

A sarna em cachorro é uma doença de pele causada por diferentes ácaros que podem provocar coceira intensa, queda de pelos, vermelhidão, crostas e feridas cutâneas.
Dependendo do tipo envolvido, a condição pode ser altamente contagiosa, tanto entre animais quanto entre humanos.
“Nós temos a sarna demodécica, a sarna sarcóptica e a sarna otodécica. E, desses três tipos, a sarna sarcóptica é transmissível para os humanos”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, entrevistado pelo Portal Cães e Gatos.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso do Sul, em pessoas, as lesões causadas pela sarna sarcóptica canina costumam ser transitórias e desaparecem sozinhas.
Já entre os cachorros, o quadro pode evoluir para alterações mais graves, com risco de morte em casos extremos, o que exige avaliação veterinária imediata.
O tratamento para a infestação de ácaros normalmente é feito com antiparasitários tópicos ou orais. A prescrição é individual e deve ser feita por um médico-veterinário.
Saber identificar os sintomas da sarna canina precocemente é essencial para garantir um tratamento eficaz e evitar reinfecções.
Por isso, neste guia, você aprenderá tudo sobre os tipos de sarna, incluindo formas de transmissão, diagnóstico e os melhores tratamentos para cachorro com sarna. Confira!
| – A sarna em cachorro é uma doença de pele causada por diferentes tipos de ácaros. |
| Os principais tipos são a sarna sarcóptica, a sarna demodécica e a sarna otodécica. |
| – Os sinais mais comuns incluem coceira, queda de pelos, vermelhidão, descamação, crostas e feridas. |
| – Alguns tipos de sarna são contagiosos entre cães e podem ser transmitidos pelo contato direto com animais infectados ou objetos contaminados. |
| – A sarna sarcóptica também pode ser transmitida para humanos, causando lesões transitórias e coceira. |
| – O diagnóstico é feito pelo médico-veterinário, que pode solicitar exames como o raspado cutâneo. |
| – O tratamento varia conforme o tipo de sarna, mas geralmente inclui o uso de antiparasitários tópicos, orais e injetáveis. |
| – Com o tratamento adequado, a maioria dos cães pode se recuperar completamente da sarna. |
| – A higienização do ambiente e dos objetos do pet ajuda a reduzir o risco de reinfecções. |
| – Ao notar sinais de sarna, procure um médico-veterinário imediatamente para iniciar o tratamento adequado. |
De acordo com o Manual de Veterinária MSD, a sarna em cães é uma dermatopatia causada por ácaros: ectoparasitas microscópicos, parentes das aranhas e dos carrapatos.
Alguns ácaros, classificados como escavadores, formam pequenas galerias na barreira cutânea dos animais, provocando irritação e reações alérgicas por onde passam.
Outros, chamados de ácaros não escavadores, vivem na superfície da pele e se alimentam de restos de tecido e sangue, causando inflamação intensa.
Como resultado da irritação e da resposta inflamatória, os pets afetados costumam apresentar prurido, queda de pelo e descamação, além de outras alterações na região.
A doença pode afetar cachorros de todas as idades, mas estudos indicam que filhotes e cães com baixa imunidade têm maior predisposição. (ALVES; FREITAS, 2021)
A transmissão da sarna varia dependendo do ácaro envolvido na infestação; a sarna sarcóptica, por exemplo, pode até causar lesões transitórias em pessoas, sendo considerada uma zoonose.
Existem três tipos principais de sarna em cachorro: sarcóptica, demodécica e otodécica. Cada uma delas é causada por um tipo de ácaro específico, com características distintas.
A sarna sarcóptica, conhecida como escabiose ou sarna vermelha, é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade canis.
Um dos tipos mais comuns entre os pets, tende a ser agressiva e altamente contagiosa, podendo ser transmitida para outros cães e até para humanos de maneira transitória.
Em cachorros, os sintomas da sarna sarcóptica geralmente envolvem prurido intenso, crostas hemorrágicas, perda de pelo e aparecimento de lesões na pele.
Segundo um boletim técnico da Zoetis, os ácaros Sarcoptes scabiei preferem áreas de pelagem espessa. Por isso, os sinais clínicos costumam se concentrar em regiões como:
A transmissão entre cães normalmente ocorre pelo contato direto com animais infectados, mas objetos e acessórios também podem hospedar os parasitas.
A sarna demodécica, chamada de demodicose ou sarna negra em cachorro, é causada pelo ácaro Demodex canis, agente encontrado naturalmente na pele dos cães.
Em condições normais, esses parasitas não causam problemas. No entanto, em situações de baixa imunidade — como quadros de doença, desnutrição ou estresse — os ácaros podem se proliferar em excesso, causando sinais clínicos.
De acordo com a revista científica Unilago, a sarna demodécica canina pode se manifestar de duas maneiras diferentes:
Diferente da sarna sarcóptica, a demodicose canina não é transmissível para humanos e raramente é transmitida para animais adultos saudáveis.
A transmissão do Demodex canis ocorre principalmente entre mãe e filhotes durante o período neonatal, por meio do contato próximo e da amamentação. (MILLER et al., 2023)
A sarna otodécica é causada pelo ácaro Otodectes cynotis, um parasita que vive na superfície cutânea dos condutos auditivos dos pets. Por conta disso, a condição também é conhecida como otocaríase ou sarna de ouvido em cachorro.
Os sinais clínicos da sarna otodécica costumam ser restritos a região da orelha, cabeça e pescoço, e geralmente se manifestam como:
O desconforto pode fazer com que o cachorro coce as orelhas e balance a cabeça com frequência. Sem o tratamento adequado, é esperado que o quadro provoque outras alterações, como alopecia nas orelhas, otohematoma e otites fúngicas e bacterianas.
Assim como a sarna sarcóptica, a sarna de ouvido é transmitida pelo contato direto entre animais ou objetos infectados. A condição não é transmissível para humanos.
Agora que você já viu a comparação entre os tipos de sarna canina, vamos entender melhor os sinais que seu cão pode apresentar e quando procurar ajuda veterinária.

Reconhecer os primeiros sinais clínicos da sarna canina pode ser uma tarefa difícil, já que muitas alterações parecem leves e acabam sendo confundidas com outros quadros.
“No início, é muito comum que os responsáveis subestimem sinais como pequenas falhas na pelagem, queda discreta de pelos, vermelhidão leve, descamação e escurecimento da pele”, alerta Karin Botteon, médica-veterinária entrevistada pelo Portal Cães e Gatos.
Como os sintomas são variados e inespecíficos, a recomendação é ficar sempre atento e buscar um médico-veterinário assim que os sinais de alerta surgirem.
Embora os sintomas da sarna possam variar conforme o tipo da doença e a gravidade do caso, as alterações costumam ser bem parecidas entre si. Os sinais mais comuns incluem:
A inflamação e as lesões provocadas pela sarna criam o cenário ideal para infecções secundárias de origem bacteriana ou fúngica.
Nesses casos, cachorros com sarna também podem apresentar perda de peso, falta de apetite, letargia, depressão e aumento dos linfonodos.
Você deve buscar avaliação veterinária assim que notar os primeiros sinais de sarna em cachorro. Além do potencial zoonótico de alguns tipos de infestações, os sintomas associados afetam a qualidade de vida do pet e podem evoluir rapidamente.
“Quando a sarna não é tratada no início, a pele pode ficar cada vez mais inflamada, com feridas, crostas, queda acentuada de pelos, dor e infecções secundárias”, alerta a médica-veterinária Karin, entrevistada pelo Portal Cães e Gatos.
O desconforto causado pela infestação dos parasitas também costuma afetar o comportamento dos cães, gerando apatia e prostração.
Em casos extremos, especialmente quando doenças subjacentes comprometem o sistema imunológico do pet, a evolução da sarna pode ser grave e levar o cão a óbito.
Na dúvida, não espere para marcar uma consulta. O diagnóstico precoce evita complicações e acelera o tratamento, protegendo seu pet e toda a sua família.
A transmissão da sarna acontece de maneira diferente dependendo do tipo de ácaro responsável pela infestação. Nas sarnas sarcópticas e otodécicas, o principal meio de transmissão dos parasitas é o contato com um animal infectado.
“Então, se você tem um contato entre um animal sadio e um doente, o animal sadio pode adquirir o ácaro e a partir disso manifestar a doença”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, em entrevista ao Portal Cães e Gatos.
Acessórios de uso diário, como caminhas e itens de higiene, também podem hospedar os parasitas responsáveis pelo quadro. Logo, objetos contaminados são uma fonte de risco.
No caso da sarna demodécica, o cenário é um pouco diferente. Isso porque o Demodex Canis, causador da sarna em cachorro, já faz parte da pele dos cães, e é sua proliferação exagerada que desencadeia a condição.
Segundo o Thiago Ferreira, esse desequilíbrio normalmente está relacionado a alterações na imunidade do cão, seja por defeitos genéticos, doenças, uso de medicamentos que causam imunossupressão ou situações de estresse.
“Com isso, uma das consequências seria a proliferação desse ácaro causando sarna demodécica”, explica o especialista.
Via de regra, a transmissão do Demodex Canis ocorre principalmente de maneira vertical, isto é, de mãe para filhotes, durante o período de amamentação.
A sarna sarcóptica é o único tipo de sarna considerada uma zoonose e pode afetar pessoas que têm contato próximo com animais infectados.
Em humanos, a sarna sarcóptica costuma provocar lesões avermelhadas e coceira, principalmente nos dedos, pulsos, cotovelos, axilas, cintura e nádegas.
Geralmente, essas alterações são transitórias e autolimitantes, ou seja, se resolvem de maneira espontânea.
De acordo com o boletim técnico da Zoetis, os sinais podem persistir por cerca de 7 a 14 dias, mas o surgimento de novas lesões não é esperado.
Se isso acontecer, é importante investigar possíveis falhas no controle da infestação do cachorro ou até a possibilidade de um caso de sarna humana verdadeira, causado pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis.
Para evitar o contato com ácaros na pele do cachorro, evite tocar em animais com suspeita de sarna sem usar luvas e lave as mãos depois de qualquer interação.

O diagnóstico da sarna em cães deve ser feito por um médico-veterinário. A investigação começa com uma conversa detalhada, onde os tutores devem informar:
Durante a consulta, o médico-veterinário também fará o exame clínico das lesões, observando a localização, a aparência e a extensão das alterações.
Como os sintomas da sarna podem parecer com os de outras doenças dermatológicas, é provável que o profissional solicite exames extras para a identificação do ácaro.
O raspado cutâneo é o exame dermatológico mais utilizado para diagnosticar a sarna em cães. Além dele, tricogramas e exames complementares também podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças. (MILLER et al., 2023)
A pele é raspada para coletar material dos folículos, onde os ácaros podem ser identificados pelo microscópio.
Análise microscópica de pelos retirados das áreas lesionadas. Pode ser útil em regiões sensíveis, como face e espaços entre os dedos, onde é mais difícil de realizar o raspado.
Pode ser indicada em casos crônicos ou recorrentes, para descartar infecções fúngicas secundárias.
Hemograma, bioquímica sérica e urinálise podem ser solicitados para investigar alterações sistêmicas ou doenças que favoreçam a proliferação dos ácaros.
O tratamento para sarna em cachorro normalmente envolve o uso de medicamentos tópicos e orais, que podem variar de acordo com o quadro do animal.
“Pra sarna da orelha, utilizamos produtos de ‘pingar’ dentro da orelha. Enquanto para demodécica ou sarcóptica, utilizamos banhos com xampus específicos e medicamentos orais. Dependendo da situação alguns medicamentos injetáveis podem ser utilizados também”, explica o médico-veterinário Thiago Ferreira, ouvido pelo Portal Cães e Gatos.
Na tabela abaixo, compilamos os principais métodos de tratamento por tipo de sarna canina. Dê uma olhada e tire suas dúvidas!
| Tipo de sarna | Tratamento | Cuidados durante o tratamento |
| Sarcóptica | Pode incluir banhos com shampoos medicamentosos e antiparasitários tópicos, orais ou injetáveis, conforme a avaliação veterinária. | Como o ácaro Sarcoptes scabiei pode sobreviver por cerca de 21 dias fora do hospedeiro, a higiene do ambiente é essencial para o controle da infestação. Objetos utilizados pelo cachorro também devem ser higienizados. |
| Otodécica | Pode incluir a limpeza do conduto auditivo com soluções otológicas específicas para pets, além do uso de medicamentos tópicos na região. Em alguns casos, o tratamento oral também pode ser indicado. | A limpeza remove secreções e detritos que podem dificultar a ação do medicamento. Para um controle efetivo, todos os animais da casa devem ser avaliados e tratados, conforme necessidade. |
| Demodécica | A forma localizada tende a desaparecer espontaneamente. Já a generalizada pode ser tratada com antiparasitários orais, injetáveis ou tópicos, além de antibióticos e, em alguns casos, imunomodulação. | O acompanhamento veterinário é fundamental para controlar fatores imunossupressores associados aos quadros de demodicose canina. |
Atenção: os medicamentos para sarna em cachorro podem incluir ivermectina, moxidectina, selamectina ou fluralaner, mas a escolha da melhor solução deve ser orientada por um médico-veterinário.
O tempo de tratamento da sarna pode variar dependendo do tipo da infestação e da resposta de cada animal. No caso da sarna sarcóptica, por exemplo, estudos com antiparasitários à base de selamectina e imidacloprida mostraram um índice de cura de 100% em cerca de 60 dias.
A coceira costuma diminuir antes da recuperação completa da pele. Mas, mesmo que o cachorro já esteja mais confortável, é importante seguir o tratamento à risca.
A prevenção é a melhor forma de proteger seu cachorro contra a sarna e garantir sua saúde e bem-estar. Manter uma rotina de higiene, cuidados com o ambiente e visitas regulares ao veterinário reduz significativamente os riscos de infestação por ácaros.
Confira algumas práticas essenciais para a prevenção da sarna canina:
Higienize regularmente a casa, caminhas, brinquedos e acessórios do pet para eliminar possíveis focos de ácaros.
A sarna é altamente contagiosa em alguns casos, por isso, evite que seu pet interaja com animais doentes e mantenha o isolamento em casas com mais de um pet.
Situações estressantes podem comprometer o sistema imunológico, facilitando a proliferação de parasitas.
Uma rotina de atividades e enriquecimento ambiental, como passeios e exercícios com brinquedos interativos são ótimas opções.
Consultas regulares ao veterinário ajudam a detectar sinais precoces da sarna e garantem um tratamento preventivo adequado.
Uma dieta nutritiva fortalece a imunidade e ajuda a pele do cachorro a se manter saudável.
A falta de limpeza pode favorecer a proliferação de ácaros e causar infecções secundárias.
A escovação remove sujeiras, melhora a circulação sanguínea e contribui para uma pelagem saudável.
A higienização profissional auxilia na remoção de sujeiras e na identificação precoce de problemas de pele. Nas unidades Pet Anjo, você encontra uma estrutura completa para os procedimentos. Agende sua visita na clínica mais próxima!
O controle antiparasitário ajuda a proteger o cachorro contra diferentes ectoparasitas e pode fazer parte da rotina de prevenção.
A escolha do produto deve considerar a idade, o peso e as necessidades de cada pet, então peça recomendações para um médico-veterinário.
Com essas medidas preventivas, seu cachorro ficará protegido contra a sarna e outros problemas dermatológicos. Em caso de qualquer sinal de infestação, consulte um médico-veterinário imediatamente para garantir o tratamento mais eficaz.

A sarna em cachorro pode causar coceira intensa, queda de pelos, feridas, pápulas, vermelhidão e crostas na pele. Em casos mais avançados, também podem ocorrer perda de peso, apatia, falta de apetite e aumento dos linfonodos.
Como esses sinais também aparecem em alergias, infestações por pulgas e piodermites caninas, o diagnóstico deve ser feito por um médico-veterinário.
Depende. Embora seja um sinal clássico da sarna canina, outras condições como dermatites, infecções e infestações parasitárias também podem fazer o cachorro se coçar.
Pode ser, mas a queda de pelo não confirma a sarna em cães. Até porque, infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias, doenças inflamatórias de pele, traumas cutâneos (como queimaduras) e até certos tipos de intoxicação também podem provocar alopécia.
Algumas doenças de pele em cachorro podem ser confundidas com a sarna devido a sintomas parecidos, como:
O veterinário pode realizar exames para diferenciar a sarna dessas condições e indicar o tratamento adequado.
Os tipos de sarna em cachorro se diferenciam principalmente pelo ácaro causador, pelos sinais clínicos associados e pela sua forma de transmissão. Para facilitar a visualização, reunimos as principais características de cada uma na tabela abaixo:
| Agente causador | Principais sintomas | Transmissão para humanos | Tratamento | |
| Sarna Sarcóptica (sarna vermelha) | Sarcoptes scabiei var. canis | Coceira intensa, crostas, vermelhidão, queda de pelo e feridas pelo corpo. | Sim. É altamente contagiosa entre cães e também pode causar lesões transitórias em humanos. | Antiparasitários tópicos, orais ou injetáveis, shampoos terapêuticos e higiene rigorosa. |
| Sarna Demodécica (sarna negra) | Demodex canis | Lesões na pele, falhas na pelagem, descamação e infecções secundárias. | Não. A transmissão ocorre principalmente da mãe para os filhotes durante o contato próximo e a amamentação. | Controle da imunidade, banhos medicamentosos e medicações antiparasitárias. |
| Sarna Otodécica (sarna de ouvido) | Otodectes cynotis | Coceira intensa na orelha, secreção escura, cheiro forte e inflamação. | Não. É contagiosa entre cães, mas não para humanos. | Limpeza auricular, medicamentos tópicos e antiparasitários orais. |
Se o pet apresentar um tipo de sarna contagiosa — como a sarna sarcóptica ou a sarna otodécica — o médico-veterinário pode, sim, recomendar o isolamento durante o tratamento para evitar a transmissão para os outros animais da casa.
Como a sarna sarcóptica também pode ser transmitida para humanos, é importante que os tutores usem luvas e lavem bem as mãos após interagir com animais doentes.
O tratamento da sarna sarcóptica geralmente é feito com antiparasitários de uso tópico, oral ou injetável, escolhidos de acordo com o quadro e a avaliação do médico-veterinário.
Banhos com shampoos antisseborreicos também podem ser prescritos para eliminar as crostas e trazer mais conforto aos pets.
Além do tratamento do cachorro, é importante higienizar o ambiente e os objetos que tiveram contato com o animal para evitar reinfecções.
Em casas com outros pets, o veterinário pode recomendar o tratamento simultâneo de todos os cachorros para um controle mais efetivo.
A demodicose localizada costuma regredir espontaneamente e, na maioria dos casos, requer apenas acompanhamento veterinário. (MILLER et al., 2023)
O tratamento da sarna demodécica generalizada, no entanto, exige um plano terapêutico individualizado, que pode incluir o uso de antiparasitários orais e tópicos, além de antibióticos e, em alguns casos, imunomodulação.
O tratamento da sarna de ouvido em cachorro começa com a limpeza adequada do conduto auditivo, com soluções otológicas desenvolvidas especificamente para pets.
Depois da limpeza, o veterinário pode indicar um remédio para sarna em cachorro de uso tópico, para aplicação diretamente no ouvido do animal.
A escolha do produto deve ser feita pelo médico-veterinário, que orientará a frequência da limpeza e do tratamento. Antiparasitários orais também podem ser recomendados
Sim. A sarna em cachorro pode voltar quando o tratamento não elimina completamente os ácaros ou quando existem condições que favorecem a persistência da doença.
Nos casos crônicos, é importante investigar alterações sistêmicas subjacentes e infecções secundárias, que podem dificultar a recuperação.
Com o tratamento adequado e o acompanhamento veterinário, no entanto, a maioria dos cães se recupera plenamente.
Como os ácaros do cachorro podem sobreviver alguns dias no ambiente, especialistas recomendam que os tutores higienizem todos os objetos que entraram em contato com o cão, como:
Acessórios laváveis podem ser colocados na máquina com água quente, mas peça orientações específicas para um médico-veterinário.
Sim. Os banhos podem até mesmo fazer parte do plano de tratamento de alguns tipos de sarna em cachorro, como a sarna sarcóptica.
Nesses quadros, é comum que o médico-veterinário recomende shampoos medicinais e banhos específicos para ajudar a controlar os ácaros.
Em alguns casos, são necessários vários banhos durante o tratamento. Evite usar produtos por conta própria, pois isso pode irritar ainda mais a pele do animal.
Jamais use remédios caseiros para tratar sarna em cães. O uso inadequado de medicamentos e substâncias como vinagre e álcool pode agravar a doença e prejudicar a saúde do pet.

No pet shop online da Cobasi, você encontra os melhores remédios para sarna em cachorro, como shampoos terapêuticos e antiparasitários para manter seu pet saudável e protegido!
Quer saber mais sobre a sarna canina? Dê o play no vídeo da Cobasi TV e veja mais dicas práticas sobre como identificar, tratar e prevenir a sarna no seu pet:
Além disso, continue acompanhando o Blog da Cobasi para mais conteúdos sobre saúde e bem-estar animal. Aqui você encontra informações confiáveis para cuidar do seu pet da melhor forma. Até a próxima!
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MATO GROSSO DO SUL. Escabiose. 2026. Disponível em: https://www.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/ESCABIOSE-.pdf.
MANUAL DE VETERINÁRIA MSD. Infestação por ácaros (sarna, acariose, escabiose) em cães. 2024. Disponível em: https://www.msdvetmanual.com/pt/dog-owners/doen%C3%A7as-de-pele-em-c%C3%A3es/infesta%C3%A7%C3%A3o-por-%C3%A1caros-sarna-acariose-escabiose-em-c%C3%A3es.
CÃES & GATOS. Você conhece os sinais de sarna nos cachorros? 2024. Disponível em: https://caesegatos.com.br/voce-conhece-os-sinais-de-sarna-nos-cachorros/
CÃES & GATOS. Sarna canina: prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para proteger a saúde dos cães. 2026. Disponível em: https://caesegatos.com.br/sarna-canina-prevencao-diagnostico/
ZOETIS. Sarna sarcóptica (sarna canina). 2015. Disponível em: https://www2.zoetis.com.br/content/_assets/pdf/excelenciaemdermatologia/education-library/zoetis-sarcoptic-mange-canine-scabies.pdf
BARROS et al. A importância da sarna sarcóptica na medicina veterinária: revisão. 2019. Disponível em: https://www.pubvet.com.br/uploads/698b7c333c1cd8c521dd0192c2119cea.pdf
CAMPOS et al. Sarna otodécica: uma revisão. 2019. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/224
Souza et al. Sarna demodécica canina: abordagens diagnósticas e terapêuticas atuais. 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/22866/13068
PETMD. Sarna em cães: sintomas, causas e tratamento. 2024. Disponível em: https://www.petmd.com/dog/conditions/skin/mange-dogs
| Atualizada em
A Cobasi vai além de uma pet shop online: aqui, no Blog da Cobasi, ensinamos você todos os cuidados com pets, casa e jardim.
Ver publicações



A Cobasi é mais do que uma pet shop online. Nós abastecemos a parte divertida do seu lar e conectamos você com o que há de melhor na vida. Aqui você encontra uma diversidade incrível de produtos essencial para cães, gatos, roedores, aves e outros animais, além de tudo para aquarismo, jardinagem e casa.







Será que de todas essas dicas falam tanto e não dizem nada e impressionante todos conduzem para o veterinário se e para levar para o veterinário não precisa nada
Olá, Francisco! Como vai? Orientamos sobre protocolos e primeiros socorros ao animal, mas para garantir a saúde do seu pet a visita ao veterinário é fundamental. É muito perigoso medicar seu pet sem orientações de um especialista que examinou o animal presencialmente. Agradecemos a sua mensagem.
Eu, por empirismo na posse de pets, estou triste com a situação da minha pequena Marru Maus.
Uma sarna. Antes, muitas pulgas, agora nada.
Como aliviar a coceira?
Grato
Oi Pinheiro, como vai? Deixarei aqui um conteúdo que pode te auxiliar 🙂
Lol..minha pet tem coceiras e tá soltando muitos pelos… é cãozinho de ficar dentro de casa.mas TDS os dias aí a rua passear em u n deixo ela chegar perto de outros cães tenho muito medo k pegue doenças ou parasitas..
Minha cachorra ta com sarna….tô tratando com ivermectina…melhora mais não fica Boa…..ela ta isolada…faz tempo…ela quer brincar….não quero que contamine as outras…
Bom dia , gostei da explicação, coisas que eu não sabia, agora terei mais cuidado. Meu pet está com muita coceira, bolinhas vermelhas ,entre outros , levarei ao veterinário.