Adoção de gatos: Qual a melhor opção de raça?

19 de outubro de 2018

Adoção de Animais

Para encontrar o gato ideal, é preciso avaliar as preferências do tutor, o estilo de vida, a presença de outro animal e o tipo de casa em que ele vai morar. Confira as dicas abaixo!

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 22 milhões de gatos. Muitas pessoas preferem os felinos por serem independentes e por se adaptarem bem quando bem quando ficam sozinhos. Apesar desse comportamento, é essencial seguir alguns cuidados na hora de adotar o pet.

Primeiro passo para adotar um gato

O primeiro passo é conversar com todos os moradores da casa e listar as preferências e as necessidades de cada um. “Deve-se buscar um animal com características que agradem a todos. Alguns podem querer gatos brancos, outros bicolores. É preciso avaliar ainda se querem os de pelo curto ou longo, grandes ou pequenos, ativos ou calmos. Com essas de noções, poderão iniciar a busca pela raça ideal”, explica Nilton Abreu Zanco, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade Metodista de São Paulo.

Além disso, é importante analisar o estilo de vida dos tutores e pesquisar sobre as raças que mais se adaptam à rotina da casa. “Existem gatos calmos que dormem boa parte do dia e lidam bem com tutores que passam muito tempo fora, como o Persa e o Ragdoll.

Já os maiores, caso do maine coon, precisam viver em espaços grandes. Para quem busca um companheiro, uma ótima sugestão é o bengal, que é agitado e costuma acompanhar os moradores pela casa”, comenta a médica veterinária Gabriela Muniz Ferreira Giraldi. Casos em que já existe outro animal em casa demandam mais atenção, especialmente quando forem cães. É necessário verificar se eles se dão bem na companhia de gatos para, então, buscar as raças mais indicadas. American Shorthair, Bobtail japonês e Angorá estão entre os que convivem bem com cachorros. “Como está em um ambiente desconhecido, a tendência do gato é ter medo e ficar mais escondido. Uma dica para quem já tem outros animais é colocar o pet recém-chegado em uma caixa de transporte para que se sinta protegido e para sentir o cheiro dos companheiros”, arma Gabriela.

Segundo passo: Amor e dedicação ao bichano

Os felinos, assim como qualquer outro pet, exigem atenção, responsabilidade e compromisso. Antes da adoção, anote todos os gastos, como ração, petiscos, brinquedos, caixa de areia higiênica, vacinas e consultas veterinárias. A lista é grande, por isso é essencial verificar se poderá arcar com os custos. Normalmente, há o costume de querer adotar filhotes, mas os adultos e os idosos também são cheios de charme.

Pense nisso e lembre-se de que os cuidados serão diferentes ao longo da vida do gato. “Os filhotes precisam de atenção para gastar energia e são mais frágeis. Os adultos, por outro lado, geralmente estão no auge da reprodução e já têm comportamento definido em relação ao que gostam e ao que não gostam. Já os idosos necessitam de cuidados especiais por estarem mais propensos a algumas doenças e, assim como os filhotes, necessitam ser manuseados com cuidado”, explica Zanco.

Terceiro passo: Adaptação do Ambiente para o gatinho

A adaptação do bichano no ambiente doméstico costuma ser tranquila, mas é preciso preparar o ambiente. As janelas, especialmente as mais altas, devem ser protegidas com telas para evitar que o pet caia e se machuque. Quem mora em casa também precisa ter cuidado com a altura dos muros e a abertura de portões, já que os gatos são desbravadores por natureza e adoram dar uma voltinha.

Por fim, é importante lembrar que, a adoção de gato exige responsabilidade. Por mais independente da raça do seu gato, ele exigirá amor e carinho do tutor. Reserve um momento do dia para brincar, fazer carinho ou até mesmo para escovar seus pelos. Essa troca de amor é a prova mais verdadeira de que o pet é ideal para você.

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POR CAMILLA CHEVITARESE