

A gestação da gata dura, em média, de 63 a 65 dias, cerca de dois meses ou nove semanas. Como a ovulação é estimulada pelo acasalamento, a data do cruzamento ajuda a estimar o nascimento, mas não determina com precisão o dia do parto. A maioria das gatas precisa de mais de um acasalamento para que a ovulação ocorra.
A gestação felina é o intervalo entre a fecundação e o parto. Ela não se confunde com o cio, que é a fase em que a gata aceita o macho e pode engravidar, nem com a gravidez psicológica, em que a gata apresenta sinais de prenhez sem ter filhotes em desenvolvimento.
Este guia reúne o que um tutor precisa saber sobre o período: os sinais de que a gata está prenha, o caminho do diagnóstico, o que acontece em cada fase, os cuidados com alimentação e o que fazer quando o parto começa.
Mas é sempre bom lembrar: durante a gestação, o acompanhamento veterinário é muito importante.
A gestação de gato dura, em média, de 63 a 65 dias, conforme o petMD. O período costuma ser dividido em três trimestres de cerca de 20 dias cada, e a maior parte das mudanças visíveis se concentra no último deles.
Gata nenhuma fica prenha por três meses. Se a contagem passar bastante dos 65 dias, ou se você não tem certeza da data do cruzamento, a avaliação veterinária define a idade gestacional com mais precisão do que qualquer conta feita em casa.
Porque a gata é uma ovuladora induzida. O petMD explica que os ovários da fêmea só liberam os óvulos quando ela cruza com um macho, e não em um ciclo espontâneo com data própria.
Em outras espécies, a cópula pode ocorrer dias antes da ovulação, ampliando o intervalo estimado para o parto. Na gata, o acasalamento estimula a ovulação. Ainda assim, o momento exato em que ela ocorre pode variar
Embora a média seja de 63 a 65 dias, a duração da gestação pode variar aproximadamente de 58 a 70 dias. Se você sabe o período em que a gata cruzou, tem uma referência para estimar a data do parto.
Mas, caso não saiba, o guia sobre como saber se a gatinha cruzou ajuda a reconstruir essa data a partir do comportamento.
A gestação felina é curta e quase tudo o que dá para observar acontece na segunda metade. A tabela abaixo organiza os marcos:
| Período | O que acontece | O que fazer nessa fase |
| Dias 1 a 21 – 1º trimestre | Poucas mudanças visíveis. Pode haver aumento discreto do apetite. Entre o 16º e o 20º dia os mamilos ficam mais rosados e salientes, sinal conhecido como pinking up. | Marcar a consulta e manter a rotina alimentar. Não mudar a ração por conta própria. |
| Dias 21 a 42 – 2º trimestre | A barriga começa a crescer e o comportamento muda: muitas gatas ficam mais calmas e mais carinhosas do que o habitual. | Confirmar a gestação por exame e iniciar a transição alimentar orientada pelo veterinário. |
| Dias 42 a 63 – 3º trimestre | A barriga fica visivelmente distendida e as mamas aumentam. O apetite cresce, a gata passa a lamber com frequência a barriga e a região embaixo do rabo, e começa a procurar um canto reservado para o ninho. | Montar o local do parto, oferecer refeições menores e mais frequentes e deixar o contato do veterinário à mão. |
Só o exame veterinário confirma. Nos dois primeiros trimestres os sinais são discretos e se confundem com outras condições, incluindo a gravidez psicológica. Para o detalhamento de cada sintoma, o guia sobre os sinais de que a gata está grávida aprofunda um a um.
| Exame | A partir de quando | O que ele responde |
| Palpação abdominal | Cerca de 2 semanas e meia | Identifica os fetos por meio do toque e deve ser realizada apenas pelo médico-veterinário. |
| Ultrassonografia | Entre 3 a 4 semanas | Confirma a gestação e permite avaliar os batimentos cardíacos e o desenvolvimento dos fetos. |
| Raio-X | No final da gestação, preferencialmente após o 55º dia | Permite estimar o número de filhotes com mais precisão, pois os esqueletos já estão suficientemente mineralizados para serem visualizados. |
Saber quantos filhotes vêm por aí não é curiosidade. É essa informação que permite perceber, no dia do parto, se ainda falta algum nascer.
A pseudociese, mais conhecida como gravidez psicológica, é incomum em gatas, mas acontece. Nela a fêmea desenvolve as mamas e pode até produzir leite sem estar prenha. O quadro é hormonal e merece avaliação, porque tende a se repetir.
O texto sobre gravidez psicológica em gatas explica como identificar e o que fazer. Vale conhecer também a gravidez ectópica em gatas, uma condição diferente e mais grave, em que o embrião se desenvolve fora do útero.

A gata gestante precisa de uma dieta mais calórica do que a de manutenção. Você pode oferecer um alimento comercial formulado para gestação e lactação ou para filhotes, que concentra mais energia e nutrientes no mesmo volume, com a transição concluída até o fim do primeiro mês de gestação.
O mesmo alimento costuma seguir indicado até o desmame dos filhotes. No último trimestre, com os filhotes ocupando espaço no abdômen, é comum a gata comer menos por refeição. Por isso a orientação é aumentar o número de refeições ao longo do dia, em vez de aumentar a porção.
Antes de oferecer qualquer alimento novo, consulte o médico-veterinário, já que algumas gatas têm intolerância ou restrição alimentar.
Na escolha da ração, as diretrizes globais de nutrição da WSAVA ajudam a avaliar se o fabricante tem respaldo técnico por trás da formulação, e a quantidade indicada por peso deve seguir sempre a orientação do rótulo, porque muda de produto para produto.
O ideal é que a gata esteja com a vacinação e a vermifugação em dia antes de engravidar. Se a gestação aconteceu antes disso, a conduta muda: não é indicado que vacinas vivas sejam aplicadas em fêmeas prenhes, e a orientação usual é aguardar o parto para vacinar, cabendo ao médico-veterinário avaliar exceções.
O controle de parasitas não precisa ser interrompido durante a gestação, mas depende de produtos indicados para essa condição, porque nem todo antipulgas ou vermífugos são apropriados.
Alguns vermes passam da mãe para os filhotes durante a gestação e a amamentação, e o exame de fezes ajuda a definir o produto certo. Nada de medicar por conta própria, e siga sempre a orientação do rótulo quanto a peso e intervalo de aplicação.
Um aviso importante: corrimento vaginal durante a gestação, especialmente quando apresenta sangue, pus, odor forte ou coloração anormal, deve ser avaliado pelo médico-veterinário no mesmo dia.
A partir do último trimestre, ofereça um local reservado para a gata montar o ninho. Se ela não encontrar um lugar que considere seguro, vai escolher outro por conta própria, normalmente o mais inacessível da casa.
Uma caixa de papelão forrada com fronhas ou toalhas resolve bem. Evite tecidos com fios soltos, que podem ser ingeridos pelos filhotes, e escolha um canto sem corrente de ar, porque recém-nascidos ainda não controlam a própria temperatura.
O ponto de equilíbrio é um espaço que dê privacidade à gata e ainda permita que você acompanhe o parto de longe.

A maior parte das gatas para de comer no dia anterior ao parto. Junto disso aparecem inquietação e o hábito de arranhar o ninho escolhido.
A queda da temperatura retal para abaixo de 37,8 °C indica que o trabalho de parto tende a começar nas 24 horas seguintes, o que faz dela o sinal mais objetivo para acompanhar na reta final. Como fazer:
O parto felino acontece em três etapas, e a maioria das gatas dá conta sozinha. A recomendação é observar de longe e interferir o mínimo possível. Saber a duração esperada de cada etapa é o que permite perceber cedo quando algo saiu do previsto.
| Etapa | O que acontece | Duração esperada |
| 1 | As contrações uterinas começam, mas ainda não são visíveis. A gata pode ficar inquieta, procurar o ninho, recusar alimento ou apresentar respiração ofegante. | Em geral, de 12 a 24 horas, sem esforço abdominal aparente. Em algumas gatas, principalmente na primeira gestação, pode durar até 36 horas. |
| 2 | As contrações ficam mais fortes e a gata faz força de forma visível para expulsar o filhote. Ele nasce envolvido por uma bolsa de membranas e pode sair de cabeça ou com as patas traseiras primeiro. | Normalmente, de 5 a 30 minutos para o nascimento de cada filhote. |
| 3 | Ocorre a expulsão das membranas e da placenta. Em geral, há uma placenta para cada filhote, mas elas nem sempre saem imediatamente após cada nascimento. | Alterna-se com a etapa 2 até o fim do parto. |
As etapas 2 e 3 costumam se alternar até o nascimento de todos os filhotes.
Algumas gatas podem interromper temporariamente o trabalho de parto entre o nascimento de um filhote e outro. Durante essa pausa, elas permanecem tranquilas, alimentam-se e cuidam dos filhotes que já nasceram.
O comportamento pode ocorrer quando a gata não se sente segura no ambiente, mas pausas próximas de 24 horas devem ser comunicadas ao médico-veterinário.
Daí vem a confusão mais comum sobre o tema. Um intervalo longo entre filhotes, sem contrações, pode fazer parte do processo. Contrações prolongadas e intensas, não.
A diferença entre uma coisa e outra não está no relógio sozinho, e sim no que a gata está fazendo durante a espera. Para o passo a passo completo do dia do parto, vale ler o guia sobre parto de gato.
Esta é a parte que vale ler antes do parto, não durante. Procure o veterinário sem esperar diante de qualquer um destes sinais:
Os dois primeiros critérios são do petMD e são os mais úteis para decidir na hora, porque separam o esforço improdutivo da pausa normal. Tenha o telefone do veterinário e o endereço do pronto-socorro veterinário anotados antes da data prevista.

Assim que todos nascerem, confira se os filhotes estão secos e com narinas e boca livres. Se der para fazer sem incomodar a família, troque os panos sujos do ninho, porque o filhote molhado perde calor rápido.
Nos primeiros dias, o que acompanhar é o seguinte:
A castração é o método indicado pelos veterinários quando não há intenção de reprodução. Além de impedir a gestação, ela reduz o risco de piometra, uma infecção uterina grave, e de tumores de mama e de ovário. A recomendação usual é castrar por volta dos 5 aos 6 meses, antes do primeiro ciclo.
Enquanto a castração não acontece, a gata pode entrar no cio várias vezes ao ano, principalmente nos meses com dias mais longos.
O acasalamento estimula a ovulação, mas, em geral, são necessárias de três a quatro cópulas em um período de 24 horas para que ela seja desencadeada.
A gestação da gata dura cerca de dois meses, e as necessidades mudam ao longo desse período. Além do acompanhamento com o médico-veterinário, é importante ter por perto itens como ração adequada, caixa de transporte, termômetro e produtos para organizar um espaço confortável para a mãe e os filhotes.
Na Cobasi, você encontra esses produtos e ainda pode contar com serviços que facilitam a rotina:

Mais cedo do que a maioria dos tutores imagina. O primeiro cio costuma acontecer entre os 5 e os 9 meses, mas algumas gatas começam a ciclar aos 3 ou 4 meses. Uma gata nesse estágio já pode engravidar, ainda que o corpo dela não esteja preparado para uma gestação.
Pode. A amamentação não impede o retorno do cio nem a capacidade de engravidar. É por isso que uma gata sem castrar pode ter ninhadas em sequência no mesmo ano.
Ligue para o médico-veterinário no mesmo dia. Rejeição pode indicar dor, infecção ou dificuldade de produção de leite na mãe, e também pode ser o primeiro sinal de que algum filhote não está bem. Quanto antes o caso for avaliado, maior a chance de a amamentação ser retomada.
| Atualizada em
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Olá gostei muito das dicas minha gatinha deve ter os filhotinhos logo após o dia 23 desse mês
Boa tarde ,minha gata teve seu primeiro filhote hj 28/02 as 6:52 e até agora 15:19 não nasceu mais nenhum e tem mas dois na barriguinha dela ,devo me preocupar e levá-la ao médico ?
Olá, como vai?
O parto do gato pode ser bem longo, tendo duração de até 24 horas. Mas é importante sempre um ter médico-veterinário acompanhando a gatinha e orientando você sobre os cuidados. Ok?