

O uivo do cachorro pode surgir nos momentos mais inesperados: durante uma música, logo após uma sirene passar na rua, ao ouvir outro cão ou no meio da madrugada.
Em alguns casos, a vocalização também começa quando a família sai de casa e continua por vários minutos. Diante de um som tão marcante, é natural se perguntar por que os cachorros uivam e o que essa reação significa.
O uivo é uma das formas de comunicação dos cães. Essa vocalização pode servir para estabelecer contato, responder a sons, chamar atenção ou demonstrar empolgação.
Porém, dependendo do contexto, também pode estar relacionada a medo, ansiedade, dor ou algum desconforto. O significado, portanto, não está apenas no som, mas nas circunstâncias em que o comportamento aparece.
A maneira de vocalizar também varia entre raças e indivíduos. O Basenji, por exemplo, produz um som semelhante a um iodelei, tipo de canto em que a voz alterna rapidamente entre tons mais graves e mais agudos.
Já Beagles e Basset Hounds costumam emitir vocalizações fortes, longas e repetitivas, característica ligada à origem dessas raças como cães de caça.
Para diferenciar um comportamento natural de um possível sinal de alerta, é preciso observar quando o uivo começa, quanto tempo dura, com que frequência acontece e quais outros sinais aparecem.
A seguir, conheça as principais causas, os sinais de preocupação e o que fazer quando o cachorro está uivando muito.
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Uivar é um comportamento ancestral dos canídeos, usado por lobos, coiotes e chacais para manter contato com o grupo, localizar integrantes afastados, anunciar presença e sinalizar a ocupação de um território.
Durante a domesticação, os cães conservaram esse recurso de comunicação, mas passaram a utilizá-lo também em situações ligadas à convivência com pessoas, outros animais e estímulos da rotina.
Em uma reportagem da National Geographic, a veterinária comportamentalista Barbara Sherman explica que muitas vocalizações identificadas como uivos nos cães domésticos são diferentes do chamado longo e sustentado dos lobos.
Dependendo do cachorro, a vocalização pode lembrar um canto, um latido prolongado ou até uma espécie de “conversa”, com variações relacionadas à raça, às experiências e às características individuais.
Como uma mesma vocalização pode transmitir mensagens diferentes, o significado depende do momento em que o comportamento aparece e dos sinais que acompanham o som.
Segundo a ASPCA, os cães podem uivar para estabelecer contato, anunciar presença, buscar atenção ou comunicar alguma necessidade. Porém, o motivo também pode estar relacionado às emoções, aos estímulos do ambiente e às condições de saúde.
Para entender cada situação, trouxemos as causas mais comuns e detalhes importantes para observar como o cachorro se comporta antes, durante e depois do uivo.
Ao perceber a aproximação de uma pessoa conhecida, ouvir outro cachorro ou ficar separado de um companheiro, o cão pode uivar como uma tentativa de estabelecer contato.
A vocalização funciona como uma espécie de chamado, semelhante a um “estou aqui” ou “onde você está?”. Esse comportamento pode aparecer entre cães que vivem juntos, principalmente quando um dos animais sai para passear ou é levado para outro ambiente.
Também pode ocorrer quando o cachorro reconhece passos, vozes ou o barulho da chave antes da chegada da família. Esses episódios costumam ser curtos e terminam quando o contato acontece ou quando o estímulo desaparece.
A movimentação diante do portão, a chegada de uma entrega ou a passagem de outro animal podem provocar uivos acompanhados de latidos. Com essa reação, o cachorro anuncia que está presente e responde ao que considera uma aproximação incomum.
Embora possa estar ligado à proteção do espaço, o comportamento nem sempre representa uma ameaça real. Pessoas, veículos e animais que fazem parte da rotina podem ser interpretados como intrusos quando o cachorro ainda não está habituado a esses estímulos.
A postura corporal ajuda a compreender a reação: corpo rígido, olhar fixo, cauda elevada e vocalizações intensas indicam estado de alerta, enquanto movimentos mais soltos podem revelar apenas curiosidade ou empolgação.
Quando o uivo faz a família olhar, conversar, oferecer comida ou iniciar uma brincadeira, o cachorro pode aprender que essa é uma maneira eficiente de conseguir atenção.
Mesmo uma bronca pode reforçar o comportamento, já que representa algum tipo de interação. Com o tempo, a vocalização pode aparecer sempre que o cachorro deseja carinho, acesso a um ambiente, comida ou companhia.
Antes de considerar o uivo apenas uma busca por atenção, é importante verificar se existe alguma necessidade real. O cachorro pode estar com sede, com fome ou querendo sair para fazer as necessidades.
Quando tudo está atendido, oferecer atenção nos momentos de tranquilidade ajuda a mostrar outras formas de interação.
Como o uivo também pode expressar emoções, o significado muda bastante de acordo com a situação. Um cachorro empolgado pode vocalizar antes do passeio, ao reencontrar alguém ou durante uma brincadeira mais intensa.
Em situações menos agradáveis, o uivo pode surgir quando falta atividade, existe dificuldade para acessar algo desejado ou algum estímulo provoca medo.
Já a frustração aparece quando o cachorro quer alcançar um local, seguir outro animal ou continuar uma atividade, mas encontra algum impedimento.
Como o som pode ser parecido em todos esses casos, a linguagem corporal e o que aconteceu imediatamente antes do uivo ajudam a identificar qual emoção está por trás do comportamento.

Quando o uivo começa após a saída da família e se repete durante a ausência, existe a possibilidade de ansiedade relacionada à separação.
De acordo com a ASPCA, essa vocalização costuma aparecer acompanhada de outros sinais de sofrimento, como:
Caso o cachorro permaneça tranquilo após a saída e comece a uivar somente diante de barulhos externos, por exemplo, o gatilho pode estar no ambiente e não necessariamente no afastamento da família.
A ansiedade de separação não deve ser confundida com “manha” ou desobediência. O comportamento está ligado à dificuldade de lidar com a ausência e pode exigir mudanças graduais na rotina e orientação veterinária.
Alguns sons prolongados ou agudos, como instrumentos musicais, alarmes e o uivo de outros cães, podem chamar a atenção do cachorro e desencadear uma resposta vocal.
Quando o cachorro uiva ao ouvir uma música, por exemplo, pode estar apenas reagindo ao estímulo, como se respondesse ao som ou participasse de uma troca vocal.
A interpretação muda quando o uivo aparece acompanhado de tremores, tentativas de se esconder, respiração ofegante ou fuga. Nesses casos, a reação pode estar relacionada ao medo ou à sensibilidade ao som, e não somente à comunicação.
Cães machos podem perceber o cheiro de uma fêmea no cio mesmo quando existe certa distância entre os animais. Essa percepção pode provocar inquietação, tentativas de fuga, redução do apetite e uivos mais frequentes.
A castração pode reduzir algumas reações relacionadas aos hormônios, mas não garante o desaparecimento do uivo. Caso a vocalização já tenha sido aprendida ou esteja ligada a outros estímulos, o comportamento pode continuar.
Com o avanço da idade, alterações na audição e na visão podem deixar o cachorro mais inseguro ou desorientado.
A vocalização pode funcionar como uma tentativa de localizar a família ou buscar segurança diante de um ambiente que passou a ser percebido de outra maneira.
Cães idosos também podem apresentar disfunção cognitiva, condição associada a mudanças no sono, confusão, perda de hábitos e dificuldade para reconhecer espaços familiares.
Como dor, perda sensorial e alterações cognitivas podem causar sinais parecidos, mudanças persistentes na vocalização de um cachorro idoso precisam ser avaliadas pelo médico-veterinário.

A duração, a frequência e os sinais que aparecem junto com o uivo ajudam a entender quando a vocalização precisa ser investigada.
Um episódio isolado, provocado por uma situação identificável e seguido pelo comportamento habitual, costuma causar menos preocupação.
O cenário muda quando o cachorro começa a uivar de repente, vocaliza por longos períodos ou apresenta mudanças físicas e comportamentais.
Observe se a vocalização aparece acompanhada de:
O uivo também merece atenção quando surge em um cachorro que costumava ser silencioso ou passa a acontecer com frequência durante a noite, principalmente entre animais idosos.
Como o uivo pode estar ligado a dor, doença, medo ou ansiedade, é importante observar os outros sinais apresentados pelo cachorro. Se a mudança persistir ou vier acompanhada de sintomas, procure um médico-veterinário.
Em vez de se concentrar apenas no som, observe como o uivo aparece na rotina do cachorro. Acompanhar os episódios por alguns dias pode revelar padrões importantes, como:
Também é importante conferir se as necessidades básicas estão atendidas. Fome, sede, vontade de fazer as necessidades, falta de descanso ou poucas atividades podem influenciar o comportamento.
Quando o uivo acontece na ausência da família, uma câmera ajuda a entender melhor a situação. A gravação pode mostrar se o cachorro começa a vocalizar logo após a saída, reage a barulhos externos ou apresenta outros sinais de ansiedade.
Use o checklist abaixo durante alguns dias e marque as situações que correspondem ao comportamento do cachorro:
| Check | O que observar |
| ☐ | O uivo começou de repente? |
| ☐ | A vocalização aparece sempre no mesmo horário? |
| ☐ | Algum som, movimento ou acontecimento costuma ocorrer antes? |
| ☐ | O cachorro consegue relaxar depois do episódio? |
| ☐ | Houve mudança de casa, rotina ou integrantes da família? |
| ☐ | A alimentação, o sono e a disposição continuam normais? |
| ☐ | Existem sinais de medo, dor ou desorientação? |
| ☐ | O uivo acontece somente quando o cachorro fica sozinho? |
| ☐ | A vocalização termina quando alguém oferece atenção? |
| ☐ | Os episódios estão mais frequentes, intensos ou prolongados? |
As respostas não substituem uma avaliação profissional, mas ajudam a organizar as informações. Vídeos e anotações também facilitam a conversa com o médico-veterinário ou com um especialista em comportamento, caso seja necessário investigar o problema.
Raças com histórico de caça, trabalho em grupo ou comunicação a distância costumam apresentar uma tendência maior ao uivo. Essa característica está ligada tanto à genética quanto às funções desempenhadas por esses cães ao longo do tempo.
De acordo com o American Kennel Club, raças antigas, como Husky Siberiano, Chow Chow e Basenji, mantêm características genéticas mais próximas das primeiras linhagens caninas e podem uivar com mais frequência.
Nos cães de caça, as vocalizações prolongadas tinham uma função prática: avisar aos outros animais da matilha e aos humanos que um rastro havia sido encontrado.
Beagles e Black and Tan Coonhounds, por exemplo, podem emitir o baying, som grave e prolongado que fica entre o latido e o uivo.
Durante a caça, essa vocalização ajudava a acompanhar a localização do cachorro mesmo quando a vegetação ou a distância impediam o contato visual.
A influência genética também foi analisada em um estudo publicado na revista científica Communications Biology. Após ouvirem gravações de uivos de lobos, cães mais velhos de raças consideradas antigas responderam com vocalizações mais longas e apresentaram mais comportamentos relacionados ao estresse.
Entre as raças desenvolvidas mais recentemente, a reação apareceu com maior frequência por meio de latidos.
Como a pesquisa avaliou 68 cães de raça diante de um estímulo específico, o resultado não significa que todo Husky Siberiano uiva muito ou que um Golden Retriever dificilmente apresenta esse comportamento.
A raça indica uma possível predisposição, mas não define sozinha a frequência dos uivos. Idade, personalidade, experiências e rotina também influenciam a forma como cada cachorro se comunica.

Para diminuir os uivos, primeiro é necessário descobrir o que está provocando o comportamento. A estratégia muda conforme a causa, já que um cachorro entediado precisa de mais atividades, enquanto dor, medo e ansiedade exigem cuidados específicos.
É muito importante ressaltar que punições, gritos e sustos devem ser evitados. O uivo é uma forma de comunicação, e uma reação negativa pode aumentar o medo, a agitação ou até reforçar o comportamento por oferecer a atenção que o cachorro buscava.
As dicas abaixo mostram como agir em diferentes situações, desde a busca por atenção e o excesso de energia até casos ligados ao medo, à ansiedade ou a algum desconforto.
Antes de tentar interromper a vocalização, confira se o cachorro tem água, recebeu a alimentação habitual, consegue acessar o local onde faz as necessidades e está em um ambiente confortável.
Mudanças repentinas, acompanhadas de falta de apetite, dificuldade para caminhar, gemidos ou sensibilidade ao toque, precisam de avaliação veterinária. Ou seja, a prioridade é identificar o desconforto, e não apenas fazer o som parar.
Quando o uivo resulta em carinho, comida ou brincadeira, o cachorro pode aprender que vocalizar é a maneira mais eficiente de conseguir o que deseja.
Depois de confirmar que nenhuma necessidade está sendo ignorada, retire a atenção por alguns instantes e espere uma breve pausa. Assim que o cachorro ficar em silêncio, ofereça carinho, um petisco ou inicie a atividade desejada.
O tempo de espera deve começar curto, um ou dois segundos de tranquilidade já podem ser recompensados nas primeiras tentativas, aumentando gradualmente conforme o aprendizado avança.
Também vale ensinar um comportamento alternativo. Em vez de uivar, o cachorro pode aprender a:
A prática precisa acontecer também nos momentos tranquilos, sem esperar o uivo começar. Dessa maneira, o cachorro descobre formas mais adequadas de iniciar uma interação.
Uma palavra como “silêncio” ou “quieto” pode ser associada ao momento em que a vocalização termina. Quando surgir uma pausa, diga o comando com voz tranquila e ofereça imediatamente uma recompensa.
Com a repetição, aumente aos poucos o período de silêncio necessário para receber o petisco. O objetivo não é assustar ou intimidar, mas criar uma associação positiva entre o comando, a tranquilidade e a recompensa.
Caso o cachorro fique mais agitado durante o exercício, interrompa e retome em uma situação mais fácil. Forçar o treino tende a dificultar o aprendizado.
Quando a vocalização aparece antes do passeio, durante uma brincadeira ou na chegada da família, oferecer uma atividade incompatível com o uivo pode ajudar.
O cachorro pode ser orientado a buscar uma bolinha, levar um brinquedo até o tutor ou sentar antes de receber atenção. Com algo na boca ou concentrado em uma tarefa, fica mais fácil reduzir a vocalização sem transformar a chegada em um momento de broncas.
Passeios, brincadeiras e oportunidades para farejar ajudam a reduzir o tédio e a frustração. Além do gasto físico, o cachorro precisa explorar cheiros, resolver pequenos desafios e exercer comportamentos naturais.
O enriquecimento ambiental pode incluir:
Na Cobasi, você encontra tudo o que é essencial para ajudar a enriquecer a rotina do seu cachorro. A escolha dos produtos deve considerar o tamanho, a idade e a força da mordida, pois itens muito pequenos, danificados ou excessivamente duros podem oferecer riscos.
Quando o uivo acontece diante de um som específico, a dessensibilização pode ajudar a diminuir a reação. O processo consiste em apresentar o ruído em intensidade baixa, enquanto o cachorro recebe petiscos ou participa de uma atividade agradável.
O volume só deve aumentar quando não houver sinais de medo ou agitação. Tremores, tentativas de fuga, respiração ofegante ou recusa de alimentos indicam que o estímulo está intenso demais.
Outro recurso é redirecionar o cachorro para uma tarefa conhecida, como buscar um brinquedo ou ir até a caminha. Caso o som gere medo, ensinar apenas uma ação diferente pode não ser suficiente. Também é necessário trabalhar a emoção associada ao ruído.
Nos casos leves, afastamentos curtos e graduais podem ajudar o cachorro a se acostumar com a saída da família. O retorno deve acontecer antes que surjam sinais de sofrimento, aumentando o período somente quando houver tranquilidade.
Brinquedos recheáveis, mordedores e pelúcias podem deixar esses momentos mais agradáveis e ajudar na distração. Ainda assim, esses recursos não resolvem sozinhos a ansiedade de separação.
Nos casos mais intensos, o cachorro pode recusar comida, destruir portas, tentar fugir ou uivar durante longos períodos. Diante desses sinais, o mais seguro é buscar a orientação de um médico-veterinário ou de um profissional especializado em comportamento animal.
Deixar o cachorro uivando na expectativa de que ele se acostume tende a piorar o sofrimento. Em vez de aprender a ficar sozinho, o animal pode associar a ausência da família a uma experiência cada vez mais assustadora.

Uivar é um comportamento natural dos cães, mas a frequência precisa ser avaliada dentro da rotina de cada animal. Alguns cachorros vocalizam mais ao perceber outros cães, demonstrar empolgação ou tentar chamar a atenção.
De modo geral, quando os episódios são curtos, têm um motivo identificável e o cachorro volta ao comportamento habitual logo depois, geralmente não há motivo para preocupação.
Por outro lado, uivos constantes, muito prolongados ou que surgem de repente podem indicar que algo mudou. Tédio, falta de atividades, medo, ansiedade ao ficar sozinho, dor e outros desconfortos estão entre as possíveis causas.
À noite, o ambiente costuma ficar mais silencioso, o que permite ao cachorro perceber sons e movimentações com maior facilidade. O uivo de outros cães, por exemplo, pode provocar uma resposta vocal.
O cachorro pode uivar quando fica sozinho para tentar restabelecer contato com a família ou por dificuldade em lidar com a ausência. Em outros casos, o uivo pode ser apenas uma reação a sons e movimentos do ambiente.
Em geral, esse comportamento é natural. Sons agudos ou prolongados podem despertar uma resposta vocal, como se o cachorro estivesse acompanhando ou respondendo ao estímulo.
Sim, pode! Mas, o uivo isolado não é suficiente para confirmar que o cachorro está sentindo dor. O contexto e os demais sinais precisam ser considerados.
A vocalização merece atenção quando surge junto de sintomas como falta de apetite, dificuldade para andar ou levantar, sensibilidade ao toque, gemidos, apatia ou mudanças de comportamento.
São sinais de alerta em que o cachorro deve ser avaliado por um médico-veterinário.
Sim, o treinamento pode ajudar quando o uivo está ligado à busca por atenção, à empolgação, ao tédio ou à reação a estímulos do ambiente.
Passeios, atividades de farejamento e pequenos treinos também contribuem para reduzir a frustração e o excesso de energia.
Se o comportamento for frequente, difícil de controlar ou estiver piorando, um adestrador profissional pode identificar os gatilhos e orientar o treino de forma adequada. Já uivos relacionados à dor, ao medo intenso ou à ansiedade exigem avaliação veterinária.
Uivo, latido, ganido e choro são formas de comunicação, mas apresentam diferenças no som e nas situações em que costumam aparecer.
Enquanto o uivo é mais longo, o latido tende a ser curto e repetitivo. Já o ganido e o choramingo são mais agudos e podem indicar desde expectativa até desconforto.
| Vocalização | Como costuma soar | O que pode indicar |
| Uivo | Longo e sustentado | Busca por contato, resposta a sons, comunicação à distância ou expressão emocional |
| Latido | Curto e, muitas vezes, repetitivo | Alerta, empolgação, brincadeira, proteção do espaço ou interação |
| Ganido | Agudo e geralmente breve | Expectativa, medo, frustração, ansiedade, dor ou desconforto |
| Choramingo | Sons agudos, baixos e repetidos | Insegurança, estresse, necessidade de atenção, dor ou alguma necessidade imediata |
Antes de retirar a atenção, verifique se o cachorro está com fome, sede, vontade de fazer as necessidades ou algum desconforto. O uivo pode representar uma necessidade real.
Quando está claro que a vocalização serve apenas para iniciar uma interação, evite oferecer imediatamente aquilo que o cachorro deseja. Aguarde alguns segundos de silêncio e recompense a tranquilidade.
Isso não significa ignorar o animal por longos períodos. A proposta é mostrar que comportamentos calmos, como sentar, esperar ou buscar um brinquedo, são formas mais eficientes de conseguir atenção.
Durante o sono, o cachorro pode mexer as patas, movimentar o focinho, ganir, latir ou soltar pequenos uivos. Essas reações costumam acontecer enquanto o animal está sonhando e, na maioria das vezes, são naturais.
O ideal é não acordá-lo bruscamente, pois o cachorro pode despertar assustado e reagir de maneira involuntária. Caso seja necessário chamá-lo, use a voz com suavidade e mantenha certa distância.
Já episódios prolongados, rigidez corporal, salivação intensa ou dificuldade para despertar precisam ser gravados, quando possível, e avaliados pelo médico-veterinário.
Não existem evidências de que a lua provoque o uivo. Essa associação provavelmente surgiu porque o cachorro costuma levantar a cabeça e estender o pescoço durante a vocalização, criando a impressão de que está olhando para o céu.
Mas, na verdade, essa postura favorece a propagação do som. Portanto, o cão não está necessariamente uivando para a lua, mas respondendo a algum estímulo ou tentando estabelecer contato.
Também não existe comprovação científica de que o uivo anuncie a morte de uma pessoa ou do próprio cachorro. Essa interpretação faz parte de mitos e superstições presentes em diferentes culturas.

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Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.
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Se chama lu que ele está uivando do nada ultimamente
Tem na vizinhança um cachorro que fica uivando o dia inteiro e a noite o que será que está acontecendo. Com ele ….
Oi Regina, como vai? Pode ocorrer por vários motivos, deixarei aqui um conteúdo super legal para você 🙂
Meu cachorro uiva o dia todo e a noite ele é vira-lata o que pode ser
Olá, Flaviana! Tudo bem?
Há diversos significados para quando um cachorro uiva, e é necessário que você identifique o motivo pelo qual ele fez isso.
Por via das dúvidas, leve-o ao veterinário para que ele seja avaliado e o sintoma de dor seja descartado!