Sarna em cachorro: tipos, sintomas, tratamento e prevenção

| Atualizada em

Por Cobasi   Tempo de leitura: 23 minutos

Compartilhar:
Compartilhar:
Cachorro com sarna

A sarna em cachorro é uma doença de pele causada por diferentes ácaros que podem provocar coceira intensa, queda de pelos, vermelhidão, crostas e feridas cutâneas.

Dependendo do tipo envolvido, a condição pode ser altamente contagiosa, tanto entre animais quanto entre humanos.

“Nós temos a sarna demodécica, a sarna sarcóptica e a sarna otodécica. E, desses três tipos, a sarna sarcóptica é transmissível para os humanos”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, entrevistado pelo Portal Cães e Gatos.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, em pessoas, as lesões causadas pela sarna sarcóptica canina costumam ser transitórias e desaparecem sozinhas.

Já entre os cachorros, o quadro pode evoluir para alterações mais graves, com risco de morte em casos extremos, o que exige avaliação veterinária imediata.

O tratamento para a infestação de ácaros normalmente é feito com antiparasitários tópicos ou orais. A prescrição é individual e deve ser feita por um médico-veterinário.

Saber identificar os sintomas da sarna canina precocemente é essencial para garantir um tratamento eficaz e evitar reinfecções.

Por isso, neste guia, você aprenderá tudo sobre os tipos de sarna, incluindo formas de transmissão, diagnóstico e os melhores tratamentos para cachorro com sarna. Confira!

Resumo rápido sobre sarna em cachorro

– A sarna em cachorro é uma doença de pele causada por diferentes tipos de ácaros.
Os principais tipos são a sarna sarcóptica, a sarna demodécica e a sarna otodécica.
– Os sinais mais comuns incluem coceira, queda de pelos, vermelhidão, descamação, crostas e feridas.
– Alguns tipos de sarna são contagiosos entre cães e podem ser transmitidos pelo contato direto com animais infectados ou objetos contaminados.
– A sarna sarcóptica também pode ser transmitida para humanos, causando lesões transitórias e coceira.
– O diagnóstico é feito pelo médico-veterinário, que pode solicitar exames como o raspado cutâneo.
– O tratamento varia conforme o tipo de sarna, mas geralmente inclui o uso de antiparasitários tópicos, orais e injetáveis.
– Com o tratamento adequado, a maioria dos cães pode se recuperar completamente da sarna.
– A higienização do ambiente e dos objetos do pet ajuda a reduzir o risco de reinfecções.
– Ao notar sinais de sarna, procure um médico-veterinário imediatamente para iniciar o tratamento adequado.

O que é sarna em cachorro?

De acordo com o Manual de Veterinária MSD, a sarna em cães é uma dermatopatia causada por ácaros: ectoparasitas microscópicos, parentes das aranhas e dos carrapatos.

Alguns ácaros, classificados como escavadores, formam pequenas galerias na barreira cutânea dos animais, provocando irritação e reações alérgicas por onde passam.

Outros, chamados de ácaros não escavadores, vivem na superfície da pele e se alimentam de restos de tecido e sangue, causando inflamação intensa.

Como resultado da irritação e da resposta inflamatória, os pets afetados costumam apresentar prurido, queda de pelo e descamação, além de outras alterações na região.

A doença pode afetar cachorros de todas as idades, mas estudos indicam que filhotes e cães com baixa imunidade têm maior predisposição. (ALVES; FREITAS, 2021)

A transmissão da sarna varia dependendo do ácaro envolvido na infestação; a sarna sarcóptica, por exemplo, pode até causar lesões transitórias em pessoas, sendo considerada uma zoonose.

Quais são os tipos de sarna em cachorro?

Existem três tipos principais de sarna em cachorro: sarcóptica, demodécica e otodécica. Cada uma delas é causada por um tipo de ácaro específico, com características distintas. 

Sarna sarcóptica em cães

A sarna sarcóptica, conhecida como escabiose ou sarna vermelha, é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade canis. 

Um dos tipos mais comuns entre os pets, tende a ser agressiva e altamente contagiosa, podendo ser transmitida para outros cães e até para humanos de maneira transitória. 

Em cachorros, os sintomas da sarna sarcóptica geralmente envolvem prurido intenso, crostas hemorrágicas, perda de pelo e aparecimento de lesões na pele. 

Segundo um boletim técnico da Zoetis, os ácaros Sarcoptes scabiei preferem áreas de pelagem espessa. Por isso, os sinais clínicos costumam se concentrar em regiões como:

  • orelhas;
  • face;
  • abdômen;
  • peito;
  • cotovelos; 
  • jarretes;
  • patas.

A transmissão entre cães normalmente ocorre pelo contato direto com animais infectados, mas objetos e acessórios também podem hospedar os parasitas.

Sarna demodécica em cães

A sarna demodécica, chamada de demodicose ou sarna negra em cachorro, é causada pelo ácaro Demodex canis, agente encontrado naturalmente na pele dos cães.

Em condições normais, esses parasitas não causam problemas. No entanto, em situações de baixa imunidade — como quadros de doença, desnutrição ou estresse — os ácaros podem se proliferar em excesso, causando sinais clínicos.

De acordo com a revista científica Unilago, a sarna demodécica canina pode se manifestar de duas maneiras diferentes:

  • Sarna demodécica localizada: quadro mais leve, com sinais clínicos restritos a áreas específicas do corpo. O cão pode apresentar alopecia, vermelhidão, hiperpigmentação e descamação em pequenas regiões.
    As lesões aparecem com maior frequência na face e nos membros torácicos. Já o prurido costuma ser discreto ou até inexistente.

  • Sarna demodécica generalizada: afeta áreas extensas do corpo, provocando alterações severas como pápulas foliculares, crostas, foliculite e furunculose.
    Alopecia, eritema, hiperpigmentação e crostas também podem ser observadas, mas são encontradas em mais de cinco pontos do corpo do pet.

Diferente da sarna sarcóptica, a demodicose canina não é transmissível para humanos e raramente é transmitida para animais adultos saudáveis.

A transmissão do Demodex canis ocorre principalmente entre mãe e filhotes durante o período neonatal, por meio do contato próximo e da amamentação. (MILLER et  al., 2023)

Sarna otodécica em cães

A sarna otodécica é causada pelo ácaro Otodectes cynotis, um parasita que vive na superfície cutânea dos condutos auditivos dos pets. Por conta disso, a condição também é conhecida como otocaríase ou sarna de ouvido em cachorro.

Os sinais clínicos da sarna otodécica costumam ser restritos a região da orelha, cabeça e pescoço, e geralmente se manifestam como:

  • coceira intensa;
  • pápulas;
  • vermelhidão;
  • aumento de cera;
  • secreção castanha, com odor de tabaco.

O desconforto pode fazer com que o cachorro coce as orelhas e balance a cabeça com frequência. Sem o tratamento adequado, é esperado que o quadro provoque outras alterações, como alopecia nas orelhas, otohematoma e otites fúngicas e bacterianas.

Assim como a sarna sarcóptica, a sarna de ouvido é transmitida pelo contato direto entre animais ou objetos infectados. A condição não é transmissível para humanos.

Agora que você já viu a comparação entre os tipos de sarna canina, vamos entender melhor os sinais que seu cão pode apresentar e quando procurar ajuda veterinária.

Como saber se o cachorro está com sarna? 

sintomas de sarna em cachorro

Reconhecer os primeiros sinais clínicos da sarna canina pode ser uma tarefa difícil, já que muitas alterações parecem leves e acabam sendo confundidas com outros quadros.

“No início, é muito comum que os responsáveis subestimem sinais como pequenas falhas na pelagem, queda discreta de pelos, vermelhidão leve, descamação e escurecimento da pele”, alerta Karin Botteon, médica-veterinária entrevistada pelo Portal Cães e Gatos.

Como os sintomas são variados e inespecíficos, a recomendação é ficar sempre atento e buscar um médico-veterinário assim que os sinais de alerta surgirem.

Principais sintomas da sarna em cachorro

Embora os sintomas da sarna possam variar conforme o tipo da doença e a gravidade do caso, as alterações costumam ser bem parecidas entre si. Os sinais mais comuns incluem:

  • Coceira intensa;
  • Alopecia localizada ou generalizada (perda de pelo);
  • Feridas e escoriações autoinfligidas na tentativa de aliviar a coceira;
  • Pápulas (pequenas elevações na pele);
  • Pele escurecida, espessa e crostosa;
  • Descamação cutânea (caspas);
  • Mau cheiro na pele;
  • Lambedura excessiva das patas;
  • Aumento da cera nos ouvidos (no caso da sarna otodécica);
  • Hábito de balançar a cabeça com frequência;

A inflamação e as lesões provocadas pela sarna criam o cenário ideal para infecções secundárias de origem bacteriana ou fúngica. 

Nesses casos, cachorros com sarna também podem apresentar perda de peso, falta de apetite, letargia, depressão e aumento dos linfonodos.

Quando levar o cachorro com sarna ao médico-veterinário?

Você deve buscar avaliação veterinária assim que notar os primeiros sinais de sarna em cachorro. Além do potencial zoonótico de alguns tipos de infestações, os sintomas associados afetam a qualidade de vida do pet e podem evoluir rapidamente.

“Quando a sarna não é tratada no início, a pele pode ficar cada vez mais inflamada, com feridas, crostas, queda acentuada de pelos, dor e infecções secundárias”, alerta a médica-veterinária Karin, entrevistada pelo Portal Cães e Gatos.

O desconforto causado pela infestação dos parasitas também costuma afetar o comportamento dos cães, gerando apatia e prostração.

Em casos extremos, especialmente quando doenças subjacentes comprometem o sistema imunológico do pet, a evolução da sarna pode ser grave e levar o cão a óbito.

Na dúvida, não espere para marcar uma consulta. O diagnóstico precoce evita complicações e acelera o tratamento, protegendo seu pet e toda a sua família.

Como a sarna em cachorro é transmitida?

A transmissão da sarna acontece de maneira diferente dependendo do tipo de ácaro responsável pela infestação. Nas sarnas sarcópticas e otodécicas, o principal meio de transmissão dos parasitas é o contato com um animal infectado.

“Então, se você tem um contato entre um animal sadio e um doente, o animal sadio pode adquirir o ácaro e a partir disso manifestar a doença”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, em entrevista ao Portal Cães e Gatos.

Acessórios de uso diário, como caminhas e itens de higiene, também podem hospedar os parasitas responsáveis pelo quadro. Logo, objetos contaminados são uma fonte de risco.

No caso da sarna demodécica, o cenário é um pouco diferente. Isso porque o Demodex Canis, causador da sarna em cachorro, já faz parte da pele dos cães, e é sua proliferação exagerada que desencadeia a condição.

Segundo o Thiago Ferreira, esse desequilíbrio normalmente está relacionado a alterações na imunidade do cão, seja por defeitos genéticos, doenças, uso de medicamentos que causam imunossupressão ou situações de estresse.

“Com isso, uma das consequências seria a proliferação desse ácaro causando sarna demodécica”, explica o especialista.

Via de regra, a transmissão do Demodex Canis ocorre principalmente de maneira vertical, isto é, de mãe para filhotes, durante o período de amamentação. 

Sarna de cachorro pega em humano?

A sarna sarcóptica é o único tipo de sarna considerada uma zoonose e pode afetar pessoas que têm contato próximo com animais infectados.

Em humanos, a sarna sarcóptica costuma provocar lesões avermelhadas e coceira, principalmente nos dedos, pulsos, cotovelos, axilas, cintura e nádegas. 

Geralmente, essas alterações são transitórias e autolimitantes, ou seja, se resolvem de maneira espontânea.

De acordo com o boletim técnico da Zoetis, os sinais podem persistir por cerca de 7 a 14 dias, mas o surgimento de novas lesões não é esperado. 

Se isso acontecer, é importante investigar possíveis falhas no controle da infestação do cachorro ou até a possibilidade de um caso de sarna humana verdadeira, causado pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis.

Para evitar o contato com ácaros na pele do cachorro, evite tocar em animais com suspeita de sarna sem usar luvas e lave as mãos depois de qualquer interação.

Como é feito o diagnóstico de sarna em cachorro?

Sarna para cachorro

O diagnóstico da sarna em cães deve ser feito por um médico-veterinário. A investigação começa com uma conversa detalhada, onde os tutores devem informar:

  • sinais apresentados pelo pet;
  • início dos sintomas;
  • histórico clínico do animal.

Durante a consulta, o médico-veterinário também fará o exame clínico das lesões, observando a localização, a aparência e a extensão das alterações.

Como os sintomas da sarna podem parecer com os de outras doenças dermatológicas, é provável que o profissional solicite exames extras para a identificação do ácaro.

Quais exames confirmam a sarna em cães?

O raspado cutâneo é o exame dermatológico mais utilizado para diagnosticar a sarna em cães. Além dele, tricogramas e exames complementares também podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças. (MILLER et al., 2023)

Raspado cutâneo

A pele é raspada para coletar material dos folículos, onde os ácaros podem ser identificados pelo microscópio.

Tricograma

Análise microscópica de pelos retirados das áreas lesionadas. Pode ser útil em regiões sensíveis, como face e espaços entre os dedos, onde é mais difícil de realizar o raspado.

Cultura fúngica

Pode ser indicada em casos crônicos ou recorrentes, para descartar infecções fúngicas secundárias.

Exames complementares

Hemograma, bioquímica sérica e urinálise podem ser solicitados para investigar alterações sistêmicas ou doenças que favoreçam a proliferação dos ácaros.

Como tratar sarna em cachorro?

O tratamento para sarna em cachorro normalmente envolve o uso de medicamentos tópicos e orais, que podem variar de acordo com o quadro do animal.

“Pra sarna da orelha, utilizamos produtos de ‘pingar’ dentro da orelha. Enquanto para demodécica ou sarcóptica, utilizamos banhos com xampus específicos e medicamentos orais. Dependendo da situação alguns medicamentos injetáveis podem ser utilizados também”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, ouvido pelo Portal Cães e Gatos.

Na tabela abaixo, compilamos os principais métodos de tratamento por tipo de sarna canina. Dê uma olhada e tire suas dúvidas!

Tipo de sarnaTratamentoCuidados durante o tratamento
SarcópticaPode incluir banhos com shampoos medicamentosos e antiparasitários tópicos, orais ou injetáveis, conforme a avaliação veterinária.Como o ácaro Sarcoptes scabiei pode sobreviver por cerca de 21 dias fora do hospedeiro, a higiene do ambiente é essencial para o controle da infestação.

Objetos utilizados pelo cachorro também devem ser higienizados.
OtodécicaPode incluir a limpeza do conduto auditivo com soluções otológicas específicas para pets, além do uso de medicamentos tópicos na região.

Em alguns casos, o tratamento oral também pode ser indicado.
A limpeza remove secreções e detritos que podem dificultar a ação do medicamento.

Para um controle efetivo, todos os animais da casa devem ser avaliados e tratados, conforme necessidade.
DemodécicaA forma localizada tende a desaparecer espontaneamente.

Já a generalizada pode ser tratada com antiparasitários orais, injetáveis ou tópicos, além de antibióticos e, em alguns casos, imunomodulação.
O acompanhamento veterinário é fundamental para controlar fatores imunossupressores associados aos quadros de demodicose canina.


Atenção: os medicamentos para sarna em cachorro podem incluir ivermectina, moxidectina, selamectina ou fluralaner, mas a escolha da melhor solução deve ser orientada por um médico-veterinário.

Quanto tempo demora para a sarna de cachorro melhorar?

O tempo de tratamento da sarna pode variar dependendo do tipo da infestação e da resposta de cada animal. No caso da sarna sarcóptica, por exemplo, estudos com antiparasitários à base de selamectina e imidacloprida mostraram um índice de cura de 100% em cerca de 60 dias.

A coceira costuma diminuir antes da recuperação completa da pele. Mas, mesmo que o cachorro já esteja mais confortável, é importante seguir o tratamento à risca.

É possível prevenir a sarna em cachorro?

A prevenção é a melhor forma de proteger seu cachorro contra a sarna e garantir sua saúde e bem-estar. Manter uma rotina de higiene, cuidados com o ambiente e visitas regulares ao veterinário reduz significativamente os riscos de infestação por ácaros. 

Confira algumas práticas essenciais para a prevenção da sarna canina:

Mantenha o ambiente sempre limpo

Higienize regularmente a casa, caminhas, brinquedos e acessórios do pet para eliminar possíveis focos de ácaros.

Evite contato com cães infectados

A sarna é altamente contagiosa em alguns casos, por isso, evite que seu pet interaja com animais doentes e mantenha o isolamento em casas com mais de um pet.

Reduza o estresse do pet

Situações estressantes podem comprometer o sistema imunológico, facilitando a proliferação de parasitas.

Uma rotina de atividades e enriquecimento ambiental, como passeios e exercícios com brinquedos interativos são ótimas opções.

Realize visitas periódicas ao veterinário

Consultas regulares ao veterinário ajudam a detectar sinais precoces da sarna e garantem um tratamento preventivo adequado.

Ofereça uma alimentação equilibrada

Uma dieta nutritiva fortalece a imunidade e ajuda a pele do cachorro a se manter saudável.

Higienize as orelhas e condutos auditivos

A falta de limpeza pode favorecer a proliferação de ácaros e causar infecções secundárias.

Escove a pele e os pelos do cachorro

A escovação remove sujeiras, melhora a circulação sanguínea e contribui para uma pelagem saudável.

Leve o pet para banho e tosa regularmente

A higienização profissional auxilia na remoção de sujeiras e na identificação precoce de problemas de pele. Nas unidades Pet Anjo, você encontra uma estrutura completa para os procedimentos. Agende sua visita na clínica mais próxima!

Mantenha o protocolo antiparasitário em dia

O controle antiparasitário ajuda a proteger o cachorro contra diferentes ectoparasitas e pode fazer parte da rotina de prevenção. 

A escolha do produto deve considerar a idade, o peso e as necessidades de cada pet, então peça recomendações para um médico-veterinário.

Com essas medidas preventivas, seu cachorro ficará protegido contra a sarna e outros problemas dermatológicos. Em caso de qualquer sinal de infestação, consulte um médico-veterinário imediatamente para garantir o tratamento mais eficaz.

Perguntas frequentes sobre sarna em cachorro (FAQ)

Como identificar sarna em cachorro?

A sarna em cachorro pode causar coceira intensa, queda de pelos, feridas, pápulas, vermelhidão e crostas na pele. Em casos mais avançados, também podem ocorrer perda de peso, apatia, falta de apetite e aumento dos linfonodos.

Como esses sinais também aparecem em alergias, infestações por pulgas e piodermites caninas, o diagnóstico deve ser feito por um médico-veterinário.

Cachorro se coçando muito pode ser sarna?

Depende. Embora seja um sinal clássico da sarna canina, outras condições como dermatites, infecções e infestações parasitárias também podem fazer o cachorro se coçar.

Cachorro com queda de pelo é sarna?

Pode ser, mas a queda de pelo não confirma a sarna em cães. Até porque, infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias, doenças inflamatórias de pele, traumas cutâneos (como queimaduras) e até certos tipos de intoxicação também podem provocar alopécia. 

Quais doenças são parecidas com sarna em cachorro?

Algumas doenças de pele em cachorro podem ser confundidas com a sarna devido a sintomas parecidos, como:

  • Dermatite alérgica – coceira intensa e vermelhidão na pele, podendo ser causada por pulgas ou alimentos.
  • Micoses – infecções fúngicas que provocam descamação e lesões na pele.
  • Piodermite – infecção bacteriana que também causa crostas e feridas.

O veterinário pode realizar exames para diferenciar a sarna dessas condições e indicar o tratamento adequado.

Como saber qual tipo de sarna meu cachorro tem?

Os tipos de sarna em cachorro se diferenciam principalmente pelo ácaro causador, pelos sinais clínicos associados e pela sua forma de transmissão. Para facilitar a visualização, reunimos as principais características de cada uma na tabela abaixo:

Agente causadorPrincipais sintomasTransmissão para humanosTratamento
Sarna Sarcóptica (sarna vermelha)Sarcoptes scabiei var. canisCoceira intensa, crostas, vermelhidão, queda de pelo e feridas pelo corpo.Sim. É altamente contagiosa entre cães e também pode causar lesões transitórias em humanos.Antiparasitários tópicos, orais ou injetáveis, shampoos terapêuticos e higiene rigorosa.
Sarna Demodécica (sarna negra)Demodex canisLesões na pele, falhas na pelagem, descamação e infecções secundárias.Não. A transmissão ocorre principalmente da mãe para os filhotes durante o contato próximo e a amamentação.Controle da imunidade, banhos medicamentosos e medicações antiparasitárias.
Sarna Otodécica (sarna de ouvido)Otodectes cynotisCoceira intensa na orelha, secreção escura, cheiro forte e inflamação.Não. É contagiosa entre cães, mas não para humanos.Limpeza auricular, medicamentos tópicos e antiparasitários orais.

Cachorro com sarna precisa ficar isolado?

Se o pet apresentar um tipo de sarna contagiosa — como a sarna sarcóptica ou a sarna otodécica — o médico-veterinário pode, sim, recomendar o isolamento durante o tratamento para evitar a transmissão para os outros animais da casa.

Como a sarna sarcóptica também pode ser transmitida para humanos, é importante que os tutores usem luvas e lavem bem as mãos após interagir com animais doentes.

Como tratar sarna sarcóptica em cachorro?

O tratamento da sarna sarcóptica geralmente é feito com antiparasitários de uso tópico, oral ou injetável, escolhidos de acordo com o quadro e a avaliação do médico-veterinário.

Banhos com shampoos antisseborreicos também podem ser prescritos para eliminar as crostas e trazer mais conforto aos pets. 

Além do tratamento do cachorro, é importante higienizar o ambiente e os objetos que tiveram contato com o animal para evitar reinfecções. 

Em casas com outros pets, o veterinário pode recomendar o tratamento simultâneo de todos os cachorros para um controle mais efetivo.

Como tratar sarna demodécica em cachorro?

A demodicose localizada costuma regredir espontaneamente e, na maioria dos casos, requer apenas acompanhamento veterinário. (MILLER et  al.,  2023)

O tratamento da sarna demodécica generalizada, no entanto, exige um plano terapêutico individualizado, que pode incluir o uso de antiparasitários orais e tópicos, além de antibióticos e, em alguns casos, imunomodulação.

Como tratar sarna de ouvido em cachorro ?

O tratamento da sarna de ouvido em cachorro começa com a limpeza adequada do conduto auditivo, com soluções otológicas desenvolvidas especificamente para pets.

Depois da limpeza, o veterinário pode indicar um remédio para sarna em cachorro de uso tópico, para aplicação diretamente no ouvido do animal.

A escolha do produto deve ser feita pelo médico-veterinário, que orientará a frequência da limpeza e do tratamento. Antiparasitários orais também podem ser recomendados

Sarna em cachorro pode voltar?

Sim. A sarna em cachorro pode voltar quando o tratamento não elimina completamente os ácaros ou quando existem condições que favorecem a persistência da doença.

Nos casos crônicos, é importante investigar alterações sistêmicas subjacentes e infecções secundárias, que podem dificultar a recuperação.

Com o tratamento adequado e o acompanhamento veterinário, no entanto, a maioria dos cães se recupera plenamente.

Como limpar a casa quando o cachorro está com sarna?

Como os ácaros do cachorro podem sobreviver alguns dias no ambiente, especialistas recomendam que os tutores higienizem todos os objetos que entraram em contato com o cão, como:

Acessórios laváveis podem ser colocados na máquina com água quente, mas peça orientações específicas para um médico-veterinário.

Cachorro com sarna pode tomar banho?

Sim. Os banhos podem até mesmo fazer parte do plano de tratamento de alguns tipos de sarna em cachorro, como a sarna sarcóptica.

Nesses quadros, é comum que o médico-veterinário recomende shampoos medicinais e banhos específicos para ajudar a controlar os ácaros. 

Em alguns casos, são necessários vários banhos durante o tratamento. Evite usar produtos por conta própria, pois isso pode irritar ainda mais a pele do animal.

Existe remédio caseiro para tratar sarna em cães?

Jamais use remédios caseiros para tratar sarna em cães. O uso inadequado de medicamentos e substâncias como vinagre e álcool pode agravar a doença e prejudicar a saúde do pet.

Onde comprar medicamentos para tratar cachorro com sarna?

Cachorro com sarna tem cura?

No pet shop online da Cobasi, você encontra os melhores remédios para sarna em cachorro, como shampoos terapêuticos e antiparasitários para manter seu pet saudável e protegido!

Quer saber mais sobre a sarna canina? Dê o play no vídeo da Cobasi TV e veja mais dicas práticas sobre como identificar, tratar e prevenir a sarna no seu pet:

Além disso, continue acompanhando o Blog da Cobasi para mais conteúdos sobre saúde e bem-estar animal. Aqui você encontra informações confiáveis para cuidar do seu pet da melhor forma. Até a próxima!


Referências:

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MATO GROSSO DO SUL. Escabiose. 2026. Disponível em: https://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/ESCABIOSE-.pdf.  

MANUAL DE VETERINÁRIA MSD. Infestação por ácaros (sarna, acariose, escabiose) em cães. 2024. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/pt/dog-owners/doen%C3%A7as-de-pele-em-c%C3%A3es/infesta%C3%A7%C3%A3o-por-%C3%A1caros-sarna-acariose-escabiose-em-c%C3%A3es.  

CÃES & GATOS. Você conhece os sinais de sarna nos cachorros? 2024. Disponível em: https://caesegatos.com.br/voce-conhece-os-sinais-de-sarna-nos-cachorros/ 

CÃES & GATOS. Sarna canina: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para proteger a saúde dos cães. 2026. Disponível em: https://caesegatos.com.br/sarna-canina-prevencao-diagnostico/

ZOETIS. Sarna sarcóptica (sarna canina). 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-sarcoptic-mange-canine-scabies.pdf 

BARROS et al. A importância da sarna sarcóptica na medicina veterinária: revisão. 2019. Disponível em: https://www.pubvet.com.br/uploads/698b7c333c1cd8c521dd0192c2119cea.pdf

CAMPOS et al. Sarna otodécica: uma revisão. 2019. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/224 

Souza et al. Sarna demodécica canina: abordagens diagnósticas e terapêuticas atuais. 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/22866/13068  

PETMD. Sarna em cães: sintomas, causas e tratamento. 2024. Disponível em: https://www.petmd.com/dog/conditions/skin/mange-dogs 

Por Cobasi

A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.

Ver publicações

Você pode gostar de ver também…

7 Comentários

  1. Francisco Pires de Camargo disse:

    Será que de todas essas dicas falam tanto e não dizem nada e impressionante todos conduzem para o veterinário se e para levar para o veterinário não precisa nada

    • Cobasi disse:

      Olá, Francisco! Como vai? Orientamos sobre protocolos e primeiros socorros ao animal, mas para garantir a saúde do seu pet a visita ao veterinário é fundamental. É muito perigoso medicar seu pet sem orientações de um especialista que examinou o animal presencialmente. Agradecemos a sua mensagem.

  2. Pinheiro disse:

    Eu, por empirismo na posse de pets, estou triste com a situação da minha pequena Marru Maus.
    Uma sarna. Antes, muitas pulgas, agora nada.
    Como aliviar a coceira?

    Grato

  3. Erondina disse:

    Minha cachorra ta com sarna….tô tratando com ivermectina…melhora mais não fica Boa…..ela ta isolada…faz tempo…ela quer brincar….não quero que contamine as outras…

  4. Sarah disse:

    Bom dia , gostei da explicação, coisas que eu não sabia, agora terei mais cuidado. Meu pet está com muita coceira, bolinhas vermelhas ,entre outros , levarei ao veterinário.

Deixe o seu comentário

Nuvens
Newsletter