

A parvovirose canina é uma das doenças virais mais comuns e preocupantes atendidas nas clínicas veterinárias. Na maioria dos casos, o problema está ligado à falta de vacinação ou ao atraso no esquema vacinal, especialmente nos primeiros meses de vida do cão.
A infecção afeta principalmente cães jovens, geralmente com menos de seis meses, e compromete o sistema digestivo. Trata-se de uma doença contagiosa, que pode evoluir com gravidade se não for tratada a tempo.
Os sintomas da parvovirose podem se parecer com os de outras doenças comuns em cães. O sinal mais característico é a diarreia com sangue, provocada por uma inflamação intensa do intestino. Vômitos, febre, desidratação e queda rápida do estado geral também são frequentes.
No entanto, a semelhança dos sintomas com outras doenças pode atrasar o diagnóstico e, sem tratamento adequado, o quadro tende a evoluir de forma agressiva, com risco real de morte.
A boa notícia é que a parvovirose tem tratamento e pode ser prevenida. Quando o atendimento veterinário é iniciado rapidamente, as chances de cura são altas.
Mesmo após o contato com o vírus, um esquema vacinal em dia reduz a gravidade da infecção e aumenta as chances de recuperação.
Neste guia, explicamos o que é a parvovirose, como acontece a contaminação, quais sinais merecem atenção, como funciona o diagnóstico, quais tratamentos são utilizados na rotina veterinária e como prevenir a doença na prática.
O objetivo é ajudar na identificação precoce do problema e na busca pelo cuidado veterinário adequado.
A parvovirose canina é uma doença viral infectocontagiosa causada pelo parvovírus canino tipo 2 (CPV-2). O vírus atinge principalmente cães não vacinados, com maior incidência em filhotes, e se espalha com facilidade em ambientes contaminados.
O principal alvo do vírus é o sistema digestivo, mais especificamente as células do intestino, que se renovam rapidamente.
Ao infectar essas células, o vírus provoca uma inflamação intensa da mucosa intestinal, dificultando a absorção de água e nutrientes e levando à chamada gastroenterite hemorrágica.
Essa agressão ao intestino faz com que o organismo perca grandes volumes de líquidos e eletrólitos em pouco tempo, favorecendo quadros de desidratação severa, fraqueza e queda rápida do estado geral.
Em situações mais graves, a lesão intestinal também facilita a entrada de bactérias na corrente sanguínea, o que pode levar a infecções generalizadas (sepse).
Além do trato gastrointestinal, a infecção também pode afetar o sistema imunológico, reduzindo as defesas do organismo.
Isso acontece porque o vírus também compromete células da medula óssea, o que explica alterações frequentes no hemograma, como a leucopenia (redução dos glóbulos brancos), associada a quadros mais graves da doença.
Por ser um vírus altamente resistente, o parvovírus canino pode permanecer ativo no ambiente por longos períodos, principalmente em locais com fezes contaminadas.
Essa característica contribui para a alta taxa de transmissão e explica por que a parvovirose continua sendo uma doença frequente na rotina clínica veterinária.
Quer se aprofundar ainda mais no tema? Dê o play no vídeo e confira informações complementares sobre a parvovirose canina.
A transmissão da parvovirose canina ocorre principalmente pela via fecal-oral. Isso significa que o cão se infecta ao ingerir o vírus presente em fezes contaminadas, mesmo que em quantidades microscópicas.
O contato direto com outro animal doente não é necessário para que a infecção aconteça. Na prática, o contágio costuma ocorrer quando o cão:
Estudos indicam que a persistência do vírus no ambiente tem papel mais importante na disseminação da doença do que o contato com cães portadores assintomáticos.
O parvovírus é extremamente resistente e pode permanecer ativo por meses, chegando a mais de um ano, principalmente em solos, quintais, calçadas e superfícies porosas.
A infecção também pode ocorrer de forma indireta, sem contato visível com fezes. O vírus pode ser transportado por:
Esse tipo de transmissão ajuda a explicar por que cães que vivem exclusivamente dentro de casa não estão totalmente livres do risco, sobretudo quando os cuidados com a higiene ambiental são insuficientes.
Após a infecção, existe um período de incubação, que varia em média de 3 a 14 dias, dependendo da quantidade de vírus ingerida e da imunidade do animal. Durante esse período, o cão ainda pode não apresentar sintomas, mas o vírus já está se multiplicando no organismo.
A parvovirose pode acometer cães de qualquer idade, mas o risco é significativamente maior em filhotes entre 6 semanas e 6 meses.
Nessa fase, a proteção conferida pelos anticorpos maternos começa a diminuir, enquanto o sistema imunológico ainda não atingiu maturidade suficiente para responder de forma eficaz ao vírus.
Filhotes muito jovens contam com uma imunidade passiva, transmitida pela mãe, mas essa proteção é temporária e incompleta.
À medida que desaparece, a infecção tende a evoluir de forma mais rápida e agressiva, com maior risco de desidratação, complicações sistêmicas e necessidade de internação.
Cães adultos sem vacinação ou com o esquema vacinal incompleto também podem desenvolver parvovirose. Nessas condições, o risco de adoecimento persiste, assim como a possibilidade de transmissão do vírus para outros animais.
Em cães adultos adequadamente imunizados, o comportamento da doença costuma ser diferente. A infecção tende a se manifestar de forma mais leve ou até sem sinais aparentes, reduzindo de forma importante a chance de complicações.
Há ainda situações menos frequentes em que o vírus pode atingir a cadela durante a gestação. Quando isso ocorre, a infecção precoce aumenta o risco de alterações severas nos filhotes, inclusive nos primeiros dias de vida.
A vacinação adequada, associada a cuidados rigorosos com a higiene do ambiente, permanece como a principal estratégia para reduzir a circulação do vírus e proteger cães de todas as idades contra a parvovirose.

A infecção pelo parvovírus canino (CPV-2) pode causar quadros de gastroenterite hemorrágica, uma inflamação intensa do intestino que compromete rapidamente o estado geral do animal.
Os sinais clínicos variam de um cão para outro, mas a evolução costuma ser acelerada, especialmente em filhotes.
Nos estágios iniciais, os sinais podem ser pouco específicos e passar despercebidos. É comum observar:
Em alguns cães, principalmente adultos com boa resposta imunológica, essa fase pode evoluir para recuperação espontânea com suporte básico. Ainda assim, a observação cuidadosa é essencial.
Com a progressão da infecção, o comprometimento intestinal se torna mais evidente, com:
O organismo passa a perder grandes volumes de líquidos e eletrólitos, o que leva à piora rápida do quadro clínico e aumenta a necessidade de atendimento veterinário imediato.
Nos casos mais severos, a parvovirose evolui para uma condição crítica e pode apresentar os seguintes sintomas:
A destruição da mucosa intestinal favorece a translocação bacteriana, permitindo que bactérias do intestino alcancem a corrente sanguínea.
Esse processo pode levar à sepse, choque séptico e óbito, especialmente quando há queda importante das células de defesa, como a leucopenia.
Na parvovirose canina, as fezes costumam ser muito líquidas, com coloração escura ou avermelhada, presença de sangue, odor intenso e aspecto progressivamente mais grave à medida que a inflamação intestinal avança.
Esse padrão está ligado à destruição da mucosa do intestino provocada pelo parvovírus, que compromete a absorção de líquidos e favorece sangramentos ao longo do trato gastrointestinal.
Apesar de ser um sinal clássico da parvovirose, a presença de sangue nas fezes não é exclusiva da parvovirose. Alterações desse tipo indicam lesão gastrointestinal, mas não definem, sozinhas, a causa do problema.
Segundo a médica-veterinária Joyce Lima (CRMV-SP 39824):
“Fezes com sangue estão associadas a lesões nos órgãos gastrointestinais, como perfurações e rupturas nos intestinos do pet ou lesões na região anal. Além disso, parasitas ou tumores também podem causar pequenas hemorragias gastrointestinais.”
A veterinária explica ainda que:
“Essa condição também pode ser sintoma de algumas infecções, como a parvovirose e a coronavirose canina.”
Entre as principais doenças que podem causar confusão com a parvovirose estão:
Como os sinais se sobrepõem, o diagnóstico da parvovirose não deve ser presumido apenas pela aparência das fezes. A confirmação depende de exames específicos solicitados pelo médico-veterinário, aliados à avaliação clínica e ao histórico do animal.
Diante de qualquer episódio de diarreia com sangue, a recomendação é buscar atendimento veterinário. Identificar corretamente a causa faz diferença direta no tratamento e no prognóstico.

O diagnóstico da parvovirose canina não se baseia apenas nos sintomas observados. Na rotina clínica, a confirmação da doença exige a integração entre avaliação clínica, histórico do animal e exames laboratoriais.
A investigação começa pelo histórico clínico do cão. Idade, estado vacinal, ambiente em que vive, contato recente com outros cães e a velocidade de progressão dos sintomas ajudam a direcionar o raciocínio diagnóstico.
Mesmo animais com vacinação registrada podem entrar no diagnóstico diferencial. Falhas vacinais, resposta imunológica individual e imunidade incompleta fazem parte da realidade clínica e precisam ser consideradas.
A confirmação da parvovirose depende de exames complementares, que permitem tanto identificar o vírus quanto avaliar a gravidade do quadro. Entre os principais estão:
Diversas doenças podem provocar sintomas semelhantes aos da parvovirose. Iniciar tratamento sem confirmação pode atrasar a abordagem correta, aumentar o risco de complicações e comprometer o prognóstico.
A identificação precisa da causa orienta a escolha do tratamento, a necessidade de internação e o acompanhamento adequado do paciente.
A parvovirose canina é causada pelo parvovírus canino tipo 2 (CPV-2), um vírus altamente resistente e com grande capacidade de disseminação, especialmente entre cães não vacinados.
Após a infecção, o vírus inicia um processo rápido de multiplicação que explica por que a doença pode evoluir de forma tão agressiva em pouco tempo.
Depois de ser ingerido, o parvovírus alcança tecidos linfáticos e entra na corrente sanguínea. A partir daí, passa a se espalhar pelo organismo, dando início a uma sequência de eventos que comprometem diferentes sistemas do corpo.
O CPV-2 tem afinidade por células que se dividem rapidamente, característica presente principalmente no intestino e na medula óssea.
No trato gastrointestinal, o vírus invade as criptas intestinais, regiões responsáveis pela renovação das células da mucosa. Com a destruição dessas estruturas, o intestino perde a capacidade de se regenerar adequadamente.
Esse dano compromete a absorção de água e nutrientes e enfraquece a barreira intestinal. Como consequência, surgem quadros de gastroenterite hemorrágica, com diarreia intensa, muitas vezes com sangue, vômitos persistentes e perda acelerada de líquidos.
A desidratação se instala rapidamente, favorecendo desequilíbrios eletrolíticos e queda acentuada do estado geral do animal.
Além do intestino, o parvovírus pode atingir a medula óssea, reduzindo a produção de glóbulos brancos. Essa queda nas células de defesa, conhecida como leucopenia, enfraquece o sistema imunológico e dificulta o controle da infecção.
Com a imunidade comprometida e o intestino lesionado, bactérias que normalmente permanecem restritas ao trato digestivo podem alcançar a corrente sanguínea, fenômeno chamado de translocação bacteriana.
A presença de bactérias e toxinas na circulação pode levar à sepse, condição grave que compromete múltiplos órgãos. Em quadros mais avançados, o cão pode evoluir para choque circulatório, com risco elevado de morte se não houver intervenção rápida.
Em filhotes muito jovens, especialmente aqueles infectados ainda durante a gestação ou nas primeiras semanas de vida, o parvovírus também pode atingir o tecido cardíaco, causando miocardite.
Mesmo que essa forma seja rara atualmente, está associada a um quadro clínico extremamente perigoso à saúde dos cães, inclusive podendo causar morte súbita.
A combinação entre destruição intestinal, desidratação acelerada, queda da imunidade e infecção bacteriana secundária explica por que a parvovirose é considerada uma emergência veterinária.
A forma como a parvovirose canina se desenvolve está diretamente ligada às características do próprio vírus e à resposta do organismo do cão.
O parvovírus canino (CPV-2) é um vírus de DNA altamente resistente no ambiente e com afinidade por células que se multiplicam rapidamente. Um detalhe que explica tanto a gravidade da doença quanto suas diferentes apresentações clínicas.
Essa característica do vírus, amplamente descrita na literatura veterinária, ajuda a entender por que o intestino, a medula óssea e, em casos específicos, o coração estão entre os tecidos mais afetados.
A forma intestinal é a manifestação mais frequente da parvovirose. O vírus invade as criptas intestinais (regiões responsáveis pela renovação constante das células da mucosa) impedindo a reposição do epitélio que reveste o intestino.
Com isso, ocorre uma inflamação intensa da mucosa intestinal, comprometendo a absorção de nutrientes e líquidos e facilitando a perda de fluidos pelas fezes. Esse processo explica quadros de vômitos persistentes, diarreia intensa e, em muitos casos, diarreia hemorrágica.
Além do dano local, a destruição da barreira intestinal favorece a passagem de bactérias para a corrente sanguínea, aumentando o risco de sepse.
Estudos em patogenia da parvovirose apontam que essa translocação bacteriana está diretamente associada às formas mais graves da doença, especialmente em filhotes não vacinados.
A forma cardíaca da parvovirose tornou-se incomum após a ampla adoção da vacinação, mas ainda pode ocorrer quando a infecção acontece muito precocemente, seja durante a gestação ou nas primeiras semanas de vida.
Nessas situações, o vírus pode atingir o miocárdio, tecido que também apresenta alta taxa de replicação celular nessa fase do desenvolvimento. A infecção pode resultar em miocardite, alterações no ritmo cardíaco e insuficiência cardíaca, com risco de morte súbita.
Os filhotes infectados antes das oito semanas de vida podem apresentar maior risco dessa manifestação, sobretudo quando a proteção conferida pelos anticorpos maternos é insuficiente.
Nem todo contato com o parvovírus resulta em doença grave. Em cães adultos com sistema imunológico competente e vacinação adequada, o vírus pode ser controlado antes de causar lesões significativas.
Nesses casos, a infecção tende a ser leve ou até subclínica, com sinais discretos ou ausentes. Ainda assim, o animal pode eliminar o vírus por um período, o que reforça a importância do controle ambiental e da vacinação coletiva.
De forma resumida, a evolução da doença depende de uma combinação de fatores, como:
Esses mecanismos de desenvolvimento e progressão da parvovirose são descritos em revisões sobre epidemiologia e patogenia da doença, como as de Melo et al., Santana et al. e Rodrigues & Molinari, amplamente utilizadas como base científica na medicina veterinária.
Sim, a parvovirose canina tem cura, mas o sucesso do tratamento depende do diagnóstico precoce, do suporte intensivo e da resposta imunológica do animal.
Trata-se de uma doença grave, com potencial de rápida evolução, mas que não deve ser encarada como fatal por definição.
Estudos clínicos indicam que uma parcela significativa dos cães infectados sobrevive quando recebe atendimento adequado.
Uma análise realizada com cães atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso mostrou que mais de 60% dos animais acometidos evoluíram para recuperação, inclusive em quadros moderados a graves.
O prognóstico, no entanto, pode variar entre os pacientes. Isso acontece porque o parvovírus compromete a medula óssea, estrutura responsável pela produção das células de defesa.
Com essa produção reduzida, o organismo fica mais suscetível a infecções secundárias e a outras complicações. Em contrapartida, cães com melhor resposta imunológica, a evolução clínica tende a ser mais favorável, com maior controle da infecção e recuperação mais estável.
Esses dados reforçam que a parvovirose é uma doença tratável, desde que o manejo seja iniciado rapidamente e conduzido de forma intensiva.

O tratamento da parvovirose canina é de suporte intensivo, já que não existe um medicamento capaz de eliminar diretamente o vírus do organismo.
Portanto, o foco do atendimento veterinário é estabilizar o cachorro, controlar os sintomas e ganhar tempo para que o próprio sistema imunológico consiga reagir à infecção.
Esse manejo precisa ser individualizado, pois a gravidade da doença varia bastante de um paciente para outro, especialmente entre filhotes, cães adultos não vacinados e animais imunocomprometidos.
Na maioria dos casos, o tratamento exige internação veterinária, principalmente quando há vômitos persistentes, diarreia intensa ou sinais de desidratação.
Isso permite monitoramento contínuo, ajustes rápidos no tratamento e maior segurança durante a fase crítica da doença.
O tratamento da parvovirose envolve alguns cuidados essenciais:
Em situações específicas, como diarreia com perda significativa de sangue, o médico-veterinário pode indicar transfusões ou outras medidas de suporte avançado, sempre de acordo com a condição clínica do paciente.
A duração do tratamento da parvovirose canina varia conforme a gravidade do quadro, a idade do cachorro e a rapidez com que o atendimento veterinário é iniciado.
De forma geral, os primeiros dias são os mais críticos. É nesse período que o vírus provoca maior inflamação intestinal, perda intensa de líquidos e queda das defesas do organismo.
Filhotes muito jovens e cães que chegam ao atendimento já debilitados tendem a precisar de suporte por mais tempo.
Mesmo após a alta, o organismo ainda está em recuperação. Em casa, o responsável pelo cão deve seguir as orientações veterinárias, que geralmente incluem:
A recuperação total pode levar de duas a três semanas, até que o intestino e o sistema imunológico estejam plenamente restabelecidos.
A parvovirose canina é uma doença altamente contagiosa, resistente no ambiente e potencialmente grave. Por isso, a prevenção não deve ser vista como opcional, mas como parte essencial dos cuidados com a saúde do cão.
A boa notícia é que existem medidas eficazes para reduzir drasticamente o risco de infecção, como:
Desde o desenvolvimento das vacinas contra o parvovírus canino (CPV-2), a incidência da parvovirose caiu de forma significativa. Ainda assim, surtos continuam sendo registrados, principalmente em filhotes não vacinados ou com o esquema vacinal incompleto.
A proteção contra a parvovirose faz parte das vacinas múltiplas, que também ajudam a prevenir outras doenças graves e potencialmente fatais, como cinomose, adenovírus, parainfluenza e leptospirose.
Como o período de maior risco coincide com os primeiros meses de vida do cão, seguir o calendário vacinal correto é essencial para garantir que a imunidade se forme no momento certo e sem lacunas de proteção.
Abaixo, você confere o esquema vacinal mais comum, com as idades indicadas para cada dose e os reforços recomendados.

O parvovírus é extremamente resistente e pode permanecer ativo por meses ou até mais de um ano no ambiente, especialmente em locais contaminados por fezes. Mas, existem algumas medidas preventivas que ajudam a reduzir a carga viral:
Ambientes externos, como quintais e gramados, não podem ser desinfetados da mesma forma. Nesses casos, a combinação de tempo, chuva e exposição ao sol ajuda a reduzir gradualmente a quantidade de vírus presente.
Mesmo cães que vivem exclusivamente dentro de casa podem se infectar, já que o vírus pode ser levado para o ambiente por sapatos, roupas, objetos ou equipamentos contaminados.
Por isso, a prevenção mais segura envolve a combinação entre a vacinação correta e cuidados rigorosos com a higiene, especialmente durante os primeiros meses de vida do animal.

Até o momento, não existe antiviral com eficácia comprovada capaz de eliminar o parvovírus canino do organismo.
Por isso, o tratamento da parvovirose é baseado em suporte clínico intensivo, com controle de vômitos, reposição de líquidos, prevenção de infecções secundárias e monitoramento constante.
Quando esse suporte é iniciado precocemente e bem conduzido, as taxas de recuperação são altas, especialmente em cães que recebem atendimento veterinário logo nos primeiros sinais.
Sim, embora seja altamente eficaz, a vacina contra a parvovirose pode falhar em algumas situações específicas, como:
Esses cenários reforçam a importância de seguir rigorosamente o calendário vacinal, respeitar os intervalos entre as doses e evitar ambientes de risco até a imunização estar completa.
Na maioria dos casos, cães que se recuperam totalmente da parvovirose não ficam com sequelas permanentes. Após a cicatrização da mucosa intestinal e a recuperação do sistema imunológico, o animal tende a retomar uma vida normal.
No entanto, quadros muito graves, com infecção generalizada ou choque, podem deixar consequências transitórias, como sensibilidade intestinal por algumas semanas.
Já a forma cardíaca, rara atualmente, pode gerar sequelas mais sérias quando ocorre em filhotes muito jovens.
Os cães infectados podem eliminar o parvovírus nas fezes antes mesmo do aparecimento dos sintomas e continuar eliminando o vírus por até duas semanas após a recuperação clínica.
Por isso, mesmo após a melhora, é fundamental:
Esses cuidados ajudam a evitar a transmissão para outros cães.
Embora ambas sejam doenças virais graves, parvovirose e cinomose afetam o organismo de formas diferentes.
Como os sintomas iniciais podem se sobrepor, o diagnóstico correto depende de exames laboratoriais, e não apenas da observação clínica.
Sim. É possível salvar um cachorro com parvovirose, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é iniciado rapidamente.
Estudos clínicos mostram que a maioria dos cães tratados adequadamente sobrevive à infecção. O fator mais importante não é apenas a gravidade inicial, mas a rapidez no atendimento e a intensidade do suporte clínico.
A parvovirose não tem um “tempo fixo de sobrevida”. Sem tratamento, a doença pode evoluir rapidamente e levar ao óbito em poucos dias, especialmente em filhotes.
Com tratamento adequado, muitos cães começam a apresentar melhora após os primeiros dias críticos e evoluem para recuperação completa.
Apesar do nome parecido, parvovirose em cães e parvovirose em humanos não são a mesma doença. A principal diferença está no tipo de vírus envolvido:
Além disso, a gravidade é muito diferente. Nos cães, a parvovirose pode causar gastroenterite grave, diarreia com sangue, desidratação intensa e risco de morte, especialmente em filhotes não vacinados.
Já em humanos, a infecção costuma ser leve e autolimitada, raramente oferecendo risco à vida em pessoas saudáveis.
Não. A parvovirose canina não é transmissível para humanos. O vírus que causa a doença em cães é exclusivo da espécie canina. Mesmo em contato direto com um cachorro doente, uma pessoa não corre risco de infecção pelo parvovírus canino.
A proteção contra a parvovirose faz parte das vacinas polivalentes, mais conhecidas como V8 e V10. Essas vacinas não protegem apenas contra o parvovírus canino, mas também contra outras doenças infecciosas graves, como a cinomose, a leptospirose, o adenovírus canino e a parainfluenza.
Por esse motivo, a vacinação polivalente é considerada a base do protocolo vacinal dos cães, especialmente nos primeiros meses de vida, período em que o risco de infecção é mais elevado.
O número de doses, os intervalos e os reforços devem sempre seguir a orientação do médico-veterinário, já que fatores como idade, ambiente e estado de saúde do animal influenciam diretamente a resposta imunológica.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a entender melhor como a parvovirose se manifesta, quando buscar atendimento veterinário e por que a prevenção é decisiva desde os primeiros meses de vida do cachorro.
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