Gastrite em cachorro: causas, sintomas, tratamento e prevenção

Por Joe Oliveira   Tempo de leitura: 20 minutos

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Cachorro sendo examinado

A gastrite em cachorro é uma inflamação no estômago que pode causar vômito frequente, enjoo, dor abdominal e perda de apetite. O problema pode surgir de forma repentina ou se repetir ao longo do tempo, dependendo da causa e da saúde geral do pet. 

Em muitos casos, a irritação está ligada à ingestão de alimentos inadequados, substâncias tóxicas, objetos ou medicamentos sem orientação veterinária. 

Quando os sinais se repetem ou duram mais tempo, a gastrite canina também pode estar associada a outras doenças ou ser confundida com problemas gastrointestinais, como gastroenterite e pancreatite. 

A boa notícia é que a gastrite em cães tem tratamento, mas a conduta depende da causa, da intensidade dos sintomas e do estado de saúde do pet. 

A seguir, entenda as principais causas da gastrite em cães, como reconhecer os sintomas, quando procurar ajuda veterinária e quais cuidados ajudam no tratamento e na prevenção do quadro.

O que é a gastrite em cachorro?

A gastrite é a inflamação da mucosa gástrica, o revestimento interno que protege o estômago contra a acidez e ajuda na digestão dos alimentos.

Essa mucosa funciona como uma barreira de proteção. Quando fica irritada ou lesionada, o estômago se torna mais sensível, e o cachorro pode apresentar sinais digestivos como vômito, enjoo, dor abdominal e perda de apetite.

Com o tempo, a irritação pode comprometer parte da função protetora dessa barreira. Quando ela fica fragilizada, o revestimento do estômago se torna mais vulnerável ao contato com o ácido gástrico, a bile e as enzimas digestivas.

Esse processo pode manter a inflamação ativa, aumentar a sensibilidade do órgão e dificultar a recuperação completa do cachorro, principalmente quando a causa da gastrite não é identificada e tratada corretamente.

Sem acompanhamento adequado, alguns quadros podem evoluir para erosões, úlceras gástricas e outras complicações.

A forma como a gastrite aparece pode variar conforme a duração dos sintomas e a causa da irritação. Na medicina veterinária, o quadro é dividido em dois tipos principais: gastrite aguda e gastrite crônica.

Gastrite aguda em cachorro

A gastrite aguda em cachorro aparece de forma súbita, com sinais que começam em pouco tempo. 

O tutor pode perceber o pet vomitando, recusando comida ou demonstrando desconforto logo após comer algo diferente, mexer no lixo, ingerir um objeto ou receber algum medicamento que irritou o estômago. 

Em alguns casos, o quadro é passageiro e melhora com tratamento adequado. Ainda assim, vômitos repetidos, presença de sangue, apatia ou sinais de desidratação exigem avaliação veterinária.

Gastrite crônica em cachorro

Já nos quadros crônicos da gastrite canina, o ponto principal é a persistência ou recorrência dos sinais. O cachorro pode melhorar por alguns dias e, depois, voltar a vomitar, comer menos, perder peso ou demonstrar desconforto após as refeições.

Diferente de um episódio isolado, a gastrite crônica costuma indicar que algo continua irritando o estômago.

De modo geral, a inflamação persistente pode ter várias causas, incluindo doenças preexistentes, sensibilidade alimentar, infecções, alterações digestivas ou uso contínuo de determinados medicamentos.

Alterações no fígado ou nos rins, por exemplo, podem interferir no equilíbrio do organismo e favorecer problemas digestivos recorrentes. Por isso, quando os sinais duram semanas ou retornam com frequência, tratar apenas o vômito pode não resolver o quadro.

O mais importante é identificar o que mantém a mucosa gástrica inflamada. Com o diagnóstico correto, o veterinário consegue indicar um tratamento mais adequado, reduzir a recorrência e proteger a saúde digestiva do pet.

Diferença entre gastrite aguda e gastrite crônica em cachorro

Para facilitar a comparação, a tabela abaixo resume as principais diferenças entre a gastrite aguda e a gastrite crônica em cachorro. 

CaracterísticaGastrite agudaGastrite crônica
Começo dos sintomasAparece de forma súbita, com sinais que começam em pouco tempo.Surge de forma persistente ou recorrente, com sinais que vão e voltam.
Duração dos sinaisPode ser passageira e melhorar com o tratamento adequado.Pode durar semanas ou retornar com frequência.
O que o tutor pode perceberVômito, recusa de comida e desconforto após comer algo diferente, mexer no lixo, ingerir um objeto ou usar algum medicamento que irritou o estômago.Vômitos recorrentes, menor apetite, perda de peso e desconforto após as refeições.
O que pode estar por trásUm episódio de irritação mais recente no estômago.Quadro que continua irritando a mucosa gástrica, como doenças preexistentes, sensibilidade alimentar, infecções, alterações digestivas ou uso contínuo de medicamentos.
Quando procurar o veterinárioQuando há vômitos repetidos, presença de sangue, apatia ou sinais de desidratação.Quando os sinais duram semanas, voltam com frequência, o cachorro perde peso ou passa a comer menos.
A tabela não substitui a avaliação veterinária, mas ajuda o tutor a entender quando os sinais parecem mais pontuais ou quando indicam um problema recorrente. 

Quais são as causas da gastrite canina?

A gastrite canina pode começar quando algo agride diretamente o estômago, como restos de comida, lixo, substâncias tóxicas ou objetos ingeridos pelo cão. 

Também pode surgir de forma secundária, quando outro problema no organismo favorece a irritação gástrica, como infecções, parasitas, uso de medicamentos ou doenças de base.

Entre as principais causas de gastrite em cachorro estão:

Alimentação inadequada

Um dos cenários mais comuns é o cachorro comer algo fora da rotina, como restos de comida, lixo, alimento estragado ou uma porção muito gordurosa. 

Mudanças bruscas na ração também entram nesse grupo, principalmente quando a troca é feita de uma vez, sem adaptação gradual.

A curiosidade dos cães ainda pode levá-los até alimentos tóxicos, como chocolate, uva e outros itens impróprios para pets. 

Nos casos de intoxicação alimentar, o atendimento veterinário é necessário, especialmente se o animal apresentar vômito, apatia, diarreia ou qualquer mudança importante no comportamento.

Ingestão de objetos

Brinquedos mordidos, ossos, panos, plásticos, papel e até pedras podem virar um problema quando o cachorro engole parte desses materiais. Além de irritar o estômago, um corpo estranho pode causar ferimentos ou ficar preso no trato digestivo.

Quando há suspeita de ingestão de objeto, o risco vai além da gastrite. Vômitos persistentes, dor abdominal, apatia ou tentativa de vomitar sem conseguir são sinais que exigem avaliação veterinária, já que pode haver obstrução ou lesão interna.

Substâncias tóxicas e produtos domésticos

Algumas substâncias presentes na casa podem irritar o estômago quando são lambidas, inaladas ou ingeridas. Isso pode acontecer se o pet costuma circular em  ambientes após a limpeza, tem acesso a plantas ou encontra medicamentos ao alcance.

Após esse tipo de contato, o vômito pode vir acompanhado de salivação excessiva, fraqueza, tremores, diarreia ou mudança de comportamento. 

O tutor deve procurar atendimento veterinário e informar qual produto, planta ou substância pode ter causado o problema.

Uso de medicamentos sem orientação

tutora segurando um remédio e o cachorro olhando
Foto: Adobe Stock

Dar remédios por conta própria pode colocar a saúde do cachorro em risco — mesmo quando os medicamentos são formulados para pets. 

Medicamentos usados de forma inadequada podem irritar a mucosa gástrica, mascarar sinais importantes ou causar intoxicação, especialmente quando a dose não é segura para cães.

Em quadros mais graves, o uso incorreto pode favorecer erosões, úlceras gástricas, vômito com sangue e complicações que exigem atendimento veterinário.

Segundo levantamento Radar Pet, divulgado pelo CRMV-RJ, 19% dos brasileiros medicam seus animais sem consultar um médico-veterinário. Por esse motivo, qualquer medicamento para cachorro deve ser usado apenas com orientação profissional.

Infecções e parasitas

Parasitas internos, como vermes intestinais, podem afetar o trato digestivo e contribuir para episódios de irritação gastrointestinal. 

Como nem sempre os sinais são evidentes no começo, a vermifugação e o acompanhamento veterinário ajudam a reduzir o risco de infestações e problemas recorrentes. 

Infecções virais, bacterianas e parasitárias também podem estar envolvidas no quadro. 

Bactérias do gênero Helicobacter, por exemplo, podem aparecer associadas à gastrite crônica, mas a presença desse agente precisa ser interpretada junto ao histórico, aos sintomas e aos exames do pet.

Doenças que afetam o sistema digestivo

Condições como insuficiência renal, pancreatite e doenças hepáticas podem predispor o cão à gastrite por alterarem a produção de enzimas digestivas e a secreção ácida do estômago. 

Estresse e mudanças na rotina

O estresse também pode influenciar a saúde digestiva de cães mais sensíveis. Mudanças bruscas na rotina, ansiedade, ambientes agitados ou períodos de adaptação podem favorecer maior acidez no estômago e piorar quadros de irritação gástrica.

Esse fator costuma aparecer junto de outros problemas, especialmente quando o pet já tem histórico de desconforto digestivo ou episódios recorrentes de vômito.

Quais os sintomas de gastrite em cachorro?

O vômito é o sinal mais associado à gastrite em cachorro. O tutor pode perceber líquido amarelo, espuma branca, alimento mal digerido ou, em quadros mais graves, presença de sangue. 

A gastrite canina também pode causar enjoo, salivação excessiva, perda de apetite e dor abdominal. O tutor pode notar o cachorro mais quieto, encolhido, evitando toque na barriga, arqueando as costas ou parecendo incomodado depois de comer. 

Em casos crônicos, quando a inflamação se repete ou persiste por mais tempo, o cachorro também pode apresentar perda de peso, fezes alteradas e queda de energia. 

Principais sintomas de gastrite em cachorro

Quais sintomas de gastrite em cachorro exigem atenção? 

Os sintomas de gastrite em cachorro merecem mais atenção quando se repetem, aparecem com sangue ou deixam o animal abatido. 

Um episódio isolado de vômito pode acontecer por diferentes motivos, mas vômitos persistentes, fraqueza, dor forte ou sinais de desidratação indicam que o cachorro precisa de atendimento veterinário.

A tabela abaixo resume os sinais que costumam aparecer em cada quadro e quando o tutor deve procurar atendimento veterinário com mais urgência.

Sintomas leves ou moderadosSintomas graves
Vômito isoladoVômitos repetidos no mesmo dia
Líquido amarelo ou espuma brancaVômito com sangue
Enjoo e salivaçãoFezes muito escuras ou com sangue
Falta de apetite por curto períodoFraqueza, apatia intensa ou prostração
Desconforto após comerDor abdominal forte
Fezes levemente alteradasSinais de desidratação
Animal mais quieto, mas responsivoSuspeita de intoxicação ou ingestão de objeto

Como esses sinais também aparecem em outras doenças gastrointestinais, a avaliação veterinária ajuda a diferenciar gastrite de gastroenterite, pancreatite, intoxicação ou presença de corpo estranho. 

Como é feito o diagnóstico da gastrite em cachorro?

O diagnóstico da gastrite em cachorro começa pela avaliação do histórico do pet e dos sinais observados pelo tutor. 

O veterinário considera quando os vômitos começaram, se houve mudança na alimentação, uso recente de medicamentos, ingestão de algo inadequado ou contato com substâncias tóxicas.

Durante a consulta, o veterinário observa o estado geral do cachorro, incluindo hidratação, dor abdominal e sinais de enfraquecimento. 

Com essas informações, o profissional decide se o caso pode ser conduzido com tratamento de suporte ou se precisa de exames complementares. 

Quando os sintomas são intensos, recorrentes ou não têm uma causa evidente, alguns exames podem ser necessários:

  • Exames de sangue: ajudam a investigar infecções, anemia, alterações renais, hepáticas, pancreáticas e outros problemas que podem causar sinais parecidos com gastrite.

  • Exame de fezes: pode ser solicitado quando há suspeita de parasitas ou alterações intestinais associadas ao quadro.

  • Ultrassonografia abdominal: permite avaliar o estômago e outras estruturas do sistema digestivo, além de ajudar na investigação de corpo estranho, alterações na parede gástrica ou doenças associadas.

  • Endoscopia gástrica: costuma ser indicada em quadros crônicos, recorrentes ou mais graves, pois permite visualizar a mucosa do estômago e coletar amostras para biópsia.

  • Biópsia: quando realizada, ajuda a confirmar o tipo de inflamação e investigar alterações específicas da mucosa gástrica.

Como não existe um único exame para todos os casos de gastrite canina, a escolha depende da duração dos sintomas, da gravidade do quadro e da suspeita clínica do médico-veterinário.

Quando a gastrite em cachorro pode se tornar grave?

Filhote de cachorro deitado em uma cama de pelúcia branca, com brinquedo vermelho ao lado, em ambiente aconchegante. Foto com foco no pet.
Foto: Adobe Stock

A gastrite em cachorro pode se tornar grave quando os vômitos persistem, há sinais de sangramento, o animal para de se alimentar ou começa a perder líquidos com frequência. 

Além disso, quando não tratada adequadamente, a irritação do estômago pode deixar de ser um episódio pontual e passar a comprometer o estado geral do pet.

Entre as complicações possíveis estão:

  • Úlceras gástricas: feridas na parede do estômago, que podem causar dor e sangramento.

  • Hemorragia digestiva: pode aparecer como sangue no vômito ou fezes muito escuras.

  • Perda de peso e desnutrição: principalmente em quadros crônicos, quando o cachorro come pouco ou vomita com frequência.

  • Desidratação: ocorre pela perda de líquidos, especialmente quando há vômitos repetidos ou diarreia.

Quando procurar atendimento veterinário rápido?

Vômito com sangue, fezes escurecidas, apatia intensa, fraqueza, dor abdominal forte ou sinais de desidratação exigem atendimento veterinário rápido. Nesses casos, esperar a melhora em casa pode aumentar o risco de complicações. 

Quais cães são mais propensos à gastrite?

Qualquer cachorro pode ter gastrite, mas alguns fatores aumentam a chance de irritação no estômago. 

O risco costuma ser maior em cães com histórico digestivo, idade avançada, alimentação inadequada, uso frequente de medicamentos ou doenças que afetam o organismo.

Cães idosos

Com o avanço da idade, o organismo pode ficar mais vulnerável a alterações digestivas e doenças de base. Cães idosos também usam medicamentos com mais frequência, o que exige acompanhamento veterinário para reduzir riscos ao estômago.

Cachorros que comem restos de comida

Alimentos preparados para humanos podem ter gordura, temperos e ingredientes que irritam o estômago do cachorro. O risco aumenta quando o pet recebe sobras com frequência ou tem acesso a lixo, alimentos estragados e petiscos inadequados.

Cães com doenças de base

Problemas renais, hepáticos, pancreáticos ou endócrinos podem favorecer episódios recorrentes de gastrite. Nesses casos, controlar a doença principal é parte importante do cuidado com o sistema digestivo.

Como tratar gastrite em cachorro?

O tratamento da gastrite em cachorro depende da causa, da gravidade dos sintomas e do estado geral do pet. 

A conduta pode envolver hidratação, ajuste na alimentação, controle dos vômitos, proteção da mucosa do estômago e tratamento do fator que provocou a irritação gástrica. 

Em quadros leves, o veterinário pode orientar repouso digestivo por um curto período e reintrodução gradual da alimentação. 

Quando há vômitos repetidos, desidratação, sangue, dor intensa ou suspeita de doença associada, o tratamento precisa ser mais cuidadoso e pode exigir exames, medicação prescrita e acompanhamento próximo.

Entre os cuidados que podem fazer parte do tratamento da gastrite canina estão:

Hidratação

A hidratação ajuda a repor líquidos perdidos nos episódios de vômito e reduz o risco de desidratação. Quando o cachorro está mais debilitado, a fluidoterapia pode ser indicada pelo veterinário para repor água e eletrólitos de forma segura.

Repouso digestivo

Em quadros leves, o veterinário pode orientar um curto período de repouso digestivo, com pausa temporária na alimentação. Depois disso, água e comida costumam ser reintroduzidas aos poucos, conforme a resposta do cachorro.

Uso de medicamentos

O tratamento pode incluir medicamentos para controlar enjoo, reduzir vômitos, proteger a mucosa gástrica ou tratar a causa da inflamação. 

Dependendo do diagnóstico, o veterinário pode prescrever antieméticos, protetores gástricos, antiácidos, antibióticos ou outros remédios específicos.

A escolha do medicamento depende da causa da gastrite e do estado geral do cachorro. Por isso, nenhuma medicação deve ser oferecida sem orientação veterinária.

Atenção ao uso de remédios! Nunca medique o cachorro por conta própria. Remédios de uso humano e medicamentos administrados sem orientação podem piorar a irritação gástrica, mascarar sinais importantes e atrasar o tratamento correto.

Controle da causa

Quando a gastrite está ligada a parasitas, intoxicação, corpo estranho, uso de medicamentos ou doenças de base, tratar apenas o vômito não resolve o problema. O cuidado precisa mirar o fator que provocou a irritação no estômago.

O que cachorro com gastrite pode comer?

A alimentação do cachorro com gastrite deve ser mais fácil de digerir e ajustada ao estado de saúde do pet. O objetivo é reduzir a irritação no estômago, evitar alimentos gordurosos ou muito fermentáveis e permitir que a mucosa gástrica se recupere.

Durante o tratamento, o veterinário pode indicar uma dieta temporária, ração gastrointestinal ou alimentação natural formulada para o quadro do animal. 

Para facilitar, veja o que pode ser indicado pelo veterinário e o que deve ser evitado durante a recuperação: 

Pode ser indicado pelo veterinárioDeve ser evitado
Ração gastrointestinalRestos de comida humana
Dieta terapêuticaFrituras e alimentos gordurosos
Porções menores ao longo do diaTemperos, molhos e embutidos
Alimentos cozidos e de fácil digestãoDoces, leite e industrializados
Proteínas magras, quando adequadasChocolate, uva, cebola e alho
Carboidratos simples e bem cozidos, se indicadosPetiscos em excesso
Probióticos ou suplementos prescritosTroca brusca de ração

Como prevenir gastrite em cachorro?

A prevenção da gastrite depende de uma rotina que reduza os principais fatores de irritação no estômago. 

Ou seja, alimentação inadequada, acesso a lixo, ingestão de objetos, contato com substâncias tóxicas e uso de medicamentos sem orientação estão entre os cuidados que merecem mais atenção.

Confira algumas medidas simples, mas que ajudam a diminuir o risco de novos episódios de gastrite canina:

  • Siga a dieta recomendada pelo veterinário: cães com sensibilidade digestiva, gastrite recorrente ou doenças de base podem precisar de uma alimentação específica.

  • Evite restos de comida e alimentos gordurosos: temperos, frituras, embutidos e sobras humanas podem irritar o estômago.

  • Não faça trocas bruscas de ração: mudanças na dieta devem ser graduais, principalmente em cães com histórico digestivo.

  • Mantenha lixo, plantas, produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance: este cuidado reduz o risco de intoxicação e ingestão de substâncias irritantes.

  • Não medique o cachorro por conta própria: remédios usados sem acompanhamento podem agredir a mucosa gástrica ou mascarar sinais importantes.

  • Mantenha check-ups regulares: consultas ajudam a identificar parasitas, doenças renais, hepáticas, pancreáticas e outros problemas que podem favorecer gastrite.

Quando o cachorro já teve gastrite, a prevenção também passa por observar mudanças no apetite, nos vômitos e no comportamento após as refeições. Quanto mais cedo o tutor percebe alterações, maior a chance de evitar que o quadro se repita ou evolua.

Perguntas frequentes sobre gastrite em cachorro

Cachorro pequeno de pelos claros e marrons deitado no chão de madeira, com uma tigela de ração ao lado, em ambiente interno, olhando para a câmera.
Foto: Adobe Stock

Qual é a diferença entre gastrite e gastroenterite em cachorro?

A diferença entre gastrite e gastroenterite está na região afetada: a gastrite atinge principalmente o estômago, enquanto a gastroenterite envolve também o intestino.

De modo geral, os sinais podem ser parecidos, mas não costumam aparecer da mesma forma:

  • Gastrite: o vômito tende a ser o sinal mais evidente. O tutor pode perceber líquido amarelo, espuma branca, alimento mal digerido ou, em quadros mais delicados, presença de sangue.
  • Gastroenterite: além do vômito, é comum aparecer diarreia, cólica, gases, fezes com muco, sangue nas fezes ou sinais de desidratação.

Como os sintomas podem se misturar, não vale tentar fechar o diagnóstico apenas pela aparência do vômito ou das fezes. A avaliação veterinária permite entender se o problema está restrito ao estômago ou se existe uma inflamação mais ampla no trato gastrointestinal.

Qual é o prognóstico para cães com gastrite?

O prognóstico da gastrite aguda costuma ser bom quando o cachorro recebe atendimento no momento certo, a causa é controlada e a alimentação é ajustada durante a recuperação.

Na gastrite crônica, a resposta depende do que mantém o estômago irritado. Sensibilidade alimentar, doenças de base, infecções ou alterações na mucosa gástrica podem exigir acompanhamento por mais tempo. 

Mesmo depois da melhora dos sintomas, alguns cães precisam continuar com dieta específica, monitoramento veterinário ou tratamento da condição associada. O objetivo não é apenas parar o vômito, mas reduzir a chance de novos episódios.

Suplementos e probióticos podem ajudar em casos de gastrite canina?

Probióticos, prebióticos, enzimas digestivas e outros suplementos podem ser indicados em alguns quadros, principalmente quando há alteração intestinal associada ou necessidade de suporte digestivo.

 

Mesmo assim, esses produtos não substituem o diagnóstico nem o tratamento da causa da gastrite. A escolha deve ser feita pelo veterinário, porque cada cachorro tem necessidades diferentes.

Quanto tempo é normal um cachorro ficar vomitando?

Se o cachorro vomita várias vezes no mesmo dia, apresenta sangue, fica fraco, para de comer ou demonstra dor, o atendimento veterinário deve ser rápido.

Quando o vômito dura mais de 24 horas ou volta com frequência, também é hora de investigar. Esperar muitos dias pode aumentar o risco de desidratação e atrasar o tratamento da causa.

O que dar para o cachorro comer depois que o pet para de vomitar?

Depois que o cachorro parar de vomitar, a comida deve voltar aos poucos. O veterinário pode indicar ração gastrointestinal, dieta leve temporária ou outro manejo conforme o quadro.

Oferecer muita comida logo após a melhora pode irritar novamente o estômago. Porções menores e orientação profissional tornam a recuperação mais segura.

Qual é a diferença entre gastrite aguda e gastrite crônica?

A gastrite aguda aparece de repente e costuma durar menos tempo. Muitas vezes está ligada à ingestão de alimento inadequado, lixo, objetos, substâncias tóxicas ou medicamentos usados sem orientação.

A gastrite crônica é persistente ou recorrente, o cachorro melhora por um período, mas volta a apresentar sinais porque algo continua irritando o estômago.

A gastrite crônica costuma exigir investigação mais cuidadosa, mas, mesmo assim, a forma aguda também pode ser grave quando há sangue, desidratação, dor intensa, intoxicação ou suspeita de corpo estranho.

Continue aprendendo no Blog da Cobasi!

tutora dando petisco para cachorro caramelo
Foto: Adobe Stock

A gastrite em cachorro pode assustar, principalmente quando o tutor percebe vômitos repetidos, falta de apetite ou mudança no comportamento do pet. 

Com informação correta e acompanhamento veterinário, fica mais fácil entender os sinais, evitar riscos e cuidar da alimentação do seu cachorro durante a recuperação.

O conteúdo te ajudou? Compartilhe com outros tutores e continue acompanhando o Blog da Cobasi para aprender mais sobre saúde, alimentação, comportamento e bem-estar dos pets. Até a próxima! 

Por Joe Oliveira

Redator

Jornalista e apaixonado pelo universo pet, escrevo para a Cobasi criando conteúdos que ajudam tutores a cuidar melhor dos seus pets. Em casa, divido a rotina com o Zé e o Tobby, um Shih Tzu e um vira-lata, a Mary, uma gatinha branca, e o Louro, um papagaio.

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