Sarna otodécica em cães e gatos: sintomas, tratamento e prevenção

| Atualizada em

Por Cobasi   Tempo de leitura: 17 minutos

Compartilhar:
Compartilhar:
sarna otodecica

A sarna otodécica é uma infestação parasitária no ouvido de cães e gatos provocada pelo ácaro Otodectes cynotis, que afeta principalmente o conduto auditivo externo, onde se alimenta de restos celulares, cerume e fluidos teciduais.

Também chamada de sarna de ouvido ou otocaríase, trata-se de uma das doenças parasitárias mais frequentes entre pets, sendo responsável por grande parte dos casos de otite externa parasitária, especialmente em gatos, segundo o Merck Veterinary Manual

O ácaro Otodectes cynotis é classificado como “não escavador”, pois vive na superfície da epiderme sem penetrar nas camadas mais profundas, mas provoca prurido intenso e inflamação significativa.

Nos quadros mais graves, a sarna otodécica causa acúmulo de secreção escura, perda de pelos e até ruptura do tímpano. 

Estima-se que cerca de 50% dos casos de dor de ouvido em cães e 85% em gatos estão associados à infestação por Otodectes cynotis.

Mas, apesar dos sintomas marcantes, a sarna otodécica tem cura por meio de soluções otológicas e medicamentos antiparasitários tópicos.

Entender o comportamento desse ácaro é o primeiro passo para proteger seu pet. A seguir, saiba as principais causas, como ocorre a infestação e o que fazer para prevenir e tratar a sarna de ouvido em cães e gatos. Confira!

Quais são os sintomas da sarna otodécica?

A sarna otodécica causa coceira intensa, secreção escura e mau cheiro nas orelhas. O responsável também pode observar o pet balançando a cabeça, coçando as orelhas ou demonstrando dor ao toque.

Esses sinais indicam a presença do ácaro Otodectes cynotis e o início de uma inflamação no conduto auditivo

Por serem levemente maiores que outros parasitas, em alguns casos, é possível enxergar os ácaros a olho nu, andando pela região do ouvido do animal como pequenos pontos brancos.

Nos casos prolongados, podem surgir sintomas adicionais, como:

Sinal clínicoDescrição e observações
Feridas e crostasResultam do autotrauma causado pela coceira.
Inflamação e espessamento do canal auditivoIndicam otite média ou infecção persistente.
Alopecia nas orelhas e base da cabeçaQueda de pelos provocada pela fricção constante.
OtohematomaAcúmulo de sangue na orelha devido ao ato de sacudi-la repetidamente.

Estudos de Mota (2018) e Nascimento (2007) apontam que casos prolongados de sarna ortodécica frequentemente evoluem para infecções fúngicas e bacterianas secundárias, principalmente associadas à levedura Malassezia pachydermatis.

Complicações associadas aos sintomas

Nos casos crônicos, a irritação constante e o autotraumatismo podem causar dermatite piotraumática, caracterizada por inflamação generalizada, dor intensa e lesões de difícil cicatrização ao redor das orelhas.

Outra complicação comum é a otite média, uma infecção mais profunda do ouvido que pode levar à perda auditiva parcial ou total se não tratada a tempo.

Além disso, o espessamento do canal auditivo e o acúmulo de secreção criam um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias oportunistas, agravando o quadro e dificultando o tratamento.

Por isso, qualquer sinal de sujeira escura, coceira persistente ou mau cheiro nas orelhas deve ser avaliado por um médico-veterinário, garantindo diagnóstico precoce e recuperação mais rápida.

O que causa a sarna otodécica em cães e gatos?

sarna otodécica gatos

A sarna de ouvido é uma doença causada principalmente pela infestação de um ácaro, o Otodectes cynotis (DIENSTMANN, 2010). Este ácaro acomete a superfície cutânea dos condutos auditivos de diversas espécies de cães e gatos.

Como a sarna otodécica é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente por contato direto entre animais, especialmente em ambientes com alta densidade populacional, como abrigos, gatis, clínicas e lares com múltiplos pets.

O parasita vive na superfície da pele e, ao se mover entre os animais, se estabelece rapidamente no conduto auditivo externo, iniciando o ciclo de infestação.

Além da transmissão direta, o contágio também pode ocorrer de forma indireta, por meio do uso de fômites (objetos contaminados como escovas, cobertores, brinquedos, caminhas e toalhas).

De acordo com Buchaim et al. (2010) e Dienstmann (2010), em locais com pouca higienização, o grau de prevalência da infestação aumenta significativamente, podendo atingir todos os animais que compartilham o mesmo ambiente.

Vale lembrar que a condição não possui caráter zoonótico. Logo, um cachorro ou gato com sarna otodécica não pode transmiti-la para humanos.

Principais formas de transmissão

Forma de transmissãoDescrição
Contato diretoPrincipal via de contágio. O ácaro passa facilmente de um animal infectado para outro durante brincadeiras, amamentação ou convivência próxima.
Fômites (objetos contaminados)Escovas, caminhas, toalhas e brinquedos podem abrigar os ácaros por dias, contaminando outros pets.
Ambientes contaminadosO ácaro permanece viável em locais com pouca limpeza e ventilação, especialmente superfícies têxteis.
Infecção cruzada entre espéciesCães e gatos podem se contaminar mutuamente, embora os felinos sejam mais afetados e atuem como reservatórios.

Por que a transmissão é tão fácil?

O Otodectes cynotis se move rapidamente entre hospedeiros e não precisa escavar a pele para se fixar, o que facilita sua disseminação.

Em ambientes onde há contato próximo entre cães e gatos, a infestação pode ocorrer em poucos dias e se espalhar rapidamente se não houver controle antiparasitário e higiene adequada.

Por isso, todos os pets do mesmo local devem ser avaliados e tratados simultaneamente, e o ambiente precisa ser higienizado com produtos veterinários específicos, evitando novas infecções.

Quais animais são mais propensos à sarna otodécica?

A sarna otodécica pode acometer cães e gatos de qualquer idade, mas alguns grupos têm maior predisposição à infestação pelo ácaro Otodectes cynotis.

  • Filhotes e animais jovens: são os mais vulneráveis, pois ainda não possuem o sistema imunológico totalmente desenvolvido. O contágio costuma acontecer durante o contato direto com a mãe, especialmente na amamentação e limpeza do corpo, quando o ácaro é facilmente transmitido.
  • Animais debilitados, desnutridos ou imunodeprimidos: têm menor capacidade de resposta imunológica, o que facilita o aumento da população de ácaros no conduto auditivo e agrava os sintomas.
  • Pets idosos: com o passar do tempo, a imunidade natural diminui, favorecendo a persistência da infestação e complicações como otite parasitária.
  • Cães com orelhas longas e caídas, como o Cocker Spaniel e o Basset Hound, têm mais chances de desenvolver sarna otodécica, já que a anatomia das orelhas mantém o calor e a umidade, facilitando o ambiente onde o ácaro se reproduz.
  • Gatos jovens e de vida comunitária: a alta taxa de contato físico entre felinos, principalmente em gatis ou colônias, aumenta o risco de transmissão.
  • Pets de abrigos, criadouros ou lares com múltiplos animais: a alta densidade populacional e a limpeza limitada favorecem surtos de sarna otodécica, que podem se espalhar rapidamente entre os pets.

A ESCCAP (European Scientific Counsel Companion Animal Parasites) reforça que a prevenção e diagnóstico é essencial para controlar a disseminação da sarna de ouvido em cães e gatos.

Como o diagnóstico é realizado da sarna otodécica?

sarna de ouvido em cachorro

O diagnóstico da sarna otodécica deve ser feito exclusivamente por um médico-veterinário, que avalia o ouvido do animal e realiza uma combinação de anamnese detalhada, exame clínico e testes laboratoriais.

Logo, é recomendado que os responsáveis não limpem a orelha dos pets antes da consulta para que o profissional possa analisar melhor a situação.

Isso é essencial porque os sintomas, como coceira, secreção escura e mau cheiro, podem ser facilmente confundidos com otite bacteriana, fúngica ou alérgica.

Entre os principais métodos de diagnóstico estão:

1. Anamnese e histórico clínico

A consulta começa com uma entrevista detalhada com o tutor, conhecida como anamnese. 

Segundo Azevedo (2017) e Dienstmann (2010), essa etapa é essencial para identificar há quanto tempo os sintomas surgiram, se há histórico de otite recorrente e se já houve uso prévio de medicamentos.

Essas informações ajudam a compreender a evolução do quadro e possíveis resistências a tratamentos anteriores.

2. Exame otoscópico

Com o auxílio de um otoscópio, o veterinário observa diretamente o conduto auditivo externo.

Durante a inspeção, é possível identificar cerume escuro, espesso e com odor semelhante ao de tabaco, além de ácaros translúcidos e móveis reagindo ao calor da luz do equipamento.

Essa observação direta é um dos métodos mais rápidos e eficazes para confirmar a infestação por Otodectes cynotis.

Em alguns casos, o profissional também realiza o teste do reflexo aurículo-podal, no qual o pet coça o ouvido com a pata posterior ao sentir o toque do cotonete no conduto auditivo, uma resposta típica em animais infestados (Buchaim et al., 2010).

3. Citologia auricular

A citologia é feita quando há suspeita de infecção bacteriana ou fúngica secundária. A amostra é corada e analisada em microscópio para identificar a presença de bactérias e da levedura Malassezia pachydermatis, que comumente se associa à sarna otodécica e agrava o quadro clínico.

4. Raspado ou coleta de cerume

Quando há necessidade de confirmação laboratorial, o veterinário coleta uma amostra de cera e detritos auriculares com um cotonete estéril.

O material é transferido para uma lâmina de microscopia, podendo receber óleo mineral, álcool ou parafina líquida para dispersão do conteúdo.

A amostra é então observada sob microscópio estereoscópico em baixa magnificação (40x), permitindo visualizar ácaros vivos, ovos e fragmentos de exoesqueleto.

Em casos de infecções purulentas, os ácaros podem não ser detectados, por isso a interpretação dos resultados deve considerar os sinais clínicos e o histórico do animal.

Observação do ácaro através de um microscópio estereoscópico
(Fonte: https://historiasveterinarias.wordpress.com)

Identificar a sarna otodécica logo nos primeiros sinais é fundamental para evitar complicações, como otite média e até perda auditiva.

Além disso, o diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente o tratamento antiparasitário, reduzindo o risco de transmissão para outros cães e gatos do mesmo ambiente.

Como tratar a sarna otodécica em cães e gatos?

O tratamento da sarna otodécica tem como objetivo eliminar o ácaro Otodectes cynotis, aliviar a inflamação auricular e prevenir infecções secundárias.

A terapia deve sempre ser prescrita e acompanhada por um médico-veterinário, que definirá o protocolo de acordo com a gravidade da infestação e o estado geral do animal.

De modo geral, os principais tratamentos são feitos com colírios acaricidas e/ou produtos sistêmicos spot-on ou orais, aplicados em intervalos regulares até a completa eliminação do parasita.

Abaixo, detalhamos quais são as etapas de tratamentos mais comuns para combater a sarna em ouvidos de cães e gatos:

1. Limpeza do conduto auditivo

A higienização do ouvido é indispensável antes de iniciar qualquer terapia tópica.
O acúmulo de cerume e secreções impede o contato direto dos medicamentos com a pele e favorece a proliferação de ácaros, fungos e bactérias.

Com isso, a limpeza deve ser feita com soluções otológicas indicadas pelo veterinário, com objetivo de remover os detritos auriculares e melhorar a eficácia do tratamento antiparasitário.

Além de facilitar a ação dos medicamentos, a limpeza reduz a carga microbiana e melhora a ventilação do canal auditivo, favorecendo a cicatrização (Carvalho, 2014).

2. Tratamento antiparasitário (acaricida)

Após a limpeza do ouvido, o veterinário prescreve medicamentos antiparasitários, conhecidos como acaricidas, que atuam diretamente sobre o Otodectes cynotis e seus ovos.

O objetivo é interromper o ciclo de vida do ácaro, eliminando tanto os parasitas adultos quanto as formas imaturas que permanecem no conduto auditivo.

De modo geral, os acaricidas modernos podem atuar de duas formas principais:

  • Ação tópica: aplicada na superfície da pele ou no ouvido, promove contato direto com o parasita, causando sua imobilização e morte.
  • Ação sistêmica: absorvida pelo organismo do animal, circula pela corrente sanguínea e alcança o conduto auditivo através do sebo e secreções, garantindo efeito mais duradouro e abrangente.

O protocolo e a frequência das aplicações variam conforme o produto utilizado, o grau da infestação e a resposta clínica do pet.

Por isso, é essencial que o tratamento seja definido e acompanhado exclusivamente por um médico-veterinário, evitando reações adversas e falhas terapêuticas.

Em lares com múltiplos animais, o tratamento deve ser realizado em todos os pets conviventes, mesmo nos que não apresentem sintomas, para prevenir infestações e garantir a eliminação completa do parasita.

3. Controle da inflamação e infecções secundárias

As formulações otológicas tópicas costumam combinar três famílias farmacológicas:

  • Antibacterianos – combatem infecções bacterianas secundárias;
  • Antifúngicos – controlam leveduras como Malassezia pachydermatis;
  • Corticosteróides – reduzem dor, inflamação e prurido.

Essas formulações são adaptadas a cada caso clínico, principalmente quando há otite externa associada à infestação por ácaros.

4. Cuidados com o tutor e outros animais

Como a sarna otodécica é altamente contagiosa, todos os animais em contato com o pet infectado devem ser avaliados e tratados simultaneamente.

 Em lares com múltiplos pets, recomenda-se tratar cães e gatos ao mesmo tempo e desinfetar o ambiente — incluindo caminhas, cobertores, brinquedos e utensílios.

O uso de luvas descartáveis durante a manipulação do animal é indicado para evitar irritações cutâneas leves e prevenir transmissões acidentais raras em humanos.

5. Tempo de tratamento e reavaliação

O tratamento costuma durar entre 3 e 6 semanas, dependendo da resposta do animal. As reaplicações do antiparasitário devem seguir o intervalo prescrito para eliminar todas as fases do ciclo do ácaro.

Após o término do protocolo, o veterinário realiza uma nova otoscopia para confirmar a ausência do parasita.

Vale destacar que a adesão correta ao tratamento e a limpeza auricular são fatores que mais influenciam no sucesso terapêutico e na prevenção da doença acontecer novamente.

É possível prevenir a sarna otodécica em cães e gatos?

sarna otodécica fotos

Sim, a sarna otodécica pode ser prevenida com hábitos simples e consistentes, que envolvem higiene auricular, controle antiparasitário, alimentação equilibrada e visitas veterinárias regulares.

Conheça algumas medidas que fortalecem a imunidade do pet e reduzem as chances de infestação pelo ácaro Otodectes cynotis:

Uso regular de antiparasitários

O uso contínuo de antiparasitários veterinários é a forma mais eficaz de prevenir infestações por ácaros, pulgas e carrapatos.

São soluções que atuam interrompendo o ciclo de vida dos parasitas e devem ser aplicadas conforme orientação do médico-veterinário.

Alguns antiparasitários são especialmente eficientes contra a sarna otodécia e podem manter o pet seguro com doses mensais ou trimestrais.

Manter o protocolo de proteção em dia é essencial para que o pet fique protegido contra a sarna de ouvido e outros ectoparasitas.

Rotina de limpeza das orelhas

A higienização auricular regular é uma das medidas mais importantes para prevenir a sarna otodécica. O cuidado remove o excesso de cerume, reduz a umidade e mantém o equilíbrio microbiano natural, impedindo que ácaros, fungos e bactérias se proliferem.

O ideal é limpar as orelhas do seu pet semanalmente ou conforme orientação do veterinário. A frequência pode variar de acordo com a raça, o formato das orelhas e o estilo de vida do animal.

Mas, atenção: use sempre soluções otológicas específicas para cães e gatos, aplicadas com o auxílio de gaze ou algodão macio. E, evite o uso de cotonetes, pois podem empurrar a sujeira para o fundo do canal auditivo e causar lesões.

Ambiente limpo e higienizado

A limpeza dos ambientes onde o pet vive é fundamental para impedir a sobrevivência e disseminação do ácaro. Lave caminhas, cobertores, brinquedos e acessórios com frequência, utilizando produtos próprios para pets.

Em casos de infestação confirmada, é indispensável desinfetar o ambiente e garantir que todos os animais da casa sejam avaliados pelo veterinário.

Alimentação equilibrada

Uma alimentação balanceada é essencial para o funcionamento do sistema imunológico e a resistência natural do pet a infecções.

Oferecer rações de qualidade e petiscos nutritivos contribui para manter a pele e o ouvido saudáveis, diminuindo a vulnerabilidade a doenças inflamatórias e parasitárias.

Consultas veterinárias periódicas

As visitas regulares ao médico-veterinário permitem identificar precocemente qualquer alteração auricular e manter um plano preventivo personalizado.

O profissional pode indicar o tipo de limpador auricular mais adequado, ajustar o protocolo antiparasitário e orientar sobre a frequência de limpeza ideal para o seu pet.

Perguntas frequentes sobre sarna otodécica

Veterinário inspecionando a orelha de um gato com sarna.

A sarna otodécica é contagiosa?

Sim, a sarna otodécica é altamente contagiosa entre cães e gatos, sendo transmitida principalmente pelo contato direto entre animais ou indiretamente por meio de objetos contaminados, como cobertores e brinquedos.

Apesar disso, o ácaro Otodectes cynotis não é uma zoonose, ou seja, não se reproduz nem causa infecção em humanos.

Quais são os primeiros sinais de sarna otodécica?

Os sinais iniciais incluem coceira intensa nas orelhas, balanço constante da cabeça, secreção escura com aspecto de borra de café e odor forte.

Esses sintomas exigem avaliação veterinária imediata, pois também podem indicar otite parasitária ou bacteriana.

A sarna otodécica tem cura?

Sim, quando diagnosticada precocemente e tratada por um médico-veterinário, a sarna otodécica tem cura completa.

É possível tratar a sarna otodécica em casa?

Não é recomendado! Apenas o veterinário pode avaliar o tipo de infecção e indicar o tratamento seguro. O uso de receitas caseiras ou soluções não apropriadas pode agravar as lesões, causar otite ou até perfuração do tímpano.

A sarna de ouvido em gatos é diferente da sarna em cães?

A causa é a mesma, mas os gatos são mais frequentemente afetados e podem atuar como reservatórios do parasita. Já nos cães, a sarna otodécica costuma causar otite parasitária secundária, com maior acúmulo de cerume e inflamação.

O que acontece se a sarna otodécica não for tratada?

Sem tratamento, a infestação pode evoluir para otite média ou interna, com dor intensa, infecções secundárias e até perda auditiva permanente. 

Como é o ciclo de vida do ácaro Otodectes cynotis?

O Otodectes cynotis passa por cinco estágios de desenvolvimento: ovo, larva, protoninfa, deutoninfa e adulto.

Todo o ciclo ocorre no canal auditivo externo do hospedeiro e dura cerca de três semanas. A fêmea deposita, em média, um ovo por dia, firmemente preso ao interior da orelha do animal.

Após cerca de quatro dias, os ovos eclodem em larvas de três pares de patas, que se alimentam de detritos e secreções auriculares.

Essas larvas evoluem para formas jovens (protoninfa e deutoninfa) e, por fim, para ácaros adultos, capazes de se reproduzir e reiniciar o ciclo.

Estudos de Dienstmann (2010) e Mota (2018) indicam que um ácaro adulto pode viver até dois meses no hospedeiro e até 12 dias no ambiente, o que explica a alta capacidade de reinfecção em locais compartilhados por vários animais.

cachorro feliz


Gostou do conteúdo? No Blog da Cobasi, você encontra dicas confiáveis sobre saúde, comportamento e bem-estar animal, sempre com embasamento técnico e orientação veterinária.

E no site, app e lojas Cobasi, há produtos que ajudam na higiene e prevenção das doenças de ouvido em cães e gatos. Cuide do seu melhor amigo com informação, carinho e responsabilidade. Até a próxima!

Por Cobasi

A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.

Ver publicações

Você pode gostar de ver também…

2 Comentários

  1. NILOMAR disse:

    Sou tutor de dois cães de grande porte; pastor belga(13 anos) e labradora(9 anos). Ambos brancos e saudáveis. Vacinados
    e visitados pelo veterinário.
    Apreciei o site e parabenizo os autores.
    Cordialmente,
    Nilomar Ribeiro

  2. DiBenedetto disse:

    Excelente
    Obrigado!?

Deixe o seu comentário

Nuvens
Newsletter

A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.