

Se o seu cachorro está arrastando o bumbum no chão, lambendo a região anal ou mordendo a base da cauda com frequência, é possível que ele esteja com algum problema nas glândulas adanais.
Também chamadas de sacos anais, essas pequenas estruturas localizadas ao lado do ânus produzem uma secreção que ajuda na comunicação e marcação territorial dos cães.
Em geral, a secreção produzida pelas glândulas adanais é eliminada durante a evacuação.
Mas quando esse mecanismo falha, o conteúdo pode se acumular na região, favorecendo o surgimento de obstruções, inflamações, infecções e abscessos.
Um estudo organizado pela Universidade de Utrecht indicou que a incidência de doenças das glândulas anais em cães é relativamente comum, variando entre 4,9% e 12,5%.
Dentre elas, a inflamação da glândula adanal — chamada desaculite anal canina — é uma alteração frequente que pode causar dor, coceira e grande desconforto ao animal.
Felizmente, quando identificada precocemente, a condição tem um prognóstico favorável e diversas opções de tratamento veterinário.
A seguir, você vai entender como as glândulas adanais dos cães funcionam, quais fatores aumentam o risco de inflamação, como reconhecer os sintomas e como prevenir o quadro.
Boa leitura!
| As glândulas adanais ajudam na comunicação e marcação territorial dos cães. |
| A condição é multifatorial, mas o acúmulo de secreção é o principal responsável pelo surgimento da inflamação. |
| Arrastar o bumbum no chão, lamber a região anal e apresentar cheiro de peixe são sinais clínicos comuns. |
| Quando não tratada, a inflamação pode evoluir para infecções, abscessos e formação de fístulas (feridas) próximas ao ânus. |
| Com orientação veterinária, o tratamento da glândula adanal canina pode incluir esvaziamento das glândulas, antibióticos, anti-inflamatórios e terapias tópicas. |
| Uma dieta rica em fibras, suplementos para saúde intestinal e cuidados dermatológicos ajudam a reduzir recorrências. |
| Procure ajuda profissional assim que identificar os sintomas da condição. |
As glândulas adanais, apelido dado aos sacos anais caninos, são duas pequenas bolsas localizadas no lado esquerdo e direito do ânus, entre os esfíncteres internos e externos.
Em condições normais, essas estruturas não são visíveis externamente e medem cerca de 4 a 15 mm de diâmetro — praticamente o tamanho de um caroço de azeitona. (TOMA & SCARFF, 2015).
As paredes das bolsas anais são revestidas por glândulas sebáceas e glândulas apócrinas, responsáveis pela produção de secreções, como suor e sebo.
Cada saco anal do cachorro também possui um pequeno ducto excretor que se abre na margem do ânus, aproximadamente nas posições de 4 e 8 horas em um relógio analógico.

Diferentemente do saco escrotal, estrutura que abriga os testículos dos cachorros, tanto machos quanto fêmeas possuem glândulas adanais.
A principal função da bolsa anal canina é armazenar e liberar o material produzido por essas glândulas — uma secreção amarelada com um odor forte e desagradável.
Esse líquido serve como uma espécie de assinatura química dos cães, desempenhando um papel importante no processo de marcação territorial e na comunicação dos pets.
De acordo com a BBC, as secreções anais são o motivo pelo qual muitos cachorros cheiram o traseiro uns dos outros quando se encontram!
Através do odor liberado, os pets coletam informações sobre o outro animal, incluindo seu sexo, detalhes sobre sua alimentação e até seu estado emocional.
Normalmente, a secreção produzida pelas glândulas adanais é eliminada naturalmente quando o cachorro defeca, já que a passagem das fezes pelo ânus cria uma pressão na região.
Os cães também podem liberar o conteúdo involuntariamente quando estão assustados ou estressados, como uma forma de expressar o que estão sentindo.
O problema é que esse mecanismo nem sempre funciona como deveria.
E quando a drenagem da glândula adanal é prejudicada, a secreção fica retida nos sacos anais, aumentando o risco de obstrução, irritação local e inflamação.
A inflamação da glândula adanal é considerada uma condição multifatorial, ou seja, não existe uma única causa responsável pelo problema.
Segundo Kemper e Arias (2007), diferentes alterações podem favorecer o acúmulo de secreção nos sacos anais e desencadear o processo inflamatório, incluindo:
Além disso, a consistência das fezes também influencia a saúde da região.
Problemas intestinais em cães, como diarreia recorrente, podem diminuir a pressão necessária para o esvaziamento natural das glândulas durante a evacuação.
A saculite anal é muito comum em cachorros, e segundo a Today’s Veterinary Practice, a inflamação já representa cerca de 12% de todas as doenças não infecciosas da pele.
A condição pode estar associada a diferentes fatores, como alterações nas fezes, dieta, obesidade, alergias de pele e predisposição racial. Ainda assim, a causa exata nem sempre é clara, já que há poucos estudos específicos sobre a origem da doença.

A inflamação da glândula adanal pode causar coceira, desconforto ou dor na região anal.
Como consequência, muitos cães passam a adotar certos comportamentos na tentativa de aliviar a irritação causada pelo acúmulo de secreção.
Os sintomas comportamentais costumam ser os primeiros indícios de saculite, e incluem:
Além das mudanças de comportamento, a inflamação também pode provocar alterações físicas visíveis ao redor do ânus, como:
Outro sinal bastante característico da saculite canina é o odor intenso vindo do traseiro, que muitos tutores descrevem como um cheiro de peixe.
Em casos mais avançados, a secreção adanal do cachorro pode se tornar mais espessa, pastosa e apresentar uma coloração amarronzada, com a presença de sangue ou pus.
Alguns cães também apresentam tenesmo, dificuldade para defecar, sangue nas fezes, perda de apetite, prostração e febre, especialmente quando há infecção secundária.
A inflamação da glândula adanal é uma condição dolorosa. Por isso, você não deve tentar esvaziar, massagear ou pressionar o saco anal do pet em casa.
Além de aumentar a dor, o procedimento pode provocar lesões, agravar a inflamação e aumentar o estresse do animal.
Por conta da dor, mesmo cães normalmente dóceis podem reagir de maneira agressiva quando os tutores tentam tocar a região do saco anal inflamado.
Na dúvida, a melhor forma de ajudar o pet é procurar atendimento veterinário.
Enquanto aguarda o atendimento, o mais importante é evitar qualquer ação que possa aumentar o desconforto ou piorar a inflamação.
A tabela abaixo mostra quais cuidados podem ajudar o cachorro nesse momento e quais atitudes devem ser evitadas até a avaliação do médico-veterinário. Dê uma olhada:
| Como ajudar um cachorro com glândula adanal inflamada | |
| O que fazer | O que evitar |
| ✅ Agendar um check-up veterinário o quanto antes | 🚫 Tentar espremer ou empurrar as glândulas |
| ✅ Monitorar sinais como dor, inchaço e dificuldade para defecar | 🚫 Fazer a limpeza das glândulas sem orientação profissional |
| ✅ Tentar impedir que o animal cause mais danos à região perianal com lambeduras ou mordidas | 🚫 Aplicar pomadas, antissépticos ou medicamentos por conta própria |
| – | 🚫 Forçar o manuseio de uma área dolorida |
| – | 🚫 Esperar que o problema desapareça sozinho |
Além da inflamação, outras condições podem afetar o saco anal dos cachorros, como a impactação, os abscessos e até alguns tipos de tumores.
Embora causem sintomas semelhantes aos da saculite — incluindo desconforto, inchaço e coceira anal — cada problema na glândula adanal do cachorro tem características próprias.
A impactação acontece quando o acúmulo de secreção deixa a glândula adanal obstruída e aumentada, sem um processo de inflamação ativo.
Como o conteúdo fica mais espesso e difícil de eliminar, o pet costuma apresentar sinais de dor e desconforto leves.
A impactação das glândulas adanais caninas pode ocorrer em uma ou nas duas bolsas anais dos cachorros, mas o segundo caso costuma ser o mais comum.
A inflamação pode deixar os sacos anais do cão mais vulneráveis à ação de bactérias.
Quando isso acontece, o quadro evolui para uma infecção bacteriana, caracterizada pelo acúmulo de pus e pelo agravamento da dor e do inchaço na região.
Com a progressão da infecção, a glândula pode desenvolver um abscesso — bolsa formada por pus e tecido inflamado —, e o animal apresentará os seguintes sintomas:
Em casos mais graves, o abscesso pode se romper e formar uma ferida aberta próxima ao ânus, condição conhecida como fístula drenante.
Embora sejam menos comuns que a impactação e os abscessos, os tumores também podem afetar as glândulas adanais dos cães.
Segundo a PetMD, o tipo maligno mais conhecido é o adenocarcinoma de saco anal, neoplasia que causa sintomas gerais como:
Como alguns tumores de saco anal apresentam um comportamento agressivo e podem se espalhar para outras regiões do organismo, o diagnóstico precoce é indispensável.
Os sintomas das doenças que afetam as glândulas adanais são parecidos, então é difícil identificar a causa exata apenas observando os sinais clínicos.
Sendo assim, o diagnóstico deve ser realizado por um veterinário com base em exames como ultrassonografia e citologia, que ajudam a diferenciar os problemas anorretais.
| Quadro | Definição | Nível de gravidade | Achados na ultrassonografia | Achados na citologia |
| Inflamação na glândula adanal (saculite) | Inflamação da glândula adanal causada pelo acúmulo de secreção e irritação local. | Moderado. Pode evoluir para infecção quando não tratada. | Sacos anais aumentados, conteúdo inflamatório e paredes discretamente espessadas. | Presença de células inflamatórias e, ocasionalmente, bactérias. |
| Infecções ou abscessos na glândula adanal | Infecção da glândula com acúmulo de pus e inflamação intensa. | Alto. Pode causar ruptura da glândula e formação de fístulas (feridas abertas próximas ao ânus). | Coleção heterogênea compatível com pus, podendo haver inflamação dos tecidos ao redor da glândula. | Grande quantidade de células inflamatórias, bactérias e restos celulares. |
| Neoplasias na glândula adanal | Crescimento anormal de células. | Alto. Pode apresentar comportamento maligno e atingir outras áreas do corpo do animal. | Presença de massa sólida, vascularização anormal e contornos irregulares. | Células atípicas com características compatíveis com neoplasia maligna. |
Vale lembrar que nem todo cachorro com coceira ou desconforto perianal está necessariamente com um problema nas glândulas adanais.
Alergias alimentares, dermatite atópica, dermatite alérgica à picada de pulga (DAPE) e até algumas verminoses podem causar irritação, lambedura excessiva e desconforto ao sentar.
Na dúvida, procure um médico-veterinário para investigar a causa exata por trás dos sintomas e garantir o tratamento mais adequado para o seu cachorro.

Embora qualquer cachorro possa desenvolver inflamação nas glândulas adanais, alguns fatores parecem aumentar o risco de problemas na região. Os principais são:
Em um estudo retrospectivo organizado pela revista Dermatologia Veterinária, a dermatite atópica desencadeada por gatilhos alimentares e ambientais foi identificada como a comorbidade mais comum em cães com saculite anal.
Segundo os pesquisadores, a inflamação crônica da pele pode favorecer o estreitamento dos ductos dos sacos anais, dificultando a drenagem da secreção e aumentando o risco de impactação e inflamação na região.
Estudos mais recentes também identificaram alterações na microbiota dos sacos anais de cães atópicos (disbiose), sugerindo que esses animais podem ter maior predisposição ao desenvolvimento da doença. (BERGERON et al. 2024)
Algumas raças parecem apresentar maior predisposição a problemas nas glândulas adanais devido a características anatômicas e dermatológicas que favorecem o acúmulo de secreção nos sacos anais. Entre elas, estão:
Nesses cães, fatores como ductos excretores mais estreitos, alterações no posicionamento dos sacos anais e maior predisposição a doenças de pele podem dificultar a drenagem natural, aumentando os riscos de obstrução, inflamação e infecções. (TOMA & SCARFF, 2015)
A relação entre a saúde intestinal e os problemas nas glândulas adanais vem sendo observada há anos pelos pesquisadores.
Em um estudo com cães diagnosticados com saculite anal, 75% dos animais apresentavam histórico de diarreia frequente antes do surgimento dos sinais clínicos.
Os autores também observaram que muitos desses cães tinham fezes de má qualidade ou outros problemas relacionados ao trânsito intestinal.
Embora os resultados sugiram uma associação entre a qualidade das fezes e a inflamação, os pesquisadores destacam que esse achado não é observado em todos os casos.
A obesidade também já foi investigada como um possível fator de risco para a saculite anal, mas os resultados dos estudos ainda são conflitantes.
Em uma pesquisa realizada na Suécia, 63,6% dos cães com saculite apresentavam condição corporal considerada ideal, enquanto 36,3% estavam apenas acima do peso.
Já em um estudo conduzido nos Estados Unidos, 54,8% dos cães diagnosticados com a doença apresentavam sobrepeso e apenas 9,7% eram considerados obesos.
Sem o tratamento adequado, a inflamação da glândula adanal pode evoluir progressivamente e causar lesões cada vez mais dolorosas na região anal.
Uma das complicações mais comuns é a formação de abscessos, que podem aumentar de tamanho e sofrer ruptura.
Quando isso acontece, surge uma fístula — ferida aberta próxima ao ânus, geralmente acompanhada por secreção amarelada, esverdeada ou com sangue.
Além de aumentar o desconforto do animal, a presença de feridas e secreções pode atrair moscas e aumentar o risco de miíase, a famosa bicheira. (JIMENO SANDOVAL et al., 2021)
Apesar das possíveis complicações, o prognóstico da inflamação da glândula adanal em cachorro costuma ser favorável, especialmente quando o diagnóstico é precoce.
O diagnóstico da saculite anal canina deve ser feito por um médico-veterinário. Para isso, o profissional avaliará os sintomas apresentados pelo animal, seu histórico de saúde e os achados observados durante o exame físico da região anal.
Durante a consulta, é importante que os tutores relatem qualquer mudança de comportamento ou sinal de desconforto observado nos últimos dias, como:
Lembre-se de comentar quando e como os sintomas surgiram, além de seus possíveis gatilhos, como mudanças na alimentação, crises alérgicas ou episódios de diarreia.
Com base nessas informações, o veterinário poderá direcionar a investigação e descartar outras condições que causam sintomas semelhantes, incluindo verminoses, tumores, etc.
Após a conversa inicial, o veterinário examinará cuidadosamente a região perianal do cachorro em busca de sinais como vermelhidão, inchaço, dor, secreção e lesões.
A palpação das glândulas adanais e o exame retal também vão ajudar o profissional a identificar alterações como espessamento das paredes e mudanças na secreção.
Em muitos casos, o exame físico e a palpação das glândulas adanais já fornecem informações suficientes para o diagnóstico da saculite anal em cachorro.
No entanto, o seu médico-veterinário pode solicitar exames complementares para confirmar a inflamação. Veja os principais:
| Exame | Para que serve | O que pode identificar |
| Citologia | Analisa células e secreções coletadas da glândula adanal. | Inflamação, presença de bactérias, leveduras e alterações sugestivas de neoplasia. |
| Ultrassonografia | Avalia a estrutura interna dos sacos anais e dos tecidos ao redor. | Inflamação, abscessos, acúmulo de secreção e massas tumorais. |
| Cultura bacteriana | Identifica os microrganismos presentes em casos de infecção. | Bactérias causadoras da infecção. |
| Biópsia | Avalia um fragmento de tecido em laboratório. | Confirmação de neoplasias. |

O tratamento da saculite anal canina geralmente envolve o esvaziamento das glândulas adanais e o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e medicamentos tópicos para cães.
Em casos graves ou recorrentes, o médico-veterinário poderá indicar a cirurgia para remoção das glândulas adanais do cachorro.
O procedimento é delicado, já que os nervos que controlam os esfíncteres anais — músculos responsáveis pelo movimento de contração do ânus — estão próximos da área.
Segundo o Hospital Veterinário Seven Oaks, alguns cachorros podem apresentar fezes amolecidas ou incontinência fecal por uma a três semanas após a cirurgia.
Se o nervo for atingido, é possível que os cães sofram com incontinência fecal crônica.
Ainda assim, os animais costumam viver tranquilamente sem as glândulas adanais. Até porque a marcação de território não é tão importante para pets domésticos.
O esvaziamento das glândulas é indicado em situações específicas, como impactação glandular, retenção de secreção e casos leves a moderados de inflamação.
Como a manipulação inadequada pode causar dor, lesões nos tecidos e até aumentar o risco de infecções secundárias, o procedimento só deve ser realizado por um veterinário.
Se o seu pet precisar de intervenções frequentes, o próprio veterinário ensinará como esvaziar a glândula adanal do cachorro.
O profissional é a única pessoa capaz de demonstrar a técnica correta e avaliar se o tutor está apto a realizá-la em casa, sem colocar o animal em risco.
Embora nem todos os casos possam ser evitados, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de obstruções, inflamações e infecções nas glândulas adanais dos cachorros.
Para isso, os tutores devem investir em três pilares básicos: alimentação equilibrada, controle de fatores predisponentes e acompanhamento veterinário regular.
Uma alimentação rica em fibras alimentares ajuda a manter as fezes firmes e volumosas, com a consistência adequada para o esvaziamento natural dos sacos anais caninos.
Dietas que promovem boa saúde intestinal e trânsito adequado das fezes também podem prevenir episódios de constipação e diarreia, fatores associados à saculite.
Para obter esses benefícios, é importante oferecer uma alimentação ajustada às características do seu cão, como idade, porte, nível de atividade e condições de saúde.
As rações Premium e Super Premium são as opções mais indicadas, pois oferecem nutrientes e fibras em quantidades adequadas para uma digestão saudável.
Quando recomendados por um veterinário, suplementos e vitaminas podem ser ótimos aliados de cachorros com alterações intestinais crônicas ou predisposição à saculite.
Entre as opções mais utilizadas estão os suplementos de fibras e os probióticos, que ajudam a equilibrar a microbiota intestinal e a manter o sistema digestivo funcionando.
Suplementos de ômega 3 e óleo de peixe também podem auxiliar no controle da inflamação, trazendo mais conforto para animais predispostos.
Como cada cachorro possui necessidades específicas, o protocolo de suplementação deve ser iniciado somente com orientação veterinária.
Como comentamos anteriormente, a obesidade pode ser considerada um fator de risco para a inflamação na glândula adanal dos cachorros.
Portanto, manter o cachorro em seu peso ideal é uma medida de prevenção importante.
Se o seu pet estiver acima do peso, converse com um médico-veterinário especialista em nutrição e siga o plano de emagrecimento proposto pelo profissional.
Além de ajustar as porções oferecidas, o veterinário poderá indicar rações light ou alimentos terapêuticos que ajudem o cachorro a atingir o peso ideal.
Para resultados ainda melhores, passeios, exercícios regulares e enriquecimento ambiental também devem fazer parte da rotina.
As doenças alérgicas dermatológicas podem servir como gatilho para problemas na glândula adanal dos cachorros.
Por isso, cães com dermatite atópica ou alergias alimentares precisam de atenção especial a cuidados como:
Em relação à higiene, dê preferência a shampoos e produtos específicos para cães, evitando itens que possam ressecar ou irritar a pele do animal.
Também é importante manter a região perianal limpa e observar sinais de vermelhidão, coceira ou lambedura excessiva, especialmente se o pet tiver histórico de alergias.
Por fim, consultas veterinárias de rotina são a melhor forma de prevenir e identificar alterações nas glândulas adanais do cachorro com rapidez.
Durante essas avaliações, o profissional pode verificar sinais iniciais com agilidade, garantindo uma intervenção rápida e evitando complicações futuras.
Nas clínicas da Pet Anjo, você encontra médicos-veterinários preparados para acompanhar a saúde do seu pet e criar um plano de prevenção efetivo.
Procure a unidade mais próxima e mantenha os check-ups do seu cachorro em dia!

Sim. Quando o acúmulo de secreção é muito alto ou a glândula adanal do cachorro desenvolve um abscesso, a pressão interna pode causar sua ruptura. Nesses casos, o tutor notará uma ferida aberta próxima ao ânus do animal.
O rompimento exige atendimento veterinário imediato, já que aumenta as chances de infecção secundária e pode causar danos graves à região.
Muitos tutores descrevem como um forte cheiro de peixe, geralmente percebido de forma repentina no animal, em móveis, camas ou outros locais onde o cachorro esteve.
Algumas raças com predisposição às inflamações nas glândulas adanais são: Cocker Spaniel, Beagle, Cavalier King Charles Spaniel, Chihuahua, Poodle, Pinscher, Lhasa Apso, Shih Tzu, Jack Russell, Labrador Retriever e Pastor Alemão.
Acredita-se que essa predisposição esteja relacionada a características anatômicas e dermatológicas que favorecem a retenção de secreção nos sacos anais.
Pode ser, mas nem sempre. O ato de arrastar o bumbum no chão é uma tentativa do cachorro de aliviar a coceira, pressão ou desconforto na região anal.
Problemas nas glândulas adanais são uma causa comum, mas um cachorro com coceira no ânus também pode estar sofrendo com vermes ou alergias.
Sim. A maioria dos casos de glândula adanal inflamada pode ser tratada com o esvaziamento manual e o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios, quando há prescrição do médico-veterinário.
No entanto, cães com predisposição costumam apresentar episódios recorrentes ao longo da vida.
Nesses casos, além de tratar a inflamação, é importante identificar e controlar fatores que favorecem o problema, como alergias, alterações intestinais e outras doenças associadas.
Sim. Alguns cães podem desenvolver inflamação, impactação ou abscessos nas glândulas adanais de maneira crônica.
Especialistas acreditam que fatores como obesidade, alergias de pele, diarreia, constipação e outras alterações na consistência das fezes podem aumentar o risco de recorrência.
Se o problema voltar a acontecer, é importante investigar possíveis causas subjacentes com um médico-veterinário. Em alguns casos, o acompanhamento periódico e o esvaziamento regular das glândulas podem ser recomendados para reduzir a frequência das crises.
Não existe um único remédio indicado para todos os casos. O tratamento pode incluir antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e terapias tópicas, dependendo da gravidade da inflamação e da presença de infecções ou abscessos.
Sim. A remoção cirúrgica pode ser indicada para cães com episódios recorrentes de inflamação ou abscessos que não melhoram com tratamentos convencionais.
Embora não seja a primeira opção terapêutica, o procedimento pode ser uma solução definitiva para cães que convivem com crises frequentes e desconforto crônico.
Ainda assim, a indicação deve ser feita pelo médico-veterinário, que avaliará os benefícios e os possíveis riscos do procedimento.

Agora que você já sabe os sinais de alerta e os fatores de risco da saculite anal canina, fica mais fácil buscar ajuda antes que o quadro evolua para complicações mais graves.
Se esse artigo te ajudou, envie para um amigo que também precisa saber sobre o assunto!
E se quiser aprender mais sobre alimentação, comportamento e saúde animal, continue explorando o Blog da Cobasi.
CORBEE RJ, WOLDRING HH, VAN DEN Eijnde LM, WOUTERS EGH. Um estudo transversal sobre doenças do saco anal canino e felino. Disponível em: Animais (Basileia)
TOMA, S.; SCARFF, D.H. Uma abordagem às doenças do saco anal. Disponível em: Veterinary Nursing Journal
BBC | Por que os cachorros gostam de cheirar traseiros de outros cães?
KEMPER, B; ARIAS, M. V. B. Fístula perianal em uma cadela Pitt Bull: relato de caso. Disponível em: Revista Científica de Medicina Veterinária – Pequenos Animais e Animais de Estimação
Today’s Veterinary Practice | Saculite anal canina: uma breve revisão com foco na literatura recente.
PetMD | Glândulas anais caninas: problemas comuns, tratamento e prevenção.
LUNDBERG A, KOCH SN, TORRES SMF. Tratamento local para saculite anal canina: um estudo retrospectivo de 33 cães. Disponível em: Veterinary Dermatology
BERGERON, C.C. et al. Microbiota bacteriana e citocinas pró-inflamatórias nas glândulas anais de cães atópicos tratados e não tratados: comparação com um grupo controle saudável. Disponível em: PLOS One
HALNAN CR. O diagnóstico da saculite anal em cães. Disponível em: Journal of Small Animal Practice
HVITMAN-GRAFLUNDK, SPARKS T, VARJONEN K. Estudo retrospectivo do tratamento, desfecho, recorrência e doenças concomitantes em 190 cães com saculite anal. Disponível em: Veterinary Dermatology
JIMENO SANDOVAL, J.C.; CHARLESWORTH, T., ANDERSON, D. Resultados e complicações da saculectomia anal para doença não neoplásica do saco anal em gatos: 8 casos (2006–2019). Disponível em: Journal of Small Animal Practice
Hospital Veterinário Seven Oaks | Remoção das glândulas anais
VCA Animal Hospitals | Doença das glândulas anais em cães
A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.
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