

Os felinos são animais pouco inclinados à água. Por isso, ver um gato bebendo muita água de repente pode ser um sinal de alerta para os tutores.
Em muitos casos, o aumento da sede não está relacionado a uma doença específica.
Dias quentes, mudanças na alimentação e até atividades físicas podem aumentar a necessidade de hidratação do pet e fazer o consumo de água crescer temporariamente.
Mas, quando o comportamento surge de uma hora para outra ou vem acompanhado de outros sintomas, como perda de apetite e aumento de urina, vale a pena investigar!
Isso porque o aumento da ingestão hídrica é um sinal clínico comum de muitas doenças silenciosas em gatos — incluindo alterações na função renal, diabetes e hipertireoidismo.
Na medicina veterinária, a sede excessiva recebe o nome de polidipsia felina e pode ser um dos primeiros indícios de que a saúde do pet não vai bem.
Quanto mais cedo esse comportamento é identificado, maiores são as chances de o animal receber o tratamento adequado.
Por isso, neste artigo, vamos explicar quando é normal ver um gato com muita sede, quais doenças podem estar por trás desse sintoma e quando procurar um médico-veterinário.
Boa leitura!
| Quanta água um gato deve beber? | A necessidade hídrica total estimada de um gato saudável é de aproximadamente 50 mL por kg de peso corporal ao dia, considerando também a água presente nos alimentos. |
| Quando é normal? | Dias quentes, atividade física, alimentação à base de ração seca e medicamentos podem aumentar temporariamente o consumo de água. |
| Quando é um sinal de alerta? | Se o gato beber muita água por vários dias ou apresentar outros sintomas, como perda de peso e aumento da urina, é importante procurar um médico-veterinário. |
| Quais doenças causam sede excessiva em gato? | Diabetes mellitus, doença renal crônica, hipertireoidismo, infecções urinárias e doenças hepáticas estão entre as causas mais comuns. |
| Como é feito o diagnóstico? | O médico-veterinário realiza a avaliação clínica e pode solicitar exames de sangue, urinálise e exames complementares para identificar a causa. |
| Como estimular a hidratação correta? | Ofereça alimentos úmidos, utilize fontes de água, mantenha múltiplos bebedouros com água fresca e troque a água diariamente. |
A necessidade de hidratação dos gatos varia de acordo com alguns fatores, como peso, idade, alimentação, temperatura ambiente e nível de atividade física do pet.
Logo, é normal — e até esperado — que um felino beba mais água do que o outro.
Segundo especialistas da Royal Canin Academy, um gato saudável deve consumir, em média, 50 mL de água por quilo de peso corporal por dia.
Na prática, isso significa que um felino adulto com peso entre 4 e 5 kg precisa ingerir cerca de 200 a 250 mL de água diariamente para manter o organismo hidratado.
| Idade ou porte do gato | Peso aproximado | Consumo diário de água |
| Filhote (até 3 meses) | 1,4 kg | 70 mL |
| Filhote (6 meses) | 2,7 kg | 135 mL |
| Gato adulto de porte médio | 4 kg | 200 mL |
| Gato adulto de porte grande | 6 kg | 300 mL |
Felizmente, nem toda essa água precisa vir do bebedouro. Afinal, os gatos também obtêm parte da sua hidratação por meio da alimentação!
Na natureza, a dieta dos felinos é composta principalmente por pequenas presas, como aves e roedores, que contêm cerca de 70% de umidade.
Logo, com a ingestão de 200-250 g de alimento por dia — necessidade energética média da espécie — cerca de 70% das necessidades hídricas do animal são supridas apenas pela alimentação.
O problema é que, no ambiente doméstico, muitos gatos só consomem alimentos secos.
E como as rações secas comerciais contêm no máximo 10% de umidade, em geral, esses felinos precisam beber ainda mais água para suprir suas necessidades.
Depende. Alguns fatores, como o clima quente, podem fazer o consumo aumentar temporariamente, mas em geral, os gatos não são conhecidos pela boa hidratação.
Beber pouca água faz parte do comportamento felino — e essa é uma característica que os gatos herdaram dos seus ancestrais selvagens.
De acordo com a National Geographic, os gatos domésticos descendem de felinos que viviam no Oriente Médio, uma região de clima árido onde a água era escassa.
Para sobreviver, os pets desenvolveram a capacidade de concentrar a urina e obter boa parte da hidratação por meio das presas, reduzindo a perda de líquidos.
O tempo passou, mas essa habilidade permaneceu na espécie.
Por isso, mesmo vivendo em ambientes domésticos e com água sempre à disposição, os gatos ainda costumam beber menos água do que outros pets. É uma herança evolutiva!
Embora fuja do padrão esperado para a espécie, alguns fatores podem fazer o gato beber mais água sem que ele esteja, necessariamente, com um problema de saúde.
Entre animais saudáveis, é normal que a hidratação aumente em dias mais quentes, após atividades físicas ou quando há mudanças na alimentação.
Então, se você está preocupado com o seu gato aumentando o consumo de água, tente observar possíveis mudanças em pontos como:
Se nenhum desses fatores explicar o aumento da sede ou se ele vier acompanhado de outros sintomas, como perda de peso, alterações na função urinária e apatia, é hora de procurar um médico-veterinário para investigar causas mais graves, como doenças.

Nem sempre é fácil perceber se um gato está bebendo mais água do que o normal. Até porque, os felinos são animais discretos e sabem esconder alterações muito bem.
Se você está desconfiado, uma boa forma de confirmar as suspeitas é observar os sinais dados pelo pet e acompanhar a quantidade de água consumida ao longo do dia.
Mudanças no comportamento e até o surgimento de outros sinais clínicos ajudam o tutor a identificar o consumo elevado de água em felinos.
Na maioria dos casos, esses sintomas aparecem de forma gradual e silenciosa. Por isso, é importante ficar atento até às pequenas mudanças da rotina. Veja os principais!
A forma mais simples de identificar um gato com sede excessiva é observar a frequência com que ele visita o bebedouro ao longo do dia.
Em condições normais, os felinos costumam beber água algumas vezes ao longo do dia, visitando suas fontes de água cerca de cinco a seis vezes diariamente.
Se essa frequência aumentar de forma persistente, vale a pena ficar atento!
Um gato sempre com sede também pode beber água por mais tempo durante as visitas ou beber água em locais incomuns, como torneiras, pias e vasos sanitários.
Um gato que bebe muita água geralmente urina mais vezes ao dia. Afinal, o excesso de líquido ingerido precisa ser colocado para fora de alguma forma!
Em geral, um felino saudável elimina entre 20 e 45 mL de urina por quilo de peso corporal diariamente. Quando esse volume ultrapassa 50 mL, o quadro recebe o nome de poliúria.
No dia a dia, não é fácil medir o volume de urina expelido pelo pet em casa — mas a própria caixa de areia costuma fornecer os primeiros indícios de que algo mudou, como:
Em casos mais graves, como infecções no trato urinário, gatos com poliúria também podem fazer suas necessidades fora da caixa ou apresentar desconforto ao urinar, o que exige atendimento veterinário imediato.
Se a sede excessiva estiver relacionada a alguma condição de saúde, é bem provável que o gato apresente outros sinais clínicos além do aumento no consumo de água.
Doenças sistêmicas, renais, urinárias, hepáticas e hormonais costumam afetar diferentes funções do organismo do pet, causando sintomas como:
Se ainda restam dúvidas sobre o aumento da sede, medir a quantidade de água ingerida pelo pet confirmará a alteração.
Embora pareça complicado, o acompanhamento pode ser feito em casa com a ajuda de um copo medidor. Para isso, basta seguir os passos abaixo:
Você deve repetir esse procedimento por alguns dias consecutivos e anotar os resultados.
Assim, ficará mais fácil identificar se o consumo de água realmente aumentou ou se houve apenas uma variação pontual.
Vale lembrar que o acompanhamento é mais preciso quando o gato utiliza apenas um bebedouro e não divide as fontes de água com outros animais da casa.
Se esse não for o caso, bebedouros com marcação de volume ou fontes inteligentes ajudam a acompanhar o consumo individual com mais facilidade.

Diversas doenças podem estar por trás de um gato tomando muita água — principalmente aquelas que afetam os rins, o sistema urinário e a produção de hormônios dos pets, como:
A sede excessiva, conhecida como polidipsia felina, é um sinal típico de diabetes mellitus— doença metabólica causada pela resistência ou redução na produção de insulina do pet.
A insulina é o hormônio responsável por controlar a quantidade de açúcar no sangue e permitir que ele seja utilizado pelo organismo como fonte de energia.
Quando esse mecanismo falha, o açúcar (ou glicose) se acumula no sangue em vez de ser aproveitado pelo corpo.
Para eliminar o excesso, o organismo produz um volume maior de urina e, como consequência, o gato precisa beber mais água para compensar a perda de líquidos.
De acordo com Massitel et al. (2020), a diabetes é mais comum em felinos de meia-idade e idosos, com cerca de 10 anos de idade, principalmente machos castrados e obesos.
Além da sede excessiva, aumento da produção de urina, apetite aumentado, perda de peso e diminuição da disposição também são sinais de diabetes em gatos.
Outra doença que pode deixar o gato com sede excessiva é o hiperadrenocorticismo, conhecido popularmente como síndrome de Cushing.
Para Mooney & Shiel (2015), essa endocrinopatia é causada pelo aumento na produção do cortisol, hormônio associado às glândulas pituitárias e adrenais.
Embora seja considerada uma síndrome rara em gatos, o hiperadrenocorticismo pode desencadear uma série de alterações clínicas e laboratoriais, como apetite insaciável e produção excessiva de urina.
Segundo Knackfuss (2021), a maioria dos gatos com síndrome de Cushing também possuem diabetes mellitus, o que dificulta o diagnóstico correto.
O hipertireoidismo é uma doença endócrina causada pela produção excessiva dos hormônios T3 e T4 — substâncias que regulam diversas funções do organismo animal, como gasto de energia, frequência cardíaca e até a digestão.
Quando produzidos em excesso, esses hormônios aceleram o funcionamento do organismo e fazem com que diferentes sistemas do corpo trabalhem acima do ritmo normal.
Como resultado, o gato pode apresentar taquicardia, hiperatividade, apetite aumentado, mesmo com emagrecimento progressivo, vômitos, diarreia, aumento da produção de urina e da sede. (GUNN-MOORE, 2005; BIRCHARD, 2006)
As doenças renais também devem ser investigadas quando um gato está bebendo muita água, especialmente se o sintoma surgir entre animais idosos.
Os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e controlar a quantidade de água que será eliminada pela urina.
Com o envelhecimento, esses órgãos podem perder parte da sua capacidade, fazendo com que a filtração da água deixe de ser tão precisa.
Isso faz com que um volume maior de água seja eliminado pela urina, causando desidratação e fazendo com que os felinos sintam mais sede.
O grande problema é que danos renais agudos, lesões e infecções podem comprometer o funcionamento dos rins de maneira definitiva, ocasionando quadros ainda mais graves, como insuficiência renal ou doença renal crônica em gatos.
Nesses casos, o aumento da sede surge com outros sinais clínicos, incluindo náusea, êmese, hálito urêmico, úlceras em cavidade oral, desidratação e perda de peso progressiva. (EVANGELISTA, 2023; MALARD et al., 2020; MAZUTTI & FERREIRA, 2021).
Em alguns casos, o aumento do consumo de água pode estar ligado a doenças que afetam o trato urinário inferior dos gatos, como a cistite.
Nessas condições, o animal costuma urinar várias vezes ao dia, mas elimina apenas pequenas quantidades de urina em cada tentativa. (CUNHA, 2016)
Muitos tutores também relatam inquietação e desconforto ao urinar, que pode se manifestar como vocalizações durante a micção ou visitas frequentes à caixa de areia.
Se esses sinais surgirem, principalmente em gatos machos, procure atendimento veterinário imediatamente.
Algumas doenças urinárias podem evoluir para uma obstrução total da uretra, impedindo a eliminação da urina. Sem tratamento rápido, esse quadro coloca a vida do pet em risco.
Às vezes, doenças hepáticas comprometem o equilíbrio hídrico do organismo e provocam sede persistente em gatos.
Os quadros podem ser desencadeados por inflamações, infecções, tumores ou até episódios de intoxicação, que prejudicam o funcionamento saudável do fígado.
Perda de apetite, vômitos, diarreia, febre, icterícia, aumento do volume abdominal e perda de peso estão entre os sinais mais frequentes das condições.
Como esses sinais também são comuns em outras doenças, a avaliação veterinária é indispensável para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado.

Se o seu gato está bebendo mais água do que o habitual e esse comportamento não pode ser explicado por fatores temporários, como calor, atividade física, uso de medicamentos ou mudanças na alimentação, é hora de marcar uma consulta com o médico-veterinário.
A necessidade de atendimento se torna ainda maior quando a sede excessiva vem acompanhada de perda de peso, letargia, alterações no apetite e outros sinais clínicos.
Na tabela abaixo, listamos algumas situações em que o comportamento pode aparecer, possíveis causas e como agir diante de cada situação. Dê uma olhada!
| Situação | Possível causa | Orientação |
| Gato bebe muita água no verão | O calor aumenta naturalmente a necessidade de hidratação. | Observe se o consumo volta ao normal quando a temperatura diminuir. |
| Gato bebe muita água depois da ração | A ração seca possui pouca umidade, fazendo o gato buscar mais água. | O comportamento pode ser normal, mas observe se há outros sinais associados. |
| Gato bebe muita água e faz muito xixi | É um dos principais sinais de diabetes, problemas renais e doenças hormonais. | Agende uma consulta para investigar a causa. |
| Gato bebe muita água e emagrece | A associação entre sede excessiva e perda de peso é um sinal de alerta para doenças sistêmicas. | Agende uma consulta para investigar a causa. |
| Gato bebe muita água e dorme muito | Letargia associada ao aumento da sede pode indicar alterações renais, hepáticas, hormonais ou metabólicas. | Agende uma consulta para investigar a causa. |
Se o seu gato apresentar dificuldade para urinar ou eliminar apenas pequenas quantidades de urina por vez, procure atendimento imediatamente. A obstrução urinária é uma emergência veterinária e pode colocar a vida do animal em risco.
Como a sede excessiva pode estar relacionada a diferentes doenças, o diagnóstico da condição deve ser feito por um médico-veterinário.
O processo de investigação começa com uma conversa detalhada com o tutor, na qual o profissional tentará entender o histórico do gato e identificar fatores que possam explicar o aumento do consumo de água.
Para isso, os tutores devem estar preparados para responder perguntas como:
Depois dessa conversa, o veterinário realiza o exame físico para avaliar a condição corporal, a temperatura e outros sinais que possam ajudar a direcionar a investigação.
Para fechar um diagnóstico, os profissionais também costumam solicitar exames laboratoriais, como hemogramas e exames de urina, avaliando parâmetros como:
Em algumas situações, o veterinário também pode solicitar exames complementares para investigar alterações hormonais ou metabólicas.
A escolha depende da avaliação clínica, do histórico do gato e dos resultados obtidos nos primeiros exames, permitindo um diagnóstico mais preciso e um tratamento direcionado.

Como o aumento do consumo de água é um sintoma, não uma doença, não existe um tratamento único para um gato bebendo muita água.
A conduta terapêutica depende da causa identificada pelo médico-veterinário.
Em alguns casos, o objetivo é controlar a doença de base e aliviar os sintomas. Em outros, busca-se estabilizar o paciente, retardar a progressão da enfermidade e preservar sua qualidade de vida. Abaixo, listamos alguns possíveis tratamentos para a polidipsia felina:
| Causa | Tratamento da causa |
| Doença renal crônica | Pode incluir fluidoterapia, alimentação terapêutica, especialmente com dieta renal, além do uso de medicamentos veterinários. |
| Diabetes mellitus | Envolve aplicações de insulina e mudanças na alimentação, geralmente com dietas úmidas ricas em proteínas. |
| Hipertireoidismo | Pode incluir o uso de medicamentos que controlam a produção dos hormônios da tireoide ou, em alguns casos, iodo radioativo. |
| Infecção urinária e cistite | Pode incluir antibióticos, mudanças na alimentação e outras medidas para restaurar a saúde do trato urinário. |
| Doenças hepáticas | Varia conforme a causa, mas pode incluir mudanças na alimentação, medicamentos veterinários e suporte clínico. |
Atenção: os tratamentos listados variam conforme o diagnóstico, o estágio da doença e as condições gerais de saúde do gato. Na dúvida, consulte um médico-veterinário.
Mesmo que o aumento da sede possa ser um sinal de alerta, manter uma boa hidratação continua sendo um dos pilares da saúde felina.
Afinal, a ingestão adequada de água é essencial para o bom funcionamento dos rins, da bexiga e de todo o organismo do animal.
Se você quer tornar o consumo de água mais atrativo para o seu felino, algumas mudanças simples na rotina podem ajudar. Confira!
Uma das formas mais eficazes de aumentar a ingestão de água do seu amigo é incluir alimentos úmidos na dieta.
Os sachês para gatos contêm cerca de 80% de umidade, o que ajuda o felino a consumir mais líquidos de forma natural.
O alimento úmido pode ser oferecido sozinho ou como parte de uma estratégia de mix feeding — método que combina ração seca e alimento úmido na mesma rotina alimentar.
Além de favorecer a ingestão hídrica, esse manejo promove o enriquecimento ambiental, deixando as refeições mais atrativas para os felinos.
As fontes para gatos costumam incentivar o consumo de água dos gatos por manterem a água fresca e em movimento, do jeito que os felinos adoram.
Esse tipo de bebedouro simula a água corrente de rios e córregos, locais onde os felinos de vida livre costumam se hidratar, tornando o hábito mais atrativo para os pets domésticos. (WESTROPP; BUFFINGTON, 2004; SADEK et al., 2018).
De acordo com especialistas, recipientes largos e bebedouros instalados em locais tranquilos ou elevados também podem favorecer a hidratação felina.
Isso porque, nesses ambientes, os gatos conseguem observar melhor o entorno, o que dá mais confiança para o consumo frequente.
Além do uso de fontes automáticas, pequenos ajustes no ambiente podem incentivar o gato a beber mais água ao longo do dia, como:
Em dias quentes, você também pode colocar algumas pedras de gelo no bebedouro para deixar a água numa temperatura mais agradável. Seu gato vai adorar!

Polidipsia é o termo utilizado para descrever o aumento da ingestão hídrica em gatos. Na medicina veterinária, os profissionais consideram que um felino apresenta esse quadro quando consome mais de 50 mL de água por quilo de peso corporal por dia.
Não existe um número exato de vezes que um gato deve beber água por dia, pois isso varia conforme a alimentação, o clima e o nível de atividade de cada animal.
Em média, os felinos visitam o bebedouro cinco a seis vezes ao dia e precisam ingerir cerca de 50 mL de água por quilo de peso corporal diariamente.
Depende. O consumo de água pode aumentar temporariamente em dias quentes, durante a prática de atividades físicas ou quando o gato se alimenta exclusivamente de ração seca.
Se a sede excessiva surgir sem uma explicação aparente ou acompanhar outros sinais clínicos, ela também pode ser um sinal de doenças e outros problemas de saúde.
O excesso de sede em gatos pode ser um sinal de diversas doenças, como diabetes, insuficiência renal, hipertireoidismo, infecções urinárias e doenças hepáticas.
Sim. O sachê aumenta a hidratação dos felinos por conter cerca de 80% de água na composição. Com isso, grande parte das necessidades diárias de líquidos já é suprida pela alimentação, sem que o pet precise ir até o bebedouro.
Seja como for, água limpa e fresca deve estar sempre disponível para os pets, independentemente do tipo de alimentação oferecida.
A forma mais prática é medir o volume de água oferecido no início do dia e verificar quanto restou após 24 horas. Para isso, basta encher o recipiente com uma quantidade conhecida de água e, no dia seguinte, subtrair o volume restante.
Consultas de rotina e check-ups veterinários são ótimos momentos para investigar alterações metabólicas, renais e outras condições que podem aumentar a sede dos felinos.
Se o seu gato começou a beber mais água do que o normal, agende uma consulta em uma das clínicas Pet Anjo.
Nossos médicos-veterinários parceiros estão prontos para realizar a avaliação clínica, solicitar os exames necessários e indicar o tratamento mais adequado para o seu amigo.
NATIONAL GEOGRAPHIC. Quando os gatos foram domesticados? Novas evidências de DNA mudam a história. 2025. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/12/quando-os-gatos-foram-domesticados-novas-evidencias-de-dna-mudam-a-historia
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