

Um cachorro emagrecendo sem mudança de dieta ou rotina deve ser interpretado como um sinal de alerta para problemas de saúde. Em muitos casos, a alimentação permanece igual, mas o peso corporal continua diminuindo, o que costuma gerar preocupação.
De modo geral, a redução de peso está entre os primeiros sinais visíveis de alterações no organismo e pode surgir antes de manifestações mais evidentes, como vômitos, diarreia, apatia ou mudanças no comportamento alimentar.
Entre as causas mais frequentes estão problemas no sistema digestivo, que comprometem a absorção de nutrientes, e alterações hormonais, como o diabetes.
Também fazem parte desse grupo infecções, parasitoses e até condições mais graves, como alguns tipos de câncer. Em todos esses cenários, a redução de peso acontece de forma involuntária e progressiva.
Quando o emagrecimento ocorre de forma perceptível, contínua ou rápida, especialmente ao ultrapassar cerca de 10% do peso corporal em um curto período, a orientação é direta: procure assistência veterinária.
Esse tipo de perda compromete a imunidade, a força muscular, a disposição e a capacidade de recuperação do organismo. Por esse motivo, o sintoma não deve ser analisado de forma isolada.
Identificar a causa o quanto antes é fundamental para evitar agravamentos e aumentar as chances de um diagnóstico preciso.
Ao longo deste conteúdo, será possível entender por que um cachorro pode estar emagrecendo, quais sinais merecem mais atenção e como o veterinário avalia cada caso para definir o tratamento mais adequado.
A perda de peso involuntária geralmente não aparece como um sintoma isolado. O emagrecimento costuma vir acompanhado de outras alterações no corpo ou no comportamento, que indicam que algum sistema do organismo não está funcionando corretamente.
Observar os sintomas que acompanham o emagrecimento progressivo ajuda a entender onde o problema pode estar acontecendo no organismo. A seguir, esses sinais estão organizados por áreas do corpo mais afetadas.
Quando o sistema digestivo não funciona bem, o corpo passa a ter dificuldade para aproveitar os nutrientes dos alimentos. Nessas situações, o emagrecimento costuma vir acompanhado de sinais como:
Quando esses sinais aparecem junto com emagrecimento, é importante investigar problemas gastrointestinais, parasitoses ou dor ao mastigar, engolir ou logo após as refeições.
Algumas condições afetam o organismo como um todo e se refletem no comportamento e na disposição. Entre os sinais mais observados estão:
Se a redução gradual do peso surgir de forma rápida e vier acompanhada desses sinais, a avaliação veterinária não deve ser adiada.
Alterações metabólicas podem fazer com que o cachorro perca peso mesmo mantendo o apetite. Ou seja, mesmo comendo normalmente, podem surgir sinais como:
Esse conjunto de sintomas é comum em doenças hormonais e metabólicas, como o diabetes.
Uma das formas mais confiáveis de identificar se o cachorro está magro além do normal é observar a condição corporal, especialmente a aparência das costelas, da cintura e do abdômen.
Na medicina veterinária, essa avaliação é feita por meio do Escore de Condição Corporal (ECC), uma escala usada para classificar se o animal está muito magro, no peso ideal ou acima do peso.
De forma prática, um cachorro que está magro demais costuma apresentar um ou mais dos seguintes sinais:
Esses sinais indicam que o corpo está utilizando suas próprias reservas para suprir alguma deficiência, o que não é normal quando a alimentação está adequada.
O Escore de Condição Corporal (ECC) utiliza uma escala de 1 a 9 para avaliar o estado físico do cachorro. No contexto do emagrecimento, os escores que merecem atenção são:
Nessa faixa, o cachorro apresenta pouca ou nenhuma gordura corporal, com costelas, vértebras e ossos do quadril facilmente visíveis.
A cintura é extremamente marcada e há perda evidente de massa muscular, o que costuma estar associado a doenças, má absorção de nutrientes ou alterações metabólicas.
Ainda considerado dentro do intervalo saudável, cães nessa faixa precisam de atenção quando há queda recente de peso, pois podem estar em transição para um quadro de emagrecimento clínico.
Quando o cachorro se aproxima dos escores mais baixos, o risco de problemas de saúde aumenta, especialmente se o emagrecimento ocorre de forma involuntária e progressiva.
Veja no infográfico abaixo como identificar a condição corporal do seu cachorro:

Alguns sinais indicam que o quadro pode ser mais grave e exigem avaliação veterinária rápida, incluindo atendimento de emergência em determinados casos:
Todos esses sinais ajudam a indicar que o emagrecimento não deve ser ignorado. Quando a redução do peso corporal vem acompanhada de outras alterações, a investigação veterinária se torna essencial para identificar a causa e evitar a progressão do problema.
Quando um cachorro passa a emagrecer sem estar em um plano de diminuição do peso, essa mudança pode estar relacionada à alimentação, como quantidade insuficiente, trocas recentes de ração ou dificuldade para se alimentar adequadamente.
Na maioria das situações, porém, a perda de peso é involuntária e associada a problemas de saúde, envolvendo doenças que afetam o sistema digestivo, os hormônios, o metabolismo ou o funcionamento geral do organismo.
Essas causas interferem de maneiras diferentes no corpo, seja reduzindo o apetite, dificultando a digestão e a absorção de nutrientes ou aumentando o gasto de energia, o que explica por que o peso cai mesmo quando a rotina aparenta não ter mudado.
A seguir, estão as principais causas associadas ao emagrecimento involuntário em cães:
O emagrecimento pode, sim, estar relacionado à forma como a alimentação vem sendo oferecida ou aproveitada no dia a dia.
O resultado é um desequilíbrio energético, em que o organismo não recebe ou não consegue utilizar a energia necessária para se manter em equilíbrio.
Uma das situações mais comuns envolve oferta abaixo da necessidade calórica. Isso pode acontecer sem intenção, especialmente após mudanças na rotina, ajustes incorretos de porção ou quando o cachorro passa a comer menos do que o esperado, mesmo tendo alimento disponível.
Trocas recentes de ração feitas sem adaptação gradual também podem levar à redução da ingestão calórica. Além disso, quando a ração não é adequada para a fase da vida, porte ou nível de atividade, o organismo entra em déficit energético progressivo.
Em cães seletivos, a rejeição parcial do alimento agrava esse cenário, pois a quantidade ingerida nem sempre corresponde ao que foi oferecido.
Nem sempre o problema está no alimento em si. Dor ao mastigar, engolir ou se posicionar para comer pode fazer com que o cachorro reduza a ingestão ao longo do dia.
Problemas dentários, lesões na boca ou desconfortos digestivos após as refeições costumam levar à diminuição do consumo, mesmo quando o apetite parece preservado.
Quando tem origem alimentar, o emagrecimento costuma ser gradual, porém persistente. Ainda assim, se ajustes na dieta não resultarem na recuperação do peso, é essencial investigar a presença de doenças associadas, já que alterações clínicas podem coexistir e passar despercebidas inicialmente.
Mesmo comendo normalmente, o cachorro pode perder peso quando a digestão ou a absorção dos nutrientes não acontece de forma eficiente.
Isso significa que o alimento até chega ao organismo, mas não é aproveitado como deveria, o que leva à redução gradual do peso corporal.
Esse tipo de emagrecimento costuma aparecer junto de sinais como diarreia recorrente, vômitos frequentes, gases, dor abdominal e variações no apetite, indicando que o trato digestivo não está funcionando em equilíbrio.
Um exemplo comum é a Doença Inflamatória Intestinal (DII), uma condição crônica em que o intestino permanece em estado inflamatório contínuo.
Segundo estudos em medicina veterinária, essa inflamação está ligada a uma resposta imunológica exacerbada, que compromete a digestão e a absorção dos nutrientes e favorece o emagrecimento, mesmo sem mudanças aparentes na alimentação.
Além da DII, outras alterações do trato digestivo também podem explicar esse tipo de emagrecimento, como:
Alterações no sistema gastrointestinal costumam levar a um emagrecimento gradual e persistente, que raramente se resolve apenas com ajustes simples na dieta.
A avaliação veterinária é essencial para identificar a causa e evitar a evolução de deficiências nutricionais e impactos na saúde geral.

A diabetes mellitus é uma das doenças hormonais mais comuns associadas ao emagrecimento em cães.
O problema ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la corretamente, o que impede a glicose de ser aproveitada como fonte de energia.
Com a glicose indisponível como fonte de energia, o corpo passa a consumir gordura e massa muscular para suprir essa demanda, levando à perda de peso progressiva mesmo com alimentação preservada.
O diabetes pode evoluir de forma silenciosa no início, fazendo com que a diminuição do peso seja percebida antes mesmo de outros sinais clássicos.
Com a progressão da doença, podem surgir complicações como catarata, infecções recorrentes, pancreatite e cetoacidose.
A Doença de Addison é uma endocrinopatia menos comum, mas relevante quando o assunto é emagrecimento involuntário.
A condição se desenvolve quando as glândulas adrenais produzem quantidades insuficientes de hormônios essenciais para o equilíbrio do organismo.
Essa deficiência hormonal interfere no metabolismo e na regulação de eletrólitos, podendo provocar perda de peso associada a fraqueza, apatia, intolerância ao exercício, vômitos, diarreia e dor abdominal.
O hipoadrenocorticismo pode se manifestar de forma intermitente ou evoluir de maneira gradual, fazendo com que o emagrecimento seja percebido apenas quando o estado geral já está bastante comprometido.
Além disso, os sinais da doença são inespecíficos e podem se confundir com problemas gastrointestinais simples, o que dificulta o diagnóstico.
Mesmo com alimentação adequada, a presença de parasitas intestinais pode levar ao emagrecimento progressivo do cachorro.
Vermes e protozoários vivem no trato digestivo e passam a competir diretamente pelos nutrientes ingeridos, reduzindo a quantidade de energia disponível para o organismo.
Esse consumo contínuo compromete a disponibilidade de energia, reduz a disposição e afeta a saúde geral ao longo do tempo.
Esse processo contínuo compromete o aproveitamento dos alimentos e costuma vir acompanhado de sinais como diarreia persistente, fezes com aspecto alterado, distensão abdominal, pelagem opaca e queda de disposição.
Em infecções por Giardia, por exemplo, a inflamação intestinal provoca má absorção, o que favorece a perda de peso mesmo quando o cão está com apetite normal.
Em filhotes, o impacto tende a ser mais rápido e evidente, podendo afetar o crescimento e o desenvolvimento corporal. Já em cães adultos, a infestação pode evoluir de forma silenciosa, sendo percebida apenas pela redução gradual do peso ao longo das semanas.
Sempre que o emagrecimento surge associado a alterações intestinais ou histórico de vermifugação irregular, a investigação parasitária deve fazer parte da avaliação veterinária.
Algumas infecções podem comprometer o organismo inteiro, como ocorre em quadros infecciosos mais extensos, doenças transmitidas por parasitas, infecções bacterianas persistentes ou infecções virais que afetam vários sistemas ao mesmo tempo.
Quando isso acontece, o corpo entra em um estado de alerta constante e passa a gastar mais energia apenas para se manter funcionando.
O emagrecimento surge porque o organismo direciona recursos para combater a infecção e sustentar processos inflamatórios contínuos, reduzindo as reservas de gordura e massa muscular ao longo do tempo.
Esse desgaste não depende apenas da quantidade de alimento ingerido, mas da forma como o corpo está lidando com a doença.
O desafio é que os primeiros sinais nem sempre chamam atenção. Menor interesse por brincadeiras, cansaço fora do normal e períodos mais longos de repouso costumam anteceder o emagrecimento visível.
Doenças crônicas costumam evoluir de forma lenta e silenciosa, consumindo energia e reservas corporais ao longo do tempo.
Em muitos casos, os sinais clínicos só se tornam evidentes quando uma parte significativa da função do órgão já está comprometida, e o emagrecimento aparece como uma das consequências desse desgaste contínuo.
Na doença renal crônica, os rins perdem progressivamente a capacidade de filtrar toxinas e manter o equilíbrio metabólico do organismo. Esse acúmulo de substâncias prejudiciais provoca náuseas, mal-estar, redução do apetite e alterações no metabolismo das proteínas.
Como resultado, ocorre perda gradual de massa corporal, que pode se tornar perceptível antes mesmo de outros sinais mais específicos. Em cães idosos, o emagrecimento costuma ser um dos primeiros indícios de comprometimento renal em evolução.
A maioria das doenças hepáticas em cães tem caráter crônico e costuma se manifestar clinicamente apenas quando cerca de 70 a 75% da função do fígado já está comprometida.
Como o fígado participa diretamente da digestão, do metabolismo de nutrientes e do armazenamento de energia, sua falha progressiva impede o aproveitamento adequado de gorduras, proteínas e vitaminas.
Nas doenças cardíacas crônicas, o emagrecimento está relacionado ao aumento do gasto energético basal. O coração com função comprometida exige maior esforço do organismo para manter a circulação adequada, o que leva ao consumo contínuo de massa corporal.
Esse processo resulta em perda de gordura e, principalmente, de massa muscular, acompanhada de cansaço fácil, menor tolerância a exercícios e redução progressiva da vitalidade.
Em comum, as doenças crônicas em cães fazem com que o emagrecimento seja gradual, persistente e muitas vezes confundido com envelhecimento natural — o que atrasa o diagnóstico
O câncer em cães é uma condição debilitante que costuma provocar emagrecimento de forma progressiva e involuntária.
A doença não está ligada apenas à redução da ingestão de alimentos, mas principalmente às alterações metabólicas profundas causadas pelo crescimento tumoral.
Estudos em oncologia veterinária indicam que cães com câncer frequentemente entram em um estado de balanço energético negativo, no qual o organismo passa a gastar mais energia do que consegue repor.
Esse desequilíbrio leva à perda de gordura e, principalmente, de massa muscular, quadro conhecido como caquexia, comum em pacientes oncológicos.
O tumor estimula processos inflamatórios contínuos e modifica a forma como o corpo utiliza nutrientes, fazendo com que músculos e reservas corporais sejam consumidos para sustentar o metabolismo alterado.
Como consequência, surgem fraqueza, fadiga, redução da disposição e dificuldade para realizar atividades rotineiras. Esse desgaste também compromete a capacidade de recuperação durante tratamentos como a quimioterapia.
O aspecto mais delicado é que, em fases iniciais, o emagrecimento pode ser o único sinal perceptível. Por esse motivo, toda perda de peso persistente e sem causa aparente, especialmente em cães adultos ou idosos, deve ser analisada por um veterinário.
Alterações ortopédicas como artrose, displasia, problemas de coluna e inflamações articulares tornam atividades simples desconfortáveis.
Caminhar até o comedouro, permanecer em pé para comer ou se posicionar adequadamente durante a refeição pode exigir esforço excessivo, fazendo com que o cachorro reduza a ingestão alimentar.
Além do impacto sobre a alimentação, a dor persistente desencadeia respostas inflamatórias e hormonais que aumentam o gasto energético e favorecem a perda de massa muscular.
Com menos movimento e menor condicionamento físico, o organismo entra em um ciclo de enfraquecimento progressivo que contribui diretamente para o emagrecimento.
Estresse e ansiedade podem levar o cachorro a emagrecer principalmente pela redução da ingestão alimentar ao longo do tempo.
Mudanças no ambiente ou na rotina podem fazer com que o cachorro passe a comer menos do que o necessário. A diminuição pode ser sutil, mas, quando se repete por dias ou semanas, resulta em déficit calórico e perda de peso.
Em quadros mais persistentes, o emagrecimento também pode estar relacionado ao aumento do gasto energético associado à agitação constante, dificuldade de relaxar e menor qualidade do descanso.
O organismo passa a gastar mais energia do que consegue repor, favorecendo a redução gradual do peso corporal.
Sempre que a perda de peso surge após mudanças no ambiente ou sem causa clínica aparente, estresse e ansiedade devem ser considerados.
Antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides, quimioterápicos e medicamentos de uso contínuo podem reduzir a ingestão alimentar ou dificultar o aproveitamento adequado dos nutrientes.
O emagrecimento relacionado a medicamentos costuma surgir após o início ou ajuste da medicação e pode evoluir de forma gradual. Como o foco geralmente está na doença em tratamento, essa associação nem sempre é percebida de imediato pelo responsável.

Qualquer emagrecimento fora de um plano intencional deve ser avaliado com atenção, mas alguns cenários exigem consulta veterinária de emergência, como:
A atenção deve ser ainda maior quando o emagrecimento vem acompanhado de outros sinais, como:
Esperar que o peso se estabilize sozinho ou tentar corrigir apenas com ajustes alimentares pode atrasar o diagnóstico.
Quanto mais cedo a causa é identificada, maiores são as chances de controlar a doença, evitar complicações e preservar a qualidade de vida do cachorro.
A investigação do emagrecimento começa antes mesmo dos exames. Inicialmente, o veterinário avalia o estado geral do cachorro, observa sinais físicos, analisa a condição corporal e cruza essas informações com o histórico relatado pelo responsável do pet.
A partir dessa avaliação clínica, é possível direcionar quais exames fazem mais sentido para cada caso.
Os exames de sangue ajudam a entender como os principais órgãos estão funcionando. Por meio deles, o veterinário consegue avaliar rins, fígado, pâncreas e identificar sinais de inflamação, infecções sistêmicas ou alterações hormonais.
Doenças como diabetes, insuficiência renal e problemas hepáticos costumam deixar alterações detectadas nesses exames, mesmo quando os sinais externos ainda são discretos.
A análise de urina complementa os exames de sangue e é especialmente importante quando há suspeita de diabetes ou doença renal.
Alterações na concentração da urina, presença de glicose ou proteínas ajudam a entender se o organismo está conseguindo manter o equilíbrio adequado ou se há falhas nesse processo.
O exame fecal é fundamental para investigar parasitas intestinais, como vermes e protozoários, que podem causar emagrecimento mesmo com alimentação adequada.
Em filhotes ou cães com histórico vacinal incompleto, o veterinário também pode solicitar testes específicos para infecções virais, como a parvovirose, dependendo dos sintomas apresentados.
Quando existe suspeita de alterações estruturais, exames como ultrassom ou radiografia abdominal ajudam a visualizar o tamanho, o formato e a condição dos órgãos internos.
Esses exames são úteis para identificar massas, alterações no fígado, rins, intestino ou outros órgãos que possam estar relacionados à perda de peso.
Além dos exames, o relato do tutor tem um peso decisivo. Informações sobre tipo de ração, quantidade oferecida, frequência das refeições, petiscos, restos de comida e mudanças recentes ajudam o veterinário a diferenciar causas nutricionais de problemas clínicos.
Sintomas associados, como vômitos, fezes alteradas, apatia ou mudanças no apetite, também orientam a investigação.

Sempre que o emagrecimento não for intencional, a melhor atitude é buscar orientação profissional. Identificar a causa correta é o que permite tratar o problema com segurança e evitar que a perda de peso evolua junto com prejuízos à saúde do cachorro.
A perda de peso é um sintoma, e o tratamento depende diretamente da causa identificada na avaliação veterinária.
Então, mais do que “fazer o cachorro ganhar peso”, o objetivo é corrigir o fator que está levando à perda de massa corporal e evitar que o organismo continue em desgaste.
A seguir, entenda como o tratamento costuma variar conforme a origem do problema.
Se o emagrecimento estiver relacionado à ingestão insuficiente ou inadequação nutricional, o foco do tratamento é reajustar a dieta de forma orientada.
Isso envolve correção de quantidade, escolha de uma ração de qualidade adequada para a fase da vida, porte e condição clínica, além de ajustes na rotina alimentar.
Mesmo nesses casos, o acompanhamento é importante para garantir que o peso volte de forma gradual e segura.
Em doenças gastrointestinais, o tratamento busca controlar a inflamação, melhorar a digestão e permitir que o organismo volte a absorver os nutrientes corretamente.
O manejo alimentar costuma ser parte central do processo, associado a terapias específicas conforme o diagnóstico. O ganho de peso acontece à medida que o intestino recupera sua função.
Doenças como diabetes ou hipoadrenocorticismo exigem controle contínuo, já que o emagrecimento é consequência direta do desequilíbrio metabólico.
Nesses quadros, estabilizar a condição de base é o que permite interromper a perda de massa muscular e recuperar o peso ao longo do tempo.
Em casos de parasitas ou infecções, o tratamento é direcionado ao agente causador. À medida que o organismo deixa de competir por nutrientes ou de sustentar processos infecciosos ativos, o peso tende a se normalizar gradualmente.
Nos quadros crônicos que afetam rins, fígado ou coração, o tratamento tem como objetivo retardar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida.
A recuperação do peso pode ser parcial ou gradual, mas controlar o desgaste do organismo é fundamental para evitar perda contínua de massa corporal.
No câncer, o emagrecimento está ligado a alterações metabólicas profundas. O tratamento visa controlar a doença de base e reduzir o impacto da caquexia, sempre considerando conforto, bem-estar e resposta individual do cachorro às terapias indicadas.
Se o emagrecimento estiver relacionado à dor crônica ou a fatores emocionais, o tratamento passa por eliminar o desconforto e restabelecer condições adequadas para alimentação e descanso.
De modo geral, quando a causa é controlada, o peso tende a se estabilizar de forma progressiva.
Independentemente da causa, o tratamento nunca deve ser iniciado sem diagnóstico. Tentativas de corrigir o emagrecimento apenas com troca de ração ou suplementos podem atrasar a identificação de doenças importantes e agravar o quadro. Consulte um veterinário.
Ao notar que o cachorro está emagrecendo por causa de uma doença, algumas atitudes comuns podem parecer ajudar, mas acabam atrasando o diagnóstico ou agravando o problema.
Antes de tentar corrigir o problema, é importante evitar atitudes que mascaram a causa real do emagrecimento, como:
Essas atitudes podem esconder sintomas importantes e dificultar a identificação da causa, especialmente quando o emagrecimento está ligado a doenças digestivas, metabólicas, hormonais ou crônicas.

Depende da causa. Quando o apetite está preservado, mas o peso continua caindo, a suspeita costuma ir para má absorção, alterações metabólicas/hormonais (como diabetes), doenças crônicas ou processos inflamatórios que aumentam o gasto energético.
Portanto, esse não é um sinal para “aumentar comida”, mas sim para procurar um veterinário e investigar a causa do emagrecimento.
Sim, vermes e protozoários intestinais competem por nutrientes e podem causar diarreia, fezes alteradas, barriga mais estufada, pelagem opaca e queda de energia.
Em filhotes, a perda de peso costuma ser mais rápida. Mesmo com a vermifugação em dia, ainda pode haver reinfecção, então exame de fezes costuma ajudar a confirmar.
Às vezes, depende do motivo. Trocar ração pode ajudar quando o problema é ingestão insuficiente, ração inadequada para a fase da vida ou rejeição alimentar.
Se houver doença por trás (digestiva, hormonal, crônica ou infecciosa), a troca isolada de ração costuma atrasar o diagnóstico e não resolve o problema.
A melhor abordagem é investigar primeiro e ajustar dieta com orientação. Caso seja indicado a troca de ração, é preciso criar um forma gradual como descrita no infográfico abaixo:

Não necessariamente. Algumas infestações podem causar emagrecimento evidente em cães, porém outras são discretas e aparecem só como fezes inconsistentes ou queda de vitalidade.
Por isso, o emagrecimento não “fecha diagnóstico” sozinho, o sintoma apenas reforça a necessidade de investigar se é um quadro parasitário, principalmente se houver histórico de vermifugação irregular ou acesso frequente a rua/parques.
Não, mesmo que cães idosos possam apresentar perda da massa muscular com a idade, a diminuição do peso de forma progressiva não deve ser considerada normal.
Em muitos casos, emagrecer é o primeiro sinal de doenças como insuficiência renal crônica, doenças hepáticas, diabetes, problemas gastrointestinais crônicos ou neoplasias.
Depende da causa e da intensidade da perda. Por exemplo, quando o problema é alimentar e o ajuste é correto, a recuperação pode começar em poucas semanas, com a dieta certa.
Em doenças crônicas, hormonais ou câncer, o ganho tende a ser mais lento e pode ser parcial. O ponto principal é que recuperar peso com segurança envolve interromper a causa do desgaste, não só aumentar calorias.

Ao longo deste artigo, mostramos que a perda de peso é um sinal importante de que algo pode estar acontecendo no organismo do cão, e que investigar a causa é sempre mais seguro do que tentar corrigir apenas pela alimentação.
Se este conteúdo te ajudou a entender melhor o que pode estar por trás do emagrecimento em cães, compartilhe com outros responsáveis que também possam estar passando por essa dúvida. Continua acompanhando o Blog da Cobasi e até a próxima!
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OBRIGADO PELA ORIENTAÇÃO, MAIS GOSTARIA DE SABER MAIS SE POSSÍVEL,TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA UMA VIDA SADIA DO MEU PET,QUAL A MELHOR RAÇÃO PARA AJUDAR A GANHAR PESO,QUANTAS REFEIÇÕES DIÁRIAS,SE TEM ALGUMA VITAMINA QUE AJUDA,ETC ….
Quais os primeiros cuidados que devo ter com um pet de rua que adotei? Esta muito magrinho! ?
Gostaria slde saber se o cachorro quando usa colar elizabetano tende a perder peso ?
Olá, Lucia. Tudo bem?
Não tem um impacto direto no peso do cachorro. Esse tipo de colar é frequentemente utilizado para impedir que o cão alcance partes do corpo que precisam de proteção, mas não tem relação direta com a perda de peso do animal, leve-o ao veterinário.