanças no comportamento ou na condição física. A combinação dos sinais ajuda a entender a urgência, mas não confirma a causa sem avaliação veterinária.
| O que o tutor percebe | O que pode estar relacionado |
| Cachorro tremendo e ofegante | Medo, ansiedade e dor estão entre as possibilidades. A respiração acelerada mesmo em repouso também pode indicar calor excessivo ou dificuldade respiratória. |
| Cachorro tremendo e vomitando | Náusea, intoxicação ou dor podem provocar essa combinação. Vômitos repetidos aumentam o risco de desidratação e exigem atendimento. |
| Cachorro tremendo e babando | A salivação excessiva merece atenção, principalmente quando começa de repente ou vem acompanhada de fraqueza e desorientação. |
| Cachorro tremendo e chorando | O choro costuma indicar dor ou desconforto. Sensibilidade ao toque e dificuldade para se movimentar reforçam essa suspeita. |
| Cachorro tremendo e sem comer | A perda de apetite pode acompanhar febre, dor, náusea ou mal-estar. Fraqueza e recusa prolongada de alimento precisam de avaliação. |
| Cachorro tremendo e cambaleando | A perda de equilíbrio pode estar ligada à hipoglicemia, intoxicação ou alterações neurológicas. Esse sinal requer atendimento veterinário. |
| Cachorro tremendo e escondido | Buscar isolamento é comum diante do medo, mas também pode ser uma forma de demonstrar dor ou mal-estar. |
Perda de consciência, dificuldade para respirar, incapacidade de ficar em pé, convulsão ou suspeita de intoxicação são sinais de emergência veterinária.
Durante um tremor, o cachorro costuma permanecer consciente, acompanhar o ambiente e responder quando é chamado. Em uma convulsão generalizada, pode ocorrer perda de consciência, queda e ausência de resposta aos estímulos.
Alguns sinais ajudam a reconhecer melhor o que está acontecendo durante o episódio:
| O que observar | Tremor | Convulsão |
| Consciência | O cachorro geralmente permanece alerta | Há chance de perda de consciência |
| Resposta ao tutor | Responde ao chamado e percebe o ambiente | Pode não reagir à voz ou ao toque |
| Movimentos | Contrações repetidas, localizadas ou no corpo inteiro | Rigidez, espasmos e movimentos de pedalada |
| Postura | Pode continuar em pé, sentado ou deitado | Queda de lado e perda do controle do corpo podem acontecer |
| Depois do episódio | O comportamento costuma voltar ao normal rapidamente | Confusão, cansaço ou desorientação podem continuar por algum tempo |
Nem todos os quadros de convulsão envolvem movimentos intensos no corpo inteiro. As crises focais podem provocar contrações apenas no rosto, nas pálpebras ou em outra região, sem perda completa da consciência.
Alguns cães demonstram inquietação ou procuram o tutor antes da crise. Durante a convulsão, podem surgir rigidez, salivação e perda involuntária de urina ou fezes.
Na recuperação, o cachorro pode ficar desorientado, cansado ou agitado. Mas, atenção, pois nem todos os episódios passam pelas três fases de forma evidente.
Ao perceber o cachorro tremendo, leve o animal para um local seguro, observe a respiração e veja se há resposta ao chamado. Marque quanto tempo o episódio dura e procure outros sinais antes de tentar identificar a causa.
Afaste móveis, objetos pontiagudos e qualquer item que possa causar ferimentos. Reduza o barulho e evite aglomerações ao redor do animal.
Chame o cachorro pelo nome e veja se há reação. Repare também se o animal consegue permanecer em pé, caminhar e respirar normalmente. Falta de resposta, desmaio ou dificuldade respiratória exigem atendimento imediato.
Tente lembrar se o cachorro tomou banho, sentiu frio, passou por uma situação de medo, fez exercício ou sofreu uma queda. Verifique também se havia acesso a medicamentos, alimentos inadequados ou produtos tóxicos.
Cronometre o tremor e, quando for seguro, grave um vídeo. Anote qual parte do corpo foi afetada e como o cachorro se comportou antes e depois. Essas informações ajudam o veterinário a avaliar o quadro.
Não ofereça medicamentos, suplementos ou receitas caseiras. Alimentos e água também não devem ser forçados quando o cachorro estiver desorientado, sonolento ou com dificuldade para engolir.
Se o tremor estiver ligado ao frio, seque a pelagem e aqueça o cachorro aos poucos. Diante de medo ou ansiedade, mantenha o ambiente calmo e permita que o animal permaneça em um lugar conhecido.
Procure uma clínica veterinária de emergência se o tremor vier acompanhado de:
Durante uma possível convulsão, não coloque a mão na boca nem tente segurar a língua. Afaste objetos perigosos e marque a duração. Uma crise que ultrapassa cinco minutos ou episódios repetidos em 24 horas representam uma emergência veterinária.

Tremores acompanhados de respiração ofegante podem surgir por estresse, dor ou pela tentativa de controlar a temperatura corporal. Segundo o médico-veterinário Dr. Dixon, em conteúdo publicado pelo PetMD, a ausência de uma causa evidente merece avaliação veterinária.
Durante o sono REM, é normal o cachorro mexer as patas, contrair o focinho ou apresentar pequenos tremores enquanto sonha.
Esses movimentos costumam durar pouco e desaparecem sozinhos. Ao acordar, o cachorro volta ao comportamento habitual. Contrações intensas, salivação excessiva, perda de urina ou fezes e desorientação após despertar precisam de avaliação veterinária.
O tremor localizado afeta apenas uma região, como a cabeça ou as patas. Segundo a médica-veterinária Wendy Brooks, em conteúdo do Veterinary Partner, a condição pode estar relacionada a fadiga muscular, dor ou alterações neuromusculares.
Movimentos que persistem, se repetem ou aparecem junto com dor e dificuldade para caminhar precisam de avaliação veterinária.
Quando o cachorro treme em várias partes do corpo ao mesmo tempo, a causa pode estar relacionada ao frio, medo, dor, intoxicação ou alterações neurológicas. A duração do episódio, o nível de consciência e os sintomas associados ajudam a avaliar a gravidade.
Um tremor leve pode aparecer após a vacinação por causa do estresse, da dor no local da aplicação ou de uma reação passageira do organismo. O cachorro também pode ficar mais quieto ou com menos apetite.
Procure atendimento imediato se a tremedeira persistir, piorar ou vier acompanhada de vômito, diarreia, inchaço no rosto, dificuldade para respirar, fraqueza ou desmaio.
A anestesia reduz a capacidade do organismo de conservar calor, o que pode causar tremores durante a recuperação. Dor, estresse e desorientação também podem participar do quadro. Mantenha o cachorro em um local aquecido e siga as orientações recebidas na alta.
Tremer após o uso de um medicamento pode indicar uma reação adversa e deve ser comunicada ao veterinário. Informe o nome do produto, a dose administrada e o horário em que o sintoma começou. Não suspenda, repita ou altere a dose sem orientação profissional.
Sim, a pelagem molhada favorece a perda de calor, principalmente quando o ambiente está frio ou com corrente de ar. Seque bem o cachorro e mantenha o animal em um local aquecido.
Filhotes podem tremer de frio, medo ou excitação, mas também são mais vulneráveis à hipoglicemia e a algumas alterações neurológicas.
A idade, sozinha, não torna a tremedeira normal. Episódios frequentes, prolongados ou acompanhados de fraqueza, sonolência, falta de equilíbrio ou dificuldade para caminhar precisam de avaliação veterinária.
O envelhecimento pode causar perda de força muscular e desconforto nas articulações. Mesmo assim, um tremor novo, intenso ou frequente não deve ser considerado normal apenas por causa da idade.
Procure avaliação veterinária quando a tremedeira vier acompanhada de dor, falta de equilíbrio, dificuldade para caminhar, perda de apetite ou mudança de comportamento.
Sacudir a cabeça repetidamente é diferente de apresentar um tremor involuntário. Esse movimento costuma indicar algum incômodo nos ouvidos, como irritação, inflamação ou presença de um corpo estranho.
Vermelhidão, secreção, mau cheiro, dor ou coceira frequente reforçam a necessidade de avaliação veterinária. Não introduza hastes, pinças ou medicamentos no ouvido sem orientação.
A veterinária Lysandra Barbieri responde: “Se além dos tremores, o cachorro demonstrar dor, chorar ou apresentar sintomas como febre, vômito, diarreia, vocalização, dentre outros, ligue o alerta. Pode ser uma condição mais séria, que demanda ação profissional o quanto antes.”
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir a recuperação e o bem-estar do seu cão.

O conteúdo ajudou? Alguns produtos podem contribuir para o conforto do cachorro ou fazer parte dos cuidados recomendados após a identificação da causa dos tremores:
E se ainda tiver dúvidas sobre a saúde do seu pet, continue acompanhando o Blog da Cobasi. Aqui você encontra conteúdos exclusivos, com orientações confiáveis e embasadas por médicos-veterinários. Até a próxima!
Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.
Ver publicações



A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.






