

A cana-de-açúcar não é tóxica para cães. Ainda assim, o açúcar presente no alimento é um dos compostos que os pets devem evitar.
Quando oferecido com frequência ou em grande quantidade, o açúcar da cana pode favorecer obesidade, diabetes e problemas digestivos e dentários em cachorros.
A seguir, você vai descobrir por que a cana faz mal mesmo sem ser venenosa, por que o caldo é ainda pior, quais cães devem ficar totalmente longe do ingrediente e o que fazer se o seu cão comer um pedaço.
Na dúvida sobre qualquer alimento novo, converse com o veterinário que acompanha o seu cão. Só ele conhece o histórico, o peso e a saúde do animal para dizer o que é seguro no caso dele.
A cana é composta principalmente de água, fibra e açúcares, como sacarose, glicose e frutose. Esses compostos são absorvidos rapidamente e elevam a glicose no sangue em pouco tempo.
Em geral, os cachorros não precisam dessa energia extra, porque a ração balanceada já traz carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais na medida certa.
Logo, açúcar mascavo, açúcar de confeiteiro, açúcar refinado e açúcar de cana devem ser evitados.
De acordo com o portal PetMD, o único açúcar seguro para cães é o que já vem naturalmente em frutas e vegetais seguros para a espécie, sempre em pequenas porções.
No caso específico da cana, outro ponto de atenção é a textura. O colmo, que é o caule consumido, é duro e cheio de fibras longas que o cachorro não consegue mastigar direito.
Se o animal acabar engolindo, os pedaços de bagaço, podem irritar o estômago, causar engasgo e até obstrução intestinal. Dar a cana “só para o cachorro chupar” não elimina esse risco.
Não. O caldo de cana, ou garapa, é ainda pior que a cana inteira, pois sem a fibra, o açúcar chega concentrado e é absorvido mais rápido. Versões prontas ainda podem ter açúcar extra e conservantes.
Bebidas adoçadas também podem levar xilitol, um adoçante tóxico para cães. O consumo pode causar vômito, letargia e convulsão, e a ingestão de qualquer quantidade é motivo para ligar para o veterinário.
Em resumo, garapa e cana em calda normalmente ficam fora da dieta dos cachorros. Quando o assunto é hidratação canina, a melhor opção continua sendo água fresca e limpa.
Não. A casca é dura e cortante e pode machucar a gengiva, a língua e o céu da boca do animal. O bagaço é feito de fibras longas que o organismo do cachorro não aproveita.
Engolidos, esses pedaços podem causar vômito e desconforto abdominal e, mais raramente, obstrução intestinal, que exige atendimento veterinário.
Se o seu cachorro adora mastigar, mordedores e petiscos duros feitos para cães são o melhor caminho.

A cana não é tóxica como o chocolate, a uva, a cebola, o alho ou a macadâmia. O risco dela está na quantidade de açúcar ingerida.
Isso porque o açúcar, mesmo sem ser tóxico, causa problemas de saúde quando é consumido várias vezes ao longo do tempo — e cães com tendência a doenças metabólicas costumam sofrer mais.
Açúcar demais pode causar gases, inchaço, vômito e diarreia, às vezes intensa ou com sangue. Na maioria das vezes melhora sozinho, mas vômito que não passa ou fezes com sangue pedem avaliação veterinária.
Oferecido com frequência, o açúcar soma calorias que acabam passando despercebidas, favorecendo o ganho de peso. A obesidade pode sobrecarregar as articulações, o coração e a respiração. Pesar o pet de vez em quando e manter os petiscos dentro do cálculo de 10% da dieta diária é a melhor prevenção.
O consumo repetido de açúcares simples exige do organismo uma produção constante de insulina, o hormônio que leva a glicose para dentro das células, onde é transformada em energia.
Com o tempo, isso pode contribuir para o diabetes em cachorro, principalmente em cães obesos ou de raças predispostas. Fique atento a sinais como sede excessiva, muito xixi e perda de peso.
Os resíduos de açúcar nos dentes alimentam as bactérias da boca, o que pode favorecer o acúmulo de placa bacteriana, tártaro e inflamação na gengiva, com mau hálito e dor ao mastigar.
Açúcar demais pode fazer mal ao estômago e ao pâncreas. A pancreatite em cachorro é uma inflamação dolorosa, com vômito, prostração e dor abdominal, e precisa de tratamento. Cães que já tiveram crises devem seguir à risca a dieta indicada pelo veterinário.
Para evitar desconfortos, o ideal é afastar o pet do alimento e seguir o passo a passo abaixo:
Ao ligar, conte o que ele comeu, a quantidade há quanto tempo o acidente aconteceu. Essas informações agilizam o atendimento.
A cana-de-açúcar é contraindicada para todos os tipos de cães, mas animais com condições de saúde que exigem controle de açúcar devem ter ainda mais cuidado. Isso inclui:
Para todos eles, qualquer mudança no cardápio, inclusive comida caseira para cachorro, deve ser avaliada por um médico-veterinário.
Muitos alimentos doces e naturais, como frutas e vegetais, podem ser inseridos na dieta dos cachorros com segurança quando há orientação veterinária. Algumas opções são:
Se preferir praticidade, os petiscos naturais para cachorro já vêm na medida certa para a espécie. Para montar um cardápio variado, veja o que cachorro pode comer além da ração e o que cachorro come no dia a dia.
Seja qual for a escolha, frutas e petiscos não devem passar de 10% da dieta. Os outros 90% vêm da ração completa e balanceada, na quantidade indicada no rótulo, ou de uma alimentação natural para cães formulada por um nutricionista veterinário.

Em quantidades maiores e com frequência, sim. O açúcar não é tóxico, mas em excesso, pode contribuir para a obesidade canina e favorecer outros distúrbios associados, como diabetes.
Sim. Segundo o PetMD, embora os cães tenham cerca de 1.700 papilas gustativas — muito menos do que as quase 9.000 dos seres humanos — , esses animais têm receptores para o sabor doce. Por isso muitos adoram frutas e parecem animados quando encontram uma bolacha na mesa.
Não. Nenhum dos dois é tóxico, mas ambos podem causar problemas digestivos, ganho de peso e alterações no metabolismo se forem consumidos com frequência.
Não. Além do açúcar, doces industrializados podem ter xilitol, chocolate, uva-passa ou noz-moscada, que são tóxicos para cães. Guarde sempre fora do alcance do animal.
Não. A água com açúcar não é um tratamento indicado por veterinários nem para hipoglicemia. Nesses casos, os especialistas costumam orientar uma refeição rica em proteína.
A hipoglicemia em si é motivo suficiente para procurar o médico-veterinário.
Apenas o açúcar natural de frutas e vegetais liberados, dentro do limite de 10% da dieta. O restante vem da ração balanceada ou de uma dieta formulada por profissional.
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