
| Atualizada em

Assim como acontece com os humanos, os cachorros sentem frio — e mesmo raças com pelagem densa e volumosa não estão totalmente protegidas contra as baixas temperaturas.
Afinal, além da barreira natural criada pelos fios, fatores como idade, porte, estado de saúde e até o ambiente onde o pet vive influenciam sua capacidade de se manter aquecido.
De modo geral, temperaturas próximas de 7°C já exigem atenção, especialmente para cães pequenos, filhotes, idosos, animais doentes ou de pelo curto.
Com a queda das temperaturas, o risco de desconforto térmico e hipotermia se torna real. Por isso, saber identificar quando o cachorro está com frio faz toda a diferença.
Neste guia completo, com a colaboração do médico-veterinário Bruno Sattelmayer (CRMV-SP 34425), você vai descobrir como proteger seu cão durante o inverno. Confira!
Os cães são mamíferos homeotérmicos, ou seja, mantêm a temperatura corporal praticamente constante, mesmo quando a temperatura do ambiente varia.
Para isso, o organismo utiliza um conjunto de mecanismos conhecido como termorregulação, responsável por equilibrar a produção e a perda de calor.
Quando o ambiente fica muito frio, o corpo passa a gastar mais energia na tentativa de conservar sua temperatura interna.
“A temperatura corporal normal dos cães gira em torno de 38°C a 39°C. Em ambientes muito frios, principalmente quando o pet não está devidamente protegido, ele pode desenvolver sintomas como tremores, rigidez muscular e até hipotermia”, explica o médico-veterinário Bruno Sattelmayer.
Nesse sentido, o cachorro sente frio igual humano, pois também percebe as mudanças de temperatura e reage para preservar o calor corporal.
A grande diferença está na forma como cada espécie percebe o frio.
Como a temperatura corporal dos cães varia entre 38°C e 39°C — faixa considerada febre em humanos — os pets sentem frio em temperaturas diferentes das nossas.
De acordo com a Tufts Animal Care and Condition (TACC), os cachorros começam a sofrer as consequências do frio quando as temperaturas atingem os 7ºC.
Mas, na prática, essa sensibilidade térmica varia bastante entre os cães.
Raça, idade, porte, tipo de pelagem e até o estado de saúde influenciam a capacidade do pet reter o calor, então é importante que os tutores não se apeguem tanto a essa métrica.
Cães adaptados ao frio, como Husky Siberiano, costumam tolerar temperaturas mais baixas por mais tempo, enquanto raças pequenas e de pelo curto podem demonstrar desconforto mesmo em temperaturas mais amenas.

Alguns cães sentem mais frio do que outros devido às características do próprio organismo e ao ambiente em que vivem. Os grupos que exigem mais atenção durante o inverno são:
Além disso, fatores como exposição ao vento, chuva e umidade podem intensificar a sensação térmica, mesmo que o termômetro não indique um frio extremo.
Olhar apenas o termômetro nem sempre é suficiente para saber se o seu cachorro está com frio. Ainda assim, a temperatura ambiente pode servir como um bom ponto de partida.
Na tabela abaixo, mostramos em quais faixas de temperatura o frio começa a exigir mais atenção para cães de diferentes portes. Confira!
| Temperatura (°C) | Cão pequeno | Cão médio | Cão grande |
| 15°C | Baixo risco | Baixo risco | Baixo risco |
| 12°C | Baixo risco | Baixo risco | Baixo risco |
| 10°C | Baixo risco | Baixo risco | Baixo risco |
| 7°C | Riscos improváveis, mas tenha cuidado. | Riscos improváveis, mas tenha cuidado. | Baixo risco |
| 4°C | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade. | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade. | Riscos improváveis, mas tenha cuidado. |
| 1°C | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade. | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade. | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade |
| -1°C | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade. | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade. | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade |
| -4°C | Perigoso, evite exposição prolongada ao ar livre, especialmente sem abrigo seco e protegido. | Perigoso; evite deixar o cão por longos períodos no descoberto. | Potencialmente inseguro, dependendo da raça e idade |
Lembre-se: filhotes, idosos, cães de pelo curto, cachorros magros e animais doentes podem sentir frio antes das temperaturas indicadas.
Logo, a melhor forma de saber se o seu pet está desconfortável é identificar os sinais de que o cachorro está com frio no dia a dia.
Quando a temperatura cai, o organismo do cachorro ativa diferentes mecanismos para conservar o calor corporal, como buscar abrigo e encolher o corpo.
Além disso, o cachorro com frio pode demonstrar sinais físicos e comportamentais de desconforto térmico, como:
A exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desde um desconforto temporário até problemas graves de saúde.
Filhotes, idosos e cães com imunidade baixa são os mais suscetíveis, mas qualquer pet pode ser afetado se não estiver protegido adequadamente.
De acordo com a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, as principais consequências do frio para os cachorros são:
A hipotermia acontece quando a temperatura corporal dos cachorros cai para níveis abaixo do normal e o organismo não consegue mais manter o calor.
Segundo Tilley et al. (2014), essa faixa varia de 37,5 a 39,2°C para cães.
O cachorro com hipotermia pode apresentar tremores intensos, sonolência, gengivas pálidas, perda de coordenação e desmaios.
Como esse quadro está relacionado a arritmias cardíacas, redução do fluxo sanguíneo cerebral e distúrbios metabólicos, o atendimento veterinário deve ser imediato!
O frio não causa artrite e nem artrose, mas pode agravar a dor e a rigidez das articulações em cães que já convivem com essas doenças.
Nesses casos, é comum o pet mancar, evitar subir escadas ou demonstrar dificuldade para levantar após períodos de descanso.
O prejuízo costuma ser maior em cães na fase sênior, que costumam desenvolver problemas articulares com o passar do tempo.
De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, as baixas temperaturas podem favorecer o surgimento de viroses e doenças respiratórias, como a gripe canina, causada por vírus e bactérias.
O frio não transmite a doença diretamente, mas facilita sua disseminação, especialmente quando os pets frequentam locais fechados ou com grande circulação de cães.

Nem todos os tutores sabem como manter seu pet seguro no frio. Pensando nisso, separamos algumas dicas de como aquecer cachorro durante os dias gelados. Confira!
Sempre que possível, mantenha o cachorro dentro de casa durante os dias mais frios. Assim, ele fica protegido da exposição ao frio, da chuva e das correntes de vento.
Se isso não for possível, ofereça um abrigo aquecido e aconchegante em quintais e áreas externas, como uma casinha de tamanho e material adequados.
O acessório deve ser colocado sob um estrado para evitar o contato com a umidade do solo e posicionado em um local coberto, longe da chuva, do vento e de geadas.
Outra dica é deixar a casinha voltada para uma parede ou outra barreira física, para diminuir a entrada do vento.
As roupas para cachorro são grandes aliadas de filhotes, idosos, cães de pelo curto e animais de pequeno porte durante frentes frias.
Na hora de escolher um casaco para cachorro, prefira modelos confortáveis, que não apertem o corpo nem restrinjam os movimentos do animal.
Vale lembrar que nem todo cachorro precisa usar roupinhas de inverno.
Cães com pelagem longa ou dupla costumam ser naturalmente adaptados ao frio e, na maioria das vezes, conseguem manter a temperatura corporal sem essa proteção extra.
Você também deve ficar atento e retirar o moletom para cachorro sempre que o animal demonstrar desconforto para não comprometer o seu bem-estar.
Uma cama confortável também é essencial para manter o cachorro aquecido durante o inverno — inclusive para os pets que vivem exclusivamente dentro de casa.
Isso porque o contato direto com o piso gelado favorece a perda de calor corporal e aumenta o desconforto térmico, principalmente durante a noite.
Para reforçar a proteção térmica, utilize uma cama elevada ou coloque a caminha sobre um estrado de madeira, evitando o contato com a umidade e com o chão frio.
Complete o espaço com uma manta para cachorro, lave e seque os acessórios com frequência para deixar os momentos de soneca sempre aconchegantes e limpinhos.
Os passeios continuam importantes durante o inverno, mas a rotina deve ser adaptada para preservar o conforto térmico do cachorro e evitar a exposição às temperaturas mais baixas.
Em entrevista ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, Márcio Thomazo Mota, presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do Regional, dá dicas sobre os melhores horários para as voltinhas:
“Prefira sair em períodos do dia em que estiver um pouco mais calor, como o final da manhã e início da tarde. Evite os passeios muito cedo ou à noite para que o animal não se exponha ao vento e temperaturas muito baixas”, explica o especialista.
Durante o passeio, observe o comportamento do pet. Se ele apresentar tremores ou demonstrar desconforto, interrompa a caminhada e retorne para um ambiente aquecido.
Caso o clima frio impeça os passeios, você também pode investir em brinquedos e atividades de enriquecimento ambiental dentro de casa.
Banhos e tosas fazem parte da higiene e da saúde do cachorro durante todo o ano. No inverno, porém, alguns cuidados precisam ser reforçados para proteger o pet do frio.
Sempre que possível, marque o banho nos horários mais quentes do dia. Use água morna e faça a secagem completa da pelagem logo em seguida.
A combinação entre baixa temperatura e umidade aumenta a perda de calor corporal e favorece o aparecimento de problemas de pele, como dermatites e fungos.
A tosa também pode ser mantida durante o inverno, mas evite retirar pelos em excesso, pois a pelagem funciona como um isolante térmico natural.
Vacinar o seu melhor amigo é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde canina durante o inverno.
Embora o frio não cause doenças diretamente, ele pode favorecer o agravamento de infecções respiratórias, como a gripe e a pneumonia canina.
Por isso, antes da chegada das baixas temperaturas, confira se a carteirinha de vacinação do seu cachorro está em dia e faça consultas veterinárias regulares.
Pode até parecer estranho, mas às vezes, a alimentação dos cachorros também precisa ser ajustada nas estações mais frias do ano.
Afinal, são as calorias ingeridas pelo animal que fornecem parte da energia utilizada para conservar o calor quando as temperaturas caem.
Segundo o médico-veterinário Márcio Thomazo Mota, alguns cães podem precisar comer porções maiores ou alimentos com mais proteína durante o período:
“Em alguns casos, será necessário aumentar um pouco a quantidade de comida oferecida para seu pet (entre 10 e 20%, dependendo do animal), ou incluir rações que tenham um percentual maior de proteínas, o que pode ser avaliado junto ao seu médico-veterinário durante consulta”, explica ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.
A hidratação também merece atenção. Como os cães costumam beber menos água nos dias frios, mantenha os potes sempre abastecidos e, se necessário, ofereça ração úmida para estimular o consumo de líquidos.
O médico-veterinário Bruno Sattelmayer também reforça a importância de cuidar de cachorros com maior sensibilidade térmica durante inverno:
“É preciso ter muita atenção com cães de pelagem curta ou sem subpêlo, filhotes e idosos. Estes cães tendem a sentir mais frio, por isso soluções como roupinhas, acessórios e caminhas são itens essenciais em épocas frias”.
O frio pode causar mais dores articulares, principalmente, em cães idosos. Como o organismo canino está mais “velhinho”, é preciso reforçar os cuidados para que as articulações do animal não fiquem tão enrijecidas.
Uma das formas de evitar estes problemas, é manter o pet sempre quentinho, agasalhado e dentro de casa.

A tolerância ao frio em cachorro depende de uma combinação de fatores, como espessura da pelagem, camada de gordura corporal e manejo ambiental.
Cães com pelos longos e subpelo denso conseguem reter mais calor, o que protege melhor a pele das baixas temperaturas, por exemplo.
A gordura também funciona como um isolante térmico natural, ajudando o organismo a conservar o calor. Por isso, cachorros muito magros costumam sentir mais frio.
Cães que vivem em regiões frias ou passam mais tempo expostos às baixas temperaturas tendem a se adaptar melhor ao inverno do que aqueles criados em locais de clima quente.
Sim, mas com alguns ajustes. Para garantir o conforto térmico do pet, você pode diminuir a frequência dos banhos, escolher os horários mais quentes do dia para o procedimento, utilizar água morna e fazer uma secagem completa após o banho.
Sim. Se a temperatura do aparelho estiver muito baixa, o cachorro pode sentir frio, principalmente filhotes, idosos e cães de pelo curto.
Se o cachorro apresentar sinais intensos de frio, leve-o para um ambiente protegido e tente aquecê-lo aos poucos usando cobertores e mantas limpas.
Evite aplicar fontes de calor muito intensas diretamente sobre a pele do animal, pois isso pode causar queimaduras e machucar o pet.
Se necessário, use bolsas de água morna cobertas com uma toalha grossa e busque ajuda veterinária caso a temperatura corporal do cachorro não volte ao normal.
O frio não causa doenças, mas favorece a circulação de agentes infecciosos. Por conta disso, doenças respiratórias — como a gripe canina — costumam aparecer com mais frequência nessa época do ano.
O inverno também pode agravar problemas dermatológicos, alérgicos e articulares, como artrite, artrose, hérnias de disco e dores na coluna.
Os cachorros podem precisar de uma alimentação mais calórica durante o inverno, já que o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal nos dias frios.
Segundo os especialistas, em alguns casos, é recomendado aumentar entre 10% e 20% a quantidade de alimento diária ou optar por uma dieta com maior teor de proteínas.
Esse ajuste deve ser feito apenas com orientação do médico-veterinário, já que as necessidades variam conforme a idade, o porte e o estado de saúde de cada pet.
Sim, ainda mais quando o cachorro sente frio à noite ou faz parte de um grupo sensível, como filhotes, idosos, cães de pequeno porte e animais de pelo curto.
Apenas certifique-se de que o pet consiga sair debaixo do cobertor ou edredom caso ela sinta calor durante a madrugada.
Existem raças que se dão bem no frio, seja porque foram criadas para serem mais tolerantes às baixas temperaturas, seja por causa da pelagem que ajuda a preservar o calor corporal. Abaixo listamos algumas das raças de cachorro mais tolerantes ao frio:
Os cães de porte pequeno ou com menos pelos são os mais suscetíveis a sentir mais frio. Dentre as raças de cachorro que mais sentem frio estão:
Nem sempre. Embora seja comum o cachorro tremer de frio, os tremores também podem ser um sintoma dedor, medo, ansiedade, intoxicações ou doenças neurológicas.
Se o cachorro continuar tremendo mesmo após ser aquecido ou apresentar outros sintomas, como apatia, vômitos ou dificuldade para andar, procure um médico-veterinário.
Não é o ideal. Mesmo que o cachorro sinta frio dentro de casa, a exposição ao vento e à umidade torna o quintal um ambiente muito mais desconfortável durante o inverno.
Se não for possível manter o pet dentro de casa, ofereça um abrigo protegido da chuva e do vento. Caso o pet apresente tremores, choramingos ou levante as patas com frequência, leve-o imediatamente para um ambiente aquecido.

Manter o seu pet sempre bem aquecido é fundamental para minimizar as chances de ocorrer um quadro de hipotermia, pneumonia ou outros agravantes.
Então, para deixar o seu cachorro superprotegido, anote nossas dicas e visite o pet shop online da Cobasi para encontrar tudo o que é essencial para os dias frios:
O que não faltam são soluções e diversidade de modelos, cores e tamanhos. Aproveite nossas promoções e garanta tudo que o seu pet precisa para ficar bem aquecido!
Se ficou com alguma dúvida sobre os cuidados com seu cão, no Blog da Cobasi você encontra dicas, orientações e conteúdos completos para ajudar seu pet a passar pelos dias frios com mais conforto, saúde e bem-estar.
Tufts Animal Care and Condition (TACC) scales for assessing body condition, weather and environmental safety, and physical care in dogs. Recognizing and Reporting Animal Abuse – A Veterinarian’s Guide. Disponível em: Vermont Humane Federation.
TILLEY, L.P.; SMITH JR., F.W.K. Consulta Veterinária em 5 Minutos – Espécies canina e felina. São Paulo: Manole, 5 ed., 2014.
Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) – Cuidados com cães e gatos no inverno: veja como proteger seus pets
American Kennel Club (AKC) – Quando está frio demais para cães?
RSPCA (Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals) – Cuidados com cães no clima frio
PetMD – Qual a temperatura mínima que um cachorro pode suportar?
Royal Canin – Principais causas de hipotermia em gatos e cães e quais os riscos para os animais
Royal Canin – Termorregulação animal: como os cães e gatos regulam a temperatura corporal
| Atualizada em

Médico-veterinário formado pela UFRRJ (CRMV – 34425). Possui Pós-graduação em Nutrologia de Cães e Gatos pela Unyleya.




A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.







Gostaria de tirar uma dúvida tenho um American Bully e meu marido fala que ele não sente frio ??? Isso é de fato? Ele tem um colchão só isso .
Olá! Como vai? O American Bully precisa de roupas e mantas assim como outros cães. As dicas para descobrir se ele está com frio que damos neste post, também funcionam para a raça. =)
Olá gostei das dicas dos cuidados com o animal na época do frio.
Amei as dicas no inverno minha cachorrinha dorme comigo na cama quentinha
GOSTEI MUITO DE SABER QUE OS CACHORROS TAMBEM TEM FRIO POR ISSO VACINO O MEU CONTRA GRIPE E O QUE FOI EXPLICADO FOI BOM SABER.
Adorei as matérias sobre cães. Todas elas enriquecem muito nosso conhecimento sobre nosso grandes amigos.
Achei importante e esclarecedor esse capítulo sobre o frio e os cães! Eu não sabia que os cães podem pegar gripe em época de baixas temperatura e para prevenção vacina-los.