

Sim, gato sente frio. Quando as temperaturas caem, até os felinos mais peludos podem apresentar desconforto, principalmente filhotes, idosos, gatos de pelo curto, animais magros ou com problemas de saúde.
Entre os sinais de que o gato está com frio estão dormir encolhido com as patas sob o corpo, procurar cobertores e locais aquecidos, ficar menos ativo e apresentar extremidades frias.
Tremores persistentes, fraqueza, letargia ou dificuldade para respirar são sinais de alerta e exigem atendimento veterinário.
Para proteger o gato nos dias frios, mantenha-o dentro de casa, longe de correntes de ar, e ofereça uma cama seca com manta. Evite fontes de calor diretamente sobre a pele e não force o uso de roupas.
Neste guia, elaborado com a colaboração da médica-veterinária Viviane Cozzolino (CRMV/SP 13772), você confere como identificar os sintomas, cuidar do gato em baixas temperaturas e escolher os itens adequados para mantê-lo aquecido.
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Os gatos são animais endotérmicos, ou seja, o organismo produz calor e regula a própria temperatura corporal, que normalmente fica entre 38,1 °C e 39,5 °C, segundo a Royal Canin Portal Vet.
Quando o ambiente esfria, o corpo precisa gastar mais energia para conservar essa temperatura. A pele, a pelagem e a gordura corporal funcionam como isolantes térmicos, mas não impedem completamente a perda de calor.
Vento, chuva, umidade, correntes de ar e contato com pisos frios aumentam o desconforto, inclusive dentro de casa.
Entre os gatos que são mais sensíveis às baixas temperaturas estão:
Conforme explica o CRMV-SP em suas orientações para o inverno, animais com algumas condições de saúde podem ter mais dificuldade para regular a temperatura corporal e ser mais suscetíveis ao frio intenso.
Vale ressaltar que a tolerância ao frio varia conforme idade, pelagem, condição corporal, estado de saúde e ambiente. Mais do que seguir uma temperatura externa específica, é importante observar o comportamento e os sinais físicos de cada gato.
Os primeiros sinais de que o gato está com frio costumam aparecer no comportamento:
Esses sinais devem ser avaliados em conjunto com a temperatura do ambiente e as características do animal.
Quando o frio começa a afetar a temperatura corporal do gato, podem surgir sinais mais preocupantes, como:
Os tutores devem prestar atenção aos tremores em gatos, pois eles podem indicar uma tentativa do organismo de produzir calor. No entanto, também podem estar relacionados a medo, dor ou outros problemas de saúde.
Quando persistentes ou acompanhados dos sinais acima, os tremores podem estar relacionados à hipotermia em gatos.
Nesse cenário, leve o gato para um local seco e protegido, retire a umidade da pelagem e envolva-o em cobertores ou toalhas secas.
O aquecimento deve ser gradual, sem água quente, secador ou fontes de calor diretamente sobre a pele. Procure atendimento veterinário com urgência, pois a suspeita de hipotermia não deve ser tratada apenas em casa.

De modo geral, o estresse térmico em gatos pode começar quando a temperatura ambiente fica entre 8 °C e 10 °C, segundo o CRMV-SP.
Essa faixa serve como referência, não como regra, já que a tolerância ao frio depende das características do animal, das condições do ambiente e do tempo de exposição.
Mesmo quando submetidos à mesma temperatura, dois gatos podem reagir de maneiras diferentes. Por isso, os sinais físicos e comportamentais devem ser considerados junto à temperatura indicada pelo termômetro.
Algumas raças de gatos são originárias de regiões frias e possuem pelagem densa, dupla ou tripla, que proporciona maior isolamento térmico.
Segundo a Cat Fanciers’ Association, os principais exemplos são:
Essas características permitem que as raças tolerem melhor as baixas temperaturas, mas não as tornam imunes ao frio. Todas ainda precisam de um ambiente seco, protegido e confortável.
Raças sem pelos aparentes ou com pelagem curta e pouco isolante tendem a perder calor com mais facilidade. Entre os principais exemplos estão:
Porém, é preciso destacar que a sensibilidade ao frio não depende somente da raça. A densidade da pelagem, a idade, a condição corporal, a saúde e o ambiente também influenciam a resposta de cada animal às baixas temperaturas.
Apesar do frio não transmitir vírus ou bactérias diretamente, a exposição prolongada às baixas temperaturas pode causar desconforto e, em situações mais graves, hipotermia.
Durante o inverno, a permanência em ambientes fechados, com pouca ventilação e maior proximidade entre os animais, pode facilitar a circulação de agentes infecciosos.
Entre os problemas que merecem atenção está o complexo respiratório felino, que inclui doenças como rinotraqueíte e calicivirose.
Gatos idosos com problemas articulares também podem apresentar mais rigidez e desconforto nos dias frios. Caso o animal apresente alterações respiratórias, perda de apetite, apatia ou mudanças no comportamento, procure um médico-veterinário.
Na TV Cobasi, tivemos um bate-papo com as médicas-veterinárias Marcia Sonoda e Salua Cataneo sobre saúde e higiene dos pets no inverno.
No vídeo, as especialistas explicam como os dias frios podem afetar os animais e quais cuidados ajudam a prevenir problemas comuns durante a estação. Dê o play:
Nos dias frios, a proteção começa por manter o gato em um ambiente interno, seco e sem correntes de ar. Caminhas, mantas e pequenos ajustes na rotina ajudam a reduzir a perda de calor e preservar o bem-estar do animal.
Confira seis cuidados que ajudam a proteger o seu gato nos dias frios:
Se o seu gato gosta de passar horas na janela ou se aventurar pelo quintal, observe como a temperatura afeta esses locais. O espaço ensolarado durante o dia pode ficar frio e sujeito a correntes de ar à noite, enquanto o quintal pode acumular umidade.
Nos períodos mais frios, reduza o tempo nas áreas externas e ofereça um local interno, seco e aquecido para o descanso.
Manter a vacinação em dia ajuda a proteger o gato contra doenças infecciosas. A vacina V3 contempla panleucopenia, rinotraqueíte, causada pelo herpesvírus felino tipo 1 (FHV-1), e calicivirose, causada pelo calicivírus felino (FCV).
Segundo a médica-veterinária Viviane Cozzolino, a imunização é um cuidado importante para preservar a saúde do gato durante o inverno.
Como o protocolo varia conforme idade, saúde, histórico vacinal e estilo de vida, a escolha da vacina e a frequência dos reforços devem seguir a orientação do médico-veterinário.
Confira no infográfico as principais vacinas recomendadas para gatos:

Camas, cobertores e mantas devem ficar em um local seco, protegido do vento e afastado do piso frio. O espaço também precisa permitir a entrada, a saída e a mudança de posição com facilidade.
A melhor cama para gatos no inverno é seca, estável, confortável e isolada do chão.
As tocas e os modelos tipo iglu também são boas escolhas, pois ajudam a bloquear correntes de ar, enquanto camas suspensas ou com base espessa reduzem o contato com pisos gelados.
Na hora de escolher, confira se o tamanho permite que o gato se encolha e mude de posição. Para animais idosos ou com dificuldade de locomoção, modelos estáveis e com entrada baixa oferecem acesso mais confortável.
Na Cobasi, diferentes opções de tocas e caminhas para gatos ajudam a preparar um espaço de descanso mais aconchegante.
A maioria dos gatos saudáveis não precisa de banhos periódicos. No entanto, o banho pode ser indicado em casos de sujeira intensa, contato com substâncias perigosas, dificuldade de autolimpeza ou recomendação veterinária.
Quando houver necessidade durante o inverno, escolha um horário mais quente, use água morna e seque completamente a pelagem.
O gato deve permanecer em um ambiente aquecido e sem correntes de ar até a secagem total, pois os pelos úmidos aumentam a perda de calor.
Para sujeiras leves, a limpeza localizada ou os produtos de banho a seco para gatos podem evitar que todo o corpo seja molhado. Confira mais orientações no conteúdo sobre banho em gatos.
Como o consumo de água pode diminuir nos dias frios, mantenha água fresca e limpa disponível em locais de fácil acesso.
As fontes de água para gatos deixam a água em movimento, enquanto os alimentos úmidos podem estimular a ingestão de líquidos e complementar a hidratação.
As necessidades energéticas não mudam da mesma forma para todos os gatos. Por isso, não aumente a quantidade de alimento por conta própria.
A dieta deve permanecer completa e adequada à idade, ao peso, à condição corporal e ao estado de saúde, com ajustes feitos sob orientação veterinária.
As roupas para gatos no frio podem ajudar animais sem pelos, com pelagem curta ou mais sensíveis às baixas temperaturas, desde que o acessório seja confortável e bem aceito.
Escolha uma peça adequada ao tamanho do gato, feita com tecido leve e sem partes que possam se soltar.
A roupa não pode apertar, prender as patas, limitar os movimentos nem impedir a higiene por lambedura. Em gatos de pelo longo, o uso prolongado também pode favorecer a formação de nós.
A adaptação deve acontecer aos poucos e pode ser associada a carinho, petiscos ou outras experiências positivas. Sinais de ansiedade, dificuldade para andar ou tentativas constantes de retirar a peça indicam que o uso deve ser suspenso.
Quando o gato não aceita o acessório, uma cama com manta em um ambiente seco e protegido costuma ser uma alternativa mais confortável. Para dormir ou permanecer sem supervisão, também é mais seguro retirar a roupa.
Nos dias frios, um abrigo bem montado ajuda a proteger os gatos de rua contra vento, chuva, umidade e contato com superfícies geladas.
Para ajudar um gato que vive nessas condições, siga as recomendações da Humane World for Animals:
As orientações detalhadas de construção e posicionamento também podem ser consultadas no guia da Neighborhood Cats, indicado pela própria Humane World for Animals.
Além de oferecer abrigo, água e alimento, outras formas de apoio incluem entrar em contato com ONGs e protetores independentes, oferecer lar temporário, contribuir com doações ou atuar como voluntário. Confira outras orientações sobre como ajudar animais abandonados.
A participação em campanhas de inverno amplia a proteção oferecida aos animais em situação de vulnerabilidade.
A Campanha do Agasalho Pet da Cobasi, realizada pelo Cobasi Cuida, recebe, em suas edições, itens higienizados e em bom estado para encaminhamento às ONGs parceiras.
Confira como foi a Campanha do Agasalho Pet 2026 e acompanhe outras iniciativas promovidas pela Cobasi.

Mantas autoaquecíveis próprias para pets, que refletem o calor corporal sem usar eletricidade, tendem a oferecer menor risco quando estão secas, intactas e são utilizadas conforme as instruções do fabricante.
Produtos elétricos exigem supervisão e não devem permanecer em contato direto com a pele.
A fonte de calor deve ocupar apenas parte da cama para que o gato consiga se afastar. Mantas térmicas não substituem o atendimento veterinário em casos de suspeita de hipotermia.
O gato pode dormir com um cobertor leve, seco e sem fios soltos, desde que consiga entrar e sair livremente. Evite enrolar o animal, cobrir o rosto ou impedir a movimentação durante o sono.
Mesmo dentro de casa, o gato pode sentir frio durante a madrugada, principalmente quando a cama fica próxima a frestas, janelas, pisos gelados ou saídas de ar-condicionado.
Um local de descanso seco, isolado do chão e protegido de correntes de ar oferece mais conforto.
Sim, tanto nas patas, como nas orelhas, focinho e cauda. Essas extremidades podem até ficar mais frias quando o gato perde calor.
Como esse sinal isolado não confirma que o animal esteja sofrendo com o frio, observe também postura encolhida, procura por locais aquecidos, tremores e redução da atividade.
Filhotes, especialmente os recém-nascidos, ainda não regulam bem a temperatura corporal. Prepare um local seco e protegido, com manta e aquecimento indireto, permitindo que o filhote se afaste da fonte de calor.
Não coloque bolsas quentes, almofadas ou aquecedores diretamente sobre a pele. Filhotes com o corpo gelado, fracos, sem apetite ou pouco responsivos precisam de atendimento veterinário.

O conteúdo te ajudou a entender como cuidar melhor do seu gato no inverno? Continue no Blog da Cobasi e encontre mais orientações sobre saúde, comportamento e bem-estar felino para todas as épocas do ano. Até a próxima!

Médica-veterinária formada pela USP, é a tutora da pug Bisteca. Divide sua paixão por cães e gatos com a vocação para negócios. Dúvidas sobre alimentação, saúde e higiene? Pergunte pra Vivi!
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Muito.instrutivo.gostei
É interessante saber que não é tão diferente de humanos. Eles passam mais tempo deitados. Brincam pouco e comem bem tbm.
Adorei o artigo. Eu tô sempre curioso pra saber sobre como lhe dar melhor com os felinos que mandam em casa.
GATOS SENTEM.FRIO NO RABO ?
Olá, tudo bem?
Sim.