O que é a síndrome do gato paraquedista?

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Sindrome do gato voador

Mesmo quem nunca ouviu este termo consegue imaginar sobre o que se trata a síndrome do gato paraquedista, não é mesmo? E caso você ainda não tenha entendido o que significa esse termo, pode substituí-lo por síndrome do gato voador.

Sim, estamos falando dos casos de acidentes envolvendo gatos e grandes alturas. Esse comportamento não é natural, pois vai contra o princípio de auto-preservação que, de modo geral, dirige o comportamento dos seres vivos.

Mas se não é natural, porque há então tantos casos de síndrome do gato paraquedista? A resposta está na combinação de três fatores: ambiente inadequado, estresse e o instinto de caça do animal.

Ambiente inadequado

Começando pelos dois primeiros fatores fica fácil entender porque há cada vez mais gatos caindo de grandes alturas hoje em dia. Ora, isso acontece pelo mesmo motivo que há cada vez mais humanos caindo de grandes alturas: o modo de vida urbano. Em outras palavras: há cada vez mais gatos e pessoas vivendo em apartamentos cada vez menores e prédios cada vez mais altos.

Gatos costumam ser a primeira opção para quem quer ter um pet em apartamento. O problema é que esses animais não nasceram para ficar confinados. Gatos são caçadores e territorialistas, precisam explorar o território para se sentirem bem.

A vida em apartamento pode estressar o animal que acaba buscando qualquer oportunidade para acessar o mundo exterior. E no caso dos apartamentos o mundo exterior só chega pelas janelas e varandas. 

Quando o instinto atrapalha

O terceiro componente que acaba levando os gatos a caírem de grandes alturas é um erro de cálculo. O mundo exterior não chega somente à distância na forma de imagens, sons e cheiros. Às vezes ele chega bem perto na forma de passarinhos e insetos, por exemplo.

E, como dissemos antes, gatos são animais caçadores. Um passarinho no parapeito da janela vai parecer ao seu pet uma excelente fonte de brincadeira e alimento, e é aí que mora o perigo

Não por acaso a síndrome do gato paraquedista é mais comum entre os animais mais jovens, que estão com os instintos de caça e aventura mais aflorados. Ao tentarem pegar um pássaro ou um inseto no parapeito da janela, em telhados ou na varanda dos vizinhos, o gato pode errar o cálculo e saltar no vazio.

Evitando a síndrome do gato paraquedista

Entendendo esses três fatores fica mais fácil ajudar o seu bichinho. A primeira providência de todo tutor de gato que mora em apartamento deve ser instalar telas nas janelas. Essa, aliás, é a melhor medida preventiva para evitar que o gato seja vencido pelo instinto ou pelo estresse.

Mas igualmente importante é garantir ao seu gato uma vida rica em experiências e brincadeiras. Claro que não dá para simular um bosque dentro do apartamento, mas tente construir um ambiente lúdico, com estruturas de escalada e brinquedos que saciem a necessidade do animal caçar. É a chamada gatificação do ambiente.

Por fim, o curioso da síndrome do gato voador é que os gatos que caem entre o 6º e o 2º andar são os que apresentam mais lesões como fraturas no crânio, tórax, mandíbulas e patas.

Mas quando eles caem de alturas maiores o risco de lesões diminui! Isso porque durante a queda de alturas maiores os gatos assumem uma postura de “paraquedista”: abrem as patas e planam, algo parecido com o que fazem os esquilos voadores. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a síndrome do gato paraquedista, confira estes posts sobre comportamento animal que separamos em nosso blog:

| Atualizada em

Por Cobasi

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