

Seu pet anda escolhendo mais sonecas do que aventuras pela casa? Com o tempo, é comum perceber pequenas mudanças na rotina de um gato idoso.
O salto para o sofá pode ficar mais cuidadoso, as brincadeiras podem durar menos e aquele cantinho macio, perto do tutor, passa a ser ainda mais convidativo.
São detalhes sutis, mas que mostram como o envelhecimento felino também muda o jeito de viver, descansar, se alimentar e interagir.
A partir dessas mudanças, a rotina precisa acompanhar o novo ritmo do gato, com cuidados que ajudem a preservar conforto, segurança e bem-estar.
Neste guia, entenda com quantos anos o gato é considerado idoso, quais comportamentos podem mudar e quais passos simples ajudam a deixar essa fase mais tranquila para o felino e para o tutor.
Um gato costuma ser considerado idoso a partir dos 10 anos, segundo as diretrizes da AAHA/AAFP sobre fases da vida felina.
Antes disso, dos 7 aos 10 anos, o felino entra na fase adulta madura, período em que o tutor já pode começar a observar mudanças sutis no metabolismo, na disposição, no peso e no comportamento.
Essa classificação funciona como uma referência, não como uma regra exata. Por exemplo, dois gatos com a mesma idade podem envelhecer de formas bem diferentes, dependendo da genética, alimentação, peso, ambiente, histórico de saúde e acompanhamento veterinário.
Com os avanços na nutrição, na medicina veterinária e nos cuidados dentro de casa, muitos gatos vivem mais e chegam à fase sênior com boa qualidade de vida.
Por isso, mais importante do que pensar apenas em “gato velho” é entender quais cuidados devem acompanhar cada etapa.
Veja uma referência simples das fases da vida dos gatos:
| Fase da vida | Idade aproximada | Característica comuns |
| Filhote | Do nascimento até 1 ano | Crescimento rápido, curiosidade e fase intensa de aprendizado. |
| Adulto jovem | 1 a 6 anos | Mais energia, brincadeiras frequentes e consolidação de hábitos. |
| Adulto maduro | 7 a 10 anos | Primeiras mudanças sutis no metabolismo, no peso, na energia e na rotina. |
| Idoso ou sênior | Acima de 10 anos | Maior atenção à saúde, mobilidade, alimentação, comportamento e prevenção de doenças. |
Em algumas classificações veterinárias, gatos com 15 anos ou mais também podem ser chamados de geriátricos.
O termo gato geriátrico não muda a lógica dos cuidados, mas ajuda a destacar uma fase em que acompanhamento veterinário, adaptação da casa e atenção à mobilidade precisam ser ainda mais próximos.
Essa divisão ajuda o tutor a entender quando os cuidados com gatos mais velhos devem começar a ganhar mais espaço na rotina.
Nem toda fonte usa a mesma idade para definir o início da fase sênior, e isso tem um motivo: o cuidado com gatos mais velhos evoluiu muito nos últimos anos.
A Cornell University explica que, há não muito tempo, gatos eram considerados idosos por volta dos 8 anos. Hoje, com melhor nutrição, mais cuidados dentro de casa e avanços na medicina veterinária, muitos felinos vivem mais.
Segundo Richard Goldstein, médico-veterinário da universidade, os gatos passaram a ser considerados idosos entre 12 e 14 anos.
Porém, essa diferença não é para confundir o tutor. Em resumo, os 7 anos costumam marcar uma fase adulta madura, em que vale observar pequenas mudanças no peso, na energia, no sono e no comportamento.
Acima dos 10 anos, muitas diretrizes já indicam atenção à fase sênior. Entre 12 e 14 anos, a necessidade de cuidados tende a ficar ainda mais evidente.
Mais importante do que escolher uma idade única é entender o ritmo do felino. Envelhecer não é uma doença, e muitos gatos mais velhos seguem saudáveis, ativos e confortáveis quando a rotina acompanha as necessidades dessa fase.

Os sinais de envelhecimento costumam aparecer aos poucos, o gato sênior pode dormir por mais tempo, brincar com menos intensidade, evitar saltos altos ou preferir lugares mais baixos e confortáveis para descansar.
Esses sinais podem aparecer no corpo, no comportamento, na alimentação, na mobilidade e até na forma como o felino interage com o ambiente. Separar cada grupo ajuda o tutor a perceber com mais clareza o que mudou na rotina do felino.
O processo de envelhecimento é acompanhado por mudanças físicas que, no começo, podem ser só uma pelagem com menos brilho ou uma perda discreta de massa muscular.
Aos poucos, esses detalhes mostram que o corpo já não responde exatamente como antes e que a rotina precisa acompanhar esse novo ritmo. Entre os sinais físicos mais comuns, estão:
A redução da mobilidade é um dos sinais mais percebidos em gatos idosos. Nessa fase, o pet pode deixar de subir em móveis altos, hesitar antes de pular, escorregar em pisos lisos ou escolher caminhos mais fáceis pela casa.
Quando o gato idoso não consegue pular como antes, isso pode estar relacionado à perda de massa muscular, artrite, artrose ou dor articular. Também pode acontecer em casos de obesidade, doença renal crônica, diabetes e problemas neurológicos, por exemplo.
Alguns sinais merecem atenção na rotina:
Pequenas adaptações no ambiente ajudam a reduzir o esforço e deixam a rotina mais confortável. Rampas, escadinhas, tapetes antiderrapantes, camas baixas e caixa de areia com entrada acessível podem facilitar bastante o dia a dia do gato sênior.
O comportamento do gato idoso pode mudar no sono, na interação, na tolerância a estímulos e no interesse por atividades que antes faziam parte da rotina.
Essas mudanças costumam aparecer aos poucos. Um gato que antes subia em todos os móveis pode começar a escolher caminhos mais fáceis. Aquele que gostava de brincar por longos períodos talvez prefira interações curtas.
Também é possível notar mais sensibilidade ao toque, menor tolerância a barulhos e mudanças na forma de conviver com pessoas ou outros pets.
Mas, vale ressaltar que nem toda mudança de comportamento é “manha” ou teimosia. Às vezes, o felino encontra um jeito de evitar dor, esforço ou desconforto.
Irritação ao receber carinho, recusa para brincar ou isolamento repentino podem estar ligados a problemas dentários, artrite, dor articular ou redução da mobilidade.
Outros sinais que podem aparecer incluem:
As alterações cognitivas em gatos idosos envolvem mudanças na memória, na atenção, na percepção do ambiente e na capacidade de manter hábitos já aprendidos.
Em alguns casos, isso pode estar relacionado à disfunção cognitiva felina, condição associada ao envelhecimento cerebral.
Dados da ASPCA, organização norte-americana de proteção e bem-estar animal, indicam que a disfunção cognitiva felina pode afetar mais de 55% dos gatos entre 11 e 15 anos e mais de 80% dos gatos entre 16 e 20 anos.
Na rotina, alguns sinais podem indicar alteração cognitiva:
É importante lembrar que nem toda mudança cognitiva aparente vem da disfunção cognitiva felina. Dor, perda de visão, perda de audição, doenças hormonais, problemas renais, artrite e outras condições também podem causar comportamentos parecidos.
O tutor não deve presumir que o gato está “apenas envelhecendo”. Quando a rotina muda de forma perceptível, a avaliação com o médico-veterinário ajuda a diferenciar envelhecimento, dor, doença e alterações cognitivas.

A alimentação do gato idoso precisa considerar apetite, peso, mastigação e hidratação. Com o avanço da idade, alguns felinos ficam mais seletivos, comem menos, preferem certas texturas ou têm dificuldade com alimentos mais duros.
A perda gradual de peso pode passar despercebida, enquanto o excesso de peso aumenta o risco de diabetes, doenças articulares, problemas cardíacos e alterações urinárias.
Acompanhar o peso nas consultas ajuda a ajustar a ração de acordo com a saúde geral, a condição corporal e possíveis doenças crônicas.
A hidratação também merece atenção. Gatos idosos podem se beneficiar de bebedouros em mais de um ambiente, alimento úmido, vasilhas largas e baixas e pontos de comida e água de fácil acesso.
Segundo Emily Levine, veterinária da Cornell University, os tutores costumam lembrar dos medicamentos, mas muitas vezes esquecem de resolver questões práticas envolvendo comida, água e caixa de areia.
Rigidez, dor nas articulações ou dificuldade para se curvar podem fazer com que a auto-higiene do gato seja menos frequente, deixando a pelagem mais embaraçada ou com sujeira acumulada em regiões que antes eram bem cuidadas.
Se o felino passa a evitar a caixa, faz as necessidades fora do local habitual ou demonstra desconforto ao se agachar, o problema pode estar ligado à dor, dificuldade de acesso, constipação, alterações urinárias ou estresse.
Nessa fase, vale facilitar o acesso com caixas de areia de entrada baixa, mantidas em locais tranquilos e fáceis de alcançar. Mudanças persistentes na higiene ou nos hábitos de eliminação devem ser avaliadas pelo médico-veterinário.
Sinais clínicos em gatos idosos precisam de avaliação veterinária quando surgem de repente, pioram rápido ou persistem por alguns dias. Perda de peso, sede excessiva, apatia, dor, alteração no apetite e mudança no uso da caixa de areia também merecem atenção.
Muitos problemas de saúde nessa fase começam de forma silenciosa, com sinais discretos no dia a dia, como dormir mais, se esconder ou brincar menos.
De modo geral, procure atendimento veterinário se o gato idoso apresentar:
Mesmo quando uma doença comum em gatos idosos não tem cura definitiva, muitas vezes é possível controlar sintomas, reduzir desconfortos e preservar qualidade de vida. Quanto antes uma alteração for investigada, maiores são as chances de manter o felino mais confortável.
Ração adequada, check-up em dia, água por perto e uma casa mais fácil de acessar fazem parte dos cuidados nessa fase. São ajustes simples, mas importantes para acompanhar o novo ritmo do felino.
Com o avanço da idade, o felino pode precisar de mais conforto para se locomover, se alimentar, descansar e manter os hábitos da rotina.
Cuidar de um gato sênior não significa mudar tudo de uma vez. Muitas vezes, o cuidado começa em detalhes simples: colocar a água em um local mais acessível, escolher uma caixa de areia com entrada baixa ou adaptar as brincadeiras ao novo ritmo do pet.
Veja quais cuidados ajudam a tornar essa fase mais segura, confortável e tranquila no dia a dia.
Monitorar a saúde em casa é observar pequenas mudanças durante a rotina. Uma checagem simples por semana ajuda bastante, observando a pele, pelos, dentes, gengivas, orelhas, unhas e possíveis caroços ou inchaços.
Também é importante notar se o gato demonstra dor ao toque, evita certos movimentos ou muda a forma de comer, beber água, descansar ou usar a caixa de areia.
Em um estudo da Cobasi com tutores de pets idosos, 63% dos diagnósticos ocorreram após o surgimento de sintomas, enquanto mais de 30% foram identificados por exames preventivos.
O dado mostra que a atenção em casa ajuda, mas precisa caminhar junto com a prevenção veterinária. Qualquer mudança persistente deve ser anotada e comentada com o médico-veterinário.
Fotos, vídeos e registros de peso, apetite, sede, urina e fezes podem ajudar bastante na avaliação.
Um gato idoso entre 10 e 15 anos costuma precisar de check-ups a cada 6 meses. Depois dos 15 anos, ou em casos de doenças crônicas, uso contínuo de medicamentos e sinais de dor, o acompanhamento pode ser mais frequente.
Esse acompanhamento é importante porque gatos podem esconder sinais de doença e parecer saudáveis mesmo com dor ou alterações em estágio inicial.
Durante a consulta, o veterinário avalia peso, condição corporal, boca, dentes, gengivas, olhos, ouvidos, tireoide, coração, pulmões, articulações, músculos, pressão arterial, pele e pelagem.
Exames de sangue e urina também podem ser recomendados pelo menos uma vez ao ano. Dependendo do histórico e dos sinais observados, o veterinário pode solicitar outros exames, como fezes, ultrassom ou avaliação cardíaca.
O estudo da Cobasi mostra que a frequência de acompanhamento veterinário ainda varia bastante:
Nos últimos 12 meses, os exames mais realizados entre os gatos idosos da pesquisa foram:
Cuidar de um gato idoso também envolve conhecer as doenças que podem aparecer com mais frequência nessa fase. Muitas condições crônicas evoluem de forma silenciosa, e os primeiros sinais nem sempre parecem graves no início.
O estudo da Cobasi destaca que 66% dos felinos não tinham doenças crônicas relatadas, enquanto 34% tinham algum diagnóstico crônico.
Entre os casos informados, as condições mais citadas foram:
| Doença crônica relatada | Percentual entre os diagnósticos | O que pode mudar na rotina do gato |
| Doença renal crônica | 44% | Aumento da sede, maior volume de urina, perda de peso, alteração no apetite e menor disposição. |
| Doença inflamatória intestinal | 19% | Vômitos, alterações nas fezes, perda de peso, desconforto abdominal e mudança no apetite. |
| Artrite e artrose | 9% | Dificuldade para pular, menor uso de escadas, movimentos rígidos, dor ao toque e redução das brincadeiras. |
| Hipotireoidismo ou hipertireoidismo | 5% | Mudanças no peso, alteração no apetite, variação de energia e mudanças no comportamento. |
| Diabetes | 5% | Aumento da sede, urina em maior quantidade, perda de peso, alteração no apetite e cansaço. |
A melhor alimentação do gato idoso deve acompanhar as mudanças do organismo nessa fase. Com o envelhecimento, alguns felinos podem perder massa muscular, não aproveitar certos nutrientes, beber menos água e ter mais dificuldade para manter o peso ideal.
A escolha da ração para gato idoso deve considerar a saúde, o apetite, a mastigação, a hidratação e a orientação do médico-veterinário.
Veja quais características priorizar na hora da decisão:
Ajuda o organismo a aproveitar melhor os nutrientes do alimento, especialmente quando a digestão fica menos eficiente.
Contribui para a manutenção da massa muscular. A quantidade e o tipo de proteína devem ser avaliados pelo veterinário, principalmente em casos de doença renal ou outras condições crônicas.
Rações sênior costumam ter formulações pensadas para ajudar no controle do peso e no funcionamento intestinal. Isso pode ser útil tanto para gatos que ganham peso com facilidade quanto para aqueles que precisam de mais suporte nutricional.
O equilíbrio de minerais ajuda a apoiar a saúde renal e urinária. Em casos de doença renal, a dieta precisa ser específica e prescrita pelo veterinário.
Grãos menores ou mais macios podem facilitar a alimentação de gatos com dentes sensíveis, dor na boca ou menor força de mastigação.
A ração úmida para gatos pode ajudar a aumentar a ingestão de líquidos e estimular o apetite. Esse cuidado é relevante porque muitos felinos bebem pouca água, e a hidratação tem papel importante na saúde renal.
Algumas fórmulas incluem nutrientes como ômega 3, vitamina E e outros compostos que auxiliam na saúde da pele, da pelagem, das articulações e do sistema imunológico.
Mesmo com esses diferenciais, a troca de alimento não deve ser feita por conta própria. Se o gato tem alguma doença que exige dieta terapêutica, a indicação precisa vir do médico-veterinário.
Em gatos idosos, o peso pode mudar aos poucos, sem que o tutor perceba de imediato. Uma perda gradual pode estar ligada à redução do olfato e do paladar, dor, doença bucal ou outros problemas de saúde.
Já o excesso de peso aumenta o risco de diabetes, doenças articulares, problemas cardíacos e alterações urinárias.
Quando o apetite diminui, a primeira medida é investigar a causa. Se o veterinário descartar doenças, alguns ajustes podem ajudar: testar texturas diferentes, oferecer alimento úmido, servir porções menores e deixar a comida em um local calmo e fácil de acessar.
A hidratação é um cuidado essencial para gatos idosos, principalmente porque muitos felinos bebem pouca água ao longo do dia.
Para estimular esse hábito, espalhe bebedouros pela casa, mantenha a água sempre limpa e troque o conteúdo com frequência.
Fontes e bebedouros automáticos também podem ajudar, já que muitos gatos se interessam mais por água corrente.
Vasilhas largas, baixas e bem higienizadas também facilitam o acesso e evitam incômodo nos bigodes. Observe! Se o gato sente dor ao se abaixar, comedouros e bebedouros levemente elevados podem tornar a alimentação e a hidratação mais confortáveis.
Adaptar a casa ajuda a manter conforto, autonomia e segurança na rotina do gato idoso. O ambiente precisa facilitar o acesso aos locais favoritos, reduzir obstáculos e oferecer estímulos compatíveis com essa fase.
O enriquecimento ambiental continua importante, mas muda de formato. Em vez de exigir grandes saltos ou brincadeiras intensas, a gatificação deve estimular movimento leve, curiosidade, descanso de qualidade e interação com o tutor.
Confira alguns ajustes que ajudam bastante:
Rampas, escadinhas e plataformas intermediárias ajudam o felino a chegar ao sofá, à cama ou à janela sem sobrecarregar as articulações. Tapetes firmes também reduzem escorregões em pisos lisos.
Os itens principais da rotina devem ficar em locais tranquilos e fáceis de alcançar. Se a casa tiver mais de um andar, vale manter água, alimento e caixa de areia em pontos diferentes para evitar deslocamentos longos.
Caixas com entrada baixa facilitam o acesso, principalmente para gatos com dor nas articulações. Areias macias e sem perfume também podem ser mais confortáveis para patas sensíveis.
Brinquedos leves e arranhadores horizontais ajudam a manter o gato ativo sem exigir demais do corpo. O objetivo não é cansar o pet, mas estimular movimento, curiosidade e interação.
Camas macias, mantas e locais sem corrente de ar ajudam no descanso, especialmente em dias frios. Como alguns gatos idosos ficam mais sensíveis ao frio, o conforto térmico também faz parte do cuidado.
Esses cuidados ajudam o felino a continuar explorando a casa com mais segurança. A proposta não é limitar a rotina, mas adaptar o ambiente para que o felino se movimente, descanse e interaja com menos desconforto.
Cuidar da higiene envolve observar pelagem, unhas, boca e pequenas mudanças no corpo durante a rotina. Com a idade, a limpeza diária pode ficar menos eficiente, e alguns sinais aparecem justamente nesses momentos de cuidado.
Escovação, corte de unhas e atenção à saúde bucal ajudam a evitar desconfortos e também facilitam a identificação de feridas, caroços, dor ao toque, mau hálito, gengiva inflamada ou dificuldade para mastigar.
Aprenda como incluir esses cuidados na rotina do gato idoso.
Com a idade, alguns gatos usam menos os arranhadores. As unhas podem crescer demais, engrossar ou machucar as almofadinhas das patas. Verificar com frequência e aparar quando necessário ajuda a evitar dor e desconforto.
Mau hálito, gengiva vermelha, salivação, queda de alimento da boca e dificuldade para mastigar podem indicar dor ou doença periodontal. A escovação com produtos próprios para gatos ajuda na prevenção, mas deve ser introduzida aos poucos.
Sangramento, gengiva inflamada, recusa persistente da ração, dor ao comer ou mudança no apetite precisam de avaliação. Trocar a textura do alimento pode aliviar o momento da refeição, mas não resolve a causa do problema.
A escovação remove pelos soltos, reduz bolas de pelo e ajuda a evitar nós, principalmente em gatos de pelo longo ou com mais dificuldade para se limpar. Durante a escovação, observe falhas na pelagem, sujeira acumulada, feridas, caroços e sensibilidade ao toque.
Mudanças que antes pareciam simples podem pesar mais na rotina de um gato idoso. Chegada de novos animais, viagens, reformas, barulhos intensos ou troca de ambiente tendem a aumentar o estresse nessa fase.
Manter horários parecidos para alimentação, descanso, brincadeiras e interação com o tutor ajuda a reduzir a ansiedade e deixa o ambiente mais previsível.
Para deixar a rotina mais tranquila para o seu gato:
Quando o estresse aparece junto com dor, apatia, perda de apetite ou mudança brusca de comportamento, vale conversar com o médico-veterinário. Em gatos idosos, alterações emocionais também podem ter relação com desconfortos físicos ou doenças silenciosas.

A brincadeira continua importante na fase idosa, mas precisa respeitar o ritmo do felino. Sessões curtas, movimentos mais lentos e brinquedos fáceis de alcançar ajudam a manter o gato ativo sem causar cansaço ou desconforto.
Para deixar a diversão mais segura, vale apostar em:
O melhor limite é o próprio comportamento do felino: se ele se afasta, deita, perde o interesse, fica irritado ou parece cansado, a brincadeira deve parar. Estimular o gato idoso faz bem, mas o conforto vem sempre antes da intensidade.
| Cuidados | O que observar ou fazer |
| Saúde e check-up | Manter consultas veterinárias em dia e acompanhar exames conforme orientação profissional. |
| Peso e apetite | Observar perda ou ganho de peso, mudança no apetite, dificuldade para mastigar ou recusa alimentar. |
| Hidratação | Espalhar bebedouros pela casa, manter água limpa, considerar fontes de água e incluir alimento úmido quando indicado. |
| Alimentação | Escolher ração para gato idoso ou dieta terapêutica com orientação veterinária, considerando peso, idade e doenças crônicas. |
| Mobilidade | Facilitar acesso a sofá, cama, janela, comida, água e caixa de areia com rampas, escadinhas ou pontos mais baixos. |
| Caixa de areia | Preferir caixa com entrada baixa, em local tranquilo, limpo e fácil de alcançar. |
| Ambiente | Manter rotina previsível, evitar mudanças bruscas e oferecer cantinhos seguros para descanso. |
| Higiene | Escovar a pelagem, observar nós, feridas, caroços, unhas crescidas, mau hálito e gengivas inflamadas. |
| Brincadeiras | Priorizar sessões curtas, brinquedos leves, arranhadores horizontais e estímulos sem pulos altos. |
| Sinais de alerta | Procurar o médico-veterinário diante de dor, apatia, perda de peso, alteração no apetite, sede excessiva ou mudança repentina de comportamento. |
O mais importante é entender que cuidar de um gato idoso é adaptar a rotina sem tirar autonomia. Quando alimentação, check-ups, hidratação, ambiente, higiene e brincadeiras acompanham o novo ritmo, essa fase tende a ser mais confortável, segura e tranquila.
Na fase idosa, alguns hábitos podem aumentar o risco de dor, estresse, acidentes ou piora de problemas de saúde. A rotina não precisa ser limitada, mas deve ser mais segura, previsível e fácil de acompanhar.
Veja alguns pontos de atenção na rotina de um gato idoso:
Pequenos ajustes evitam que o gato idoso gaste energia demais para fazer tarefas simples. Quanto mais fácil for comer, beber água, descansar, brincar e usar a caixa de areia, mais confortável tende a ser essa fase.

Sim, adotar um gato idoso é uma experiência madura e muito especial. Gatos mais velhos costumam ser mais tranquilos, já têm hábitos mais definidos e podem se adaptar muito bem a lares calmos, seguros e acolhedores.
Em abrigos, muitos pets idosos esperam mais tempo por uma família, mesmo tendo muito afeto para oferecer.
Antes da adoção, vale conversar com a ONG ou responsável pelo animal para entender histórico de saúde, comportamento, alimentação e cuidados necessários. Essa troca ajuda a preparar a casa e torna a adaptação mais tranquila para o pet e para o tutor.
O Cobasi Cuida, pilar social da Cobasi, apoia iniciativas de adoção responsável e conecta pets que procuram um lar a pessoas dispostas a oferecer cuidado, carinho e uma nova chance.
Para monitorar a visão e a audição do gato idoso, observe se o felino começa a esbarrar em móveis, se assusta com mais facilidade, responde menos aos chamados ou deixa de reagir a sons familiares, como a embalagem da ração sendo aberta.
Essas mudanças podem fazer parte do envelhecimento natural, mas também podem estar ligadas a problemas como catarata, infecção no ouvido, dor ou outras alterações de saúde. Qualquer perda perceptível de visão ou audição deve ser avaliada pelo médico-veterinário.
A ideia de que 1 ano de gato equivale a 7 anos humanos é um mito. O envelhecimento felino é mais acelerado nos primeiros anos e depois segue um ritmo mais gradual.
Como referência aproximada, o primeiro ano de vida corresponde a cerca de 15 anos humanos. O segundo ano acrescenta cerca de 9 anos. Depois disso, cada ano felino equivale, em média, a 4 anos humanos.
O Blog da Cobasi tem uma tabela completa de equivalência entre idade felina e idade humana.
A expectativa de vida varia conforme genética, alimentação, ambiente, prevenção e acompanhamento veterinário. Segundo material do CRMV-PR, gatos podem viver 15 anos ou mais, especialmente quando recebem cuidados adequados ao longo da vida.
Ambiente seguro, check-ups regulares, alimentação adequada, hidratação, controle de peso e enriquecimento ambiental ajudam a favorecer longevidade com qualidade de vida.

O conteúdo te ajudou? Na Cobasi, além de muita informação, você encontra tudo o que é essencial para cuidar do seu gato idoso: ração, acessórios de alimentação, brinquedos, medicamentos e produtos de enriquecimento ambiental que ajudam a deixar essa fase mais confortável.
E para simplificar o dia a dia, você pode contar com o Cobasi Já, serviço de entrega rápida para receber produtos em casa, e com a Compra Programada, que ajuda a manter itens recorrentes, como ração e areia higiênica, sempre em dia.
Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.
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Adorei esse tema apesar dos meus gatos ainda não terem 7 anos mais meu bebê mais velho já tem 5,6 então achei bastante interessante esse tema e muito útil também e gostaria de saber mais sobre como cuidar de nossos felinos.
Oi, Inês. Tudo bem?
Estamos felizes que tenha gostado do conteúdo. O nosso blog é o lugar ideal para você saber tudo sobre o seu felino, acesse o link para mais.
https://blog.cobasi.com.br/category/gato/
Gostei muito do tema, tenho uma gatinha com 16 anos e um gatinho com 15. A minha Maria foi sempre muito saudável, muito activa, comeu sempre muito bem, actualmente está sem apetite quase não come e emite um miado que não conheço, parece-me triste, não sei o que fazer para comer já emagreceu muito.
O meu Simba está bem, apesar de estar muito quieto e dormir muito, faz a sua higiene, brinca e come muito bem.
Se me puder dar uma orientação como tratar a minha gatinha agradecia não sei viver sem os meus amigos
Maria, entendemos que você deseja uma solução rápida para o seu pet, no entanto, é necessário ter um diagnóstico, para então, receitar medicamentos. Por esse motivo a ida ao veterinário é tão importante, além disso, somente o profissional pode receitar medicamentos a sua gatinha.