

Os felinos sentem emoções e também podem sofrer, mas não derramam lágrimas por tristeza como os humanos. Quando o tutor percebe um gato chorando, geralmente está ouvindo um miado mais intenso, um gemido ou outro som diferente do habitual.
Essa vocalização pode surgir quando o pet está com fome, quer atenção, sente medo, está estressado ou apresenta algum desconforto.
O momento em que o miado começa, a frequência e possíveis mudanças no comportamento ajudam a entender o que está acontecendo.
Se os olhos também estiverem lacrimejando, pode haver uma causa clínica, como irritações ou outros problemas oculares. Nesse caso, o gato precisa ser avaliado por um médico-veterinário.
Para explicar o que pode estar por trás desse comportamento, contamos com a colaboração da Dra. Joyce Lima (CRMV/SP – 39824), médica-veterinária da Educação Corporativa da Cobasi.
Neste artigo, você vai entender por que o gato chora, o significado dos diferentes miados e quando é necessário procurar um veterinário.
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O “choro” aparece pela vocalização, o gato pode emitir um miado mais agudo, prolongado ou insistente, diferente dos sons usados normalmente. A veterinária Joyce explica:
“Normalmente, um tutor percebe que seu gato está “chorando” ou sofrendo através do seu miado. Que, nesses momentos, tende a ter um tom mais triste e desesperado que o normal, mas essa é uma questão que varia muito de gato para gato”, disse.
Essa diferença individual merece atenção, pois um gato miando alto pode estar apenas se comunicando, principalmente quando costuma ser mais falante. O sinal de alerta aparece quando o som muda de repente, fica mais intenso ou o gato começa a miar sem parar.
O contexto também facilita a interpretação da situação: vale observar em qual momento a vocalização começa, quanto tempo dura e se veio acompanhada de mudanças no apetite, na disposição ou no uso da caixa de areia.
O gato pode vocalizar mais quando precisa de algo, enfrenta uma mudança na rotina ou sente algum desconforto. Fome, sede, busca por atenção, estresse, cio e dor estão entre as causas mais comuns.
A idade também permite identificar o que está acontecendo, já que filhotes e adultos costumam miar por motivos diferentes.
Nos primeiros meses de vida, o filhote ainda depende de proteção, alimento e calor, como destaca a veterinária Joyce Lima:
“Quando filhotes, os gatos choram buscando atenção e acolhimento da sua mãe, seja por medo, fome, frio ou ansiedade de separação”, afirmou.
Um gato filhote chorando pode estar assustado com o novo ambiente ou sentindo falta da mãe e dos irmãos. Filhotes recém-adotados costumam vocalizar mais nas primeiras noites, enquanto se adaptam à casa, aos cheiros e à nova rotina.
O choro merece atenção quando não diminui após o período inicial de acolhimento ou surge acompanhado de fraqueza, falta de apetite, tremores, diarreia ou dificuldade para se manter aquecido.
Um gato miando muito perto do comedouro ou do bebedouro pode estar pedindo comida ou água. A frequência dos miados também pode aumentar quando os horários das refeições mudam.
Antes de procurar outras causas, confira se há água fresca disponível e se a alimentação está sendo oferecida na quantidade e nos horários adequados.
Já se o gato apresentar miados curtos e repetidos podem ser uma forma de chamar o tutor para brincar, receber carinho ou ter companhia. Alguns felinos também vocalizam quando passam muito tempo sem estímulos.
O som costuma diminuir depois de uma interação, principalmente quando o pet recebe momentos diários de brincadeira e atenção.
Mudança de casa, chegada de outro animal, troca de alimentação e alterações nos horários da família podem deixar o gato estressado e mais vocal. Na fase adulta, essas situações estão entre os principais motivos do comportamento, como explica a veterinária:
“Já na fase adulta, os gatos choram quando notam mudanças no seu ambiente, rotina ou alimentação, quando estão com fome, estressados ou com dor,” explicou.
Um espaço tranquilo, esconderijos e uma rotina mais previsível podem facilitar a adaptação. Mudanças graduais também tendem a causar menos desconforto.
Um gato no cio miando pode emitir sons altos, prolongados e insistentes. A vocalização faz parte do comportamento reprodutivo e costuma ser mais intensa durante a noite.
A castração impede novos períodos de cio e evita a gestação. O momento mais adequado para realizar o procedimento deve ser definido com um médico-veterinário, de acordo com a idade e as condições de saúde da gata.
Quando o miado surge de repente, fica mais intenso ou parece diferente do habitual, é preciso considerar uma causa clínica. Mudanças no apetite, falta de disposição e dificuldade para se movimentar aumentam a preocupação.
Um gato chorando de dor também pode se esconder, evitar contato, reclamar ao ser tocado ou apresentar alterações no uso da caixa de areia. A avaliação veterinária é necessária para identificar a origem do desconforto e indicar o tratamento adequado.
Nem todo gato miando estranho, no entanto, está doente. O sinal merece atenção quando foge do padrão habitual e aparece junto com isolamento, mudanças no comportamento ou outros sintomas.

Os gatos sentem emoções, mas não derramam lágrimas por tristeza como os humanos. Quando os olhos ficam lacrimejando, existe uma causa física que precisa ser observada.
A lágrima faz parte da proteção natural dos olhos, ajudando a lubrificar a região e remover pequenas partículas. O problema aparece quando a produção aumenta ou quando o líquido não consegue escoar corretamente, deixando a área ao redor dos olhos úmida.
Entre as principais causas de lacrimejamento em gatos estão:
Algumas alterações mais complexas também podem deixar os olhos do gato lacrimejando:
Quando o lacrimejamento aparece com dor evidente, alteração na cor ou no formato do olho, secreção anormal ou mudança no comportamento, a avaliação veterinária não deve ser adiada.

A atenção deve aumentar quando o sintoma persiste ou aparece acompanhado de:
Dor evidente, inchaço intenso ou mudança no formato do olho exigem atendimento rápido. Também é recomendado procurar um médico-veterinário quando o lacrimejamento persistir por mais de 24 a 48 horas, mesmo sem outros sintomas.
Gatos braquicefálicos, ou seja, de focinho achatado, têm maior predisposição ao lacrimejamento. Persa, Himalaio e Exótico de Pelo Curto estão entre as raças mais afetadas.
O formato encurtado da face e os canais lacrimais mais estreitos podem dificultar o escoamento das lágrimas para a cavidade nasal. Como resultado, o líquido transborda e se acumula ao redor dos olhos.
Os olhos mais proeminentes também ficam expostos a poeira, pelos e outras partículas do ambiente, favorecendo irritações e inflamações oculares.
Os gatos têm emoções e podem demonstrar o que sentem por meio dos sons e do comportamento. Um estudo publicado na revista científica Animals mostrou que os felinos conseguem relacionar vocalizações e expressões para reconhecer sinais emocionais de pessoas e de outros gatos.
O significado de cada miado depende da situação, por exemplo, um som curto perto do comedouro pode ser um pedido de ração, enquanto uma vocalização repentina ao caminhar ou usar a caixa de areia pode indicar desconforto.
O tom, a duração e a intensidade do som também dão pistas, mas a postura e possíveis mudanças no comportamento ajudam a completar a interpretação.
Conheça os tipos de miado e seus possíveis significados:
Um miado curto e suave pode ser usado para cumprimentar, pedir atenção ou iniciar uma interação. A aproximação do tutor, a cauda levantada e o contato com as pernas ajudam a reconhecer esse comportamento.
Um gato miando alto pode estar entediado, sozinho ou querendo atenção. Diante de uma porta, pode indicar vontade de entrar ou sair de um ambiente.
Quando o gato começa a miar sem parar, mesmo com as necessidades atendidas, observe possíveis sinais de estresse, cio, dor ou outro desconforto.
Sons graves e arrastados podem indicar irritação, frustração ou incômodo. Esse tipo de vocalização pode aparecer na caixa de transporte, durante uma viagem de carro, diante de outro animal ou após uma mudança no ambiente.
Orelhas voltadas para trás, corpo rígido e cauda batendo mostram que o gato deseja distância.
O piado, também chamado de trinado, é um som curto e amigável, comum quando o gato fica feliz ao encontrar o tutor ou outro animal conhecido. A vocalização também pode ser usada para chamar alguém e conduzir até outro local da casa.
O ronronar costuma aparecer em momentos de relaxamento e bem-estar, mas também pode ocorrer diante de medo, estresse ou dor. A postura permite diferenciar as situações.
Um gato relaxado e buscando carinho apresenta sinais diferentes de um pet encolhido, sem apetite ou evitando contato.
Um som parecido com rosnado ou chiado costuma indicar medo, irritação ou vontade de manter distância. Essa reação pode surgir após um susto, quando o gato não quer mais contato ou sente algum desconforto. Respeite o espaço do pet nesse momento e evite pegar, tocar ou encurralar o gato.
Gemidos, choramingos e miados prolongados são menos comuns e podem aparecer em situações de ansiedade, cio, dor ou doença.
Um gato idoso miando muito, principalmente durante a noite, também pode estar desorientado. A mudança precisa de avaliação veterinária quando surge de repente ou vem acompanhada de outras alterações.
| Tipo de vocalização | O que pode significar | O que observar |
| Miado curto e agudo | Cumprimento, atenção ou interação | Aproximação, cauda levantada e contato com o tutor |
| Miado alto e insistente | Tédio, solidão, atenção ou acesso a outro ambiente | Repetição, vocalização perto de portas e acompanhamento do tutor |
| Miado grave e prolongado | Irritação, frustração ou incômodo | Corpo rígido, orelhas para trás e cauda batendo |
| Piado ou trinado | Saudação ou chamado amigável | Aproximação tranquila e tentativa de conduzir o tutor |
| Ronronar | Bem-estar, medo, estresse ou dor | Postura relaxada ou sinais de desconforto e isolamento |
| Rosnado ou chiado | Medo, irritação ou pedido de distância | Postura defensiva e tentativa de afastamento |
| Gemido ou miado prolongado | Ansiedade, cio, dor, doença ou desorientação | Mudanças no comportamento e aumento da vocalização noturna |
Ao perceber uma vocalização diferente, comece pelas necessidades básicas e pela saúde do gato. Confira se há comida, água fresca e uma caixa de areia limpa, além de observar mudanças no apetite, na disposição, na forma de caminhar ou no interesse pelas atividades habituais.
Isolamento, falta de energia e recusa de alimento podem aparecer quando existe dor ou alguma doença. Mesmo que o comportamento pareça emocional, sinais físicos precisam ser investigados primeiro.
Olhos lacrimejando, por exemplo, não indicam tristeza e podem estar relacionados a irritações ou outros problemas oculares.
Observe também se há ferimentos visíveis, dificuldade para se movimentar ou incômodo ao receber um toque. Não pressione o corpo do gato nem ofereça medicamentos sem orientação veterinária.
Um gato filhote chorando pode estar com fome, frio, medo ou sentindo falta da mãe e dos irmãos. Durante a adaptação, ofereça uma:
Um espaço protegido e tranquilo ajuda o filhote a se sentir mais seguro. Carinho e atividades com brincadeiras para gatos também podem trazer conforto, desde que o gatinho queira se aproximar.

No gato adulto, o primeiro passo é perceber em quais situações o miado aparece. Vocalizar diante da porta, perto da caixa de areia ou durante um movimento, ajuda a identificar se existe um pedido, uma dificuldade ou algum desconforto.
Também observe se o comportamento começou após uma mudança na casa ou se surgiu sem uma causa aparente. Perda de peso, redução do apetite, isolamento, dificuldade para caminhar e alterações no padrão habitual indicam que os cuidados em casa não são suficientes.
Quando a vocalização persiste, fica mais intensa ou vem acompanhada de outros sintomas, o gato precisa passar por uma nova avaliação veterinária.
Quando a saúde está em dia, mudanças na rotina e no ambiente podem ajudar um gato miando sem parar. A proposta não é apenas interromper o som, mas entender o que mantém o comportamento.
Os gatos costumam se sentir mais seguros com horários previsíveis e oportunidades para correr, escalar, arranhar, explorar e simular a caça. Brincadeiras diárias, arranhadores, locais elevados, esconderijos e comedouros interativos ajudam a diminuir o tédio e a ocupar o pet.
A atenção também precisa ser oferecida em momentos de calma. Quando o tutor entrega comida, abre uma porta ou inicia uma brincadeira durante o miado, o gato pode aprender que vocalizar traz o resultado desejado.
Depois de descartar dor, doença ou alguma necessidade imediata, alguns ajustes na rotina e no ambiente podem ajudar a reduzir os miados. A intenção não é impedir a comunicação do gato, mas entender e controlar os fatores que mantêm a vocalização.
Brincadeiras no fim do dia ajudam a gastar a energia acumulada. Encerrar a atividade com uma pequena refeição também pode favorecer o descanso.
Arranhadores, prateleiras, esconderijos e brinquedos interativos tornam o ambiente mais estimulante, permitindo que o gato explore, escale e simule comportamentos de caça.
Quando o gato recebe comida, carinho ou acesso a outro cômodo logo após miar, pode aprender que a vocalização traz o resultado desejado.
Após confirmar que não há dor ou uma necessidade básica, espere um momento de silêncio antes de oferecer atenção. Todos os moradores precisam agir da mesma forma, pois atender em alguns momentos e ignorar em outros pode tornar o comportamento mais persistente.
| O que pode fazer | O que deve evitar | Por quê? |
| Conferir alimentação, água e caixa de areia antes de iniciar qualquer manejo | Ignorar o miado imediatamente | O som pode indicar uma necessidade real ou algum desconforto |
| Manter horários definidos para refeições, brincadeiras e descanso | Alterar a rotina com frequência | A previsibilidade ajuda o gato a se sentir mais seguro |
| Oferecer arranhadores, locais elevados, esconderijos e brinquedos interativos | Deixar o gato sem atividades durante grande parte do dia | Tédio e energia acumulada podem aumentar os miados |
| Oferecer atenção quando o gato estiver calmo | Entregar comida ou carinho sempre que houver vocalização | A resposta imediata pode reforçar o comportamento |
| Manter a mesma orientação entre os moradores | Atender algumas vezes e ignorar em outras | A inconsistência pode deixar o miado ainda mais persistente |
| Redirecionar o gato para brincadeiras e atividades adequadas | Gritar, bater, assustar ou borrifar água | A punição aumenta o medo e o estresse, sem ensinar o comportamento esperado |
| Buscar nova avaliação veterinária se não houver melhora | Insistir apenas no manejo comportamental | A vocalização persistente pode ter uma causa clínica ainda não identificada |
Quando o gato está miando sem parar, a mudança costuma exigir tempo e consistência. A frequência crescente dos sons, a perda de peso ou qualquer mudança no padrão habitual indicam que os cuidados em casa não são suficientes e exigem uma nova avaliação veterinária.
Procure um médico-veterinário quando o miado surgir de repente, ficar mais intenso ou continuar sem uma causa clara. Mudanças no padrão de vocalização podem indicar dor, doença ou algum desconforto que não é visível para o tutor.
A avaliação também é necessária quando o gato apresenta:
Um gato miando muito nem sempre está doente, mas a combinação entre vocalização persistente e mudanças físicas ou comportamentais precisa ser investigada.
Não ofereça analgésicos ou outros medicamentos sem orientação, pois alguns produtos podem ser perigosos para os felinos.

Pode ser normal, já que os gatos costumam ficar mais ativos no início da manhã e no fim da tarde. Fome, vontade de brincar, cio, sons do lado de fora ou tentativa de chamar o tutor também podem aumentar a vocalização nesse período.
Antes de ignorar o miado, confira se há água, alimento, caixa de areia limpa e um local confortável para dormir. Quando o hábito surge de repente, fica mais intenso ou aparece junto com mudanças no comportamento, o gato precisa de avaliação veterinária.
Um gato chorando perto da porta pode querer entrar em outro cômodo, acompanhar o tutor ou explorar a área externa. Animais que já tiveram acesso à rua também podem associar a porta à oportunidade de sair.
Abrir sempre que houver miado tende a manter o comportamento. Quando o acesso externo não é seguro, janelas teladas, prateleiras, arranhadores, esconderijos e brinquedos ajudam a tornar o ambiente interno mais interessante.
A vocalização pode estar relacionada à ausência do tutor, mas também pode surgir por falta de estímulos ou mudança na rotina. Inquietação, redução do apetite, lambedura excessiva e eliminação fora da caixa são sinais que merecem atenção.
Sim, durante o cio, a gata pode emitir miados altos, prolongados e repetitivos, principalmente à noite. Também pode ficar mais inquieta, carinhosa, rolar no chão ou tentar fugir.
A castração não elimina a comunicação por miados. Um gato castrado pode continuar vocalizando para pedir atenção, reagir ao ambiente ou demonstrar alguma necessidade.
Quando o aumento dos miados acontece semanas, meses ou anos após o procedimento, fome, tédio, estresse, dor e doenças continuam sendo causas possíveis. Mudanças repentinas precisam ser investigadas.
Alguma vocalização pode ocorrer nas primeiras horas de recuperação, enquanto o gato ainda está sob efeito da anestesia. O esperado é que o comportamento melhore gradualmente.
O gato pode estar percebendo um inseto, uma sombra ou um som que passa despercebido pelas pessoas. Um episódio isolado não costuma indicar uma doença.
A preocupação aumenta quando o comportamento aparece junto com desorientação, perda de equilíbrio, andar em círculos, dificuldade para reconhecer o ambiente ou alterações no sono.
O som do miado, sozinho, não confirma a dor. Observe se a vocalização aparece ao caminhar, saltar, receber um toque ou usar a caixa de areia.
Outros sinais incluem:
Diante da suspeita de dor, procure atendimento veterinário.
O miado costuma ser normal quando acontece em uma situação fácil de reconhecer, como vocalizar ao cumprimentar o tutor, perceber a preparação da comida, pedir uma brincadeira ou encontrar uma porta fechada.
O gato “chora” por meio de miados, gemidos e outras vocalizações usadas para se comunicar. O som pode representar um pedido, uma reação ao ambiente ou algum desconforto.
Um miado ocasional, ligado a uma situação conhecida, costuma fazer parte do comportamento felino.
Já um gato miando sem parar, com uma vocalização diferente ou acompanhado de mudanças no apetite, na mobilidade ou no uso da caixa de areia, precisa ser avaliado.

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Formada pela USP, Joyce possui especializações em Medicina Veterinária Preventiva e um MBA em Liderança de Alta Performance. Apaixonada por sua gata, Mia, ela reflete todo o carinho e dedicação que tem por ela em sua prática profissional.
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