

O fecaloma em gatos é uma condição caracterizada pelo acúmulo de fezes ressecadas e compactadas no cólon, formando uma massa que impede a evacuação normal dos felinos.
Conforme o quadro avança, os animais costumam apresentar vômitos, apatia, desconforto abdominal, dor ao evacuar, sangue nas fezes e ausência total de evacuação.
Sem tratamento, a massa fecal pode gerar complicações graves, como obstrução intestinal e infecção generalizada, colocando a vida do gato em risco. (LIDBURY, 2023)
Por conta disso, o fecaloma é considerado uma emergência e exige atendimento veterinário imediato.
Na maioria dos casos, o problema surge como consequência de episódios frequentes e prolongados de prisão de ventre em gatos.
Fatores como baixa ingestão de água, alimentação pobre em fibras, estresse, falta de higiene da caixa de areia e doenças também favorecem o desenvolvimento da condição.
Seu gato não está conseguindo fazer cocô? Neste guia completo com colaboração do médico-veterinário Marcelo Tacconi (CRMV-SP 44031), te ensinamos como identificar, tratar e prevenir o fecaloma felino. Continue a leitura e tire suas dúvidas!
O fecaloma, também chamado de fecólito, é definido como uma massa fecal ressecada e compactada que fica retida no intestino grosso dos felinos, mais precisamente, no cólon.
A presença do bolo fecal endurecido dificulta a saída das fezes, fazendo com que o gato tenha dificuldade para defecar ou evacue de forma irregular.
O fecaloma é uma complicação causada pela constipação prolongada. Por isso, embora muitos tutores tratem as duas condições como sinônimos, elas não são exatamente iguais.
De maneira geral, a constipação em gatos é caracterizada pela dificuldade persistente ou pela diminuição da frequência para evacuar. (BENJAMIN; DROBATZ, 2019)
A redução das evacuações faz com que as fezes permaneçam retidas no cólon por mais tempo do que o normal.
Como essa região é responsável pela reabsorção da água, o conteúdo fecal perde umidade gradativamente, tornando-se cada vez mais seco e difícil de eliminar.
Quando esse processo não é interrompido, as fezes endurecidas se acumulam até formar uma massa compacta, resultando no fecaloma felino.
Ficou difícil de entender? Na tabela abaixo, comparamos alguns aspectos das condições.
| Constipação | Fecaloma | |
| O que é | Dificuldade persistente ou diminuição da frequência para evacuar. | Acúmulo de uma massa de fezes endurecidas e compactadas no cólon. |
| O que acontece no intestino | As fezes permanecem retidas por mais tempo, perdendo água gradativamente. | As fezes já estão ressecadas e compactadas, dificultando ou impedindo a evacuação. |
| Gravidade | Pode ser leve ou moderada quando tratada precocemente. | É considerado um quadro mais grave e uma emergência veterinária. |
Em outras palavras, a constipação representa a dificuldade para evacuar, enquanto o fecaloma é uma complicação causada pela permanência prolongada das fezes no intestino.

Os gatos podem desenvolver o fecaloma por diversos motivos, incluindo manejo inadequado, estresse e até problemas de saúde mais graves. Veja os principais:
A hidratação do gato é um dos principais fatores de risco para a constipação e, consequentemente, para o fecaloma felino. (INTERNATIONAL CAT CARE, 2025).
Afinal, quando o organismo recebe menos água do que precisa, as fezes perdem umidade, ficam mais secas e difíceis de eliminar.
Infelizmente, os felinos são conhecidos por não consumirem líquidos como deveriam, o que cria o cenário perfeito para problemas intestinais em gatos.
Como você deve imaginar, a alimentação também tem um papel importante no funcionamento e na saúde intestinal felina.
Dietas com teor inadequado de fibras podem prejudicar o trânsito intestinal. Porém, o aumento de fibras não é indicado para todos os casos e deve ser orientado pelo veterinário.
Além disso, rações e alimentos de baixa qualidade podem comprometer a consistência e a qualidade do bolo fecal, dificultando sua passagem pelo intestino.
Gatos são animais muito sensíveis ao estresse. Por conta disso, mudanças no ambiente e na rotina — como a chegada de um novo animal, barulhos ou visitas — podem fazer com que os felinos simplesmente parem de usar a caixa de areia.
Quanto mais tempo as fezes permanecem retidas no intestino, maior é o risco de ressecamento, endurecimento e de formação do fecaloma.
Não higienizar a caixa de areia, posicionar o acessório em locais inadequados ou oferecer um número insuficiente de caixas por gatos também pode favorecer esse comportamento.
Durante a higiene diária, os gatos utilizam a língua para remover pelos soltos da pelagem. Nesse processo, é normal que parte desses fios seja ingerida e siga pelo trato digestivo.
Quando a quantidade de pelos é muito grande, eles podem se acumular no estômago e formar as famosas bolas de pelos, também chamadas de tricobezoares.
Em alguns casos, esses pelos também se misturam ao bolo fecal, dificultando sua passagem pelo intestino e favorecendo a constipação e a formação de fecalomas.
Em casos mais graves, a constipação felina pode estar associada a problemas de saúde, como doenças neurológicas, gastrointestinais, articulares e metabólicas.
A artrite e outras condições que causam dor ortopédica, por exemplo, costumam dificultar a posição da defecação, fazendo com que os gatos retenham as fezes.
Doenças metabólicas e sistêmicas, como desidratação, hipotireoidismo e doença renal crônica também são apontadas como possíveis causas de constipação em felinos.
Os sintomas do fecaloma felino costumam surgir de forma gradual. Nos estágios iniciais, o tutor pode perceber mudanças no comportamento do gato, como:
O animal também pode entrar e sair da caixa de areia várias vezes, fazendo força para evacuar sem conseguir eliminar fezes.
Com a evolução do quadro, surgem sintomas físicos intensos, como vômito, perda de apetite, apatia, distensão abdominal e fezes com sangue. (FOSSUM, 2008).
Se você perceber o gato fazendo força para defecar sem sucesso ou notar que ele está há 48 a 72 horas sem evacuar, procure atendimento veterinário com urgência.
O fecaloma felino é uma emergência veterinária e pode causar complicações graves, colocando a vida do seu pet em risco.

Quando o fecaloma não é tratado, o acúmulo contínuo de fezes pode provocar a dilatação progressiva do cólon e favorecer o desenvolvimento do megacólon felino.
Essa condição é definida pelo aumento do diâmetro do cólon, que faz com que a musculatura da parede colônica perca a capacidade de se contrair normalmente.
Como consequência, as fezes deixam de ser empurradas em direção ao reto e a impactação fecal se torna cada vez mais intensa.
À medida que o quadro evolui, o gato pode desenvolver obstipação, condição em que o animal já não consegue esvaziar o cólon de forma espontânea.
O fecaloma também pode causar uma obstrução intestinal parcial ou completa, que geralmente exige tratamento cirúrgico.
Em casos extremos, a permanência prolongada das fezes no intestino causa septicemia, uma infecção generalizada que pode levar o pet a óbito.
O fecaloma é diagnosticado com mais frequência em felinos adultos e idosos, entre cinco e nove anos de idade. (BICHARD; SHERDING, 2003)
Até o momento, não existe uma predisposição estabelecida em relação ao sexo ou à raça.
Além da idade, diversas doenças e fatores relacionados ao manejo favorecem a constipação, condição que pode evoluir para o fecaloma quando não tratada.
Na tabela abaixo, reunimos os principais fatores descritos na literatura veterinária, segundo a PremieR Vet:
| Grupo de fatores de risco | Condição | Frequência / Observações |
| Doenças da medula espinhal e coluna sacrococcígea | Osteoartrose (doença degenerativa) | Frequente |
| Traumas na região sacrococcígea com retenção de fezes e urina, atonia da cauda e relaxamento do esfíncter anal | Bastante frequente | |
| Discoespondilite | Pouco frequente | |
| Deformidade sacrococcígea congênita do gato da raça Manx | Frequente | |
| Doenças neuromusculares | Megacólon idiopático | Frequente |
| Disfunção do sistema nervoso autonômico | Pouco frequente | |
| Doenças metabólicas | Doença renal crônica com hipocalemia (hipopotassemia) | Muito frequente, principalmente em gatos idosos |
| Hipotireoidismo congênito | Pouco frequente, mas a constipação costuma ser o principal sinal clínico | |
| Hipotireoidismo adquirido | Frequente após o tratamento do hipertireoidismo, embora a constipação seja menos comum do que na forma congênita | |
| Obesidade | Frequente | |
| Hiperparatireoidismo secundário nutricional | Pouco frequente | |
| Causas obstrutivas | Fratura pélvica | Frequente |
| Tumores no reto ou ânus | Pouco frequente | |
| Granuloma fúngico retal | Pouco frequente | |
| Corpos estranhos (tricobezoares, corpos lineares etc.) | Pouco frequente | |
| Hérnia perineal | Pouco frequente | |
| Divertículo retal | Pouco frequente | |
| Causas inflamatórias | Proctite | Pouco frequente |
| Inflamação e fístulas das glândulas anais | Frequente em gatos da raça Siamês | |
| Causas farmacológicas | Uso de opioides, antagonistas colinérgicos e sulfato de bário | Frequente |
| Manejo inadequado | Dieta pobre em fibras e rica em proteínas e carboidratos | Muito frequente |
| Recusa em usar a caixa de areia | Frequente | |
| Número insuficiente de caixas de areia ou acesso restrito ao sanitário | Frequente | |
| Mudanças de ambiente ou hospitalização | Frequente |
Embora os sinais clínicos ajudem a levantar as suspeitas iniciais, somente um médico-veterinário é capaz de diagnosticar o fecaloma felino com precisão.
Para chegar ao diagnóstico, o especialista analisa o histórico do animal, realiza o exame físico e pode solicitar exames complementares, como a radiografia abdominal.
A investigação começa pela anamnese, etapa em que o médico-veterinário reúne informações sobre o histórico do animal e a evolução dos sinais clínicos.
Antes de levar o gato ao veterinário, procure anotar ou lembrar informações como:
Quanto mais detalhes o tutor fornecer, mais fácil será identificar a causa da constipação e definir quais exames serão necessários para confirmar o fecaloma.
Depois da anamnese, o profissional realiza o exame físico para avaliar o estado geral do animal e identificar alterações compatíveis com o fecaloma.
Durante a palpação abdominal, o veterinário pode perceber dor, distensão do abdômen, dilatação dos segmentos do cólon e acúmulo de fezes no intestino.
Além disso, a avaliação também ajuda a detectar sinais de desidratação e alterações ortopédicas ou neurológicas que possam dificultar a evacuação e favorecer a constipação.
A radiografia abdominal é o exame de imagem inicial mais utilizado para confirmar o diagnóstico, pois permite a visualização das fezes retidas.
O exame mostra alterações como dilatação do cólon, fragmentação do bolo fecal e compressão de órgãos próximos, informações importantes para definir o tratamento.

A radiografia também ajuda a investigar possíveis causas do fecaloma, como tumores, fraturas pélvicas e lesões neurológicas. (FOSSUM, 2008).
Dependendo da suspeita clínica, o veterinário também pode solicitar exames laboratoriais para investigar doenças metabólicas ou sistêmicas que favoreçam a constipação.
A ultrassonografia abdominal complementa a investigação ao permitir a avaliação da parede intestinal, de órgãos vizinhos e da presença de massas ou corpos estranhos.

Segundo o médico veterinário Marcelo Tacconi, o fecaloma em felinos deve ser tratado como uma emergência. Isso significa que você deve levar o pet ao veterinário com o máximo de rapidez, assim que perceber o problema.
“O tratamento muda de caso para caso. O protocolo inicial é um enema (uma lavagem intestinal), podendo ser utilizados fluidoterapia, laxantes veterinários e, em alguns casos, o animal ser submetido a cirurgia”, explica o especialista.
Além do alívio imediato da constipação, o tratamento também deve identificar e corrigir a causa que levou à formação do fecaloma. Caso contrário, o gato pode apresentar novos episódios ao longo da vida.
De acordo com a gravidade do quadro, o médico-veterinário poderá indicar diferentes abordagens terapêuticas. Confira as principais:
| Tratamento | O que é | Objetivo | Quando pode ser indicado |
| Laxantes veterinários | Medicamentos que lubrificam ou facilitam a passagem das fezes pelo intestino. | Favorecer a eliminação das fezes retidas. | Casos de constipação leve, com pequena quantidade de fezes e ausência de megacólon. |
| Enema (lavagem retal) | Lavagem intestinal realizada com soluções específicas para remover as fezes acumuladas. | Auxiliar na evacuação e reduzir a retenção fecal. | Quando há apenas constipação ou em associação aos laxantes, conforme avaliação do médico-veterinário. |
| Fluidoterapia | Administração de fluidos por via intravenosa para restaurar a hidratação do organismo. | Corrigir a desidratação e oferecer suporte ao paciente durante o tratamento. | Quando o gato apresenta desidratação ou necessita de suporte clínico, inclusive no pós-operatório. |
| Enterotomia | Procedimento cirúrgico que realiza uma incisão no intestino para remover as fezes endurecidas. | Eliminar a massa fecal quando ela não pode ser removida por métodos conservadores. | Casos graves, com grande quantidade de fezes retidas, megacólon, recidivas ou falha do tratamento clínico. |
| Colectomia subtotal (remoção cirúrgica do cólon) | Cirurgia que remove parte do cólon para restabelecer o funcionamento do intestino. | Reduzir as recidivas e recuperar o trânsito intestinal. | Casos de constipação crônica, megacólon ou quando outras abordagens não apresentam resultado satisfatório. |
Atenção: o uso de laxantes, enemas ou qualquer outro medicamento nunca deve ser feito por conta própria. Quando utilizados de forma inadequada, esses produtos podem agravar a desidratação e aumentar o risco de complicações, como o prolapso retal. (LIDBURY, 2023)
Como o fecaloma geralmente se desenvolve como consequência da constipação, a prevenção consiste em adotar medidas que favoreçam o funcionamento do intestino, como:
Uma alimentação equilibrada ajuda a manter o intestino funcionando como deveria.
Dependendo da causa do problema, o médico-veterinário pode recomendar uma dieta gastrointestinal ou rações com maior teor de fibras alimentares.
Além disso, incluir alimentos úmidos no cardápio aumenta a ingestão diária de água e favorece a formação de fezes mais macias, reduzindo o risco de obstrução fecal.
Como as necessidades nutricionais variam de um animal para outro, qualquer mudança na dieta deve ser feita com orientação veterinária.
Ainda falando em hidratação, incentivar a ingestão de água do felino também é uma boa forma de prevenir fezes ressecadas em gatos.
Nesse caso, o tutor pode investir em fontes de água específicas para os pets, que mantêm a água em movimento, do jeito que os felinos adoram.
Outras estratégias simples que ajudam a aumentar o consumo de água e reduzir o risco de constipação em gatos são:
Como você já deve imaginar, uma das principais medidas de prevenção ao fecaloma em felinos é uma higienização regular e bem feita da sua caixinha de areia.
Gatos são animais extraordinariamente limpos, que não fazem suas necessidades em qualquer lugar. Se eles procuram a caixa de areia para fazer cocô e ela está suja, eles dificilmente vão fazer em outro lugar.
Por isso é fundamental que os tutores de gatos criem uma rotina regular de limpeza da caixa de areia, removendo os torrões formados pela urina e pelas fezes o quanto antes.
Pelo menos uma vez por semana é necessário fazer uma limpeza completa do sanitário, lavando em água corrente e trocando totalmente a areia higiênica.
Se você tiver mais de um felino, ofereça ao menos 1 bandeja extra para cada animal da casa. Assim, você evita que disputas territoriais atrapalhem a saúde intestinal dos pets.
O sedentarismo e o excesso de gordura corporal podem reduzir os movimentos naturais do intestino, favorecendo episódios de gato com intestino preso e dificuldade para evacuar.
Para evitar esse problema, incentive o gato a brincar diariamente com brinquedos, arranhadores, prateleiras e nichos elevados.
Essas atividades estimulam o funcionamento do intestino, promovem o controle de peso e ainda ajudam a reduzir o estresse — um gatilho bem conhecido para o fecaloma.
Outra forma de prevenir o fecaloma é a escovação regular dos pelos, pois o processo faz com que menos fios soltos fiquem no corpo e sejam ingeridos durante os banhos de gato.
De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV-GO), gatos de pelo longo podem precisar de escovação diária, enquanto os de pelo curto se dão bem com escovações semanais.
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Além de oferecer alimentação de qualidade e adequada ao seu gato, faça consultas de rotina com o médico-veterinário para acompanhar o desenvolvimento dele.
Assim fica muito mais fácil reconhecer um problema no início, quando as possibilidades de resolução são maiores.
Em estágios iniciais, o profissional poderá sugerir medidas preventivas para gatos com predisposição ao fecaloma, incluindo:
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O fecaloma ocorre quando as fezes permanecem retidas no intestino por muito tempo, perdendo água e ficando endurecidas.
A retenção fecal em gatos geralmente é consequência da constipação e pode estar relacionada à baixa ingestão de água, alimentação inadequada, estresse, doenças gastrointestinais felinas ou outras condições que alteram o funcionamento do intestino.
A constipação deve ser avaliada pelo médico-veterinário quando o gato permanece mais de 24 horas sem evacuar ou apresenta sintomas adicionais, como esforço intenso para defecar, dor, vômitos ou perda de apetite.
De acordo com a Purina, a maioria dos gatos evacua de uma a duas vezes ao dia. Ainda assim, esse padrão pode mudar conforme os felinos envelhecem.
Se o seu gato não consegue fazer cocô ou está com constipação há mais de 24 horas, procure um médico-veterinário.
Nem sempre. O fecaloma costuma causar dor e desconforto abdominal, fazendo com que muitos gatos percam o apetite.
Não existe um único medicamento indicado para todos os casos. O tratamento deve ser definido pelo médico-veterinário e depende da gravidade do quadro.
Alguns protocolos terapêuticos podem incluir fluidoterapia, enemas ou laxantes para gatos.
Nunca administre laxantes ou enemas de uso humano em casa, pois eles podem agravar o quadro de fecaloma e colocar a vida do animal em risco.
Sim, o fecaloma pode ser tratado, especialmente quando identificado cedo. Porém, a recuperação depende da gravidade do quadro e do controle da causa da constipação.
No entanto, a recuperação também depende do tratamento da causa que levou à constipação. Seguir corretamente as orientações do médico-veterinário é fundamental para evitar novos episódios.
Se você quer ajudar seu gato com prisão de ventre, mantenha os cuidados recomendados mesmo após a melhora inicial.
Nos casos de recorrência, especialmente quando o tratamento clínico não apresenta resultados, o médico-veterinário pode indicar uma colectomia subtotal para reduzir o risco de novos episódios. (BRIGHT, 1991)
Para saber mais sobre saúde felina e como cuidar bem do seu gato, fique de olho nos artigos publicados no Blog da Cobasi.
Aqui, você encontra dicas de especialistas, indicações de acessórios, produtos que facilitam a rotina de cuidados com pets e muito mais!
SANTOS et al. FECALOMA EM GATOS – REVISÃO DE LITERATURA. Anais do encontro de ciências agrárias do UNIGOIÁS. Goiânia(GO) UNIGOIÁS, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iieca/731575-FECALOMA-EM-GATOS—REVISAO-DE-LITERATURA
BASTOS, et al. Fecaloma em gato: relato de caso. OBSERVATÓRIO DE LA ECONOMÍA LATINOAMERICANA, [S. l.], v. 23, n. 8, p. e11030, 2025. Disponível em: https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/11030
FECALOMA GRAVE EM GATO: RELATO DE CASO. Colóquio Agrário. ISSN: 1809-8215 , [S. l.] , v. 2, pág. 177–182, 2018. Disponível em: https://journal.unoeste.br/index.php/ca/article/view/1853
LIDBURY, J.A. Tratamento de constipação em gatos. Vetfocus, v.33.1, 2023. Disponível em: https://vetfocus.royalcanin.com/pt/cientifico/treating-constipation-in-cats.
BICHARD, S. J.; SHERDING, R. G. Manual Saunders – Clínica de Pequenos Animais.
2. ed. São Paulo: Roca, 2003.
MCGAVIN, D.M.; ZACHARY, J.F. Bases da patologia em veterinária.4. ed. Rio de Janeiro, 2009. p. 1540.
BENJAMIN, S.E.; DROBATZ, K.J. Retrospective evaluation of risk factors and treatment outcome predictors in cats presenting to the emergency room for constipation. Jornal of Feline Medicine and Surgery, v.22, n.2, 2019. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1098612X19832663.
INTERNATIONAL CAT CARE. Constipation in Cats. 2025. Disponível em: https://icatcare.org/advice/constipation-in-the-cat/.
FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais. 3. ed. Rio de Janeiro, 2008. p. 1632.
BRIGHT, R. M. Idiopathic megacolon in the cat: Subtotal colectomy with preservation of the ileocolic valve. Vet Med Rep., v.3, n. 183, p. 186- 187, 1991.
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DE GOIÁS. Benefícios da rotina de escovação de pelos de cães e gatos. Disponível em: https://crmvgo.org.br/beneficios-da-rotina-de-escovacao-de-pelos-de-caes-e-gatos/
ROYAL CANIN PORTAL VET. Constipação em gatos: principais causas e como conduzir o caso. 2026. Disponível em: https://portalvet.royalcanin.com.br/saude-e-nutricao/trato-gastrointestinal/constipacao-em-gatos/
PREMIER VET. Manejo clínico da constipação crônica em felinos. 2025. Disponível em: https://premiervet.com.br/artigos/manejo-clinico-da-constipacao-cronica-em-felinos/

Formado em Medicina Veterinária pela UNESP/FMVA e com MBA em Neurociência, Consumo e Marketing pela PUC-RS, Marcelo divide a vida com seus pets, Meg e Valentina, que trazem alegria ao seu dia a dia.




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Fecaloma é algo tão comum entre os felinos por conta da ingestão de pelo que formam as bolas de pelo. Fale sobre tratamento cirurgico e pós cirúrgico. Não damos tanta importância por ser algo natural dos gatos, mas essas bolas de pelo se não cuidadas através de uma alimentação específica traz tristes resultados. Estou com meu gatinho indo para cirurgia porque apenas alimentava ele com ração seca, ele não sai para rua então a alimentação dele é zero grama, zero mato, zero fibra. Devia ter levado à sério a questão da alimentação rica em substâncias para ajudá-lo a eliminar a bola de pelo.
Meu gato fez a cirugia devido fecaloma. Foi indicado a alimentação por 15 dias a pastosa. Após esse período terei que dar ração para constipação intestinal. Qual é a melhor e a intermediária.
Agradeço.
Olá, Ledir! Tudo bem?
Como o seu pet está se recuperando de uma cirurgia devido o fecaloma, que é uma condição caracterizada pelo ressecamento e retenção das fezes dentro do intestino do pet, a recomendação é que você converse com o médico-veterinário a respeito da continuidade da alimentação do seu animal de estimação.