

Cachorro lambendo a pata de vez em quando pode ser normal, já que esse comportamento também faz parte dos cuidados do cão com o próprio corpo.
Em algumas situações, a lambedura ainda pode aparecer por tédio ou como uma forma de aliviar a tensão. A atenção muda quando o hábito fica frequente, intenso ou sempre concentrado na mesma região.
Quando a lambedura começa a se repetir, pode existir algum incômodo por trás desse comportamento, seja de origem física ou comportamental. Dor, alergias, infecções e estresse estão entre as possibilidades.
Alterações na pata ou até no jeito de caminhar também merecem atenção, principalmente quando aparecem junto de uma lambedura insistente.
Se você perceber que seu cachorro está lambendo a pata mais do que o habitual, vale investigar o motivo. Continue a leitura para entender o que pode estar por trás desse comportamento, quais sinais observar e como agir.
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O cachorro lambendo as patas frequentemente pode ter diferentes causas e nem sempre o problema está visível. Feridas, alergias, infecções, dor e até questões comportamentais podem fazer o animal insistir na região.
Entre as principais causas para os cães lamberem as patas estão:
A dor localizada nas patas é uma das causas mais frequentes de lambedura excessiva em cães. Cortes, rachaduras, espinhos, farpas, ferimentos entre os dedos, unhas quebradas ou queimaduras podem fazer o cachorro lamber ou morder sempre a mesma região.
O ato de lamber libera endorfinas e funciona como um mecanismo natural de autocuidado, mesmo quando não existe uma lesão facilmente visível.
As queimaduras nos coxins também merecem atenção, principalmente em dias quentes. Calçadas e asfalto aquecidos podem atingir temperaturas capazes de provocar dor e machucar as almofadinhas das patas, conhecidas como coxins.
Alguns sinais ajudam a perceber quando existe dor ou algum ferimento:
Se o cachorro começar a lamber só uma pata de repente, vale observar os coxins, as unhas e o espaço entre os dedos. Espinhos e outros corpos estranhos podem ficar escondidos nessas regiões e passar despercebidos em um primeiro momento.
As alergias em cães estão entre as causas mais comuns de lambedura excessiva nas patas. A reação alérgica pode provocar inflamação e coceira intensa, fazendo o cachorro lamber, morder ou esfregar a região para tentar aliviar o desconforto.
Entre os quadros mais comuns estão:
Em quadros alérgicos, é comum observar o cachorro lambendo entre os dedos ou os coxins, principalmente quando a pele está avermelhada, irritada e com coceira.
Quando existe suspeita de alergia alimentar, o médico-veterinário pode indicar uma dieta de eliminação para observar a resposta do cachorro e investigar possíveis alimentos envolvidos.
Infecções de pele e parasitas também podem provocar coceira intensa nas patas dos cães, levando o cachorro a lamber ou morder a região com frequência.
Quando a barreira da pele está comprometida, bactérias, fungos e leveduras podem se multiplicar com mais facilidade. Feridas e umidade constante também favorecem o agravamento de infecções secundárias.
Pulgas, carrapatos e ácaros, por sua vez, irritam a pele e podem causar inflamação, coceira e desconforto.
De acordo com o Merck Veterinary Manual, o prurido (coceira) não é uma doença, mas um sinal clínico que pode vir acompanhado de:
Quando a lambedura se mantém por muito tempo, a própria ação de lamber pode irritar ainda mais a região e manter um ciclo de lesão e inflamação.
Em quadros persistentes, pode surgir a chamada dermatite acral por lambedura, em que o hábito contribui para a manutenção da lesão.
Mau cheiro, secreção, feridas ou uma pata vermelha e inchada são sinais que merecem avaliação veterinária para identificar a causa e definir o tratamento adequado.
Problemas ortopédicos também podem levar o cachorro a lamber a pata com frequência, principalmente quando existe dor ao caminhar, apoiar o peso ou movimentar alguma articulação.
Artrite, artrose, entorses e outras alterações musculoesqueléticas podem provocar esse tipo de desconforto.
No dia a dia, o tutor pode perceber o cachorro mancando, com dificuldade para subir ou descer, demorando mais para se levantar ou demonstrando sensibilidade ao toque.
Quando a lambedura fica concentrada em uma única pata, o American Kennel Club (AKC) recomenda observar também se há lesões, unha quebrada ou algum corpo estranho entre os dedos e os coxins.
Se a pata parece normal por fora, mas o cachorro continua lambendo e apresenta mudanças no jeito de caminhar, vale relatar esse padrão ao médico-veterinário para investigar uma possível origem ortopédica.
Mudanças na rotina, períodos prolongados sozinho ou um ambiente com poucos estímulos também podem favorecer estresse e ansiedade. Alguns cães passam a lamber as patas repetidamente como uma forma de aliviar a tensão.
A lambedura pode trazer uma sensação momentânea de alívio, fazendo com que o comportamento seja repetido em momentos de tédio, insegurança ou ansiedade.
Alguns sinais ajudam a perceber quando existe um componente comportamental:
A ansiedade de separação em cachorro também pode estar associada a mudanças no comportamento quando o animal fica longe do tutor.
Uma rotina com passeios, brincadeiras, brinquedos interativos e atividades que estimulem o cachorro física e mentalmente pode ajudar nos casos relacionados ao tédio e ao estresse.
Quando a lambedura é intensa, persistente ou provoca feridas, a avaliação veterinária continua sendo importante antes de considerar o problema exclusivamente comportamental.
Em alguns casos, o acompanhamento de um médico-veterinário comportamentalista pode fazer parte do cuidado.

Quando a lambedura começa a se repetir, vale olhar a pata com mais cuidado antes de tentar interromper o comportamento. O objetivo é perceber se existe algum sinal visível de incômodo e evitar medidas que possam piorar a irritação.
Comece pelos coxins, pelas unhas e pelo espaço entre os dedos, sem esquecer a parte de cima da pata. Um corte pequeno, uma unha quebrada ou algum corpo estranho pode ser suficiente para fazer o cachorro insistir sempre no mesmo ponto.
Inchaço, vermelhidão, feridas e secreções também ajudam a perceber que existe alguma alteração na região.
Em cães de pelagem clara, outro detalhe que pode chamar atenção são manchas amarronzadas ou avermelhadas nos pelos, causadas pelo contato frequente com a saliva.
Pomadas, medicamentos e receitas caseiras não devem ser usados sem orientação veterinária.
Mesmo quando a pata parece apenas irritada, a lambedura pode estar relacionada a alergias, infecções, dor ou outras condições que exigem cuidados específicos.
Impedir o cachorro de lamber também não resolve o problema sozinho. O colar elizabetano, por exemplo, pode ser indicado em algumas situações para proteger a região e evitar novas lesões, mas a causa da lambedura ainda precisa ser investigada.
Mais do que contar quantas vezes o cachorro lambe a pata, observe se o comportamento está ficando mais intenso ou se surgiram novas alterações ao longo dos dias.
Começar a morder a região, mancar ou demonstrar mais sensibilidade são mudanças importantes. Além disso, feridas, mau cheiro, secreção, inchaço ou dificuldade para caminhar também indicam que a avaliação veterinária não deve ser adiada.
Na consulta, o profissional poderá relacionar esses sinais ao histórico do cachorro e investigar a origem do desconforto.
Durante a consulta, o médico-veterinário avalia a pata, o histórico do cachorro e os sinais apresentados para identificar a origem da lambedura. A partir dessa investigação, os cuidados podem variar conforme a causa:
| Causa | Como pode ser o tratamento |
| Alergias | Controle dos fatores que desencadeiam a reação, ajustes na alimentação quando necessários e medicamentos prescritos pelo veterinário. |
| Infecções | Produtos tópicos, antifúngicos ou antibióticos, de acordo com o tipo de infecção. |
| Feridas ou corpos estranhos | Limpeza, cuidados com a lesão e retirada do objeto quando necessário. |
| Dor e problemas ortopédicos | Tratamento direcionado à origem do desconforto e controle da dor. |
| Questões comportamentais | Mudanças na rotina, enriquecimento ambiental e acompanhamento profissional quando indicado. |
Dependendo do que for identificado, o cachorro pode ser encaminhado para áreas como dermatologia, ortopedia ou medicina veterinária comportamental.
A lambedura merece mais atenção quando começa a fugir do comportamento habitual do cachorro, seja pela frequência, pela intensidade ou pelo aparecimento de outros sinais.
Procure orientação veterinária se o cachorro:
Se houver dor intensa, sangramento, dificuldade para caminhar ou suspeita de algum corpo estranho, como espinho ou farpa, a avaliação não deve ser adiada.
Na consulta, alguns detalhes do dia a dia podem ajudar bastante o médico-veterinário a entender o que está acontecendo.
Não é preciso tentar descobrir a causa em casa, o mais importante é contar como a lambedura começou e de que forma surgiu na rotina do cachorro.
Vale lembrar, por exemplo, se o comportamento começou de repente ou foi aumentando aos poucos, se acontece em uma pata ou em várias, entre outros sintomas.
Alterações na alimentação, na rotina, no ambiente ou até algum tratamento usado anteriormente são informações úteis para levar à consulta.
Se o cachorro também apresenta coceira em outras partes do corpo, mudanças no apetite, no comportamento ou dificuldade para caminhar, são contextos que ajudam o veterinário a enxergar o quadro de forma mais completa.
Caso tenha fotos e vídeos, eles podem ser especialmente úteis quando a lambedura acontece em situações específicas. Um registro curto já pode mostrar a frequência, a intensidade e o jeito como o cachorro insiste na pata.
Durante a consulta, algumas perguntas ajudam a entender melhor os próximos passos e os cuidados necessários:
Essas informações não substituem a avaliação clínica, mas deixam a conversa com o veterinário mais completa e ajudam a direcionar a investigação.
Manter as patas saudáveis e observar pequenas mudanças no dia a dia ajuda a prevenir alguns dos incômodos que levam o cachorro a lamber a região com frequência.
Alguns cuidados podem fazer parte da rotina:
Esses cuidados ajudam na prevenção, mas também facilitam perceber quando alguma coisa mudou. Se a lambedura começar a se repetir, ficar mais intensa ou vier acompanhada de alterações na pata, vale investigar a causa com o médico-veterinário.

Sim, quando não está ligada a dor, coceira, feridas ou alterações comportamentais, a lambedura pode fazer parte dos cuidados naturais do cachorro com o próprio corpo.
A avaliação veterinária passa a ser importante quando a lambedura fica frequente, intensa ou começa a causar machucados. Vermelhidão, inchaço, secreção, mau cheiro, perda de pelos, dor ou dificuldade para apoiar a pata também merecem atenção.
Alguns cães podem lamber as patas à noite enquanto relaxam ou como uma forma de aliviar tensão e ansiedade. O horário, porém, não significa que a causa seja necessariamente comportamental.
Quando o cachorro lambe as patas com frequência, alguns sinais podem ajudar o tutor a perceber diferenças no padrão da lambedura.
Feridas, alergias e comportamentos compulsivos podem apresentar características distintas na pele, na localização e na forma como o cão reage ao incômodo.
A tabela abaixo reúne algumas dessas diferenças para facilitar a observação no dia a dia:
| Característica | Ferida | Alergia | Compulsão |
| Localização | Mais localizada, geralmente após trauma ou lesão | Pode atingir mais de uma pata e outras regiões do corpo | Pode se concentrar sempre no mesmo ponto |
| Aparência da pele | Cortes, crostas, inchaço ou sangramento | Vermelhidão, irritação, coceira ou descamação | A pele pode parecer normal no início e apresentar lesões com o tempo |
| Presença de secreção | Pode ocorrer, dependendo da lesão | Pode aparecer quando há inflamação ou infecção secundária | Geralmente surge apenas se a lambedura já provocou uma lesão |
| Padrão ao longo do tempo | Costuma estar relacionado ao surgimento de uma lesão | Pode se repetir ou piorar em determinadas situações | Pode aparecer com mais frequência em momentos de estresse, ansiedade ou tédio |
| Reação ao toque | Pode haver dor ou sensibilidade | A região pode estar irritada e com coceira | A reação varia e pode não haver dor aparente no início |
| Outros sinais | Mancar ou apresentar dificuldade para apoiar a pata | Coceira em outras áreas, como orelhas, barriga ou focinho | Outros comportamentos repetitivos podem aparecer junto |
Essa comparação não substitui o diagnóstico veterinário, mas pode ajudar o tutor a reconhecer sinais importantes e saber quando procurar ajuda profissional.
A lambedura excessiva geralmente indica que existe algum incômodo fazendo o cachorro insistir na região. A origem pode estar na própria pata, como uma ferida ou corpo estranho, mas também pode envolver alergias, infecções, dor ou questões comportamentais.
Quando a lambedura aparece junto com manqueira, é importante considerar a presença de dor. Cortes, espinhos, unhas quebradas, queimaduras, entorses e problemas nas articulações estão entre as possíveis causas.
Mesmo que não exista uma ferida visível, a dificuldade para apoiar a pata indica que o cachorro precisa ser avaliado por um médico-veterinário para identificar a origem do desconforto.
Evite aplicar pomadas, medicamentos ou receitas caseiras sem orientação veterinária. Uma pata vermelha ou irritada pode ter causas diferentes, e o produto inadequado pode piorar a irritação ou mascarar sinais importantes.

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Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.
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Meu Shitzu lambe muito as patas. O que fazer? Que tipo de pomada ou outro medicamento posso dar?
Se o seu Shih Tzu está lambendo muito as patas, pode ser indicativo de irritação, alergia ou dor. Consulte um veterinário para uma avaliação completa e recomendações específicas para o seu caso.